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A invencibilidade de Shaunae Miller-Uibo

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Foi campeã olímpica no Rio em 2016 e conta já com importantes medalhas e troféus no seu palmarés. Nunca, no entanto, Shaunae Miller-Uibo havia tido um ano tão dominador em duas disciplinas em simultâneo, não tendo perdido uma única prova das que participou em todo o 2018! Na distância pela qual é mais conhecida (400 metros) fez a sua melhor marca de sempre e nos 200 metros bateu todos os grandes nomes, incluindo a campeã mundial em título e também a campeã olímpica. O que poderemos esperar da atleta das Bahamas para os desafios que se avizinham?

Uma campeã em formação

Foi a 15 de Abril de 1984 que Shaunae Miller nasceu em Nassau, nas Bahamas, um pequeno país composto por mais de 700 ilhas, com uma população inferior a 400.000 pessoas. Vinda de uma família com ligações ao desporto, desde muito cedo começou a dar nas vistas e já aos 6 anos participava em provas de Atletismo. Com apenas 16, surpreendeu o mundo e tornou-se campeã mundial sub-20 em Moncton na distância dos 400 metros e foi aí que muitos de nós percebemos o diamante que estava por lapidar sob a forma da atleta que ainda hoje confessa ter apenas um sonho: ser a melhor!

Com 16 anos, Miller já era campeã mundial júnior!
Fonte: IAAF

Um ano depois, sem surpresas, foi a Lille vencer os Mundiais no escalão abaixo (de juvenis, sub-18) na mesma distância. Recordar este início da carreira de Miller é, também, perceber que a sua evolução foi contínua e os seus grandes resultados não apareceram apenas na idade adulta. 

A fácil transição, o Ouro Olímpico e o desequilíbrio de Londres

Participou pela primeira vez em eventos globais seniores em 2012 nos Jogos de Londres com apenas 18 anos (lesionou-se e não terminou), mas foi nos Mundiais do ano seguinte, aos 19, que começou a provar que não seria um daqueles casos de difícil transição para atleta sénior. Nesse ano, em Moscovo, foi 4ª classificada, ficando à beira do pódio na prova de 200 – que nem era a sua especialidade – com uns impressionantes 70 metros finais. Olhando para os 3 nomes desse pódio (Shelly-Ann Fraser-Pryce, Murielle Ahouré e Blessing Okagbare) percebe-se o feito de Miller, numa final que tinha também nomes como Allyson Felix (que não terminou, lesionada) ou Jeneba Tarmoh (que foi 5ª). Um ano depois, a sua primeira medalha global apareceu e foi em pista coberta, com o Bronze nos 400 metros dos Mundiais de Sopot. Em 2015 baixou pela primeira vez dos 50 segundos nos 400 metros (em Lausanne com 49.92) e depois foi aos Mundiais de Pequim, conquistar a Prata em 49.67 segundos. Apesar da vitória de Allyson Felix em fantásticos 49.26, a marca de Miller não deixava dúvidas: ela seria a “next big thing” em pista.

Allyson Felix e Shaunae Miller após a final de Pequim
Fonte: IAAF

A manta protectora de um azul carregado de sonhos

Esta é a história recente de um clube que teima em querer fazer história. Esta é a história de um clube que há pouco mais de quatro meses recebia na última jornada da Primeira Liga o Estoril-Praia SAD, sabendo que uma derrota o atiraria de novo para a 2.ª Liga. Esta é a história desse mesmo clube que no dia 13 de Maio de 2018 garantiu, pelo terceiro ano consecutivo, a permanência histórica na Primeira Liga, ao empatar a zero com os estorilistas.

Volvidos quatro meses este clube prepara-se para ter na sua história um novo capítulo: e que capítulo! Um capítulo que se deseja pintado a ouro, com letras azuis, de um azul igual ao céu de Verão. O mesmo céu que tem descido ao Marcolino de Castro em cada dia que a sua equipa ali joga, reflectindo-se nas camisolas azuis de cada um dos seus 11 guerreiros.

Este é o novo capítulo de uma história que se deseja perdurar nas vozes das gentes da Feira mesmo depois da memória se esquecer.

Este capítulo começa numa baliza escondida por um guarda-redes que tem secado quase todas as tentativas (frustradas) de atingir as suas redes.

Um capítulo que na segunda página começa com um extremo agora tornado defesa direito. Com um defesa esquerdo que outrora também ele fora consagrado como homem de ataque. O mesmo homem que saiu há um ano pela porta das traseiras, e que regressa agora pela porta principal.

Uma história que nas páginas centrais prossegue com os cortes de dois defesas tão desconhecidos quanto decisivos na caminhada imperial de uma defesa que tão somente é a menos batida dos Campeonatos Profissionais de Portugal. Uma dupla de todo improvável, ou não fosse um deles à poucos meses um crónico suplente da equipa fogaceira.

A meio deste capítulo, na sua página seis, não cabem “homens de cabedal”. Nesta página viajamos para bem perto, onde habita um homem da casa de seu nome Cris. Formado na Feira, voltou há seis anos e faz do meio campo do Feirense o seu habitat natural.

Estará o CD Feirense a caminho de um feito histórico?
Fonte: CD Feirense

Ainda nas páginas centrais vamos, desta vez, mais além. Aterramos em Cabo Verde, guiados pelos pés de dois homens que são somente os capitães desta história de encantar. Com eles é-nos oferecida a objectividade, a clareza, e o realismo que a ambição também necessita. Nos pés de Babanco, ou mesmo de Marco Soares, está a consciência das necessidades imediatas da equipa a cada momento do jogo numa prova expressa de maturidade.

Esta é a história de uma equipa onde a criatividade rodeia aqueles que outrora foram renegados. Nas páginas onde a fantasia se confunde com o terreno, a bola aconchega-se nos pés de Crivellaro e Tiago Silva. Estes dois médios em uníssono cozinham as delícias que poucos acreditavam ser possíveis de sair dos seus pés.

FC Porto 1-0 CD Tondela: Dragões reencontram-se com a liderança

O FC Porto venceu o CD Tondela por 1-0, em jogo a contar para a sexta jornada da liga. Tiquinho Soares saiu do banco e precisou de 20 minutos para desbloquear um empate que parecia estar bem atado. Dragão disse presente, depois do empate das águias na noite de ontem, em Chaves.

Em dia de comemoração do 125.º aniversário, a possibilidade de regressar ao topo da tabela era a cereja no topo do bolo e a prenda que todos os portistas esperavam. No onze inicial, uma novidade: Danilo. Depois da entrada direta para a titularidade no regresso da longa paragem por lesão, o internacional português não fez parte das contas de Sérgio Conceição para a noite de festa do clube. Em sentido contrário esteve Soares, que foi a novidade no banco azul e branco, também após regresso de cerca de dois meses de lesão. Do lado do CD Tondela, tudo igual ao encontro do fim-de-semana passado, na vitória frente ao Moreirense FC.

Com uma motivação extra vinda das bancadas, com os adeptos em apoio ininterrupto à equipa, o FC Porto obrigou Cláudio Ramos a uma grande defesa à passagem dos dez minutos. Ícaro aliviou a bola para a entrada da área, onde surgiu Brahimi que, com um remate potente, testou a atenção do guarda-redes do CD Tondela. Cerca de cinco minutos depois foi a vez de Marega colocar Cláudio Ramos à prova, naquilo que parecia ser um golo feito. Na bancada o grito já estava pronto a sair quando o maliano apareceu isolado frente à baliza, após passe de Herrera, mas o remate voltou a encontrar a mão de Ramos para o desvio para canto.

Por cima no encontro e sem permitir que o adversário importunasse verdadeiramente Iker Casillas, o FC Porto ia lançando o ataque na procura pelo desequilíbrio de Marega e criando algumas oportunidades. Mas os verdadeiros lances de perigo estavam reservados para a reta final da primeira parte. Primeiro, à passagem do minuto 40, Marega atirou a rasar o poste, após passe de Brahimi. Dois minutos depois, foi Aboubakar quem falhou na cara do golo: Otávio isolou Marega e o maliano, já junto à linha final, picou sobre Cláudio Ramos servindo Aboubakar, que não conseguiu a emenda. Alex Telles também esteve perto de inaugurar o marcador na conversão de um pontapé livre frontal, aos 45’, que saiu ligeiramente ao lado e, ainda antes do apito para intervalo, foi a vez do poste negar o primeiro do encontro a Sérgio Oliveira, que de cabeça teve a pontaria demasiado afinada.

Ao intervalo, o marcador no Dragão assinalava a igualdade a zero
Fonte: Bola na Rede

Com mais domínio mas com dificuldade em ultrapassar a defesa da formação às ordens de Pepa, os azuis e brancos entraram no segundo tempo com dificuldades em encontrar o caminho para a baliza adversária. Ao minuto 54 a bola chegou à área, mas Marega atirou à figura de Cláudio Ramos. Recém-entrado na partida, Corona, ainda antes dos 60’, conseguiu abrir espaço na direita do ataque e cruzou para Aboubakar que, depois de saltar mais alto do que os centrais do CD Tondela, atirou também ao ferro, desta feita à trave.

A solução para desbloquear o impasse saiu do banco aos 63’, mas precisou de 20 minutos para furar a defensiva adversária. Já com o nervosismo a tomar conta de adeptos e jogadores, com a bola a não encontrar o caminho para o fundo das redes, Tiquinho Soares apareceu para abrir o laço da vitória, a prenda da noite. O lance foi de insistência azul e branca, com Cláudio Ramos a não segurar o primeiro remate de Brahimi e Soares a aparecer para atirar para o 1-0. Nas bancadas, com 40.011 vozes em uníssono, saudou-se o avançado brasileiro.

O FC Porto aproveitou assim o empate do SL Benfica ontem, na deslocação a Chaves, e voltou a ocupar a liderança da tabela, à condição, à espera do que vai fazer o Sporting de Braga. Para trás já estão águias e leões.

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi (Hernâni, 80’), Éder Militão, Felipe, Alex Telles, Herrera, Sérgio Oliveira (Corona, 59’), Otávio, Brahimi, Marega e Aboubakar (Tiquinho Soares, 63’)

Onze inicial CD Tondela: Cláudio Ramos, David Bruno, Ricardo Costa, Ícaro, Joãozinho, Bruno Monteiro, Hélder Tavares, Peña (Chicho, 86’), Murillo, Tomané e António Xavier (Delgado, 60’)

Trabalho ou individualidade?

O Rio Ave FC é um clube em crescendo no futebol português nesta década. Depois de duas décadas em que era um crónico candidato à manutenção, nos últimos anos tem-se afirmado como um clube da primeira metade da tabela que almeja os lugares de acesso às competições europeias.

Mais do que o estatuto, o clube vila-condense tem afirmado uma identidade, que se tem mostrado desde os tempos de Luís Castro, afirmando-se como um dos clubes que melhor trata a bola no nosso campeonato.

Talvez por isso, a escolha do presidente do Rio Ave em José Gomes foi deveras surpreendente. O currículo do antigo adjunto de Jesualdo Ferreira está longe de ser o mais apetecível e a verdade é que esta aposta torceu o nariz a muita gente.

O clube contou com alguns reforços interessantes neste último defeso, tais como o jovem central Borevkovic, Afonso Figueiredo, o médio João Schmidt, ou os avançados Bruno Moreira, Wanderson Galeno e Carlos Vinícius. Apesar disso, alguns maus resultados na pré-temporada e a eliminação da Liga Europa pelo modesto Jagiellonia mostrou que a aposta em José Gomes tinha tudo para ser um grande erro de casting.

Wanderson Galeno tem sido a principal figura dos vilacondenses
Fonte: Rio Ave FC

No entanto, a equipa vila-condense não se foi abaixo e tem tido um arranque de campeonato à imagem das últimas épocas, com três vitórias, um empate e uma derrota, ocupando actualmente a quarta posição. A questão que aqui se coloca é se este bom arranque se deve principalmente ao dedo do treinador, ou às individualidades.

Um pormenor que eu acho muito interessante nesta equipa, é que dos 16 golos que o Rio Ave já marcou nesta época em jogos oficiais, apenas um deles não foi marcado por um avançado, sendo que seria marcado na cobrança de uma grande penalidade por parte de João Schmidt.

Toda esta situação dá a entender que a equipa vila-condense tem sido literalmente carregada às costas pela qualidade individual dos seus avançados, principalmente pelos golos e capacidade de desequilíbrio de Galeno e Gelson Dala. Mas no final de contas, a época ainda está no seu começo e ainda é cedo para tirar ilações.

Seja como for, a seu tempo, a resposta à questão que aqui coloquei será dada. E a verdade, é que caso se confirme aquilo que eu penso, é provável que José Gomes não complete a época.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Baliza leonina – quando a solução está dentro de casa

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Por vezes, nas alturas de crise, procuramos a solução para os problemas no mundo exterior. Acontece que ela pode residir precisamente no nosso interior. Esta premissa tanto vale para a vida como para o futebol. E pode muito bem ser aplicada à situação da baliza leonina para esta temporada.

Com a saída de Rui Patrício, nas condições que todos sabemos, para o Wolverhampton, o Sporting CP procurou no mercado uma solução credível para substituir o internacional português. No âmbito dessa procura, “descobre” Emiliano Viviano, um italiano de 32 anos, com experiência na Calcio ao serviço de clubes como a Sampdoria , a Fiorentina e o Palermo. Se na pré-temporada o italiano registava boas exibições, quando as coisas começaram um pouco mais “a doer”, ficaram bastantes dúvidas acerca da sua efetiva qualidade do guardião recém-contratado (quem não se lembra do “frango” frente ao Olympique de Marselha em pleno anfiteatro verde e branco no jogo de apresentação aos sócios?). Além disso, as pobres condições físicas que o italiano apresentava começaram a criar a ideia nos dirigentes e adeptos de que talvez Viviano não tivesse sido a escolha mais acertada.

Foi acusado de excesso de peso, algo que o próprio confirmou, afirmando que cometeu alguns excessos nas férias. A lesão do italiano – uma cervicalgia ainda no período de aquecimento no primeiro jogo da época em Moreira de Cónegos – ditou a sentença final: a sua lesão era muito mais do que isso. Era, sobretudo, a confirmação inequívoca de que Viviano não possuía a tarimba necessária e exigida para defender as redes do Sporting Clube de Portugal.

Viviano esforçou-se por conseguir um lugar no onze. Mas não aguentou a pressão de representar um clube tão grande como os maiores da Europa
Fonte: Sporting CP

Fiquemo-nos ainda nesse jogo inaugural da época em Moreira de Cónegos. Foi Romain Salin, o francês que esteve na sombra de Patrício na última temporada, quem ficou responsável por guardar a baliza leonina. E que bem esteve Salin! Com várias defesas de elevado quilate e recorte técnico, mostrou a José Peseiro que estava em condições de assumir o lugar. Se Salin é melhor do que Patrício? Apenas o tempo o dirá. Mas o que é facto é que Peseiro gostou do que viu e os adeptos também. Daí para cá foi um dos obreiros do início de época positivo dos Leões (sim, a derrota em Braga não comprometeu o que quer que seja). Bastaria recordar as excelentes defesas contra o eterno rival no Estádio da Luz para confirmar a ideia de que a baliza do Sporting já tem dono. E ele estava mesmo ali, dentro de casa. O jornal Record destaca, na sua edição online de 24 de setembro, as qualidades de Salin. Escrevia o matutino: “Salin, o guardião do templo”, referindo mais adiante que “Chegou para ser opção a Rui Patrício e esta época esteve quase a sair. Agora é o titular na baliza”.

Resumindo e concluindo: com a afirmação bastante categórica de Salin na baliza dos leões, torna-se mais imperioso do que nunca a premissa de que a solução para um problema ou uma crise pode muito bem estar no interior da nossa casa. Afinal, o francês, que já estava desde a temporada passada no Sporting, confirmou isso mesmo. Esperemos que essa solução dure por muito tempo e que Salin nunca se esqueça que defender aquela baliza é honrar nomes sonantes do futebol mundial. Falo, assim de repente, de Patrício, mas também de Peter Schmeichel e do eterno e glorioso Vítor Damas.

Foto de Capa: Sporting CP

Olympique Lyonnais – Bom momento deu golos e vitória no Etihad

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Dentro do ‘verdadeiro’ campeonato francês, em que o Paris Saint-Germain só sabe o que é ganhar nas primeiras sete jornadas e não deve ficar por aí, o destaque está a ser o histórico Lyon. Depois de apenas três vitórias nos primeiros cinco jogos do campeonato, o OL reergueu e atravessa uma fase positiva e que pode marcar a luta pelo segundo lugar da liga francesa, anteriormente ocupado pelo Mónaco – do treinador português Leonardo Jardim – que ainda não encontrou o rumo certo e está no fundo da tabela. Esta época tem de dar troféus para o Lyon, algo que já não ergue há cinco anos desde 2012, altura em que conquistou a  Taça e a Supertaça.

O bom momento do Lyon começou no início da Liga dos Campeões, onde os gauleses venceram o Manchester City na visita surpreendente a Inglaterra por 2-1. A equipa de Guardiola tremeu muito em vários momentos do jogo e o OL jogou sem pressão perante o campeão inglês. Agora, é líder de um dos grupos mais equilibrados da liga milionária. Na mesma semana, num espaço de três dias, ‘Les Gones’ venceram em casa o Marselha por uns expressivos 4-2. Na jornada seguinte, 3-0 ao Dijon. Nove golos em três jogos disputado em apenas uma semana. É o atual segundo classificado do campeonato, à sétima jornada, com 13 pontos.

O Lyon impôs uma derrota inesperada ao Man. City no arranque da Champions
Fonte: Olympique Lyonnais

É difícil definir um protagonista neste colectivo orientado pelo treinador francês, Bruno Genésio, a cumprir a quarta temporada em Lyon. Desde o guarda-redes português Anthony Lopes até ao avançado holandês Memphis Depay, há opções viáveis para todos os setores para o emblema heptacampeão gaulês entre 2001 e 2008, os únicos títulos nacionais conquistados pelo OL. O que realça nesta equipa são alguns dos jogadores que poderão ser promissores para o futuro do futebol internacional e, acima de tudo, da seleção francesa, atual campeã do mundo.

Para esta temporada, o Lyon foi à Escócia resgatar o avançado Moussa Dembelé ao Celtic a troco de mais de 20 milhões de euros. É o substituto directo de Mariano Diáz, que regressou ao Real Madrid e esteve em grande em Parc Olympique Lyonnais – onde marcou 21 golos na última temporada – mas também da estrela do ataque Memphis Depay. Todos eles dotados de velocidade e técnica, juntam-se também os avançados Maxwel Cornet, Bertrand Traoré (dois golos ao Marselha)  e Martin Terrier.

Para servir estes avançados, a referência no apoio é o internacional francês de 25 anos Nabil Fékir, que já teve efetivo interesse por parte de clubes ingleses. Marcou a Man. City e Marselha, bem como não pára de fazer assistências. Ao lado de Fékir, ainda no meio campo, há ainda os jovens franceses Ndombelé – contratado este ano ao Amiens e internacional sub-21 – Lucas Tousart, Houssem Aouar e ainda o senegalês Pape Diop. Todos eles reúnem um conhecimento táctico invulgar para a pouca idade que têm e um porte físico que promete abafar muitos meios campos menos robustos.

Denayer e Dembelé são os reforços que marcaram impacto imediato no Lyon
Fonte: Olympique Lyonnais

No eixo da defesa, a novidade é o belga Jason Denayer. Contratado ao Manchester City, clube a quem mostrou serviço nesse tal jogo da Champions, chegou ‘de caras’ ao onze inicial do Lyon e faz a parceria com o veterano e brasileiro Marcelo. Nas alas da defesa, as opções também são válidas. À direita, o titular tem sido o brasileiro e ex-Manchester United, Rafael da Silva, estando o holandês Keny Tete no banco. À esquerda, Genésio tem optado por rodar entre os velozes franceses Ferland Mendy e Léo Dubois.

Até à próxima pausa para as seleções, o Lyon tem oportunidades de continuar a florescer o bom momento e marcar uma posição em todas as competições que está presente. Primeiro defronta o Nantes do treinador português Miguel Cardoso – que está a começar mal esta aventura forasteira – e depois recebe o Shakthar Donetsk de Paulo Fonseca. O conjunto francês pressiona muito bem os adversários, reúne resistência e velocidade para forçar o erro e chegar aos golos.

Depois do clássico em Portugal entre Benfica e FC Porto, por França há jogo grande no Parque dos Príncipes entre Lyon e Paris Saint-Germain, dia 7 de outubro às 20h00. No último encontro entre as duas equipas, foi o Olympique que levou a melhor sobre os parisienses com uma vitória caseira por 2-1. No entanto, na “cidade Luz”, o Lyon venceu pela última vez em 2012, por 1-3, num jogo a contar para os quartos de final da Taça de França.

Foto de Capa: Olympique Lyonnais

Artigo revisto por: Jorge Neves

A banda do pátio de Lage

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Com a saída de Hélder Cristóvão do comando da Equipa B e a entrada em competição da Equipa Sub-23, assistimos esta temporada a uma reformulação da estrutura da Formação do Sport Lisboa e Benfica. Para o comando dos Sub-23 foi João Tralhão, deixando o lugar de treinador dos Juniores vago para a “subida” de Renato Paiva, tendo depois Luís Nascimento assumido o cargo de treinador dos Juvenis. Relativamente à Equipa B, o SL Benfica contratou Bruno Lage, ex-adjunto de Carlos Carvalhal no Sheffield Wednesday Football Club e no Swansea City Association Football Club.

Se para muitos esta escolha seria surpreendente, para outros nem tanto. Bruno Lage já havia feito parte da Formação do SL Benfica entre 2004 e 2012, tendo assumido diferentes escalões ao longo deste espaço temporal, como os Iniciados, Juvenis e Juniores, e mostrado sempre excelente resultados e métodos de trabalho de qualidade. O seu potencial não passou despercebido, tendo estado duas temporadas nos Emirados Árabes Unidos antes de integrar as equipas técnicas de Carlos Carvalhal na sua aventura por Inglaterra.

O que é facto, é que Bruno Lage tem vindo a subir degraus importantes na sua carreira, muito por força da competência que vem mostrando em cada função que ocupa. Chegado ao SL Benfica, transformou por completo o futebol apresentado pela equipa secundária dos “encarnados” e os resultados até agora têm sido por demais evidentes: cinco jogos disputados na II Liga, quatro vitórias, um empate (concedido nos descontos), sete golos marcados e três sofridos, que se traduzem num primeiro lugar da classificação. No entanto, estes resultados não são obra do acaso. E é precisamente aqui que está a grande diferença para as temporadas transactas: existe um modelo de jogo sustentado e de qualidade, com primazia pela posse de bola, num acreditar que será com a bola nos pés que o jogador poderá aprimorar as suas qualidades e evoluir. Paralelamente, tendo a equipa a bola em sua posse, poderá gerir o jogo mais facilmente e estar sempre mais perto de marcar do que sofrer. É o chamado “formar a ganhar”, lema que a Comunicação do SL Benfica tanto faz questão de passar – e bem, diga-se!

A vertente do treino é o catalisador para o excelente futebol apresentado pela Equipa B do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Logicamente que o que entendemos por “jogar bonito” não significa que se vencerá mais facilmente um jogo, mas que aumenta em larga escala as probabilidade de isso acontecer, certamente que sim. E, tal como disse, ajudará no crescimento do jogador, uma vez que quando uma equipa tem bola os seus jogadores poderão trabalhar novos conceitos, como a ocupação dos espaços, o melhoramento da sua capacidade de decisão, a atracção do adversário para uma determinada zona do terreno de forma a soltar os seus companheiros de equipa no lado oposto ou mesmo as próprias movimentações (com e sem bola, em momento de organização ofensiva). Resumindo, trabalharão aspectos que os transformarão em jogadores mais completos.

Mas será este modelo de jogo somente um resultado da qualidade individual dos jogadores que compõem o plantel secundário do SL Benfica? A resposta é óbvia – não. Por muito bons que os jogadores sejam, por muita qualidade e potencial que eles tenham, existem dinâmicas que simplesmente não partem da sua inspiração individual. Tem de haver treino. E este é um ponto muito forte de Bruno Lage, que se reflecte no excelente futebol apresentado pela sua equipa. Vemos alguns aspectos em determinados momentos do jogo em que se percebe nitidamente que existe ali trabalho e conhecimento.

Para além do registo maioritariamente vitorioso e da prática de um futebol de qualidade, o bom momento da Equipa B tem feito com que alguns jogadores comecem já a sobressair e a pedir uma oportunidade a Rui Vitória. Desse lote, destaco três nomes: o defesa-central Francisco Ferreira (“Ferro”), o médio-defensivo Florentino Luís e o médio-ala João Filipe (“Jota”). O salto qualitativo que deram de uma temporada para a outra deve-se ao excelente trabalho de Bruno Lage. E muitos outros talentos estão já em fila de espera, numa temporada que promete bastante ao nível da Formação.

Foto de Capa: SL Benfica

O FC Porto faz anos e já recebeu uma prenda!

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Em vésperas de clássico na Luz, o FC Porto pode saltar para a liderança do campeonato e chegar ao jogo de dia 7 à frente do rival. Para isso terá de bater um sempre incómodo CD Tondela, mas a motivação deve estar em alta, por duas razões: o clube celebra hoje 125 anos e já recebeu uma prenda. E que prenda! Em Chaves, o Benfica deixou dois pontos, quando nada o fazia prever, e dos quais o FC Porto tem de retirar os respetivos dividendos.

É certo que há outro jogo, também ele muito importante, para disputar na próxima quarta feira, frente aos turcos do Galatasaray, mas todo o foco e determinação deve estar centrado na batalha desta noite. Aproveitar os deslizes dos rivais, mais do que lhes recuperar pontos, envia mensagens de força e colocam em sentido a concorrência.

O adversário desta noite promete não facilitar, à imagem, aliás, do que tem feito nos últimos anos. Nos últimos seis confrontos, o saldo, apesar de ser favorável, esconde as muitas dificuldades que os dragões tiveram de debelar – 4 vitórias (3 pela margem mínima), um empate e uma derrota (precisamente no palco desta noite).

O CD Tondela já surpreendeu os azuis e brancos em 2016 com uma vitória no Dragão
Fonte: FC Porto

Estes indicadores só podem, pois, servir de alerta para uma equipa que, não há muito tempo, também gelou a Luz com um triunfo surpreendente por 3-2. Este Tondela, bem orientado por Pepa, é uma equipa com capacidade para trocar bem a bola e aproveitar qualquer desatenção que os portistas possam ter. O FC Porto entra agora num ciclo de três jogos que podem começar a ajudar a definir o rumo de duas das quatro competições em que os azuis e brancos estão envolvidos: campeonato e Champions.

Três vitórias assegurariam um início de 125° aniversário muito feliz e elevariam novamente a equipa para o patamar de excelência que esta época (à exceção dos jogos com Aves e Chaves) ainda não se viu como num passado muito recente.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Locomotiva famalicense a toda a velocidade

As coisas estão diferentes em Vila Nova de Famalicão. Depois de uma época passada algo atribulada, com a passagem de dois treinadores pelo comando técnico e a permanência assegurada apenas na última jornada, o Famalicão FC parece estar a viver neste momento uma nova fase na sua já longa história desportiva.

É conhecida e reconhecida a dimensão e a força da massa associativa do Famalicão FC, não é por isso de admirar que este seja um clube ‘apetecível’ para investidores dentro do panorama do futebol nacional. É dentro deste contexto que surge o nome do Grupo Quantum Pacific Group, liderado por um israelita erradicado em Inglaterra. Não estamos a falar de um grupo qualquer, este grupo que esta época decidiu investir no Famalicão FC possui também 32% do capital da SAD do Atlético Madrid.

A grande massa associativa do Famalicão FC rapidamente foi chamada a dar a sua palavra sobre este possível negócio e os sócios do Famalicão FC não tiveram dúvidas ao aceitar a venda de 51% das ações ao grupo estrangeiro que prometia trazer muita ambição a um clube que luta desesperadamente para voltar ao topo do futebol português, a Primeira Liga.

Definitivamente as coisas começaram muito bem para a nova administração do clube, liderada por Miguel Ribeiro, ex-diretor geral do Rio Ave. Cinco jogos, quatro vitórias e apenas uma derrota. Um registo praticamente imaculável que começa a deixar água na boca e a fazer sonhar os adeptos famalicenses num futuro próximo junto dos ‘grandes’.

Os adeptos famalicenses já sonham com a subida de divisão
Fonte: FC Famalicão

Jogadores bastante experientes, como o defesa-central cabo-verdiano Ricardo, prometem trazer a maturidade suficiente para uma liga longa e competitiva como é a Segunda Liga. Aliado a esta experiência está também o talento reconhecido em jogadores como por exemplo o médio-centro Filipe Oliveira. A nova administração do Famalicão FC conseguiu por isso juntar um plantel bastante competitivo e capaz de lutar pela subida de divisão. O treinador, também ele novo em Famalicão, tem correspondido muito bem e não se podia pedir muito mais ao treinador Sérgio Vieira.

A locomotiva famalicense será, ao longo da época, um osso bem duro de roer para os dois clubes que se julgavam à partida como os super-favoritos à subida de divisão, falo claro do FC Paços de Ferreira e do GD Estoril Praia.

O Famalicão FC já provou que não quer ser apenas o clube do bom arranque e que acaba por perder gás. Se dúvidas houvesse basta olharmos para os adversários dos famalicenses neste arranque da Segunda Liga. FC Penafiel, FC Paços de Ferreira, FC Arouca e Académico de Viseu FC, todos eles saíram derrotados frente ao Famalicão FC. A equipa de Vila Nova de Famalicão apenas perdeu frente ao Farense SC na primeira jornada, desde ai que esta equipa não sabe outra coisa se não ganhar.

É caso para dizer: A locomotiva famalicense está aí com toda a velocidade e em força. Será que são capazes de manter esta velocidade? Só o tempo o dirá. A Segunda Liga já nos habituou a não fazer prognósticos prematuros.

Foto de Capa: FC Famalicão

Os 5 melhores fora do melhor XI

David De Gea; Dani Alves, Marcelo, Sergio Ramos E Raphael Varane; Eden Hazard, N’Golo Kante E Luka Modric; Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappe E Lionel Messi.

Para a FIFA, é este o melhor XI possível com os jogadores atuais no futebol mundial. Naquele que foi o ano mais polémico na (curta) história do prémio The Best, veremos cinco craques que se podem considerar injustiçados por não poderem posar para a fotografia com o ator Idris Elba.

É de notar que os cinco atletas aqui apresentados foram escolhidos tendo em conta a formação da equipa (4-3-3), pelo que cada jogador será apresentado juntamente com a estrela que poderia substituir neste mesmo XI.

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Fonte: Real Madrid CF

Thibaut Courtois – No final da época passada, a escolha entre Courtois e David De Gea para o melhor guarda redes talvez não fosse tão renhida. Tendo sofrido menos 10 golos na época passada, o espanhol do Manchester United levava claramente a vantagem nesta disputa. Mas o Mundial foi muito ingrato para De Gea. Em apenas 4 jogos, sofreu seis golos e fez apenas uma defesa. Enquanto isso, o agora guardião do Real Madrid connquistou o terceiro lugar pela Bélgica e foi protagonista de algumas das melhores defesas do torneio.

A decisão de o deixar de fora ainda ganha contornos mais incompreensíveis quando vemos quem ganhou o prémio Luva de Ouro da FIFA: Thibaut Courtois. O suposto melhor guarda redes do mundo… não entra no melhor XI do mundo.