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Nem Jonas conseguiu salvar o Benfica!

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A noite era de Champions e, após três derrotas consecutivas, impunha-se uma nova atitude. Frente ao Ajax, a vitória era o ideal para manter as aspirações da passagem aos oitavos de final bem presentes. No entanto, nada disso foi conseguido e, apesar da divisão de pontos, a tarefa de apuramento encarnado tornou-se cada vez mais difícil, mas não impossível. A duas jornadas da conclusão da fase de grupos, Bayern e Ajax apenas dependem de si para se qualificar, enquanto que o SL Benfica tem uma hipótese mínima de o conseguir. No entanto, para isso acontecer, é necessária uma mudança urgente!

O resultado não fez jus à exibição! O SL Benfica apareceu mais ofensivo nos primeiros 25 minutos, chegou ao golo e devolveu uma réstia de esperança para o que viria a ser o resto da partida. Todavia, nada fez para segurar a vantagem e expôs-se demasiado ao ataque do Ajax, que empatou aos 61’, após ter feito de tudo para chegar à igualdade. No final, Gabriel teve uma excelente oportunidade de fazer o 2-1, mas Onana foi extraordinário e salvou os holandeses de somarem a primeira derrota na fase de grupos.

Todo o mérito da partida foi para o Ajax, que apresentou uma equipa mais sólida – já o tinha feito na primeira volta – e não tremeu perante os bons minutos iniciais dos encarnados. Contudo, alguns dos erros que a formação de Rui Vitória cometeu nos últimos jogos foram cruciais para este empate, que tornou o apuramento ainda mais complicado.

Rui Vitória continua a ser o alvo principal de todas as críticas
Fonte: SL Benfica

O jogo de ontem constituiu mais um capítulo da longa história que se vem intensificando nas últimas semanas. Rui Vitória continua a ser o grande vilão e os sinais da possível demissão são mais que evidentes, com assobios constantes e lenços brancos bem erguidos.

Ao falar destes últimos jogos, tem de se falar obrigatoriamente de Rui Vitória e da necessidade de fazer um grito de alerta para a situação infeliz pela qual o clube está a passar. As ideias conservadoras do treinador têm um forte impacto nos resultados negativos e, perante isso, é urgente uma nova postura por parte de todos os envolvidos. A culpa pode ser dos jogadores – pois são eles que entram em campo -, mas acima de tudo é do treinador, que esquematiza todo o sistema tático e posicional. Isto tem de mudar e, caso a mudança tenha de passar pela demissão de Rui Vitória, que assim seja!

Esta onda de maus resultados tem de terminar já e o SL Benfica que todos conhecemos tem de voltar à ribalta para poder estar à altura dos desafios que o esperam. Perante este cenário, mudança e atitude são as palavras de ordem na busca de uma solução para o problema maior que se vive no SL Benfica. Esta discussão não termina enquanto nada for feito e o passar dos jogos em nada beneficia o ambiente que se vive. É algo para ser discutido internamente e para se concretizar o mais rápido possível.

Para já, que venha o Bayern Munique para o quinto de seis jogos da fase de grupos.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Mariana Coelho

 

 

O Quarteto Fantástico

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O FC Porto está bem e recomenda-se. Não é que a equipa apresente uma segurança no seu futebol por aí além, mas os resultados vão aparecendo com naturalidade e os jogadores respiram e transpiram alegria e confiança. A juntar a tudo isto os problemas que os rivais da Segunda Circular vão vivendo ajudam à galvanização de um plantel muito bem colocado em todas as frentes de batalha. São 10 pontos na Liga dos Campeões (falta um para a passagem aos oitavos-de-final), primeiro lugar no campeonato a par do Sporting de Braga (as equipas defrontam-se no próximo sábado), bem colocado para seguir em frente na Taça da Liga e, naturalmente, ainda em prova na Taça de Portugal. Aos resultados positivos aliam-se um espírito de grupo e uma postura e atitude em campo mais consentâneas com o que se verificou no ano passado e a qualidade de jogo, pese embora algumas fragilidades na transição defensiva, vai escalando de jogo para jogo.

Começa a ser unânime junto da massa crítica portista, que essa melhoria exibicional está alicerçada na magia de Oliver e no virtuosismo de Corona. Os dois jogadores são agora aposta recorrente de Sérgio Conceição e os resultados estão à vista de todos. Modéstia à parte, há muito que venho suplicando neste espaço por uma mais sistemática utilização de ambos.

Mas o presente artigo não se destina apenas a abordar o enorme talento destes dois jogadores. Acredito, num exercício meramente opinativo, que a qualidade de jogo e até o sucesso ou insucesso do FC Porto na presente temporada estará sempre ligado e dependente do talento e dos desempenhos daquele a que eu decidi chamar, O Quarteto Fantástico. Falo de Oliver, Otávio, Corona e Brahimi. É dos pés destes quatro magos que podem sair os mais belos e bem executados golpes de asa capazes de catapultar o FC Porto de um conjunto de exibições razoáveis para um nível de jogo entusiasmante (mesmo que, por vezes, inseguro).

