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AS Jeunesse Esch 0-1 Vitória SC: Vantagem que peca por escassa contra um “autocarro”

A superioridade da equipa portuguesa foi tal, que qualquer outro resultado que não a vitória do Vitória – passo a redundância – seria injusto. A falta de eficácia dos atacantes (especialmente de Guedes, que só teve uma oportunidade clara) e o azar – há que dizê-lo –, quase faziam com que esta modesta equipa luxemburguesa pudesse levar um resultado positivo para o D. Afonso Henriques. O melhor em campo, Joseph, resolveu aos 90+3 minutos de jogo, numa altura em que a táctica já passava mais por despejar bolas na área.

Numa primeira parte onde já se adivinhava um domínio total vimaranense, foi precisamente isso que aconteceu. A jogar num 4-2-3-1 quando atacava, que se transformava num 4-3-3 quando defendia – a variante que se alterava era João Carlos Teixeira, 10 a atacar e “8,5” a defender – o Vitória teve pelo menos cinco oportunidades claras para colocar o esférico no fundo das redes de Sommer, o melhor em campo no primeiro tempo.

Curiosamente, com os defesas a causarem mais perigo, “Pedrão” Henrique cabeceou ao poste a meio da primeira parte, Tapsoba (o outro central da equipa da cidade berço) falhou duas chances em frente à baliza e Rafa, aos 23 minutos, falhou quando o guarda-redes já nem estava na sua posição, com um remate fraco de meia-distância. Na reta final dos primeiros 45 minutos, o Vitória Sport Clube pressionou mais e aí já foram Davidson e João Carlos Teixeira (por duas vezes) a permitirem boas intervenções do guardião francês de 29 anos.

Já na segunda parte, onde a qualidade vitoriana não foi tão exuberante, ainda se contaram quatro “falhanços” evidentes. Pêpê entrou e dinamizou um pouco o estado de coisas, mas nunca com eficácia. O mais inconformado ia sendo Joseph, que para além de equilibrar a equipa, ainda fazia autênticas “cavalgadas” para o ataque, sempre com perigo. A partir dos 65 minutos, o discernimento começou a faltar em ambos os lados e a qualidade futebolística é que sofreu. A quebra física, normal da altura do ano, o calor intenso (na altura que começou o jogo estavam 38 graus na cidade luxemburguesa) e a má qualidade do relvado condicionaram uma exibição que podia ter sido mais brilhante, embora segura.

O Jeunesse, durante o jogo todo, limitou-se a ver a jogar e a defender, com tentativas tímidas de contra-ataque, facilmente controladas pela organização defensiva vimaranense. Para se ter uma noção, a primeira (e única) oportunidade de golo do conjunto que terminou em 3º lugar no Campeonato do Luxemburgo em 2018/19, aconteceu na sequência de uma bola parada no início da segunda parte.
Um “autocarro” a quem o Vitória SC conseguiu furar os pneus já no final da partida. O melhor em campo, Joseph, resolveu aos 93 minutos de jogo, na sequência de um cruzamento em forma de “despejo” da bola na área. Davidson ganhou nas alturas e assistiu o médio ganês, que isolado bateu facilmente o guarda-redes Sommer.

A segunda mão joga-se em Guimarães, a 1 de Agosto (próxima quinta-feira), e face à diferença de qualidade evidenciada nesta primeira mão, diria que só uma hecatombe tira aos minhotos a qualificação para a próxima pré-eliminatória da Liga Europa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

AS Jeunesse Esch: Kevin Sommer, Alessandro Fiorani, Johannes Steinbach, Medy Meddour, Emmanuel Lapierre, Sogbo Kouame, Milos Todorovic, Arsene Menessou, David Soares (70′, Yannick Makota), Almir Klica (78′, Arslan Mehmet) e Luca Duriatti.

Vitória Sport Clube: Miguel Silva, Victor García, Pedro Henrique, Tapsoba, Rafa Soares, Joseph Amoah, Al Musrati (87′, Mikel Agu), João Carlos Teixeira (62′, “Pêpê” Rodrigues), Rochinha (84′, João Correia), Guedes e Davidson.

As 5 contratações mais polémicas do FC Porto

Numa altura em que o FC Porto tem sido alvo de várias notícias polémicas, que envolvem jogadores, o treinador e até o mercado de transferências de verão, foi feita uma retrospetiva das transferências mais polémicas dos últimos anos. Há cinco nomes que entram nesta lista, mas muitos outros também poderiam entrar. A mais recente, e que não será mencionada, mas não pode ser esquecida é o regresso de Marcano, o jogador espanhol que saiu a custo zero e foi neste defeso contratado pelo FC Porto. Uma decisão que indignou a maioria dos adeptos quase tanto como a abordagem a Fábio Coentrão. Sabe-se que a ligação caiu por terra, mas também se sabe que a contratação do internacional português era um desejo de Sérgio Conceição. Com a época prestes a começar há muita coisa que ainda pode acontecer.

Foto de capa: FC Porto

Jovens leões vivem o sonho!

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O Sporting Clube de Portugal continua a preparar a nova época 2019/2020, com um dominador comum no plantel: jogadores formados na Academia de Alcochete. Entre os jogadores que têm trabalhado às ordens do técnico Marcel Keizer destacam-se três nomes: Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Joelson Fernandes. Os três jogadores do Sporting vivem assim o sonho de estar ao serviço da equipa principal. Na temporada transata estiveram ao serviço da equipa sub-17 dos leões.

Aos 17 anos, Eduardo Quaresma tem assim a oportunidade de lutar por um lugar no plantel de Keizer. O jovem representa o Sporting desde a época 2010/2011, o que perfaz dez épocas de leão ao peito. Quaresma tem sido utilizado pelo treinador leonino a defesa-central, mas também a lateral-direito, beneficiando das ausências de Ristovski e Rosier. Nesta pré-época, o jovem formado na Academia de Alcochete, foi utilizado em todos os jogos de preparação. Eduardo é um defesa com bom sentido de posicionamento, forte na marcação e no futebol aéreo e difícil de ultrapassar no um contra um. Nas seleções, Quaresma soma 27 internacionalizações, desde os sub-15 aos sub-17.

Na lateral-esquerda, Nuno Mendes tem sido um dos destaques ao fim de seis temporadas de leão ao peito. O jovem leão, de apenas 17 anos, foi utilizado nos três primeiros jogos de preparação, ficando fora das escolhas apenas no embate com o Club Brugge. O defesa-esquerdo tem beneficiado das ausências de Acuña e Borja, que estiveram a participar na Copa América e por isso juntaram-se mais tarde ao plantel. O jovem defesa-esquerdo será assim mais uma alternativa para o lado esquerdo da defesa. Nuno Mendes é um lateral com bom sentido de posicionamento, forte na marcação e difícil de ultrapassar no um contra um, incorporando-se bem no processo ofensivo e com qualidade nos seus cruzamentos.

Joelson Fernandes, aos 16 anos, é o mais jovem do plantel do Sporting CP versão 2019/2020
Fonte: Sporting CP

Joelson Fernandes é o mais jovem do plantel leonino – com apenas 16 anos – e assinou recentemente o seu contrato profissional com o Sporting, com um vínculo até 2022 e uma cláusula de rescisão fixada nos 45 M€. É um jovem extremo muito veloz, tecnicamente muito evoluído e com boa capacidade de finalização. Joelson é uma das maiores esperanças de futuro da “cantera” leonina, sendo que esta temporada deverá trabalhar às ordens de Keizer e jogar alguns jogos pela equipa sub-23. Nas seleções sub-15 e sub-16, Joelson soma onze jogos e três golos marcados.

Estes jovens comprovam a qualidade do trabalho que é feito na Academia de Alcochete. São três miúdos que vivem o sonho de trabalhar com a equipa principal do Sporting. Assim, possam demonstrar a sua qualidade, representar o Sporting e jogar no Estádio José Alvalade. Que possam dar o seu contributo para vitórias e títulos, com Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória.

Foto de Capa: Sporting CP

Vitória à prova da bala de Caio!

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O SL Benfica continua a vencer e a convencer na pré-época. Na madrugada desta quinta-feira, os encarnados somaram mais uma vitória no segundo jogo da International Champions Cup frente à ACF Fiorentina por 2-1. Na Red Bull Arena em Harrison, Nova Jérsia, num jogo particularmente especial para Rui Costa, Seferovic (9’) e Caio Lucas (90+3’) marcaram os golos das águias, enquanto Vlahovic (29’) apontou o tento solitário dos violas.

Tudo correu bem do ponto de vista das dinâmicas de jogo, apesar de ser preciso sofrer até ao fim para vencer e somar mais três pontos na competição. A equipa entrou a pressionar alto e com intensidade atípica de pré-época, mas continuou a mostrar fragilidades defensivas, que permitiram aos italianos explorar espaço ofensivo e até chegar ao golo, que nasceu precisamente de um desentendimento no setor mais recuado do terreno.

Caio Lucas foi a grande figura, na medida em que entrou a 10 minutos do fim e resolveu o jogo que se preparava para ir a prolongamento. Mas não foi o único destaque a reter. A nova dupla Raul de Tomas/Seferovic voltou a estar sintonizada e a criar mossa no clube adversário. Desta vez, foi o espanhol que assistiu o suíço para o primeiro golo. Por outro lado, Chiquinho continuou a mostrar uma grande forma e cada vez mais se está a tornar um caso sério nas águias.

Caio Lucas estreou-se a marcar pelo Benfica num golo de grande qualidade
Fonte: SL Benfica

Entre os pontos fracos, Svilar não esteve bem entre os postes, ao facilitar por duas ocasiões no retomar da segunda parte, altura em que substituiu Zlobin. À medida que o mercado avança, é urgente contratar uma guarda-redes que, mesmo não sendo titular, possa ser um suplente que dê garantias. De momento, Svilar não tem esse perfil, pelo que deverá ser emprestado. Zlobin fez uma primeira parte competente e precisa de mais minutos para poder ser uma alternativa séria a Vlachodimos. Nesse aspeto, todos os dias surgem novos nomes para a baliza: Robin Olsen (Roma) e Simon Mignolet (Liverpool) são os mais recentes. Mas como nada está confirmado e não passam de rumores, não podemos contar de verdade com qualquer uma destas opções.

