Início Site Página 11564

Jovens portistas querem conquistar a Europa!

0

No próximo dia 26 de Abril os sub-19 do FC Porto vão defrontar o TSG Hoffenheim nas meias-finais da UEFA Youth League. Depois de um percurso excecional ao longo de toda a prova, com apenas uma derrota nos oito jogos disputados, os jovens talentos portistas irão tentar fazer historia e conquistar um título que o clube tem perseguido nas últimas épocas.

Com os reforços Diogo Costa, Diego Leite, Diogo Queirós, Romário Baró e João Mário a equipa do FC Porto é fortíssima e acredito que pode conquistar o título. A rotina destes jogadores na equipa B portista, onde a intensidade é mais elevada, é uma tremenda mais-valia. Estes jogadores juntamente, com outros bons talentos, como Tomas Esteves, Fábio Vieira ou Angel Torres, formam um onze que pode tornar o FC Porto campeão europeu no escalão de sub-19.

Se o FC Porto eliminar os alemães do TSG Hoffenheim nas meias-finais vai encontrar na final, de dia 29 de abril, o vencedor do encontro entre o FC Barcelona e o Chelsea FC. Se tivesse que apostar diria que a final entre FC Porto e FC Barcelona (atual detentor do titulo), é a mais provável. Seria uma final fantástica mas duríssima para os azuis e brancos, visto que os catalães são muito talentosos e possuem, talvez, a melhor equipa da europa neste escalão.

Romário Baró é uma das estrelas dos dragões
Fonte: FC Porto

Relembrando o percurso do FC Porto, na fase de grupos alcançou o primeiro lugar com quatro vitórias, um empate e uma derrota. A derrota aconteceu na Rússia, frente ao Lokomotiv Moscovo. Nos oitavos-de-final, uma vitória por 2-0 frente aos ingleses do Tottenham Hotspur. Nos quartos-de-final mais uma vitória categórica por 3-0 diante dos dinamarqueses do FC Midtjylland.

Na época passada o FC Porto também atingiu as meias-finais, onde foi eliminado na marcação de grandes penalidades pelo Chelsea FC. Duas épocas consecutivas de grande sucesso na Europa dos jovens portistas. Pena é que não sejam mais aproveitados na equipa principal do FC Porto porque talento é coisa que não falta no Olival.

Espero que estas prestações possam servir para que a estrutura do FC Porto acredite mais no potencial destes jovens e as apostas sejam em maior número e de forma mais consistente. Além do lado desportivo, o retorno financeiro é uma vertente que nunca pode ser descorada. Basta ver os exemplos de André Silva, Rúben Neves e Dalot, que ajudaram o clube a melhorar de forma significativa as suas contas.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O que falta do campeonato: jogo em Braga e a luta com o Porto

0

Depois da goleada por 6-0 ao CS Marítimo, restam quatro jogos – “finais” – para terminar mais uma edição do Campeonato. A saber:

  • Jornada 31: SC Braga (4º Lugar) | 28 de abril (Fora)
  • Jornada 32: Portimonense SC (12º Lugar) | 4 de maio (Casa)
  • Jornada 33: Rio Ave FC (8º Lugar) | 12 de maio (Fora)
  • Jornada 34: CD Santa Clara (9º Lugar) | 19 de maio (Casa)

Em resumo, são dois jogos em casa e outros tantos fora. Adversários complicados, com maior destaque para o Braga. E já neste fim de semana! Há quem diga que é uma partida decisiva para a possível conquista do campeonato. Sem dúvida que é!

Antes de abordar esse jogo em concreto, é importante realçar que, na luta pelo título, tudo conta! O mais pequeno deslize pode simbolizar o adeus definitivo. Tanto para SL Benfica como para FC Porto. Uma coisa é certa: uma destas equipas vai se sagrar campeã. Quem será? Essa é a principal dúvida e um motivo de ansiedade tremendo para os dois lados.

O jogo em Braga é o mais importante de todos. Não só por ser o adversário que está melhor classificado, mas por ser um ambiente tradicionalmente difícil de se jogar. Os restantes, em termos de tabela, têm a permanência praticamente assegurada, apesar da descida do Portimonense ao 12º posto. Isto não quer dizer que se espera facilidades. Muito pelo contrário! Com a vontade em garantir a permanência, estas equipas farão de tudo para alcançar o maior número de pontos e os jogos com os ditos grandes não são exceções.

Cervi, Rúben Dias e João Félix são três das muitas armas de arremesso que o Benfica tem para lutar pelo 37º campeonato
Fonte: SL Benfica

Além do jogo com o Braga, outro grande momento crucial do resto da temporada passa por manter a fasquia intacta perante o adversário mais direto, o Porto. A luta pelo desejado troféu é feita a dois, pelo que é de evitar grandes escorregadelas de parte a parte.

Esta é a altura certa para concentrar todas as forças e apresentar um plantel ao mais alto nível. Todos são importantes e contam para a reta final de mais uma emocionante edição do campeonato.

Restam, por isso, quatro jogos e a contenda não poderia estar mais equilibrada. As duas equipas têm conseguido vencer as batalhas das últimas jornadas. No entanto, só uma pode vencer a guerra: Benfica ou FC Porto. Dentro de um mês, todas as dúvidas serão esclarecidas e um novo campeão será coroado.

Foto de Capa: SL Benfica

«O Clube lá da Terra»: GD Alcochetense

0

cab reportagem bola na rede

Já com 82 anos de vida, o Grupo Desportivo Alcochetense é um dos clubes mais emblemáticos da AF Setúbal, mas passou por grandes dificuldades financeiras e organizativas durante metade desta década. Acompanhados pelo presidente Nuno Reis, fomos descobrir como é que os verde-e-brancos recuperam de uma crise que afastou a vila do clube, a formação como tábua de salvação em tempos difíceis e a aposta nas modalidades como forma de aproximar as pessoas do clube. Eis a quarta edição de “O Clube lá da Terra”.

O Estádio António Almeida Correia – com a fachada renovada esta época – é a casa do GD Alcochetense desde 1993
Fonte: Fábio Boavida / Bola na Rede

“O clube tinha um passivo muito acima daquilo que um clube como o Alcochetense pode suportar, ou seja, na maior parte das situações, seria suficiente para fazer o clube fechar portas.”

Bola na Rede (BnR): Há quantos anos acompanha o GDA?

Nuno Reis (NR): Desde os meus seis, sete anos. Sou de Alcochete e vinha ao campo antigo (atual campo de treinos). O meu irmão mais velho jogou aqui, eu também passei pela escola de formação do Alcochetense e o meu irmão mais novo também jogou cá. O meu avô e o meu tio também eram do Alcochetense, por isso, faz parte da minha vida desde criança.

BnR: Como estava o clube quando entrou em 2016?

NR: O clube passou por grandes dificuldades nos últimos anos, quer a nível financeiro, quer a outro nível: Os sócios e simpatizantes estiveram de costas voltadas para o clube . Nós entrámos e encontrámos uma situação complexa de gerir.

À frente do GDA desde 2016, a direção liderada por Nuno Reis teve de resolver complicados problemas financeiros para manter o clube em atividade
Fonte: Fábio Boavida / Bola na Rede

BnR: Como surgiu a oportunidade de chegar à direção do clube?

NR: Tinha um colega na anterior direção – o atual vice-presidente – que saiu por discordar das atitudes da antiga direção. Na altura pus aqui na formação o meu filho mais novo e voltei a estar envolvido na vida do clube e percebi que o clube não estava numa situação favorável e que havia aqui alguns riscos. O clube tinha um passivo muito acima daquilo que um clube como o Alcochetense pode suportar, ou seja, na maior parte das situações, seria suficiente para fazer o clube fechar portas. Mas havia uma nuance: a dívida estava centrada em dois ex-presidentes (Carlos Cortes e Orlando Carvalho) e isso permitiu-nos avançar mesmo com as condições adversas.

BnR: Qual foi o principal objetivo quando agarraram no Alcochetense?

NR: Tínhamos dois objetivos principais, a parte financeira: tornar o clube sustentável e ir no sentido de resolver alguns problemas financeiros do passado. Neste momento não estão todos resolvidos, mas já se conseguiram grandes avanços nesse sentido. Outro dos grandes objetivos era a recuperação do património do clube, porque estava muito degradado – e ainda não está nas condições que pretendíamos.

Estamos a falar do estádio, da sede, que continua fechada apesar de ser um dos nossos objetivos a sua reabertura, mas infelizmente o clube continua a viver com limitações financeiras e até solicitámos à autarquia que nos facultasse um espaço nesse sentido, com o objetivo de reaproximar os sócios do clube. Outro objetivo era a aposta no futebol de formação, porque um clube da dimensão do Alcochetense depende muito daquilo que vai ser gerado na formação, porque é um clube com pouca capacidade de criar receita, há pouco apoio das empresas do concelho e o Alcochetense está sempre dependente da ajuda da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia.

Infelizmente, o futebol de formação encontrava-se numa situação provavelmente mais grave que a situação financeira, porque não havia uma política coerente e andava-se muito aos zigue-zagues, as pessoas viviam em função das pressões dos pais e havia situações em que pais mandavam em escalões. Estamos a viver com as dificuldades que vinham de trás, mas estamos num bom caminho e este ano apresentámos uma candidatura para a escola de formação da Federação Portuguesa de Futebol e o Alcochetense virá a ser uma escola de formação de quatro estrelas, o que nos deixa extremamente orgulhosos.

Em atividade de 1937, o Alcochetense esteve perto de ser mais um histórico da Margem Sul a desaparecer, como aconteceu com o CD Montijo em 2006
Fonte: Fábio Boavida / Bola na Rede

“Gosto muito de você, leãozinho”

0

Caro leitor, as linhas que se avizinham narram uma história de amor platónico. Amor à primeira vista, mesclado com fascínio e perplexidade. Raios de luz incandescentes sobre a visão frágil que possuo. Encanto hierático!

Guimarães, algures em 2017. Fase final do campeonato de juniores de então. Sporting Clube de Portugal volvia ao terreno (sempre fatigante) do Vitória Sport Club. No cômputo, o corolário denotou a única objeção no trilho calcorreado até ao garante do título (derrota por 1-0). Porém, a análise meticulosa do jogo proporcionou a emergência da sumptuosidade futebolística representada por Daniel Bragança.

Ao meu lado, localizavam-se dois olheiros espanhóis. Apesar de não decifrar o castelhano na íntegra, a perícia característica das minhas deduções e da minha audição outorgou a assimilação de toda a informação que estava a ser discutida. Ali, germinou o “ciúme” salubre pelo facto de, mesmo que não fosse vontade minha, era imputado a “partilhar” tal divindade com os demais semelhantes.

O jovem médio é uma das maiores esperanças para o futuro leonino
Fonte: Sporting CP

A unanimidade percorreu o espaço confinado ao público presente. Toda a gente permaneceu, do primeiro ao último minuto, embebida na qualidade vivaz e jovial de um (já) senhor das quatro linhas. A visão de jogo dimensionava a atmosfera no patamar mais elevado, a inteligência expandia as fronteiras da realidade, o passe primava o rigor e a minúcia, o remate descrevia rotas atlântico-pacíficas. Vassalagem jamais prestada ao adversário, devoção e ânsia de vencer estampadas no rosto impávido e sereno. Transpiração vincada, odor fétido simbolizado no esforço colossal realizado.

No regresso a casa, não obstante o fracasso exibido pelo coletivo, o cenário de espanto não se alterou. A curiosidade apoderou-se da minha índole e, com frequência, era espectador (quase sempre) assíduo do internacional sub-20 até à evasão recente para Faro. Quer na equipa de juniores, quer na equipa dos sub-23, o médio defensivo corroborou a classe que lhe pertence, nacional e internacionalmente: em ambas as formações, assumiu o estatuto de pedra basilar, muralha edificada no meio campo leonino, corporificando e tonificando todo um quarteto defensivo, exprimindo, simultaneamente, a génese assaltante e aniquiladora do “inimigo”, a criação atacante em todo o seu esplendor.

Caetano Veloso, efígie da música luso-brasileira, ortografou a ilustre melodia do leãozinho. No espectro existencial, a adequação é perfeita e, por isso, “gosto muito de te ver, leãozinho/caminhando sob o sol”: contudo, a maturidade conquistada ao longo de tenra idade, transforma-o no Rei da Selva com a juba devidamente aprumada. A Daniel Bragança é suplicada a presença no plantel principal. Produto oficial da Academia de Alcochete. Garantia eterna. Sonho concretizado. Mais o meu que o do supracitado, obviamente, “para desentristecer, leãozinho/ o meu coração tão só/ basta eu encontrar você no caminho”.

Foto de Capa: Sporting CP

Em busca do melhor contexto

Em muitas equipas de Futebol, existem aqueles jogadores jovens, talentosos e cheios de potencial, mas que por um ou por outro motivo, não jogam com a regularidade desejada. Em vários destes casos, muitos acabam por sair da equipa em busca de mais minutos de competição. Mas mesmo assim, existem casos em que, mesmo durante o empréstimo, o jogador não é regularmente utilizado.

Quando isto acontece, o caminho mais fácil é criticar o treinador que não aposta neles, principalmente quando o jogador que o ofusca não está a ter o rendimento desejado pelos adeptos. No entanto, a minha experiência a ver Futebol diz-me que quando um jogador é sucessivamente pouco utilizado em diversas equipas com vários treinadores diferentes, é porque alguma coisa se passa com ele, não pode ser só o treinador que embirra.

Na verdade, muitos destes casos devem-se à própria mentalidade do jogador, seja porque é pouco esforçado e empenhado nos treinos, seja porque tem uma vida pouco profissional fora das quatro linhas, etc. Mas será que isso significa que o treinador não tem responsabilidade na atitude do jogador?

Ultimamente, tenho pensado nessa questão, e a verdade é que apesar de um treinador ter razões para se desinteressar por um jogador pouco comprometido, ele precisa de saber o que o leva a ter essa atitude e encontrar um contexto que o estimule. O jogador também necessita de um estímulo mental que o mantenha focado e comprometido.

Um exemplo que passou por Portugal e que conseguiu encontrar esse contexto é Luka Jovic. O avançado sérvio foi contratado pelo SL Benfica em Janeiro de 2016. Em ano e meio ao serviço dos encarnados, realizou apenas quatro jogos pela equipa principal, passando grande parte desse período a jogar pela equipa B, onde as suas exibições estiveram longe de convencer.

Jovic não conseguiu afirmar-se no Benfica.
Fonte: UEFA

Desacreditado, o jovem avançado acabaria por ser emprestado ao Eintracht Frankfurt, onde tanto Niko Kovac como Adolf Hutter souberam dar-lhe um contexto que o motivasse, fazendo dele, neste momento, um dos jogadores mais cobiçados pelos tubarões europeus. Numa entrevista dada ao Sapo, Luka Jovic confessou que teve muitas dificuldades na adaptação ao Benfica, por se encontrar num país novo e estar longe da sua família. Assumiu também que foi apanhado numa noite e que esse episódio lhe custou a oportunidade de ser titular no clube lisboeta.

Outro exemplo de um jogador que tarda e encontrar o seu contexto no Benfica é o compatriota Zivkovic. O camisola 17 das águias já mostrou provas do seu talento e a sua pouca utilização é bastante contestada pelos adeptos encarnados. Zivkovic tem sido pouco utilizado tanto com Rui Vitória, como com Bruno Lage, e também só jogou cerca de 15 minutos pela selecção no Mundial da Rússia, após ter passado pela sua melhor fase no Benfica em termos individuais, onde foi titular no meio-campo com boas exibições.

Existem também alguns casos ligados ao Sporting CP de jogadores que ainda andam à procura do seu contexto. Um dos casos é o de Matheus Pereira. O extremo brasileiro foi, na temporada passada, emprestado ao GD Chaves, onde realizou uma temporada de grande nível sob as ordens de Luís Castro, um dos melhores treinadores nacionais, quer em termos técnico-tácticos, quer em termos de comunicação.

Matheus Pereira vai dando cartas lá fora, mas em Alvalade o seu futuro é uma incógnita
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Depois de ter estado em bom plano na pré-temporada da equipa leonina, Matheus Pereira amuou por ter ficado na bancada no jogo da primeira jornada em Moreira de Cónegos, situação que lhe custou um lugar no plantel, acabando por ser emprestado ao FC Nuremberga. Ao serviço do clube alemão, Matheus Pereira também teve dificuldades em encontrar o seu espaço, mas após a mudança de treinador conseguiu, finalmente, encontrar um contexto que o favorecesse, estando a ser, ultimamente, o jogador em maior destaque no clube que luta pela manutenção na Bundesliga.

Outro caso de estudo é o de Francisco Geraldes. O médio ofensivo brilhou na temporada passada ao serviço do Rio Ave FC, mas, ainda assim, seria novamente emprestado ao Eintracht Frankfurt. Apesar de não ter jogado, Keizer resgatou o internacional sub-21 português para a equipa leonina, mas a sua utilização tem continuado a ser muito escassa.

Cada caso é um caso e, como tal, cada jogador tem o seu contexto para conseguir evoluir. Independentemente da mentalidade do jogador, cada treinador tem de ter a capacidade de o orientar.

 

Foto de Capa: SL Benfica

 

Os 5 médios estrangeiros que mais vezes vestiram de azul e branco

Com o jogo do passado sábado frente ao Santa Clara, Hector Herrera assumiu-se como médio estrangeiro que mais vezes representou o FC Porto. Para assinalar o feito do mexicano elencamos, no Top desta semana, os cinco médios estrangeiros que mais vezes vestiram de azul e branco. Antes de avançar para os nomes, importa ressalvar que Deco, brasileiro naturalizado português e que conta com 229 jogos de Dragão ao peito, não figurará nas contas exatamente por ter representado a seleção nacional portuguesa.

João Sousa sai derrotado na primeira ronda do ATP de Barcelona

João Sousa foi esta terça feira eliminado do torneio de Barcelona. O jogador português ainda esteve em vantagem na partida, no entanto acabou mesmo por ser eliminado por Guido Pella.

O encontro começou muito bem para o tenista português, uma vez que conseguiu um break point no segundo jogo de serviço de Guido Pella. Seguro e confiante na partida, João Sousa não desperdiçou e preservou a vantagem até ao final, conseguindo, desta forma, a vitória no primeiro set.

Ora no segundo set reinou o equilíbrio.  Ambos os jogadores sofreram um break point no seu jogo de serviço, no entanto, quer o argentino, quer o português, não se conseguiram superiorizar e levaram o jogo para tiebreak. O tiebreak foi completamente dominado por Guido Pella. O tenista de 28 anos acabou com uma vantagem de 6 jogos e empatou a partida.

Guido Pella brilhou ao conseguir a reviravolta diante de João Sousa
Fonte: ATP World Tour

No set decisivo, o talento de Guido Pella sobressaiu.  Com dois break points no serviço de Sousa, o argentino preservou a vantagem e caminhou, sem dificuldades, para a vitória na partida.

Apesar da derrota, João Sousa ainda vai continuar em prova na vertente de pares. Depois deste torneio, o jogador de 30 anos viaja para Portugal, onde vai disputar o Millennium Estoril Open.

Foto de Capa: ATP World Tour

O Passado Também Chuta: O dia em que a UD Leiria entrou com 8 jogadores

O Passado Também Chuta- O dia em que a UD Leiria entrou com 8 jogadores

29 de abril de 2012. Ainda hoje fica na memória como um dos dias mais negros da história do Futebol português. Numa situação precária a nível financeiro, a União Desportiva de Leiria vivia tempos muito delicados. Com quatro meses de salários em atraso, 16 jogadores do plantel optaram por avançar para uma rescisão coletiva dos contratos que os ligavam à SAD do clube.

Resultado? A equipa ficou reduzida a um conjunto de apenas oito atletas para alinhar no encontro da 28.º jornada da Liga, frente ao CD Feirense, no Estádio Municipal da Marinha Grande.

«A preparação dessa semana foi tranquila e levada com normalidade. Falou-se muito sobre o sucedido, mas pouco se soube acerca desse assunto. E até ao último momento – dia de jogo – todos nós no CD Feirense pensámos que íamos enfrentar 11 jogadores. Ninguém queria acreditar que esta situação iria mesmo acontecer». A revelação é de Miguel Assunção, guarda-redes de 27 anos que representa atualmente o Sertanense FC, mas que, na altura, se sentou no banco de suplentes do adversário, o CD Feirense.

As peripécias em torno deste jogo foram-se acumulando até ao momento do apito inicial. Poucas horas antes do jogo foi o próprio presidente da UD Leiria, nesse ano, João Bartolomeu, que deu início a nova polémica: «O presidente João Bartolomeu só apareceu ao intervalo a dizer que um dos seus jogadores tinha roubado uma mala com dinheiro. Na altura, falei com o nosso capitão, o Cris, que tinha jogado com o Keita na Académica. O Cris disse-me que não acreditava em nada daquilo. Revelou-me que o presidente da UD Leiria é que não era cumpridor e que deveriam existir mais motivos para se desconfiar dele do que do Keita. Lembro-me também de que na altura o Keita chorou depois deste caso. Sentia-se injustiçado…».

Os 8 valentes jogadores do UD Leiria

Sobre o jogo, a expectativa era muita, mas a verdade é que a UD Leiria acabou mesmo por não conseguir demover nenhum dos jogadores. Sobraram apenas oito: Jan Oblak, Pedro Almeida, Shaffer, Al-Hafith, John Ogu, Filipe Oliveira, Niklas Barkroth e Djaniny. Destes atletas, três pertenciam ao SL Benfica (Oblak, Shaffer e Barkroth), dois eram juniores (Pedro Almeida e Filipe Oliveira) e outros dois tinham rescindido, mas acabaram por voltar atrás com a decisão (Ogu e Al-Hafith). Acabaram por jogar apenas estes oito, para evitar que a equipa fosse automaticamente despromovida por não comparecer no encontro.

Jan Oblak esteve presente neste episódio insólito do futebol português
Fonte: UEFA

«No dia do jogo, quando saímos para aquecimento, percebemos que não havia adversário a aquecer. Até que a uns 20 minutos de começar o encontro saíram oito jogadores. Digamos que foi constrangedor para ambas as partes…». Miguel Assunção representava uma equipa que estava em dificuldades no campeonato e que precisava de ganhar para lutar pela manutenção. Por isso, para o adversário, era imperativo ganhar, independentemente do estado do adversário:

«O sentimento de todos os jogadores do CD Feirense foi muito mau. Mas, acima de tudo houve respeito pela situação. Fizemos o nosso trabalho e engane-se quem pensa que foi fácil. A UD Leiria abdicou do ataque, como era esperado, e montou uma muralha em frente da baliza. Foi complicado, mas lá conseguimos a vitória. Houve solidariedade e respeito para com os jogadores adversários. Todos perceberam o momento delicado, mas as equipas jogam para ganhar».

Miguel Assunção representa o Sertanense
Fonte: Miguel Assunção

O resultado acabou por ser o esperado: o CD Feirense goleou fora de casa por 4-0, com golos de Miguel Pedro (2x), Pedro Queirós e Bédi Buval. Mas a equipa fogaceira sentiu dificuldades para desbloquear a partida. Só no período de compensação da primeira parte é que o CD Feirense conseguiu fazer o primeiro golo do encontro e para isso muito contribuiu um jogador: Jan Oblak.

«Desde início, foi a maior barreira que suportou aqueles oito jogadores. Notava-se que tinha algo mais… Uma qualidade incrível! Fez várias defesas e percebia-se que tinha uma maturidade muito grande para um jovem. Recordo-me que, na altura, quando o jogo acabou dirigi-me a ele para o cumprimentar e dar-lhe os parabéns pela exibição e personalidade. O Oblak pediu-me que trocássemos de camisolas e ainda hoje tenho a camisola lá em casa. É uma das minhas melhores recordações».

A camisola trocada com Oblak está agora na casa de Miguel Assunção

Miguel Assunção era ainda um atleta com pouca experiência como profissional, já que tinha acabado de ser incluído no plantel de seniores. Era suplente de Paulo Lopes, guarda-redes a quem se refere como um “pai” no mundo desportivo.

Hoje tem 27 anos, joga no Campeonato de Portugal e já foi campeão desta divisão ao serviço do Real Sport Clube. Hoje guarda este triste episódio na memória e deixa um conselho para todos os jovens futebolistas que agora começam a dar os primeiros toques na bola: «Por vezes, o nosso trabalho e dedicação não chega, é preciso ter “a” oportunidade. A todos os jovens jogadores reforço que não desistam dos vossos sonhos. Não parem de sonhar e, em momento algum, deixem o trabalho de lado».

Agradecimentos ao Miguel Assunção pelos depoimentos

Foto de Capa: Liga Portugal

O rejuvenescimento de Gudelj

0

No final de Agosto de 2018, é anunciado por Sousa Cintra a chegada de Nemanja Gudelj ao Sporting Clube de Portugal, a título de empréstimo, depois de ter dado muito trabalho à administração do clube leonino, tal como referiu Sousa Cintra na apresentação do jogador.

O jogador sérvio chegou ao Sporting proveniente dos chineses do Guangzhou Evergrande para jogar ao lado de Battaglia, depois da saída de William Carvalho. No entanto, com a lesão do argentino, e apesar de se sentir mais confortável a jogar a “oito” foi Gudelj o eleito para jogar na posição mais recuada do meio campo.

O centro-campista chegou com o “rótulo” de ter muita qualidade no remate de meia/longa distância, uma caraterística que agrada a qualquer amante do futebol e os sportinguistas não são exceção. Contudo, até ao momento, o jogador ainda não fez com que os adversários ficassem com os “olhos em bico” com os seus golos. Provavelmente, muito por culpa do seu posicionamento em campo.

As expetativas eram altas em relação à qualidade de Gudelj, e aqui, penso que era uma opinião da maioria dos sportinguistas. Nos primeiros jogos, não correspondeu às minhas expetativas e acabou por me desiludir, tal como o facto do mister manter a aposta no jogador.

O médio sérvio já afirmou que quer ficar na equipa leonina
Fonte: Sporting CP

Com a chegada de Marcel Keizer, o meio campo leonino sofreu uma pequena revolução, sobretudo pela aposta em Wendel para completar o tridente iniciado por Gudelj e Bruno Fernandes. Apesar das vitórias e algumas delas com goleadas, alcançadas nos primeiros jogos com Keizer no leme da equipa, o jogador sérvio não conseguiu conquistar o Universo Leonino.

“Quem ri por último, ri melhor”, que expressão tão adequada ao jogador sérvio. Nos últimos meses tem sido um dos jogadores mais preponderantes dos leões e em crescendo, conseguindo impor o seu futebol, quer no aspeto defensivo com inúmeros desarmes, quer na transição para o ataque. Acredito que ainda vai conseguir faturar num remate de meia distância.

Numa fase em que se prepara a próxima temporada, um dos “dossiers” que está em cima da mesa é a continuidade ou não do sérvio em Alvalade. Depois de considerar no início da temporada que não era jogador à Sporting, neste momento julgo que Gudelj pode ser uma peça importante nas próxima temporadas.

Força Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

Olheiro BnR – Rafael Camacho

A ascensão de Rafael Camacho na hierarquia Red

Chegado ao Liverpool FC no Verão de 2016, Rafael Camacho notabilizar-se-ia, efetivamente, na época seguinte (2017/2018), depois de se tornar o melhor marcador da equipa de sub-18 às ordens do lendário Steven Gerrard, não obstante o facto de ter atuado maioritariamente como médio ofensivo, e com o acumular de boas exibições na UEFA Youth League.

Mais tarde, o futebolista português nascido no ano 2000 seria premiado por Jürgen Klopp, treinador da formação principal, que o chamou para integrar os trabalhos de preparação da presente época. Camacho correspondeu, apesar de ter atuado como lateral, e a sua prestação durante a digressão pelos EUA foi de tal forma positiva que mereceu fortes elogios do técnico alemão; ainda assim, tal revelou-se insuficiente para que garantisse uma vaga no plantel principal.

Deste modo, enquanto aguardava por uma oportunidade para se impor na primeira equipa, Rafael Camacho ia-se exibindo a um bom nível na Premier League 2, ao serviço da equipa sub-23 do Liverpool, convicto de que a mesma iria surgir em breve, o que se veio a concretizar.

Da necessidade emergiu a oportunidade

A saída de Nathaniel Clyne para o AFC Bournemouth logo no início do mercado de janeiro, bem como a lesão contraída por Joe Gomez (polivalente defesa central que também pode atuar como lateral direito) em dezembro limitaram, de certa forma, as escolhas de Jürgen Klopp para a lateral direita, na medida em que a única opção de origem para ocupar a posição residia no jovem Trent Alexander-Arnold – o habitual titular.

Ao lateral inglês de 20 anos sucedia-se (como alternativa), apenas, o polivalente médio James Milner, uma vez que Gomez estaria afastado dos relvados por cerca de seis semanas. Ora, forçado a encontrar soluções, o técnico alemão não hesitou em conceder uma oportunidade ao jovem natural de Vila Franca de Xira, promovendo a sua estreia a titular a 7 de janeiro, numa partida referente à terceira eliminatória da FA Cup ante o Wolverhampton Wanderers em que o camisola número 64 dos Reds atuou como lateral direito.

Rafael Camacho, em estreia como titular pelo Liverpool, tenta manter a posse de bola face à pressão do compatriota Rúben Vinagre
Fonte: Liverpool FC

De «o futuro» da formação Red a transferível

Se é verdade que em janeiro passado Klopp se mostrara taxativo quanto à permanência do promissor avançado português no emblema do condado de Merseyside, uma série de recentes acontecimentos (recusa da proposta de renovação; manifestação de desagrado por atuar numa posição mais recuada) poderá constituir um volte-face na sua decisão, tendo em conta as últimas declarações do carismático técnico alemão (proferidas após o encontro relativo à segunda mão dos quartos de-final da UEFA Champions League frente ao FC Porto) que, apesar de reconhecer um enorme talento a Rafael Camacho, rejeitou pronunciar-se sobre o futuro do futebolista luso.

Pese embora o jovem português se tenha retratado face às suas palavras, afirmando na sua conta oficial do Instagram, na passada quinta-feira (dia 22 de abril): «Jürgen Klopp é o meu pai no futebol (…) apostou em mim e escolheu-me para integrar a sua equipa. Confio nele e sei que ele confia em mim também (…). Comprometo-me a 200% com ele, com a equipa e com o clube (…)», a incerteza quanto à sua permanência no Liverpool aumenta e acresce, também, o rol de clubes interessados em assegurar a contratação daquela que é tida como uma das maiores «jóias» da formação Red a par do defesa holandês Ki-Jana Hoever e do médio ofensivo/extremo Curtis Jones.

Na verdade, ao longo das últimas semanas, tem sido reportado o interesse de Wolverhampton Wanderers, SL Benfica, RB Leipzig e, claro está, do Sporting CP – clube que havia representado entre 2008 e 2013 antes de sair para o Manchester City -.

Para finalizar, caberá ao jovem de ascendência angolana e aos seus representantes decidir qual será a melhor opção com vista à sua progressão na carreira.

 

Foto de Capa: Liverpool FC