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FC Bayern München 5-1 SL Benfica: A noite do adeus!

O Benfica está fora da Liga dos Campeões e não foi preciso este jogo para chegar a esta conclusão. Antes do começo da partida, a vitória do Ajax sobre o AEK por 2-0 resolveu as contas do grupo e atirou os encarnados para a Liga Europa e as equipas que melhor prestação fizeram nesta fase para onde realmente merecem estar: nas eliminatórias!

Quanto ao jogo, os alemães fizeram jus ao estatuto de favoritos e não fizeram por menos! Perante um Benfica sem atitude, ideias e criatividade, foram para o intervalo a vencer por 3-0, com uma exibição excecional de toda a estrutura. Robben bisou e Lewandowski marcou o primeiro de dois golos na conta pessoal. Os encarnados pouco ou nada fizeram no primeiro tempo e entregaram uma prestação deplorável e sem qualidade de estar a pisar um palco europeu como a Allianz Arena.

A segunda parte deu continuidade ao que se tinha verificado nos primeiros 45 minutos. Rui Vitória trocou Pizzi por Gedson ao intervalo e o miúdo ainda fez balançar as redes de Neuer, mas o momento de glória e brilho benfiquista começou e terminou nesse preciso instante. O Bayern dominou e ainda marcou mais dois golos, com Lewadowski a completar o bis e Ribéry a sentenciar o resultado final.

A dupla Robben-Ribéry esteve imparável e foi responsável por três dos cinco golos da noite
Fonte: UEFA Champions League

O final da partida foi claro! Apesar do grupo estar resolvido antes do apito inicial, a goleada do Bayern serviu para clarificar o mau momento dos encarnados, que foram completamente humilhados. O golo de Gedson foi um ponto positivo, mas tudo o resto que foi apresentado não se aceita. De quem é a culpa? Principalmente de Rui Vitória, mas toda a equipa tem uma palavra a dizer e culpas no cartório nesta pobre e terrível exibição.

Esta noite provou-se que esta situação não pode continuar por muito mais tempo. Rui Vitória não é treinador para o Benfica, a equipa está completamente perdida e sem rumo. Este desfecho não é surpresa nenhuma e apenas é o culminar de todos os protestos, más exibições e um fraco estilo de jogo. Resta a Liga Europa e a esperança que este momento mude! E isto é urgente, muito urgente!

Onzes Iniciais

FC Bayern Munique: Neuer; Rafinha, Boateng, Sule e Alaba; Kimmich, Goretzka e Muller (Jeong, 81’); Robben (Renato Sanches, 72’), Ribéry (Wagner, 77’) e Lewandowski

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Conti e Grimaldo; Fejsa (Alfa Semedo, 76’), Gabriel e Pizzi (Gedson Fernandes, 46’); Rafa, Cervi e Jonas (Seferovic, 59’)

Força da Tática: Pochettino x Sarri, um jogo de pressão

No último fim de semana tivemos vários confrontos interessantes por toda a Europa. Desde o embate entre Club Atlético de Madrid e Barcelona FC, ao emocionante SS Lazio – AC Milan, passando pelas vitórias de Manchester City FC e Liverpool FC, até aos empates surpreendentes de Manchester United FC e Bayern Munique FC.

Escolhi analisar e escrever sobre a derrota do Chelsea FC em Wembley, frente ao Tottenham Hotspur FC, não só porque tenho acompanhado, aqui no BnR, o projeto de Sarri em Londres, mas porque foi um jogo muito interessante de acompanhar, pela forma como os Spurs dominaram o Chelsea.

A vitória do Tottenham foi o resultado, entre outras coisas, da forma como a equipa neutralizou a circulação do Chelsea no corredor central, mantendo-os sempre sobre ameaça de perigosos contra-ataques.

Tottenham | Esquema defensivo sustentado pela pressão alta 

O Tottenham apresentou um sistema de 4-3-1-2, compacto, que acabou por neutralizar o habitual 4-3-3 do Chelsea, sem surpresas a nível de nomes, com Morata a manter-se na frente do ataque em detrimento de Giroud.

Desde cedo, a pressão alta dos Spurs forçou o Chelsea a jogar longo, sem muito critério. Adicionalmente, a pressão a que o Chelsea estava sujeito quando tentava construir desde trás mantinha a sua linha defensiva fixa dentro do seu meio-campo.

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Nesse 4-3-1-2, Alii colocava-se nas costas da dupla atacante e marcava Jorginho, uma opção cada vez mais natural dos adversários do Chelsea, tendo em consideração o impacto do italiano na ligação do setor defensivo à linha média/avançada. Atrás do inglês, Dier, Sissoko e Eriksen congestionavam o meio-campo e evitavam o acesso às áreas centrais por parte do Chelsea.

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Vemos como a linha defensiva dos blues estava fixa, pela pressão do Tottenham, dentro do seu próprio meio-campo defensivo; como tinha dificuldades em fazer a bola chegar às linhas mais avançadas e como os Spurs anularam Jorginho no início de construção.

Tottenham | Uma equipa que joga de olhos fechados

Quando o Chelsea conseguia ter posse de bola dentro do meio campo do Tottenham, vinha ao de cima a organização defensiva da equipa da casa. O meio-campo a três dos Spurs conseguiu pressionar constantemente o portador da bola, mesmo nos corredores, sem abrir espaços dentro da sua estrutura. Quando Sissoko, médio interior esquerdo, pressionava o corredor, o espaço entre ele e Dier (médio-centro) não foi explorado pelo Chelsea, por mérito da intensidade defensiva do Tottenham. O meio-campo de Mauricio Pochettino ajustava rapidamente a sua posição em resposta à circulação de bola do Chelsea e nunca se desconectava, sempre com as devidas coberturas e equilíbrios.

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Nota especial para Sissoko, que vigiou com grande qualidade e eficácia os espaços onde Hazard tanto gosta de aparecer e nunca permitiu que os adversários tivessem a bola sem serem pressionados. Rápido e intenso a reagir aos vários estímulos para pressionar e recuperar bolas, permitindo à equipa construir perigosos contra-ataques.

Chelsea | Uma pressão desconectada

A forma como o Chelsea reagiu à perda da bola e como pressionou o adversário foi muito infeliz e contribuiu, em grande medida, para o resultado do jogo. O meio-campo de Sarri abandona muitas vezes a zona média para pressionar mais à frente, procurando pressionar a bola o mais cedo possível. É um comportamento arriscado, em que o Chelsea assume que vão ser criados espaços dentro da estrutura, mas são espaços que o adversário não pode aproveitar, pela forma agressiva como a equipa pressiona a bola.

Fonte: SkySports

Em Wembley, o meio-campo do Chelsea foi apanhado muitas vezes nas “zonas de ninguém”: muito distante do portador da bola e chegando sempre tarde para pressionar, o que permitiu ao Tottenham aceder com facilidade ao espaço nas costas da linha defensiva.

O meio-campo do Tottenham sempre compacto horizontalmente, como vemos na imagem acima, dominou o do adversário, que estava gradualmente a ficar mais desligado, para fugir ao congestionamento que os Spurs estavam a impor no corredor central. Adicionalmente, Kane arrastava os centrais do Chelsea para zonas redundantes do campo, o que abria espaços para Alli e Son explorarem no corredor central, com trocas constantes de movimentos.

Foto de capa: Tottenham Hotspur FC

A hipótese do regresso de Francisco Geraldes

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Deparei-me esta semana com o muito provável regresso de empréstimo de Francisco Geraldes. Notícias lançadas apontavam para a probabilidade do regresso em janeiro com revisão contratual. Comecei então a pensar no que poderia significar essa vinda para o plantel e para a forma de jogar do Sporting CP.

Pois bem, ainda me está na retina a época passada do jovem médio ao serviço do Rio Ave. A sua qualidade foi sendo demonstrada ao longo da temporada, com passes e assistências só ao alcance de jogadores com uma qualidade técnica e visão de jogo acima da média. Há muito que o potencial de Geraldes é conhecido. Contudo, parece tardar a afirmar-se como uma certeza no futebol sénior ao serviço do emblema leonino.

Deste modo, tenho algumas considerações a fazer quanto ao que o médio virtuoso pode vir a acrescentar. Pelo que vi no jogo frente ao Lusitano, para a Taça, e segundo o que se conhece de Keizer, penso que o Sporting CP, daqui para a frente, irá implementar um jogo de posse apoiado, com muito jogo interior (Wendel foi o espelho disso) e a procura de passes em zonas de área reduzida. Pois bem, é aqui que penso que Francisco Geraldes pode fazer a diferença. O médio tem as características ideais para emergir neste tipo de jogo. Não digo que será um titular de caras, muito pelo contrário. Tem a desvantagem de vir apenas a meio da época e sem ter realizado qualquer jogo, até ao momento, na Alemanha. Ainda assim, se as oportunidades surgirem, estou certo que o médio poderá ter ao seu alcance o momento certo para iniciar a sua afirmação no plantel sénior. Passe, visão de jogo, remate e o facto de jogar com os dois pés são indicadores que demonstram exatamente o que escrevi até agora.

O jogador chegou a estar presente na pré-época
Fonte: Sporting CP

Reconheço que Geraldes é um jogador em quem deposito algumas esperanças. Para além da sua qualidade dentro de relvado, revela-se também muito interessado fora dele. Pode-se constatar a sua cultura com os livros que lê, as músicas que ouve ou mesmo as palestras que por vezes assiste e coloca nas suas redes sociais. É, de facto, um jogador diferente para melhor e que pode ser aproveitado pela comunicação do Sporting para atrair os adeptos.

Concluindo, Francisco Geraldes constitui um jogador que pode ser positivo para o clube em vários panoramas. O facto de ser formado em Alcochete, que faz com que os adeptos sintam carinho por ele; ser um jogador jovem com muita qualidade e que tem potencial para atingir níveis de excelência ao serviço do Sporting CP; o seu papel fora de campo, que pode ser aproveitado por quem gere as redes sociais do emblema verde e branco. Deste modo, resta-nos esperar por janeiro. O jogador será bem-vindo.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Conseguirá Ranieri salvar o Fulham?

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Desde a época de 2013/14 que o Fulham FC não competia no principal escalão do futebol inglês, a Premier League. No final dessa época, os Cottages desceriam de divisão no penúltimo lugar da tabela (19º lugar), com apenas 32 pontos. Na altura, o plantel contava com nomes como Stekelenburg, John Heitinga, Karagounnis, Clint Dempsey, Berbatov, Mitroglou, entre outros conhecidos na Europa. Mesmo assim, não conseguiram “sobreviver” e caíram para o histórico Championship, equivalente à segunda divisão. Desde então, e até à passada temporada, o clube competiu neste escalão.
Na última edição da Sky Bet Championship, o Fulham terminou no terceiro lugar e garantiu uma vaga no play-off de acesso à Premier League. Derrotou o Derby County e, por fim, o Aston Villa e regressou ao topo do futebol britânico.

No entanto, o regresso à Premier League não tem sido muito famoso, com o clube londrino cada vem mais em baixo. Este mau regresso (atualmente último lugar do campeonato) levou a direção dos Cottages a despedir Slavisa Jokanovic, depois de este ter colocado a formação londrina de novo no principal escalão inglês. Quem sucedeu ao técnico sérvio foi Claudio Ranieri. O obreiro do título do Leicester City em 2015/16 regressou a Inglaterra e à Liga Inglesa, com o principal objetivo de retirar o Fulham do último lugar do campeonato e evitar mais uma despromoção.

O técnico italiano está de regresso à Premier League e quer salvar a época dos Cottages, que estão no 20º lugar da tabela
Fonte: Fulham FC

A Premier League é conhecida pela enorme competitividade existente entre todas as equipas do campeonato e o Fulham não é exceção. Com um plantel recheado de bons jogadores (Sergio Rico, Callum Chambers, Fosu-Mensah, Jean Seri, Mitrović, André Schürrle e Luciano Vietto), tinha tudo para estar a fazer um melhor campeonato. A equipa estava lá, mas era o treinador o grande problema do Fulham? Pelos vistos, parece que sim, porque, com Ranieri no banco apenas um jogo, os londrinos conseguiram igualar o número de vitórias conquistadas com Jokanovic no comando técnico (apenas uma, frente ao Burnley). A mudança no sistema tático (4-3-3 para 4-5-1) parece ter resultado, com o italiano a apostar num meio campo mais preenchido e com Mitrović na frente, sempre apoiado pelos dois médios-ala no processo ofensivo. Prova disso foi o triunfo por 3-2 frente ao Southampton, com os três golos marcados a prtir de cruzamentos. Foi uma bela estreia de Ranieri no comando do Fulham, que não vai ficar por aqui.

É certo que ainda há muito campeonato para se disputar e que ainda é cedo para se fazer contas de cabeça, mas numa Premier League cheia de futebol espetáculo, será Claudio Ranieri capaz de salvar o Fulham do último lugar da tabela? Daquilo que conhecemos do clube (que até já foi finalista vencido da UEFA Europa League em 2010), e com o italiano no comando, coisas boas estão para acontecer nos Cottages.

Uma coisa é certa, o Fulham não quererá voltar a descer para o Championship e vai fazer “das tripas coração” para se manter no melhor campeonato de futebol do mundo.

Foto de capa: Fulham FC

 

A Norte-Americana que preferiu ser Jamaicana e conquistar o mundo

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Quais são as vossas melhores memórias de quando tinham 16 anos? Certamente que têm memórias positivas desses tempos, mas muito provavelmente isso não incluirá a de ser um duplo campeão mundial da velocidade, muito menos num campeonato de sub-20, onde eram os mais novos em prova. Essas serão as memórias que a jamaicana Briana Williams terá para sempre, depois de, neste verão, em Tampere, na Finlândia, ter batido toda a concorrência em provas onde nem era a favorita. Agora está nomeada para atleta revelação do ano (o prémio “Rising Star” da IAAF) e é bem provável que no dia 5 de dezembro venha a vencer esse galardão, levando para casa mais uma inesquecível memória deste 2018.

Novas equipas, novas cores

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Termina a época, mas não o trabalho. Depois da última corrida do campeonato de 2018, em Valência, a pista ainda não tinha arrefecido e os pilotos já rodavam. É tempo de preparar a próxima temporada.

Foi esta terça e quarta-feira que os pilotos da categoria de MotoGP começaram a testar. Um dia de recomeço para uns, e estreia, para outros. No caso da equipa Movistar Yamaha mantêm-se os pilotos e melhoram-se os motores. Valentino Rossi conseguiu bons tempos ao longo dos dois dias de testes e o seu companheiro de equipa, Maverick Viñales, permaneceu no topo da tabela de tempos. Confirma-se um balanço positivo para a Yamaha, que não esteve no seu melhor no campeonato deste ano.

O atual campeão mundial, Marc Marquez, permanece na equipa Repsol Honda e conseguiu estar sempre no top três. Depois da saída de Dani Pedrosa, o espanhol tem um novo companheiro de equipa. Jorge Lorenzo deixou a Ducati para se juntar a Marquez e pilotar uma Honda. Tendo em conta que o piloto ainda está a recuperar de uma lesão e não se encontra a 100%, o resultado foi bastante positivo ao conseguir alcançar o 12º lugar no segundo dia de testes.

Por falar em Ducati, o vencedor da corrida em Valência, Andrea Dovizioso, permanece na equipa, tendo conseguido o segundo lugar nos testes desta semana. O italiano tem um novo companheiro de equipa, Danilo Petrucci, que já pilotava uma Ducati. Agora está na equipa oficial e tudo indica que se está a adaptar bem, visto que conseguiu o quinto lugar nos testes. O ex companheiro de equipa de Petrucci, Jack Miller, permanece na Pramac Ducati. Terminou o último dia de testes em quarto lugar e tem um novo companheiro de equipa: Francesco Bagnaia. O italiano teve uma estreia positiva na classe rainha e alcançou o 11.º na tabela de tempos.

Francesco Bagnaia, campeão do mundo de Moto2, na estreia em MotoGP
Fonte: MotoGP

No que diz respeito a novatos não ficamos por aqui. O espanhol Joan Mir também se estreou em MotoGP na Suzuki Ecstar com o segundo melhor tempo dos rookies, tendo terminado com o 14º melhor tempo. O seu colega de equipa, Alex Rins, também alcançou um resultado positivo: terminou em sétimo lugar.

Uma outra equipa de fábrica com novidades é a KTM. Pol Espargaro permanece na equipa e termina os dois dias de testes mais ou menos a meio da tabela de tempos – um resultado positivo para o piloto espanhol. Johann Zarco é o seu novo colega de equipa. O francês ainda não se conseguiu adaptar da melhor forma à nova equipa, tendo conseguido apenas o 21º melhor tempo e tendo sofrido uma queda.

Terceira Jornada do Girabola’19: Candidatos mostram a sua força!

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Após a paragem para os compromissos dos “Palancas Negras”, a terceira jornada do campeonato angolano realizou-se entre 22 e 25 de novembro e houve muitos golos e festa nos diferentes estádios onde se jogaram as partidas desta ronda. Com muitas ocorrências, o destaque vai para a resposta em força dos crónicos candidatos ao título.

Com a ronda a ser inaugurada em Luanda, o Petro recebeu e venceu o Saurimo FC pela margem mínima. O conjunto petrolífero não protagonizou uma exibição de “encher o olho”, mas fez o suficiente para garantir mais um triunfo – o reforço Vá voltou a ser a figura da partida, ao marcar o golo que deu os três pontos aos da casa, no decorrer da segunda parte. Assim, a equipa de Beto Bianchi, que no final do jogo pediu paciência e compreensão aos adeptos pelas exibições pouco convincentes, está no topo com oito pontos já conquistados. 

Vá apontou o golo da vitória do Petro frente ao Saurimo FC
Fonte: Petro de Luanda

O eterno rival, 1.º de Agosto, também não vacilou nesta jornada. No Estádio dos Coqueiros, o dérbi luandense entre ASA e D’Agosto, um dos mais antigos do Girabola, marcava o regresso de Dragan Jovic ao comando técnico do tricampeão. A jogar fora, os “Militares” não deram hipóteses aos recém-promovidos e venceram por três golos sem resposta – os autores dos tentos foram Mabululu, Aquino e Bobó. A vitória permite ao 1.º de Agosto alcançar o segundo lugar, com sete pontos, a um do líder, mas com um jogo a menos.

O Recreativo do Libolo deu sinais de que esta época quer escrever uma história diferente. Frente ao Sporting de Cabinda, em casa, a turma libolense venceu por 3-0 – os golos foram apontados por Carlos Alves, Donato e Siaka Bamba. O triunfo foi o primeiro do Libolo na atual edição do Girabola, o que permitiu à equipa somar quatro pontos nos três encontros já realizados.

O Kabuscorp foi o único candidato a terminar a jornada sem sorrir. Na visita ao terreno do Desportivo da Huíla, o conjunto do bairro do Palanca perdeu por 2-1, com Bruno e Lionel a fazerem os tentos caseiros, ao passo que Ebunga reduziu a diferença no marcador nos últimos minutos do encontro, mas em vão. Este foi o primeiro desaire do Kabuscorp na prova, fazendo com que mantenha os quatro pontos conquistados nas partidas anteriores.

Nos outros encontros da jornada, o Progresso do Sambizanga venceu o Recreativo da Caála por 3-1. O Interclube foi até Cuando Cubango vencer a equipa local por 0-2, com um bis de Das Faa. O Bravos do Maquis bateu fora o Santa Rita de Cásia por 1-2, ao passo que Académica do Lobito e Sagrada Esperança empataram a zero.

Em jeito de conclusão, os crónicos candidatos ao título deram uma resposta em força e há, assim, a certeza de que o Girabola terá mais uma bela e intensa disputa pelo título de campeão. Com D’Agosto, Petro e Libolo a vencerem, a única exceção foi o Kabuscorp, que sofreu a primeira derrota na prova, mas certamente irá conseguir recuperar após o desaire. A continuar assim, a 41.ª edição do principal campeonato promete ser interessante para quem acompanhar!

Foto de capa: 1.º de Agosto

O Fim-de-semana Verde e Branco: Três lideranças isoladas e um apuramento europeu!

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Mais uma semana, mais um resumo. Semana de excelentes resultados (apenas se registaram vitórias!) com o destaque maior a ir inevitavelmente para o inédito apuramento do Andebol para a liguilha de acesso aos Oitavos-de-Final da EHF Champions League, seguido do Ténis de Mesa feminino, Hóquei em Patins e Voleibol masculino que alcançaram a liderança isolada dos respectivos Campeonatos Nacionais, os dois primeiros de forma invicta! Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol: Os Bicampeões Nacionais venceram a AA Avanca por 24-30 (14-16 ao intervalo) na 11.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional e o Besiktas MHT por 34-28 (20-16 ao intervalo) na nona jornada do Grupo C da EHF Champions League, conseguindo alcançar um inédito apuramento para a próxima fase, quando ainda falta uma jornada da fase de grupos. Seguem-se as deslocações aos redutos do CF Os Belenenses (28 de Novembro; 20h00) e Bjerringbro Silkeborg (2 de Dezembro; 15h50).

Carambola: O Sporting CP venceu o Real SC por 1-3, apurando-se assim para as Meias-Finais do Torneio de Abertura.

Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais venceram o Valadares Gaia FC por 0-2 na oitava jornada do Campeonato Nacional com golos de Diana Silva e Carolina Mendes. Segue-se a deslocação ao Estádio Municipal de Vila Verde para defrontar o Vilaverdense FC no dia 2 de Dezembro, Domingo, pelas 15 horas.

Andebol consegue apuramento histórico!
Fonte: Sporting CP

Futebol masculino: Os Leões venceram o Lusitano FC por 1-4 na Quarta Eliminatória da Taça de Portugal. Seguem-se as deslocações ao Azerbaijão para defrontar o Qarabag pelas 17h55 de 29 de Novembro, Quinta-Feira, e a Vila do Conde (Rio Ave FC) às 20h15 de 3 de Dezembro, Segunda-Feira.

Futsal feminino: A formação orientada por Carlos Reis venceu o CR Golpilheira por 5-0 e na próxima jornada desloca-se ao reduto do GD Valverde, estando o encontro agendado para as 19 horas de 1 de Dezembro, Sábado.

Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais venceram a AD Fundão por 3-1 numa partida adiada por duas ocasiões (primeiro por interdição do Pavilhão João Rocha e depois por problemas de inflitrações no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso, acabando por se realizar no Pavilhão do CR Leões de Porto Salvo). A turma orientada por Nuno Dias mantém assim a perseguição ao líder SL Benfica, com menos cinco pontos que os encarnados. Segue-se uma semana com dois jogos, um de acerto de calendário e outro de “continuação” da prova: recepção ao Eléctrico FC na Quarta-Feira, 28 de Novembro, pelas 20h30 no Pavilhão João Rocha e deslocação ao reduto do Viseu 2001 pelas 14h30 de Sábado, 1 de Dezembro.

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais venceram o HC Turquel por 0-4 e o FC Porto por 5-3, isolando-se assim na liderança da tabela classificativa com 17 pontos, mais dois que o OC Barcelos, mais três que SL Benfica, Riba D’Ave HC e UD Oliveirense e quatro que o FC Porto. A turma orientada por Paulo Freitas prepara agora novo desafio da Liga Europeia, desta feita a deslocação ao reduto do HC Liceo, jogo marcado para as 20 horas lusas de 1 de Dezembro, Sábado.

Pólo Aquático: Os Leões conquistaram a segunda vitória no Campeonato Nacional ao baterem a Académica por 17-10 na quarta jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional. Na próxima jornada os verde e brancos deslocam-se ao reduto do SSCM Paredes, partida agendada para 1 de Dezembro, Sábado.

Pool feminino: As verde e brancas venceram o SNKC Lisboa por 2-0 e na próxima jornada defrontam a Casa do SL Benfica de Algueirão Mem Martins.

Pool masculino: Os Leões venceram o SNKC Lisboa “C” por 3-1, somando assim a sua quarta vitória consecutiva. Segue-se o jogo com o Inferno da Bica “B”.

Pool Português: O Sporting CP venceu o SL Benfica por 9-3 para a Taça de Portugal e por 9-4 para o Campeonato Nacional, prova para a qual os verde e brancos também levaram a melhor sobre o SL Benfica “B” (5-9).

Ténis de Mesa feminino: As Leoas venceram o Campeão Nacional CTM Mirandela por 3-2 na oitava jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional, sendo agora líderes isoladas e invictas, com 19 pontos averbados! O próximo desafio é para a European Champions League Women, com a turma verde e branca a defrontar os franceses do TT Saint Quentinois fora de portas no dia 30 de Novembro, Sexta-Feira, pelas 18h30 de Portugal Continental, naquele que será o duelo pela passagem à próxima fase da principal competição europeia de clubes.

Ténis de Mesa: líderes isoladas e invictas!
Fonte: Sporting CP

Ténis de Mesa masculino: Os Tricampeões Nacionais somaram dois triunfos pela margem máxima (0-4) frente aos madeirenses do CD 1.º Maio e AD Galomar. Os Leões preparam agora três compromissos caseiros consecutivos: Borussia Dusseldorf (Table Tennis Champions League), ADC Ponta do Pargo e CD São Roque (Campeonato Nacional) nos dias 30 de Novembro e 1 e 2 de Dezembro, respectivamente. O encontro europeu disputa-se no Pavilhão João Rocha, enquanto que os dois jogos a contar para o Campeonato Nacional terão lugar na Sala do Multidesportivo Sporting.

Voleibol feminino: A turma orientada por Rui Pedro Costa venceu o Ala Nun’Álvares por 2-3 (22-25; 26-24; 14-25; 25-23; 12-15), consolidando assim o segundo lugar, com 28 pontos totalizados. Segue-se a recepção ao CN Ginástica, estando a partida da 12.ª jornada marcada para as 18h30 de 2 de Dezembro, Domingo, no Pavilhão João Rocha.

Voleibol masculino: Os Campeões Nacionais ascenderam à liderança isolada da tabela classificativa, fruto da vitória diante do VC Viana por 3-0 (25-15; 25-19; 25-20) e da derrota do SL Benfica diante da AJ Fonte do Bastardo. Seguem-se dois jogos no Pavilhão João Rocha: no dia 27 de Novembro, terça-feira, pelas 20 horas diante dos bielorrusos do Stroitel Minsk (CEV Challenge Cup; dezasseis-avos de final) e dia 1 de Dezembro, Sábado, pelas 17 horas perante o Esmoriz GC (Campeonato Nacional; 13.ª jornada).

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Passado Também Chuta: Eusébio e Mário Coluna

Como já todos nós sabemos, Mário Coluna e Eusébio eram como pai e filho, respetivamente. Isto devido a uma carta que a mãe de Eusébio fez chegar a Mário Coluna aquando da chegada do “miúdo” a Portugal, onde pedia a este que tomasse conta do seu filho, já que ali, como referiu Eusébio, não conheciam ninguém. E foi desta maneira que Coluna “apadrinhou” Eusébio.

Indo por partes, vamos recordar primeiro Mário Esteves Coluna, o “Monstro Sagrado”. Era assim que ele era conhecido. Nascido a 6 de agosto de 1935 na ilha da Inhaca, em Maputo, foi no Desportivo que o luso-moçambicano abraçou o desporto. Passando pelo Basquetebol, onde não foi muito feliz, alcançou grandes feitos no atletismo, tornando-se recordista nacional de salto em altura. Mas onde ele viria a brilhar, era dentro de quatro linhas. Depois de ter sido impedido de jogar pelo Desportivo Lourenço Marques num jogo realizado na África do Sul, o avançado vingou-se dias depois, marcando os sete golos que deram a vitória à sua equipa, despertando também a atenção dos “três grandes” portugueses.

Fonte: UEFA

Já em Portugal, quando Coluna chegou ao Benfica, já existe José Águas na posição de avançado, mas o então treinador do Benfica, Otto Glória, viu no jogador um potencial médio. E foi nessa posição que o “Monstro Sagrado” se tornou num dos melhores jogadores do clube da Luz entre as épocas de 1954/55 e 1969/70, sendo que pelo meio, em 1961/62, foi bicampeão europeu. Pelos encarnados, venceu dez ligas portuguesas, sete Taças de Portugal e cinco Taças de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Na Seleção Nacional, foi 57 vezes internacional A, marcando oito golos, entre 1955 e 1968, sendo em 1996 elegido capitão quando alcançaram o 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol.

Fora das quatro linhas, Mário Coluna foi, em 1966, agraciado com a Medalha de Prata da Ordem Infante D. Henrique e, além disso, criou uma Academia de Futebol numa vila a sul de Maputo, para formação de jovens moçambicanos, com o apoio financeiro da FIFA. É de realçar ainda que foi também presidente da Federação Moçambicana de futebol (FMF).

E é no meio desta felicidade toda que aparece Eusébio. Nascido a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques, Eusébio tornar-se-ia mais tarde, o “Pantera Negra”. Estreou-se no Estádio da Luz a 23 de maio de 1961, num jogo amigável contra o Atlético, em que marcou três dos quatro golos do Benfica. Ficou internacionalmente conhecido na segunda final europeia em 1962, contra o Real Madrid, onde marcou dois golos e deixou em destaque duas das suas melhores características: a velocidade e o remate.

Ainda no mesmo ano, foi considerado pela France Football o segundo melhor jogador do mundo e não foram poucos os convites para ir jogar para o estrangeiro. Em 1964, a Juventus ofereceu a Eusébio 16000 contos, cerca de 54 vezes mais do que ganhava no Benfica (300 contos), sendo que a oferta aumentou quando foi considerado o melhor jogador do mundial em 1966, com nove golos marcados, o que fez com que Portugal alcançasse o 3.º lugar na competição.

No clube das águias, o “Pantera Negra” marcou mais golos do que as partidas que jogou: 473 golos em 440 jogos. Ganhou também no total, uma Copa dos Campeões da Europa, onze Campeonatos Portugueses, cinco Taças de Portugal, três Taças Ribeiro dos Reis e nove Taças de Honra.

Fonte: SL Benfica

Estreou-se na Seleção Nacional a 8 de outubro de 1961, mas foi em 1966 que os adeptos deliraram com Eusébio, num Campeonato do Mundo onde o jogador deu uma prestação fenomenal, deixando para trás equipas como a Coreia do Norte, a Hungria e o Brasil (equipa onde se encontrava o grande Pelé). No total marcou 41 golos em 64 partidas, com a camisola das quinas.

E como recordar é viver, vale sempre a pena relembrar dois grandes nomes do Futebol Português, mais concretamente do Sport Lisboa e Benfica. Certamente serão sempre recordados pelas suas melhores qualidades e pelo que fizeram tanto pelo clube da Luz como pela Seleção Nacional.

Foto de Capa: SL Benfica

O FC Porto de Sérgio Conceição é afetado pelas pausas internacionais?

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As pausas internacionais, muitas vezes, são encaradas pelos clubes como um fator extremamente prejudicial, não só pelo “desmanche” recorrente de grande parte do plantel, como também pelas possíveis lesões que poderão ser contraídas ao “serviço da pátria”. O FC Porto, certamente, não é exceção. Não está distante o período em que os jogos pós-pausa internacional eram um autêntico pesadelo para os azuis e brancos. Contudo, cada vez mais este fator é continuamente desvalorizado pela massa adepta portista; será que Sérgio Conceição consegue escapar a esta “maldição”? Analisemos os dados e veremos se esta “despreocupação” é, de todo, justificada.

Voltemos à época de estreia de Sérgio Conceição ao serviço dos dragões: o FC Porto enfrentou 4 pausas internacionais: pausas essas que resultaram em 3 triunfos e 1 derrota. Após a primeira delas, numa fase prematura do campeonato, os azuis e brancos receberam e venceram o Chaves, no Dragão, por 3-0, de modo a “acompanhar” o Sporting na liderança da Liga NOS.

Ainda no ano de 2017, Sérgio Conceição veria o seu plantel “desmembrado” em mais duas ocasiões. Contudo, esses dois períodos “pós-desmembramento” resultariam em duas vitórias: 0-6 frente ao Lusitano de Évora e 3-2 frente ao Portimonense, ambos os jogos a contar para a Taça de Portugal.

Tudo parecia correr às “mil maravilhas”, até que a última pausa internacional chegou: numa altura fulcral da época, o FC Porto estava numa luta renhida com os encarnados pela liderança do campeonato, com vantagem para os da Invicta, até que, à 28ª jornada, os, até aquela altura, líderes do campeonato, deslocaram-se até o Restelo e saíram de lá derrotados por 2-0, num jogo em que Sérgio Conceição e os seus jogadores “ofereciam” o primeiro lugar ao Benfica.

Chegamos a 2018/19: uma temporada, até à data, “carregada” de pausas internacionais. Nestes primeiros meses, o FC Porto viu os seus trabalhos “sabotados” em três momentos; desta vez, não existem derrotas no histórico portista, todavia o empate frente ao Chaves (1-1), no Dragão, na Taça da Liga, acaba por “deteriorar” a campanha que engloba também as duas vitórias na prova rainha, frente ao Vila Real (0-6) e Belenenses (2-0).

No mais recente encontro pós-pausa internacional com golos de Soares e Otávio o FC Porto venceu por 2-0 o Belenenses
Fonte: FC Porto

Veredito: Contas feitas, é visível que o FC Porto de Sérgio Conceição ainda sente algumas dificuldades no pós-pausa internacional; quando analisados os números, é visível um saldo de golos positivo de 16 golos (no entanto esse mesmo saldo justifica-se com os confrontos com equipas de escalões inferiores), e um registo que, apesar de não poder ser caracterizado como negativo, não poderá ser visto também como positivo numa equipa com as pretensões do FC Porto. Portanto, concluo que a “maldição” do período pós-pausa internacional, apesar de manifestar-se mais levemente, continua a “assolar” o Dragão.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira