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Bélgica 3-2 Japão: Nipónicos quase estragam outro ‘Placard’

A fechar o terceiro dia de jogos dos oitavos de final houve Bélgica, vencedora do grupo G, frente a frente à equipa que passou em segundo lugar do grupo H – por desempate com o Senegal através do fair play -, o Japão.

Os primeiros voltaram a alinhar com a primeira equipa, depois de terem jogado um onze totalmente diferente contra Inglaterra no último jogo do grupo, isto é, alinha agora com Courtois na baliza – o único repetente no onze -, Vertonghen, Kompany e Alderweireld no trio defensivo, Yannick Carrasco, Witsel, Kevin De Bruyne e Meunier no meio campo, o ‘verdadeiro’ Hazard (e não o Hazard do jogo frente aos ingleses) juntamente com Mertens a extremos e Lukaku a ponta de lança.

Já os japoneses, além de jogarem com seis jogadores diferentes à partida frente à Polónia, trocaram também de tática, de 4-4-2 para um 4-2-3-1, com Kawashima na baliza, Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo como quarteto defensivo, Shibasaki e Hasebe como médios, Kagawa a médio ofensivo, Inui e Haraguchi nas alas e Osako na frente de ataque.

Depois de diversas surpresas que este Mundial nos tem presenteado, de tudo se esperava neste jogo, apesar da Bélgica ser a teórica favorita a fazer companhia ao Brasil nos quartos de final. No entanto, a primeira parte foi bem mais dividida do que as odds. A Bélgica foi, de facto, superior, mas o Japão esteve sempre bem fechado e mostrou-se perigoso no contra ataque, beneficiando da liberdade que a defesa belga a três permite ter. Os diabos vermelhos beneficiavam das individualidades, com De Bruyne em destaque, mas o Japão esteve sempre organizado e anulava Lukaku com bastante sucesso, fazendo-o estar bastante deslocado ao longo da primeira parte da partida.

O Japão esteve a vencer por 2-0, mas deixou fugir a vantagem de duas bolas ao cair do pano
Fonte: FIFA

Contudo, foi o número 9 belga que teve a oportunidade da parte, mas deitou a perder ao não conseguir dominar em frente ao guarda redes e deixou tudo na mesma. As equipas foram e voltaram do intervalo com os mesmos onzes, mas a partida, no entanto, mudou completamente.

Na segunda parte, houve jogo frenético. O Japão perdeu o receio e, mesmo com a Bélgica a dominar, fez o primeiro e o segundo golos nos primeiros 7 minutos da segunda parte. Primeiro foi Haraguchi, num contra ataque e falha de Vertonghen, e depois Inui com um golaço de fora de área. Os belgas precisavam de mudança ou arriscavam-se a ficar de fora do Campeonato do Mundo. Foi o que aconteceu: Carrasco deu lugar a Chadli e Mertens a Fellaini. A equipa belga ficou mais compacta e levou o jogo para cima do Japão. A cumprir os 25 minutos da segunda parte, Vertonghen, de cabeça, reduziu a desvantagem. Da mesma forma que o Japão antes, a Bélgica também depressa marcou dois golos, alcançando o empate por Fellaini, de cabeça também, e assistência de Hazard, na sequência de um canto.

Tudo empatado a 15 minutos do fim, significou um final de jogo de dúvida e cautela. O Japão ainda ameaçou a troca de bola quando o jogo chegou aos 90 minutos, mas uma última investida deu canto para os nipónicos. Courtois saiu dos postes para segurar e lançar a bola em contra ataque no último minuto da partida. Uma bela troca de bola rápida e eficaz levou o esférico para a direita da área japonesa, um passe a rasgar a área levou a bola para Lukaku que deixou a bola passar para Chali e um simples encostar levou a Bélgica para os quartos de final do Mundial 2018.

O Japão sai da competição com um sabor de injustiça, mas de muito mérito para a equipa asiática. A Bélgica impediu mais uma surpresa nos resultados deste Mundial atípico e vai enfrentar o Brasil na próxima fase da competição.

Onzes Iniciais:

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Kompany, Vertonghen, Thomas Meunier, De Bruyne, Witsel, Carrasco (Chadli), Mertens (Fellaini), Eden Hazard, Lukaku

Japão: Kawashima, Sakai, Yoshida, Shoji, Nagatomo, Hasebe, Shibasaki (Yamaguchi), Haraguchi (Honda), Kagawa, Inui, Osako

Diego Reyes: Saída após quatro anos sem afirmação

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fc porto cabeçalhoApós a sua melhor época de dragão ao peito, o mexicano Diego Reyes está de saída dos azuis e brancos depois de mais de quatro anos de ligação ao clube da Invicta.

Com dificuldades em afirmar-se desde que chegou ao Dragão, numa primeira fase pela sua tenra idade, onde sucederam vários empréstimos ao RCD Espanyol e à Real Sociedad, e agora face à qualidade e segurança que era apresentada pelos seus concorrentes diretos. A verdade é que Reyes nunca foi um indiscutível no plantel portista mas a temporada passada foi de longe a sua melhor época na equipa de Sérgio Conceição, onde completou 23 jogos e marcou por 3 ocasiões.

Reyes mostrou nesta época a sua veia goleadora assinalando três golos
Fonte: FC Porto

Apesar de nunca se ter afirmado no onze portista, Reyes apresentou na última época qualidade e rigor no setor defensivo, algo que ainda não tinha sido visto pelo jogador em quem o FC Porto investiu mais de 8 milhões em 2013.

Com a saída de Marcano, o mexicano teria certamente a oportunidade de lutar por um lugar no onze portista ao lado de Felipe, contudo a sua saída abre uma vaga no centro defensivo que deve ser ocupada com a segurança necessária para manter estabilidade num setor tão bem organizado na época anterior.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Brasil 2-0 México: samba de Willian coloca o Brasil nos quartos

Mais um grande desafio dos oitavos de final do Campeonato do Mundo: frente a frente estiveram o pentacampeão mundial, o Brasil, e a seleção do México, uma das responsáveis pela saída precoce da atual campeã do mundo, a Alemanha.

Ao contrário do que era esperado, foi o México a entrar com mais perigo na partida. Com uma pressão alta sufocante e com uma velocidade de processos exímia, os mexicanos iam tomando o controlo do jogo. Nas bancadas ouviam-se olés.

A partir dos 25 minutos, o Brasil começou finalmente a confirmar o estatuto de favorito. Numa primeira ocasião, Neymar tirou o coelho da cartola e obrigou Ochoa a realizar uma grande defesa; oito minutos depois, o guarda-redes do Standard de Liège foi novamente chamado a intervir, desta feita defendendo o remate de Gabriel Jesus.

Até ao recolher aos balneários, as contas mantiveram-se equilibradas, com as duas equipas a não darem qualquer hipótese no momento de transição defensiva. A igualdade a zero era justa, e deixava um bom presságio para aquilo que viria a ser o resto do encontro.

No segundo tempo, o Brasil entrou a todo o gás, e, logo aos 48 minutos, Coutinho atirou com muito perigo, para mais uma boa intervenção de Guillermo Ochoa.

Como diz o provérbio, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”: numa excelente jogada de envolvimento ofensivo entre Neymar e Willian, o jogador do Chelsea encontrou espaço e fez o que queria da defesa tricolor, facilitando a vida a Neymar, que só teve de encostar. Estava feito o 1-0 no Estádio de Samara, aos 51 minutos de jogo.

O show de Willian parecia ter começado. Por mais do que uma vez, o jogador canarinho, muito forte no um para um, ia deixando jogadores mexicanos para trás, com o seu brilhantismo. No entanto, o “muro” Ochoa estava lá, e, à semelhança do jogo entre as duas seleções no Mundial de 2014, ia sendo um dos protagonistas do encontro.

Ochoa foi mais uma vez um dos protagonistas da seleção do México
Fonte: FMF

Numa altura em que o jogo se encaminhava para acabar sem mais golos, Neymar, com um remate transformado em passe pelo pé de Ochoa, descobriu o recém-entrado Firmino, que com a baliza à sua mercê não vacilou. O “escrete” fazia o segundo na partida aos 88 minutos.

Após a queda prematura de seleções como a Alemanha, Portugal, Argentina e Espanha, o Brasil efetuou uma exibição de gala na segunda parte, e alcançou assim os quartos de final da competição, onde irá encontrar a Bélgica ou o Japão. Com Neymar de volta à sua melhor forma, a seleção canarinha tem agora tudo para conquistar o hexacampeonato, pelo qual o povo brasileiro tanto anseia.

ONZES INICIAIS:

Brasil: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda, Filipe Luis; Casemiro, Paulinho (Fernandinho 80’), Coutinho (Firmino 86’); Willian (Marquinhos 90+1’), Neymar, Gabriel Jesus.

México: Ochoa, Edson Alvarez (Jonathan dos Santos 55’), Ayala, Salcedo, Gallardo; Rafa Márquez (Layún 46’), Hector Herrera, Andrés Guardado; Carlos Vela, Lozano, Chicharito (Raúl Jiménez 60’).

Froome no Tour: Justiça por vias travessas

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Quando comecei a escrever este artigo, era suposto que fosse sobre se Froome deveria ou não ir ao Tour, dado que estava pendente contra ela um processo devido a um Resultado Analítico Adverso na última Vuelta. No entanto, a UCI anunciou esta manhã o arquivamento do caso, portanto, essa questão deixa de se colocar.

Ainda assim, considero positivo que se olhe para o caso dessa perspetiva e se comece por considerar se Froome deveria ou não correr o Tour caso ainda estivesse sob investigação. Os argumentos de quem era contra a sua participação baseiam-se em duas linhas de pensamento: tal era negativo para a imagem do desporto e os seus resultados estariam sujeitos a serem-lhe retirados.

Ora, eu próprio defendi numa fase inicial que o britânico não devia correr, por uma questão de ética, já que a confirmar-se a suspensão era injusto para os seus colegas de profissão. Além do mais, a imagem do ciclismo já está demasiado desgastada para levar com outra situação de ver resultados retirados a um grande ciclista. Imagine-se o que seria se Froome ganhasse o Tour e, no final, fosse suspenso e lhe retirassem a vitória.

No entanto, essa minha posição inicial muda de figura quando o caso se arraste sem qualquer decisão. Na verdade, foram nove meses até termos um veredito e não é justo pedir a um ciclista, que para todos os efeitos pode estar inocente, que perca uma época praticamente toda porque o sistema burocrático que o julga não trabalha de forma rápida o suficiente.

Froome ao ataque na etapa que causou a polémica

Convém também aqui acrescentar que, estando perante uma situação de um Resultado Analítico Adverso de uma substância especificada, Froome está protegido pelas regras anti-dopagem, que não suspendem provisoriamente, o que aconteceria se tivesse sido um controlo positivo de substância proibida.

Neste ponto em concreto, considero, então, que Froome teria o direito a correr, porque o direito a pedir-lhe que não o fizesse caduca quando se é incapaz de o julgar em tempo útil.

Provavelmente a melhor corrida do ano

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Sem muitas dúvidas, foi e será a melhor corrida do ano. Alias, hoje faço uma pequena confidencia, ao ver a corrida do Miguel Oliveira, disse em mensagem que hoje acreditava que Márquez fosse fazer uma grande corrida. Enganei-me, não foi apenas Márquez, foram todos. Posso mesmo puxar isto às corridas de Moto3, ao Miguel Oliveira em Moto2 e acabar no MotoGP, que loucura.

Roda viva de alterações de lugares
Fonte: MotoGP

Quem me conhece sabe que adoro a maneira de conduzir daquele espanhol, que melhor do que ele, apenas reconheço o tal senhor que se dedicou à pesca. Isto porque, apesar de gostar de forma idêntica do Doohan, era-me difícil ver as corridas in loco naquela altura.

Basicamente tenho meu top de pilotos que me identifico a conduzir motos, e nota, não me esqueci do Valentino Rossi, simplesmente sempre preferi ver alguém que lhe desse luta. Até porque cá por casa toda a gente gosta do 46, portanto tinha de ser do contra.

Depois de uma breve introdução, quero apenas dizer que este fim de semana foi provavelmente o melhor que vi de todos os pilotos. Foi algo de surpreendente, sem ninguém conseguir, mesmo durante a corrida apostar de forma segura quem ia ganhar. Damn… Que corridas!

Vamos ao filme do MotoGP. Tivemos quatro marcas diferentes (Honda, Ducati, Yamaha e Suzuki) a lutar pelos cinco primeiros lugares ao longo de toda a corrida, com várias ultrapassagens.

Márquez sai da pole, e assume o comando, e logo atrás tinha o “novo” Jorge Lorenzo que saiu da décima posição e fez um arranque fantástico, chegando mesmo à liderança pouco tempo depois, aproveitando o ímpeto de duas vitorias seguidas. Crutchlow, que arrancou de segundo caiu vários lugares ao fim da primeira volta, e Valentino Rossi que saiu de segundo perdeu apenas um lugar, no entanto tinha logo atrás, Dovizioso e Rins.

Corrida ao rubro
Fonte: MotoGP

Não vou conseguir descrever as inúmeras ultrapassagens, mas vou comentar os momentos mais importantes. Com a corrida bastante intensa, e com Lorenzo já no comando com Rossi logo atrás, existe um momento em que em plena curva 13, Lorenzo travou, e Rossi foi surpreendido e tocou na roda e na traseira da Ducati. Felizmente, ambos continuaram a corrida sem grandes mazelas. No entanto, o italiano perdeu de seguida duas posições e passou para quarto, atras de Lorenzo, Márquez e Dovizioso. Rins aproveita e para além de passar Rossi, consegue também surpreender Dovizioso que se estava a tentar mostrar a Márquez.

Será o chocolate belga o melhor do mundo?

Três jogos, nove pontos, nove golos marcados, dois golos sofridos e o primeiro lugar do grupo G garantido: até agora, tudo correu de feição à seleção belga neste Campeonato do Mundo… ou quase tudo.

A vitória frente à Inglaterra por 1-0 ditou que a Bélgica passasse para o lado do quadro teoricamente mais difícil, onde se encontram Portugal, Uruguai, Argentina, França, Brasil e México. Num jogo em que tanto Gareth Southgate como Roberto Martínez fizeram descansar os principais elementos das suas equipas, os Diabos Vermelhos levaram a melhor, e vão agora defrontar o Japão nos oitavos de final da competição.

É impensável dizer que a Bélgica não é favorita a passar à fase seguinte. Após uma fase de qualificação e uma fase de grupos imaculadas, os belgas têm todo o direito a sonhar com a final de Moscovo, e com a eventual conquista do torneio.

A Bélgica conta com um elenco de luxo, que procura a glória em solo russo
Fonte: RBFA

A última derrota belga em jogos oficiais faz dois anos na véspera do jogo contra o Japão: no dia 1 de julho de 2016, a seleção na altura orientada por Marc Wilmots perdeu por 3-1 frente ao País de Gales, nos quartos de final do Campeonato da Europa; desde aí, só conheceu por uma vez o sabor amargo da derrota, num amigável com a Espanha dois meses depois.

Quando pensamos na seleção capitaneada por Eden Hazard, pensamos em golos – em muitos golos. É certo que a Bélgica esteve inserida num grupo com Panamá e Tunísia, mas os nove golos marcados até ao momento (melhor ataque da prova) não merecem a desconsideração de ninguém. E há um grande responsável por esta senda goleadora: Romelu Lukaku.

O ano de Herrera

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fc porto cabeçalho

O mexicano chegou ao FC Porto em 2013 e desde o primeiro dia que veio acompanhado de muita desconfiança. Custou ao clube 11M€ vindo do CF Pachuca e demorou a adaptar-se, tendo mesmo sido utilizado na equipa B.

Com Lopetegui e Nuno Espírito Santo começou a ser mais utilizado mas continuava sem convencer os adeptos, no final das contas tanto fazia boas exibições como más e era demasiado irregular para o gosto de qualquer adepto.

Quando, em 2016, chutou para canto e permitiu ao SL Benfica o empate no Dragão, foi duramente criticado. Redimiu-se quando, a quatro jornadas do fim da época 2017/18, marcou com um pontapé à entrada da área na Luz, valendo os três pontos e a liderança.

Herrera conquistou os adeptos portistas quando, depois de marcar na Luz, deu maior relevância ao emblema
Fonte: FC Porto

Esse golo serviu para solidificar o bom trabalho de Herrera durante a época, que não começou da melhor forma mas que foi sempre melhorando, e a forma como encaixou bem no estilo de jogo de Sérgio Conceição.

A boa prestação no clube valeu-lhe um lugar nos 23 convocados da seleção mexicana e no Mundial da Rússia tem brilhado. Na incrível vitoria frente à Alemanha, foi uma recuperação brilhante de Herrera que deu inicio à jogada do golo e colocou todos os “pontos nos i’s”, solidificando ainda mais a excelente prestação do médio portista que construiu e destruiu, sempre com grande qualidade e com Andrés Guardado ao seu lado, dupla que venceu o duelo com Kroos/Khedira.

Como se não chegasse a boa prestação nas competições de clubes, Herrera brilha no Mundial e, a um ano de acabar o seu contrato, passa a ser um risco para a SAD, que, sem sucesso, já tentou renovar contrato.  Sem que ninguém se chegue à frente disposto a pagar um valor próximo da cláusula de rescisão, 40M€, há o risco de, como Marcano e Diego Reyes, sair a custo zero.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

10 jogadores com passagens discretas por Portugal que brilham no estrangeiro

Neste século, o campeonato português ganhou uma grande visibilidade pelo facto deste se ter afirmado como uma escada para o topo de muitos jogadores estrangeiros que por cá passaram, como os casos Deco, Dí María, Falcão, James Rodriguez, Matic, etc.

No entanto, também existiram outros jogadores que brilham em clubes estrangeiros ou até mesmo na sua selecção que passaram por Portugal, tendo tido passagens discretas por algum dos clubes grandes, ou tendo sido jogadores influentes em clubes de segunda linha do nosso campeonato.

Irei aqui recordar 10 jogadores que tiveram esse estatuto em Portugal e que agora são jogadores influentes nos respectivos clubes e/ou selecções.

20.ª jornada do Girabola’18: D’Agosto em alta nesta ronda

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Numa altura em que se começam a tomar as grandes decisões em relação à consagração do título, a 20.ª jornada do Girabola’18 disputou-se no fim-de-semana dos dias 30 de junho e 1 de julho, e, como tem vindo a ser habitual, foi mais uma ronda repleta de ação e com alguns resultados surpreendentes.

O jogo grande da jornada opôs frente-a-frente dois crónicos candidatos ao título: Kabuscorp do Palanca e 1.º de Agosto. A jogar perante o seu público, os homens do bairro do Palanca queriam aproveitar o momento menos bom do líder da prova, que tinha empatado os seus últimos cinco jogos.

A expetativa era de se assistir a um encontro pautado pelo equilíbrio, mas os visitantes tinham outra ideia no pensamento e deram uma resposta em grande: venceram por cinco golos sem resposta – marcaram Massunguna, Mongo, Geraldo e Jacques (bis). Assim, o 1.º Agosto mantém-se no topo com 38 pontos conquistados, ao passo que o Kabuscorp está no nono lugar e muito longe dos lugares cimeiros da classificação.

Jacques foi a figura do jogo Kabuscorp vs 1.º Agosto, com um bis
Fonte: 1.º de Agosto

Após ter conseguido igualar o líder em número de pontos nas duas últimas jornadas, o Petro voltou a atrasar-se na corrida pelo título. Na visita ao terreno da Académica do Lobito, o conjunto petrolífero não conseguiu desenvencilhar-se do nulo no marcador durante os 90 minutos, trazendo de Benguela apenas um ponto. Com este resultado, o Petro está no segundo lugar, e a dois pontos do líder.

O Interclube continua a comprometer as suas hipóteses de se intrometer na luta pelo título. Nesta ronda, o clube treinado por Paulo Torres empatou a zero golos na ida à casa do Progresso do Sambizanga. Os “Polícias” têm estado uns furos abaixo do que mostraram na primeira volta, e por consequência dessa quebra de forma, estão já a sete pontos do topo da classificação.

O Recreativo do Libolo perdeu o seu encontro. Diante do Sporting de Cabinda, a turma libolense não mostrou grandes argumentos para vencer fora o seu adversário, e sucumbiu a uma derrota por 2-0. O triunfo permitiu à equipa de Cabinda ultrapassar o Libolo na classificação, estando agora no sexto lugar com 25 pontos, sendo que o conjunto do Calulo está no oitavo lugar.

Nos outros encontros, o Bravos do Maquis venceu o Domant por 3-2, o Desportivo da Huíla ganhou fora ao 1.º de Maio de Benguela pela margem mínima e houve um empate a um golo entre FC Casa Militar e Sagrada Esperança.

Em conclusão, já podemos antever que a luta pelo título será entre os dois rivais de Luanda, uma vez que estão lado a lado no topo, e não parece haver uma equipa que seja capaz de se meter nesta corrida a dois. Mas quem será o campeão do Girabola’18? Isso iremos descobrir nas próximas jornadas certamente!

Foto de Capa: 1.º de Agosto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Croácia 1-1 Dinamarca (3-2 G.P): Fantasma Kasper assustou mas Croácia segue em frente

Mais um duelo europeu nestes oitavos de final do Mundial 2018. Após uma eliminação “chocante” da Espanha aos pés da anfitriã Rússia, resta agora saber quem será o adversário dos russos no duelo dos quartos de final. Será que a Croácia irá confirmar as boas credenciais deixadas na fase de grupos? Ou, por outro lado, irá a Dinamarca continuar o seu já longo registo de 18 jogos sem perder? Tudo será respondido no relvado do Stadion Nizhny Novgorod.

Zlatko Dalic, selecionador croata, continuava a apostar no, até então, bem-sucedido 4x2x3x1, apostando no 11 inicial que venceu a Argentina por 3-0. Age Hareide, o norueguês selecionador da Dinamarca, apostou no 4x3x3 e trouxe duas alterações para o 11 inicial da Dinamarca: Yurary Poulsen e Jonas Knudsen.

O jogo teve o começo que todos os adeptos de futebol, menos os croatas, sonhavam: golos. A Dinamarca entrou com o pé direito neste jogo, após um lançamento lateral longo para a área, muita confusão e o central Jørgensen a introduzir a bola dentro da baliza croata, a bola ainda tocou no guarda-redes Subašic, mas aquela bola levava selo de golo. Um minuto de jogo e a Dinamarca entra a vencer!

E, se nesta altura, provavelmente muitos croatas começavam a desesperar, e as redes sociais já previam a queda de mais um favorito, a Croácia deu a melhor resposta possível a todos deles. Mais um lance confuso, ressalto na área dinamarquesa, sobra para o letal Mandžukić que na cara da baliza não desperdiçou. Incrível! Quatro minutos de jogo e já tínhamos dois golos, um para cada lado.

As duas equipas após este início frenético, e depois de ambos os golos terem tido origem em erros defensivos, iriam com certeza querer abrandar o ritmo de jogo, até para retificar posicionamentos táticos. Em jogos do “mata-mata” todos os pormenores importam, e se todos os adeptos de futebol preferiam que este ritmo alucinante fosse para ser mantido ao longo de todo o jogo, o que as duas equipas querem acima de tudo é não perder.

Dito e feito, as duas equipas apostavam então num período de maior calma e concentração em campo. A Croácia com mais posse de bola, fruto também da sua estratégia e do tipo de jogadores que possui, mas a Dinamarca a ocupar bem os espaços. Até ao final da primeira parte, apenas mais duas ocasiões de perigo se registaram. Rakitić, ao minuto 25 e ao minuto 45, pôs os reflexos de Kasper Schmeichel à prova.

As coisas inverteram-se no segundo tempo. Se até então, tínhamos visto uma Croácia a mandar no jogo, e uma Dinamarca “apenas” a fechar bem os caminhos para a sua baliza, os dinamarqueses vieram para a segunda parte com vontade de repetir a primeira parte e marcar cedo. Foi uma entrada forte da Dinamarca, a equipa dinamarquesa parecia ter encontrado o “antidoto” para o estilo croata, que simplesmente não se conseguia impor nem sequer reagir ao período de maior domínio da Dinamarca. Pressão alta e sem largar o portador da bola, estas foram as alterações que a Dinamarca trouxe para a segunda-parte do jogo e que parecia estar a ter um excelente resultado.

A estratégia dinamarquesa obrigou Modric a jogar em terrenos mais recuados
Fonte: FIFA

A segunda-parte foi uma “pobreza franciscana”, este não era, de facto, dia de bons jogos neste Campeonato do Mundo. A Dinamarca entrou bem, controlou a Croácia, aproximou-se da baliza croata, mas nunca conseguiu concretizar, nem sequer criar situações concretas de perigo. A Croácia com um Modric bastante recuado em campo, para o seu costume, foi tentando desenvencilhar-se da estratégia bem montada pela Dinamarca. Muito, muito fraco o futebol nesta segunda parte. Tanta pobreza só podia dar prolongamento.

E não seria de esperar que o prolongamento trouxesse grandes alteração, a nível do futebol jogado. O prolongamento é sempre um período “ingrato”, porque as equipas querem ganhar, mas acima de tudo não querem cometer erros que possam levar a golos adversários, pois as energias no prolongamento já são escassas e o tempo de recuperação é menor. Ainda assim, a Dinamarca voltou a entrar no jogo melhor que a Croácia. Schöne, aos 99 minutos, esteve muito perto de marcar com um grande remate de longe que não passou muito longe da baliza croata.

A entrada de Sisto trouxe uma renovada velocidade à Dinamarca e de imediato, aos 108 minutos de jogo, o jogador dinamarquês a trazer perigo para a baliza croata com um remate à meia-volta a passar muito perto do poste. Mas seria o minuto 114 que marcaria este prolongamento. Grande passe de Modric a isolar Rebic que é derrubado já depois de ter passado por Schmeichel. Penalty a favor da Croácia, com apenas cinco minutos de jogo restantes. Era o tudo ou nada. Modric posicionou-se para colocar a Croácia a tocar no céu, mas acabou por cair ele próprio no inferno. Grande defesa de Schmeichel, com o seu pai a vibrar nas bancadas.

Já chegava de prolongamento, era tempo de termos o segundo desempate por grandes penalidades do dia.  A primeira equipa a marcar seria a Dinamarca. E este foi um desempate por grandes penalidades onde os dois guarda-redes se destacaram. Subasic defendeu três e Schmeichel defendeu duas. No final do conjunto das cinco grandes penalidades, a Croácia venceu o desempate por 3-2 depois de Rakitic marcar o penalty decisivo.

Podemos dizer que este foi um resultado justo, até porque Rebic iria marcar o 2-1, se não tivesse sido travado em falta, mas a Croácia fez o seu pior jogo neste Mundial e logo agora que entramos na fase decisiva. Não pode ser inconsistente nesta altura…

ONZES INICIAIS

Croácia: Danijel Subasic; Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida, Ivan Strinic (Pivarić ’81); Ivan Rakitic, Marcelo Brozovic (Kovačić ’70); Ante Rebic, Luka Modric, Ivan Perisic (Kramaric ’96); Mario Mandzukic (Badelj ‘108).

Dinamarca: Kasper Schmeichel; Jonas Knudsen, Simon Kjaer, Matias Jorgensen e Henrik Dalsgaard; Andreas Christensen (Schöne’45) , Thomas Delaney (Krohn-Dehli ’98) e Christian Eriksen; Yussuf Yurary Poulsen, Andreas Cornelius (N. Jørgensen’66) e Martin Braithwaite (Sisto ‘105).