Comecemos, então, por Oliver Torres. Sem dúvida um jogador sem igual no plantel e no futebol português. O dínamo espanhol é o melhor no capítulo do passe e a gerir os ritmos de jogo. Joga e faz jogar. Em pés de veludo e sempre de cabeça levantada põe a equipa a trabalhar como se de uma sala de máquinas se tratasse. É uma enciclopédia de bom futebol e pelos seus pés passa todo o processo ofensivo da equipa. Exímio no controlo, na retenção e transmissão da bola. É, também, importante contrariar o argumento, tantas vezes utilizado para justificar a sua falta de utilização, que se prende com a suposta dificuldade do espanhol no momento defensivo.

Sérgio Conceição afirmou há dias que o jogador fez trabalho específico no sentido de melhorar esse capítulo do seu jogo, mas eu, como tenho vindo a proclamar, considero que essa nunca terá sido uma lacuna, mas sim mais uma das suas qualidades. Óliver é talentoso, mas operário, e compensa a falta de robustez física com uma inteligente ocupação dos espaços e com uma capacidade de desarme invulgar para um jogador tão tecnicista. Um prodígio.

Oliver e Corona têm finalmente sido aposta recorrente de Sérgio Conceição para o onze inicial do FC Porto
Fonte: FC Porto

De seguida falemos de Otávio. Tem sido uma arma letal vindo do banco, mas correspondeu de igual forma quando chamado ao onze inicial no começo da época. Tem protagonizado uma excelente temporada. O jovem jogador brasileiro de apenas 23 anos tem sido opção recorrente de Sérgio Conceição, tanto a surgir descaído sobre a direita como como dono da batuta a comandar a equipa em zonas interiores. Independentemente do local de partida, Otávio tem sido um vagabundo a jogar a toda a largura do terreno no apoio aos avançados. Sou um confesso admirador deste pequeno mago que o FC Porto contratou há duas temporadas ao Internacional de Porto Alegre e que esteve pela primeira vez às ordens de Sérgio Conceição num bem sucedido empréstimo ao Vitória de Guimarães na segunda metade da época 2015/2016, período no qual evoluiu de sobremaneira no capítulo da disciplina tática e no momento de reação à perda de bola e acredito, firmemente, que pode ser este o seu ano de afirmação definitiva em que possa dar o passo em frente que lhe falta para se tornar o jogador de elite que as suas qualidades fazem augurar.

Jogador do mais fino recorte técnico e dotado de uma qualidade de passe bem acima da média, Otávio não descura no momento defensivo, mostrando-se sempre intenso tanto no pressing como em contenção. Um pequeno grande jogador.

Passemos, agora, para aqueles que considero serem os mais desconcertantes e virtuosos jogadores do futebol português: Corona e Brahimi.

Primeiro, o mexicano. Um extremo à antiga, sabe jogar em zonas interiores, mas é no corredor que se sente mais confortável e onde explana melhor o seu futebol. Vai na quarta época em Portugal e ainda hoje tenho dificuldade em perceber qual o seu pé preferencial tal é a qualidade que apresenta a jogar com ambos. Tem pautado a sua passagem pelo FC Porto por uma grande irregularidade e inconsistência exibicional, mas há muito que venho dizendo que a solução para tal só poderá ser uma maior consistência na aposta. É um jogador com uma capacidade de drible ímpar, senhor de um cruzamento preciso, bom finalizador e um extremo muito fiável no capítulo defensivo, levando muitas vezes Sérgio Conceição a apostar nele na lateral defensiva. É, portanto, um extremo muito completo e, tendo apenas 25 anos, acredito que, comece Corona a apresentar níveis elevados de rendimento de forma contínua e dará o salto para um grande clube europeu.

Passemos agora ao génio magrebino. Yacine Brahimi joga preferencialmente pela esquerda e é, ao contrário de Corona, um jogador que dá primazia a movimentos interiores. Apesar de similares no talento individual diferem no que concerne ao estilo. Se o mexicano vai consistentemente à linha cruzar, Brahimi exige que a largura seja dada pelo lateral. O que mais impressiona no camisola 8 dos dragões é a habilidade, a velocidade em condução e drible e a agilidade com que muda de direção. Apesar de mais largos períodos de nível superlativo, também Brahimi tem pautado o seu desempenho no FC Porto por alguma inconsistência. Fez no último ano, sob o comando de Sérgio Conceição, a melhor temporada de Dragão ao peito e que culminou com o único título conquistado pelo argelino na sua carreira sénior. Tem evoluído muito no momento de perda de bola e esse mérito tem que ser assacado não só ao atual treinador do FC Porto mas também a Nuno Espírito Santo que fez um trabalho notável com o jogador quando esteve à frente dos destinos da equipa. Em final de contrato, esta deverá ser a sua última época de Dragão ao peito. Se assim for, foi um prazer Yacine!

Fica, então finalizada a análise aos quatro jogadores mais habilidosos do plantel e que mais entusiasmam a bancada.

Uma equipa vale, obviamente, pelo seu todo, mas não deixa de ser pertinente relevar que é quando o FC Porto é capaz de articular e conjugar um maior número de jogadores talentosos em campo que as melhores exibições e os melhores resultados aparecem. Resta esperar que a aura positiva continue, ressalvar o excelente rendimento que jogadores de outras posições têm evidenciado (Éder Militão e Felipe têm estado muito bem) e reforçar a confiança em Sérgio Conceição que tem feito um notável trabalho no comando de uma equipa extremamente talentosa e competente.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Leões regressam ao basquetebol

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Desde 1994/1995 que uma equipa sénior masculina do Sporting em basquetebol não entrava em campo, a espera pela repetição deste momento já não vai demorar muito pois a época 2019/2020 vai ficar marcada por este regresso.

Em 95 os sócios do Sporting preferiram o Andebol ao Basquetebol e com isto a modalidade deixou de existir no clube até 2012/2013 quando voltou com uma equipa sénior feminina (que entretanto já terminou) e escalões de formação. Desde então a pergunta que mais se ouve é quando é que regressa a equipa masculina, esperemos então que todo este interesse se revele em presenças nos pavilhões.

Apesar da ausência do Sporting durante 24 anos os leões continuam a ser a terceira equipa mais vezes campeã nacional (oito) sendo o último título já da longínqua época de 1981/1982. Na altura com uma equipa de luxo os leões contavam com o que é considerado o melhor jogador português de sempre, Carlos Lisboa.

A última equipa campeã nacional do Sporting
Fonte: Wiki Sporting

Neste regresso, ainda não se sabe muito de como será o Sporting. A aprovação foi feita ontem, numa reunião em Fátima, onde todos os clubes da Liga aprovaram o regresso do Sporting ao primeiro escalão, ainda que o SL Benfica tenha dito que o regresso deveria ser feito por baixo.

Concordo com a posição do Benfica. Como amante do desporto, e especialmente do Basquetebol, modalidade que joguei e fui treinador, consigo perceber todos os benefícios que vai trazer à modalidade em Portugal. Agora, no sentido desportivo é péssimo porque há de entrar o Sporting na próxima temporada e uma equipa da Proliga não o conseguir fazer?

O campeonato vai ser alargado a 14 equipas – mais duas que este ano – sendo que uma é o Sporting e ainda não ficou definido se a outra equipa será fruto de apenas descer uma equipa este ano, ou se vai subir mais uma equipa do escalão secundário.

A próxima época vai trazer então o regresso do Sporting, o que se se mantiver tudo como este ano teremos os três grandes e a Oliveirense a discutir o título, tal como no Hóquei em Patins. Veremos que equipa consegue o Sporting construir, visto os melhores portugueses já estarem todos nos grandes clubes.

Nota: Na foto de capa a última equipa leonina.

Foto de Capa: Wiki Sporting

Força da Tática: O castelo encarnado não resistiu ao feiticeiro Marroquino

Depois da derrota em Amesterdão, o SL Benfica procurava responder da mesma moeda, em Lisboa, para garantir três importantes pontos na luta pelo apuramento.

Esperava-se, como no jogo anterior, um confronto equilibrado e foi a isso mesmo que assistimos. Um equilíbrio que conduziu à divisão de pontos, que os encarnados não desejavam, mas que acabaram por merecer, por alguma falta de audácia nos momentos chave.

Rui Vitória montou um 4-1-4-1 muito organizado e disciplinado defensivamente, não concedendo grandes espaços entre linhas, abdicando da capacidade ofensiva que necessitava para vencer o jogo.

Erik ten Hag, apresentou o mesmo onze que fez alinhar em Munique, com alguns ajustes interessantes, contudo sem o mesmo efeito pela disciplina e anulação dos espaços entre linhas do Benfica.

SL Benfica | Castelo encarnado a lutar pelo seu comandante

Todos sabemos que as vozes de contestação, em volta de Rui Vitória, têm subido de tom nas últimas semanas, assim o treinador português entrava para este jogo em uma situação que não era propriamente a ideal, na sua relação com os adeptos.

Os primeiros momentos do jogo viram um Benfica particularmente agressivo, quando não tinha a posse da bola, pressionando em 4-1-4-1, com Fejsa e Jonas entre as duas linhas de quatro.

A dupla Grimaldo-Cervi foi particularmente importante nestes momentos de pressão da construção holandesa. Quando o argentino se juntava a Jonas (com uma trajetória que obrigava o central a jogar dentro), na pressão aos centrais, o espanhol ocupava o espaço que Cervi tinha deixado e encostava-se em Mazraoui, acompanhado o marroquino, no limite, até zonas interiores (que já vou falar mais à frente).

Fonte: V8 Live

Também Gabriel e Gedson não tiveram problemas em ocupar posições agressivas, bem dentro do meio campo holandês, o que explica a opção de Rui Vitória por colocar Pizzi no banco dos suplentes, já tanto Gabriel como Gedson, apresentam a disponibilidade para fazer “piscinas”, ao contrário de Pizzi.

Esta abordagem foi particularmente eficaz, na medida em que obrigava De Jong a baixar em demasia e afastava a primeira linha de construção do Ajax (De Ligt – Blind – Jong) do resto da equipa, particularmente de Tadic.

Fonte: V8 Live

Assim, em vez de jogadores como Tadic/Beek/Ziyech tocarem na bola, era cada vez mais Onana a fazê-lo. E o Benfica acabou por chegar ao golo, com mérito, pela forma estruturada e organizada como pressionou o AFC Ajax.

AFC Ajax | A falta de harmonia, pelos demasiados jogadores alocados à construção

Como falei no ponto anterior, a abordagem do Benfica foi muito eficaz, na medida em que obrigava De Jong a baixar em demasia e afastava a primeira linha de construção do Ajax (De Ligt – Blind – Jong) do resto da equipa e em concreto de Tadic.

Como vimos em Munique, Tadic na posição de ponta de lança procura através da sua mobilidade e flutuações, criar superioridade juntos dos médios adversários e receber bolas nos espaços entre linhas, no corredor central. Frente ao Benfica, pela boa organização encarnada, não o conseguiu fazer.

O comportamento dos laterais, que garantem a largura, permite aos dois homens médios ofensivos (ontem Ziyech e Neres) flutuar para posições interiores, espaços onde são tremendamente efetivos, já que as suas ações (pela proximidade à baliza adversária) deixam a equipa sempre mais perto do golo. Ontem, os níveis de agressividade do Benfica quando o Ajax pretendia ter bola no corredor central levaram a melhor e os holandeses tiveram muitas dificuldades.

Fonte: V8 Live

Quando o Benfica abriu o marcador, encurtou ainda mais as linhas, baixou ligeiramente e o Ajax teve muitas dificuldades em posse de bola, pela quantidade excessiva de jogadores que alocava à fase de construção, pela inferioridade que tinha no meio campo e por ter demasiados jogadores no corredor central.

Fonte: V8 Live

Momento Chave | O Feiticeiro Marroquino

As lesões de Jonas e Salvio prejudicaram a capacidade ofensiva do Benfica, algo que foi bem evidente depois do Ajax ter chegado ao golo do empate.

Esse empate surgiu depois de um momento de brilhantismo de Ziyech, que baixou até zonas bem recuadas para colocar, com um passe excecional, Tadic na cara do golo. Vemos como a equipa cria o espaço onde o marroquino vai receber a bola no timing perfeito. Jardel ainda dá ideia de acompanhar o movimento, mas fica relutante em abondar a sua zona, deixando assim Cervi em uma posição de inferioridade numérica.

Fonte: V8

Depois do golo holandês, e até ao final do jogo, o Benfica teve apenas 40% de posse de bola. E apenas conseguiu incomodar Onana, na procura do golo que precisava, no período de descontos, com mais coração que outra coisa.

 

 

Foto de Capa: AFC Ajax

 

Luka e o triunfo europeu

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Na Europa já era rei, nos Estados Unidos mantinha a dúvida. Com apenas dez jogos cumpridos, poucos são aqueles que podem dizer que mantêm as dúvidas em relação a Luka Doncic. O esloveno vai brilhando na NBA e provando que há bom basquetebol deste lado do Atlântico.

Não era necessário ser um expert do basquetebol para olhar para Doncic no Real Madrid e perceber que o miúdo é bom. Afinal, não é qualquer um que se torna o mais jovem MVP da EuroLeague e MVP da Final 4 da mesma competição. Porém, nos Estados Unidos, o alerta mantinha-se, talvez ainda devido ao trauma resultante do fiasco Andrea Bargnani. Foi muito por aí que Luka acabou escolhido no terceiro lugar do draft (e, mesmo para isso acontecer, foi preciso os Mavericks trocarem com os Hawks).

Mesmo os mais otimistas não imaginariam tão fácil adaptação de Doncic à NBA. O base, transformado em Power Forward (já lá vamos), segue com quase 20 pontos por jogo e mais de 6 ressaltos e 4 assistências por jogo, lançando quase a 50% de campo e 40% de três pontos. O ex-Real Madrid lidera a corrida ao título de rookie do ano, que, apesar do bom início de DeAndre Ayton e Trae Young, não é sequer renhida.

Doncic com o seu treinador, Rick Carlisle
Fonte: Dallas Mavericks

Se os números de Doncic impressionam, experimentem vê-lo jogar. Eu, assumido adepto dos Miami Heat e, portanto, alguém que não gosta dos Mavs, já me vi “obrigado” a assistir a vários jogos da turma de Dallas esta temporada. Doncic não é rápido – longe disso -, ainda mais para os padrões da NBA. Contudo, joga à sua velocidade e faz todos os outros jogadores em campo jogarem à sua velocidade também. Isso, por si só, atesta a sua maturidade e qualidade acima da média. Rick Carlisle rodeou o novo poste da equipa, DeAndre Jordan, de jogadores que sabem ter a bola na mão no cinco inicial. Apesar de ter feito a sua carreira europeia como base, Luka é utilizado na posição 4, usufruindo de liberdade total para explorar os seus pontos fortes, que se baseiam muito na extraordinária capacidade que tem para ler as várias situações do bloqueio direto.

A rápida adaptação de Doncic é, acima de tudo, a vitória do basquetebol europeu sobre o cetiscismo sentido nos EUA, um país que vive ainda assustado com acontecimentos passados e se recusa a aceitar a evolução dos europeus no basquetebol.

Revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Dallas Mavericks

131 anos de Brio(sa)

De facto, Coimbra tem um toque especial. Desde o tempo dos Lusitano-Romanos, até aos tempos de D. Dinis, da primeira universidade em Portugal, ou até mesmo no que toca à famosa Briosa.

Atenção, que não estou a falar de um clube qualquer. Estou a falar apenas, vejam bem, do clube mais antigo de Portugal e da Península Ibérica. Claro está: no ativo. É fantástico ver que um clube com 131 anos de histórias para contar continua a fazer palpitar o coração de muitos estudantes. Decerto que não estará na melhor etapa da sua história, mas com certeza que também irá reerguer-se. Pelo menos, assim espero.

Já conta com duas Taças de Portugal e dois campeonatos da segunda divisão, mas, infelizmente, neste momento não se situa numa posição muito confortável no segundo escalão: está em penúltimo lugar da tabela classificativa. No entanto, acho que é injusto resumir estas conquistas de uma forma tão simples.

Desde a sua formação, a Briosa contou com 63 participações na Primeira Divisão e com 18 na Segunda
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

É, sem dúvida, de realçar o facto de a Académica ter sido a primeira equipa a ganhar a famosa Prova Rainha em Portugal, no ano de 1939. Setenta e três anos depois, o troféu veio de novo para Coimbra, quando a equipa de Pedro Emanuel derrotou o Sporting com um golo solitário. Em 2012/2013, continuou a fazer história, tendo-se qualificado pela primeira vez para a fase de grupos da Liga Europa.

Coimbra já viveu dias mais felizes em relação ao futebol, isso é certo. Mas desengane-se quem acha que, por isso, os estudantes desenredam pé do Estádio Cidade de Coimbra. No passado dia 3 de Novembro, a Académica fez anos e os seus adeptos não deixaram isso em branco no jogo seguinte à data comemorativa. Os festejos de mais um ano da “Velha Senhora” foram celebrados ao minuto 31 com tarjas e canções. Uma delas, como não podia deixar de ser, foi a dos parabéns.

São 131 anos de bola a rolar para os lados de Coimbra. São 131 anos em que guarda-redes voam para defender a baliza da Briosa. São 131 anos cheios de empenho e superação, quer de jogadores, quer de adeptos. São 131 anos de paixão a esta Velha Senhora. E com certeza muitos mais virão.

 

Foto de Capa: Associação Académica de Coimbra – OAF

 

Vitor Pereira, de flop para campeão na China

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Há um ditado popular português que diz: “o que é nacional é bom” é pelo ditado que começamos hoje. Numa altura em que temos vários treinadores portugueses a treinar no estrangeiro e muitos deles com grande sucesso, eis que tivemos mais uma prova de que realmente o português nunca desilude.

Vítor Pereira, técnico de 48 anos, sagrou-se ontem campeão na China. O Shanghai SIPG conquista pela primeira vez o título de campeão chinês, e logo com um técnico português no comando. Juntamente com Hulk e companhia (chinesa), o português fez história na Superliga Chinesa ao quebrar a hegemonia do Guangzhou Evergrande.

Mas recuemos até 2008, ano em que Vítor Pereira é contratado pelo CD Santa Clara para desempenhar, pela primeira vez, funções como treinador principal de uma equipa sénior.

Época 2008/09 CD Santa Clara termina em terceiro lugar da Liga de Honra (na altura 2ª divisão nacional) e o técnico fica apenas a dois pontos de subir ao principal escalão do futebol português.

Época 2009/10 O treinador, natural de Espinho, leva o clube açoriano aos oitavos de final da Taça de Portugal e termina no quarto lugar da Liga de Honra. Mais uma vez fica muito perto de colocar o CD Santa Clara na Primeira Liga.

Época 2010/11 Vítor Pereira assume as tarefas de treinador adjunto de André Villas-Boas no FC Porto. Nessa temporada vence novamente o Campeonato Nacional, juntamente com a Supertaça e Taça de Portugal. O FC Porto conquista ainda a Liga Europa.

21/06/2011 O técnico português assina contrato de duas temporadas como treinador principal do FC Porto, depois da transferência de Villas-Boas para o Chelsea FC.

07/08/2012 Conquista o primeiro título oficial da carreira, ao vencer a Supertaça Cândido de Oliveira.

29/04/2012 Vítor Pereira sagra-se pela primeira vez campeão nacional como treinador principal no FC Porto.

11/08/2012 O técnico vence a segunda Supertaça de Portugal, novamente no comando dos azuis e brancos.

19/05/2012 O FC Porto conquista o tricampeonato e Vítor Pereira o segundo título nacional consecutivo.

Estes foram sem dúvida os melhores anos da carreira de Vítor Pereira enquanto treinador de futebol profissional. O pior veio depois…

Depois de ser bicampeão no FC Porto, Vítor Pereira decide partir numa aventura pelo estrangeiro
Fonte: FC Porto

08/06/2013 – Vítor Pereira é anunciado como o novo técnico do Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita.

05/05/2015 – O treinador português rescinde com o clube saudita, depois de ter perdido a final da taça e de não ter conquistado o campeonato nacional da Arábia Saudita.

07/01/2015 – Vítor Pereira substitui Míchel no comando técnico do Olympiacos, o atual campeão grego.

14/04/2015 –
O técnico conquista o campeonato grego e o Olympiacos sagra-se pentacampeão. O feito histórico para o clube e para o próprio Vítor Pereira.

11/06/2015 – Depois da curta passagem pela Grécia, Vítor é oficializado como novo treinador do Fenerbache, da Turquia.

15/08/2016 – O Fenerbache rescinde de forma unilateral o contrato com Vítor Pereira e afirma fazer queixa à FIFA, por falta de respeito e conduta do técnico português.

18/12/2016 – Vítor Pereira é contratado pelos alemães do TSV 1860 Munich, que disputa a segunda divisão alemã.

30/05/2017 – O TSV 1860 Munich perde o playoff de manutenção e desce para a terceira divisão alemã. Vítor Pereira não conseguia “vingar”, uma vez que o objetivo do clube era ascender ao principal escalão, a Bundesliga.

12/12/2017 – Vítor Pereira sucede a Villas-Boas no comando técnico dos chineses do Shanghai SIPG.

07/11/2018 – Vítor Pereira, sagra-se campeão nacional na China. O técnico português juntamente com Hulk (já tinha sido seu jogador no FC Porto) e o restante plantel quebrou a grande hegemonia do rival Guangzhou, que venceu o título chinês nos últimos sete anos consecutivos. O Shanghai fez história no futebol chinês, porque não só se sagrou pela primeira vez campeão, como também deitou por terra o domínio dos rivais. E como foi dito no início, conquistaram-no logo com um português no banco.

Depois de altos e baixos, Vítor Pereira é um técnico bastante experiente, e com apenas 48 anos ainda pode vir a ter muito sucesso quer no estrangeiro, quer num possível regresso ao futebol português. Uma coisa é certa: o técnico natural de Espinho já se sagrou campeão em três países diferentes e o resto é conversa.

Foto de Capa: Shanghai SIPG

Artigo revisto por: Jorge Neves

A constante e desconcertante aposta em Salvio

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Toto Salvio é o extremo direito predileto do Benfica há já oito épocas. Fora o tempo em que esteva lesionado – que foi bastante -, Salvio é quem ocupa, preferencialmente, a ala direita, apesar de o Benfica já ter tido (e ainda ter) outras opções para o lugar. É um jogador que já deu muito ao Benfica. Antes da sua última lesão grave, Salvio não deixava margem de dúvida quanto a ser um dos melhores extremos dos últimos anos: apenas não era o mágico do plantel porque teve de disputar esse título com Aimar e Gaitán, por exemplo. Contudo, nos últimos anos, a sua forma e consistência têm decaído a pique. Já não é o mesmo Salvio que chegava à entrada da área na ala direita, partia dois, três, ou quatro adversários e marcava golo. Provavelmente as lesões mais graves tiveram grande influência nesta perda súbita de forma. Ficar parado por muito tempo não ajuda em nada e ter de fazer jogos “tocado” nunca é bom. No entanto, a vontade e a garra ainda parecem estar lá, só que as pernas não acompanham.

O contrato está em vias de acabar e, tendo em conta a perda de forma e a existência de mais opções no plantel, será correto renovar?

Para mim, sim. Salvio é benfiquista e quer dar mais ao clube. Mesmo não tendo a mesma qualidade que tinha, ainda tem lugar no plantel do Benfica. Até pode ser opção para defesa direito e ocupar toda a ala, tal como vimos na última partida frente ao Moreirense. A verdadeira questão está na sua titularidade.

Rui Vitória continua a dar grande destaque a Salvio no plantel. Nos últimos jogos só não foi titular precisamente frente ao Moreirense, jogo no qual entrou na segunda parte para ocupar o lugar de André Almeida (que estava a ter uma má exibição). Apesar de termos visto um Zivkovic e um Rafa em relativamente melhor forma, Salvio foi aposta em praticamente todos os jogos, mas a sua performance deixou muito a desejar. Foram múltiplas decisões erradas em momentos cruciais, muitos remates à baliza (quase todos sempre à figura) enquanto há algum companheiro em boa posição para marcar golo, muitas tentativas de fintar adversários que acabam numa perda de bola.

Salvio tem sido a aposta constante para a ala direita, mas as prestações não justificam a continuidade na titularidade
Fonte: SL Benfica

No início da época ainda houve algumas partidas em que Salvio teve muita influência nos jogos, marcou alguns golos e fez assistências, mas uma boa forma consistente não se verificou, cada vez tendo prestações menos boas.

Em suma, a própria qualidade futebolística do Benfica não tem sido a melhor, o que pode ter influência do treinador e, ao mesmo tempo, dos jogadores. Para mim, temos no plantel jogadores que podiam ter ajudado mais o Benfica em jogos que Salvio estava a titular e a ter uma má exibição. Temos extremos jovens com margem de progressão ainda por atingir e que até podem oferecer mais qualidade à atual ala direita (que tem estado tão mal como a esquerda), e mesmo assim Rui Vitória tem dado sempre a titularidade a Salvio, sendo que este continua a ter más exibições.

São 250 jogos e 60 golos marcados, mas as más exibições justificam uma aposta em jogadores, que, se calhar, não deram tanto ao Benfica como deu Salvio, mas que podiam estar a dar mais qualidade ao jogo do Benfica.

Revisto por: Mariana Coelho

Sporting rumo à final-four da UEFA Futsal Champions League

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O Sporting Clube de Portugal irá disputar a ronda de elite da UEFA Futsal Champions League perante a família sportinguista, no Pavilhão João Rocha. Para as partidas que se irão jogar na casa da modalidades leonina, a lotação estará muito próxima de estar esgotada.

O sorteio desta ronda de elite ditou que o Sporting iria integrar o grupo C, com os croatas do Novo Vrijeme, os russos do Sibiryak e o eterno rival Benfica. Por isso, está prometida uma terceira jornada desta fase frenética, que irá opor Sporting e Benfica, no Pavilhão João Rocha.

Os leões, liderados por Nuno Dias, apresentaram para esta temporada cinco reforços – Guitta (Guarda-redes, Ex-Corinthians), Erick Mendonça (Ala/Fixo, Ex-AD Fundão), Leo Jaraguá (Fxo, Ex-Kairat), Alex (Ala, Ex-Corinthias) e Rocha (Pivot, Ex-Magnus Futsal). Apesar de ter tido algumas saídas, o mister Nuno Dias tem um plantel forte e com várias soluções, mantendo a espinha dorsal da equipa que transita da época passada com nomes como João Matos, Cavinato, André Sousa, Deo, Pedro Cary, Alex Merlim, Pany Varela, entre tantos outros craques.

O Pavilhão João Rocha será o palco da Ronda de Elite da UEFA Futsal Champions League
Fonte: Sporting CP

A equipa verde e branca é a favorita a carimbar o passaporte para a final-four, tendo no eterno rival o mais forte adversário deste grupo C. Os leões têm de demonstrar este favoritismo durante as três partidas, no decorrer dos 40 minutos de futsal. O Sporting defrontará na primeira jornada o Sibiryak, na segunda o Novo Vrijeme e na derradeira partida, o Benfica.

Para estar na final-four o Sporting tem rubricar exibições próximas da perfeição, mantendo a sua matriz de jogo habitual: pressionar alto, trabalhar os cantos, foras e livres com eficácia, ser letal na finalização e consistente em termos defensivos.

O Sporting Clube de Portugal entra nesta ronda de elite com um só objetivo: estar na meia-final da UEFA Champions League. A conquista da glória europeia é um dos objetivos para esta temporada, além da conquista do tetracampeonato, da Taça da Liga, da Taça de Portugal e da Supertaça, na qual derrotou o Fabril. Os leões foram vice-campeões europeus nas últimas duas temporadas, por isso são uma das equipas favoritas à conquista da prova e esse é um sonho de todos os sportinguistas.

Na ronda de elite da UEFA Futsal Champions League, o Sporting irá lutar pela conquista da glória europeia, com esforço, dedicação e devoção. A equipa verde e branca contará com o “sexto jogador”, o apoio dos sportinguistas será fundamental. Todos juntos à conquista da UEFA Futsal Champions League!

Foto de Capa: Sporting CP

SL Benfica 1-1 AFC Ajax: Pode servir, mas não mata a fome

O Sport Lisboa e Benfica empatou hoje com o AFC Ajax por 1-1, em jogo a contar para a quarta jornada da Liga dos Campeões, complicando assim as contas da qualificação. Com duas derrotas e uma vitória em três jogos, o Benfica não podia perder, sob consequência de ser automaticamente eliminado, mas um empate também não facilitaria as contas. Para isso, Rui Vitória fez três alterações na equipa titular face à última partida, frente ao Moreirense: entraram Gabriel, Cervi e Salvio, e saíram Pizzi, Rafa e João Félix. Novidade também para o regresso de Filip Krovinovic, mas no banco.

Uma equipa mais tecnicista nas alas poderia dar outro poder ofensivo ao Benfica e foi precisamente isso que aconteceu logo ao início da partida. E que início! Os encarnados entraram com a corda toda e aos trinta segundos de jogo já Grimaldo testava os reflexos de Onana, com um remate de longe. Ao quinto minuto foi Cervi a fazer o mesmo, com um remate cruzado depois de boa combinação com Salvio: mais uma vez Onana a defender, desta vez com a perna.

Alguns minutos depois houve “cubo de gelo” na Luz. Jonas choca com Matthijs de Ligt e fica caído, em mau estado. Saiu de maca, mas entrou instantes depois. Contudo, fica a sensação de que de Ligt deveria ter sido sancionado, por ter saltado de cotovelo levantado. Com a assistência ao avançado brasileiro, a partida parou e o ritmo de jogo abrandou.

Ainda que sem um claro dominador nesta fase do encontro, eram notáveis as diferenças entre Benfica e Ajax: os holandeses pareciam muito mais entrosados, saído mais facilmente de zonas de pressão e trocando a bola com mais qualidade, ainda que sem remates. Já o Benfica aparecia mais vezes em zonas de perigo, mas tinha bastante dificuldade em ter bola, fruto da boa gestão de posse do Ajax e da sua pressão alta.

Ao minuto 28, e num período mais lento da partida, nasce o primeiro golo! Lançamento longo de linha lateral do lado direito do ataque, Salvio põe na área e Jonas fuzila, depois de erro imperdoável de Onana. Muito mal o guardião camaronês, a sair sem critério e a falhar na bola. Jonas, na sobra, a atirar para golo. 1-0, no primeiro tento encarnado em casa e para a Liga dos Campeões desde… setembro de 2017.

O golo teve o condão de abrir o jogo e voltar a ligá-lo. E até foi o Ajax a aparecer, ainda que Jonas tenha tido mais um cabeceamento fraco logo a seguir ao golo. Os holandeses voltaram a tomar conta do meio-campo e a sair com bola controlada. Com muita presença perto da área, foi de bola parada que aproveitaram para criar perigo. E que perigo!

Ao minuto 37, Ziyech ensaiou um primeiro livre, defendido com categoria para Vlachodimos. Sabia lá o guardião benfiquista que o remate seria só um aquecimento para o momento mais perigoso do jogo, durante o período de compensação: novo livre direto, “míssil” de Lasse Schone e Vlachodimos a voar para a defesa da noite. Que parada!

Mas não acabou ali: na recarga, Ruben Dias corta a bola com as costas sobre a linha, com esta a sobrar para cruzamento holandês, não finalizado por centímetros por de Jong, com a baliza escancarada. Intervalo e suspiro encarnado: vantagem justa pela boa exibição defensiva, mas com o Benfica a precisar de corrigir algumas coisas para ter mais bola.

Na segunda parte chegou o golo do Ajax, que pôs um ponto final no resultado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda-parte começou com contrariedades para a equipa de Rui Vitória: em sete minutos, o treinador do Benfica perdia Salvio e Jonas, por lesão. Entraram para os seus lugares Rafa e Seferovic, respetivamente, mas os encarnados ressentiram-se do revés. Ziyech avisou, com um cabeceamento, e Tadic, minutos depois, não perdoou: golo do Ajax!

Grande passe de Ziyech, a procurar Dusan Tadic na velocidade, e o sérvio a ultrapassar Rúben Dias e Vlachodimos e a encostar para o golo, já em queda. Empate ao minuto sessenta!

Apesar da imediata reação encarnada, com remate de Grimaldo no minuto seguinte, bem assistido por Gabriel, foi o Ajax que se superiorizou durante alguns minutos: sempre com pressão elevada e movimentos rápidos, a bola chegou várias vezes à área de Vlachodimos, mas sem real perigo.

Esse, só reapareceu no fim. Primeiro foi Seferovic, num remate cruzado aos 81′ minutos, para defesa de Onana e depois… depois quase caiu o Estádio da Luz. Último lance do jogo. Canto. Bola pinga na área e cai aos pés de Gabriel. O médio do Benfica atira e todos gritam golo, mas… Onana aparece no caminho da bola e defende, para desespero dos adeptos.

A partida terminava ali e, quem sabe, talvez também as esperanças dos encarnados em seguir em frente na Liga dos Campeões. A quatro pontos do Ajax, é preciso que os holandeses percam com Bayern e, pelo menos, empatem com AEK, mas com atenção à diferença de golos. Vida difícil para o Benfica e Rui Vitória, que saíram para os balneários com um mar de lenços brancos.

Onzes iniciais:

SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Ruben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Gabriel, Gedson Fernandes (Pizzi, 75′), Salvio (Rafa Silva, 48′), Jonas (Seferovic, 55′), Cervi.

AFC Ajax: Onana, Mazraoui, de Ligt, Daley Blind, Tagliafico, Schone, Frankie de Jong (Wober, 86′), van de Beek, Tadic, Ziyech, Neres (Dolberg 74′).