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As novas peles do Dragão

É com grande expetativa que eu, pessoalmente, aguardo, antes do início de uma nova temporada, o momento da revelação dos novos equipamentos do FC Porto. Apesar de não se equiparar ao anúncio da contratação de um novo jogador, acaba sempre por atrair as atenções, não só dos portistas, como também de múltiplos curiosos um pouco por todo o mundo.

Comecemos pela camisola número um: como já seria expectável, as tradicionais listras azuis e brancas pintam aquela que será a “pele principal” dos “dragões” em 2019/20. Nenhum dedo poderá ser apontado a esse facto, na minha opinião. Contudo, o que pode e deve ser apontado como ponto negativo nestas listras são a ausência de pormenores significativos, pormenores embelezadores em ambas as faixas azuis; tais pormenores, caso estivessem presentes, seriam um enorme diferencial face a equipamentos de épocas anteriores. Sem esses diferenciais, visualmente, esta nova pele em muito se assemelha àquela utilizada na época 2017/18. No quesito “inovação” haveriam, certamente, outros aspetos que poderiam ser trabalhados.

Foi também revelado, nestes últimos dias, um dos equipamentos alternativos que o FC Porto vestirá durante a época que se avizinha. Com um tom azul escuro dominante, acaba por ser o padrão ao centro, num tom mais claro, a ser o “centro das atenções”. Apesar de todo este design inovador, num todo, a camisola acaba por ser relativamente simples e facilmente confundível com um equipamento de pré-jogo, de aquecimento.Cumpre bem o papel de alternativa (o papel de inovar, o papel de trazer novos padrões), contudo dificilmente conseguirá entrar no leque restrito de melhores camisolas secundárias da história do clube.

O amarelo é predominante no terceiro equipamento da equipa
Fonte: FC Porto

Predominantemente amarela, a camisola do terceiro equipamento conta ainda com alguns pormenores, nomeadamente o emblema do clube, num tom azulado e foi anunciada como uma memória de Sevilha. Novamente, a falta dos tais detalhes confere um carácter excessivamente simples, que pouco faz lembrar uma camisola de jogo e que pouco fará lembrar, por consequência, a mítica final de Sevilha.

Uma das inovações que é possível verificar nas camisolas até agora reveladas é a presença de uma listra a cobrir toda a região dos ombros. Por mais que seja uma novidade, não é algo que me agrada, particularmente. Quando olho para as camisolas, fica sempre a impressão que está ali algo a mais, algo que acaba por não ser harmonioso. Este acaba por ser um dos pontos que contribui para a avaliação pouco positiva que atribuo ao equipamento alternativo, sobretudo, apesar de no principal também, de certa forma, “borrar a pintura”.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uruguai 4-0 Equador: “Celeste” confirma candidatura à conquista da prova

O Uruguai não poderia imaginar melhor arranque nesta Copa América 2019. Frente a um Equador medíocre, a turma de Óscar Tabárez começou a construir a vitória logo aos seis minutos de jogo, com um golo de Nicolás Lodeiro. O triunfo ficou praticamente consumado pouco antes do intervalo, quando Cavani e Suárez “molharam a sopa”.

Os 20 minutos iniciais foram marcados por bastantes confrontos físicos, choques e resilias, à imagem do futebol sul-americano. De tal forma que, Quintero foi expulso aos 24’, por cotovelada a Lodeiro, em lance que teve a intervenção acertada do VAR.

Este Equador, visivelmente fragilizado após a expulsão, começou a ter dificuldades em travar o ímpeto ofensivo deste Uruguai. Com um setor intermédio arrumado de forma a criar dinâmicas de 4-4-2 losango, a “Celeste” confirmou a velha máxima de que “é no meio campo que se ganham os jogos”. Bentacur e Vecino a dar segurança e qualidade de passe, na companhia de dois autênticos “vagabundos”, Nandéz e Lodeiro, médios criativos e de ligação aos avançados.

Cavani aos ’33, começou a desenhar uma vitória que fazia adivinhar outros contornos do que os previstos à partida, com um pontapé acrobático na sequência de um canto. Suárez não quis ficar atrás e atirou a contar aos ’44, após assistência de Martín Cáceres, novamente num pontapé de canto.