Acima de tudo, este foi mais um bom ensaio para a turma de Bruno Lage, que finaliza a passagem pelos Estados Unidos no próximo domingo com o último encontro na International Champions Cup frente ao AC Milan. Com duas vitórias, os encarnados somam seis pontos e estão no segundo posto, apenas atrás do Arsenal FC com sete.

Porém, o foco continua a ser o arranque da época na Supertaça frente ao Sporting CP, que se disputa no domingo, 4 de agosto, no Algarve. Com os últimos jogos de preparação, Bruno Lage tem mostrado mais certezas no que toca ao onze-tipo para 2019/2020. Raul de Tomas e Seferovic são a dupla de serviço no ataque e é provável que joguem frente ao Sporting. Na defesa, nada se altera. Se André Almeida continuar lesionado, Nuno Tavares assumirá o lugar de lateral-direito. No meio-campo, Samaris e Gabriel voltarão a fazer dupla, tal como Pizzi e Rafa Silva. Chiquinho, Caio Lucas e Florentino são fortes candidatos a entrar no decorrer da partida.

Com base nos últimos jogos e nas opções disponíveis, aqui fica a aposta para o primeiro onze oficial da época (frente ao Sporting):

Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Samaris, Gabriel e Rafa Silva; Seferovic e Raul de Tomas

Foto de Capa: SL Benfica

Luís Campos, o criador

A maior parte de nós conhece um dos milagres de Jesus Cristo sobre transformar água em vinho, pois bem, este artigo fala de um português que já proporcionou grandes transformações nos clubes onde passou.

Quando ouvimos falar de Luís Campos, associamos a sua passagem no futebol português como treinador de várias equipas em Portugal, o que muitos não sabem, é que Luís Campos é um dos directores desportivos mais cobiçados no mundo do futebol.

O percurso de Luís Campos como treinador parecia muito prometedor, um treinador jovem, com ideias de jogo novas mas rapidamente verificou-se que a sua vocação não era a de treinar. Conseguiu descer duas equipas na mesma época (Vitória de Setúbal e Varzim), e no ano seguinte voltou a relegar uma equipa para o segundo escalão, desta vez o Beira Mar. Poderemos dizer que a sua maior façanha tenha sido a vitória do seu Gil Vicente sobre o Futebol Clube do Porto de Mourinho, terminando com uma invencibilidade dos azuis e brancos que já durava à 27 jogos.

Então quem é este Luís Campos que é desejado pelas melhores equipas da Europa? E porquê este interesse?

Bem recuemos até à época de 2012 onde Luís Campos integra a estrutura do Real Madrid para a função de olheiro. Um ano foi o tempo que Luís Campos esteve em Madrid, um ano em que o português desenvolveu um novo software de scouting que o iria ajudar no futuro, o Scouting System Pro.

Uma das primeiras recomendações que fez foi precisamente a contratação de Fabinho (que actualmente é jogador do Liverpool), na altura emprestado pelo Rio Ave ao Real Madrid B, que mais tarde viria a juntar-se a Luís Campos no Mónaco. Luís Campos afirmou mesmo que Fabinho foi até agora a melhor contratação que fez na sua carreira, pois a evolução do brasileiro veio confirmar aquilo que o português viu nele quando ainda actuava no Paulina, no Brasil.

Fonte: AS Monaco

Com a mudança para o Mónaco o seu papel viria a revelar-se mais preponderante do que no Real Madrid. Inicialmente como coordenador técnico e  com o forte investimento que o clube presidido por Vadim Vasilyev iria fazer, Luís Campos com a ajuda do super agente Jorge Mendes levou consigo uma autêntica fornada de jogadores conceituados (Falcão, James Rodriguez, Moutinho), que ajudaram o clube monegasco a conquistar o título de campeão francês. O investimento (cerca de 150 milhões de euros) foi tal, que o clube francês teve que mudar bruscamente  a política de contratações na época seguinte, passando Campos para Director Desportivo e com uma mudança radical no mercado de transferências, passando a contratar jovens promissores e também a apostar na formação.

As contratações de Bernardo Silva ao Benfica (15M€),  Bakayoko ao Rennes, (8M€), Fabinho ao Rio Ave (6M€), Lemar ao Caen(4M€), e Benjamin Mendy do Marselha (13M€), são todos elas fruto do trabalho de Luís Campos na prospecção, e todos eles foram vendidos por valores muito mais altos do que foram comprados. Foi uma política que deu frutos financeiramente, e desportivamente, conseguindo um campeonato e meias finais da Champions.

Fonte: AS Monaco

Este sucesso levou a que o seu trabalho fosse muito apreciado pelos vários clubes espalhados pela europa fora. O próprio Luís Campos, depois da conquista do campeonato pelo Monaco, referiu que queria mudar de ares e procurar novos projectos.

E em 2017 Luís Campos deixaria o luxo do principado do Mónaco e mudava-se para o norte de França mais concretamente para Lille. Na bagagem o director português levava consigo todo o conhecimento ganho anteriormente e que iria ajudar na recuperação do Lille.

As coisas não correram bem  logo no início, isto porque entrou em rota de colisão com o então treinador, o mediático argentino Marcelo Bielsa por não terem a mesma visão sobre a política de contratações. Nessa época assinaram pelo clube francês jogadores como, Kevin Malcuit, Thiago Maia, Thiago Mendes, Nicolas Pepe entre outros.

