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Leão à conquista da Europa

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Começa esta sexta-feira a final four da Liga dos Campeões de Futsal e temos quatro clubes de topo europeu a procurar um troféu continental. O quarteto presente (Inter Movistar, FC Barcelona, Kairat Almaty e Sporting CP) já soma nove conquistas em anteriores edições (cinco, duas, duas e zero, respetivamente), sendo que apenas o representante português ainda não conseguiu erguer o troféu de campeão.

Não obstante, o Sporting parte para esta competição como um crónico candidato ao título, seja pelo grande historial na prova (vice-campeão nas duas anteriores edições, derrotado pelo Inter Movistar de Ricardinho e companhia em ambas as finais, seja pelo forte e coeso plantel que possui na atualidade ou também pela estabilidade que se vive nesta secção, com a equipa técnica há vários anos no clube leonino, a fazer um trabalho sensacional, na verdade.

Quis o sorteio que na meia-final houvesse já uma verdadeira final antecipada, com o Inter a ter pela frente o Sporting, um confronto indesejado para os adeptos verde e brancos e para todos os apoiantes dos representantes portugueses. Contudo, o colosso espanhol não é invencível, portanto tudo pode acontecer e os leões podem ser felizes no longínquo Cazaquistão, na Almaty Arena. A segunda meia-final opõe o Barcelona à equipa que acolhe esta fase final no seu reduto, o Kairat Almaty.

Até ao fim-de-semana esperam-se grandes jogos e esperemos que no Domingo coroemos um campeão inédito. Não é fácil, obviamente, sobretudo devido ao adversário na meia-final, mas é possível e como tal temos que acreditar.

Ricardinho, a grande figura do torneio
Fonte: UEFA

Boa sorte ao Sporting Clube de Portugal e cá estaremos no final para fazer o balanço à participação sportinguista nesta epopeia pelo leste da Europa, esperando que no fim possamos estar a comemorar mais um feito histórico do futsal português. Por fim, urge dizer que o Inter é sempre favorito a ganhar todas as competições que disputa mas há um dado animador para os adeptos portugueses: é que a formação espanhola está a fazer uma época muito fraca e claramente abaixo do esperado.

Por exemplo, no campeonato, pode acabar a fase regular no quinto (!) lugar, algo impensável para um clube desta dimensão, portanto há algumas fragilidades a explorar, mas tal também pode ser encarado como uma coisa má, pois a competição europeia pode ser vista como uma espécie de “tábua de salvação”. Não que a equipa madrilena tenha perdido algo esta temporada, porque está na final a quatro da taça e irá jogar os play-offde apuramento do campeão.

Mais um dado animador, na única vez que se defrontaram esta época, na Masters Cup em Portimão, o grande torneio de pré-temporada, os leões ganharam. Vale o que vale, sobretudo por ser na pré-época, mas é mais um facto que prova que esta equipa está longe de ser intocável e portanto os adeptos leoninos devem estar confiantes.

Foto de Capa: UEFA

A Pista já ferve mas a Estrada tem a palavra

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Neste fim-de-semana as provas de maior destaque serão as de estrada e prometem bastante, mas já lá vamos. Em pista a época começou com uma pujança impressionante, com várias performances nunca antes vistas por esta altura!

A pista que ferve…

Começamos por falar da fantástica performance de Michael Norman nos Mt SAC Relays, em que correu os 400 metros em 43.45! Já se sabia que Michael Norman iria provavelmente ser o maior concorrente de Wayde van Niekerk (campeão olímpico e mundial e recordista mundial) dos 400 metros, em 2019. Afinal Norman na sua última época universitária já havia batido o recorde mundial da distância em pista coberta e tinha ao ar livre marcado grandes tempos, com o melhor nos 400 a serem os 43.61 nos Nacionais Norte-Americanos.

Poucos, no entanto, poderiam adivinhar que na sua primeira prova da época, Michael Norman corresse em 43.4, igualando o 4º atleta mais rápido da história (Jeremy Wariner), na mais rápida 1ª prova de uma temporada de sempre. O norte-americano afirmou sentir-se bem e que tem ainda muito mais dentro de si, existindo muitos analistas que o colocam mesmo como o principal favorito para os 400 metros dos Mundiais do final do ano, também por pouco se saber da recuperação do sul-africano recordista mundial. A próxima possibilidade de vermos Michael Norman em ação será daqui a cerca de um mês, em Osaka, no Challenge da IAAF, a 19 de Maio.

Na mesma noite, também assistimos a um enorme feito do nigeriano Divine Oduduru em Waco, no Texas. Correu em 9.94 segundos (+0.8) os 100 metros tornando-se no novo líder mundial do ano, o que já por si seria uma marca de grande destaque. No entanto, menos de uma hora depois voltou à pista para correr os 200 metros e fê-lo em 19.76 (+0.8)!

É o primeiro atleta a baixar dos 20 segundos em 2019, uma marca que só foi ultrapassada por 3 atletas em 2018 e que em 2017 até seria a melhor marca do ano, dando para o Ouro nos Mundiais. O feito do nigeriano de 22 anos é ainda mais impressionante se olharmos para as anteriores melhores marcas pessoais de Oduduru – 10.10 e 20.13! O atleta entra assim numa restrita lista de 10 atletas que correram sub-10 nos 100 e sub-20 nos 200 na mesma noite.

Dois dias depois foi a vez de alguém que já é um “suspeito do costume”: Abderrahman Samba! O atleta do Qatar correu em casa, nos Campeonatos Asiáticos, a sua prova de eleição, os 400 metros barreiras e fê-lo em 47.51, uma marca que é a melhor de sempre feita até ao mês de Abril.

Neste momento, Samba tem o tempo mais rápido de sempre feito em Abril, em Maio e em Junho e afirmou que espera terminar o ano a correr em 46.5, o que seria um grande recorde mundial! O atual (ainda) pertence a Kevin Young, desde 1992, em 46.78, mas Samba é o único outro atleta a ter baixado dos 47 segundos.

Não foi só em provas de corrida que os grandes resultados apareceram. Nos Lançamentos, Ryan Crouser no Peso não só evidenciou já uma grande forma, como fez mesmo algo que nunca tinha feito! Lançou o engenho a 22.74 metros, um novo recorde pessoal e a melhor marca feita por qualquer atleta até ao mês de Abril. O norte-americano teve uma série de sonho, com os 3 primeiros lançamentos acima dos 21 metros (2 deles acima dos 21.5) e o quarto a 22.73 metros, o que já era o seu melhor pessoal. No quinto lançamento lançou ainda mais 1 centímetro, naquele que é o maior lançamento que o mundo viu desde…1990!

Outra performance que merece destaque são os 17.68 (0.0) metros que o norte-americano Omar Craddock saltou no Triplo Salto (o regresso após ter saído de maca na final da Diamond League de Bruxelas do ano passado), um novo recorde pessoal em 15 cm, numa competição em Long Beach onde bateu…Christian Taylor, o campeão olímpico e mundial, que se ficou pelos 17.18 metros na primeira competição do ano.

Ainda a registar Kendra Harrison, a recordista mundial dos 100 metros barreiras, que começou em boa forma, correndo já em 12.63 segundos, assumindo a liderança mundial da disciplina.

O adeus europeu é o fracasso de Lage (até agora)

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Foi a despedida do sonho europeu do Benfica. Os encarnados caíram aos pés do Eintracht Frankfurt, na Alemanha, no que considero o maior fracasso de Bruno Lage até ao momento, como treinador da equipa principal do Benfica.

Parece um pouco extremista pensar desta forma, admito, e até podem discordar tendo em conta que o Frankfurt não é uma equipa qualquer, já que tem estado a fazer uma época incrível, na qual ocupa um extraordinário quarto lugar na Bundesliga e esteve até ao embate com o Benfica, no Estádio da Luz, sem perder nenhum jogo no percurso na Liga Europa. Deste modo se percebe que, à semelhança de Ajax, esta equipa joga como gente grande.

Porque considero o maior fracasso de Bruno Lage até então, mesmo depois da eliminação da Taça de Portugal?

Penso que houve falta de ambição, em primeiro lugar. Não digo que a equipa e os jogadores não quisessem ganhar, quero deixar isto bem claro. Mas sinto que a abordagem ao jogo foi pouco ambiciosa. Só depois de deixar de estar na frente da eliminatória é que a equipa recebeu ordens de ataque e fez um jogo para disputar o resultado. Até então, tinha ficado a ver o desenrolar do jogo, na expetativa de que servissem os serviços mínimos.

Por outro lado, Lage não aprendeu com os erros cometidos na segunda mão da Taça de Portugal. Enfrentou o jogo com o resultado da primeira mão em mente e isso é meio caminho andado para fracassar. Tal como aconteceu em Alvalade, na Alemanha os encarnados jogaram com o 4-2 na Luz, em vez de puxarem logo pelo golo fora e facilitar a passagem às meias finais.

Até pareceu que o apuramento nem era assim tão importante – dada a prioridade à Primeira Liga e a eliminação do FC Porto da Liga dos Campeões. Bruno Lage tirou o melhor elemento em campo, Samaris, e deixou Fejsa que claramente estava fora de ritmo na partida; colocou Salvio, que não jogava há quatro meses, numa partida que pedia rotação elevada para conquistar o apuramento. As poupanças são necessárias, mas pareceu limitar o alcance europeu que esta equipa parecia conseguir.

Depois da eliminação da Liga Europa, resta ao Benfica vencer a Primeira Liga
Fonte: SL Benfica

A junção da aparente falta de ambição, má leitura e abordagem da partida, falha nas substituições e a não aprendizagem com os erros que custaram uma final do Jamor, fazem, para mim, este ser o falhanço da turma de Lage que mais custa a engolir. A final era possível de alcançar, tal como a conquista do troféu.

Sendo assim, agora apenas resta a Primeira Liga, esperando que a Reconquista salve a época, apesar de que a minha confiança no treinador não cairá mesmo que isso aconteça com o campeonato. Se bem que se este último cair, a margem de erro ficará muito limitada.

Se Bruno Lage aprender com estes desaires – quer seja a eliminação na Taça da Liga quando ainda era recém treinador na equipa principal, quer seja a eliminação da Taça de Portugal ou da Liga Europa quando trouxe vantagem da primeira mão – acredito que, com uma época preparada, na sua totalidade, por ele, com um plantel feito à sua escolha e com a mente virada para as diversas competições, um futuro risonho fica à espreita para o Benfica. Só espero não estar enganado.

Agora é Reconquistar o que é nosso.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Os emails não revelados: Petit garante a permanência já

Caríssimos adeptos e simpatizantes

Prometo ser rápido e objectivo. Afinal de contas, sempre foi dessa forma, objectiva e sem rodeios, que sempre pautei a minha vida profissional e pessoal.

É com alguma mágoa que vos escrevo. Depois de tudo o que foi dito e escrito não poderia ficar em silêncio e não me dirigir a cada um de vós. Ouvi muito. Li alguma coisa. Ouvi até alguns de vós a criticar aquilo a que eu chamei, e continuo a chamar, de uma rotação inteligente.

Quem me conhece sabe que não há quem queira ganhar mais do que eu. E quem me conhece sabe, também, que dou tudo pelo clube que represento. Não deixei ficar mal nenhum dos clubes por onde passei, alguns dos quais ‘salvei’ quando poucos já acreditavam, e o mesmo irá acontecer aqui, neste grande clube que representa este fascinante arquipélago.

Petit está certo que o CS Marítimo garantirá rapidamente a Primeira Liga
Fonte: CS Marítimo

Duvidam que eu tenha optado como optei com a intenção clara e única dos mais altos interesses deste clube? As opções são minhas, é verdade, e as mesmas irão dar-me razão mais rapidamente do que possivelmente acreditam. Veremos se não foram decisivas para atingir a manutenção de forma mais tranquila, começando já por atingir o nosso adversário do próximo Domingo.

Pois bem… que fique bem claro nas vossas mentes e corações, que o vosso amado clube estará, bem antes da última jornada, matematicamente garantido na Primeira Liga. E já no próximo Domingo, tenho toda a convicção que o Joel mostrará o quanto foi necessário e decisivo o seu descanso. Quando o Joel fizer balançar as redes adversárias, lembrem-se disto.

Até lá, resta-me enviar um abraço a cada um de vós, na certeza que Domingo, ao fim da tarde, todos estarão satisfeitos e o Petit passará a ser o treinador certo no lugar certo. Até lá, resta-me trabalhar com a mesma confiança de sempre e os mesmos valores que nunca, mas nunca deixarei.

Um forte abraço,

Armando Teixeira (Petit)

Foto de Capa: CS Marítimo

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Rio Ave FC-FC Porto: Sem margem para erros

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A quatro jornadas do final do campeonato, o FC Porto mede forças com o Rio Ave FC, atual oitavo classificado. É mais uma deslocação, a penúltima esta temporada, mas a exigência é a mesma: a máxima. De um lado estará a equipa de Daniel Ramos que, depois de uma época controversa, atravessa uma das fases mais tranquilas.

Sérgio Conceição mantém o discurso de que a equipa tem apenas de estar focada e concentrada nos próprios jogos, mas em boa verdade as coisas não são assim tão lineares. É certo que o FC Porto precisa de vencer todos os jogos, mas também é certo que isso pode não ser suficiente, caso o SL Benfica não perca pontos.

Esta sexta-feira diante do Rio Ave FC, o treinador portista antevê dificuldades, consciente que a equipa de Vila do Conde está mais forte desde a chegada do treinador Daniel Ramos. Do outro lado, o técnico dos vilacondenses admitiu que a “luta pelo título” lhe passa ao lado, atirando a pressão para o lado dos dragões.

O apoio dos adeptos será fundamental nesta reta final
Fonte: FC Porto

O FC Porto chega a esta fase com seis vitórias consecutivas, já o Rio Ave FC soma três vitórias nos últimos seis jogos.

O favoritismo está do lado dos dragões, mas o fator casa pode ser preponderante. Em 49 jogos na I Liga, o Rio Ave apenas venceu dois jogos, com o último a ter acontecido em 2004… Já o FC Porto diante do Rio Ave FC já somou 35 vitórias.

Esta temporada, as duas equipas já mediram forças, na primeira volta, com o FC Porto a levar a melhor e a vencer por 2-1, com Brahimi, Marega e Vinícius a serem os autores dos golos.

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

A pequena relevância dos estaduais

Os maiores estaduais do país se encerraram essa semana e não tivemos grandes surpresas entre os campeões. Talvez a única “zebra” tenha ficado com a conquista inédita do Campeonato Sergipano pelo Frei Paulistano. Abaixo segue a lista dos campeões estaduais de 2019:

Campeonato Gaúcho: Grêmio

Campeonato Mineiro: Cruzeiro

Campeonato Brasiliense: Gama

Campeonato Carioca: Flamengo

Campeonato Paulista: Corinthians

Campeonato Baiano: Bahia

Campeonato Cearense: Fortaleza

Campeonato Catarinense: Avaí

Campeonato Paranaense: Atlhetico

Campeonato Goiano: Atlético-GO

Campeonato Pernambucano: Sport

Campeonato Alagoano: CSA

Campeonato Mato-grossense: Cuiabá

Campeonato Paraense: Remo

Campeonato Sergipano: Frei Paulistano

Campeonato Paraibano: Botafogo-PB

O estadual sempre foi motivo de discussão no Brasil. Alguns o consideram importante, outros que não valem nada. Ao meu ver nem um lado e nem o outro estão totalmente errados como não estão totalmente certos. Se fosse para definir em uma palavra a conquista do estadual eu definiria como “legal”. Legal conquistá-lo, os jogadores, diretoria e torcedores devem comemorar mas sem grandes alardes. Pois de importância aquela conquista não tem nenhuma. Deve-se comemorar mais pela vitória em cima do seu maior rival do que por outro motivo. Talvez o maior benefício que o estadual possa trazer para um clube é mostra-lo as mazelas do elenco para o restante da temporada.

Contudo, se analisarmos de maneira geral os contras são maiores que os prós. Prova disso foi o que fez o Athlético Paranaense na temporada passada. A equipe jogou com os reservas o estadual e chegou na final da Sul-Americana, em dezembro, voando em campo. O time era o que mais rendia fisicamente no país e os titulares terem atuado menos vezes ao longo do ano propiciou esse bom rendimento, físico e técnico.

Fonte: Cruzeiro EC

O nível de relevância dos estaduais também não é muito alto. Afinal, qual importância na história de um clube como o Corinthians ou o Cruzeiro vencer um estadual?! O que muda um clube de patamar são as grandes conquistas nacionais e, principalmente, as internacionais. Isso serve para todos os grandes. Agora se um clube do interior ou de menor expressão vence o estadual aí é claro que é importante. Pois aquela conquista muda o clube de patamar e dá mais visibilidade. Não sou a favor do fim dos campeonatos estaduais. Mas creio que a sua formula de disputa precisa ser adequada e que a CBF estude alguma maneira de fazer isso. Talvez colocando os times que disputem as Séries A e B apenas na fase final. Enfim, algo precisa ser modificado para o bem do nível do nosso futebol. Atualmente, temos campeonatos longos, com muitos jogos com baixa presença de público e por muitas vezes deficitário.

Foto de capa: CBF

Os 5 melhores jogos do Sporting na UEFA Futsal Champions League

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O Sporting Clube de Portugal disputa esta semana, pela terceira vez consecutiva, a “final-Four” da UEFA Futsal Champions League. Os tricampeões nacionais já se sagraram vice-campeões europeus por três vezes, sendo que é o título que vai faltando ao palmarés leonino. Na meia-final, os campeões nacionais irão defrontar os espanhóis do Inter Movistar, campeões em título. Na outra meia-final vão estar frente-a-frente o Barcelona e os cazaques do Kairat Almaty, os anfitriões desta “final-four”.

O Sporting já venceu dois troféus esta época, a Supertaça e a Taça de Portugal. Pela frente, os leões de Nuno Dias têm dois objetivos: vencer o inédito tetracampeonato e a UEFA Futsal Champions League. Para conquistar o sonho europeu, a equipa verde e branca terá de se apresentar ao seu melhor nível.

Com Esforço, Dedicação e Devoção, vai ser possível conquistar a Glória, sendo campeões europeus de futsal. “Queremos fazer do Sporting um clube tão grande como os maiores da Europa.” (José de Alvalade)

O novo fenómeno no ciclismo: Mathieu Van der Poel

Mathieu Van der Poel é o homem do momento no mundo do ciclismo, depois da extraordinária vitória na Amstel Gold Race no passado domingo. O jovem de 24 anos, da Corendon-Circus, equipa Pro Continental belga, tem ganho destaque com os seus recentes sucessos.

Por ser o seu primeiro ano a correr em provas WorldTour acaba por ser mais notória a sua presença no pelotão para os amantes da modalidade. No entanto, quando falamos de Mathieu Van der Poel, não falamos de um nome qualquer!

Ele é “só” o campeão mundial de ciclocrosse, o campeão holandês de ciclismo de estrada e o vice campeão europeu de ciclismo de estrada!

Este ano, entrou logo a vencer no Tour of Antalya, na Turquia, no seu primeiro dia de corrida em 2019. Mais tarde, em Março, ganhou o Grand Prix de Denain, uma clássica francesa. Já dentro das clássicas do Norte, na Bélgica, alcançou um quarto lugar na Gent-Wevelgem na sua primeira prova WorldTour e passados três dias ganhou a Dwars door Vlaanderen. Após quatro dias, correu o Tour de Flandres, que é uma das clássicas mais importantes do ano, terminando na quarta posição. Já pela França, no Circuit Cycliste Sarthe, ganhou a primeira etapa ao sprint, terminando no top dez da competição.

Nas últimas duas provas que disputou, acabou por alcançar a vitória. Na Flèche Brabançonne conseguiu bater Julian Alaphilippe ao sprint e assim conquistar mais uma clássica belga. Na Amstel Gold Race, já em casa, no seu país, conquistou o seu principal objetivo do ano, em ciclismo de estrada.

A vitória na Amstel vai ficar nos melhores momentos do ano com toda a certeza. Depois de ter estado com mais de cinquenta segundos de atraso em relação ao grupo da frente quando já faltavam relativamente poucos quilómetros, o holandês nunca desistiu, foi quem liderou a perseguição, o seu grupo apareceu do nada e colou nos 400 metros finais, onde finalmente alcançou o duo da frente ( Alaphilippe e Fuglsang), depois ainda teve pernas para responder e ultrapassar os homens da frente com um sprint explosivo. Foi uma vitória para recordar, um verdadeiro hino ao ciclismo. Provavelmente esta terá sido a maior vitória da sua carreira até ao momento.

Van der Poel no final referiu que tentou sprintar de longe com o intuito de conseguir um lugar honroso ou até mesmo fazer um pódio, visto que se sentia ainda em boas condições. Com os líderes ainda uns bons metros à frente procurou surpreendê-los de longe. O vento pelas costas, na opinião do holandês foi um fator crucial na sua vitória, visto que ajudou na velocidade do seu sprint até à meta.

“Winning the Amstel Gold Race as a debutant? I have no words for it.” Disse Van der Poel no final, ele que ganhou a prova na sua estreia.

Van der Poel, vencedor da Amstel 2019, no pódio com Simon Clarke e Fuglsang
Fonte: Amstel Gold Race

O nome Van der Poel já tem muita história no mundo do ciclismo. O seu pai Adrie Van der Poel já tinha ganho a Amstel há 29 anos atrás. A chegada foi idêntica à do filho, com um grupo de dez homens na frente, a grande diferença foi que o pai apenas teve que anular uma desvantagem de oito segundos para os ciclistas da frente, enquanto que o filho teve 40-50 segundos atrás dos dois da frente. Caso para dizer tal pai, tal filho!

Um dado curioso encontra-se relacionado com os calções de Van der Poel. Ele que usava calções pretos, tem optado por usar calções brancos para haver uma melhor distinção entre ele e Bob Jungels (campeão luxemburguês), visto que ambos são campeões do seu país e as cores do equipamento acabam por ser semelhantes. Os calções têm dado sorte…

Com a época das clássicas a acabar e visto que a Corendon não recebeu mais nenhum convite de participação, Van der Poel deverá estar ausente nos próximos tempos no ciclismo de estrada. Nunca descorando a sua participação nos campeonatos do Mundo e da Europa.

Com estas prestações, as equipas mais importantes do pelotão começam a abordar o campeão holandês, mas, no entanto, Van der Poel ainda tem contrato até 2023 com a Corendon-Circus. Sendo uma equipa Pro Continental, já tem portas abertas a muitas provas importantes, para além disso, talvez o fator mais importante, tem a oportunidade de correr no ciclocrosse também. Numa equipa do principal escalão seria complicado, os calendários são mais preenchidos, os dias de corrida são superiores e a exigência é outra.

Assim, a equipa da Corendon-Circus apresenta-se como uma boa oportunidade de se manter tanto no ciclocrosse (modalidade onde começou) como no ciclismo de estrada.

No entanto, Patrick Lefevere, general manager da Deceuninck-Quick-Step, acredita que no futuro, Van der Poel irá precisar de uma equipa para o defender nas partes finais da corrida, visto que agora o corredor holandês corre sem pressão e como um outsider mas caso seja olhado como um favorito à vitória, em cada corrida, a história passará a ser outra.

Com seis vitórias já alcançadas, Van der Poel é o terceiro ciclista a aparecer no ranking individual anual! Apenas atrás de Julian Alaphilippe (1.º) e de Fuglsang (2.º). Esta classificação é atribuída através da soma dos pontos individuais de cada ciclista, nas provas que realiza. Para termos  a noção, o outro ciclista que aparece na classificação, sem ser de equipas WorldTour, aparece na 39.ª posição, Guillaume Martin (Wanty-Groupe-Gobert).

Van der Poel já estabeleceu o objetivo de correr os Jogos Olímpicos de 2020 no Japão, com a intenção de ganhar uma medalha para a Holanda. Estamos na presença de um nome forte do ciclismo atual e muito provavelmente este é apenas o início das muitas conquistas que aí vêm!

 

 

Foto de Capa: Dwars Door Vlaanderen 

Amstel Gold Race: A festa do Ciclismo

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Nos dias que antecederam a Amstel Gold Race já era possível perceber que algo iria acontecer no sul da Holanda. Nos pequenos hotéis espalhados pelas pequenas vilas em redor de Maastricht viam-se os carros e as caravanas das equipas.

Pelas subidas mais famosas, como o Cauberg, os nomes dos ciclistas já estavam inscritos na estrada. Perto de Valkenburg, a escassos quilómetros do local da chegada, em Vilt, cartazes gigantes com a figura de Mathieu Van der Poel tapavam as casas. O jovem ciclista holandês estava debaixo dos olhos de todos e era em quem todos os habitantes locais depositavam as suas esperanças.

Chegado o dia da corrida, Maastricht (local da partida simbólica), mais de duas horas antes da partida, a cidade estava quase deserta. Mas, à medida que nos íamos aproximando da praça central a música começava a fazer-se ouvir.

Palavras de apoio aos ciclistas cobriam a subida do Cauberg
Fonte: Ana Rita Nunes

A zona da partida, as grades, o palco, as tendas do merchandising, tudo estava pronto para receber os ciclistas. A hora da apresentação das equipas aproximava-se e as pessoas começavam a chegar-se ao palco e a rodear todas as barreiras junto ao local onde passariam os seus atletas favoritos. Eis que as equipas começaram a chegar para assinar o livro de ponto. Por entre as equipas mais desconhecidas iam surgindo os atletas de topo. A primeira equipa do World Tour a chegar foi a UAE que trouxe à Amstel ciclistas como Sergio Henao, o português, Rui Costa e Tadej Pogacar, vencedor da Volta ao Algarve.

A hora da partida aproximava-se e os grandes nomes do ciclismo mundial começaram a aparecer: Michael Valgren (vencedor da edição anterior), Matteo Trentin (campeão europeu), Jakob Fuglsang, Peter Sagan, Greg Van Avarmaet, Julien Alaphillippe, Philippe Gilbert (vencedor de várias edições da corrida), Alejandro Valverde (campeão mundial), Michal Kwiatkowski (ex-campeão mundial). Estes são apenas alguns daqueles que estiveram presentes, tendo em conta que o público teve o privilégio de ter contacto com um pelotão de luxo.

Julien Alaphillippe a dirigir-se ao palco sob o olhar atento do público
Fonte: Ana Rita Nunes

Pouco depois, os ciclistas alinharam para a partida e houve quem chegasse em cima da hora e não tivesse tempo para ir para o “fim da fila”. Uma situação caricata protagonizada por Peter Sagan e mais um par de ciclistas. A chegada tardia do ciclista da Bora parecia fazer prever a desastrosa prestação na corrida que se avizinhava. A estrela eslovaca viria a abandonar a corrida.

Dada a partida era hora de seguir para outra paragem. Sair pelo meio da multidão em direção á estação dos comboios não foi fácil. No comboio não cabia nem mais uma pessoa. Milhares de pessoas pela rua juntavam-se à festa do ciclismo que seguiu de Maastricht para Valkenburg.

Chegando à pequena cidade holandesa foi fácil perceber onde iriam passar os ciclistas. Centenas de pessoas concentravam-se pela cidade ao longo das ruas com bandeiras à espera de ver o pelotão passar. A seguir à curva, iniciava-se uma das mais famosas subidas: Cauberg. Para a primeira passagem do pelotão ficámos na base da subida. Olhando para cima, um mar de gente cobria a berma da estrada até perder de vista.

Local onde, antes do início da subida, as pessoas se posicionaram para ver os ciclistas
Fonte: Ana Rita Nunes

Depois de os ciclistas passarem, grande parte das pessoas iniciou a subida, na esperança de encontrar um lugar para assistir à segunda passagem no Cauberg. À passagem dos atletas, o entusiasmo do público fazia-se sentir de forma inacreditável. Era gente de todos os cantos do mundo a gritar pelos seus favoritos. T-shirts das equipas, chapéus tradicionais, bandeiras, cânticos, buzinas… Cada um apoiava à sua maneira.

No entanto, esta festa não acontecia apenas quando o pelotão masculino passava. A corrida feminina decorria em simultâneo e, quem esteve presente na zona da subida, teve a possibilidade de ver as três passagens do pelotão feminino pelo local. Para quem está habituado a outras andanças, assistir a tamanho entusiasmo pela corrida feminina foi deveras surpreendente.

Subir o Cauberg em direção à meta não foi tarefa fácil, principalmente com o calor que se fazia sentir. No entanto, a atmosfera festiva e de celebração ao longo do caminho atenuou o cansaço.

À medida em que surgia a placa do quilómetro final para a meta é que percebi a dimensão da reta. Dirigi-me para a marca dos 150 metros e, olhando para trás, a distância é realmente incrível.

No momento em que os ciclistas se aproximavam dos quilómetros finais, todo o público ouvia atentamente as voz do speaker que anunciava Julien Alaphillippe e Jakob Fuglsang como os fugitivos e, quando os dois surgiram no início da reta a emoção do público aumentou e, à medida que se aproximavam do local onde nos encontrávamos, o som das palmas das mãos a bater nos placards das grades era ensurdecedor.

Na altura em que os ciclistas passaram pelo local onde nos encontrávamos todos ficaram um pouco confusos pois os dois ciclistas não vinham sozinhos. Um grupo maior tinha-se juntado e, como estávamos a alguns metros da meta foi quase impossível decifrar quem teria sido o vencedor.

Quando toda a gente começou a festejar efusivamente, a abraçarem-se uns aos outros numa loucura total percebi que o vencedor teria certamente sido Mathieu Van der Poel. Um vencedor inesperado, e um momento desportivo para mais tarde recordar. Posso dizer que nunca tinha assistido a uma festa desportiva tão grande, no que diz respeito ao ciclismo. Sem dúvida que na Holanda, o ciclismo é vivido de forma diferente.

Local onde se viria a realizar a festa em honra do vencedor, que surge num cartaz gigante ao fundo
Fonte: Ana Rita Nunes

No caminho de volta a casa, a festa era em todo o lado. Por todo o lado viam-se bares e cafés com dezenas de pessoas na rua a festejar, a dançar, a cantar a vitória do ciclista holandês. Uma sensação incrível que todos os amantes de ciclismo deveriam ter a oportunidade de viver.

 

 

Foto de Capa: Ana Rita Nunes

 

 

Mais do mesmo

Na semana passada, Portugal encerrou a sua presença europeia com as eliminações de FC Porto da Liga dos Campeões e do SL Benfica da Liga Europa, ambos a sucumbirem nos quartos de final das suas respetivas provas. Se uns quartos de final são honrosos e adequados para as principais equipas portuguesas, tendo em conta o atual panorama desportivo europeu, a presença global não deixa de ter sido dececionante.

A participação portuguesa começou logo bastante mal com a eliminação de dois dos cinco representantes portugueses na Europa: o Rio Ave FC foi afastado pelo Jagiellonia Bialystok SSA e o SC Braga caiu por terra pelas mãos do FC Zorya. Os vilacondenses, que nem iam à Europa se o CD Aves, vencedor da Taça de Portugal, não tivesse tido problemas com a inscrição europeia, tiveram uma eliminatória muito equilibrada com o conjunto polaco, acabando por ver a sorte sorrir ao adversário.

Depois de uma derrota forasteira por 1-0, o Rio Ave FC, na altura de José Gomes, deu “show” nos Arcos, na segunda mão, mas acabou traído pelos constantes erros defensivos, que deitaram por terra as aspirações de passagem. A segunda mão terminou com um 4-4, o que fez com que o Rio Ave FC fosse eliminado por um adversário que acabou por ser inferior no cômputo geral da eliminatória.

Já o caso do SC Braga ainda foi mais gritante. Com um estatuto europeu consolidado nas últimas décadas, os minhotos empataram os dois jogos, acabando traídos pelo número de golos fora (1-1 na Ucrânia, 2-2 em Portugal). Nas duas mãos, ficaram provadas as limitações do conjunto do Leste Europeu, mas a equipa Portuguesa “facilitou” e acabou eliminada. Dois “KO`s” ainda antes da fase de grupos, o que também é habitual, porque raramente Portugal consegue ter todos os seus representantes na fase de grupos. Assim, Portugal ficou entregue aos três grandes.

A precoce eliminação bracarense foi um dos choques da temporada europeia portuguesa
Fonte: SC Braga

O Sporting CP entrou direto na fase de grupos da Liga Europa e não deixou o Futebol português mal visto. Grande favorito a passar, juntamente com o Arsenal FC, os leões fizeram jus ao seu estofo e não deram hipótese ao Qarabağ FK, do Azerbaijão, nem ao FC Vorskla, da Ucrânia.

No entanto, fica a sensação que poderiam ter feito mais, já que acabaram eliminados nos 16 avos de final, pelo “aflito” Villarreal CF. Na altura dos confrontos, os espanhóis estavam mergulhados na zona de despromoção da Liga Espanhola com uma série tremenda sem vitórias. No entanto, ganharam vida após eliminarem o Sporting CP (vitória por 1-0 em Alvalade e empate a 1 em Espanha).