Fonte: AUF – Selección Uruguaya de Fútbol

Já no segundo tempo, o Uruguai entrou com a ideia de descansar com a posse da bola, a gerir a vantagem e ao mesmo tempo, com alguma dificuldade em fazer a redondinha chegar aos seus “matadores”. Muito por culpa do Equador, que melhorou significativamente a nível defensivo, ao encurtar e fechar espaços. Para fechar o marcador, Mina fez um autogolo aos ’78.

Confesso que não esperava uma goleada neste encontro, mas tendo em conta as circunstâncias (expulsão e ausência de Felipe Caicedo na convocatória, por lesão), entende-se. Foi notória a diferença abismal entre estas duas seleções. Um Equador de poucos recursos técnicos e táticos, a defrontar um Uruguai consistente, experiente, que joga simples e prático, a potenciar os seus dianteiros de classe mundial: Edinson Cavani e Luís Suárez (que diga-se, participam imenso na fase de construção de jogo, a fazerem trabalho de pivô, recuando no terreno, jogando de costas para a baliza)

É caso para dizer que a “Celeste” respira saúde e bom futebol, por estes dias. Neste momento, descansa no 1º lugar do grupo C, irá defrontar o Japão no próximo teste decisivo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Uruguai: Muslera, Cáceres, Giménez, Godín, Laxalt, Nandéz (Pereiro, 64’), Vecino (Valverde, 81’), Bentacur, Lodeiro (Torreira, 75’), Cavani e Suárez.

Equador: Domínguez, Quinteros, Mina, Achillier, Caicedo, Orejuela, Intriago, Mena (Velasco, 29’), Antonio Valencia, Preciado (Ibarra, 46’) e Enner Valencia.

Casos “bicudos” no plantel

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No plantel leonino, um pouco como em todos os outros clubes, existem jogadores sobre os quais pairam muitas dúvidas em relação à sua continuidade de leão ao peito, seja por aspetos relacionados com vencimentos, seja pela preponderância na equipa. Agora, com o mercado de transferências aberto, a Administração do Sporting Clube de Portugal deve tentar resolver a maior parte destes dossiês. De seguida, irei abordar três casos “bicudos” que a meu ver exigem rápida resolução, para que seja possível ajustar o plantel em função disso.

Na minha opinião, o caso mais importante de esclarecer implica Bas Dost. O goleador holandês, um jogador muito admirado pela massa adepta leonina, depois de ter sido o melhor marcador do campeonato nacional na sua primeira época com a listada verde e branca e o segundo melhor marcador na segunda época, teve o seu pior registo na temporada transata (vinte e três golos marcados em trinta e cinco jogos). Após uma temporada menos bem conseguida, um dos jogadores mais bem pagos do plantel, estará mais perto da continuidade ou da saída? Considero que, com uma proposta favorável a todas as partes pelo holandês – relembro que custou aos cofres leoninos doze milhões de euros – a sua saída seria o cenário mais vantajoso.

O segundo dossiê que abordo veio diretamente da argentina: Rodrigo Battaglia. Depois de ter sido um dos jogadores que rescindiu com o Sporting Clube de Portugal na fase mais negra da história verde e branca, o centro-campista atravessou na última temporada a pior lesão da sua carreira, ficando afastado dos relvados durante muitos meses. Após o término da temporada 2018/2019, o argentino em declarações à imprensa do seu país mostrou que a sua saída é um cenário possível. Apesar de saber que no futebol tudo pode acontecer, considero que Battaglia não respeitou a Instituição que representa nem aqueles que fazem parte dela, tendo em conta a temporada que atravessou. A meu ver, o número dezasseis leonino seria uma mais valia para o setor intermediário, no entanto, um jogador contrariado ou desmotivado não é benéfico para a equipa, assim sendo é fundamental esclarecer a situação com o argentino.

Conseguirão os leões acabar com os casos “bicudos”?
Fonte: Sporting CP

Para finalizar, um caso totalmente distinto dos anteriores, e falo de Jefferson. O lateral-esquerdo brasileiro foi um jogador importante nas primeiras temporadas de leão ao peito, contudo tem vindo a perder espaço nas escolhas dos treinadores leoninos nos últimos anos. Por ser um jogador que sempre honrou a listada verde e branca e por ser um jogador de quem gosto, acho urgente resolver este caso para que o jogador tenha oportunidade de jogar. A sua saída seria a melhor opção para ambas as partes.

