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O Atletismo nos Commonwealth Games: Os Eventos a não perder!

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Iniciados na passada quarta-feira, é este Domingo que se inicia o programa de Atletismo dos Jogos da Commonwealth. Sendo um fenómeno por vezes pouco compreendido por quem do mesmo não faz parte, os Jogos assumem especial importância para os atletas presentes e bastará dizer que entre os vencedores constam nomes como Usain Bolt (nas estafetas), Frank Fredericks, Ato Boldon, Kim Collins, Asafa Powel, Kirani James, Ezekiel Kemboi, Greg Rutherford, Phillips Idowu ou Jonathan Edwards. No feminino, dos nomes mais famosos entre os vencedores, constam Maria de Lurdes Mutola, Kelly Holmes, Paula Radcliffe, Sally Pearson, Christine Ohuruogu, Faith Kipyegon ou Vivian Cheruiyot.

Ainda assim, nem sempre é consensual a presença das principais estrelas no evento, preferindo por vezes priorizar outras opções no calendário desportivo, como foi o caso mais evidente a edição de 2010 em Dehli. Este ano, apesar de algumas ausências mais ou menos forçadas, não nos podemos queixar do número de atletas de topo presentes, existindo algumas provas com elencos de nível máximo. Mas já lá vamos.

Primeiro, é necessário explicar o que é a Commonwealth. A Commonwealth é uma organização intergovernamental composta por 53 países que possuem laços entre si, sendo que 51 dos membros faziam parte do antigo Império Britânico e é a partir dessa comunhão que tudo se desenvolveu. As únicas excepções são o Ruanda (que fazia parte do Império Belga) e…Moçambique! Sim, Moçambique que era portuguesa, mas que ganhou presença no grupo em 1995,com o apoio dos vizinhos que os rodeiam que apoiaram a sua entrada no grupo.

Em sentido inverso, deixaram a comunidade o Zimbabwe e a Gambia. Por aqui se percebe, que dentro deste grupo existem importantes nações no panorama do nosso desporto, como por exemplo, a Jamaica, a Austrália, a Nigéria, o Quénia, a África do Sul, o Canadá e, claro, a Inglaterra. No entanto, os Jogos não se resumem ao Atletismo. As 53 nações estão representadas em 71 equipas (por exemplo a Grã-Bretanha divide-se em Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte e outros territórios dependentes trazem equipas individuais) que disputam ao longo de 12 dias, 275 eventos em 19 diferentes desportos, formando uns “mini Jogos Olímpicos”, tendo inclusive direito a uma aldeia dos atletas.

Os Jogos deste ano realizam-se na fantástica Gold Coast na Austrália que tem, até ao momento, vivido a competição com grande entusiasmo. Falando do Atletismo, iremos destacar neste artigo 14 momentos (7 no masculino e 7 no feminino) que consideramos que podem vir a ser os momentos dos campeonatos e aqueles que não podem mesmo perder.

Club Atlético Madrid 2-0 Sporting CP: Não há vitórias morais quando o psicológico fica em casa

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O Sporting deslocou-se a Madrid numa partida de extrema importância para as contas da época. Foram quase quatro mil os adeptos que voaram para a capital espanhola, tentando fazer com que os leões se sentissem em casa para defrontar uma equipa que já foi bastante feliz nesta competição.

Os leões ainda mal tinham entrado em campo e o placard rapidamente mudou: vinte e três segundos. Foi o que bastou para que Koke fizesse agitar as redes de Rui Patrício. Depois de uma asneira tremenda de Coates, que falhou o passe para Mathieu, Diego Costa recolhe a bola e assistiu o seu companheiro de seleção; o espanhol, que apareceu isolado e que tinha apenas o guarda-redes pela frente, inaugurou o marcador com um remate cruzado.

O Sporting tentava reagir ao golo madrugador, porém notava-se o nervosismo na equipa, com alguns passes falhados e muita pressa na hora de sair a jogar. As jogadas saíam apenas pelo corredor direito, por onde Piccini ou Gelson tentavam atacar a defesa espanhola. O italiano, numa delas, arrancou em velocidade e cruzou para Bas Dost, que cabeceou ao lado. A equipa portuguesa começava a despertar, sentindo-se cada vez mais confortável a jogar no meio-campo adversário.

