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Em época de colheita, Horta está de volta ao SC Braga

André Horta está de regresso a Portugal e a uma casa que já bem conhece. O médio de 22 anos volta agora, depois de uma temporada a descobrir o que há por aí de bom no futebol além-fronteiras. E que melhor aposta seria do que o SC Braga onde os adeptos o admiram e respeitam?

A sua contratação é excelente, quer para o jogador, quer para o clube. Depois de uma época que ficou um pouco aquém das expectativas, Abel está a mostrar a vontade de reforçar a sua equipa de maneira a poder, finalmente, materializar as boas prestações do clube minhoto em títulos. Depois de duas taças perdidas e de um campeonato que não foi além de um quarto lugar, espera-se um pouco mais do clube bracarense. Mas a tarefa não será fácil e a aposta neste mercado de Verão é essencial. E André Horta é o indício disso mesmo!

Recuperar aquela que foi uma das grandes armas do SC Braga há duas épocas é um grande ponto de começo para aquela que vai ser a aposta para a época 2019/2020. Um médio com as suas caraterísticas tem muito para dar à equipa de Abel Ferreira. André Horta é um jogador que não impera a nível físico derivado à sua baixa estatura, mas tem outras valências que lhe conferem uma grande potencialidade no meio-campo de um clube.

André Horta foi uma das peças-chave do SC Braga na época 2017/18
Fonte: SC Braga

André Horta é muito ágil e solidário dentro de campo. São várias as zonas que o médio consegue cobrir ao longo de 90 minutos numa tentativa de ser sempre solução para os seus companheiros em momentos de maior aperto. Mas uma das suas maiores qualidades são, sem dúvida, os movimentos de rutura, sem bola, nas costas da defesa adversária. É também muito bom na receção, no toque de bola e tem uma grande qualidade no drible. É um jogador conhecido por gostar de progredir no campo, quebrando linhas adversárias. É também um médio que não compromete muitas vezes. Prefere ter bola no pé e progredir no campo do que passes longos pelo ar. Todo o seu jogo é simples, mas eficaz.

A contratação de André Horta era um dos grandes desejos de Abel Ferreira e percebe-se o porquê. Foi uma das peças-chave da equipa arsenalista em 2017/18, onde cumpriu 30 jogos e marcou um golo pela equipa do Braga. Esta temporada volta e com experiência de ter jogado no campeonato norte-americano, na equipa dos Los Angeles FC. Apesar de não ter grande estatuto, não deixa de ser uma realidade diferente que enriqueceu, sem dúvida, o jogador de alguma forma.

A mim parece-me que ambas as partes, quer clube, quer jogador, estão felizes com o desfecho deste negócio. Neste momento volta ao Braga, onde os arsenalistas procuram incessantemente a conquista de títulos para o seu palmarés. Pelo menos qualidade no meio-campo para a próxima época já está garantida para o conseguirem fazer.

 

Foto de Capa: SC Braga

Melhor jogador jovem da época para a equipa de Futebol Internacional

A terceira eleição efetuada pela equipa de Futebol Internacional é a de melhor jogador jovem da época 2018/2019.

Recordar que esta equipa já elegeu o seu melhor 11 da época e o melhor treinador.

Argentina 0-2 Colômbia: 12 anos depois a Colômbia vence a Argentina

Ao 3º jogo desta Copa América acontece o tão aguardado Argentina – Colômbia. A 1ª parte deixou muito a desejar pois não ocorreram oportunidades de golo mas a Colômbia mostrou estar mais confortável em campo nos vários momentos de jogo. A pressão agressiva e imediata ao adversário com bola, a linha subida e com os centrais a assumirem por vezes a saída com bola e o bom entendimento entre os jogadores na construção ofensiva foram alguns aspetos visionados.

A Argentina mostrou uma vez mais aquilo que tem sido o seu reportório recente: jogo sem muitas ideias e sempre um pouco à espera do que Lionel Messi pode fazer. Parece mesmo que os jogadores argentinos “desaprendem” de jogar assim que chegam à sua seleção.

De realçar uma 1ª parte muita agressiva, mesmo ao estilo sul-americano, em que a Argentina cometeu sete faltas e a Colômbia oito.