Bielsa não duraria muito mais tempo saindo em novembro desse ano, e deixando o clube numa posição muito frágil na tabela classificativa. O Lille acabaria por garantir a manutenção com um ponto acima da linha de água.

Fruto dessa classificação, as contratações na época seguinte foram muito minuciosas, obrigando Luís Campos a usar muito bem o curto orçamento de transferências. Mesmo com o valor das vendas a chegar aos 64 milhões de euros, o clube apenas gastou 8.9 milhões de euros em contratações destacando-se a entrada de dois portugueses a custo zero, José Fonte e Rafael Leão.

Com todo o seu conhecimento do mercado e a sua experiência  na parte de directoria o Lille passaria de uma época para a outra, de um clube a lutar pela manutenção, a um clube vice-campeão e que irá disputar a Liga do campeões na próxima época.

Apenas numa época, o clube valorizou os seus activos sendo Rafael Leão e Nicolas Pepe grandes exemplos disso, ambos muito cobiçados neste mercado de transferências sendo que o costa marfinense muito provavelmente será das maiores vendas do clube, já o português também muito valorizado poderá render um bom encaixe financeiro, ele que assinou a custo zero.

É de facto fantástico e não se pode negar o dedo do português nestes projectos, desde o Real Madrid ao Lille, desde Fabinho a Nicolas Pepe, todo o trabalho protagonizado pelo português e pela sua equipa, tem obtido muitos dividendos, especialmente financeiros para os clubes que representa.

Não admira que o seu nome seja associado sistematicamente a vários clubes de renome.

Para muitos um guru, para outros um midas onde quer que  Luís Campos passe, essa equipa torna-se numa mina de ouro!

Foto de Capa: Lille OSC

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

De Beja para o mundo, um Caixinha de conquistas

Pedro Miguel Faria Caixinha, o alentejano que se fez treinador de futebol, mas que por cá não esteve muito tempo. De Beja para o mundo, Caixinha conta com o currículo bastante diversificado e na última semana atingiu um feito histórico.

Após as aventuras na Arábia Saudita, Grécia e Roménia como treinador adjunto, foi no regresso a Portugal que deu o primeiro grande passo na sua carreira: a estreia como treinador principal em escalões profissionais. Foi ao serviço da União de Leiria na temporada 2010/2011 que o técnico de 48 anos de idade começou a mostrar a sua qualidade, alcançando o objetivo principal do clube, a manutenção, terminado o campeonato na décima posição. Seguiu-se ainda uma passagem pelo Nacional e após apanhar o avião para a Madeira, Pedro Caixinha voltou ao estrangeiro e rumou ao México.

O Santos Laguna foi o clube que abriu as portas do futebol mexicano ao treinador português e nas três épocas que comandou a equipa de Torréon foram precisamente três as conquistas. Caixinha ainda orientou o Santos Laguna em 2015, mas após cinco derrtoas consecutivas, apresentou a sua demissão. Sem medo de novos desafios e publicamente assumido como entusiasta dos vários tipos de futebol, Pedro Caixnha concluiu essa época no Catar como treinador principal do Al-Gharafa não conseguido mais do que um pobre nono lugar nas contas finais dos campeonatos.

O Cruz Azul conquistou a Taça do México Apertura com Pedro Caixinha no comando técnico.
Fonte: Cruz Azul

Fazendo jus ao seu gosto pela viagem, o treinador que começou no Desportivo de Beja teve como novo destino a Escócia, naquele que foi o sexto país estrangeiro onde treinou. Ao assumir o cargo de treinador do Rangers, aceitou a missão dificílima de destronar o poderoso Celtic, mas não levou a melhor sobre a hegemonia do futebol escocês e concluiu a temporada na terceira posição.

Em Glasgow também não deu garantias de estabilidade e por isso regressou ao país que mais lhe fez feliz, o México.

Atualmente ao serviço do Cruz Azul do México, clube que orienta desde 2017, Caixinha entrou para a história do futebol mexicano ao tornar-se o primeiro treinador a conquistar todas as competições do país.

Num palmarés individual que já continha a Liga Mexicana Clausura, Taça México Apertura, Taça Campéon de Campeones México, Pedro Caixinha juntou a Supercopa do México, no passado Domingo.

Numa partida disputada em Carson na Caifórnia, o Cruz Azul defrontou o Necaxa e com uma prestação de excelência, goleou o adversário por 4-0.

Logo aos 20 minutos, o argentino Caraglio inaugurou o marcador da partida que ao intervalo já assinalava 2-0 após o golo de Elias Hernández aos 44 minutos.

No segundo tempo, confirmando o total domínio da partida, os comandados de Caixinha apontaram à humiliação e com os golos de Édgar Mendez e Juan Escobar estabeleceram o resultado final.

O Cruz Azul já disputou o seu primeiro jogo oficial da época 2019/2020 foi precisamente frente ao Necaxa a jornada inaugural da Apertura 2019, contudo o desfecho da Supercopa não se repetiu e registou-se um empate.

Pedro Caixinha já conhecedor do futebol mexicano reúne o agrado da massa associativa do Cruz Azul e promete uma equipa competitiva nesta temporada, ambicionando a conquista de mais títulos.

Foto de Capa: Cruz Azul

artigo revisto por: Ana Ferreira

O que esperar dos principais candidatos ao título na época 19/20?

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Nos últimos anos o Andebol português tem, em algumas situações, sofrido uma evolução significativa o que leva a que o Campeonato Andebol 1 da próxima época seja um dos mais apetecíveis dos últimos anos. E com uma grande incógnita: quem leva o título? Vamos, então, analisar o que os três grandes andam a preparar durante o defeso, começando pelo Campeão Nacional.

O FC Porto vem de uma época muita positiva, onde conquistou uma dobradinha e fez a melhor prestação de uma equipa portuguesa na EHF Cup. Os Azuis e Brancos estão em testes físicos até dia 26 e depois partem para um estágio na Alemanha por 10 dias, voltando para Portugal para participar no Torneio de Gaia e no Torneio Internacional de Viseu. A época oficial começa dia 25 de agosto com a Supertaça frente ao Águas Santas.

Neste momento ainda não existe qualquer reforço. Em termos de saídas, as mais marcantes são as de Alexis Borges para o Montpellier, Leandro Semedo para o Helvetia Anaitasuna e o empréstimo da jovem promessa Diogo Silva ao RK Celje. Deste modo, há uma clara aposta na continuidade, apenas com uma saída marcante, mas jogadores com Iturriza e Daymaro Salina serão suficientes para colmatar essa saída.
Será que Magnus Andersson conseguirá levar o FC Porto ao Bicampeonato?
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Já o Sporting CP começou a pré-época ao comando do novo treinador Thierry Anti esta segunda-feira. Ainda não há notícias acerca dos jogos de preparação, mas os objetivos para esta época são bem claros: ser campeão e um bom percurso na Champions. Deste modo surgem as contratações do jovem Gonçalo Vieira e de Nemanja Mledanovic. A única saída de nota é a do experiente Cláudio Pedroso para a Madeira SAD. Sendo assim, o Sporting mantém o núcleo duro da equipa e adiciona qualidade no cargo de treinador e com dois reforços “cirúrgicos”.

O Sporting CP certamente contará com o apoio dos seus adeptos para tentar reconquistar o Campeonato
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Seguimos para o outro lado da Segunda Circular, onde o Benfica se prepara para atacar mais uma época. Este ano, a construção do plantel foi um pouco diferente, juntando experiência e juventude nas adições efetuadas ao plantel.

Regressaram à equipa Gustavo Capdeville (guarda-redes), Francisco Pereira (central) e Daniel Neves (universal). As contratações foram: central internacional angolano Romé Hebo, lateral esquerdo internacional sérvio Petar Djordjic, lateral espanhol Carlos Molina e o pivot internacional dinamarquês René Toft-Hansen. Saíram da equipa Hugo Figueira, Alex Cavalcanti, Ales Silva, Arthur Patrianova e Stefan Terzic.

De certa forma, foi “limpo” o balneário: Ales Silva, Arthur Patrianova e Stefan Terzic eram três estrangeiros que pouco adicionavam à equipa desportivamente, devido aos problemas de lesões e pesavam na folha salarial; Hugo Figueira está em fim de carreira e Alexandre Cavalcanti recebeu uma proposta irrecusável do Nantes.

As contratações foram todas de alto nível e os jovens que regressam têm imensa qualidade e potencial. Esta deve ser o melhor plantel do SL Benfica nos últimos anos e poderá ser uma das últimas oportunidades para Carlos Resende reconquistar o título.

Carlos Resende tem este ano uma das últimas oportunidades para cumprir o objetivo para que foi contratado: ser Campeão Nacional
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O próximo campeonato será um dos mais competitivos dos últimos anos e será muito interessante ver quem consegue ser mais regular e levar o título para casa. Os adeptos não vão querer perder um único jogo.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Adversários de SC Braga e Vitória SC na 3.ª eliminatória da Liga Europa

Na passada segunda-feira, realizou-se na sede da UEFA, em Nyon, na Suiça, o sorteio da Liga Europa tendo o SC Braga e o Vitória SC ficado a conhecer os respectivos adversários na 3.ª eliminatória da Liga Europa. Os dois clubes minhotos tiveram o estatuto de cabeças de série no sorteio.

Os arsenalistas jogarão contra o vencedor do duelo entre o Legia Gdansk (Polónia) e o Brondby IF (Dinamarca), já os vimaranenses terão pela frente ou o FK Ventsplis (Lituânia) ou o Gzira United (Malta).

De referir que as duas equipas minhotas têm de vencer não só a 3.ª eliminatória, mas também os play-offs que se seguem. O Sporting CP, vencedor da última edição da Taça de Portugal e terceiro classificado da Liga NOS, tem entrada directa na fase de grupos.

Entre os possíveis adversários que poderiam encontrar nesta 3ª eliminatória aos dois clubes do Minho, penso que os mais difíceis ou, pelo menos, os mais “cotados” calharam ao SC Braga. Importa também referir que ambos os clubes lusos irão disputar a primeira mão fora de casa.