O jogo depressa perdeu o ritmo que um golo tão cedo poderia prever. A partida estava a ser bem disputada a meio-campo, com o Atlético a aproveitar os maus passes dos jogadores adversários para criar lances de perigo. Uma das melhores oportunidades do Sporting acabou mesmo por aparecer pelos pés de Gelson Martins: Coates passa para Bruno Fernandes que, por sua vez, mete na velocidade do internacional português; este mete a quinta e deixa dois adversários para trás. A jogada só não tem um final mais feliz porque Gelson, já em esforço, remata fraco para defesa de Oblak.

Perto do final da primeira parte, Griezmann, fazendo vingar a raiva gaulesa, aproveitou uma desatenção de Mathieu e, cara a cara com Patrício, rematou puxado ao poste direito, fazendo assim o 2-0.

O jogo foi para intervalo com um Sporting ferido e em desvantagem, sendo o principal culpado pelos dois erros defensivos graves que deram origem aos golos. Jorge Jesus, antes de os 45 minutos terminarem, ainda procedeu à substituição de William por Acuña.

Coates cometeu um erro infantil e deixou o Sporting a perder desde cedo
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começa com novo erro dos centrais do Sporting. Coates falha o corte e a bola sobra para Diego Costa que, frente a frente com o guarda-redes leonino, falha a finalização e deixa que Patrício recolha a bola.

Poucos minutos depois, Coates, sem cabeça, deixa que Diego Costa lhe roube a bola, permitindo assim que este chegasse à linha e tentasse rematar para o primeiro poste, onde apareceu novamente Patrício para salvar a eliminatória (ou o que restava dela).

O Sporting, sem ideias, tentava chegar perto da baliza de Oblak, mas a falta de frescura e a pressão de ter que marcar um golo para manter a eliminatória em aberto tomava conta das ideias da equipa. William Carvalho levou, com a sua substituição, o controlo do meio-campo.

Entretanto, era o Atlético que ia aproveitando esta disposição dos leões. Exemplo disso foi o remate forte de Juanfran para uma grande defesa à queima-roupa de Rui Patrício. Do outro lado, poucas foram as intervenções do antigo guarda-redes do Benfica, sendo quase um espectador com um lugar privilegiado neste jogo.

A melhor oportunidade do Sporting chegou quase no fim do jogo: depois de um remate à entrada da área de Bryan Ruiz para defesa apertada de Oblak para a frente, Montero, que apenas precisava de encostar, dá numa de Bryan Ruiz e, em frente à baliza, remata bem por cima da trave. Com este pontapé para a bancada foram também as grande oportunidade do Sporting voltar a discutir o jogo.

O árbitro apitou pouco depois para o final da partida. O Sporting leva para casa uma desvantagem por duas bolas, tendo que trabalhar o dobro com menos recursos: Bas Dost e Fábio Coentrão viram ambos amarelo e, consequentemente, não irão jogar em Alvalade. Já o Atlético de Madrid irá jogar com o Real Madrid mais descansado e com a eliminatória praticamente ganha.

 

Estrelas da formação: João Costa

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A formação do FC Porto tem estado em destaque esta época, com vários jogadores a serem chamados à equipa principal, os sub-19 apurados para as meias-finais da Youth League e na luta pelo título, e a equipa B a realizar, uma vez mais, uma Segunda Liga de boa qualidade, tendo estado muito tempo na liderança e sendo a melhor classificada entre as equipas B. Outro destaque são os vários jogadores emprestados pelo FC Porto a clubes quer da Primeira Liga quer da Segunda Liga. Um desses casos é o de João Costa, um dos grandes talentos da formação azul e branca.

O jovem guarda-redes de 22 anos de idade, que se encontra emprestado ao Gil Vicente FC, é um dos jogadores com mais curriculum na formação do FC Porto. Campeão em todos os escalões (sub-15, sub-17, sub-19 e equipa B), este é um registo verdadeiramente impressionante.

João Costa é um valor seguro da formação do FC Porto
Fonte: FC Porto

João Costa fez a sua estreia como sénior no jogo Atlético CP 2-3 FC Porto, na época de 2015/16, quando os portistas eram orientados pelo mister Luís Castro. Conta já com impressionantes 32 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal, sendo internacional desde os sub-15 até aos sub-20 e tendo já 1978 minutos de utilização por Portugal.

Chegou ao Gil Vicente FC em janeiro e tem sido crucial na subida de rendimento da equipa. É um guarda-redes completo: muito ágil entre os postes, seguro nas saídas ao futebol aéreo, joga muito bem com os pés e controla muito bem a profundidade da equipa. João Costa junta a estas caraterísticas técnicas uma personalidade forte que faz dele um jogador com carisma de liderança que não deixa ninguém indiferente no balneário, um grande profissional.

João Costa tem contrato com o FC Porto até junho de 2020. Por isso podemos dizer que o futuro das balizas azuis e brancas está bem seguro.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Regressou o “Toto”, mas há Rafa. E agora, Mister?

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Bem sabemos que a vida de Rui Vitória nestas três temporadas ao leme do SL Benfica não tem sido fácil, no que toca às lesões que têm assombrado o plantel. Todos os sectores já foram afectados por lesões de gravidade média-alta e, no meio de toda esta infelicidade, o treinador ribatejano lá tem conseguido dar a volta e arranjado soluções que depois até acabam por se tornar em dores de cabeça. Porém, sendo boas dores de cabeça – as que qualquer treinador gostaria de ter –, demonstram a existencia de qualidade e profundidade no plantel. Afinal de contas, num balneário não têm de existir titulares e suplentes; todos fazem parte do plano e todos – sem excepção –, terão de estar preparados para jogar.

A última lesão que abriu portas à entrada de um elemento que acabou por se afirmar, foi a de Eduardo Salvio. Lesionando-se a 03 de Fevereiro, no jogo caseiro contra o Rio Ave FC, viu Rafa Silva ocupar o lugar desde então. E este tem-no feito com qualidade, diga-se. Mas agora, com a recuperação de “Toto”, qual será o destino da ala direita encarnada? A verdade é que Rui Vitória tem sido bastante coerente neste aspecto, não quebrando a ascensão daqueles que reclamam por uma oportunidade e que a ganham. Mas, aproximando-se uma fase decisiva da temporada, resistirá o treinador encarnado a deixar um elemento preponderante do balneário como Salvio no banco ou irá dar continuidade ao bom momento de Rafa?

O que é facto é que não há jogadores iguais. Salvio oferece coisas que Rafa não oferece e vice-versa. E estas coisas são perfeitamente normais de acontecer; cabe é a Rui Vitória fazer um balanço e decidir, dentro do que pretende para a equipa, quem é que poderá trazer mais benefícios e aproximar a equipa da vitória em cada jogo. Ainda que seja, naturalmente, o treinador a decidir, olhemos nós para os dois jogadores e vejamos o que um e outro podem dar.

Comecemos pelo argentino. Salvio é um jogador com claro peso no balneário. Está no SL Benfica desde 2012, mas em 2010 já cá havia feito uma temporada por empréstimo do Atlético de Madrid. Conhece bem o Clube, sente o Clube, dá tudo pelo Clube. É um jogador querido dos adeptos e está mesmo no lote dos capitães de equipa. Em campo, sente-se a sua influência, principalmente ao nível dos números que apresenta. Na actual temporada, “Toto” leva 20 jogos disputados no campeonato, sete golos marcados e quatro assistências para golo, tornando-o no segundo melhor marcador da equipa.

Rafa tem sabido aproveitar a oportunidade que lhe foi concedida e tornou-se hoje, mais do que nunca, uma dor de cabeça para Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Quanto a Rafa, o jovem Campeão Europeu de 24 anos cumpre a sua segunda temporada com o Manto Sagrado e só agora parece, finalmente, estar a conquistar o seu lugar ao sol. Após uma primeira temporada com uma lesão inicial que complicou a sua afirmação, não desistiu de reclamar por uma oportunidade e é, hoje, o titular do lado direito do ataque. Porém, os seus números não são tão entusiasmantes quanto os de Salvio: Rafa contabiliza 15 jogos, dois golos marcados e duas assistências.

E é aqui que a balança poderá pender, na escolha do elemento a ocupar a ala direita. Salvio é um jogador com golo e é difícil para qualquer treinador ou adepto ignorar este facto, uma vez que no nosso Futebol se dá muita importância às estatísticas. E, se é verdade que as estatísticas são um óptimo auxiliar, também é verdade que não nos podemos somente basear nelas. Salvio pode ter melhores números, mas há que saber avaliar se as características de Rafa não serão mais abonatórias para o estilo de jogo do SL Benfica. Desde que o português entrou na equipa principal, que a capacidade de desequilibrio não se tem restringido somente à ala esquerda. Hoje, o conjunto liderado por Rui Vitória tem dois corredores de ataque bastante dinâmicos e imprevisíveis; de um lado, Grimaldo, Zivkovic e Cervi e, do outro, André Almeida, Pizzi e Rafa.

Resumindo, Salvio tem maior lucidez e capacidade em zonas de decisão, enquanto que Rafa, pela sua velocidade e visão de jogo, tem características que aproximam mais a equipa do golo. Para já, neste primeiro jogo após o regresso do argentino, foi Rafa quem se apresentou em campo, fazendo os 90 minutos. Mas como irá, a partir de agora, lidar com o facto de Salvio estar no banco, pronto a entrar a qualquer momento? Se for titular no próximo jogo, poderemos dizer que esta será a grande prova de fogo para o português.

Foto de Capa: SL Benfica

Bem-vindos à “MLZ”

Zlatan Ibrahimovic teve estreia auspiciosa nos Estados Unidos da América. Chegou na sexta-feira de manhã para assinar pelo LA Galaxy e, no sábado ao final do dia, já bisava no dérbi de Los Angeles diante do LA FC…e tudo num quarto de hora!

Depois do calvário que enfrentou devido a problemas físicos no Manchester United, o internacional sueco deixou os ‘red devils’ e José Mourinho lamentou que Ibrahimovic não mais voltasse a ser o mesmo…futebolisticamente falando. A verdade é que Zlatan mostrou ter uma fome imensa pelo golo e capitalizou isso num jogo a contar para a conferência oeste da Major League Soccer, numa partida em que até tinha um português em campo: João Moutinho do lado dos LA FC.

Aos 36 anos, o ponta de lança admitiu que o primeiro sprint já o fez arfar com dificuldades, mas a experiência ainda é um posto e, na segunda oportunidade, viu o guarda-redes adversário adiantado e aplicou um remate tenso que sobrevoou o guardião e fez explodir de alegria o StubHub Center!

Eis chegado o “Estilo Zlatan” para a opulenta Major League Soccer
Fonte: LA Galaxy

Numa partida em que os da casa perdiam por 3-0, o golo da reviravolta assinado por Zlatan Ibrahimovic nos descontos consolidou contornos inesquecíveis à aventura de Ibrahimovic que ainda agora começou em paragens norte-americanas.

Entretanto, o diretor desportivo dos ‘Galaxy’ contou que Zlatan abdicou de muito dinheiro para rumar aos EUA em vez de seguir para a China. O controverso sueco continua a fazer das suas e é sempre improvável o que vai decidir…e até deixa em aberto se vai ou não seguir para o Mundial da Rússia com a sua seleção.

“Queriam Zlatan, dei-lhes Zlatan”, afirmou, com o seu ego enorme, o carismático Zlatan que não se ficou por aí…mais tarde, no Twitter, recorreu às iniciais “MLZ” (Major League Zlatan) para se impor ainda mais. Se a MLS tem vindo a mostrar-se cada vez mais um campeonato onde o futebol se valoriza, agora conhecemos um novo capítulo.

Bem-vindos à “MLZ”!

Foto de Capa: LA Galaxy

Artigo revisto por: Jorge Neves

Leões no Wanda Metropolitano em busca da vitória

Esta quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal disputa o seu décimo primeiro jogo europeu, na presente temporada. O único clube português, presente nas competições europeias, desloca-se ao novo estádio do Atlético de Madrid, para disputar a primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa.

Para esta partida da Liga Europa, Jorge Jesus não poderá contar com Daniel Podence, Rafael Leão, Bruno César e Seydou Doumbia, devido a problemas físicos. O onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes.

Depois da derrota em Braga, o Sporting tem de limpar a cara em Madrid
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Pela frente, o Sporting têm os “colchoneros” que vêm num bom momento de forma, somando seis vitórias consecutivas. Em dúvida para esta partida, Diego Simeone tem os defesas Filipe Luís, Juanfran e Vrsaljko. O Atlético Madrid tem ainda assim um coletivo muito forte e experiente, com Godín, Gabi, Koke, Saúl Ñíguez, Atoine Griezmann e Diego Costa entre as suas principais estrelas.

A equipa de Diego Simeone tem como as suas principais armas a sua consistência defensiva e a qualidade e velocidade que impõe no processo ofensivo. O Atlético de Madrid era um dos favoritos à conquista da prova, sendo que nas últimas temporadas marcou presença por duas vezes na final da Liga dos Campeões.

Por isso, os leões têm de apresentar toda a sua qualidade exibicional, como fizeram frente a Juventus e Barcelona. Uma equipa que lute do início ao fim pela vitória, com atitude e compromisso, com garra e uma enorme entrega em cada lance, a cada minuto de jogo. Trata-se de uma eliminatória a dois jogos e, nesse sentido, é fundamental que o Sporting consiga marcar golos em Madrid e se possível conquistar o triunfo.

Os sportinguistas, esses que são os melhores adeptos do mundo, irão estar apoiar a equipa do primeiro ao minuto 180, a empurrar a equipa para as meias-finais da Liga Europa. É possível derrotar este Atlético de Madrid, nós acreditamos em vocês!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Japonesas a subir de rendimento

O Campeonato Mundial de Superbikes regressou e a ronda asiática da Tailândia deu-nos dois vencedores diferentes: o tricampeão mundial Jonathan Rea (Kawasaki) e Chaz Davies (Ducati).

Para esta segunda ronda, Marco Melandri liderava o campeonato, após duas vitórias na primeira ronda que ocorreu na Austrália. Esperava mais do piloto italiano, mas um oitavo e um sétimo posto foi o melhor que o “canguru” italiano conseguiu fazer este fim-de-semana.

Na primeira corrida, Rea, que partiu da pole position, ainda teve luta do seu colega de equipa, Tom Skykes, e do piloto da Honda, Leon Camier. Mas, após três voltas, o campeão começou a fazer o que faz melhor: distanciar-se e controlar a corrida por completo. Na luta pelo segundo lugar, Xavi Fores e Leon Camier estiveram sempre próximos um do outro, mas uma curva mais larga por parte de ambos viu Fores saltar para segundo e Camier a ter que se defender do quarto classificado, Chaz Davies.

O piloto da máquina italiana batalhou com o seu amigo até à penúltima volta, ultrapassando-o e conseguindo assegurar mais um pódio para a marca italiana. A Honda, com este quarto lugar, consegue cada vez mais mostrar o seu potencial pelas mãos de Camier, já que o seu colega, o americano Jake Gagne, continua a habituar-se ao ritmo do mundial de Superbikes (Gagne acabou em décimo sétimo). Tom Skykes, na segunda Kawasaki, teve uma corrida de frente para trás (tem nos habituado a esta “estratégia” pouco produtiva…). Começou bem e depois foi caindo posições até terminar em sexto.

Xavi Fores continua a impressionar na Ducati privada da equipa Barni
Fonte: Fédération Internationale de Motocyclisme

Na segunda corrida, a Yamaha de Alex Lowes e de Michael van der Mark seguraram a frente da grelha de partida. Nas primeiras voltas, os pilotos da máquina nipónica distanciaram-se um pouco. Atrás deles vinha uma “matilha” de pilotos esfomeados. Num movimento espetacular, Davies passou para terceiro e começou a perseguir os dois “fugitivos”. A quinze voltas do fim passou Lowes e acabou por apanhar van der Mark.

Papel de lixa ou batota à moda do Críquete

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O mundo do Cricket foi recentemente abalado por um escândalo em que a seleção Australiana tentou recorrer à batota num jogo de Teste (variante mais exigente do Cricket em que os jogos duram vários dias) com a África do Sul, quando já perdiam por mais de 100 corridas.

Em concreto, Cameron Bancroft, um dos jogadores australianos, foi apanhado pelas câmaras a usar uma folha de papel de lixa para tentar alterar o estado da bola e conseguir trajetórias mais favoráveis nos seus lançamentos. Quando confrontado pelo árbitro, escondeu o papel nas suas calças, mas as imagens televisivas não deixaram dúvidas e este acabou por mais tarde admitir a infração.

Apesar de parecer uma prática estranha, não é assim tão incomum já que a bola não é trocada durante o jogo e há muitos exemplos de situações semelhantes, que incluem até o recorrer a mascar ou comer diferentes produtos de forma a produzir saliva mais útil a esta prática. Também a outra modalidade de princípios semelhantes, o basebol, teve de lidar com este problema, mas resolveu-o logo no início do século passado quando decidiu passar a substituir as bolas quando estas não estivessem em perfeitas condições.

O momento em que Bancroft (centro) é confrontado pelo árbitro
Fonte: International Cricket Council

Ora, perante este cenário, a Cricket Australia, a Federação nacional da terra dos cangurus, levou a cabo uma investigação para averiguar a origem do incidente e chegou à conclusão que quem estava por trás da situação era a dupla de capitães da seleção, Steven Smith e David Warner. Segundo foi possível apurar, Warner, sub-capitão, teve a ideia e deu as instruções a Bancroft para a pôr em prática e o capitão Smith sabia do plano e não se opôs.

No seguimento deste inquérito, Bancroft foi suspenso por 9 meses e Smith e Warner por 1 ano cada. Adicionalmente, Smith e Bancroft ficam impossibilitados de integrar cargos de liderança na seleção até pelo menos 1 ano, após o final das suas suspensões e Warner não  será mais considerado para essas funções.   

Apesar das consequências se terem sentido de imediato com a demissão do treinador Darren Lehmann que declarou ser, em última instância, responsável pela cultura da equipa, a saída de um dos principais patrocinadores da Federação e até a reprovação pública do Primeiro-Ministro australiano, nem todos concordaram com as sanções impostas.

O Sindicato Australiano de Jogadores de Cricket veio a público alegar que as punições foram desproporcionais a casos anteriores de tentativas de adulteração da bola de jogo. E, olhando para a história da modalidade, esta avaliação não deixa de ter a sua verdade e talvez o alarido mediático feito à volta do assunto tenha forçado a medidas demasiado duras, dando a razão ao Presidente do Sindicato, Greg Dyer, em que “justiça que é apressada consegue por vezes ser bastante defeituosa”.

Então, porque não acabar com estas polémicas e fazer como o basebol e ir mudando a bola? Bom, os puristas não querem nem ouvir essa proposta que para muitos dos adeptos da modalidade vai contra a básico do Cricket, por isso para já não vai acontecer. Talvez um dia.

Foto de Capa: International Cricket Council

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Carta aberta a Danilo

Danilo,

Há uns meses escrevi sobre ti. Num balanço do ano 2017 eu, e toda a secção do FC Porto aqui do “Bola na Rede”, achamos que eras o merecedor do título “Dragão do Ano”. Lembro-me de na altura ter dito que, no nosso meio-campo, eras intocável. Pouco tempo depois vimos-te lesionado e soubemos que teríamos de ter outra solução, que o nosso insubstituível ia ter de ser rendido. E hoje, depois de te vermos voltar aos relvados na segunda-feira, temos más notícias outra vez.

Sofremos a segunda derrota no campeonato, fomos afastados da liderança pela primeira vez esta época, mas não baixamos os braços. Não só não baixamos os braços como continuamos a acreditar e tentamos olhar para o que de positivo se podia tirar desse jogo. E sabes o que tiramos de positivo? Tu! O teu regresso. No meio de tudo o que correu mal, foi bom ter-te de volta ao relvado e contávamos que pudesses ajudar nas seis finais que faltam e que são agora mais importantes do que nunca. Mas não, não é desta que isso vai acontecer.

Ou melhor, não vai acontecer contigo em campo. Porque fora das quatro linhas, estejas onde estiveres, sei que vais estar com o plantel, que vais lutar com eles pelo objectivo que é de todos nós. E sabes, é bom vermos que há união na equipa, percebermos que mais do que companheiros, vocês fazem amigos aí. Quando a notícia rebentou, vimos logo as mensagens de apoio que já estavas a receber dos teus colegas e nada nos pode encher mais de orgulho.

Depois do regresso aos relvados em Belém, Danilo volta a lesionar-se com gravidade
Fonte: FC Porto

Nunca é fácil ultrapassar uma lesão, muito menos quando estavas a acabar de sair de outra, mas se há alguém que confio que pode regressar mais forte, esse alguém és tu. Sei bem que este ano, neste em particular, não é fácil. Vais falhar um compromisso importante da nossa seleção, o Mundial da Rússia, o regresso depois da enorme conquista que tiveram e na qual também estiveste presente. E pode parecer cliché, mas acredito mesmo que vais voltar mais forte, acredito na tua capacidade de superação e acredito que tens muitas alegrias para nos dar.

Se existe destino, ele não está definitivamente a ser simpático contigo. Seja o destino ou outra coisa qualquer. Mas tu tens o espírito de dragão, a garra que tanto ambicionámos que os nossos jogadores tivessem… Tu és FC Porto! E nós estamos contigo. Estamos hoje como sempre estivemos e como sempre vamos estar. E sabemos que tu também vais estar connosco e com os teus colegas. Sei que todos vão dar em campo o máximo que podem, por eles, pela equipa e pelos adeptos mas também, e em especial, por ti. E em Maio, agora mais do que nunca, contamos contigo!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Liverpool FC 3-0 Manchester City FC: “Reds” mostraram quem manda em Anfield

A equipa dos Reds recebeu e venceu os Citizens de Pep Guardiola numa das partidas mais aguardadas dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.  A partida começou com maior domínio do Manchester City face a um Liverpool que ia esperando o momento certo para tomar as rédeas do jogo. Os pupilos de Klopp iam deixando o City jogar, explorando os contra-ataques e contando, nesse capítulo, com a velocidade de Sadio Mané do lado esquerdo e de Mohamed Salah do lado direito do ataque.

Ao minuto 12 surge o primeiro golo do encontro: triangulação entre Salah e Firmino, que culmina no golo do egípcio, que estava muito perto da baliza de Ederson e em posição frontal em relação à mesma. Este nada podia fazer. A equipa de Guardiola continuava, após o golo adversário, com o seu futebol de posse tão característico e respondeu, logo ao minuto 14, com um remate ao lado da baliza do alemão Karius. Ao minuto 21, Anfield Road aqueceu completamente devido a uma verdadeira “bomba” de Alex Oxlade-Chamberlaine “do meio da rua”, como se costuma dizer. Remate colocado e forte do médio do Liverpool, que deixou o guardião do City pregado à relva.

Desde este golo do Liverpool que a formação de Manchester não conseguiu mais controlar o que quer que seja. Era, a partir desse momento, uma equipa desinspirada e desarticulada nos momentos de transição ofensiva e defensiva. Os da casa defendiam muito bem, mostrando um excelente jogo posicional, tendo um meio-campo agressivo, concentrado e dominador. O jogo mudou, portanto, de registo: após o segundo golo dos Reds, foram estes que dominaram, enquanto os pupilos de Guardiola “assistiam” ao desfile. Não foi, por isso, estranho que, perante a supremacia da equipa da casa, esta chegasse ao terceiro tento. Foi ao minuto 31, com um cabeceamento de Sadio Mané aproveitando um cruzamento milimétrico da direita do ataque por parte de Salah. Quem mais poderia ser? Nos bancos, Guardiola não acreditava no que estava a acontecer e Klopp ia festejando efusivamente cada golo da sua equipa.

A segunda parte começou com a equipa forasteira a tentar marcar um golo que poderia vir a ser crucial nas contas finais do apuramento e empurrava o Liverpool para a sua zona defensiva. Na impossibilidade de ir atrás do resultado, que era já muito dilatado a favor dos Reds, a equipa de Guardiola ia atrás do golo. Mas não houve uma oportunidade flagrante, a não ser a vontade de uma equipa que quer alterar o rumo das coisas mas que não sabe como nem quando fazer.

Ao minuto 57, entra Raheem Sterling para o lugar de Gundogan. Guardiola pretendia alguém veloz, capaz de romper com a muralha defensiva impenetrável do Liverpool. Mas não havia forma de o fazer, nem pela esquerda, nem pela direita, nem pelo miolo do terreno. A equipa de Manchester bem pressionava, mas não havia forma de contornar o jogo posicional e defensivo da formação da terra dos Beatles. O Liverpool esteve melhor em toda a partida e disse quem manda afinal em Anfield Road.

 

Foto de capa: UEFA