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10 factos fascinantes sobre a Wrestlemania

“The Biggest Show of the Year”, “The Bid Daddy of Them All”, “The Showcase of The Immortalls”, a Wrestlemania tem todo o tipo de designações imagináveis, por ser o maior evento do ano, mas também por ser aquele que atrai mais público e onde todos os anos pessoas de todos os países se juntam numa cidade para celebrarem e aproveitarem o maior evento de wrestling do mundo.

Este ano teremos a Wrestlemania 35, e com 34 edições para trás, vamos olhar para alguns dos factos mais fascinantes e desconhecidos deste evento que (facto extra) esteve quase para ser chamado de Colossal Tussle.

Uma «Floresta» de ambições correspondidas

Ainda antes do início oficial do passado mercado de Verão – decorria o dia 14 de junho – foi anunciada a transferência, a título definitivo, de João Carvalho para o Nottingham Forest Football Club.

Aos 21 anos, o futebolista natural de Castanheira de Pêra, que com apenas oito ingressara no Sport Lisboa e Benfica, encarou a mudança para Inglaterra (a sua primeira experiência no estrangeiro) como sendo o rumo certo para impulsionar a carreira. Depois de uma temporada de escassa utilização na formação principal do SL Benfica (357 minutos, repartidos por dez encontros, em quatro competições), João Carvalho estava ciente que necessitaria de mais espaço para explanar o seu futebol.

Assim, em Inglaterra poderia continuar a progredir com vista a atingir o grande potencial que lhe fora apontado, primeiramente, durante a sua formação ao serviço dos escalões jovens das Águias (e, também, da seleção nacional) e, mais tarde, ao serviço da equipa B e do Vitória de Setúbal FC.

Se, por um lado, é verdade que a ambição é um aspeto que move João Carvalho nesta sua passagem por «Terras de Sua Majestade», o mesmo se pode afirmar em relação ao emblema do condado de Nottinghamshire, que se encontrando a disputar a English Football League Championship – o segundo principal escalão do «desporto-rei» em Inglaterra – há já uma década, procura avidamente regressar aos grandes palcos.

De facto, o próprio investimento realizado na aquisição do médio internacional sub -21 português (20 internacionalizações; seis golos), que representou uma quantia recorde despendida pelo Forest, assim o espelha. Por conseguinte, o avultado montante envolvido na transação bem como o fato de se tratar de um jovem com experiência na UEFA Champions League  fez acrescer as expetivas em torno de um jogador cujo rendimento, diga-se, não tem vindo a desiludir.

João Carvalho é descrito no sítio oficial do Forest como um jogador em cuja «mestria no ataque» poderia recair o sucesso do clube
Fonte: Nottingham Forest FC

Numa primeira fase, e sob orientação do espanhol Aitor Karanka – um admirador confesso do futebol atrativo -, o promissor meio-campista português desempenhara um papel de relevo na dinâmica ofensiva do Nottingham Forest, formação que se perfilava exclusivamente num esquema-tático (4-2-3-1), constituindo o principal apoio, em zona central, do ponta de lança inglês Lewis Grabban, com o qual veio a estabelecer uma proveitosa parceria.

Entretanto, e tendo sido titular em 24 das 26 jornadas iniciais do Championship, o jovem luso que se destaca pela apurada visão de jogo e precisão de passe vivenciou o seu melhor período, entre os meses de outubro e novembro – altura em que o conjunto liderado pelo técnico basco de 45 anos somou 16 pontos em 27 possíveis -, no decurso dos qual realizou dois golos e, também, quatro assistências (três das quais tiveram como destinatário o avançado mencionado anteriormente).

Todavia, uma série de resultados negativos (duas vitórias em sete encontros) acabaria por dar azo ao despedimento de Karanka, tendo o ex-adjunto de José Mourinho sido rendido, em janeiro, pelo experientíssimo Martin O’Neill. Consequentemente, o médio português de 22 anos acabou por perder o seu lugar no onze, atuando em seis (fez a sua estreia como titular, somente no passado dia 13 do corrente mês) dos 11 jogos realizados sob as ordens do técnico norte-irlandês.

Ainda assim, e em jeito de balanço, a estada de João Carvalho no City Ground tem se vindo a revelar bastante positiva, com o número 10 dos The Reds a acumular (para já) 2226 minutos de utilização, complementados com quatro golos e seis assistências – possui, neste capítulo, o segundo melhor registo do clube.

 

Foto de Capa: Nottingham Forest

Artigo revisto por: Jorge Neves

Os 5 guardiões “abafados” por compatriotas acima de si

Cada Seleção deve contar com um guarda redes de classe mundial. Tal é fundamental. Trata-se de um elemento que fornece uma segurança tremenda a qualquer conjunto. Um elemento que aumenta significativamente as aspirações. Porém, certos guardiões exímios na sua arte ficaram na sombra de um par seu. Afinal, na baliza, basta mesmo só um…

Casos bem atuais como, por exemplo, no Brasil, onde Alisson relega um guarda redes como Ederson para o banco; ou na Alemanha, a disputa entre Neuer e Ter Stegen, ilustram de forma precisa este ponto.

Estás perdoado, Icardi!

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Depois de mais de um mês afastado da equipa principal do Inter de Milão, Mauro Icardi voltou aos treinos esta quinta-feira. O avançado argentino que estava afastado da equipa principal desde o dia 13 de fevereiro parece ter sido perdoado pela direção dos Nerazzurri e já está disponível para o próximo encontro frente à SS Lazio, no Giuseppe Meazza. Recordar que antes do afastamento de Icardi da equipa, o avançado marcou apenas nove golos no campeonato italiano. Não tem sido a melhor época para o antigo capitão do Inter e muito menos depois de toda a polémica com o clube italiano, que o afastou dos relvados durante mais de um mês.

Mauro Icardi está em Milão e no Internazionale desde a temporada 2013/14 e tem sido uma das peças fundamentais para a evolução do clube. Ou melhor, tem sido um dos pilares do “renascimento” do Inter de Milão. Prova disso, são os 122 golos marcados que tem ao serviço do Inter. O seu caráter profissional e de liderança, assim como a sua veia goleadora valeram-lhe a braçadeira de capitão de equipa. Isto é um sinal de gratidão para com o jogador argentino e por tudo aquilo que ele tem feito no clube.

Fonte: Inter

No entanto, parece que este caráter profissional se desvaneceu um pouco nos últimos tempos, também muito pelos rumores e pela tentação de ligar ao que a imprensa gosta de especular. Há muito que Icardi anda a ser seguido e uma possível transferência para um colosso europeu é todos os períodos de transferências noticiado. E para segurar o capitão de equipa, o Inter ofereceu a Mauro Icardi uma renovação de contrato com o clube italiano. Foi precisamente aqui que a polémica entre clube e jogador começou.

Ao que tudo indica, os números oferecidos pelo clube estavam muito distantes das exigências do jogador e respetivo empresário. Mauro Icardi exigiu valores muito superiores àqueles que estavam a ser oferecidos e isto valeu-lhe a retirada da braçadeira de capitão e o afastamento da equipa principal. Neste caso, a birra foi feita pelas duas partes. Tanto o jogador como a direção não souberam resolver a situação “pacificamente” e quem perdeu no final de contas foi o avançado argentino.

Ainda bem para o jogador que toda esta situação complicada parece finalmente resolvida. O jogador foi perdoado pela direção e está de volta aos treinos com a equipa principal. Luciano Spaletti tem agora à sua disposição mais um jogador para a frente de ataque. O futuro de Mauro Icardi continuará incerto e talvez a tal renovação de contrato possa voltar à mesa. Como estes há poucos e isso é um trunfo que o Inter tem agora para atacar a parte final do campeonato italiano, com o objetivo de ficar nos primeiros lugares.

 

Foto de capa: Inter

Artigo revisto por: Jorge Neves

Sporting CP 28–30 Veszprém HC: A vitória ali tão perto

Grande jogo que se realizou entre o Sporting Clube de Portugal e o Veszprém HC para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Num Pavilhão João Rocha lotado – 2903 adeptos, batendo o recorde de assistência anterior – os leões receberam uma das equipas com mais história no andebol europeu e estiveram bastante próximas de sair com a vitória.

Impulsionados pelos milhares de adeptos na bancada, os leões entraram mais fortes no encontro. Com Cudic a mostrar desde cedo que estava em dia sim (e porque razão foi considerado o melhor guarda-redes do campeonato na última época), a equipa da casa chegou ao 3-0 com apenas três minutos de jogo, surpreendendo os jogadores húngaros que não esperavam uma entrada assim. Passado o choque inicial, a partida foi-se equilibrando. O Sporting CP apresentava uma defesa 6-0 extremamente compacta, não permitindo que o Veszprém jogasse com os pivtos como tanto queria, e ia mantendo assim a vantagem no marcador.

Cudic continuava intransponível, e quando parecia batido, contava com a ineficácia do ataque húngaro que se ia mostrando bastante perdulário na hora de finalizar. A equipa leonina ia-se mantendo na frente do marcador, com vantagens que variavam entre um e dois golos, mas quando vacilava no plano ofensivo via o Veszprém HC aproximar-se de forma quase imediata. Valentin Ghionea ia-se mostrando certeiro da linha de 7 metros (terminaria o encontro com 100% de eficácia), permitindo ao Sporting chegar ao intervalo com vantagem de apenas um golo, cortesia de Pedro Valdez que marcou a cinco segundos do fim da primeira parte, fazendo o 15-14.

O segundo tempo foi em tudo semelhante. O bloco central formado por Luís Frade, Pedro Valdez, Frankis Carol e Edmilson Araújo ia lidando com grande parte das iniciativas húngaras, que quando ultrapassavam essa primeira barreira, davam pela frente com Cudic que não mostrava sinais de abrandar.

Jogo foi uma autêntica batalha defensiva
Fonte: FAP

Contudo, com o passar do tempo o desgaste nos jogadores leoninos foi-se tornando cada vez mais evidente. O Veszprém, mais experiente e habituado a atuar nestes grandes palcos, ia-se mantendo próximo no marcador e ameaçava passar para a frente a qualquer momento, algo que aconteceu pela primeira vez aos 52 minutos de jogo, numa altura em que o Sporting CP mostrava menor fulgor ofensivo tendo falhado três ataques consecutivos. O resultado firmava-se assim em 24-25 favorável à equipa visitante, mas os comandados de Hugo Canela não baixaram a cabeça, fazendo o empate dois minutos depois. Os magiares passaram novamente para a frente do marcador aos 26 minutos, fazendo o 25-27, mas os leões recuperaram novamente e chegaram ao empate um minuto depois.

Chegava-se então à altura de todas as decisões e nesse período, o Veszprém HC foi mais forte. Com a experiência e a frescura física do seu lado, fizeram o 27-29 a um minuto do fim, obrigado a equipa de Alvalade a arriscar tudo no último minuto. Valentin Ghionea ainda reduziu para 28-29, mas o lateral Petar Nenadic fechou o marcador ao marcar o 30º golo da sua equipa, o nono da sua conta pessoal. Pedro Valdez ainda podia ter reduzido para 29-30 a cinco segundos do fim, mas permitiu a defesa do guarda-redes.

O Sporting CP parte assim para a segunda mão com uma desvantagem de dois golos, sabendo que o Veszprém apenas perdeu dois jogos em casa para a Liga dos Campeões. Trata-se de um feito difícil mas não impossível para a equipa leonina que já se mostrou ser capaz de surpreender na Europa.

EQUIPAS

Sporting CP: Aljosa Cudic, Ivan Nikcevic (2), Pedro Valdez (3), Frankis Carol (3), Edmilson Araújo (3), Valentin Ghionea (7), Luís Frade (5), Bosko Bjelanovic, Cláudio Pedroso (2), Carlos Ruesga, Pedro Solha, Tiago Rocha, Carlos Carneiro (1), Fábio Chiuffa (2), Manuel Gaspar.