Entre os dois possíveis adversários dos bracarenses, o Brondby é o que tem um historial mais sonante. O clube do subúrbio ocidental de Copenhaga, que na época passada foi quarto classificado da Superligaen, conquistou o campeonato dinamarquês por 10 vezes, venceu sete Taças da Dinamarca e duas Taças Intertoto. Por outro lado, foi o primeiro e único clube dinamarquês a alcançar uma meia-final de uma competição europeia quando, em 1991, apurou-se para a meia-final da anteriormente designada Taça UEFA.

Entre os seus jogadores, merecem destaque os médios alemães Hany Mukhtar (que chegou a pertencer aos quadros do SL Benfica) e Dominik Kaiser e, na frente do ataque, o avançado polaco e capitão da equipa, Kamil Wilczek.

O Lechia Gdansk, apesar de não ter o historial do Brondby, vem de uma época 2018/2019 muito positiva: foi o terceiro colocado Ekstraklasa (principal escalão do futebol polaco) e venceu a Taça da Polónia. A formação polaca conta no seu plantel com o avanço português Flávio Paixão que esteve em grande destaque na época passada: na final da Taça da Polónia frente ao Jagiellonia Bialystok, Paixão fez a assistência para o golo decisivo, concretizado aos 90+6’ por Sobiech. Romário Baldé (ex-Académica) é outro conhecido do futebol português que milita no clube polaco. Merece igualmente destaque o jovem avançado internacional pela Eslováquia, Lukas Haraslin.

O que o Brondby e o Lechia Gdansk têm em comum é que ambos já iniciaram as suas competições internas, ao contrário do SC Braga. Veremos se este factor poderá ou não influir na decisão da eliminatória. Ainda assim, tudo indica que os arsenalistas partirão para esta fase da Liga Europa com inteiro favoritismo.

Pode-se dizer que o Vitória SC foi mais feliz no sorteio: os seus dois possíveis adversários militam em campeonatos muito pouco cotados a nível europeu e por isso a turma de Ivo Vieira é assumidamente favorita.

O FK Ventspils é o vice-campeão e finalista vencido da Taça da Letónia, e ocupa actualmente a quarta posição da Virsliga, a 11 pontos do líder o Riga FC. O Ventspils foi o primeiro clube letão a alcançar uma fase de grupos de uma competição em 2009-2010, tendo ficado, curiosamente, no mesmo grupo do Sporting CP. Na formação letã é de realçar o médio defensivo brasileiro João que veio como reforço a custo zero do Joinville EC (Brasil) e o avançado nigeriano Tosin Aiyegun.

No que concerne o Gzira United, há quem diz que esta formação maltesa chega a esta fase da Liga Europa após eliminar com surpresa o Hadjuk Split (Croácia) com uma vitória fora de casa por 3-1, depois de ter sido derrotado em casa por 2-0, sendo que em Split o Gzira marcou o terceiro golo decisivo a 20 segundos do fim! Ao contrário do campeonato da Letónia, o campeonato de Malta ainda não se iniciou. Na época passada, o Gzira foi terceiro colocado na tabela classificativa.

Na formação orientada pelo ex-jogador Giovani Tedesco destaca-se, desde logo, o avançado senegalês Hamed Koné que bisou em Split, tendo marcado o tal golo decisivo a segundos do fim, mas também o avançado brasileiro Jefferson.

Hamed Koné em destaque no triunfo histórico dos “Maroons”
Fonte: Gzira United FC

Todavia enquanto que o SC Braga tem entrada assegurada nesta fase da competição; o Vitória SC ainda terá de ultrapassar a segunda eliminatória da prova em que medirá forças com o Jeuness Esch já hoje no Luxemburgo para disputarem a primeira mão.

É importante que as duas equipas portuguesas consigam carimbar o respectivo passaporte até chegarem à fase de grupo da Liga Europa, pois a posição portuguesa no ranking europeu também depende – e muito – destes jogos.

Foto de Capa: Liga Europa

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Liverpool FC 2-2 Sporting CP: Leão com teste positivo frente ao campeão europeu

O Sporting CP continua em digressão para preparar a nova época e desta vez o Yankee Stadium, em Nova Iorque, foi o palco do quarto teste leonino de pré-temporada.

O adversário foi, nada mais e nada menos, que o atual campeão europeu e vice-campeão inglês Liverpool FC. O resultado espelha na perfeição aquilo que foi a partida: golos, intensidade, muitas oportunidades e um bom espetáculo. Também por isso foi um bom jogo de preparação em que nenhuma equipa merecia perder. E assim foi, apito final e o troféu foi partilhado e levantado, em simultâneo, pelos capitães das duas equipas.

Não há nada melhor que trabalhar sobre a matéria sólida e inebriante que as vitórias emanam, mas, nesta fase, recuperar os índices e o foco competitivos, integrar as novas individualidades e sobretudo adquirir as rotinas e dinâmicas condizentes com as ideias de jogo idealizadas pelos treinadores são bem mais importantes que os resultados obtidos. É nesta fase que os erros, testes e experiências têm o seu espaço de tolerância num desporto cada vez mais exigente, impaciente e intolerável.

As duas equipas encontram-se em fases de preparação similares: já disputaram alguns encontros, não deslumbraram e ainda não contam com alguns dos seus principais executantes, que estão de férias, entre os quais se destacam as ausências de Acuña do lado leonino e de Alisson, Salah, Firmino e Mané, do lado inglês. Ainda assim, ambos os treinadores procuraram alinhar de início esboços próximos do que serão os seus onzes para a temporada que se avizinha. É de destacar também que muitas das peças lançadas de início transitam dos onzes privilegiados por ambos técnicos na temporada passada, uma vez que Neto e Vietto foram os únicos reforços a pisarem o relvado de início.

Para esta partida, Keizer promoveu algumas alterações estruturais na disposição dos jogadores leoninos no relvado. O desenho tático assentou num claro 4-4-2 ao invés do habitual 4-3-3, no qual Vietto deixou a ala esquerda, onde tem sido opção, para jogar na frente com Luiz Phellype mas com total liberdade de movimentos para descair nos corredores e a infiltrar-se entre linhas. Assim, Bruno Fernandes foi deslocado para o corredor esquerdo.

Aliás, foi a partir de uma movimentação da esquerda para o interior que, à passagem do quarto minuto, Bruno Fernandes fez mira na baliza “red” e desde fora da área – com a generosa contribuição de Mignolet – fez o primeiro da partida. O Liverpool não demorou na resposta e endossou vários cruzamentos perigosos que se passearam pela área verde e branca, contudo sem efeitos práticos. Aos poucos, os “reds” iam tomando conta do jogo e no momento defensivo o 4-4-2 leonino tornava-se evidente.

Aos 17 minutos chegou o primeiro aviso real dos campeões europeus: canto batido por Alexander-Arnold ao qual Van Dijk correspondeu com uma forte cabeçada, mas Renan, atento, defendeu. Dois minutos depois, o guarda redes leonino bem tentou repetir a façanha, mas o Liverpool fez mesmo o empate. Passe longo a sobrevoar o campo de uma metade à outra, Ilori falha na abordagem e na sequência a bola é cruzada para o cabeceamento de Henderson, ao qual Renan respondeu eficazmente, mas na recarga Origi só teve de encostar.

Com o passar dos minutos, ambas as equipas mostravam confiança e qualidade com a bola, procurando manter a posse e contruir de forma apoiada as suas jogadas. No momento defensivo, o Liverpool procurava ter as linhas subidas, pressionando constantemente – bem ao estilo que as equipas de Klopp nos habituaram – para recuperar a bola o mais rápido possível. O Sporting recuava mais as suas linhas, empurrados também pelo ímpeto inglês, mas ativava uma pressão mais intensa quando os “reds” tentavam progredir.

Foi, sobretudo, através desses momentos que os leões se aproximaram da baliza adversária. Primeiro, no decorrer do minuto 26, uma recuperação e saída rápida resultaram num remate repentino de Luiz Phellype ao lado do poste. De seguida, a pressão leonina, efetuada de forma eficaz, forçou o erro na saída do Liverpool e após uma breve combinação, Wendel tirou um adversário da frente e rematou da meia-lua ao poste de Mignolet.

O Sporting ameaçava, mas não materializava as suas oportunidades em golo e outra prova disso foi a flagrante oportunidade de que dispôs Ilori, à boca da baliza, logo de seguida. Como diz a velha máxima do futebol “quem não marca, sofre”, dito e feito, mesmo antes do intervalo. Mais um passe longo e a mesma má abordagem do hoje (mais uma vez) lateral direito Ilori, Wijnaldum ficou só com Renan pela frente e consumou a reviravolta no marcador. Ainda no último lance da primeira metade, Vietto teve uma dupla oportunidade na pequena área mas Mignolet agigantou-se e segurou a vantagem.

Chegava ao fim uma primeira parte com um ritmo muito elevado sobretudo tendo em conta de que se tratava de um jogo de preparação. O Sporting dispôs de várias oportunidades mas defensivamente voltou a comprometer. Já o Liverpool, ainda sem contar com as suas principais referências, foi igual a si próprio na verticalidade e pressão incessante exercidas.

Wijnaldum remata para o 2-1
Fonte: Liverpool FC

A segunda parte iniciou-se na mesma toada e depois de alguns remates desenquadrados de parte a parte, o Sporting conseguiu restabelecer o empate a dois golos. Jogada rápida de entendimento de Bruno Fernandes e Wendel ao longo do meio campo adversário, com toque decisivo do recém entrado Thierry Correia e com o capitão leonino a assistir o brasileiro que, em jeito, fez balançar as redes já dentro da área adversária.

A resposta inglesa foi imediata e aos 56 minutos, Van Dijk cabeceou ao poste na sequência de um canto. Com o passar dos minutos, começaram a ser efetuadas várias substituições e o jogo ia baixando de ritmo gradualmente. Com as alterações promovidas, os pupilos de Keizer passaram para um 4-2-3-1 bem definido, onde Raphinha e Jovane assumias as faixas, Dost sozinho na frente e Bruno Fernandes regressava a uma posição mais central.

Posteriormente, entraram vários jovens em ambas as formações, as paragens e faltas tornaram-se mais frequentes e o jogo partiu-se por momentos. Numa dessas transições rápidas e constantes, Raphinha saiu disparado na frente, fletiu para dentro, mas Mignolet travou o remate cruzado à flor da relva. O jogo encaminhava-se para o final, as duas equipas estavam completamente descaracterizadas e poucos mais foram os lances dignos de registo.

