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Marcel Keiser: mas o que é isto?

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Marcel Keiser foi, esta sexta-feira, oficializado como técnico principal do Sporting Clube de Portugal. O holandês terminou então o seu vínculo contratual com o Al Jazira, e, após ter deixado o clube em segundo lugar a dois pontos do líder Sharjah FC, rumou a Alvalade.

Após despedir José Peseiro, Varandas optou por um técnico ainda sem provas dadas e sem um currículo digno de um grande como o Sporting Clube de Portugal. Duas semanas após Varandas ter afirmado que “o Sporting tem dinheiro para um bom treinador”, é completamente incompreensível o porquê de a escolha ter recaído no holandês de 49 anos.

Analisemos então o historial de Marcel Keiser enquanto técnico principal. O holandês pautou quase toda a carreira pelo campeonato holandês e por resultados negativos. O técnico lançou a sua carreira na segunda divisão holandesa, comandado a equipa do Telstar. No período de duas épocas, o treinador, conhecido por apostar nas camadas jovens dos clubes , comandou a equipa durante 68 jogos e somou apenas 20 vitórias. Acabou por rumar FC Emmen, também da segunda divisão, onde em 25 jogos acabou por conquistar 12 vitórias.

Será Keizer capaz de meter os adeptos leoninos a sorrir?
Fonte: Al Jazira Club

Apesar de não ter nunca conquistado resultados por aí além, o SC Cambuur nomeou mesmo Keiser para salvar a equipa da despromoção. O objetivo foi redondamente falhado (oito derrotas e apenas uma vitória em onze jogos), mas ainda assim surgiu a oportunidade de treinar a equipa B do Ajax. Foi então na equipa secundária dos homens de Amsterdão que o holandês foi finalmente feliz. Utilizando quase na exclusividade jogadores jovens, o técnico conseguiu mesmo aplicar um futebol atrativo e ofensivo, algo que lhe é muito característico.  A equipa B do Ajax terminou mesmo a época em segundo lugar e Keiser rumou mesmo à equipa principal dos holandeses, substituindo Peter Bosz.

Porém, a equipa principal do Ajax acabou mesmo por se tornar no maior falhanço de Marcel Keiser. A passagem pelo principal clube holandês foi escassa, durou apenas 5 meses (de julho a dezembro), e a eliminação nos oitavos de final da Taça Holandesa foi a gota de água no mau trabalho do técnico.

Despedido em dezembro de 2017, o treinador só em junho de 2018 voltou ao ativo e só nos Emirados Árabes Unidos. Keiser rumou ao Al Jazira e, em nove jogos, somou 5 vitórias e 4 empates.

Já muitos entendidos e conhecedores do trabalho de Keiser já analisaram a decisão de Varandas e as opiniões são quase unânimes: um treinador de aposta nos jovens, de futebol ofensivo, mas que demora muito tempo a aplicar as suas ideias. Porém, (quase) todos dizem que é uma aposta de muito risco e num momento tão frágil e delicado como aquele que o Sporting vive será que a escolha Keiser é uma opção válida e correta?

Só por curiosidade, lembra-se da última vez que o Sporting contratou um treinador ao Al Jazira? Nós relembramos: foi em 2012 e o técnico em questão foi o belga Frank Vercauteren. Todos nos lembramos de como correu e, enfim, está tudo dito.

Foto de Capa: Al Jazira Club

Uma luta acesa pela liderança isolada

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É já este sábado que os guerreiros do Minho vêm à cidade do Porto defrontar um “Dragão” enraivecido. De um lado, temos um FC Porto vencedor há seis jogos consecutivos, depois do desaire no clássico, frente ao SL Benfica. Do outro, um SC Braga numa super forma e, até ao momento, invicto em todas as competições em que está presente. Estão assim reunidos um conjunto de fatores para um jogo que tem tudo para ser um dos melhores da temporada.

As duas equipas vão lutar amanhã por uma liderança isolada da Liga NOS e o confronto entre as equipas nortenhas promete ser, no mínimo, aceso. A última vez que o FC Porto perdeu pontos foi contra o maior rival, SL Benfica, à 7ª jornada. O Braga ainda não sofreu qualquer derrota nesta época, mas empatou em três jogos, ou seja, foram seis pontos perdidos. O último empate foi na ronda 8 da Liga Portuguesa, frente ao maior rival, Vitória SC. De realçar que o Vitória de Guimarães foi a única equipa que derrubou os azuis e brancos em casa logo na terceira jornada. O esquadrão de Abel Ferreira vem com o mesmo objetivo, prontos para demonstrar a raça das equipas minhotas e levar os três pontos para casa.