Veszprém HC: Arpad Sterbik, Manuel Strlek (3), Borut Mackovsek, Mate Lekai (2), Laszlo Nagy (5), Gasper Marguc (1), Blaz Blagotinsek (1), Dejan Manaskov (2), Momir Ilic (3), Roland Mikler, Dragan Gajic (1), Andreas Nilsson (2), Mirsad Terziz, Petar Nenadiz (9), Kentin Mahe (1), Lev Szuharev.

Holanda 2-3 Alemanha: Onze contra onze e no fim ganham os alemães

Três anos após a morte de Johan Cruyff, jogou-se em Amesterdão, na Arena com o nome do mítico futebolista holandês, um daqueles desafios que ninguém quer perder: o Holanda-Alemanha era o cabeça de cartaz desta jornada de apuramento para o Euro 2020. E foi totalmente ao encontro das expetativas depositas neste, num jogo que acabou com a vitória por 3-2 de uma seleção alemã renovada sobre uma seleção holandesa cada vez mais madura.

Os alemães entraram fortes na partida, com movimentações ofensivas de muita qualidade, e, logo aos dois minutos, chegaram com algum perigo à baliza da seleção holandesa: Gnabry obrigou Cillessen a uma excelente intervenção.

Com uma defesa a três, a beneficiar a subida dos alas e a construção por parte dos pivots, a Mannschaft dominava os vários momentos do jogo e inaugurou o marcador aos 15 minutos: Schulz progrediu bem pelo flanco esquerdo, encontrou Sané na área holandesa e o craque do Manchester City FC fuzilou as redes de Cilessen.

Perto da meia hora de jogo, os únicos trintões em campo, Babel e Neuer, estiveram por duas vezes frente a frente: aos 25 e 27 minutos, o holandês de 32 anos teve nos pés o golo, mas o guardião do Bayern de Munique (da mesma idade) não deixou a bola entrar.

A dez minutos do intervalo, a Alemanha aumentou a vantagem para 2-0: num momento de inspiração individual, Gnabry trocou as voltas à defesa laranja e atirou colocado ao ângulo, sem hipóteses de defesa para Cillessen.

Gnabry apontou o segundo golo da partida, através de um remate de belo efeito
Fonte: Die Mannschaft

No começo do segundo tempo, aos 48 minutos, a Holanda fez o 2-1: Depay fez um cruzamento milimétrico e de Ligt cabeceou para dentro da baliza de Neuer. O central de 19 anos redimia-se assim do erro cometido no golo de Sané.

Após uns primeiros 45 minutos de maior controlo alemão, a “Laranja Mecânica” finalmente exibia o seu melhor futebol e chegou ao empate, com Depay novamente em destaque: 63 minutos jogados na Arena de Amesterdão, confusão na área alemã e o avançado do Lyon a rematar rasteiro para o 2-2. Depay é cada vez mais a referência atacante da seleção holandesa e já conta com três golos e três assistências em dois jogos da qualificação.

No último minuto do tempo regulamentar, a Alemanha mostrou que não quer ser esquecida e que será sempre um adversário a temer e fez o terceiro no encontro: o recém-entrado Reus descobriu Schulz e o jogador do Hoffenheim garantiu a vitória dos alemães.

A fase de qualificação para o Campeonato Europeu ainda agora começou e a imprevisibilidade no grupo C já é muita: a Irlanda do Norte venceu a Estónia e a Bielorrússia e já soma 6 pontos, enquanto a Holanda e a Alemanha (com menos um jogo) contabilizam 3 pontos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Holanda: Cillessen, Dumfries, de Ligt, van Dijk, Blind; de Roon (Luuk de Jong, 90+1’), Frenkie de Jong, Wijnaldum; Promes, Babel (Bergwijn, 46’), Depay.

Alemanha: Neuer, Süle, Ginter, Rüdiger; Kehrer, Kroos, Goretzka (Gündoğan, 70’), Kimmich, Schulz; Gnabry (Reus, 88’), Sané.

João Rodrigues vence Volta ao Alentejo 2019

Após seis etapas, chegamos ao fim de mais uma “Alentejana”. Desta vez a geral individual ficou nas mãos da W52-FC Porto. Pela primeira vez conseguiram ganhar a Volta ao Alentejo. A equipa Pro Continental portuguesa conseguiu a primeira vitória do ano no contrarrelógio individual em Castelo de Vide e a primeira geral individual da temporada através de João Rodrigues.

A Volta ao Alentejo começou com uma etapa que fazia ligação entre Montemor-o-Novo e Moura. Era a etapa mais longa com 208 km e os sprinters tinham aqui uma oportunidade de brilhar. Foi Enrique Sanz (Euskadi-Murias) que saiu vitorioso, ganhando à frente de Luís Mendonça (Radio Popular Boavista) e Vicente de Mateos (Louletano-Aviludo). Sem diferenças de tempo e não havendo bonificações, o pódio da geral ficou destinado a estes três homens.

A segunda etapa ligou Mértola a Odemira, foram 183 km em que o final seria em ligeira subida. A etapa foi feita a um ritmo muito mais elevado que na primeira, em que os primeiros chegaram à média de 44,399 km/h. No final, Enrique Sanz foi o mais rápido num grupo de 22 ciclistas e manteve a amarela. Raul Alarcón e Vicente de Mateos terminaram em segundo e terceiro lugar, respetivamente. Não havendo grandes diferenças na geral individual entre os favoritos.

Na terceira etapa, Santiago do Cacém-Mora, era um trajeto de 176.5 km que os corredores tinham pela frente. Ficou marcada por vários cortes de tempo, visto que a equipa da Efapel e da W52-FC Porto impuseram um ritmo elevado, quebrando o pelotão numa série de grupos. No final, nas rampas de Mora, foi um grupo com 33 ciclistas que discutiu a vitória. O britânico da Team Wiggins, de seu nome Gabriel Cullaigh, foi o mais rápido, ao bater Luís Mendonça e Rafael Silva (Efapel), segundo e terceiro, respetivamente. Com isto o homem da Team Wiggins ficou com a camisola amarela por um dia. Na geral, os primeiros 18 homens tinham todos o mesmo tempo.

No dia seguinte, era a jornada em que as principais diferenças podiam ser finalmente feitas. Era no sábado com jornada dupla, que os olhos estavam postos. De manhã a etapa ligou Ponte de Sor a Portalegre e à tarde contrarrelógio individual em Castelo de Vide.

De manhã, Luís Mendonça assumiu a liderança da geral individual. Após 74.3 km, o pelotão alcançou a fuga do dia, de seis homens, antes do início da subida para Cabeço do Mouro. Foram aqui que as movimentações dos homens da geral apareceram. Após a subida, seguia-se uma descida até à meta de 5.4 km. No fim, restavam nove homens para discutir a etapa. Sergio Higuita (Fundación Euskadi) foi o homem mais forte, batendo no final Mario González (Euskadi-Murias) e Tobias Foss (Uno-X Norwegian Development Team).

À tarde, foi João Rodrigues quem ganhou no contrarrelógio de 8.4 km em Castelo de Vide. Luís Mendonça ficou em segundo lugar a três segundos e Raul Alarcón em terceiro, a quatro segundos do líder. Os nove primeiros da geral individual tinham chegado ao contrarrelógio todos com o mesmo tempo! Foram as diferenças do mesmo que distanciaram os homens da geral e João Rodrigues assumiu a liderança da prova.

Enrique Sanz venceu etapa final em Évora
Fonte: Volta ao Algarve

A última etapa, ligou Portalegre a Évora, que tem sido nos últimos anos a cidade que recebe o final da Volta ao Alentejo. Com um final esperado ao sprint, mas muito técnico devido às exigências da chegada. Com a diferença de apenas três segundos para o segundo lugar, João Rodrigues tinha que se acautelar com Luís Mendonça. Em terceiro lugar estava Raul Alarcón, seu companheiro de equipa, a quatro segundos e em quarto lugar já mais distante aparecia Tobias Foss a quinze segundos.

Enrique Sanz, o espanhol da Murias voltou a ganhar e fechou em grande a sua prestação na Volta ao Alentejo. João Rodrigues chegou à frente dos concorrentes mais próximos à contestação da geral individual, terminando num sétimo lugar. Luís Mendonça ficou apenas na 12.ª posição e Raul Alarcón chegou no 15.º lugar, garantindo assim a conquista da geral da Alentejana por parte do algarvio da W52-FC Porto.

A camisola dos pontos ficou com Luis Mendonça, a camisola da juventude com o jovem norueguês, Tobias Foss, a camisola da montanha com o campeão nacional da Nova Zelândia, James Fouché da Team Wiggins e a geral de equipas foi conquistada pela W52-FC Porto.

Numa análise final da Volta ao Alentejo, destaque para a primeira vitória da carreira de João Rodrigues, o algarvio mostrou-se a um nível muito bom e aumentam-se as expetativas para ver o restante ano do ciclista. Após as boas prestações na Clássica da Arrábida e na Volta ao Algarve, o ciclista ganha assim a sua primeira prova. 

De salientar ainda as três vitórias da Euskadi Murias com Enrique Sanz, eles que ainda não tinham ganho na temporada, vieram a Portugal com todo o gás e apresentaram-se a um nível bastante elevado. 

Por fim, a primeira vitória da carreira de Sergio Higuita (Fundación-Euskadi), ele que fez uma Volta a Andalucia e Volta à Comunidade Valenciana com os melhores do World Tour. A partir de Maio vai entrar nos quadros da EF Education First e correr pela primeira vez numa equipa World Tour, dando o salto de uma equipa Continental para o primeiro escalão e aí a história vai ser outra! No entanto, o jovem colombiano de 21 anos tem um futuro muito promissor e certamente vamos ouvir falar muito dele.

Foto de Capa: Volta ao Alentejo

Trofeo Alfredo Binda: Vos invencível!

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O sol abriu para marcar uma das mais históricas provas do ciclismo feminino, bem ao contrário do ano anterior e os primeiros quilómetros foram marcadas por várias tentativas de fuga que foram sempre sendo neutralizadas.

Entrando no circuito final, que seria ultrapassado por quatro vezes, a primeira passagem por Orino viu Grace Brown adiantar-se e seguir durante uns bons quilómetros isolada. No entanto, a australiana – que já havia sido a combativa do dia na prova anterior do World Tour, a Ronde van Drenthe – nunca ganhou demasiado espaço e foi absorvida pelo pelotão à entrada das últimas duas voltas.

De seguida, começaram os ataques das maiores favoritas, com especial destaque para a CCC-Liv de Marianne Vos e Ashleigh Moolman-Pasio. Estas mexidas resultaram num pelotão cortado, mas que reagruparia na descida, ainda que já bastante reduzido.

A Mitchelton-Scott foi uma das equipas a assumir as responsabilidades da corrida
Fonte: Mitchelton-Costa

Aproveitando um período de hesitação no grupo na penúltima passagem pela meta, a jovem holandesa Demi Vollering lançou-se para a frente da corrida e rapidamente construiu uma interessante vantagem. Contudo, conjuntos como a Mitchelton-Scott aperceberam-se do perigo e trabalharam para corrigir a situação.

Chegadas à última subida do dia, a campeã em título Katarzyna Niewiadoma não se escondeu e desferiu uma poderosa investida que cingiu o grupo da frente às melhores. Ainda houve mais algumas vigorosas tentativas, com especial nota para as de Cecilie Uttrup Ludwig, mas a seleção estava feita.

Com duas atletas em oito na dianteira, coube à CCC-Liv organizar-se para impedir a reentrada do grupo perseguidor, onde Floortje Mackaij tentava desesperadamente levar Rivera à frente.

O trabalho daria frutos, com as mulheres da frente a serem apanhados na curva para a reta da meta, mas, ocorrendo tão em cima do final, Rivera acabou bloqueada e sem espaço para meter a sua velocidade de ponta e não consegui fazer melhor que oitava.

Na luta pela vitória, Vos era claramente superior ao sprint e relegou Spratt e Uttrup Ludwig para os restantes lugares do podium sem qualquer senão.

É a quarta vitória de Vos nesta prova – já havia ganho em 2009, 2010 e 2012 – que triunfa de forma justa e merecida, depois de ter parecido sempre a melhor nos momentos decisivos.

Outro dos destaques do dia vai para a jovem russa Anastasiia Chursina, que surpreendeu todos com uma exibição de gala. Já na prova de júniores, o Piccolo Trofeo Alfredo Binda, foi a americana Megan Jastrab a sair vitoriosa.

Classificação

  1. Marianne Vos (CCC-Liv) 3:27:07
  2. Amanda Spratt (Mitchelton-Scott) m.t.
  3. Cecilie Uttrup Ludwig (Bigla) m.t.
  4. Anastasiia Chursina (BTC City Ljubljana) m.t.
  5. Elena Cecchini (Canyon SRAM) +0:01

As águias que “hão de guiar-te à vitória”: os convocados benfiquistas para a seleção portuguesa

Mais uma pausa para as seleções, mais algum merecido descanso a jogadores que precisam. Apesar de quebrar alguma rotina de treinos ao serviço do clube, as pausas para os jogos de qualificação das seleções costumam oferecer descanso físico aos jogadores que não são convocados para representarem o seu país. Mas, neste contexto, não se enquadram quatro jogadores do Sport Lisboa e Benfica: Pizzi, Rafa Silva, Rúben Dias, e o estreante na seleção sénior, João Félix.

Rúben Dias é sem qualquer dúvida titular absoluto na seleção portuguesa. Foi das maiores revelações futebolísticas do ano passado não só na equipa principal do Benfica, mas também a saltar para a titularidade na seleção sénior. É um dos melhores centrais da liga portuguesa e, apesar de alguns erros individuais (incluindo o que resultou num golo dado ao Belenenses SAD), é um defesa que faz o seu trabalho como poucos o fazem. Afasta muita ameaça à baliza encarnada, resgata muitas bolas perigosas e, no aspeto ofensivo, também se impõe na grande área adversária com um jogo aéreo audaz.

Rafa Silva continua a ser uma boa aposta para a ofensiva portuguesa. A sua velocidade, drible, finta, e até o seguimento e construção de lances perigosos são tudo caraterísticas que Rafa tem mostrado no “novo” Benfica. Está a jogar melhor que nunca e merece a aposta de Fernando Santos. Um dos problemas de Rafa Silva era simplesmente falhar muitos golos, mas neste momento é um dos melhores marcadores do Benfica na liga portuguesa, com 10 golos, o mesmo número dos companheiros de equipa Jonas e João Félix. Um jogador que já tinha sido apontado como flop por alguns provou e tem provado que tem muita qualidade.

Em relação à última convocatória de Fernando Santos, Gedson Fernandes foi substituído por João Félix na chamada à seleção portuguesa
Fonte: SL Benfica

Pizzi é também uma muito boa aposta para a seleção nacional, mesmo não sendo ele o médio mais vistoso que Fernando Santos pode ir buscar. Muito provavelmente não vai jogar a titular, mas é uma boa opção para um jogo mais seguro e com maior controlo no meio campo. A meu ver, Pizzi é um jogador chave no plantel do Benfica, tem uma visão de jogo excelente e, ao ser bem aproveitado por Bruno Lage, cada vez menos comete aqueles erros mais aparatosos aos quais estávamos a ficar habituados a ver. Tem sido uma peça fundamental na construção do jogo ofensivo encarnado.

João Félix é o estreante na seleção sénior, que já promete tanto. Na minha opinião, não se devia deitar já os foguetes e apelidar João Félix de novo Cristiano Ronaldo, até porque comparações deste nível só colocam mais pressão no jovem jogador, e não faz grande sentido, pois são atletas completamente diferentes. Mas não podemos negar que Félix tem muita qualidade, e tem sido mais um dos jogadores chave do Benfica. Joga e faz jogar de águia ao peito, resta saber se também joga e faz jogar na seleção das quinas.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Ambiente em torno do desporto nacional

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O desporto assume cada vez mais um papel importante na vida de grande parte das pessoas, quer como praticantes, quer como apoiantes. A nível nacional, o futebol continua a ser o desporto “rei”, no entanto algumas modalidades como o futsal, andebol, hóquei em patins e voleibol estão em crescendo e isso verifica-se nos pavilhões. As rivalidades estão presentes em todas as modalidades, não só no futebol, e como é entusiasmante ver duas equipas lutarem com “unhas e dentes” para darem alegrias àqueles que nas bancadas cantam e apoiam a sua equipa. Estarão certamente a pensar “Como é bonito o desporto!”, certo? No entanto, o desporto em Portugal está a tomar proporções indesejadas e perigosas, como as que irei abordar em seguida.

Para iniciar esta reflexão não podia deixar de mencionar o ataque à academia de Alcochete na reta final da temporada passada, um tema já bastante falado mas que deixou marcas sobretudo no Sporting Clube de Portugal. Um dos episódios mais tristes da história do clube verde e branco, levado a cabo por cerca de cinquenta indivíduos encapuzados.

Na presente temporada, mais precisamente no mês de Março, o Sporting Clube de Portugal foi novamente vítima de ações bárbaras. Duas situações; duas modalidades diferentes; e em duas deslocações ao Norte do país.

O Desporto não precisa de violência
Fonte: Sporting CP

Na 25ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP defrontou no estádio do Bessa o Boavista FC, e viu Miguel Nogueira Leite do Conselho Diretivo Leonino ser agredido por Jorge Loureiro, membro do Conselho Geral do Boavista. Quando um dirigente tem este tipo de comportamento, qual a legitimidade para apelar serenidade e respeito à massa adepta? Com atos como este, os dirigentes têm responsabilidade no clima de intimidação que se vive no desporto nacional. Aqui está um péssimo exemplo daquilo que é…como ser dirigente desportivo.

A segunda situação ocorreu na 20ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, numa partida em que o FC Porto recebeu no Dragão Caixa o Sporting CP, um jogo muito importante para as contas do título de campeão nacional. Uma partida que fica marcada pelos piores motivos, e aqui não me refiro apenas ao facto da equipa leonina não ter somado os três pontos, mas sim à agressão verbal (e todos sabemos que este tipo de violência é bastante comum nos recintos desportivos) e sobretudo à agressão física.

Um grupo de adeptos portistas colocados perto da zona restrita ao Sporting CP, para além das ameaças feitas a Miguel Albuquerque, Diretor-Geral das Modalidades dos Leões, agrediram ainda a esposa do mesmo com um soco na face, quando esta tentava acalmar os ânimos da situação instalada. Uma situação que já se fazia prever, segundo Miguel Albuquerque, depois das ameaças dirigidas desde o clássico de andebol no Pavilhão João Rocha aos responsáveis do andebol do Sporting por parte do Diretor do Andebol do Porto José Magalhães. Mais uma situação grave e inadmissível, neste caso provocada por dirigentes portistas e que terminou nas “mãos” de um adepto da equipa azul e branca.

Como afirmou o Presidente Leonino, Frederico Varandas, o Sporting Clube de Portugal repudia estes episódios. Para bem do desporto, é urgente uma intervenção do Governo. O desporto não precisa de violência. Exige-se segurança nos recintos desportivos, quer para atletas, funcionários e sobretudo para que os adeptos possam assistir e apoiar a sua equipa.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP