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O que falta neste Sporting CP? Atitude, atitude, atitude

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Escrevo esta crónica depois do empate na Madeira diante do Marítimo, na jornada inaugural do Campeonato. A resposta à questão que titula este texto seria, não fosse a limitação de caracteres, bastante densa e extensa, tendo eu muito para dizer sobre o que falta neste Sporting versão 19/20. Mas vou tentar ser resumido e curto na análise, correndo o risco inevitável de ficar muito, mas mesmo muito, para dizer sobre o tema.

Começo por dizer que não me convenço que Bruno Fernandes, o melhor jogador do nosso campeonato, não tenha sido transferido para qualquer colosso europeu. Tal situação não se deve apenas aos “desvarios do mercado”, como tenho ouvido e lido por aí como justificação para tudo e mais alguma coisa quando algo de estranho acontece no futebol. Não sejamos preguiçosos na análise. Acho que os dirigentes leoninos não estiveram à altura do dossier Bruno Fernandes, pois todos sabemos que além de se vender o peixe, o que se torna às vezes inadiável é saber vendê-lo.

O Tottenham levou uma nega de Varandas, tendo os Spurs avançado com 45M€ mais objetivos para levar Bruno Fernandes para Londres, num valor que poderia chegar facilmente aos 60M€ mais objetivos cumpridos. Os dirigentes do Tottenham jogaram com as conhecidas dificuldades financeiras do clube de Alvalade: numa situação económica que coloca em causa o normal funcionamento da tesouraria dos Leões, os Spurs acenaram com valores abaixo dos exigidos a ver se a coisa cola. Varandas, quer se concorde ou não, não foi na cantiga. Mas isso deixou-o num dilema: ficar com um jogador no plantel a “fazer o frete”, antevendo-se em sub-rendimento e, mais grave ainda, desvalorizando-se a ele e desvalorizando um ativo da SAD. Mas são opções, como tudo na vida. É que Varandas pode ter rejeitado uma proposta de 45M€ imediatos e, no futuro, poderá ser obrigado a vender o jogador maiato por 20 ou 15M€ (!!). Talvez o dirigente leonino prove, nessa altura, o veneno que ele próprio criou.

Mas não fica por aqui o meu “puxão de orelhas”. Não consigo conceber como é que com Thierry Correia no plantel – ele que fez, aliás, uma excelente exibição diante do Benfica – ainda se foi ao mercado contratar um lateral direito. É que Valentin Rosier, ex-Dijón, foi contratado neste defeso por 5M€ e ainda está no estaleiro. Não se percebe. Alguém me explica? Mas este caso é apenas mais um dos muitos exemplos do que falta neste Sporting: a urgência de valorizar os jovens da sua formação, algo que os seus rivais mais diretos estão a fazer já há algum tempo, nomeadamente o SL Benfica. É tempo do Sporting acordar.

Nesta nova temporada, os sorrisos tardam em manter-se por Alvalade
Fonte: Sporting CP

Mas falta sobretudo atitude nesta equipa e staff. É claro que a equipa do Sporting é inferior, repito, inferior, relativamente às equipas dos seus rivais diretos. Andarmos afastados da entrada na Liga dos Campeões é, na minha opinião, a principal razão do fosso financeiro e, por consequência, desportivo, entre a formação verde e branca e o FC Porto e o SL Benfica. Mas ter a equipa mais fraca do que estes rivais não pode justificar tudo. Não pode justificar, por exemplo, que se perca cinco a zero contra o SL Benfica, nem como um mísero empate nos Barreiros que poderia bem terminar em derrota clara para a formação verde e branca.

O que faltou então? A atitude que referi. É um problema já antigo no clube: os jogadores chegam a Alvalade, proferem palavras que fazem perceber aparentemente, repito, aparentemente, a grandeza do clube onde estão mas, rapidamente, salvo raras e boas exceções, isso perde-se no tempo e a atitude resvala para níveis, grosso modo, medíocres. Não pode ser. Há alturas em que penso que o Sporting pode até ter a melhor equipa do Mundo, os melhores jogadores e treinadores do Mundo mas enquanto a mentalidade e a atitude da equipa não se alterarem isso pouco valerá.

Mas talvez o que falta neste Sporting é perder certos tiques burgueses que perduram eternamente no clube. Falo das atitudes do “Sporting Clube de Belas” ou então do “Campo Grande Futebol Clube”, pois aqueles piqueniques de final de tarde em Alvalade antes dos jogos lembram-me o ambiente aristocrático do Ramalhete descrito nos Maias de Eça de Queirós que arrepiam a minha convicção marxista. Esta leve atitude de ser sportinguista, misturando jogos de futebol com passeios à beira mar ou com piqueniques nos grandes jardins é algo que me faz imensa confusão. Mas às vezes os adeptos, às vezes, têm o clube que querem. Ah, e que merecem.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sem pontaria nem qualidade!

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A época ainda agora começou e as perdas já parecem irreversíveis. Uma entrada em falso no campeonato, com uma derrota surpreendente em Barcelos, foi só o início do descontentamento portista.

Quando tudo parecia encaminhado para os dragões marcarem presença na próxima pré-eliminatória da Liga dos Campeões, eis que surge mais um percalço. Uma derrota em casa frente ao FK Krasnodar, equipa fundada há cerca de onze anos. Uma derrota pesada, não só pelos números, mas pelas conclusões que se podem tirar.

Uma defesa que parece não ter norte, um meio-campo sem criatividade e um ataque sem pontaria. É o resumo de um dos piores arranques de temporada da história do FC Porto.

Sérgio Conceição tem sido alvo de várias críticas durante esta semana por parte dos adeptos
Fonte: Bola na Rede

O treinador Sérgio Conceição assumiu posição e disse prontamente que não é um problema para o clube. Se é ou não é, trata-se de uma questão que depende da perspetiva, mas o que é certo é que há ideias de jogo e jogadores que não têm correspondido. A equipa está diferente, o modelo de jogo tem de se adaptar às valências de cada um, mas falta entrosamento, qualidade e, acima de tudo, vontade de fazer a diferença.

Em todos os setores há problemas, há baixas e há falta de rendimento, mas o ataque tem tido destaque.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 4-2 Espanha: Portugal revalida vitória no Mundialito

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No terceiro jogo do ano entre portugueses e espanhóis, Portugal voltou a ser superior, tendo derrotado a Espanha por 4-2. Desta maneira, a seleção portuguesa conquistou o seu sétimo Mundialito e pela segunda ocasião, sagrou-se bicampeão da prova.

A necessitar de vencer no tempo regulamentar para ainda poder sonhar com a vitória no Mundialito, Chiky obrigou Andrade a esticar-se e a evitar o golo, logo no primeiro remate da tarde. No entanto, passados alguns segundos, uma combinação entre André Lourenço e Rúben Brilhante a terminou com 1-0, por intermédio do jovem nazareno. Instantes depois, Portugal beneficiou de um livre em zona frontal, ainda longe da baliza de Pablo Molina, mas Torres rematou muito por cima.

Entrada forte de Portugal, que estava no comando da partida, com boas movimentações onde, por vezes, apenas faltava uma melhor definição.

Com cerca de quatro minutos jogados, Von sofreu uma falta em zona muito perigosa para as redes espanholas. Contudo, jogador da Casa do Benfica de Loures rematou forte e à figura de Molina. Na recarga cabeceou fraco e para as mãos do guardião espanhol.

A perder, a Espanha procurava construir jogo desde o seu guarda-redes, mas a seleção portuguesa pressionava bastante e dificultava a tarefa espanhola. Porém, num lance onde Rúben Brilhante falhou a marcação, Javi Torres efetuou a recarga a um remate de Cintas defendido por Andrade e restabeleceu a igualdade. Pouco depois, Chiky sofreu uma falta em zona extremamente favorável. Com uma boa chance para virar o marcador, rematou cruzado, mas Andrade, com uma excelente estirada, negou o segundo tento da La Roja. Passados alguns instantes, foi Von a voltar a dispor de uma grande oportunidade para marcar. Todavia, o remate saiu muito torto.

A faltar pouco mais de um minuto para o intervalo, a Espanha esteve quase a passar para a frente do marcador, mas Andrade, quem mais, com uma defesa algo ortodoxa, impediu o golo espanhol.

Terminado o primeiro período, Portugal e Espanha empatavam a 1-1. A seleção portuguesa entrou melhor, mas com o desenrolar do encontro, os comandados de Joaquin Alonso melhoraram o seu desempenho e não estivesse Andrade inspirado, o marcador poderia indicar o resultado bem diferente.

 

Casa cheia no Estádio do Viveiro. Esta foi a imagem habitual ao longo dos três dias de competição
Fonte: Nazaré Beach Events

Logo nos instantes iniciais da segunda parte, André Lourenço cometeu uma falta sobre Javi Torres em zona frontal à baliza de Andrade. Contudo, o remate do número nove espanhol passou ao lado das redes portuguesas. Segundos depois, Jose Arias teve nos pés a possibilidade de adiantar a Espanha no placard, mas não conseguiu dar o melhor segundo a um passe de Chiky.

Jogados cerca de dezasseis minutos, Torres, sem qualquer linha de passe, “sacou um coelho da cartola” e com um belíssimo pontapé de bicicleta fez o 2-1 para Portugal. Um dos melhores, senão mesmo o melhor golo da 23ª edição do Mundialito de Futebol de Praia. No entanto, a vantagem portuguesa esteve para durar muito pouco. Porém, Adri Frutos não conseguiu aproveitar um bom passe de Pedro Garcia. Pouco depois, Madjer tentou um pontapé acrobático, mas o mesmo passou ao lado da baliza de Dona, que havia substituído Pablo Molina.

Portugal estava melhor e colecionava oportunidades, mas os jogadores portugueses continuavam a pecar na finalização. Sem conseguir aumentar a vantagem, a cerca de dois minutos de nova pausa, a Espanha quase empatou. Remate desde muito longe de Dona defendido por Andrade e na recarga, mesmo no chão, o guarda-redes português levou a melhor num duelo contra Pedro Garcia. Momentos depois, Adri Frutos dispôs de um livre bem ao jeito do seu pé esquerdo, mas rematou ao lado da baliza portuguesa.

Com pouco mais de um minuto da segunda metade para se jogar, na sequência de um cartão amarelo por simulação visto por Jose Arias, a equipa das quinas beneficiou de um livre em zona frontal e Jordan, com possibilidade de fazer o terceiro, não falhou e assinou o 3-1.

Finalizado o segundo período, Portugal vencia a Espanha por 3-1. Vantagem justa, tendo em conta o maior número e qualidade de oportunidade de finalização criadas pelos jogadores liderados por Mário Narciso. Doze minutos equilibrados e físicos, mas onde a formação lusa foi ligeiramente melhor e quando se apanhou em apuros, Andrade resolveu.

Andrade e Jordan foram os vencedores dos prémios individuais
Fonte: Nazaré Beach Events

Os derradeiros doze minutos quase começaram com o quarto golo português, mas apesar de estar bem posicionado e do esférico estar em feição ao seu pé esquerdo, André Lourenço rematou ao lado da baliza espanhola.

Já com menos de dez minutos para o fim do encontro, Javi Torres viu um segundo amarelo e respetivo vermelho, em virtude de uma falta sobre Belchior. Com um livre numa zona excelente, o número dez de Portugal não desperdiçou e apontou o 4-1. Pouco depois, na sequência de uma recuperação de bola, Belchior ficou isolado perante Pablo Molina, mas não conseguiu aumentar a vantagem portuguesa. Não marcou Portugal, marcou a Espanha. Pontapé de bicicleta de Chiky e a diferença estava reduzida para 4-2.

O relógio registava cada menos tempo para se jogar, mas nenhuma das seleções conseguia construir grandes oportunidades de golo. O peso das várias competições de seleções e clubes, nomeadamente desde o mês de abril, fazia-se sentir. A exceção à regra foi uma iniciativa individual de Belchior, que apenas não terminou em golo, porque a bola beijou o poste da baliza espanhola. Pouco depois, Chiky sofreu uma falta de Belchior em boa posição para visar a baliza de Andrade, mas ao tentar replicar uma folha do belo livro de memórias do jogador português, acabou por entregar a bola a Portugal.

Concluído o terceiro período, Portugal venceu a Espanha por 4-2 e confirmou a conquista do 7º Mundialito de Futebol de Praia do seu historial. Mesmo sem construir muitos lances de perigo, a seleção nacional foi aproveitando alguns dos livres de que foi dispondo para garantir a vitória final na 23ª edição do mítico torneio. Que em 2020 vai voltar a realizar-se na Nazaré. Cidade que vai continuar a receber a Euro Winners Cup e uma etapa da Euro Beach Soccer League nos próximos três anos.

Assim, Portugal volta a sagrar-se bicampeão do Mundialito, feito que apenas havia conseguido por uma ocasião, entre os anos de 2008 e 2009, quando em Portimão conseguiu derrotar o Brasil na “final”.

No outro jogo do dia, o Senegal derrotou o Japão por 3-2 no prolongamento, terminado o Mundialito na segunda posição com 5 pontos. A Espanha ficou-se pelo terceiro lugar com apenas três, enquanto que o Japão ficou em último sem nenhum ponto somado.

No que diz respeito a prémios individuais, Andrade foi considerado o melhor guarda-redes e Jordan o melhor marcador com quatro golos e o MVP do Mundialito de 2019.

Naquele que é o ano com o calendário mais preenchido de sempre, Portugal volta à competição já no dia 26 de agosto. Iniciando a participação nos Jogos do Mediterrâneo, que se vão realizar em Patras, Grécia. No entretanto, regressa o Futebol de Praia de clubes. Nos próximos fins de semana disputam-se a 3ª eliminatória da 1ª edição da Taça de Portugal, mas, também, a 5ª e 6ª jornadas da fase regular da Divisão de Elite.

CINCOS INICIAIS:

Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 3-André Lourenço, 4-Bruno Torres, 6-Rúben Brilhante e 7-Madjer (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Jordan, 10-Belchior e 18-Von

Banco: 1-Tiago Petrony (GR)

Espanha: 13-Pablo Molina (GR), 2-David Ardil, 5-Cintas, 7-Chiky e 9-Javi Torres

Jogaram ainda: 1-Dona (GR e CAP.), 3-Berru, 4-Pedro Garcia, 6-Jose Arias e 8-Adri Frutos

Foto De Capa: Nazare Beach Events 

SC Braga 3-1 Brondby IF: Inquestionável superioridade bracarense

Depois de uma vitória tardia por dois golos na primeira mão, os arsenalistas podiam encarar com maior tranquilidade o caseiro jogo decisivo para passar à próxima eliminatória da Liga Europa. Ainda assim, era preciso não descartar um adversário perigoso, ainda para mais lembrando o fiasco da época transata em que se deixou surpreender em casa e ficou pelo caminho na Europa logo à primeira batalha.

Num quarto de hora inicial com um par de situações de perigo para cada lado destacaram-se mais os visitantes. Num estilo de jogo estruturado e agradável de ver, o seu foco era a troca de bola de pé para pé e conseguiram assim criar mais espaços na defensiva bracarense, mas o trio ofensivo mostrava algum desacerto no último momento das jogadas.

No entanto, de pouco valeria esta entrada mais forte. Aos 19’, Palhinha aproveitou uma sobra de defesa dinamarquesa para rematar colocado e não só inaugurar o marcador, como colocar o adversário numa missão praticamente impossível se ainda quisesse dar a volta à eliminatória.

Apesar de se continuar a aproximar da baliza à guarda de Matheus, o Brondby acusou um pouco o golo e o Braga aproveitou para começar a pressionar mais alto, forçando erros no adversário. E, com este encostar às cordas dos visitantes, os arsenalistas chegariam mesmo ao segundo antes do intervalo, com um belo pontapé de André Horta à entrada da área.

A segunda metade manteve essa tónica do Braga por cima na partida e o terceiro golo esteve muito perto, logo a abrir, tanto por um cabeceamento de Paulinho a centímetros da baliza como com um estouro à barra de Wilson.

Wilson falhou dos 11 metros, mas Paulinho aproveitou a sobra
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

O perigo criado pelos Guerreiros do Minho daria finalmente frutos ao minuto 66’. Esgaio sofreu falta dentro da área adversária, Wilson ainda permitiu a defesa da grande penalidade, mas Paulinho não perdoou na recarga.

Até final, o encontro disputou-se a ritmo mais baixo e com ambas as equipas a permitirem mais espaços e a terem possibilidades para dilatar ainda mais o marcador. Acabou por ser o Brondby que a aproveitar, com um tento de honra da autoria de Bjur.

A superioridade bracarense nunca esteve em dúvida e os comandados de Ricardo Sá Pinto terão agora o Spartak como obstáculo final para chegar à fase de grupos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Matheus; Esgaio, Pablo (Tormena 70’), Bruno Viana, Caju; Palhinha, Novais, André Horta (Xadas 58’); Wilson Eduardo (Trincão 66’), Murilo, Paulinho

Brondby IF: Schwabe; Gammelby, Hermannsson, Arajuuri, Jung; Borkeeiet, Kaiser (Fisker 45’), Radosevic; Hedlund (Bjur 72’), Lindstrom, Wilczek (Erceg 45’)

Félix Correia e o mercado dos mais jovens

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Félix Correia, aos 18 anos, transferiu-se para o Manchester City, após ter feito a sua formação na Academia de Alcochete. O jovem internacional português foi assim mais um dos jovens que se mudou para um clube com outro poderio financeiro, sem se estrear com a camisola da equipa principal. O extremo português rubricou um contrato válido até 2024 com os “citizens”, integrando a equipa sub-23 do clube de inglês.

O jovem formado em Alcochete representou o Sporting durante dez temporadas, desde a época 2009/2010. Estando apenas a um ano de terminar o contrato com os leões, acabou o clube de Alvalade por conseguir um mal menor. O Sporting tentou prolongar o vínculo de Félix Correia propondo o melhor contrato de sempre a um jovem da formação, sendo esta proposta recusada. Perante isto, o jovem jogador ficaria, dentro de seis meses, livre para assinar por qualquer clube a custo zero. Assim, Félix Correia transferiu-se por uma verba a rondar os 3.5M€, ficando o Sporting com 10% de uma futura transferência, além do mecanismo de solidariedade no futuro.

Félix Correia brilhou de leão ao peito, sendo um jogador muito influente na equipa sub-19, onde realizou 25 jogos e marcou nove golos na temporada 2018/19. Sendo ainda internacional português nos vários escalões, somando 43 jogos e 13 golos entre os sub-15 e os sub-19. Recentemente, no Euro Sub-19, foi um dos atletas que ajudou Portugal a vencer a medalha de prata. É um jovem extremo muito veloz, tecnicamente muito evoluído e com boa capacidade de finalização.

Depois de dez anos no clube, o jovem extremo ruma ao todo-poderoso Manchester City FC
Fonte: FPF

O jovem formado na Academia de Alcochete é mais um dos jovens que cede ao “assédio” de clubes com outra dimensão financeira. Se olharmos para as várias seleções jovens, existem muitos atletas que não sendo seniores e sem fazer a sua estreia na equipa principal do clube formador, optam por vestir as cores dessas camisolas.

Recorde-se, por exemplo, que o Manchester City recentemente foi multado em 340 mil euros por quebrar regras de transferência internacionais de jogadores menores. Esta é uma prática comum a muitos clubes europeus. O futebol português tem como base a sua aposta na formação, devendo cada vez mais ser uma realidade. Por isso, os clubes portugueses serão sempre formadores, tendo de lidar com esta realidade, perdendo ativos muito prematuramente.

Félix Correia é, de facto, um dos grandes talentos da sua geração. Agora, ao serviço do Manchester City, que possa continuar a evoluir, que um dia se possa estrear no Etihad Stadium e faça sonhar os adeptos britânicos. Por cá, ficarão na memória os golos, as vitórias, os dribles e as jogadas de Félix Correia de leão ao peito, nos últimos dez anos.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Arranque da Segunda Liga

A primeira jornada da II Liga Portuguesa relativa a 2019/20 arrancou no passado dia 10 de agosto, no sábado, pelas 11 horas, com um duelo disputado entre CD Nacional e GD Chaves, que teve transmissão em direto na televisão. O segundo encontro disputado foi SC Varzim e UD Oliveirense, seguido de SC Farense e Casa Pia AC, CD Mafra e CD Cova da Piedade sucessivamente. No dia 11 de agosto realizou-se entre as restantes equipas o resto da primeira jornada, iniciando-se às 11:15h o jogo disputado por Académica e Leixões SC (novamente com transmissão televisiva), mais tarde, CD Feirense e UD Vilafranquense (16h), SC Covilhã e FC Porto B (18h), FC Penafiel e AC Viseu (18h) e, para encerrar a jornada, a equipa B do SL Benfica defronta o Estoril de Praia pelas 18h – com transmissão televisiva no canal do clube.

Eis os resultados e respetivos marcadores destes encontros:

CD Nacional 3 – 0 GD Chaves: Bryan Rochez 59′, João Camacho 63′, Brayan Riascos 77′;

SC Varzim 0 – 0 UD Oliveirense;

SC Farense 3 – 1 Casa Pia AC: Pedro Simões 45′, Alvarinho 75′, Fabrício 90′; Jorge Ribeiro 28′;

CD Mafra 3 – 2 CD Cova da Piedade: Allef 4′, Areias 42′, Joel 50′; Gustavo 81′, Edinho 84′;

Académica 3 – 2 Leixões SC: André Claro 13′, Chaby 54′, Ricardo Dias 87′; Harramiz 34′ e 57′;

CD Feirense 2 – 0 – UD Vilafranquense: Fati 21′, Icaro 50′;

SC Covilhã 2 – 0 FC Porto B: Adriano 75′ e 90′;

FC Penafiel 0 – 2 AC Viseu: Bruninho 45′, Bruno Loureiro 55′;

SL Benfica B 2 – 1 Estoril de Praia: Pedro Henrique 43′, Úmaro Embaló.

Assim, os três principais candidatos aos lugares cimeiros e de subida são respetivamente: CD Nacional, SC Farense e Ac Viseu – mas, é de salientar que é apenas a primeira jornada do campeonato e tudo pode mudar e acontecer até ao fim.

 Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Daniel Alves e Juanfran desembarcam no Morumbi

O futebol brasileiro vive um bom momento em termos de contratações de jogadores de renome, inclusive mundial. Após as chegadas de atletas como Rafinha e Filipe Luís ao Flamengo, agora foi a vez do São Paulo investir mais pesado. Os escolhidos pela direção são-paulina foram, os também laterais, Daniel Alves, 36, e Juanfran, 34. A vinda dos dois reforços aumentam a possibilidade do clube conquistar algo melhor no Brasileirão.

É preciso entender que o mercado brasileiro acaba sendo uma opção viável aos atletas que estão em final de carreira, mas que querem continuar atuando em alto nível e com grande competitividade. Outros mercados emergentes como o chinês, estadunidense ou do oriente médio podem até pagar melhores ordenados que o brasileiro, mas a exigência fica bem mais abaixo.

Além de que no Brasil os maiores clubes pagam excelentes salários. Esses jogadores que chegam, costumam não ter mais espaço nas grandes equipes europeias. Temos algumas exceções como o do Daniel Alves que tinha uma proposta da Juventus. Mas o clube italiano ofereceu apenas um ano de contrato, enquanto o São Paulo ofereceu três anos e meio. A duração contratual foi um dos fatores determinantes para convencerem o jogador a voltar ao futebol brasileiro.

Juanfran aceitou o desafio de defender um clube brasileiro, após um longo período no Atlético de Madrid Fonte: São Paulo
Daniel Alves e Juanfran são dois laterais direitos de origem. Com isso conclui-se que o brasileiro será adaptado para a meia direita, enquanto o espanhol jogará na lateral. Outra opção do treinador, Cuca, seria colocar o Juanfran na esquerda, no lugar do Reinaldo, e Daniel Alves na direita. O espanhol já atuou em algumas oportunidades na lateral esquerda do Atlético de Madrid. A princípio a primeira opção é a mais interessante. O lado direito do Tricolor ficaria respeitável com Juanfran, Dani Alves e Anthony.

Juanfran dará ao setor mais estabilidade defensiva. É um jogador raçudo que não costuma perder viagem nas jogadas. Enquanto Daniel Alves, que poderá atuar até como um ponta, dará uma qualidade ofensiva enorme. O lateral é o maior vencedor de títulos da história do futebol e foi o melhor brasileiro da ultima temporada, ficando a frente de Neymar.

Daniel Alves e Juanfran se juntam a galeria de jogadores consagrados que conquistaram o mundo do futebol e atuaram no Brasil. Ronaldo, Romário, Seedorf, Ronaldinho Gaucho e Rivaldo são alguns outros bons exemplos. Se o São Paulo se tornará um real candidato ao título do Campeonato Brasileiro ainda é cedo para dizer. Mas com os investimentos realizados em contratações nessa temporada e disputando apenas o brasileirão, o Tricolor tem a obrigação de brigar pela taça.

Foto de Capa: São Paulo

artigo revisto por: Ana Ferreira

A “Lage” que suportou o Benfica

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No dia 3 de Janeiro, Rui Vitória abandonou oficialmente o cargo de treinador do SL Benfica e o banco das águias ficou interinamente a cargo de Bruno Lage, à data o treinador da equipa B dos encarnados. O Benfica, vindo de uma derrota por 2-0 frente ao Portimonense SC, encontrava-se nesta altura a sete pontos do líder FC Porto, ocupando o quarto lugar. Estando o clube da Luz prestes a atravessar uma das fases mais complicadas e exigentes da época, não se adivinhava vida fácil para Bruno Lage.

Três meses depois o Benfica anulou totalmente a diferença pontual para o rival do norte, ocupando o primeiro lugar, em igualdade pontual com a equipa de Sérgio Conceição. Derrotou o Sporting CP por 2-1 e estava com meio pé na final do Jamor. Na Europa, os encarnados superaram uma eliminatória complicada face aos turcos do Galatasaray SK e viraram a eliminatória frente ao GNK Dínamo Zagreb. Face ao sucesso da equipa, Bruno Lage renovou contrato até 2023.

Posto isto, qual a razão do sucesso da equipa de Bruno Lage face à de Rui Vitória?

Logo à partida, no primeiro jogo de Bruno Lage, uma suada vitória por 4-2 frente ao Rio Ave FC, foi possível notar mudanças de cariz tático, mas também anímico. Lage não teve receio de implementar, sem grande tempo de treino com a equipa, o tão desejado 4-4-2, apostando no jovem João Félix pelo meio a aparecer por trás de Seferovic. Este modelo tático é, no entanto, muito permeável podendo variar para um 4-2-3-1 ou até mesmo um 4-3-3 mais típico de Rui Vitória, com João Félix à esquerda e Pizzi a fechar ao meio. Esta permeabilidade deve-se à liberdade de movimentos e trocas posicionais, sobretudo entre João Félix e os extremos, papéis ocupados maioritariamente por Rafa e Pizzi, que passou a ser desviado para a direita. Rafa encaixa como uma luva neste sistema, utilizando a sua enorme velocidade para procurar a profundidade nas costas da defesa adversária, dando sempre uma opção de passe diferente à equipa encarnada. É também letal no transporte de bola em situação de contra-ataque e provoca grandes desequilíbrios no setor defensivo adversário.

Este sistema de jogo permitiu retirar o melhor de jogadores em sub-rendimento como Pizzi, Samaris ou Gabriel, mas sobretudo João Félix, que com Rui Vitória aparentava estar algo perdido a jogar na ala. Numa posição de 9 e meio, mas em movimento constante, Félix conseguiu aproveitar toda a sua qualidade técnica e capacidade de remate, apontando nove golos e três assistências na era de Bruno Lage, chegando também a vencer o prémio de melhor jogador, em janeiro, na Liga Portuguesa.

Com Bruno Lage, João Félix mostrou um rendimento espetacular                                                     Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com a passagem de Pizzi para a direita, assumindo a função de falso ala, Lage incluiu Gabriel no 11 inicial, tendo o brasileiro adicionado uma excelente qualidade de passe e organização ofensiva ao meio campo encarnado, trazendo também uma maior solidez e compreensão no momento defensivo, acrescentando a sua boa capacidade no jogo aéreo, qualidades que Pizzi não era capaz de trazer à equipa.

É também curioso observar um Benfica bastante sólido e seguro defensivamente, algo que Bruno Lage conseguiu transmitir, ao entregar as tarefas defensivas no centro do terreno a Samaris, que não contava para Rui Vitória. O camisola 22 contou sempre com bastante ajuda do seu companheiro de meio campo, Gabriel, tornando o setor mais agressivo e reativo na perca da posse de bola. No entanto, a defesa começa no ataque, sendo que Rafa e Seferovic contribuem bastante para a pressão ofensiva, provocando muitas vezes percas de bola em zonas defensivas do oponente.

Após o momento de recuperação de bola o Benfica apresenta uma construção de jogo mais apoiada e rápida, baseada em combinações e passes curtos, evitando quase sempre a solução longa. Pizzi é fundamental neste estilo de jogo e, mesmo desviado para a ala, continua a ser o maestro da equipa, sendo o principal pensador do jogo dos encarnados. Este estilo dá uma grande primazia ao centro do terreno, contrariando o futebol mais canalizado pelas alas, de Rui Vitória.

O futebol de Bruno Lage exige o máximo esfoço e intensidade da equipa, tanto no momento ofensivo como no momento defensivo. Este esforço leva a um grande desgaste físico por parte dos jogadores, desgaste que é necessário saber gerir e Bruno Lage tem-lo feito com excelência. O setubalense demonstra ter uma enorme confiança em todos os elementos do plantel, apostando frequentemente em elementos com menos tempo de jogo ou mesmo elementos da equipa B. Um grande exemplo desta confiança foi o jogo em Istambul, frente ao Galatasaray SK, onde apostou numa equipa repleta de jogadores menos utilizados e jovens da formação (foi o onze mais jovem da última Liga Europa).

São facilmente observáveis as mudanças táticas que Bruno Lage implementou na equipa, mas a meu ver, a maior diferença face à equipa de Rui Vitória será necessariamente em termos anímicos. Vemos o plantel do Benfica com uma maior atitude e motivação para todos os jogos, enfrentando qualquer desafio sem receio, sempre apoiado pelos adeptos que, na era de Bruno Lage, têm comparecido em massa. Para esta motivação muito contribuem os bons resultados da equipa, mas também a forma como Lage é capaz de gerir o plantel e manter todos os jogadores focados e motivados. A comunicação do treinador, tanto interna como externa, tem agradado bastante ao universo benfiquista.

A popularidade de Bruno Lage ascendeu de forma repentina, sendo já um dos treinadores favoritos do público português. O potencial do técnico é já conhecido em Portugal, mas começa também a expandir-se além-fronteiras, começando o seu nome a aparecer associado a clubes estrangeiros.

Conseguirá Bruno Lage manter este sucesso repentino no Benfica? Passará o seu futuro por um gigante europeu? Teremos de esperar para ver o que nos traz esta jovem promessa no mundo dos treinadores.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Liverpool FC 2-2 Chelsea FC (5-4 g.p.): Reds conquistam Supertaça europeia em Istambul

Impróprio para cardíacos! O Liverpool conquistou a Supertaça europeia, ao derrotar o Chelsea nas grandes penalidades (2-2 no final do prolongamento). O vencedor da Liga Europa até apresentou maior qualidade a nível coletivo, com a reorganização do meio-campo por parte de Frank Lampard, mas a sorte acabou por sorrir aos campeões europeus. O troféu volta a Inglaterra passado 14 anos; na altura, os reds bateram o CSKA de Moscovo por 3-1.

A 44ª edição da Supertaça europeia mesmo antes de começar ficou marcada pela arbitragem: Stéphanie Frappart, árbitra francesa de 35 anos, tornou-se na primeira mulher a dirigir uma partida de futebol masculino da UEFA. Frappart já tinha estado num desafio da Ligue 1 em abril e foi também a juíza da final do Mundial feminino deste ano.

No Vodafone Park, em Istambul, o aroma era a Premier League, não só pelo ambiente nas bancadas, como pelo jogo corrido dentro das quatro linhas. O Liverpool entrou melhor e com mais bola, mas o trio do meio-campo do Chelsea ia tomando conta das ocorrências. Logo aos seis minutos ainda se reclamou penálti a favor dos reds, mas Frappart nada assinalou.

A primeira oportunidade de golo do encontro surgiu apenas aos 16 minutos, quando Salah, na cara de Kepa, obrigou o guardião espanhol a efetuar uma defesa estrondosa. Seis minutos depois, era a vez de Pedro, na baliza contrária, acertar com a bola na barra.

A partir dos 25 minutos de jogo, o Chelsea melhorou substancialmente e pelos pés dos seus criativos ia conseguindo explorar as costas da defesa dos reds. Contudo, à meia hora de jogo o Liverpool esteve novamente próximo de inaugurar o marcador, mas o cabeceamento de van Dijk saiu por cima.

A confirmar o crescendo exibicional, os blues chegaram à vantagem, aos 36 minutos, pelo intermédio de Giroud: Pulišić encontrou uma linha de passe entre os centrais de Klopp e o francês atirou para o fundo das redes. O jovem norte-americano espalhava magia pelo relvado e cinco minutos depois do 1-0 colocou a bola dentro da baliza de Adrián. Porém, o ex-Borussia Dortmund estava em posição irregular e o golo foi invalidado.

Olivier Giroud abriu as hostes em Istambul
Fonte: UEFA

Na entrada para o segundo tempo, Klopp lançou Firmino na partida e a substituição teve efeito imediato: dois minutos decorridos e o avançado brasileiro assistia Mané, que fazia o empate em Istambul.

A quinze minutos dos 90’, Kepa voltou a estar em destaque entre os postes, ao protagonizar duas defesas monumentais: num primeiro instante,  negou o golo a Salah e, no ressalto, van Dijk também não levou a melhor sobre o guarda-redes do Chelsea.

Aos 84 minutos, o recém-entrado Mason Mount colocou o esférico no fundo das redes de Adrián, mas mais uma vez a bandeirola de fora-de-jogo foi levantada.

O jogo ia até ao prolongamento e no quinto minuto do tempo extra o Liverpool passava para a frente do marcador: Firmino e Mané combinaram na perfeição, o senegalês não deu hipóteses a Kepa e bisou na partida.

A vantagem dos reds, no entanto, apenas durou cinco minutos: Adrián fez falta sobre Abraham dentro de área, Frappart não teve dúvidas e apontou para a marca de grande penalidade. Dos 11 metros, Jorginho converteu bem ao seu estilo e fez o 2-2.

Já na segunda parte do prolongamento, aos 113 minutos, Mason Mount viu Adrián negar-lhe o 3-2 com uma defesa soberba. A decisão da Supertaça europeia passava pela lotaria das grandes penalidades.

Adrián, com a ponta da chuteira, defendeu o penálti e foi recebido pelos colegas como um herói
Fonte: Liverpool FC

Da marca dos 11 metros, o jovem Abraham acabou por permitir a defesa de Adrián no quinto penálti do Chelsea e entregou a vitória ao Liverpool, que juntou assim mais um palmaré europeu ao seu museu.

Conversão das grandes penalidades, primeiro o Liverpool e depois o Chelsea: Firmino marcou; Jorginho marcou; Fabinho marcou; Barkley marcou; Origi marcou; Mount marcou; Alexander-Arnold marcou; Emerson marcou; Salah marcou; Abraham falhou.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Liverpool FC: Adrián, Gomez, Matip, van Dijk, Robertson (Alexander-Arnold, 91’); Fabinho, Milner (Wijnaldum, 64’), Henderson; Oxlade-Chamberlain (Firmino, 46’), Mané (Origi, 103’), Salah.

Chelsea FC: Kepa, Azpilicueta, Zouma, Christensen (Tomori, 85’), Emerson; Kanté, Jorginho, Kovačić (Barkley, 101’); Pulišić (Mount, 74’), Pedro, Giroud (Abraham, 74’).

Portugal 4-2 Japão: Serviços mínimos de Portugal garantem liderança isolada no Mundialito

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Minutos depois da surpreendente derrota da Espanha contra o Senegal por 3-2, Portugal não vacilou e derrotou o Japão por 4-2 na segunda jornada do Mundialito. Desta forma, a seleção portuguesa encara o derradeiro dia de competição isolada com seis pontos somados, estando em excelente posição para conquistar mais uma edição deste mítico torneio de Futebol de Praia, que se disputa pela primeira vez na Nazaré.

O Japão entrou no jogo de forma bastante perigosa e logo no primeiro lance da partida Yamauchi rematou forte ao lado da baliza lusa. Portugal tentou responder de imediato, mas André Lourenço e Madjer viram as suas tentativas serem bloqueadas pela defesa nipónica.

Com o passar dos minutos, a seleção portuguesa, mais metódica, procurava construir lances de perigo. Porém, acabou por quase ser o Japão a inaugurar o marcador. Remate do meio da rua de Ozu Moreira e Andrade, com uma excelente estirada, negou o golo ao capitão adversário. Momentos depois, foi a vez de Coimbra tentar a sua sorte desde muito longe, mas Terukina travou o remate do defesa português.

Portugal estava melhor, mas sem conseguir ser muito perigoso. A exceção à regra foi uma bela movimentação ofensiva que permitiu a Belchior visar a baliza do Japão em boas condições. No entanto, Terukina fez uma boa mancha e impediu a abertura do marcador. Com maior ou menor dificuldade, a seleção portuguesa carregou à procura do primeiro tento da tarde, mas foi mesmo o Japão, num lance bastante caricato e com muita sorte à mistura, a fazer o 1-0 por intermédio de Ozu Moreira.

Terminado o primeiro período, o Japão vencia, surpreendentemente, Portugal por 1-0. Nuns doze minutos iniciais onde pouco mais fez do que estar na expetativa, obrigar Andrade uma tremenda defesa e à espera de um erro da formação lusa, foi na sequência de uma jogada estranha que chegou à vantagem. Os comandados de Mário Narciso tiveram sempre o controlo do jogo, mas faltou criar mais jogadas de finalização.

Coimbra viu um cartão vermelho direto no segundo período e não vai defrontar a Espanha no derradeiro jogo do Mundialito
fonte: Nazaré Beach Events

A segunda parte teve um início morno, sem que nenhuma das equipas conseguisse chegar à baliza adversária com muito perigo. Portugal continuava a deter as rédeas do encontro, mas era o Japão quem estava mais perto de voltar a marcar, tendo disposto de uma excelente oportunidade para fazer o segundo. Contudo, o remate de Yamauchi passou por cima da baliza de Andrade. Pouco depois, no seguimento de uma bela movimentação ofensiva da seleção nacional, Jordan rematou enrolado, mas conseguiu marcar, visto que Terukina estava muito fora dos postes.

No retomar da partida, Coimbra acabou por ver um cartão vermelho direto por ter impedido o Japão de repor a vantagem no marcador. Na respetiva grande penalidade, Ozu Moreira rematou forte e assinou o 2-1. Volvidos alguns instantes, Takaaki ganhou algum espaço e rematou, mas Andrade impediu o terceiro. Passados alguns segundos, foi a fez de Portugal usufruir de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Ozu Moreira sobre Belchior. O número dez da seleção portuguesa ganhou muito balanço e com um remate forte e fez o 2-2, restabelecendo a igualdade.

O novo empate deu maior alento à formação portuguesa e num momento de muito alta pressão, Jordan antecipou-se a Terukina e tentou aproveitar o facto de a baliza japonesa estar deserta. Todavia, o remate do nazareno não levou a direção desejada.

A cerca de três minutos e meio do fim dos segundos doze minutos de jogo, Andrade lançou a bola rapidamente para Madjer e o capitão português, aproveitando o facto de Terukina estar muito adiantado no areal do estádio do Viveiro, penteou o esférico para o fundo das redes nipónicas. Já dentro do último minuto antes de uma nova pausa, Jordan dispôs de um livre em boa posição, mas viu Terukina negar-lhe o golo.

Finalizado o segundo período, o marcador já apresentava um resultado mais normal, com Portugal a bater o Japão por 3-2. Vantagem que demonstrava a ligeira superioridade da equipa das quinas nos areais da Nazaré, numa partida muito marcada pelo equilíbrio e poucas oportunidades de golo.

Na sequência deste corte/assistência de Torres que Von fez o 4-2
Fonte: Nazaré Beach Events

Os derradeiros doze minutos tiveram um arranque equilibrado, bem ao jeito do que havia sido a partida até então, sendo que somente aos vinte e sete minutos de jogo, Portugal conseguiu criar perigo na sequência de um pontapé de bicicleta de Belchior que passou ao lado da baliza de Terukina.

O fim do encontro aproximava-se a passos largos, mas nem Portugal, que continuava a controlar o jogo, conseguia criar espaços na defesa japonesa ou o Japão, quando em posse, jogar de maneira próxima e que permitisse criar perigo para as redes lusas. Somente a cerca de quatro minutos do fim, no seguimento de um corte/assistência de Bruno Torres, Von virou-se rapidamente para a baliza de Terukina, rematou rasteiro e apontou o 4-2. Pouco depois, Torres quase entregou o “ouro ao bandido” com um atraso algo curto, mas Andrade conseguiu resolver o lance.

A faltarem vinte nove segundos para o fim, o Japão beneficiou de um livre em posição frontal à baliza de Andrade, mas o remate forte e cruzado de Ozu Moreira passou ao lado das redes portuguesas.

Concluído o terceiro período, Portugal confirmou a sua segunda vitória na edição de 2019 do Mundialito de Futebol de Praia, tendo derrotado o Japão por 4-2. Partida de serviços mínimos por parte da seleção comandada por Mário Narciso, mas onde o essencial foi alcançado, ou seja, a conquista dos três pontos.

Assim, a uma jornada do final do Mundialito, Portugal lidera a competição com seis pontos somados, contra os três da Espanha, que na primeira partida desta quarta-feira foi surpreendida pelo Senegal, tendo sido derrotada por 3-2. Desta maneira, a seleção africana encosta à “La Roja” na terceira posição com três pontos, sendo o Japão o “lanterna vermelha” sem qualquer ponto conquistado.

Amanhã, o calendário da 23ª edição do Mundialito de Futebol de Praia é o seguinte:

17h00: Japão vs Senegal

18h30: Portugal vs Espanha

Os jogos desta competição podem ser acompanhados através da Beach Soccer TV na plataforma Mycujoo ou através do Canal 11.

CINCOS INICIAIS:

Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 3-André Lourenço, 4-Bruno Torres, 7-Madjer (CAP.) e 8-Rúben Brilhante

Jogaram ainda: 2-Coimbra, 5-Jordan, 10-Belchior e 18-Von

Banco: 1-Tiago Petrony (GR)

Japão: 1-Shingo Terukina, 9-Shusei Yamauchi, 10-Ozu Moreira (CAP.), 11-Masanori Okuyama e 7-Takaaki Oba

Jogaram ainda: 5-Teruki Tabata, 3-Tomoyuki Ilno, 8-Masayuki Komaki e 2-Takuya Akaguma

Banco: 12-Yusike Kawai (GR)