Quanto a baixas, a equipa da cidade Invicta tem apenas Vincent Aboubakar de fora e prevê-se que a recuperação seja até ao fim desta temporada, por isso é uma certeza de que não irá jogar. No entanto, o Braga tem bastantes jogadores em dúvida para o embate com o FC Porto: Ricardo Ferreira, Matheus, Lazar Rosic, Raúl Silva e Xadas. No entanto, a jovem promessa dos arsenalistas, Francisco Trincão, estará também de fora devido a uma lesão na perna.

Figura FC Porto:

Fonte: FC Porto

Óliver Torres – O jovem espanhol tem estado numa excelente forma e à partida será titular no jogo de amanhã. Se demonstrar a qualidade com que nos tem habituado nos últimos jogos, de certeza que será um dos jogadores que poderá desbloquear o jogo.

Figura SC Braga:

Fonte: SC Braga

Dyego Sousa – É o melhor marcador da Liga NOS com sete golos e conta com 11 em todas as competições. Definitivamente é a maior ameaça à baliza que, certamente, será de Iker Casillas. Tem sido o maior destaque da competição.

Onzes prováveis:

FC Porto – Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Óliver Torres, Danilo Pereira, Héctor Herrera, Jesús Corona, Moussa Marega e Yacine Brahimi.

SC Braga – Tiago Sá, Marcelo Goiano, Pablo Santos, Bruno Viana, Nuno Sequeira, Claudemir, Fransérgio, Ricardo Esgaio, Paulinho, Dyego Sousa e Fábio Martins.

O FC Porto jogará com o mesmo onze com que defrontou o Lokomotiv Moscow, num sistema de 4-3-3 com Jesús Corona e Yacine Brahimi nas alas. Se os dois estiverem num dia bom, com certeza que farão estragos na defesa minhota.

O SC Braga à partida repetirá o onze do último jogo contra o Vitória de Setúbal FC, se bem que Ricardo Horta, João Novais e Wilson Eduardo podem também muito bem conseguir a titularidade. O sistema tático de Abel Ferreira será um 4-4-2 com Dyego Sousa e Paulinho na frente. Dupla muito forte que também dará dores de cabeça a Felipe e Militão.

As duas equipas vão entrar com imensa vontade de ganhar e será um excelente de jogo futebol em que tanto os nortenhos como os minhotos de tudo farão para obter os três pontos e conseguirem a liderança isolada. Embora este jogo não decida nada, visto que ainda estamos na 10 ª jornada, será importante para as contas finais e para a moral dos jogadores nos seguintes jogos. Espera-se lotação quase esgotada para o jogo e acima de tudo, uma grande partida de futebol!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

A crise existencial do Besiktas

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Uma das agradáveis surpresas da fase de grupos da última edição da Liga dos Campeões, o Besiktas atravessa crise de resultados na atual temporada.

Num plantel pontuado por nomes como, primeiro, os internacionais portugueses Pepe e Ricardo Quaresma, o lateral brasileiro Adriano, o central croata Vida, o internacional chileno Gary Medel, o sérvio Adam Ljajic ou Ryan Babel, os atuais números não são nada animadores: na Liga turca, a equipa de Senol Günes ocupa a sexta posição, a seis pontos do líder Istambul Basaksehir, contra quem perderam na última jornada. Já a nível europeu, os turcos estão no último lugar do grupo I…

Na época passada, o Besiktas até terminou a temporada no 4º lugar do campeonato, o que fez com que ficassem com o último lugar de acesso à Europa, começando 2018/19 na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa, diante do B36, das Ilhas Faroé, depois LASK Linz, da Áustria (3ª pré-eliminatória), e, por fim, Partizan, no playoff decisivo.

Em duelos com equipas da primeira metade da tabela classificativa, a equipa parece ter claudicado, casos das três derrotas no campeonato, frente a Antalyaspor (casa), Goztepe (fora) e Basaksehir (fora).

Formação orientada por Senol Günes procura reencontrar-se no meio da crise
Fonte: Besiktas

Pior cenário é o da campanha na fase de grupos da Liga Europa, pois nesta altura está mesmo no último lugar do grupo I, atrás de Genk, Sarpsborg 08 e Malmö, respetivamente, sendo a pior defesa do agrupamento, com oito golos sofridos em apenas quatro jogos. Veja-se o exemplo dos dois últimos jogos frente ao Genk: em casa, a equipa encaixou quatro golos e viu-se derrotada por 4-2. Na Bélgica, começaram a ganhar e acabaram por empatar…Ainda assim, está tudo em aberto e a equipa tem reais possibilidades de se apurar para os 16 avos de final.

A instabilidade é facilmente reconhecível sobre as quatro linhas nesta equipa ‘comandada’ pelo ídolo Ricardo Quaresma. Ainda que conte com experientes jogadores na sua equipa, o Besiktas parece ter dificuldades em se organizar. Senol Günes precisa de fazer os seus pupilos reencontrarem-se.

Foto de capa: Beşiktaş Jimnastik Kulübü

Artigo revisto por: Jorge Neves

Os emails não revelados: Presidente do Paços escreve a Vítor Oliveira

Caro Vítor

No futebol costuma dizer-se que nada é certo. Nada pode ser dado como garantido, e muitas vezes o que parece ou o que se pensa que acontecerá, torna-se no final em algo totalmente contrário ao expectável.

Esta premissa é, no entanto, contrariada por uma pessoa que sabe mais de futebol do que muitos treinadores que andam na ribalta sem se perceber muito bem porquê. Estou mesmo a falar de ti Vítor.

Tentei tudo para te trazer a abraçar de novo este enorme clube – já lá vão quase 30 anos desde que nos deixaste (!!!), com a certeza que tu eras o homem certo para este lugar. Este clube não pode estar fora da Primeira Liga. Um ano já é demais…

Pois bem: ao fim de poucos meses só posso mesmo dizer que escolher-te foi sem dúvida uma das decisões mais felizes desde que estou à frente do nosso querido clube. Para além disso, foi também uma decisão óbvia. Mas se é tão óbvia assim, devo vangloriar a nossa instituição por ter tido a capacidade de sermos nós a te resgatar para a capital do móvel, onde mesa central és tu, deixando que cada um dos outros que compõem a nossa ‘sala’ se tornem mais graciosos e mais memoráveis quando estão a teu lado.

Vítor Oliveira parece caminhar para mais uma subida
Fonte: FC Paços de Ferreira

Em todo o Portugal deveriam fazer-te uma vénia sempre que entras num qualquer estádio do nosso futebol, perante tantos clubes que fizeste subir para o patamar mais elevado do nosso futebol.

Por vezes pergunto, cá para os meus botões, que raio de dom é que te deram? Como pode ser possível existir alguém que no mundo do futebol torne algo tão difícil em algo simplesmente ‘banal’? Há alguém que não afine pelo mesmo diapasão de que subir da Segunda Liga é algo tremendamente difícil dado o equilíbrio da mesma? Acho que ninguém!

E depois vens tu: uma década de subidas, como se nada fosse, passando muitas vezes despercebido este enorme feito. Que injustiça! Onde raio andam os dirigentes do nosso Futebol para não te darem os louros que o teu feito merece? Devem andar entretidos a estudar o próximo comunicado sobre arbitragem, ou talvez um desmentido qualquer.

Por agora termino. Estas linhas foram somente para te agradecer o fantástico treinador e a fantástica pessoa que és. Para te dizer que estamos muito contentes com o teu trabalho. Que, mesmo que possa não parecer, estamos cientes de que nada ainda está ganho. Que só com muito trabalho, dedicação e concentração se poderá, daqui por uns meses, fazer com os nossos maravilhosos adeptos a festa da subida.

Está longe, mas a cada semana que passa sinto que está mais próxima.

Obrigado Vítor

Um abraço do tamanho da alma pacense

 

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Não deixem acabar o Unidos!

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Hoje deparei-me com uma notícia que me deixou muito triste e que infelizmente é algo recorrente nestes últimos anos: o real risco de extinção do Futebol Clube Unidos Pinheirense (que viu nascer, entre outros, o melhor jogador do mundo – Ricardinho) por dificuldades de tesouraria, algo que seria uma perda enorme para o desporto português. Obviamente que esta não é a única razão pela qual os gondomarenses são um clube querido e desejado no escalão máximo.

Descer só mesmo por motivos desportivos e nunca por dificuldades financeiras. Não é bom para o concelho de Gondomar, tal como também não o é para o futsal nacional nem para o desporto português. Isto porque a competitividade de um campeonato pode ser medida pela qualidade dos emblemas menos fortes (nem vou falar da questão da profissionalização das equipas, algo não aplicável neste caso).

As principais razões para este aparente colapso financeiro prendem-se com a falta de apoios, a falta de vontade dos investidores em colocarem mais dinheiro ao serviço do clube e a falta de algumas pessoas importantes do concelho de Gondomar, que tinham feito um acordo verbal com a direção do clube, conforme as palavras do presidente do Pinheirense Marco Vigário. Estes problemas interferem com a vida diária do clube, pelo menos naquilo que diz respeito a rescisões de jogadores e aos custos de organização dos jogos em casa.

O pivot brasileiro Kelson foi um dos quatro jogadores a rescindir contrato, assim como Falcone, Ricardinho e Patrick
Fonte: Unidos Pinheirense

A maioria dos jogadores brasileiros (quatro em cinco) já rescindiu com o clube, apenas restando Bruninho como representante do país irmão. Também os jogos caseiros do emblema gondomarense foram provisoriamente adiados devido aos custos com policiamento e a taxa de jogo, num total de 850 euros. Assim, o jogo deste fim de semana com o SC Braga/AAUM foi adiado, disputando-se o jogo em Braga para já, numa atitude muito bonita do emblema bracarense e que só fica bem aos guerreiros do Minho.

É uma situação que já presenciámos em anos anteriores, com a situação da Académica de Coimbra em 2013/14 ou o GD Fabril do Barreiro na temporada anterior. Desta vez, esperemos mesmo que o caso do conjunto pinheirense seja diferente ou, pelo menos, tal como o seu presidente refere seugndo uma entrevista do próprio ao jornal OJOGO, que se tente “jogar com os juniores para tentar chegar ao fim da época”.

Uma situação dramática, triste e que poderá causar a extinção de mais um clube histórico do futsal nacional. Esperemos que isto não venha a acontecer pois o emblema gondomarense “ainda respira, através de uma palhinha, mas ainda respiramos”, de acordo com um comunicado do clube divulgado na página oficial de facebook do clube. E como o ditado diz: “enquanto há vida há esperança”…

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Unidos Pinheirense

Saints os novos favoritos – NFL Semana #9

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Ao nono jogo, os Rams perderam a sua invencibilidade em New Orleans. Já tínhamos vindo a identificar os Saints como a grande ameaça na NFC e ficou comprovado que, jogando em casa, poucas são as equipas que conseguem manter a intensidade imposta pelo ataque dos Saints. Os Saints são, no entanto, uma equipa que vai depender muito do sítio onde jogarem nos playoffs e, como tal, tão depressa podem chegar ao Superbowl, como serem eliminados num jogo de wildcard. Destaque ainda para o jogo entre Packers e Patriots e o duelo entre os seus Quarterbacks. Toda a semana, a narrativa foi para estarem frente a frente dois dos melhores quarterbacks da história e verdade seja dita – não desapontaram. A grande diferença esteve ao nível do plano de jogo e dos turnovers. Subitamente, a questão virou-se para se Aaron Rodgers com Bill Bellichick teria mais do que uma vitória no superbowl.

Armada portuguesa derrotada mas não abalada

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O Wolves continua em grande. Após uma campanha fenomenal que o trouxe à elite do futebol inglês, o elevado pormenor técnico que apresenta; uma fluídez q.b.; e uma defesa que dá garantias, contam como fatores muito importantes nas aspirações do emblema. Apesar do histórico mais recente, em que contabiliza três derrotas consecutivas, tal não me impede de apreciar todo o potencial desta equipa recém promovida à Premier. A última, frente ao Tottenham, foi esquisita: afinal, sofreram dois golos numa primeira parte em que ameaçaram muito mais do que o adversário, e inclusive estiveram a perder por uma diferença de três golos! Para quem viu o jogo, foi completamente contra a maré, e também provou que individualidades como Lamela ou Kane são mortíferas…

É claramente inevitável falar de Portugal quando o tema é o Wolverhampton. Comando técnico, jogadores naturais de Portugal, jogadores com passagem pelo país mais a oeste da Europa, fazem parte do conjunto recordista no último Championship. Bons investimentos, particularmente, no mercado português deram azo a essa conquista: Nuno, Rúben Neves, Ivan Cavaleiro, Hélder Costa, Rúben Vinagre, Diogo Jota foram peças fundamentais nesse trajeto.

Correu tão bem que os reforços para dar azo a uma campanha consolidada no patamar máximo do futebol britânico, foram novamente resgatados pela mesma via: afinal, Patrício, João Moutinho, com vasta experiência internacional; Raúl Jiménez, Boly, estes últimos com uma fome tremenda de afirmação, contribuíram imenso para uma maior estabilidade da equipa em contexto de maior competitividade.

De modo a analisar mais ao detalhe a prestação de cada um dos jogadores enunciados, realço, por ordem hierárquica de boas exibições: Neves, Patrício, Moutinho, Boly, Hélder Costa, Jiménez, Ivan Cavaleiro, Diogo Jota. Os três primeiros, imperiais. Muita experiência aliada com uma categoria invejável, complementam fundamentalmente a também “mocidade” facilmente encontrada no plantel.

Diogo Jota tem sentido bem a diferença de escalões
Fonte: Wolves FC

Hélder, Patrício, Neves, Moutinho, são os portugueses mais em forma. Por oposição, vimos Diogo Jota desaparecer aos poucos, devido à sua quebra de rendimento. Acredito no seu potencial, mas na via inversa, assistimos ao regresso de Ivan Cavaleiro em grande estilo, já que marcou logo quando entrou após lesão, num jogo bastante difícil. Rúben Vinagre conta com menos espaço que no ano passado, mas é compreensível, dada a sua idade.

Mas tenho de realçar Rúben Neves e Rui Patrício como os melhores até agora: o primeiro, continua a surpreender. Passes magníficos de longa distância, tendo como fiel aliada a sua visão de jogo. É raro vê-lo perder o timing, cada lance seu é pertinente para o jogo. Joga com muita objetividade, algo que aprecio bastante. Os golos que vai fazendo são prova disso mesmo!

Mais atrás, Patrício tem sido uma grande referência defensiva: embora seja um pouco suspeito, visto ser um grande fã do nosso guarda-redes, com defesas incríveis, daquelas mesmo que desvia só com a pontinha do dedo e tal é suficiente para salvar; ou as manchas que tapam a baliza ao oponente por completo… Foi realmente uma excelente aquisição, para uma posição que requer brilhantismo, em Inglaterra.

Pelo potencial reconhecido, e por ter sido o melhor marcados da equipa na época transata, não será estranho voltar a ver Diogo Jota em grande. Hélder e Ivan também são bons de bola, mas isso não chega. E nenhuma liga é melhor que a inglesa para colocar qualquer profissional de futebol à prova!

Foto de capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

O Passado Também Chuta: 2001 – Odisseia no Bessa

O filme de Stanley Kubrick 2001: Odisseia no Espaço data de 1968 e ainda hoje é um marco na história do cinema, principalmente para os amantes de ficção científica. 33 anos separam a Odisseia de David Bowman e Frank Poole da Odisseia de Jaime Pacheco e dos seus pupilos: contra todas as expetativas, o Boavista FC quebrou a ‘ditadura’ dos três grandes e sagrou-se campeão nacional na época 2000/2001. 55 anos depois, Portugal voltava a coroar um campeão que não era o SL Benfica, o FC Porto ou o Sporting CP. Tal facto é bom demais, tão bom que até poderia ser ficção científica. Mas não. Foi real e ainda perdura na memória de todos. Tal como o filme de Stanley Kubrik.

O início da Odisseia

A corrida ao título de 2000/2001 começa com um Sporting na pole position, ou não fosse o campeão em título, tendo acabado com um jejum de 18 longos anos na época anterior. A juntar a isto, a chegada de João Vieira Pinto diretamente do outro lado da Segunda Circular fazia sonhar os adeptos leoninos. Benfica e Porto partiam mais atrás nesta corrida, tendo ambos perdido no defeso a sua principal referência (no Porto, Mário Jardel fez as malas e rumou à Turquia).

O Boavista, longe de sentir a pressão de um dos três grandes, começa o campeonato de forma tranquila, com duas goleadas que deixam água na boca aos adeptos axadrezados. Segue-se um empate algo inesperado com o Estrela da Amadora, ao qual se seguiu a primeira derrota da época, frente ao Sporting de Braga, para o campeonato. Daí para a frente, os comandados de Jaime Pacheco embarcam numa série de 16 jogos sem conhecer o sabor da derrota, começando com uma vitória na quinta jornada sobre o Benfica de José Mourinho (23 de Setembro), e só terminando no dia 17 de fevereiro, com uma derrota em Braga por 1-0.

Quase cinco meses sem perder para o campeonato permitiram ao Boavista ascender ao primeiro lugar da tabela, ultrapassando o Porto, após uma vitória sobre os dragões no último jogo da primeira volta. Na jornada seguinte, os azuis e brancos perdem na Luz com o Benfica e o Boavista aproveitou para se distanciar ainda mais no primeiro lugar.

Ano após ano, 18 de maio de 2001 é lembrado como ‘o dia’ do Boavista
Fonte: Boavista FC

A segunda volta da Odisseia

À semelhança do filme de Stanley Kubrik, em que o uso de diálogo foi mínimo, o Boavistão, mais do que de palavras ou argumentação forte, era visto como uma equipa de ação, muito trabalhadora, aguerrida e com um forte sentido de entreajuda. Mais do que palavras e previsões, jornada após jornada, a equipa de Jaime Pacheco ia mostrando dentro de campo os argumentos que lhe permitiam intrometer-se entre os três grandes na luta pelo título.

Até ao fim do campeonato, o Boavista faz uma segunda volta quase imaculável, apenas perdendo com Braga e Porto, este na última jornada, já com o título (bem) entregue. No sprint final, a Pantera empata na Luz, quando o Benfica ainda tentava o assalto à liderança, aproveita o empate entre Porto e Sporting na 25.ª jornada para ganhar distância e ainda dá a ‘estocada’ final nos leões com uma vitória incontestável na 29.ª jornada.

A 18 de maio de 2001, na penúltima jornada, o Boavista faz xeque-mate aos adversários e sagra-se campeão nacional, tornando-se na quinta equipa a fazê-lo em Portugal. Uma vitória por 3-0 sobre o Desportivo das Aves, no Bessa, selou a conquista do título, pela primeira vez na história do clube.

CUL 18/19 – AEISEG 2-0 AEFMH: Economistas a postos para o «Gordão»

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O jogo de cartaz da 5ª jornada da 1ª divisão dos Campeonatos Universitários de Lisboa foi entre as equipas do Instituto de Economia e Gestão frente à Faculdade de Motricidade Humana. O conjunto vermelho do campus de São Bento venceu por dois golos sem resposta.

O primeiro tempo foi praticamente dominado pela AEISEG, uma equipa que se apresenta taticamente de forma invulgar nesta competição: joga num esquema 3-5-2, ou seja, três centrais. Os alas deste conjunto, Bernardo Varela e André Alvega, mostraram uma preponderância ofensiva notável, especialmente pelo lado esquerdo, onde estava o nº20 da AEISEG a combinar muito bem com o colega mais avançado, Afonso Figueira. Este esteve envolvido no golo inaugural deste jogo, que chegou à passagem do quarto de hora do primeiro tempo. O ponta de lança da AEISEG foi derrubado pelo guarda-redes da AEFMH, André Santos (que fez várias defesas notáveis ao longo do jogo, a sua equipa podia ter consentido mais golos), dentro de área. Jorge Faria, o principal comandante das operações da ISEG, agitou as redes a partir de um remate da marca de grande penalidade (1-0).

A AEISEG manteve a posse da bola ao longo do jogo, especialmente no primeiro tempo, altura em que fez o outro golo. Bernardo Varela, em nova incursão pelo flanco esquerdo, envia a bola para a área adversária. No segundo poste, estava o outro extremo da equipa, André Alvega para rematar de primeira, sem hipóteses para o guardião (2-0).

André Alvega e Afonso Figueira foram alguns dos destaques da equipa da AEISEG nesta partida frente à AEFMH
Fonte: Inês Catarino/ADESL

A noite de jogo era fria, mas a AEFMH continuou a batalhar intensamente para marcar presença no jogo e não sofrer mais golos desde o momento que sofreu o segundo golo até ao fim do jogo. Pedro Pedrosa, o número 7 que jogava a extremo esquerdo, jogou os 90 minutos de jogos mas não parou de correr e contornar adversários ao longo do jogo. Foi um dos mais inconformados da equipa derrotada, mas a merecer destaque.

Com este resultado, a AEISEG chega à terceira vitória consecutiva neste campeonato, sendo apenas batido pelo campeão em título, AEISTécnico. Esta equipa de economistas e gestores ficam assim embalados para uma das grandes festas que proporciona no seu estabelecimento de ensino, o «Gordão», já no próximo dia 13 de novembro.

Onzes iniciais:

AEISEG: Leonardo Ferreira; Gonçalo Lopes, Guilherme Vieira e Miguel Reis; Miguel Romão, Jorge Faria, Vasco Caçoila, Bernardo Varela e André Alvega; Afonso Figueira e Gonçalo Romão.

AEFMH: André Santos; Gustavo Barão, Marco Mira, João Rasch, Luís Neto; Eduardo Chaves, André Estorninho, Ruben Gomes; Francisco Marques, Pedro Pedrosa e Francisco Bragadesto

Flash interview:

Jogo completo:

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

Artigo com a autoria de André Bucho e Francisco Correia

Arsenal FC 0-0 Sporting CP: Jogo de esforço leonino deu empate

Os adeptos leoninos marcaram presença em força no jogo de hoje disputado entre Arsenal FC e Sporting CP, a contar para a quarta jornada da fase de grupos da Liga Europa, no Emirates Stadium, tendo a partida terminado 0-0.

A primeira parte do Sporting CP foi marcada por muita paciência no processo defensivo, onde teve de funcionar sobretudo sem bola. Apesar do domínio do Arsenal, tal facto não correspondeu a lances de perigo. Apenas por uma vez o golo ameaçou a baliza de Renan, num cruzamento rasteiro que após um desvio quase ultrapassou a linha de baliza, com Coates a cortar para bem longe aquele que ameaçava ser o primeiro golo da partida.

Quanto à forma de jogar, notou-se uma preocupação em pressionar os médios construtores do Arsenal FC, Ramsey e Guendouzi, com Bruno Fernandes e Miguel Luís como principais responsáveis nesse processo. A equipa procurou fazer uma pressão na linha do meio campo, e de certa forma conseguiu anular as linhas de passe em zonas interiores, com o perigo da equipa da casa a surgir muitas vezes através de lances pelos corredores. Desta forma, registava-se o 0-0 ao intervalo.

Grande defesa de Renan a segurar o empate
Fonte: UEFA

Relativamente à segunda-parte, houve um Sporting CP mais recuado, com poucas oportunidades de ameaçar a baliza contrária. O Arsenal FC continuou o seu jogo de posse, tentando de alguma forma ferir a equipa leonina, com algumas bolas a rondar Renan, que fez uma boa defesa ao desvio de Mikhitarian após um cruzamento rasteiro. Destaque ainda para duas intervenções a cruzamentos e um remate de Aubameyang que embateu nas malhas laterais da baliza leonina.

Perto do fim, ao minuto 87, houve a expulsão de Mathieu, num lance que de certa forma acabou por beneficiar a equipa forasteira, uma vez que muito possivelmente, caso não a falta não fosse cometida, o avançado do Arsenal FC acabaria por finalizar, uma vez que ficaria isolado. A equipa da casa ainda tentou aproveitar os poucos minutos em superioridade numérica, mas sem consequência em termos de finalização.

Em conclusão, empate importante para a equipa hoje orientada por Tiago Fernandes, que teve a ousadia de apostar no jovem médio Miguel Luís. Apesar de o Sporting não ter conseguido criar grande perigo na baliza adversária, é preciso assinalar que jogavam contra uma forte equipa inglesa que lidera o grupo e é uma das candidatas a vencer a prova, sendo que o seu treinador, Unai Emery, é um perito nestas andanças. Empate com algum sabor para os homens de Alvalade.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan Ribeiro; Acuña, Mathieu, Coates, Bruno Gaspar; Bruno Fernandes, Miguel Luís (Petrovic 85’), Gudelj, Nani; Diaby (Jovane 83’), Montero(Bas Dost 69’)

Arsenal FC: Petr Chech; Jenkinson (Kolasinac 60’), Holding, Sokratis, Lichsteiner (Maitland-Niles74’); Smith-Rowe, Guendouzi, Ramsey, Iwobi, Mikhitaryan; Welbeck (Aubameyang 30’)