O empate não viria a ser desfeito e o Sporting voltou a não ganhar, porém a exibição leonina foi das melhores – senão a melhor – desta pré-temporada, e logo contra o adversário com mais valor individual e coletivo. Os leões jogaram soltos, geraram várias oportunidades e jogaram com as garras bem visíveis. Negativamente é de destacar o pouco aproveitamento dessas oportunidades e as fragilidades defensivas que voltaram a custar golos sofridos.

É evidente que Keizer tem ainda muito trabalho pela frente e várias decisões a tomar, mas houve melhorias assinaláveis sobre o relvado americano e frente ao campeão europeu em título.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC – Mignolet, Alexander-Arnold (Joe Gomez 62’), Matip (Van Den Berg 90’), Van Dijk (Lovren 80’), Robertson (Kent 63’); Fabinho, Henderson (Jones 77’), Wijnaldum (Lallana 76’); Milner (Brewster 79’), Origi e Oxlade-Chamberlain (Wilson 65’).

Sporting CP – Renan, Ilori (Eduardo Quaresma 83’), Neto (Coates 61’), Mathieu (Nuno Mendes 78’), Borja (Thierry Correia 45’); Doumbia (Miguel Luís 78’), Wendel (Eduardo 84’), Bruno Fernandes (Daniel Bragança 84’); Raphinha (Gonzalo Plata 85’), Vietto (Jovane Cabral 63’) e Luiz Phellype (Bas Dost 62’)

Primeiro obstáculo europeu

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Apesar de ser um clube recente, formado apenas em 2008, os russos do FK Krasnodar têm revelado consistência suficiente para se afirmarem com autoridade no futebol russo e, mais recentemente, no panorama europeu. É este o primeiro obstáculo dos azuis e brancos na busca pelos milhões. Uma viagem muito longa até ao extremo sul da Rússia, marcada já para daqui a duas semanas, que vai exigir um FC Porto competitivo de forma a trazer as decisões bem encaminhadas para o jogo do Dragão.

Com onze anos de história, o FK Krasnodar rapidamente ascendeu ao topo do futebol russo, onde chegou em 2011, para aí se solidificar e evoluir. Nas últimas cinco épocas classificou-se sempre nos primeiros cinco lugares, tendo, em 2018/19, ficado na terceira posição, com os mesmo pontos que o Lokomotiv Moscovo, que ficou em 2.º lugar.

Sergey Galitsky, multimilionário de 51 anos, tem a sua quota-parte no sucesso recente do clube, através de um grande investimento que tem permitido ao FK Krasnodar, entre outros, ombrear com clubes da alta roda do futebol europeu. Na última época, por exemplo, foi responsável pela eliminação do Sevilha FC, ainda na fase de grupos, e do Bayer Leverkusen, já nos dezasseis avos de final da Liga Europa. A eliminação surgiria nos oitavos, aos pés do Valencia CF, mas apenas nos descontos.

A aposta na continuidade tem sido um dos pontos fortes da consolidação dos russos que vêm segurando, época após época, as principais referências da equipa. Ainda assim, duas das figuras do último campeonato já não moram no clube, como são os casos de Kaboré e Mauricio Pereyra. Para os seus lugares, contudo, os russos investiram nas contratações de Kambolov, Younes Namli e Kaio (ex Santa Clara), para além das novas figuras da equipa, Marcus Berg e Tonny Vilhena. Este último, de resto, já foi decisivo no último jogo, ao oferecer a vitória frente ao FK Ufa.

Sérgio Conceição trabalha no sentido de ter um onze forte para o confronto com os russos
Fonte: FC Porto

Ora, este é também um aspecto que poderá influenciar, de alguma maneira, o duplo confronto entre portistas e russos. A equipa russa já vai numa fase bem mais adiantada da sua preparação, tendo até já iniciado a época de forma oficial com dois jogos já realizados no campeonato russo (uma vitória e uma derrota). Para o FC Porto, o duelo com o FK Krasnodar será o primeiro de forma oficial e os índices físicos e mentais, ao contrário dos russos, podem ainda não estar ao nível da exigência da Liga dos Campeões. Sérgio Conceição quererá, contudo, minimizar essas diferenças.

Já aqui falamos do facto de o FK Krasnodar ter apostado na continuidade e estabilidade do seu plantel nos últimos anos, o que contrasta com a nova realidade azul e branca, que vê a necessidade de fazer suprir a perda de cinco titulares absolutos em relação à última época, como são os casos de Casillas, Militão, Felipe, Herrera e Brahimi.

Um ponto a favor dos dragões será o facto de o conjunto russo ser um ‘velho conhecido’ de uma das caras novas do plantel às ordens de Sérgio Conceição. Zé Luís esteve quatro anos na Rússia e, para além de estar familiarizado com o valor do adversário, tem nele uma das suas vítimas favoritas.

A primeira mão desta terceira pré-eliminatória joga-se na Rússia, a 7 de agosto. Já a segunda mão terá lugar no Estádio do Dragão, no dia 13 do mesmo mês.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira