Jovane Cabral e Raphinha são, neste arranque de temporada, a confirmação de dois talentos. Ao serviço do Sporting Clube de Portugal, os dois jovens leões têm sido duas unidades em destaque: nos primeiros sete jogos oficiais realizados pela equipa de José Peseiro, os jovens talentos tiveram intervenção direta em vários golos.
Raphinha foi reforço dos leões para a época 2018/19, proveniente do Vitóriade Guimarães, um negócio avaliado em seis milhões e meio de euros, com um contrato válido até 2023 e uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. O jovem brasileiro fez a sua formação no clube da série B brasileira, Avaí, tendo chegado a Portugal na temporada 2014/15 para representar o Vitória de Guimarães. Ao serviço dos vimaranenses, Raphinha disputou 86 jogos e marcou 22 golos na Liga Portuguesa.
Raphinha depressa conquistou os corações leoninos Fonte: Sporting CP
Jovane Cabral é mais um talento made in Sporting, tendo feito o final da sua formação em Alcochete, tendo alinhado na equipa de juniores e na equipa B. O jovem cabo-verdiano foi chamado por José Peseiro para realizar a pré-época com a equipa principal, onde demonstrou a sua qualidade e acabou por fazer parte do plantel. As boas exibições de leão ao peito, já lhe valeram a renovação de contrato, prolongando o o seu vínculo ao Sporting até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada em 60 M€.
Estamos perante dois jovens com enorme qualidade técnica, ambos fortes no um contra um, com os defesas adversários. Dois jogadores que, alinhando nas faixas, trazem mais velocidade à equipa do Sporting. Os dois extremos leoninos, já assistiram para golos e ambos já faturaram por duas vezes, por isso dois atletas fortes no último passe e com capacidade de finalização. Destaque especial para Raphinha, quando alinha do lado direito do ataque faz movimentos com bola para a zona central do terreno, podendo finalizar com qualidade, com o seu pé esquerdo.
Raphinha e Jovane Cabral têm tirado proveito de todos os minutos, que têm envergado a listada verde e branca. Dois talentos puros do Sporting Clube de Portugal que, com atitude e compromisso, poderão evoluir e tornarem-se dois craques. Estes dois jogadores terão pela frente um futuro risonho ao serviço do Sporting Clube de Portugal, sendo dois ativos que se poderão valorizar e tornarem-se importantes no plano desportivo. Assim, Jovane e Raphinha possam evoluir e contribuir com assistências e golos, para vitórias e títulos.
Se no WRC as coisas estão ao rubro com a luta entre Thierry Neuville, Ott Tanak e Sebastien Ogier, o Campeonato de Portugal de Ralis não quis ficar atrás. Cá em Portugal, os protagonistas são Armindo Araújo, Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes.
Mas vamos então ao Rali de Amarante Baião. Mais uma prova de regressos. João Barros volta, mas não no habitual Ford Fiesta R5. Barros estreou aqui o Skoda Fabia R5 da ARC Sport. Nas duas rodas motrizes, destaque para Bernardo Sousa e Valter Cardoso, que venceram o Rali Ilha Lilás, na ilha Terceira para o Campeonato dos Açores de Ralis, marcando presença neste rali com o Peugeot 208 R2 da BS Motorsport. De estreias, destaque para Diogo Gago, que finalmente teve a oportunidade de conduzir um veículo da categoria R5, sendo o piloto convidado pelo Team Hyundai Portugal para o lugar do campeão nacional, Carlos Vieira.
Começou a surpresa logo no shakedown. João Barros foi o piloto mais rápido, transportando essa rapidez para os troços a contar para a classificação, ganhando os dois primeiros troços. Na super especial noturna foi apenas sexto, mas manteve a liderança do rali para o segundo dia. Na segunda posição, encontrava-se José Pedro Fontes, em Citroen C3 R5, a cerca de cinco segundos de Barros. Ricardo Teodósio e Armindo Araújo lutavam pelo degrau mais baixo do pódio.
João Barros teve uma adaptação excelente ao Skoda Fabia R5, sendo o primeiro líder do rali Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
No segundo e último dia, a história mudou um pouco, mas os protagonistas continuaram os mesmos, João Barros e José Pedro Fontes. A batalha foi-se intensificando com vitórias de um e de outro ao longo do dia, na qual, na partida para a última especial, José Pedro Fontes estava na frente com 0.6s de avanço sobre João Barros. No final, José Pedro Fontes levou a melhor e traz, outra vez, o Citroen C3 R5 ao lugar mais alto do pódio no CPR.
Grande rali de Pedro Almeida. O piloto de aviação comercial tem sido um constante no CPR, e cada vez mais tem evoluído a bordo do Ford Fiesta R5 Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Nas duas rodas motrizes, a história foi um pouco diferente. Se Gil Antunes, em Renault Clio RS R3T, começou por liderar, a partir da super especial noturna, Bernardo Sousa pegou na liderança e nunca mais a largou, acabando o rali a cerca de 16s de Miguel Correia, em Renault Clio R3. No degrau mais baixo ficou Daniel Nunes em Peugeot 208 R2.
Diogo Gago finalmente teve uma oportunidade num carro da nova geração R5. O piloto algarvio terminou o rali na sexta posição Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Já só falta uma prova para o fim do CPR. Quem irá vencer? O último rali da temporada será o Rali Casinos do Algarve, de 15 a 17 de novembro.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
A época 2018/2019 marca uma nova etapa na vida do Carnide Clube: a equipa sénior feminina de basquetebol irá fazer a sua estreia na Liga Feminina, a principal divisão da modalidade em Portugal. Após ter conquistado a 1.ª Divisão, o Bola na Rede foi até ao Pavilhão Bairro Padre Cruz, casa do clube lisboeta com quase 100 anos de existência, assistir a um dos treinos de início de época, e falou com o treinador e jogadoras para auferir quais são as expetativas e ambições para este novo desafio.
O timoneiro da equipa, Luís Abreu, que conta com mais de 27 anos de ligação ao Basquetebol, prepara-se para o segundo ano à frente do Carnide (após regressar do Sporting CP), e defende que o seu “ADN como treinador goste de equipas agressivas, que corram o campo e dotadas taticamente”, e que tenta sempre durante uma semana de treinos haja um “equilíbrio entre aquilo que é o trabalho técnico e tático individual e a preparação do próximo adversário”, uma vez que a sua equipa treina apenas uma vez por dia e isso obriga a um bom planeamento antes de cada semana de treinos.
Quanto aos objetivos do clube lisboeta para este ano, o treinador é prático na sua resposta e afirma que “o objetivo é claramente a manutenção”, dado que o Carnide é “uma equipa jovem que está a entrar na Liga”, e o facto do clube que representa ser um histórico no Basquetebol admite que “traz uma responsabilidade acrescida”, mas o treinador tem confiança nas capacidades das suas jogadoras.
Em relação à existência de enormes disparidades entre o basquetebol feminino e masculino, Luís Abreu aponta uma lacuna ao nível da comunicação, afirmando que “falta uma estratégia e uma aposta clara dos meios de comunicação no basquetebol feminino, porque merece devido aos resultados alcançados pelo feminino que têm muito mais relevantes do que os verificados no masculino”, e essa mesma lacuna poderia ser através de uma “comunicação mais agressiva”.
O treinador Luís Abreu está confiante para a nova época Fonte: Bola na Rede/André Maia
A capitã de equipa, Catarina Campos, prepara-se para fazer a quinta época ao serviço do Carnide. Presente nas duas subidas de divisão anteriores, a jogadora diz que o facto de ser capitã não é “uma responsabilidade acrescida, pois temos um grupo que se ajuda mutuamente”, e também pelo simples facto de “gostar do trabalho de grupo e de lidar com as pessoas”, o que de certa forma se reflete na sua resposta quanto à importância da cooperação entre os elementos do grupo:”Nós tentamos sempre procurar o melhor de cada uma de nós e, às vezes, não tem de ser necessariamente dentro de campo, pois, tanto fora como dentro de campo, procuramos sempre contribuir para equipa”.
Quando desafiada a descrever a equipa numa palavra, a atleta opta por usar a expressão inglesa “Never Give Up” (“Nunca desistir” em português), uma vez que “na hora H” tivemos momentos muito difíceis em que as pessoas não acreditavam, e penso que só nós que lá estivemos e sabemos como foi e as dificuldades todas, que é normal todas as equipas terem, e quando chegámos ao campo e foi preciso, nós nunca desistimos”. Para a capitã, a subida à Liga feminina foi um “objetivo super conseguido“, e, sabendo do nível de exigência da principal divisão do basquetebol sénior feminino português, afirma que “não temos pressão nenhuma e nada a provar a ninguém, queremos manter nesta divisão, fazer o nosso melhor”, com a principal meta a passar pela manutenção.
No que diz respeito à desvalorização do basquetebol feminino, Catarina tem a perfeita noção que ainda existe um certo menosprezo por parte do público, e sustenta que todas as envolvidas no clube tentam “puxar muita gente, tanto rapazes como raparigas, para virem assistir aos nossos jogos e mostrar-lhes o que é o desporto feminino”, de forma a “atrair mais público e incutir-lhes o gosto em virem aos jogos” e, assim, mudar mentalidades.
A capitã Catarina Campos acredita na capacidade de superação do Carnide para fazer um bom campeonato Fonte: Bola na Rede/André Maia
Uma das jogadoras que ajudou o Carnide a alcançar o título de campeã da 1.ª Divisão na época passada foi a Érica Baptista. A atleta que pode costuma jogar na posição 4, afirmou que se inspira em LeBron James, Rudy Fernández e Carlos Andrade para conseguir atingir boas prestações ao serviço da equipa lisboeta, sobretudo o último, em que confessou que “gostava bastante de ver jogos do Benfica para puder ver certos movimentos do Carlos Andrade, e tentar pôr em prática no campo, porque jogamos na mesma posição e gosto bastante da atitude que ele tem em campo”.
Ao falar do feito alcançado na época anterior, Érica revelou qual foi o segredo para a conquista do título: “O segredo foi a união e, talvez, a confiança. A épocapassada não foi fácil, e houve uma fase em que tivemos um mau resultado, se não me engano no penúltimo jogo antes dos play-offs, que era importante para determinar se ficávamos em primeiro lugar da fase regular ou não. Acabámos por perder, mas na segunda feira aparecemos todas no treino e permanecemos unidas e focadas com o mesmo objetivo que nos tinha sido “imposto” no início da época que era subida a liga e sermos campeãs”. Mesmo estando ciente do grau de dificuldade do desafio que o clube irá enfrentar este ano, a número 12 do Carnide acredita que é possível alcançar algo mais que o objetivo da manutenção: “Nada é impossível. Todas temos noção que o nível em que vamos jogar é bastante exigente, mas vamos trabalhar para termos bons resultados e estar entre as 8 melhores equipas para conseguirmos disputar, se possível, os play-offs”.
Por último, a jogadora constatou que uma dos papéis que desempenha em campo, além de ajudar o Carnide a conquistar bons resultados, passa por transmitir que existe qualidade e competitividade no basquetebol feminino, mas para isso é preciso que haja público a assistir aos jogos: “O nosso papel dentro de campo é entreter o telespectador o máximo possível. Mas não depende só de nós, pois podemos ser a melhor equipa, mas senão tivermos um bom público que consiga convidar amigos e amigos dos amigos para ver a nossa qualidade dentro de campo, não nos vale de muita coisa”.
Érica Baptista sonha com a ida do Carnide aos play-offs Fonte: Bola na Rede/André Maia
Para atacar a nova época, o Carnide Clube reforçou-se com cinco atletas, numa mistura entre juventude e experiência. Uma das reforços é a Inês Faustino, que vem da A.D. Vagos e tem experiência a jogar pela seleção portuguesa, e juntou-se ao clube de forma a “poder conciliar o trabalho com o desporto”, e, para já, a primeira impressão é positiva: “É uma equipa jovem e que parece ter vontade em alcançar bons resultados, então acho que será um bom desafio para a minha carreira”.
As expetativas da base estão “de acordo com o objetivo traçado pela equipa, que é garantir a manutenção na Liga”, e Inês, através do seu estilo de jogo “mais de liderança e tentar ir buscar jogo para ajudar a equipa” e da sua experiência noutras equipas, pretende “ajudar as minhas colegas a evoluir, visto que é uma equipa jovem, e atingir o objetivo da manutenção, que é para isso que iremos trabalhar ao longo da época”. Como se trata de um novo clube, a jogadora terá de escolher um novo número para usar durante a época, mas a escolha já foi feita e tem uma explicação para essa escolha: “Na última época, usei o número 1 e essa época correu-me bem, então decidi que este ano seria interessante voltar a usar, daí que tenha “agarrado” esse número”.
Atendendo à problemática da desvalorização do basquetebol feminino, a basquetebolista sente que “em Portugal, o problema está muito no facto de ser feminino”, e defende que “devia dar-se mais valor ao desporto feminino no nosso país, e ainda para mais ao basquetebol feminino, que é onde se tem verificado melhores resultados”, pelo que, de acordo com o ponto de vista da jogadora, “quando tiverem consciência disso, algumas pessoas e empresas vão querer apoiar e ajudar, e a partir daí, será sempre a subir, ou seja, passa muito por mudar mentalidades”.
Inês Faustino pretende ajudar o Carnide a atingir o seu objetivo na Liga feminina Fonte: Bola na Rede/André Maia
Tanto treinador como as atletas estão em sintonia em relação ao objetivo a ser alcançado, mas certamente a ambição é sempre em querer mais, e o histórico do clube prova isso mesmo, tanto que, em cinco épocas, a equipa sénior feminina garantiu três subidas de divisão, o que é um feito digno de assinalar.
Será que o Carnide poderá alcançar algo mais na época de estreia na Liga Feminina, além da manutenção? Só o tempo dirá se será uma “Estreia de Sonho”!
Queremos agradecer especialmente ao Coordenador do Carnide Clube, Telmo Botelho, por ter ajudado e facilitado na concretização desta reportagem.
Dez jogos oficiais, duas vitórias, três empates e cinco derrotas. Eis o corolário de uma fase inicial de temporada a todos os níveis desastrosa da equipa que é a atual campeã do futebol russo – Lokomotiv de Moscovo.
Ao 11.º lugar do campeonato, a 13 pontos do líder Zenit, soma-se a pesada derrota derrota sofrida na Turquia, na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, bem como a perda da supertaça para o CSKA de Moscovo, após prolongamento.
No comando técnico da equipa, está o lendário treinador russo, Yuriy Semin, de 71 anos, que já ganhou tudo o que havia para ganhar no país dos czares. Ele que, estando há três temporadas seguidas no ‘Loko’, já conta, no global entre carreira de jogador e treinador, com 26 épocas no clube, incluindo mais outra que iniciou, mas em que apenas realizou um jogo.
Os dois portugueses que compõem o plantel, Manuel Fernandes e Éder, são regularmente utilizados, mas incorporam níveis de preponderância diferentes. O médio foi totalista em nove dos dez jogos e no outro saiu aos 70 minutos – frente ao CSKA, na supertaça. Ou seja, foi sempre titular no miolo dos moscovitas, ele que esteve presente nos 23 eleitos de Fernando Santos neste último mundial que decorreu na ‘sua’ Rússia.
Os moscovitas averbaram uma pesada derrota no jogo inaugural da Champions, frente ao Galatasaray Fonte: Galatasaray SK
Já o ponta-de-lança tem sido recurso habitual, mas a partir do banco de suplentes. Éder participou em nove jogos, três deles como titular, mas nunca completou os 90 minutos e até agora também ainda não fez o gosto ao pé. É o suplente do internacional russo Fyodor Smolov.
Nove pontos em oito jogos e dez golos sofridos é manifestamente pobre para o clube que, em 2017/18, conquistou o título mais cobiçado da Rússia pela terceira vez na sua história.
O calendário é apertado e o Lokomotiv está neste momento numa série de três jogos em apenas oito dias a contar para três diferentes competições: Taça da Rússia, Campeonato e Liga dos Campeões.
Depois desta dezena de jogos para esquecer, é melhor que os resultados comecem a aparecer, senão nem mesmo o indiscutível Semin se livrará deste mar agitado.
Três campeões diferentes nos últimos três anos mostram também alguma indefinição atual na hegemonia do futebol russo. O Lokomotiv de Moscovo conquistou o topo, mas parece estar a lidar mal com isso…
Hildeberto Pereira, aos 22 anos, regressou ao futebol português neste verão e tem-se revelado como um dos melhores reforços do campeonato. Nesta última jornada, confirmou as indicações que tinha deixado ante o Belenenses Futebol SAD e o CD Nacional, e foi eleito o melhor em campo contra, nem mais nem menos, o atual campeão nacional, FC Porto, com uma exibição simplesmente sensacional na derrota de 0-2 do ‘seu’ Vitória FC.
Sensivelmente no dia 2 de agosto de 2018, Hildeberto Pereira era anunciado como reforço do Vitória FC para a nova temporada. O jovem talento chegava do KP Légia Varsóvia, onde se havia sagrada campeão nacional polaco. Vinha de uma temporada de altos e baixos, onde tinha jogado meia época no Légia Varsóvia (sete jogos, dois golos) e meia época emprestado ao modesto Northampton Town FC da League One de Inglaterra (12 jogos). Para quem já o acompanhava das seleções jovens de Portugal e desde os tempos de formação do SL Benfica, não havia a mínima dúvida que, concentrado e dedicado, iria emergir um grande talento no Bonfim.
Hildeberto Pereira sempre mostrou ser um jogador de equipa grande e continua a mostrar que ainda é desse nível. Formado na academia do Seixal a partir dos juvenis, Hildeberto fez 39 jogos e marcou quatro golos pela equipa ‘B’ dos encarnados. Equacionado para a equipa principal, acabou por não fazer parte das escolhas de Rui Vitória e, convenhamos, era demasiado bom para uma nova época na II Liga.
Poderá Hildeberto Pereira voltar a vestir esta camisola? Fonte: SL Benfica
Assim, chegou-se à conclusão que um empréstimo para uma liga competitiva e um clube com responsabilidade era a melhor solução. Hildeberto Pereira rumou então ao Nottingham Forest FC (antigo campeão Europeu por duas vezes) da Championship, onde sempre que estava disponível era opção e muitas vezes como titular. No entanto, em 2017, o Légia Varsóvia comprou o passe de Hildeberto por 100 mil euros.
O Sport Lisboa e Benfica tem vindo a melhorar a nível de negócios de transferências de jogadores. É verdade que a equipa de olheiros também deve ajudar, mas o Benfica tem ido buscar pérolas desconhecidas por valores mínimos, e transforma-as em autênticos jogadores de classe mundial. Temos vários exemplos de jogadores que chegam ao Benfica sem grande reconhecimento, e que saem de Lisboa rumo a algumas das melhores equipas do mundo.
Estes são 10 jogadores que o Benfica não se arrependeu de comprar.
Esta semana abordarei uma questão que assume uma importância central no modelo de jogo de por José Peseiro. Ou será, talvez, uma questão lateral? Penso que um pouco das duas… A posição de lateral esquerdo é uma das posições que mais evoluiu ao longo dos anos e especialmente no contexto atual do futebol contemporâneo. Antigamente, um defesa lateral era, tal como o nome indica, mais um defesa, com a missão quase em exclusivo de manter o equilíbrio defensivo da equipa. Atualmente, um defesa lateral é muito mais do que isso. Tem que ser uma espécie de canivete suíço ou um “pau para toda a obra”. Nos dias que correm, um defesa lateral é um jogador essencial na manobra defensiva mas também na ofensiva de qualquer formação. O lateral tem que ser capaz de defender de forma coesa, saber posicionar-se de forma a abrir e alargar o campo (quando em ataque) ou a fechar junto do central de forma a encurtar as linhas (quando a defender). Outro aspeto, cada vez mais analisado, é a questão dos apoios e respetiva postura corporal, algo que os laterais também devem dominar. Para além disso, os laterais de hoje em dia têm que ser uma espécie de locomotiva incombustível, capazes de galgar terreno e fazer movimentos de vaivém constantes não só pelas faixas mas também pelo corredor central, um movimento cada vez mais usual. Esta posição é, atualmente, uma das mais complexas e das quais os treinadores podem retirar grandes dividendos e variantes em termos de jogo.
Numa realidade de equipa grande como a do Sporting CP, este papel preponderante do lateral não é exceção, no entanto, o lado esquerdo da defesa tem sido uma das posições menos consensuais neste início de época. No modelo de jogo de José Peseiro, os laterais têm importância acrescida já que são unidades importantes não só no plano defensivo, mas também para atacar, principalmente contra adversários que jogam com as suas linhas demasiado baixas e juntas, algo recorrente na liga portuguesa quando defrontam os “grandes”. Nessas situações, os laterais leoninos têm que ser capazes de se somar ao ataque de maneira a desequilibrar e penetrar na organização adversária. Para além disso, em traços gerais, a ideia de jogo da equipa verde e branca tem transparecido, até agora, um fio de jogo com grande cadência para canalizar o seu jogo por fora (às vezes até em demasia), ou seja, a equipa de José Peseiro tem criado e atacado preferencialmente pelos corredores laterais. Visto isto, parece óbvio que as dinâmicas exigidas aos jogadores que atuam nas faixas laterais tornam-se ainda mais preponderantes no jogar do Sporting CP. O rendimento pouco satisfatório, principalmente, na lateral esquerda tem sido preocupante e este início de época tem sido sintomático de que algo está a falhar no lado esquerdo da defesa no reino do leão.
Jefferson não tem convencido neste início de época Fonte: Sporting CP
Desde a saída de Fábio Coentrão no final da época transata, ficou a ideia de que o clube leonino iria reforçar o lado esquerdo da defesa. Porém, nenhum jogador chegou para colmatar essa lacuna de forma natural e até o regresso de Coentrão foi rejeitado. Este desfecho deixou o Sporting CP com as seguintes opções para a posição, no mínimo, até à abertura do mercado de inverno: Jefferson, Lumor, Acuña e, se for estritamente necessário, Bruno Gaspar.
Jefferson tem sido a opção mais recorrente, disputou cinco jogos (426 minutos de 540 possíveis), contudo as suas exibições têm andado longe de ser consistentes ou satisfatórias para a massa adepta leonina. O brasileiro regressou ao Sporting CP depois de um ano de empréstimo com relativo sucesso no SC Braga e neste início de época tem sido o preferido de Peseiro para ocupar essa posição no onze titular, no entanto teima em não convencer as hostes leoninas. Jefferson é um lateral que gosta de atacar e a sua maior arma reside na qualidade do seu pé esquerdo. É um jogador capaz de cruzar com qualidade e é uma mais valia nos lances de bola parada mas tanto defensivamente como tecnicamente é um jogador bastante limitado. O brasileiro tem exibido um futebol demasiado rudimentar e para além disso, neste arranque de temporada mostrou-se muitas vezes alheado do jogo, pouco participativo e até pouco confiante a atacar e devido às suas fracas prestações foi preterido das escolhas iniciais nas últimas duas partidas (vs Qarabag FK e vs SC Braga). Será que perdeu o “comboio” de vez?
Não foi feliz a estreia de Bazoer com a camisola do FC Porto, ainda que ao serviço da equipa B. Foram apenas 15 minutos em campo, já que o holandês se lesionou na clavícula direita. Tem sido uma época azarada no que as lesões diz respeito com vários jogadores a terem problemas físicos quer nos primeiros treinos, quer nos primeiros jogos.
Bazoer é um médio que pode acrescentar bastante ao plantel de Sérgio Conceição, tem qualidade técnica, intensidade, capacidade de chegar a zonas de finalização e, em jogos de alto grau de intensidade, o treinador portista vai certamente utilizar um meio-campo a três e Bazoer é uma excelente opção para essa variante.
Nesta jornada foram vários os jogadores da equipa principal que foram utilizados pela equipa B portista; Jorge, João Pedro, Bazoer, Bruno Costa e Marius. Esta utilização é interessante porque dá ritmo competitivo aos jogadores mas, ao mesmo tempo, retira espaço aos jovens valores da formação do clube que deviam crescer na equipa B e deixam a nu uma planificação da época que deixa muitas dúvidas e questões no ar!
Bazoer anseia pela estreia no estádio do Dragão Fonte: FC Porto
Neste momento, entre o plantel da equipa A e da equipa B, estão inscritos 57 jogadores. É algo que não faz sentido! Em termos financeiros é incomportável, em termos de gestão desportiva é de extrema complexidade, e na planificação do treino, é algo que cria imensos problemas aos treinadores. Quando existe uma equipa B o plantel da equipa A não deveria ter mais de 23 jogadores. Quando chegarmos a janeiro vários jogadores nas duas equipas terão muito poucos ou nenhuns minutos de utilização, e mais uma vez vai ser uma debandada ao nível dos empréstimos.
Voltando ao assunto inicial, a lesão de Bazoer, espero e acredito que o regresso seja rápido porque a lesão não parece ser de elevada gravidade. Tenho a convicção que quando Conceição apostar no internacional holandês, os adeptos vão ter uma agradável surpresa podendo agarrar essa oportunidade tornando-se se numa peça importante nas conquistas desta época.
O FC Internazionale de Milão, recebeu e venceu a ACF Fiorentina de Stefano Pioli, igualando a formação de Florença na tabela classificativa. O conjunto de Spalletti somou a segunda vitória consecutiva, depois do triunfo em Génova.
O adeptos do Inter ficaram descontentes, já que apesar da vitória, a Fiorentina foi a melhor equipa, a formação que criou mais perigo, nas asas de Chiesa.
Equipas:
Inter Milan (4-2-3-1): Samir Handanovic, Milan Skriniar, Stefan de Vrij, Kwadwo Asamoah, Danilo D`Ambrosio, Radja Nainggolan, Marcelo Brozovic, Matías Vecino, Mauro Icardi, Ivan Perisic, Antonio Candreva.
Fiorentina (4-3-3): Alban Lafont, Vitor Hugo, Germán Pezzella, Cristiano Biraghi, Nikola Milenkovic, Jordan Veretout, Edimilson Fernandes, Marco Benassi, Giovanni Simeone, Kevin Mirallas, Federico Chiesa
Fase defensiva
O Inter alinhou no seu habitual 4-2-3-1, que se transformava em 4-4-2 no momento de organização defensiva. Procuraram pressionar o início de construção da Fiorentina, mas quando o conjunto de Pioli ultrapassava esse obstáculo, o Inter organizava-se em um bloco médio, com Icardi e Radja na frente de duas linhas de quatro, que se mantinham organizadas e forçava o adversário a jogar pelos corredores laterais.
Fonte: SportTV
Adversário não está a ser pressionado, os centrais do Inter estão com os apoios bem colocados e prontos para defender a profundidade. Bloco organizado e muito confortável, com grande estabilidade a defender nesta zona do campo.
Neste jogo, Spalletti optou por pressionar mais alto, com uma orientação clara ao homem por parte da linha média e da linha ofensiva (admitindo que nesse momento Radja joga ao lado de Icardi), garantindo acesso à bola na maior parte do tempo, permitindo manter esta sobre pressão, e forçado erros da Fiorentina em zonas próximas da sua baliza.
Fonte: SportTV
Fase Ofensiva
O Inter procura movimentar a bola rapidamente em direção à baliza adversária. Algumas dinâmicas são recorrentes, como um dos médios procurar o passe para Icardi, que baixa ligeiramente e devolve esse mesmo passe, com o médio de seguida a fazer um passe vertical com o objetivo de romper as linhas do adversário.
O Inter é uma formação algo rígida na forma como procura agredir o adversário, ataca quase sempre da mesma forma e muitas vezes nota-se alguma falta de criatividade. Muito do jogo ofensivo vêm pelos corredores laterais, o que é obrigatório quando se têm Mauro Icardi na área. Quando o Inter explorava o corredor direito, com Candreva, Perisic aparecia sempre ao segundo poste.
Recurso ao cruzamento foi algo constante durante o jogo. O Inter realizou 35 cruzamentos, contra os 17 da Fiorentina. Desses 35, mais de 30% foram realizados por Candreva, pelo lado direito.
Fonte: WhoScored
Esta continua a ser a maior arma do Inter em termos ofensivos, mas não pode ser a única. Candreva realizou uma boa exibição, com vários cruzamentos “mortais” para aquela “zona de ninguém” em frente ao guarda redes, mas Icardi e Perisic nunca os souberam aproveitar. Também D’Ambrosio esteve a um bom nível, fazendo a sobreposição a Candreva, ou esticando a equipa da Fiorentina permitindo a Candreva ocupar o espaço entre o corredor lateral e o central, no espaço entre o central e o lateral esquerdo da equipa de Florença.
Apesar dos reforços, a formação de Spalletti continua sem convencer os adeptos que pode lutar pelo título. Vamos ver como a equipa se comporta em casa frente ao Cagliari Calcio, na próxima jornada. Uma equipa que vai exigir mais ao Inter do que apenas cruzamentos, se os nerazzurri quiserem levar os três pontos.
A caderneta de cromos do campeonato nacional de futebol é uma tradição antiga para muitas famílias, dos mais novos aos mais velhos. A coleção deste ano foi hoje apresentada e o Bola na Rede esteve lá.
Numa apresentação bem composta, Luis Torrent – Diretor da Panini para a Península Ibérica -, Joaquim Evangelista -Presidente do Sindicato dos Jogadores -, Pedro Henriques e Nuno Gomes foram quem apresentou a Futebol 2018-19, que vai para as bancas na próxima sexta feira, dia 28.
A coleção tem muitas semelhanças com a edição do ano passado. Sendo composta por 422 cromos, vários deles especiais. Cada equipa tem 17 jogadores e é a Panini que faz a escolha dos jogadores que estão presentes, sendo que desde a época passado os clubes ajudam a editora nesta tarefa.
A capa da edição deste ano da coleção Fonte: Rodrigo Fernandes/Bola na Rede
A importância que estas coleções têm em Portugal é mostrada pelos mais de mil milhões de cromos vendidos em Portugal, só de futebol – campeonato, europeus e mundiais – desde 1992/1993, ano da primeira coleção de cromos do campeonato feita pela Panini. Torrent revelou ainda que uma coleção do mundial vende muito mais em Portugal do que em Espanha.
A febre dos cromos está de volta e promete aquecer os intervalos nas escolas em busca de algum cromo mais difícil.