Para além dos três casos “bicudos” que referi anteriormente, existem outros dossiês que exigem resolução de forma a equilibrar as finanças do clube, desde aqueles que não são opção para o mister aos que têm vencimentos desadequados à sua preponderância no plantel. Agora, é a altura certa para “arrumar a casa” e formar o plantel mais forte e equilibrado possível para a temporada que se avizinha.

Força Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Catalunha: Oliveira regressa aos pontos numa corrida dominada por Marc Márquez

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O mundial de motociclismo regressou este fim-de-semana com o Grande Prémio da Catalunha e foi Marc Márquez (Honda) a dominar toda a corrida deste domingo. Já o português Miguel Oliveira voltou a ser consistente e terminou na 12ª posição, regressando assim aos pontos e fazendo o segundo melhor resultado da época.

A prova começou com um belo arranque de Andrea Dovizioso que tinha arrancado da sexta posição e assumiu a liderança da corrida logo na primeira curva, seguido de Márquez que acabou por perder o segundo lugar para Maverecik Viñales. O espanhol Jorge Lorenzo alcançava o quarto posto, seguido de Danillo Petrucci.

Mas o incidente que marcou este grande prémio aconteceu logo à terceira volta quando Jorge Lorenzo comete um erro na curva dez, cai e leva consigo Dovizioso, Viñales e Valentino Rossi. Márquez conseguiu escapar, assumindo a liderança da corrida, enquanto Petrucci chegava ao segundo posto, e Alex Rins fechava o pódio, mas acabou por ser ultrapassado por Fabio Quartaro.

Dovizioso dominou as primeiras voltas, mas acabou fora da corrida
Fonte: Moto GP

A luta mais intensa deste grande prémio acabou por ser travada entre Petrucci, Quartaro e Rins, já que o piloto da Honda continuava isolado na primeira posição. A dez voltas do final, Rins ultrapassa Petrucci e recupera o segundo lugar, numa manobra um tanto ou quanto perigosa e arriscada, até houve contacto físico entre os dois pilotos.

Petrucci não se deu por vencido e recuperou a vice-liderança da prova, e Márquez já levava cinco segundos de avanço sobre a concorrência directa. Mais uma vez, o piloto da Honda a mostrar conseguir ser consistente e não se deixou influenciar pelas quedas e trocas de posições.

Rins cometeu um erro na volta 18, e acabou por perder várias posições. Quem aproveitou este pequeno deslize do espanhol foi Quartaro que subiu ao segundo lugar, à frente de Petrucci.

Depois de trocas e baldrocas nos últimos lugares do pódio, a corrida terminou sem mais incidentes ou lutas. Podemos dizer que foi um final tranquilo, onde Márquez terminou com mais de dois segundos de avanço, seguido de Quartaro e Petrucci.

O falcão de Almada somou o segundo melhor resultado da temporada
Fonte: Red Bull KTM Tech3

Quem esteve também em grande neste grande prémio foi o português Miguel Oliveira que conseguiu regressar aos lugares dos pontos, apesar de ter tido um pequeno percalço no início da corrida. O falcão de Almada mostrou ser consistente, ao ganhar várias posições ao longo da corrida e não cedendo à pressão dos adversários mais directos, como Guintolii ou Tito Rabat.

Foto de Capa: Box Repsol

Luís Castro de saída. E agora?

Para os lados do Vitória SC, as coisas têm andado em stand by após o término da última temporada. Mais precisamente, após a demissão do presidente Júlio Mendes. A proposta feita pelo clube para alterar os estatutos, dando mais poder aos accionistas da SAD foi chumbada pelos sócios, o que levaria Júlio Mendes a colocar um ponto final no seu percurso de sete anos a comandar os destinos do clube da cidade-berço.

Toda esta situação tem feito com que as coisas para os lados de Guimarães tenham andado um pouco paradas, sendo que por enquanto, uma das poucas coisas que se sabe é que irá haver mudanças no comando técnico, visto que Luís Castro acabou irá substituir Paulo Fonseca no comando técnico do Shakhtar Donetsk.

As eleições antecipadas irão realizar-se no próximo dia 20 de Julho, precisamente cinco dias antes do primeiro jogo oficial dos vitorianos. Como tal, um novo treinador será certamente anunciado até lá. Sem haver confirmações, o nome mais falado é o de Ivo Vieira, que é na minha opinião, uma das opções mais lógicas e naturais, tendo em conta a conjuntura actual.

Ivo Vieira foi o timoneiro daquela que foi a melhor época da história do Moreirense FC, destacando-se pela prática de um futebol positivo e atractivo que valoriza o jogo e os jogadores. Antes de rumar a Moreira de Cónegos, já no GD Estoril-Praia, apesar do último lugar na tabela classificativa, a sua equipa mostrou um bom futebol. Como tal, nesse aspecto não difere muito de Luís Castro.

Ivo Vieira poderá não se afastar muito do seu último local de residência
Fonte: Moreirense FC

Caso esta transferência se confirme, onde o técnico madeirense será realmente posto à prova será na componente mental. O principal objectivo do Moreirense FC era a manutenção, visto que à medida que a época avançava e os bons resultados iam aparecendo, haveria menos pressão para a equipa e para o treinador.

No Vitória SC não será assim. Sendo um clube vimaranense um crónico candidato à qualificação para as competições europeias, as expectativas serão mais elevadas, o que resultará em mais pressão para Ivo Vieira. Na cidade-berço, o técnico madeirense terá de lidar com uma direcção que tem outros objectivos e com uma massa adepta mais exigente e que não irá dar abébias.

Será necessário também que a nova direcção do Vitória SC que ainda está por chegar, tenha a capacidade de identificar as lacunas da equipa, e que reforço onde seja necessário, sobretudo no ataque, onde na última temporada, o brasileiro Davidson foi o único a convencer. A meu ver, também precisam de um defesa-central que saiba sair a jogar, visto que Osorio deverá regressar ao FC Porto.

Seja quem for o sucessor de Luís Castro, espero que este seja capaz de levar o clube a um bom porto e a cumprir os objectivos.

 

Foto de Capa: Vitória SC

Os números da final com a “Reconquista Encarnada”

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Terminou mais um ano desportivo de futsal esta época. Tivemos momentos muito bons que, certamente, vamos recordar com muita alegria este ano. O Sporting CP foi campeão europeu, juntando-se ao SL Benfica no lote de vencedores da competição. E tivemos uma final de play-off digna de um país campeão europeu com os “encarnados” a terminarem um período de três anos sem vencer um campeonato.

Retiramos todas as polémicas que envolveram estes cinco jogos, porque o que verdadeiramente importa foi o espetáculo que os protagonistas nos proporcionaram dentro da quadra. Foi uma final como já estamos habituados e que não desiludiu todos os adeptos que gostam de futsal. Houve golos – um total de 40 na final -, emoção, jogadas brilhantes, defesas do outro mundo e ambientes em pavilhões que há muito já não se via e vivia.

Muitos pensaram que o fator casa pouco ou nada contava… mas revelou-se fundamental. Se no jogo um e dois não foi obstáculo para ambas as equipas vencerem no campo do adversário, os outros três o fator casa ajudou e de que maneira. Tanto no Pavilhão João Rocha como no Pavilhão da Luz os encontros foram jogados de maneira intensa com um ambiente que os jogadores gostam de jogar.

Guitta foi um jogador em destaque esta época no Sporting CP com defesas do outro mundo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Esta foi uma final que trouxe muitas estatísticas interessantes que merecem ser discutidas no mundo do futsal novamente.

Começamos com os números impressionantes dos “leões” de presenças em finais do play-off. Esta foi a DÉCIMA (!) vez consecutiva que o Sporting CP estava a disputar os jogos decisivos para erguer novamente o troféu de campeão nacional. Dessas dez vezes em finais somente três não foram campeões – todas perdidas para o SL Benfica. São números incríveis da equipa “leonina”.

Na época 2009/10, o SL Benfica foi campeão europeu, em Lisboa, frente ao Interviu Madrid e na final do play-off do campeonato nacional acabou por perder para o rival Sporting CP. Esta época 2018/19, foi o Sporting CP a ser campeão europeu, em Almaty, frente ao Kairat e a perder com os “encarnados” na final. Vivemos uma maldição do campeão europeu português? Não sei… mas as estatísticas, que pouco ou nada valem, dizem que sim.

O pivô Rocha ainda manteve os “leões” vivos no play-off ao marcar dois golos importantes no jogo 4 e levou tudo para a “negra”
Fonte: FPF

O campeonato de futsal só na época 2008/09 é que começou a ser jogado à melhor de cinco jogos – ou seja, o primeiro clube a ganhar três jogos vence. E desde que assim é jogado já houve quatro finais com jogo cinco, ou como se diz na gíria “a negra”. E parece que os números são favoráveis ao SL Benfica.

A primeira “negra” foi logo jogada em 2008/09 com o SL Benfica e CF Os Belenenses. Os “encarnados” acabariam por vencer os “azuis do Restelo” no último jogo, no Pavilhão da Luz, por 4-3 no prolongamento. As outras três foram jogadas entre os eternos rivais de Lisboa, SL Benfica e Sporting CP. Duas “negras” sorriram às “águias” – incluindo já a desta época 2018/19 – e uma aos “leões”.

SL Benfica e Sporting CP são as duas equipas com mais argumentos para vencerem todos os anos o campeonato nacional. Pode até haver surpresas de vez em quando, mas são, indiscutivelmente, as melhores equipas em Portugal. Protagonizaram uma final que teve de tudo e, certamente, os clubes do estrangeiro devem estar de olhos postos no que foi jogado nas quadras portuguesas.

O espanhol Raúl Campos foi o homem do jogo no jogo 5 da final do campeonato ao marcar um hat-trick
Fonte: SL Benfica

Um jogo cinco que teve um protagonista que só jogou mesmo a última partida da época. Raúl Campos marcou três dos quatro golos das “águias” no encontro e foi decisivo ao entregar novo campeonato para o museu “encarnado”. O espanhol é um jogador de outro nível que merece mais oportunidades em campo.

Este foi o oitavo título de campeão nacional para as “águias” e foram fiéis ao lema que tinham quando começou esta nova época: “Reconquista”. Os “encarnados” foram justos vencedores e explico por quê. Foi a equipa que venceu a fase regular com mais dois pontos do que o Sporting CP, segundo classificado, e foi muito mais competente quando necessitava de o ser neste play-off. Resta apenas dar os parabéns ao SL Benfica, o novo campeão nacional de futsal.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Itália 3-1 Espanha (Sub-21): Remontada à italiana

A Itália começou da melhor maneira o Europeu Sub-21, derrotando a seleção espanhola por claros 3-1. A jogar em casa, na cidade de Bolonha, a seleção transalpina começou o jogo a perder mas operou a reviravolta com um bis de Chiesa e um golo de Pellegrini.

Apesar de ser a Itália a jogar em casa, foi a Espanha que assumiu o controlo do jogo desde o início. Ceballos foi dono e senhor da batuta, pautando todo o jogo da sua equipa. A seleção espanhola conseguia ter mais posse de bola que a Itália, pelo que foi sem surpresa que chegou cedo à vantagem.

À passagem do oitavo minuto, Ceballos recebeu na esquerda e, num movimento muito característico, fletiu para o centro do terreno e aplicou um remate fenomenal em arco. A bola saiu forte e colocada, entrando no ângulo superior direito da baliza de Meret, que nada pôde fazer.

Ceballos abriu o marcador com um remate fantástico
Fonte: UEFA

Com este golo madrugador, os jovens espanhóis conseguiram controlar a partida e ter mais tempo a bola na sua posse, mostrando muita qualidade na forma como a faziam circular entre si. A Itália, por seu lado, mostrava-se mais assertiva com a bola nos pés, criando algumas situações claras de golo apesar de ter menor tempo de posse de bola.

Após algumas tentativas sem sucesso, a seleção italiana chegou ao empate, colocando alguma justiça no resultado. Aos 36’, Federico Chiesa, filho do lendário Enrico Chiesa, mostrou que filho de peixe sabe nadar e marcou o golo da igualdade, numa excelente jogada individual. O avançado da Fiorentina progrediu pela esquerda, tirou Aguirregabiria do caminho e, de ângulo muito apertado, rematou para o fundo das redes.

Na segunda parte assistiu-se ao mesmo que nos primeiros 45 minutos: a Espanha circulava melhor a bola e tinha-a mais tempo na sua posse, mas não conseguia ser suficientemente esclarecida no último terço do terreno, acabando por não concretizar a maior posse de bola em golos. A Itália aparecia mais confiante após ter recuperado da desvantagem e apresentava um futebol atacante mais eficaz que o do adversário.

Chiesa bisou na partida
Fonte: Federazione Italiana Giuoco Calcio

A prova disso apareceu pouco depois da meia hora, quando Federico Chiesa voltou a marcar e confirmou a reviravolta no resultado. O atacante italiano aproveitou uma jogada muito confusa na área da seleção espanhola para bisar e colocar a seleção transalpina na frente do marcador. A Espanha ainda tentou responder e chegar à igualdade, mas foi a Itália que voltou a marcar, aos 82’, numa grande penalidade convertida com mestria por Pellegrini, fechando o resultado final em 3-1.

A seleção anfitriã começou o Europeu Sub-21 da melhor maneira e confirmou o favoritismo para esta competição. A seleção espanhola terá que melhorar bastante no capítulo ofensivo e vencer os dois jogos que lhe restam para poder sonhar com a passagem à fase a eliminar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Itália: Meret, Calabresi, Bonifazi (Bastoni, 88’), Dimarco, Mancini, Pellegrini, Mandragora, Barella, Zaniolo (Orsini, 43’), Chiesa e Moise Kean (Cutrone, 60’).

Espanha: Unai Simón, Aguirregabiria, Vallejo, Jorge Meré, Aarón Martin, Zubeldia (Fornals, 66’), Oyarzabal (Rafa Mir, 85’), Ceballos, Fabián Ruiz (Merino, 46’), Soler e Mayoral.

Frente a frente: Zé Luís vs Tiquinho Soares

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O FC Porto está no mercado à procura de um ponta-de-lança e parece ter Zé Luís como a sua prioridade máxima. Numa altura em que se fala ainda da saída de Soares para a China, vamos a um comparativo entre o cabo-verdiano do Spartak de Moscovo e o brasileiro, que foi o melhor marcador dos dragões na época transata com 23 golos apontados em todas as competições.

De relembrar que o jogador da formação moscovita foi sondado pelo FC Porto, tendo os dragões feito uma proposta de, alegadamente, oito milhões de euros, que foi recusada pelo Spartak, de acordo com o diretor de comunicação do clube russo. Ao que tudo indica, os azuis e brancos e o avançado cabo-verdiano já estabeleceram um pré-acordo, faltando unicamente o acordo entre os dois clubes.

Zé Luís é um avançado de 28 anos que cumpriu a sua quarta temporada ao serviço do Spartak, depois de passagens, em Portugal, por SC Braga e Gil Vicente. Na época 2018/2019, marcou 14 golos em 36 jogos, contabilizando campeonato e taça russa, Liga Europa e Champions League.

Com Zé Luís na porta de chegada, avançam-se rumores sobre a saída de Tiquinho Soares. O ponta-de-lança brasileiro de 28 anos que chegou do Vitória SC em 2016/2017, foi o melhor marcador da equipa portista nesta temporada, contabilizando, só na Primeira Liga, 15 tentos apontados. Soares tem sido associado ao futebol chinês, com a imprensa nacional a falar numa transferência a rondar os 20 milhões de euros.

Soares foi a maior ameaça portista na época 2018/2019
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Os dois avançados têm um estilo de jogo semelhante, sendo jogadores de área e que primam pelo jogo aéreo, saltando à vista o porte físico de ambos. O FC Porto usa Soares quando quer esticar o jogo diretamente para a frente, sendo o trabalho do brasileiro segurar a bola e devolver aos colegas, aparecendo depois na área para finalizar, e é isso que Sérgio Conceição pretenderá de Zé Luís caso este seja contratado pelos dragões.

Veredicto: Sobretudo olhando aos números de ambos, Soares sai por cima deste confronto. Zé Luís, na liga russa, apontou unicamente 10 golos em 25 jogos, enquanto Tiquinho marcou 15 em 28 partidas na liga portuguesa. Soares, apesar da sua qualidade técnica não ser elevada, é um avançado que dá trabalho às defesas e é forte no jogo aéreo, estando já rotinado com a forma como a equipa joga. Zé Luís, atendendo aos seus números e à sua idade, não vale, na minha opinião, o dinheiro que o Spartak pede pelo cabo-verdiano.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Entra Rosier e pode sair Gaspar

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O mercado tem aquecido para os lados de Alvalade. O “caso Bruno Fernandes” está ainda em banho maria, aparecendo, nos últimos tempos, o Tottenham na corrida pelo internacional português, confundindo mais uma novela que todos os dias parece ter novos episódios. Mas não é só o “canhão da Maia” que tem sido cobiçado pelos emblemas internacionais. A prestação leonina na última época, vencendo duas Taças numa época que tinha tudo para ser negativa, foi fundamental para que alguns ativos se valorizassem e, consequentemente, aumentasse também o interesse dos principais tubarões europeus.

Mas, numa altura de Defeso, há sempre os que saem e os que entram. Destes últimos, temos sido informados pela comunicação social que o Sporting está a ultimar os pormenores para a contratação do lateral-direito francês do Dijon FCO Valentin Rosier. Trata-se de um jogador com excelentes prestações no principal campeonato de França, referido por muitos como uma das revelações da Ligue 1.

O negócio parece ficar fechado por um valor não superior a cinco milhões de euros. Segundo o jornal Record, a SAD leonina pode ainda anexar ao negócio Mama Baldé uma vez que o Dijon também apreciou bastante a época transata do guineense ao serviço do Desportivo das Aves. Recorde-se que Baldé foi convocado para a seleção da Guiné-Bissau para a CAN que se disputará no Egipto entre este mês e o próximo. As condições físicas do jogador francês de 22 anos têm levantado algumas dúvidas, uma vez que o lateral sofreu em fevereiro passado uma lesão no pé direito que o obrigou a encerrar a época nessa altura.

A chegada de Rosier a Alvalade pode ter como cenário provável a saída bastante provável de Bruno Gaspar. Recorde-se que o Sporting gastou na contratação do português cerca de 4.5M€, pagos à Fiorentina na época passada, um valor próximo daquele que terá que gastar para comprar o passe do francês do Dijon.

Getafe e Olympiacos estão na corrida pelo lateral direito português, sendo que este último emblema está em processo contencioso com o clube leonino devido à rescisão unilateral de Podence no “verão quente” de Alcochete. Além disso, o jogador perdeu claramente margem para ser titular no plantel leonino, com Ristovski a aparecer como a primeira opção de forma clara desde que Marcel Keizer assumiu o comando da formação verde e branca. Mas, segundo algumas notícias, se aparecer também uma proposta interessante pelo internacional macedónio, a SAD analisará com atenção pois todos os milhões parecem ser importantes para a estabilização financeira do clube.

O lateral ex-Fiorentina nunca se conseguiu afirmar
Fonte: Sporting CP

Em suma, a chegada de Rosier pode melhorar um setor com escassas alternativas credíveis para atacar a época que se avizinha. É necessário um jogador com credenciais para a posição, quer para substituir Ristovski caso este saia, quer para ser uma opção eficaz caso este, por alguma razão, não se encontre disponível ao longo da época. Mas, nesta equação uma coisa parece ser certa: Bruno Gaspar não terá espaço no plantel, devendo rumar a outras paragens. É que o Sporting tem ainda nos seus quadros para a posição o jovem Thierry Correia e este já demonstrou todas as suas qualidades como ala direito quer na equipa de sub-23 do Leão quer ao serviço da seleção nacional na seleção de sub-20.

Foto de Capa: Dijon FCO

artigo revisto por: Ana Ferreira

Reforços para o SL Benfica de Lage

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No meu último artigo concluí que o plantel do SL Benfica não necessita de uma grande quantidade de reforços para ter um Benfica poderoso e europeu. As maiores carências da equipa são a nível defensivo e, antes de se olhar ao mercado, as prioridades deverão ser:

– Vender/emprestar jogadores sem lugar na equipa de Lage;
– Manter os craques e as jovens pérolas que despontaram no decorrer da última época;
– Olhar para o Seixal.

A reforçar o plantel principal apontaria as seguintes posições:

– Guarda-Redes para dono da baliza;
– Lateral direito para sentar André Almeida (caso Ebuehi não tenha qualidade para tal);
– Lateral esquerdo para dar cobertura a Grimaldo;
– Um patrão para a defesa em caso de venda de Rúben Dias;
– Um enorme médio que junte qualidade posicional ao talento no passe (nada prioritário);
– Um avançado de grande qualidade técnica caso Jonas não esteja apto para outra época.

Portanto a prioridade seria um Guarda-Redes, um Defesa Direito e um Defesa Esquerdo que desse qualidade às opções no banco.

Os primeiros nomes que quero ressalvar são os de Carrillo e Ferreyra. O extremo peruano tem mercado na Arábia mas também se fala no regresso após final de contracto. Contudo é uma ideia que para mim não faz sentido tendo em conta a riqueza que já existe para esta posição no plantel encarnado. Já o avançado argentino, de quem se diz que o Espanyol quer terminar já o empréstimo, pode muito bem vir a ser o avançado de qualidade que, com uma boa pré-época às mãos de Lage, pode substituir Jonas e combinar com Félix.

Apesar de estarmos ainda em meados de Junho já são muitos os nomes lançados para se apresentarem no Seixal em Julho.

Até ao momento já foram confirmados dois jogadores para o ataque: o avançado venezuelano Cádiz e o extremo brasileiro Caio Lucas. A meu ver, dois reforços desnecessários. Um porque além de não ser melhor que os habituais titulares vem para uma posição onde não são necessários reforços, e outro porque não é o estilo de avançado que a equipa necessita – joga mais em profundidade favorecendo um jogo de contra-ataque – não podendo nunca ser um substituto ao Jonas.

Falou-se na possibilidade de o SL Benfica ir contratar Herrera e Slimani. Já desmentido. Duas contratações que não fariam qualquer sentido. Slimani não é avançado para substituir Jonas e Herrera – o capitão portista – apesar da muita qualidade táctica peca em demasia nas falhas de concentração e incompetência no momento da decisão.

Ainda para o ataque tem-se falado de Quevedo e Pedro Neto para as alas e também de Gaich, Pinamonti e Raúl de Tomás como avançados. Quevedo e Neto, tal como Caio, parecem-me contratações desnecessárias. Apesar de todo o potencial que Neto possa ter, o avultado valor que terá de ser investido será melhor aplicado no reforço de outras posições.

Para o ataque tanto Pinamonti como Raúl de Tomás me parecem muito melhor opções que Cádiz. O italiano parece-me uma impossibilidade mas o avançado do Rayo (emprestado pelo Real) seria uma excelente alternativa a Jonas.

“Apesar de todo o potencial que Neto possa ter, o avultado valor que terá de ser investido será melhor aplicado no reforço de outras posições”
Fonte: SS Lazio

Quanto aos reforços para a baliza fala-se de Cillessen e Keylor Navas. Ambas seriam excelentes contratações e provavelmente arrumariam de vez com os problemas que o SL Benfica tem tido na baliza. Os reflexos e agilidade de Navas são de top mundial. Já o holandês com a escola que teve de Barcelona até poderia vir a ser a melhor opção para o futebol de Bruno Lage. Contudo nenhuma destas opções me parece possível.

Para a lateral esquerda já se falou em Federico Dimarco e em Mário Rui. O italiano parecia-me uma excelente opção mas só se fosse para colmatar a venda de Grimaldo. Já o português seria uma boa opção como alternativa a Grimaldo mas duvido que fosse contratado para vir para o banco. Como titular, Mário Rui parece-me muito curto para o futebol encarnado.

Na posição de defesa central, o SL Benfica só tem necessidade de contratar em caso de venda de Rúben Dias. Nesse caso era importante encontrar um novo Luisão, um central que liderasse a defesa cobrindo devidamente as costas de Ferro. Tem-se falado em Marcos Senesi e em Marco Ferrari. Ambos parecem-me excelentes centrais contudo têm um jogo mais à imagem de Ferro e até actuam principalmente pelo lado esquerdo. Apesar da qualidade só seriam boas contratações em caso de saída de Ferro.

Por fim também se tem falado de dois médios. Um deles é o jogador do Santa Clara – Rashid. Um jogador desnecessário no plantel do Benfica. Seria a quinta opção para um meio-campo a dois e assim taparia a promoção de maiores talentos que existem no Seixal.

Já Chiquinho é outra história. Neste caso provavelmente seria um médio a actuar como ala, um substituto natural de Pizzi na direita. Excelente pé direito, técnica, visão de jogo, capacidade de decisão e ainda qualidade em zonas de finalização. A sua contratação tornaria a de Caio Lucas obsoleta, retiraria definitivamente espaço a Zivkovic e ainda faria Salvio repensar a sua situação actual.

“Já Chiquinho é outra história. Excelente pé direito, técnica, visão de jogo, capacidade de decisão e ainda qualidade em zonas de finalização”
Fonte: SL Benfica

De tudo o que se tem falado só Chiquinho e Raúl de Tomás me parecem casos sérios para integrar o plantel encarnado. Os restantes ou são desnecessários ou são impossibilidades.
Infelizmente ainda não se ouve falar no interesse em algum lateral direito.

Foto de Capa: SL Benfica