Fonte: CONMEBOL

A Argentina iniciou a 2º parte com outra mentalidade. Em 20 minutos mostrou uma lucidez ofensiva que ainda não se tinha visto. A mudança de Ángel Di Maria por Rodrigo De Paul parece ter sortido algum efeito pois a Argentina conseguiu contrariar a hegemonia apresentada pela Colômbia na 1ª parte, chegando várias vezes à área adversária com perigo. A Colômbia não se acanhou e manteve a sua filosofia, mas o perigo apresentado e o à vontade a jogar não foi tão evidente.

A mudança de agressividade por parte dos argentinos fez a diferença nesta 2ª parte e quando a Colômbia parecia estar por baixo, aparece James Rodríguez que com um passe sensacional de um flanco ao outro, assiste Roger Martínez que ganha o 1vs1 a Saravia e remata com potência para o fundo da baliza. Estava feito o 0-1 quando a Argentina parecia estar mais confortável e segura com o jogo.

Após o 0-1 a Colômbia voltou a ficar confortável e o 0-2 acaba por acontecer aos 86 minutos novamente pelo lado direito. Uma vez mais o espaço concedido naquele corredor foi demasiado, permitindo a Jefferson Lerma assistir Duván Zapata para o golo. Uma Argentina uma vez mais perdida e a mostrar sinais preocupantes.

A vitória é de todo meritória para os colombianos pois mostraram garra e vontade em ganhar, coisas que a Argentina somente mostrou nos primeiros 20 minutos da 2ª parte. Torna-se impossível ganhar a Copa jogando desta forma. A qualidade individual é enorme mas o coletivo está muito longe do ideal. O selecionador argentino tem trabalho muito árduo pela frente.

Continuará Super Maxi no cardápio do FC Porto?

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Há uma semana foi noticiado pela imprensa que Maxi Pereira tinha vontade em continuar a jogar de camisola azul e branca. O internacional uruguaio está a poucos dias de terminar o seu vínculo com o FC porto (menos de um mês), mas o seu empresário, Sebastian Taborda, afirmou que o lateral quer continuar no clube por mais tempo e toda a sua família gosta da cidade e do país onde residem. ´

Um bom pormenor relativamente à sua carreira é que Maxi tem mais anos a jogar profissionalmente em Portugal do que na sua terra natal, o que pode ter acostumado o jogador, natural de Montevideo, às terras portuguesas e, mais especificamente, nortenhas. Foram oito os anos que Maximiliano passou em Lisboa, ao serviço do SL Benfica, sendo sempre titular do lado direito da defesa. Em 2015 fez as malas para o norte de Portugal, mudando-se para o grande rival, FC Porto.

Maxi Pereira, em entrevista à revista Dragões, afirmar querer jogar até não conseguir mais
Fonte: FC Porto

Detentor de uma Copa América a nível internacional pela seleção do Uruguai, Maxi Pereira conta com dois troféus no seu palmarés ao serviço dos dragões – Supertaça Cândido de Oliveira em 2018 e uma Primeira Liga na temporada 2017/2018 – e conta também com 11 títulos com as cores do SL Benfica – três taças de campeão da Primeira Liga (2009/2010, 2013/2014 e 2014/2015), uma Taça de Portugal (2013/2014), seis Taças da Liga (2008/09, 2009/10, 2010/11, 2011/12, 2013/14, 2014/15) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2014).

Apesar da vontade de Maxi Pereira para continuar, será difícil conquistar um lugar no onze inicial, uma vez que o FC Porto já contratou Renzo Saravia que à partida será o dono da posição e também há a possibilidade de Wilson Manafá e Tomás Esteves, júnior que poderá subir à equipa A, preencherem o seu lado. No entanto, Maxi continua a ser importante no FC Porto como líder de balneário e tutor dos jogadores mais inexperientes, tendo assim a hipótese de transmitir tudo o que sabe para ajudar a equipa.

O Super Maxi, alcunha atribuída por alguns adeptos, tem a oportunidade de acionar mais um ano de contrato com o FC Porto se a SAD assim o quiser e continuar a deixar a sua marca em Portugal. Ao todo, de dragão ao peito, soma 130 jogos, cinco golos e 23 assistências.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ucrânia 3-1 Coreia do Sul (Sub-20): Ucranianos vencem pela primeira vez o Mundial

Uma final inédita no Mundial de sub-20, com duas equipas que não eram favoritas à vitória final. De um lado a Ucrânia, que acabou a fase de grupos com sete pontos, acabando no primeiro lugar do grupo. Depois nos oitavos de final, derrotaram o Panamá por 4-1. Nos quartos de final, venceram por 1-0 a Colômbia e nas meias finais ganharam pelo mesmo resultado à Itália.

Do outro lado, a Coreia do Sul, que até começou mal, com uma derrota com a seleção portuguesa, por 1-0. No entanto, avançaram em segundo lugar no grupo, com vitórias sobre a África do Sul e Argentina. Nos oitavos ultrapassaram o Japão, ganhando por 1-0, bateram o Senegal nas grandes penalidades na fase seguinte e nas meias finais ultrapassaram o Equador, novamente por uma bola a zero.

Duas equipas bastante defensivas, com linhas muito fechadas, tentando nunca fornecer muitos espaços aos seus adversários.

No Lodz Stadium, na Polónia, foi onde as decisões foram feitas. O jogo começou logo praticamente com um lance de análise para o VAR aos três minutos de jogo. Uma pisadela do jogador coreano, Se-Yun Kim, em cima da linha da grande área, levou à marcação de uma grande penalidade para a Coreia. Desta feita, Kangin Lee, a estrela da companhia da seleção coreana, não desperdiçou a oportunidade e fez o 1-0.

Com o golo, a equipa coreana acabou por recuar muito as suas linhas e pouco fez para atacar a baliza adversária. Depois do golo, a Ucrânia pegou no jogo e dominou a posse de bola, com cerca de 66%-34% na primeira parte. Com as incursões frequentes dos jogadores ucranianos pelos flancos, a equipa da Coreia passava por momentos de maior aperto, até que o golo acabou mesmo por chegar. Aos 34 minutos, o empate apareceu por intermédio de Supriaha. O avançado já dentro da grande área coreana, a receber uma bola oriunda de um ressalto e a aproveitar para finalizar junto ao poste esquerdo da baliza defendida por Lee.

Kangin Lee foi um dos homens da 1ª parte                                                                                     Fonte: FIFA

Na segunda parte, as equipas a entrarem com um jogo muito dividido. No entanto, foi a Ucrânia a chegar ao segundo golo, aos 53 minutos, Supriaha recebeu a bola dentro da área, à semelhança do primeiro golo, a bola veio de um ressalto de um jogador coreano, atirando com um remato rasteiro para o fundo das redes. Aos 65 minutos, Viktor Korniienko atirou um remate forte à entrada da área e a bola a passar muito perto do poste direito da baliza coreana.

Com 70 minutos, Jae-Ik Lee saltou dentro da área da Ucrânia com um cabeceamento poderoso, mas Lunin fez um grande defesa e negou o empate. A Coreia tentava apertar e equilibrar o jogo, no entanto, foram sempre cometendo alguns erros na zona ofensiva do terreno, com bolas longas que resultavam em bolas perdidas. O jogo ficou muito mais aberto, depois do 2-1, mas a Coreia nunca conseguiu criar um verdadeiro perigo, sendo que a seleção ucraniana se encontrou sempre bem coesa nos seus processos, tanto defensivos como ofensivos.

Aos 89 minutos, já muito perto do fim, aconteceu o momento do jogo! Giorgi Tsitaishvili arrancou desde o seu meio campo e ultrapassou dois adversários com uma mudança de velocidade fantástica, finalizando com um remate potente para o canto inferior direito de Lee. O 3-1 acabou por matar o jogo. E depois disso as equipas já pouco fizeram e o apito final acabou por chegar.

Estava assim encontrada, a sucessora da Inglaterra (última seleção vencedora do Mundial). O melhor jogador do torneio foi Kangin Lee. Notas ainda para o excelente Mundial de Lunin, Korniienko e de Buletsa, apesar do último ter estado bastante apagado hoje. Hoje atingiu-se talvez, o momento mais marcante na história do futebol ucraniano!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Ucrânia: Andriy Lunin; Konoplia, Safronov, Bondar, Beskorovainyi e Korniienko; Dryshliuk, Khakhlov (sub. Chekh, 56´), Tsitaishvili e Buletsa (sub. Kashchuk, 88´); Supriaha (sub. Sikan, 63´)

Coreia do Sul: Lee; Hwang, Lee Ji-Sol, Kim H.J, Lee Jae-Ik, Jun C. (sub. Lee Kyuhyuk, 80´) ; Jung-Min, Kim S.J. (sub. Eom Won- Sang, 46´), Cho Young-Wook (sub. Jeon S, 63´); Lee Kangin e Oh Se-Hun

Antevisão do GP Catalunha

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Chegou a altura de o MotoGP regressar a terras de nuestros hermanos. Os pilotos estão este fim-de-semana na Catalunha e tudo indica que será uma corrida muito renhida.

Durante as três sessões de treinos os tempos estiveram sempre muito próximos com vários pilotos a manter-se dentro do mesmo segundo. 

Marc Marquez (Repsol Honda) foi o primeiro a marcar o ritmo no seu GP de casa, conseguindo o melhor tempo da sessão (1:40.692). Não muito longe ficou Fabio Quartararo (Petronas Yamaha STR). O francês ficou muito próximo do espanhol (0.111), assim como Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP) numa performance surpreendente que o deixou a apenas 0.180 segundos do líder. 

Na segunda sessão de treinos livres foi Quartararo a tomar a liderança, batendo o tempo de Marquez (1:40.079). Já o espanhol ficou-se pelo 17.º posto. Viñales também se afastou dos primeiros lugares, ficando-se pelo 14.º melhor tempo da sessão.

As Ducatis marcaram ritmos muito diferentes na primeira sessão de treinos com Andrea Dovizioso a fazer o quarto melhor tempo (1:41.030). Já Danilo Petrucci manteve-se muito discreto e ocupou o 18.º lugar na grelha (1:41.624).

Na segunda sessão, Dovizioso diminuiu a diferença de tempo para o piloto no topo da tabela de tempos (Quartararo), ficando a 0.281 segundos. Petrucci também conseguiu aproximar-se mais do topo, tendo terminado a sessão no oitavo lugar, a 0.520 do líder.

O português, Miguel Oliveira, alcançou o 20.º melhor tempo na primeira sessão de treinos com um tempo de 1:41.920. Na segunda sessão melhorou o tempo mas acabou por aumentar a sua distância para Quartararo, visto que o francês bateu o tempo da sessão anterior.

No geral, as KTM estiveram dentro do habitual, na primeira sessão. Pol Espargaro e Johann Zarco ficaram-se pelo14.º e 13.º melhor tempo, respetivamente. Pol acabaria mesmo por conseguir o quarto melhor tempo na segunda sessão de treinos, a apenas 0.314 do líder. Zarco não foi além do 12.º posto.

O espanhol, Pol Espargaro, conseguiu manter-se perto do líder em grande parte das sessões
Fonte: MotoGP

Já o colega de equipa de Miguel Oliveira, Hafizh Syahrin, manteve-se nos últimos lugares da tabela nas duas sessões de treinos, ocupando o 24.º e 22.º lugar, respetivamente.

Na terceira sessão de treinos livres o panorama geral alterou-se significativamente, sendo que foi Alex Rins (Suzuki Ecstar) a marcar o ritmo, a baixar aos 1:39.547. Pode dizer-se que o piloto mais consistente ao longo das três sessões foi, sem dúvida, Fabio Quartararo que segurou o segundo melhor tempo, com uma diferença mínima para o espanhol da Suzuki. Espera-se que o francês esteja, uma vez mais, na luta pelo pódio.

Destaque ainda para a recuperação das Yamaha nesta sessão. Valentino Rossi marcou o quarto melhor tempo (1:39.722) com o colega de equipa, Maverick Viñales, logo atrás, em, quinto lugar (1:39.756)  

Quanto às KTM, Pol Espargaro mantém-se próximo do líder (0.310) e Zarco muito longe, já a 1.395 segundos do líder. Miguel Oliveira desceu ao 22.º posto e Syahrin, ao último (24.º).

Foto de Cap: MotoGP

Minsk 2019: Portugal quer voltar a brilhar nos Jogos Europeus

A segunda edição dos Jogos Europeus decorre entre 21 e 30 de junho em Minsk, capital da Bielorússia. Esta competição europeia ainda procura a sua afirmação no continente e também o seu modelo e desportos a incluir, existindo várias mudanças em relação à primeira edição, que recorde-se foi disputada em Baku, capital do Azerbaijão.

Em 2019 vão existir menos 53 eventos do que na primeira edição dos Jogos Europeus. Quatro modalidades saíram de cena: Natação, Esgrima, Triatlo, Taekwondo e o Voleibol, enquanto o BMX e o BTT deixaram de ter competições mas entrou o Ciclismo de Pista. No Atletismo, em 2015 apenas se disputou a Terceira Divisão Europeia, já na edição de 2019 vai ser testado o modelo Dynamic New Athletics, um modelo que pretende atrair os jovens para o Atletismo, numa competição de equipa e concentrada em apenas duas horas.

Portugal vai ter uma delegação de 99 atletas, menos um do que na edição de 2015, estando presente em 12 das 15 modalidades, não tendo atletas apenas no Boxe, Sambo e em Basquetebol (3×3). Como curiosidade, a França é a maior delegação, com 281 atletas, segue-se a Rússia com 225 e ‘fecha’ o pódio a equipa da casa, com 221 atletas, sendo os únicos três países com mais do que 200 atletas.

Sendo esta uma competição desportiva, o objetivo é vencer, ou pelo menos ganhar medalhas, quer para os 99 portugueses, quer para os restantes 4 mil atletas. Portugal tem algumas legítimas aspirações a medalhas. Em 2015 o nosso país conquistou 10 medalhas e alguns atletas podem-nos fazer sonhas. Modalidades como a Canoagem, Judo, Ténis de Mesa e Futebol de Praia, são das que existe mais possibilidades da conquista de pódios, curiosamente, estas quatro modalidades já nos deram medalhas em 2015, sendo que as restantes da primeira edição foram no Tiro, Ginástica de Trampolim, Taekwondo e Triatlo. Estas duas últimas, como já foi escrito, não estão presentes nesta edição dos Jogos Europeus.

Fernando Pimenta é uma das grandes esperanças portuguesas
Fonte: Comité Olímpico Português

Nomes como Fernando Pimenta ou Telma Monteiro fazem-nos sonhar com medalhas, mas existem mais possibilidades. O Judo, que tem como particularidade ser também o Campeonato Europeu da modalidade em 2019, conta com 18 judocas, com vários nomes que podem proporcionar medalhas. Telma Monteiro, Catarina Costa, Bárbara Timo, Sergiu Oleinic, Anri Egutidze e Jorge Fonseca são alguns destes judocas, numa competição também importante para a qualificação olímpica. Na Canoagem Fernando Pimenta ou a equipa de K4 masculina são algumas das melhores hipóteses. A equipa de Ténis de Mesa e de Futebol de Praia também aspiram sempre a medalhas onde entram. João Costa não tem tido uma temporada tão boa como habitual, mas também tem de estar como um dos nomes apontados. Portugal também tem obtido bons resultados na Ginástica de Trampolim e os quatro ginastas presentes também nos podem fazer sonhar.

Esta competição ainda não tem a força das competições ‘concorrentes’ dos restantes continentes, que são encarados com grande seriedade pelos países respetivos. Não deixa de ser normal, visto esta ser apenas a segunda edição dos Jogos Europeus e os jogos Pan-Americanos irem para a sua 18ª edição em Julho (em Lima, Perú) ou os Jogos Asiáticos terem tido também a sua 18ª edição o ano passado.

A falta de ‘seriedade’ vê-se também nos países que organizam, primeiro Azerbaijão, agora Bielorússia e em 2013 vai ser na Polónia, em Cracóvia, visto esta ter sido a única candidatura. Para a credibilidade aumentar, precisa de ser um país mais tradicional a organizar a competição. Apesar de não ser um pensamento correto, a verdade é que ainda se pensa numa Europa de primeira e numa de segunda, numa divisão muito causada pela antiga Cortina de Ferro.

Em Portugal a competição pode ser vista na Sport TV, com o canal desportivo a ter programada uma vasta cobertura. Minsk prepara-se então para receber alguma da elite desportiva europeia, numa competição que ainda passa algo despercebida aos europeus. Os nossos atletas estão prontos para nos representar ao mais alto nível e o espetáculo promete ser grande.

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

Uma nova era

A posição “9” sempre foi uma posição vista com preocupação pelos portugueses desde que Nuno Gomes e Pedro Pauleta se reformaram. Houve uma espécie de crise de pontas de lança matadores, mas, hoje em dia, o contexto é diferente. Continua a não haver um verdadeiro matador de área na seleção, André Silva é o mais próximo disso, mas o futebol mudou, a seleção mudou e as necessidades e características para essa posição também mudaram.

Há uma transformação e nova adequação para a posição de ponta de lança, sendo que essa moda chegou à nossa seleção portuguesa.  A prova mais recente dessa mesma mudança, aparece na Liga das Nações. A mais recente conquista da seleção nacional, foi carimbada com vitórias sobre a Suíça e sobre a Holanda.

Félix foi a grande novidade na meia final da Liga das Nações
Fonte: SL Benfica

Na meia final, jogou João Félix. O jovem craque do SL Benfica, não é, de todo, um verdadeiro número 9. É um jogador explosivo, que sabe jogar entrelinhas e descaído nos corredores, que explora muito bem a profundidade e sabe fazer golos. Na final, alinhou Gonçalo Guedes, avançado do CF Valencia. Muito na linha de João Félix, Guedes tem como grande diferença, a menor capacidade de finalização em relação ao atual craque encarnado.

O “joker” desta história, é o melhor jogador de sempre de Portugal: Cristiano Ronaldo. O astro da Juventus FC parte sempre da esquerda do ataque, mas aparece muitas vezes no corredor central para finalizar, havendo constantes permutas com o ponta de lança, que, lá está, tem de ser móvel e não pode ser o típico “9”.

Diogo Jota promete também ser um dos novos goleadores
Fonte: FPF

Numa era do futebol estudado ao limite, o típico ponta de lança parado na frente, para encostar e aguentar os defesas, vai caindo em desuso. Hoje em dia, é mais importante a mobilidade para desfazer a organização defensiva adversária, arrastando jogadores e abrindo espaços para os colegas. Jogadores como Dyego Sousa, que, por acaso, até foi integrado recentemente na realidade da seleção portuguesa, cada vez terão menos espaço para iniciar no onze inicial, sendo mais um jogador de recurso para os últimos terços dos jogos. Enquanto André Silva, apesar de ser um jogador de corredor central, consegue ter a mobilidade e capacidade técnica para funcionar nesta nova dinâmica da seleção.

Destaco ainda Diogo Jota. O avançado do Wolverhampton Wanderers FC, encaixa na perfeição nesta dinâmica da seleção e, diria mesmo, que encaixa tão bem ou até melhor que Félix ou Guedes, sendo uma questão de timing a sua grande oportunidade para também fazer estragos pela seleção nacional.

É uma nova era, que tem sido recheada de títulos e Portugal promete não parar por aqui.

 

Fonte: UEFA

Paulo Fonseca: O retrato do novo imperador romano

O mérito traz recompensa e no mundo futebol isso não é exceção.

Paulo Alexandre Rodrigues Fonseca tem dado provas da sua qualidade e na próxima temporada irá comandar o AS Roma, um histórico do futebol mundial.

Paulo Fonseca após terminar a sua discreta carreira como jogador no Estrela da Amadora, deixou os relvados para se sentar no banco de suplentes e logo na época seguinte assumiu o cargo de treinador dos juniores do Estrela. No seu percurso seguiram-se as aventuras nas equipas principais do 1º Dezembro e do Odivelas.

No começo da sua escalada pelo futebol profissional, Paulo Fonseca deus os primeiros passos na terceira divisão, na qual durante duas épocas representou o Pinhalnovense em 2011 chega ao Desportivo das Aves que militava na Segunda Liga Portuguesa, não alcançando a promoção por apenas dois pontos.

O Aves não subiu, mas o seu treinador sim.  Contratado pelo Paços de Ferreira, Paulo Fonseca fez história no clube da capital do móvel com o feito extraordinário de acabar o campeonato em terceiro lugar, numa posição que até valeu disputar o playoff de acesso à Liga dos Campeões.

O técnico natural do Barreiro deixou, portanto bem patente todo seu valor na temporada 2014/2015 e dando continuidade à sua ascensão, rumou à cidade invicta para comandar o FC Porto, atingindo assim o expoente máximo do futebol português.

Contudo, a passagem no Dragão não foi de sucesso e com um 3º lugar distanciado por 13 pontos do campeão Benfica, Paulo Fonseca abandonou o Porto e regresso a Paços de Ferreira, afirmando na altura que: “Por vezes, é necessário dar um passo atrás para dar dois para a frente”.

Embora não repetisse a campanha histórica de 2012, dois anos depois Paulo Fonseca não devolveu o pódio ao Paços, mas conseguiu fazer uma época tranquila, garantindo o principal objetivo de assegurar a manutenção no principal escalão.

A promessa de que ia dar dois passos em frente realmente aconteceu: depois do regresso à Mata Real, Fonseca rumou a Braga por uma época e depois aventurou-se pela primeira vez no estrangeiro.

Fonte: Shakhtar Donetsk

Fonseca chegou ao Shakthar em 2016 e numa liga que não prima propriamente pelo equilíbrio, o treinador do melhor clube ucraniano da atualidade tinha de se superiorizar ao Dínamo de Kiev e fazer o clube regressar à rota dos títulos.

Três anos depois, Paulo Fonseca tornou o Shakthar tricampeão ucraniano e conquistou igualmente todas as Taças da Ucrânia, juntando ainda uma supertaça. Além de recuperar a hegemonia nacional, o treinador português promoveu ainda um bom futebol com um estilo de jogo atrativo, o que se revelou importante nas competições europeias nas quais deixou uma boa imagem.

A boa campanha na Ucrânia valeu a Paulo Fonseca a distinção como um treinador de qualidade. A passagem pelo Shakthar foi uma boa rampa de lançamento para ficar reconhecido pelo seu bom trabalho no contexto do futebol europeu.

No início desta semana foi confirmado o principal rumor acerca do treinador e Paulo Fonseca vai mesmo treinar os giallorossi na próxima temporada. Logicamente naquele que é o panorama do futebol italiano, a AS Roma não coloca o objetivo para 2020 na conquista do título de campeão nacional, mas certamente exigirá qualificação na Liga dos Campeões, algo que não aconteceu este ano.

Assim sendo, Paulo Fonseca já deu início à pré-temporada e ambiciona títulos, mas acima de tudo deseja ver as suas ideias implementadas e promete futebol de qualidade.

Os ferozes adeptos da AS Roma gostaram certamente desta decisão da direção do clube, dado o desagrado com a prestação de Eusebio Di Francesco, e Paulo Fonseca é um treinador bem à altura do desafio que o espera.

Foto de Capa: AS Roma

À procura de um artilheiro para o futuro

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Muitas questões têm-se prendido com a contratação de um ponta-de-lança para o SL Benfica para fazer concorrência com Seferovic. No entanto, questiona-se qual será a opção mais indicada para lhe fazer concorrência: de um jogador feito e com provas dadas, ou de um jogador jovem com grande margem de progressão. Na minha opinião, o Benfica precisa de um ponta-de-lança de ambos os perfis, mas neste caso, vou debruçar-me mais sobre os pontas-de-lança jovens, que é uma questão que creio que deveria ser mais debatida.

Entre a equipa B, equipa de juniores e de sub-23 do Benfica, não houve nenhum ponta-de-lança que se tenha destacado ao ponto de se considerar um jogador em vias de dar o salto para a equipa principal, sendo a posição em que a formação do Benfica está mais carenciada a nível de jovens com potencial.

Os pontas-de-lança são os jogadores mais difíceis de formar, e esse é um dos factores que faz deles os jogadores mais valiosos do mercado. E isto faz com que qualquer ponta-de-lança que comece a sobressair num determinado contexto competitivo valorize num pestanejar.

Como tal, acho que a solução para o Benfica conseguir encontrar um ponta-de-lança para o futuro seria fazer o mesmo que fez em Janeiro de 2016 quando contratou os sérvios Igor Saponjic e Luka Jovic, ou seja, contratar jogadores jovens com margem de progressão, metendo-os a rodar na equipa B para se adaptarem ao Benfica e ao futebol português.

Saponjic não se tem afirmado no Benfica
Fonte: SL Benfica

É verdade que a aposta nos dois sérvios não correu bem. Jovic teve problemas de adaptação que o levaram a ter comportamentos pouco profissionais, como o próprio já assumiu. Já Saponjic sempre me pareceu ter um perfil desajustado ao estilo de jogo da equipa.

No entanto, com Rui Vitória no comando técnico, a equipa principal e a equipa B não possuíam o mesmo estilo de jogo, o que também dificultava a transição para a equipa principal. Actualmente, com Bruno Lage e Renato Paiva, não existe esse problema, visto que ambas as equipas jogam um futebol atractvo que valoriza os jogadores e privilegia a sua evolução.

Como tal, acho que tendo em conta a conjuntura actual, acho que o scouting deveria trabalhar e ir à procura de um jovem talento que pudesse ser potenciado e trabalhado no Seixal para ser uma aposta a longo prazo.

Foto de Capa: SL Benfica