Início Site Página 11853

GP Austrália: O pé direito de Vettel e os pés trocados da Haas

0

Está de volta. As ultrapassagens, as qualificações, as bandeiras axadrezadas, as boxes, o DRS e o cheiro a pneu queimado. Voltou a emoção. Voltou a Fórmula 1. O Grande Prémio da Austrália estendeu a passadeira vermelha aos 20 pilotos que vão tornar os fins de semana bem mais animados até novembro.

Lewis Hamilton confirmou o pseudo favoritismo das semanas de testes em Barcelona e conquistou a pole-position. Raikkonen logo a seguir, Vettel a fechar o pódio, Verstappen a sair de quarto e, logo a seguir, os dois Haas a cavarem a primeira surpresa do ano. Mas o dia não ia acabar da melhor maneira para Magnussen e Grosjean.

Daniel Ricciardo foi penalizado em três posições por excesso de velocidade com bandeira vermelha e Valtteri Bottas caiu cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades: o Red Bull saiu de oitavo, o Mercedes de 15.º.

Bandeira em baixo, motores ligados e começava o primeiro Grande Prémio de 2018. O circuito australiano contava este ano com mais uma zona de DRS – com três no total – para facilitar e multiplicar as ultrapassagens. Mas a decisão tornou-se insuficiente: que o diga Hamilton.

O inglês da Mercedes arrancou bem e segurou a liderança. Verstappen deixou escapar o quarto lugar para Magnussen e, depois de um pião na décima volta, caiu para oitavo e complicou bastante a sua tarefa. A possibilidade de um final mais sorridente para a Red Bull ficava a partir daqui nas mãos de Daniel Ricciardo.

Raikkonen foi o primeiro a ir às boxes e Hamilton rapidamente seguiu o exemplo. Vettel não conseguia implementar no Ferrari o andamento dos dois homens da frente: chegou a estar a sete segundos do campeão do mundo. Mas as paragens do principal adversário e do colega de equipa deram-lhe a chance necessária para agarrar a liderança do GP e adiar a primeira pit-stop.

Mas o momento que iria decidir a corrida chegou na volta 24. A Haas estava a cumprir um fim de semana de sonho, com uma qualificação surpreendente e um quarto e quinto lugares que garantiam 22 pontos no final da primeira prova do ano: metade de todos os que fizeram na temporada de 2017. Magnussen saiu da box com um ritmo muito lento e acabou por parar e abandonar; na volta seguinte, aconteceu exatamente o mesmo a Grosjean.

O atípico abandono da Haas decidiu a corrida
Fonte: Haas F1 Team

A equipa técnica da Haas cometeu um erro inacreditável e praticamente inédito – as porcas foram mal apertadas nas rodas e as mesmas entraram soltas na pista. Para além da dupla desistência, a equipa foi multada em 10 mil euros pela FIA por ter colocado em risco a segurança de todos os outros carros. Aqueles mecânicos podem começar a inscrever-se no centro de emprego.

O safety-car virtual entrou em pista e não podia ter sido em melhor altura para Sebastian Vettel. O alemão aproveitou para parar e quando saiu das boxes estava à frente de Lewis Hamilton: o inglês não percebeu o que aconteceu e até perguntou via rádio se a culpa tinha sido sua ou da equipa. Não houve resposta conclusiva. O safety-car passou de virtual a real e quando a corrida foi relançada, Vettel só teve de segurar Hamilton.

O inglês bem tentou aproveitar o DRS mas nunca chegou a ameaçar realmente o Ferrari. Cometeu dois erros, falhou duas travagens antes das curvas, esteve sempre preocupado com o sobreaquecimento do carro e deixou escapar Vettel. Lá atrás, Kimi Raikkonen conseguiu segurar Daniel Ricciardo e garantiu o duplo pódio para a scuderia italiana. Verstappen terminou em sexto e Valtteri Bottas em oitavo, atrás de Hulkenberg.

Nota positiva para a Ferrari. Raikkonen e Vettel desempenharam com brilhantismo a estratégia desenhada e o compasso de espera que o alemão fez até parar valeu-lhe a vitória. De realçar também o quinto lugar de Fernando Alonso. O espanhol ficou à frente de Verstappen e Bottas e deixou patente uma ideia de confiança que paira nas garagens da McLaren: “O alvo é a Red Bull”. O ano começa como os últimos dois – a McLaren é o underdog que pode explodir.

Nota agridoce para a Haas. Apesar da dupla desistência que deixa a equipa no fundo da classificação geral, o monolugar deixou ótimas indicações e, se não fosse aquele erro técnico atípico, teria ficado em lugares completamente surpreendentes. Olhos abertos e atentos a Magnussen e Grosjean.

Vettel ganhou e começou o Campeonato do Mundo 2018 com o pé direito. Hamilton foi traído pela estratégia de paragens mas continua a ter laivos de campeão que mais nenhum do piloto do grid tem. A Fórmula 1 regressa no fim de semana de 6 a 8 de abril, com o Grande Prémio do Bahrain.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Marta, a maior futebolista da atualidade

No mês das mulheres o Brasil recebeu uma grande notícia. No último dia 21.03 a ESPN Americana divulgou a lista dos 20 atletas mais dominantes do esporte mundial e para o orgulho dos brasileiros a jogadora Marta, 32, apareceu na nona colocação. Marta foi eleita a maior futebolista da atualidade, na frente inclusive do argentino Lionel Messi, 11º colocado, e do português Cristiano Ronaldo, 14º colocado.

A lista foi elaborada com base nos campeonatos mais importantes de todos os esportes e leva em consideração os rankings globais e a avaliação individual de cada atleta nas últimas duas décadas. Abaixo segue a lista completa: (Em destaque as quatro mulheres que fazem parte da lista).

 

1º Tiger Woods (Golfe – Estados Unidos)
2º LeBron James (Basquete – Estados Unidos)
3º Peyton Manning (Futebol americano – Estados Unidos)
4º Jimmie Johnson (NASCAR – Estados Unidos)
5º Roger Federer (Tênis – Suíça)
6º Annika Sorenstam (Golfe – Suécia)
7º Michael Schumacher (Fórmula 1 – Alemanha)
8º Floyd Mayweather (Boxe – Estados Unidos)
9º Marta Vieira da Silva (Futebol – Brasil)
10º Usain Bolt (Atletismo – Jamaica)
11º Lionel Messi (Futebol – Argentina)
12º Serena Williams (Tênis – Estados Unidos)
13º Lauren Jackson (Basquete – Austrália)
14º Cristiano Ronaldo (Futebol – Portugal)
15º Novak Djokovic (Tênis – Sérvia)
16º Allyson Felix (Atletismo – Estados Unidos)
17º Barry Bonds (Beisebol – Estados Unidos)
18º Mike Trout (Beisebol – Estados Unidos)
19º Manny Pacquiao (Boxe – Filipinas)
20º Tom Brady (Futebol americano – Estados Unidos)

 

Marta nasceu em Alagoas e iniciou a sua carreira no CSA. De Alagoas foi para o Rio de Janeiro defender o Vasco da Gama. Desde jovem, Marta brilhava em campo demonstrando toda a sua habilidade. Via-se nela um potencial enorme. Toda a expectativa criada em cima da jogadora foi correspondida. Em 2004, Marta transferiu-se para o futebol sueco e na Europa a sua carreira decolou de vez. Ao todo a atacante disputou 12 temporadas na Suécia o que lhe garantiu, ainda, a cidadania sueca.

A brasileira é a melhor jogadora da história do futebol feminino do Brasil e uma das melhores da história mundial. Eleita cinco vezes pela FIFA como a melhor jogadora do mundo, a atacante ainda coleciona duas medalhas olímpicas de prata, 2004 e 2008, e duas medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos, 2003 e 2007.

Em 2009, a atacante Marta venceu o prêmio da FIFA de melhor jogadora do mundo e Lionel Messi conquistou o prêmio de melhor jogador
Fonte: FIFA

O auge de sua carreira coincidiu com o auge da carreira de um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro, Ronaldinho Gaúcho. Nessa época o brasileiro tinha, tanto no feminino quanto no masculino, dois jogadores geniais que faziam “magia” com a bola. Com a Marta em campo, o aguerrido futebol feminino brasileiro ganhou mais visibilidade. Todos querem vê-la nos jogos. Dribles, toques rápidos, velocidade e habilidade. Qualidades da Marta que encanta quem a assisti.

Infelizmente dificilmente surgirão “novas Martas” no Brasil. O pouco investimento da CBF em prol do futebol feminino impossibilita que novas revelações surjam. Tanto é que o Brasil está perdendo espaço para outros países que investem no futebol feminino. A verdade é que esse investimento nunca ocorreu no país. Os campeonatos organizados pela CBF não possuem um calendário extenso que permitam que os clubes invistam em suas equipes. Com um campeonato pouco atrativo, a televisão não se interessa em comprar os direitos televisivos e quando os compra são poucos os jogos que são televisionados. Com isso grande parte da população brasileira nem sabe que existe um Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino e quem sabe de sua existência é praticamente certo de não saber quem foi o último campeão.

A Marta como a maior jogadora da história do Brasil tem papel fundamental nessa construção do futebol feminino no país. A atacante sempre declarou que o futebol feminino brasileiro precisa de apoio e investimento. Ela junto com outras guerreiras que fazem o futebol feminino brasileiro precisam do apoio de todos. O primeiro passo para a valorização do futebol feminino no país é a CBF tratar com respeito quem o pratica e valorizar os campeonatos que organiza.

A torcida de todos que amam o futebol é que essa valorização chegue logo no país. Futebol tem que ser entendido como algo sem barreiras. Todos podem gostar e praticar. Sem distinção em quanto a raça, orientação ou gênero. Fica aqui todo meu apoio as nossas jogadoras que ultrapassam barreiras – tanto em casa quanto na sociedade – para apenas poderem exercer a profissão que escolheram. Barreiras essas que não existem para os homens. Então, que em um futuro próximo tenhamos mais “Martas”, “Formigas” e “Cristianes” para dar orgulho e alegria ao nosso povo. E principalmente que esses exemplos sirvam para encorajar a todas as mulheres a lutarem pelos seus objetivos. Afinal, o lugar da mulher é onde ela quiser.

Foto de capa: CBF

Dynamo-Viktor 27-27 Madeira SAD: Faltou a vitória

0

O Madeira Sad foi, este sábado, à Rússia disputar a primeira mão dos quartos de final da Challenge Cup contra o Dynamo-Viktor, onde empatou por 27-27. A equipa russa disputa pela primeira vez uma competição europeia. O jogo iniciou-se às 19 horas locais, menos três em Portugal.

Apesar da condição do Madeira Sad de cabeça de série, a tarefa já se adivinhava difícil. Uma deslocação a um terreno desconhecido e com um ambiente adverso em que a equipa da casa contou com grande afluência e apoio dos adeptos russos.

A equipa portuguesa começou muito bem o jogo e conseguiu dominar a equipa da casa nos minutos iniciais. Coesão defensiva e disciplina foram fundamentais para conter o Dynamo-Viktor, com o guarda-redes do Madeira Sad, Luis Carvalho, a realizar algumas defesas fantásticas. Nos últimos 5 minutos da primeira parte apenas houve um golo – o jogo acalmou e as equipas começaram a gerir-se para a segunda parte.

A segunda parte começou e os russos marcaram primeiro, mas a tendência do jogo manteve-se, com nenhuma das equipas a dominar claramente. O Madeira Sad descolou-se e esteve a ganhar por quatro golos (18-22) mas o Dynamo-Viktor, com um parcial de 5-0, conseguiu colocar-se pela primeira vez na frente do marcador (23-22), aos 17 minutos da segunda parte.

O jogo esteve dividido até ao fim, com o Madeira Sad a voltar a estar em vantagem mas os russos conseguiram empatar num final de jogo muito competitivo (27-27), e deixar a decisão da eliminatória em aberto para deslocação à Madeira. O Madeira Sad realizou um bom jogo, com um bom trabalho coletivo. Luis Carvalho, à baliza, e Elledy Semedo, com 11 golos marcados destacaram-se pelas boas exibições. Da equipa russa destacou-se Anton Otrezov com nove golos.

O treinador do Madeira SAD, Paulo Fidalgo
Fonte: Madeira SAD

O resultado deixa boas perspetivas para a equipa portuguesa seguir em frente na prova e demonstrou, este sábado, estar à altura do acontecimento e ser bem capaz de passar esta fase, apesar de ter cedido o empate.

Faltou a vitória à equipa portuguesa, que deixou uma boa imagem na Challenge Cup. O próximo jogo vai realizar-se dia 31 de Março às 17 horas no pavilhão do Funchal.

Já se sabe que o adversário desta eliminatória vai jogar contra o AEK de Atenas, ou contra o HC Berchem – o AEK venceu a primeira mão, este sábado, por 32-25. As meias finais estão agendadas para a segunda metade do mês de Abril.

Carta aberta ao mar azul

A vós que semana após semana tirais duas horas das vossas atarefadas vidas para, em casa ou no estádio, acompanhados ou sozinhos, “ver a bola”; a vós que semana após semana tirais duas horas das vossas atarefadas vidas e, no estádio ou em casa, sozinhos ou acompanhados, sofreis, guerreais, gritais, chorais, sorris, pontapeais os cães ou as esposas/maridos,… Porque sem vocês o futebol não seria nada, esta é para vós, especialmente se, todos os dias de todas as semanas, vestis azul (ou laranja).

Não é novidade nenhuma que queremos ser campeões. Como disse André Villas-Boas, “se há algo que nos orgulha como portistas é querermos sempre mais”. Queremos ser campeões. Mas seja pelos últimos negros anos ou apenas porque as estrelas assim se alinharam, este ano não é um simples querer. Queremos como nunca antes quisemos; queremos com cada pedaço dos nossos seres, dávamos a vida para ver o FC Porto erguer mais uma taça, porque este é o amor da nossa vida.

Como nunca antes em muitos anos, os portistas desejam ardentemente vencer
Fonte: FC Porto

Sabemos que os últimos anos foram negros e não só dentro das quatro linhas: vimos o Dragão em silêncio durante um voto de silêncio das claques, vimos adeptos com pás e picaretas no Olival,… Mas este ano algo mudou. Este ano não nos calamos, não deixamos este amor ser silenciado, não deixamos acalmar este fogo que arde dentro de nós.

Queremos tanto isto e não escondemos este querer, seja quando goleamos ou quando somos goleados. Amamos o futebol e não temos vergonha de o dizer, amamos um clube e por ele dávamos a vida, e semana após semana mostramos isso.

“O portista sente, sofre, luta; o portista quer, pede e exige”. Damos o nosso melhor em cada jogo, gastamos as nossas cordas vocais e corações e, nas bancadas, deixamos tudo. Em troca, apenas pedimos que quem está dentro das quatro linhas faça o mesmo; no final de contas, apoio não lhes falta.

Queremos ser campeões e, no que de nós depende, vamos ser campeões. Juntar-nos-emos e festejaremos, uma vez mais!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Finalmente, Lukyanuk!

O russo Alexey Lukyanuk ganhou o FIA ERC Azores Airlines Rallye. Pilotou o Ford Fiesta R5 magnificamente, gerindo a sua vantagem desde que chegou à liderança na segunda especial do primeiro dia. Bem sabemos que o russo gosta de estar “sempre a fundo”, mas “controlo” foi a chave para a sua vitória. Nos restantes lugares do pódio ficaram dois portugueses, Ricardo Moura e Bruno Magalhães.

Rali também consistente destes dois, sendo que o furo de Ricardo Moura, no primeiro dia, influenciou muito a sua luta pela vitória. Já Bruno Magalhães teve problemas com o seu Skoda Fabia R5 no primeiro dia, mas nos dias seguintes mostrou muito andamento e mostrou que mais uma vez deve lutar pelo campeonato da Europa (se conseguir reunir os apoios necessários para ir a todas as provas).

Bruno Magalhães fez uma prova sempre a crescer de ritmo, após um primeiro dia em que teve problemas no Skoda Fabia R5
Fonte: David Pacheco/Bola na Rede

No Campeonato Português de Ralis, mudança no terceiro lugar. Bernardo Sousa desistiu após ter dado um toque, que danificou o radiador do Citroen DS3 R5, na especial dos Graminhais, perdendo assim o terceiro lugar do CPR. Assim, Ricardo Teodósio passou para o lugar mais baixo do pódio, mantendo-se aí até ao fim da prova. Carlos Vieira, neste último dia, abriu a estrada no seu Hyundai i20 R5, fator que lhe condicionou imenso a luta pelo pódio, acabando o rali em quinto do CPR.

José Pedro Fontes (que esteve nos Açores, mas escolheu não pontuar para o CPR) terminou em décimo da geral, logo a seguir a Ricardo Teodósio, que terminou em nono da geral. Surpresa para mim, o ritmo de Ricardo Teodósio, que conseguiu dois segundos lugares à geral nas duas passagens pela especial de Feteiras.

Em termos de Campeonato dos Açores de Ralis, Moura ganha e Luís Miguel Rego (Ford Fiesta R5) “apanha” o segundo lugar após a desistência de Bernardo Sousa. O terceiro lugar ficou para os irmãos Rodrigues, que após a saída da equipa Play/Auto Açoreana Team apresentaram-se em São Miguel num veículo da duas rodas motorizes – Peugeot 208 R2.

Ricardo Moura lidera o Campeonato Português de Ralis após duas provas concluídas
Fonte: David Pacheco/Bola na Rede

Após este resultado, Ricardo Moura lidera o CPR com duas vitórias. Então, será que o veremos no rali de Mortágua? Quanto a José Pedro Fontes volta às provas pontuáveis e será que volta com um Citroen C3 R5? A prova de Mortágua realiza-se de 27 a 28 de abril.

Já o campeonato europeu de ralis vai para as Canárias, o primeiro rali de asfalto da temporada, realiza-se entre 3 e 5 de maio.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

A ameaça de Portland

0

Confiança. Superação. Altruísmo. De vitória em vitória, os Portland Trail-Blazers de Terry Stotts vão dissipando dúvidas e mostrando um potencial até agora desconhecido.

No final da décima terceira vitória consecutiva, três jogadores usaram a mesma expressão para descrever o momento da equipa: confiança uns nos outros. Sem saber bem como narrar exatamente a questão, o astro Damian Lillard apontou para uma confiança em que “os colegas façam a jogada correta no momento correto”.

O mais estranho disto? É mesmo verdade e é a base deste recente momento de forma. Numa conferência Oeste que mais parece uma batalha campal do terceiro lugar até ao décimo, os Trail-Blazers mostram uma regularidade que os coloca logo atrás dos Golden State Warriors e dos Houston Rockets. Lillard é claramente a estrela da companhia, uma verdadeira superstar na liga, mas a restante equipa tem sido um importante apoio ao longo desta série. CJ McCollum é uma segunda excelente opção ofensiva, oferecendo desta forma variedade ao ataque da equipa e formando com Lillard uma das melhores duplas de Guards da liga.

Nurkic é um poste sólido com números interessantes e que vai despertar o interesse de várias equipas na free-agency deste ano. Aminu, Turner e Harkless são igualmente opções interessantes dentro do roster dos Taril-Blazers.

A onda de vitórias dos Trail-Blazers parou contra os Houston Rockets
Fonte: NBA

Já o rookie Zach Collins enfrenta um primeiro ano difícil na NBA, mas vai mostrando uma relativa progressão. A onda de vitórias parou na décima terceira, perdendo para, provavelmente, a melhor equipa da liga na atualidade, os Houston Rockets. Desta sequência surgiu uma questão central: os Trail-Blazers são mesmo uma ameaça na conferência Oeste, são mesmo a terceira melhor equipa ou é tudo fruto de da conjetura? A minha resposta aponta mais para a conjetura.

Olhando bem, no papel, Thunder, Spurs e Timberwolves são equipas melhores que estes Portland. No caso da equipa de Westbrook, a irregularidade tem sido um fator determinante para uma época menos conseguida ainda que, a chegada de Corey Brewer pareça ter incrivelmente equilibrado o cinco. Os Spurs vão-se aguentando sem o seu astro Kawhi Leonard mas com uma possível aparição do mesmo da post-season o caso muda claramente de figura.

Os lobos de Minnesota sofreram bastante com a lesão de Jimmy Buttler e, na minha opinião, teriam terminado em terceiro não fosse a lesão do jogador chegado esta temporada. Mas com a quase certa recuperação de Buttler a tempo dos playoffs e com os Timberwolves a conseguiram chegar lá, num possível confronto com a equipa de Lillard, a eliminatória deve cair para Minnesota.

Nada retira o mérito dos Portland Trail-Blazers e do excelente basquetebol praticado ao longo do último mês. Mas a sua ascensão nas classificações tem tanto de meritória como do fruto de uma conjetura complicada na restante conferência.

Foto de Capa: NBA

O Faraó português

Quem é?

Manuel José de Jesus Silva, natural de Vila Real de Santo António, nascido a 9 de abril de 1946.  Manuel José entra no mundo do futebol depois de participar num torneio de futebol infantil do Algarve onde chamou à atenção dos olheiros do Benfica que ali presentes imediatamente o sinalizaram. Manuel José muda-se então do Algarve para a zona de Lisboa onde primeiramente entre na equipa de juniores do Benfica e mais tarde na equipa de reservas do clube da Luz.

Sem espaço para entrar na equipa principal do Benfica seguiram-se empréstimos sucessivos ao Sporting da Covilhã, cidade onde conheceu a sua atual mulher, Varzim e Belenenses. Finalmente integra a equipa principal do Benfica na época 1968/1969 onde se sagra campeão nacional após ter feito um jogo, seu único titulo como jogador de futebol. Manuel José, médio centro alto e elegante, tinha uma técnica reconhecida na altura no futebol português, mas nunca conseguiu voos maiores para além de clubes como o União Tomar, Farense, Beira-Mar e Sporting de Espinho.

Inicia a sua experiência de treinador na época 1978/1979 quando recebe o convite do Sporting de Espinho para acumular funções de jogador com treinador, o Sporting de Espinho tinha então descido de divisão para a Segunda Liga. Manuel José aceita e dá inicio a uma carreira onde iria dar mais que falar como treinador do que deu como jogador. Rapidamente deu nas vistas no banco, logo na primeira época como treinador leva de volta o Sporting de Espinho à primeira divisão depois de um segundo lugar conquistado atrás do Portimonense na Segunda Liga.

Manuel José abandonava então definitivamente a sua carreira como jogador para se dedicar unicamente à carreira de treinador, agora na Primeira Liga e com a sempre dura tarefa de manter um recém-promovido. Manuel José não só conseguiu isso como o fez com grande destaque ao ficar num honroso sétimo lugar na sua primeira época como treinador na Primeira Liga.

Depois de dar nas vistas em Espinho, Manuel José subiu um degrau e juntou-se ao Vitória Sport Club, clube levou ás competições europeias na sua estadia em Guimarães. Depois de uma época em Guimarães seguiu-se o Portimonense, clube da sua região, Algarve, e que brilhantemente também chegou ás competições europeias com o seu comando. Depois de colecionar excelentes trabalhos sucessivos chegava finalmente a oportunidade de uma carreira, o convite do Sporting Clube de Portugal.

Manuel José chegava a um Sporting turbulento e com vários treinadores a passarem no seu lugar anteriormente, o lugar do jovem treinador português parecia então tudo menos seguro, caso os resultados imediatos não aparecessem. A verdade é que Manuel José conseguiu lutar pelo titulo do campeonato até bem perto final, com um Manuel Fernandes em grande destaque na sua equipa, perdendo esse campeonato para o FC Porto de Artur Jorge, mas o bom futebol apresentado pelo Sporting ao longo da época valeram-lhe o voto de confiança para mais uma época. Na época seguinte Manuel José seria despedido, mas algo o marcaria para o resto da sua carreira era ele o homem no banco do Sporting quando o clube de Alvalade venceu de forma categórica o seu rival, Benfica, por 7-1.

Fonte: Scott Nelson

Manuel José ainda voltaria ao Sporting na época 1988/1989, mas sairia da mesma maneira como entrou, sem títulos e sem brilho. O treinador português seguiu a sua carreira num outro grande clube português, o Boavista FC onde esteve cinco épocas antes de abraçar um convite do Marítimo que se revelou uma passagem bem curta depois da oferta irrecusável que aparecia vinda de um dos grandes do futebol português, o Benfica. A verdade é que o clube da Luz vivia uma das maiores crises diretivas da sua história, sendo mesmo apelidado de cemitério de Luz, e Manuel José não teve condições para demonstrar trabalho sendo mais um dos que acabariam por sair da Luz sem glória nesta altura.

Seguiu-se uma passagem pelo União de Leiria antes de abraçar o primeiro desafio no estrangeiro num clube e num país que o marcariam para sempre, falo claro do Al-Ahly do Egipto. Manuel José encontrava finalmente o seu “nicho” de vitórias e fez a sua história pessoal por lá.

Uma das grandes frustrações de carreira de Manuel José será, podemos dizer, o falhanço que foi a sua passagem pelo comando de Angola. Tendo em mãos um desafio enorme, o de ganhar a CAN 2010, que se realizava precisamente em Angola, a seleção nacional Angola não foi além dos quartos-final.

Em Portugal podemos dizer que o treinador português não foi dos mais consagrados, longe disso, mas quem viveu o futebol português de perto nos anos 80 e 90 certamente que terá muitas coisas a dizer sobre Manuel José pois foi mais um dos muitos homens que elevaram o nosso futebol principalmente em clubes pequenos.

Fonte: A semana

Onde está?

Manuel José retirou-se do futebol enquanto treinador depois da sua passagem pelo Irão, no Persepolis FC, em 2012/2013. Desde então o treinador português já fez saber que está empenhado em passar mais tempo com a sua família depois do tempo todo “desperdiçado” por causa desta paixão que é o futebol. No entanto, Manuel José não se coibiu de continuar presente no dia-a-dia do futebol português e é neste momento comentador residente do programa televisivo “Grande Área” da RTP 3.

O que ganhou?

Como foi assinalado anteriormente, Manuel José conquistou grande parte do seu palmarés em África, mais concretamente no Egipto. Em Portugal, o treinador português conquistou uma Segunda Divisão- Zona Norte pelo Sporting de Espinho em 1978/1979, uma Taça de Portugal e Supertaça pelo Boavista FC em 1991/1992 e 1992/1993 respetivamente.

Em África, Manuel José foi seguramente um dos treinadores mais bem-sucedidos senão o mais bem-sucedido de sempre com um palmarés de gabarito. Seis Ligas do Egipto, duas taças do Egipto, quatro supertaças do Egipto, quatro Ligas dos Campeões Africanos e quatro Supertaças Africanas.

Manuel José é um autêntico Deus do futebol para os egípcios e percebe-se bem o porquê.

E o futuro?

O futuro parece não trazer mais surpresas para a longa e vasta carreira de Manuel José, que está decidido nesta altura da sua vida em passar mais tempo com a sua neta e família, já revelou ter recusado convites, principalmente de África. Para já, Manuel José continua a fazer questão de manter o contacto com o desporto indo regularmente ao ginásio e fazendo comentário desportivo para a RTP.

 

Foto de Capa: Junko Kimura

SL Benfica 3-2 FC Porto: Benfica vence, mas tudo fica por decidir no Dragão-Caixa

Na primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia de Hóquei em Patins, perante um pavilhão com lotação esgotada, Benfica e Porto disputaram um jogo equilibrado, que acabou com a vitória das águias por 3-2. Resultado que, tal como se poderia antever, deixa tudo por decidir no encontro da segunda mão.

Numa partida que estava a ter um começo normal, com posses de bola para cada equipa, o jogo foi interrompido aos três minutos por problemas na bancada reservada aos adeptos dos dragões, pois, estavam a tentam passar a barreira de segurança. Pouco depois de retomado a partida, o Porto esteve perto de marcar, mas Pedro Henriques, com uma grande parada, impediu o golo de Gonçalo Alves. Minutos depois, Nicolia sofreu falta para grande penalidade. João Rodrigues, chamado à conversão, atirou ao seu estilo e abriu o marcador.

As águias estavam bem e apesar de nem sempre conseguirem chegar à baliza de Carles Grau, eram quem ia tendo as melhores oportunidades. Aleado a esse fator, não estavam a deixar o Porto entrar na sua defesa, “facilitando” o trabalho de Pedro Henriques.

Com nove minutos jogados, o Benfica ficou perto do segundo golo e no seguimento do lance, o Porto beneficiou de uma grande penalidade, devido a uma falta de Diogo Rafael sobre Reinaldo Garcia. Gonçalo Alves, um dos especialistas dos dragões, não desperdiçou e restabeleceu o empate. Logo a seguir, numa situação de contra-ataque de dois para um, os azuis e brancos poderiam ter dado a volta aos acontecimentos, mas Pedro Henriques evitou o golo com uma enorme defesa.

Sem correrem grandes riscos, águias e dragões iam praticando um hóquei cauteloso, esticando muito o tempo de posse de bola, apenas tentando algo nos últimos momentos. No entanto, em cima da marca dos quinze minutos, Valter Neves, atrás da baliza de Grau, serviu Tiago Rafael que, de primeira, fez o 2-1 para o Benfica. Quase de seguida, num lance em que tentou ganhar o ressalto para ficar isolado, Jordi Adroher viu um cartão azul devido a um enganchamento em Hélder Nunes. O próprio assumiu a marcação do livre-direto e apesar do bom trabalho, a “picadinha” que tentou acertou em cheio no travessão.

Em inferioridade numérica, os encarnados conseguiram gerir bem a posse de bola e perto de retomada a igualdade em pista, Nicolia sofreu uma falta de Jorge Silva para cartão azul. João Rodrigues voltou a ser o escolhido para a conversão da bola parada, mas o que havia imaginado fazer saiu mal e perdeu a chance de fazer o terceiro.

Desta feita, eram as águias que estavam em situação de “powerplay”, mas tal como os dragões, não conseguiram aproveitar a superioridade em rinque.

A cerca de quatro minutos da pausa, Valter Neves começou e concluiu, a passe de Nicolia, um excelente contra-ataque encarnado, apontando o 3-1 no marcador.

Até ao fim dos primeiros vinte cinco minutos, Pedro Henriques ainda foi chamado a intervir em duas situações. De resto, quando em posse, o Benfica geriu e foi a vencer por dois golos para os balneários.

Chegado o intervalo, o Benfica estava na frente de forma justa, pois, tinha sido a melhor equipa em pista, com mais tempo de ataque e com as melhores oportunidades de golo. O Porto, claramente a jogar com a eliminatória, estava mais confinando à defesa, apostando mais nas transições rápidas para surpreender o conjunto encarnado.

Nesta situação, apenas a trave impediu o golo de Hélder Nunes
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte teve início com uma grande penalidade a favor do Benfica, em virtude d uma infração sofrida por João Rodrigues. O próprio foi o escolhido para a marcação do lance, mas Carles Grau, com a caneleira esquerda, impediu o quarto tento benfiquista. Na recarga, Rodrigues voltou a não ter arte e engenho necessários para bater o espanhol. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Benfica. Hélder Nunes chamado, novamente, à conversão, stickou rasteiro e reduziu a desvantagem portista para a margem mínima. Ainda antes de jogados os primeiros cinco minutos da segunda parte, João Rodrigues, isolado, poderia ter feito o quarto, mas Carles Grau voltou a negar o golo ao número nove das águias.

Com uma atitude diferente daquela que havia sido apresentada na primeira metade, o Porto chegava com mais frequência à baliza de Pedro Henriques, mas não conseguia criar grandes lances de perigo, pois, os seus disparos ou saíam ao lado ou eram travados pelos jogadores encarnados. Por seu lado, o Benfica não conseguia ter grandes momentos de posse de bola e, tal como os dragões haviam feito na primeira metade, os grandes momentos de perigo surgiam em situações de contra-ataques.

A faltarem cerca de doze minutos para o fim, Nicolia sofreu a 10ª falta do Porto. Jordi Adroher, que teve um bom registo neste tipo de lances no início da temporada, bem tentou retirar Grau da jogada, mas não conseguiu bater o compatriota.

Já com menos de dez minutos para o final, Valter Neves cometeu a 15ª falta das águias. Hélder Nunes voltou a ser chamado à conversão do livre-direto e tentou repetir a fórmula do segundo tento dos dragões, mas desta feita, Pedro Henriques impediu uma nova igualdade no encontro. Momentos depois, o Porto voltou a ficar perto do empate, mas Rafa não conseguiu transpor Henriques. De seguida, foi o conjunto benfiquista a estar perto do golo, por intermédio de Nicolia, mas Grau, com uma grande parada, evitou o quarto do Benfica.

A perder por apenas um golo e com o jogo propício para o empate, o Porto arriscava à procura da igualdade e com pouco mais de quatro minutos para a buzina, Hélder Nunes, num lance de insistência, esteve perto do golo. Valeu, quem mais podia ser, Pedro Henriques, claro está.

A faltar pouco mais de um minuto para o fim, Nicolia tentou para iniciativa individual, mas não conseguiu fazer balançar as redes de Grau pela quarta vez. A quatorze segundos do términus do jogo, Gonçalo Alves tentou “sacar” uma falta para livre-direto, mas acabou por enganchar Nicolia e viu um cartão azul. Nicolia, com uma enorme oportunidade para aumentar a vantagem encarnada, não conseguiu bater Grau.

Finalizado o jogo, o Benfica bateu o Porto por 3-2, mas uma vitória como esta, numa primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia, pouco significa a não ser mesmo uma vitória sobre o rival, pois, deixa tudo em aberto para a partida no Dragão-Caixa.

Nos restantes jogos do dia, o Barcelona foi até Itália empatar a 3-3 com o Follonica, o Liceo recebeu e venceu o Reus por 4-1 e em Oliveira de Azeméis, o Sporting ainda esteve a perder por 2-0, mas acabou por virar o marcador e bater a Oliveirense por 3-2.

Os jogos da segunda mão dos quartos de final da Liga Europeia de Hóquei em patins estão marcados para o dia 7 de abril.

Fases Finais Campeonatos Universitários de Lisboa – Rescaldo Final

Foi bom enquanto durou, mas chegou ao fim: o quarto e último dia das Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa de 2018 foi bastante animado e incerto em relação aos vencedores. Se dum lado, houve lugar para festa e euforia pela vitória na Final, por outro lado houve tristeza e desilusão por não ter conseguido alcançar o tão desejado 1.º lugar. Em seguida, fazemos um rescaldo das várias finais que se jogaram hoje na Cidade Universitária.

  • Andebol Masculino

A primeira final do dia foi a de Andebol masculina, e colocou frente-a-frente o ISEG e ULHT. Num jogo bastante entusiasmante entre os dois conjuntos, o resultado esteve sempre bastante incerto até ao fim, mas a vitória acabou por sorrir à equipa da Lusófona, por 32-40.

  • Basquetebol Feminino

No Basquetebol feminino, a grande vencedora foi a FMH. A equipa da Motricidade Humana levou a melhor sobre a Universidade Nova de Lisboa (65-56), mas foi um triunfo complicado, dado a intensidade imposta em campo posta pela UNL, durante os quatro períodos. Com este triunfo, a FMH renovou o título de campeã, que havia conquistado no ano anterior.

  • Futsal Feminino

    A final de Futsal feminina foi entre a Univ. Lusófona e o I.S. Técnico. E, mais uma vez, a Lusófona voltou a festejar no final da partida – apesar do forcing das “Engenheiras” nos últimos minutos, o jogo acabou com 2-1 no marcador. Desta forma, a Lusófona assegurou o bicampeonato nesta modalidade.

  • Voleibol Masculino

    No Voleibol Masculino, o Técnico até venceu o primeiro set (22-25), mas não foi capaz de aguentar o ímpeto da Univ. Católica nos sets seguintes, e acabou por perder a final por 3-1 (27-25, 25-21 e 25-16). Foi uma partida bastante intensa, com ambas as equipas a darem o tudo por tudo para garantir a medalha de ouro, mas a Católica foi mais forte e assim sagrou-se campeão universitário pela primeira vez.

  • Futebol Masculino

    Apesar do excelente ambiente nas bancadas pela claque do ISCAL, os golos não surgiram durante os 180 minutos, e o vencedor da final só foi encontrado no desempate por grandes penalidades: aí o IST foi mais competente, vencendo a lotaria por 6-7.

  • Basquetebol Masculino

    Mesmo estando presente nos dois jogos decisivos do Basquetebol, a Univ. Nova de Lisboa só conseguiu alcançar o tão ambicionado primeiro lugar no masculino. Numa final super renhida, a UNL até esteve em desvantagem nos três primeiros períodos, mas no último segundo conseguiu dar a volta e venceu o ISEG, por 69-70.

  • Voleibol Feminino

    A Católica e Técnico voltaram a marcar encontro na final do Voleibol, desta vez no masculino, mas o desfecho foi idêntico ao feminino: vitória da UCP por 3-1 (25-18, 16-25, 25-21 e 25-21). Como no masculino, a Católica é campeã universitária pela primeira vez.

  • Futsal Masculino

    A última final foi super renhida e de resultado incerto até ao fim. Num belo espetáculo tanto dentro da quadra, como nas bancadas, o ISCTE bateu por 3-2 o ISEL e conquistou a medalha de ouro pela primeira vez, roubando assim a medalha de ouro ao ISEL, campeão no ano passado.

Eis então o quadro dos resultados das finais, mais precisamente dos jogos disputados neste último dia de provas, o dia 22 de março:

O Instituto Superior Técnico dominou por completo as finais: foram duas medalhas de ouro e outras três de prata
Fonte: ADESL

Agora que já terminou, resta fazer três coisas: não ficares triste; olhar já para os campeonatos nacionais, que começam a 16 de abril; e ver quem foram os grandes vencedores destas Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa, olhando para o medalheiro:

O Técnico foi o grande vencedor dos Campeonatos Universitários de Lisboa deste ano. A Lusófona, a Nova e Católica completam o pódio
Fonte: ADESL

ERRATA: A equipa da AE ISCTE-IUL venceu uma medalha de ouro, de futsal masculino, e, por isso, estaria no medalheiro em 6º lugar. O facto de a equipa não estar presente foi um lapso do Bola na Rede, pelo qual pedimos desculpa e prometemos correção o mais rapidamente possível.

O desaparecimento de Paulinho

0

A reabertura do mercado de inverno, em janeiro, trouxe novas caras para o reino do Dragão. O “plantel curto” do FC Porto, que muitos adeptos criticavam, alargava assim o seu leque de opções com a chegada de Osório, Waris, Gonçalo Paciência e Paulinho. Até agora, nenhum dos reforços de inverno tem sido uma mais-valia para o plantel principal e nenhum deles tem tido lugar no onze inicial. Hoje abordamos um desses reforços. Falamos de Paulinho, um jogador vistoso que continua a criar muitas expetativas, mas que ultimamente parece andar desaparecido.

Quando se confirmou a chegada de Paulinho ao FC Porto, proveniente do Portimonense SC, confesso que fiquei bastante satisfeito e entusiasmado com as potenciais futuras exibições do jogador de dragão ao peito. Muita da minha expetativa devia-se ao facto de eu, por várias ocasiões, ter acompanhado ao vivo as exibições de Paulinho enquanto jogava em Portimão. Tenho, portanto, alguma legitimidade para falar do jogador em questão e confesso ser um admirador das suas capacidades. Paulinho é craque! É daqueles jogadores que se destacam dos demais dentro de campo pela qualidade de passe e técnica que imprime ao jogo.

As boas exibições de Paulinho enquanto jogador do Portimonense SC, principalmente no segundo escalão, viriam a recompensar o médio ao vencer o prémio de melhor jogador da época 2016/17 da Segunda Liga. Com a subida ao primeiro escalão e a continuar a jogar a grande nível, Paulinho chegava naturalmente a um dos “grandes” de Portugal, o FC Porto. Desde então, o percurso de Paulinho parece ter estagnado, pelo menos por enquanto. Desde que chegou aos dragões, Paulinho realizou apenas duas partidas e conta com um tempo de jogo de pouco mais de 90 minutos.

Paulinho conta apenas com dois jogos ao serviço da equipa principal do FC Porto
Fonte: FC Porto

Paulinho estreou-se com as cores dos azuis e brancos frente ao Moreirense FC e a sua estreia não foi das mais felizes, já que o FC Porto empatou nesse encontro. Apesar de ter feito um jogo razoável, o médio de 23 anos foi o primeiro a ser substituído e o seu jogo de estreia será sempre associado a esse resultado menos positivo. Paulinho voltaria a entrar em campo frente ao SC Braga, desta vez na condição de suplente utilizado. O brasileiro realizou pouco mais de 20 minutos e, nesse curto espaço de tempo, foi constantemente alertado por Sérgio Conceição. Desde esse jogo com os minhotos Paulinho só voltaria a jogar um mês depois, e ao serviço da equipa B do FC Porto, ao alinhar os 90 minutos no empate frente ao CD Cova da Piedade.

Mas então, o que estará a correr mal nesta experiência de Paulinho de dragão ao peito? A explicação mais plausível prende-se à possibilidade de o jogador não encaixar no atual sistema de jogo de Sérgio de Conceição e de ainda não se ter conseguido adaptar às ideias do mister. O técnico portista parece privilegiar um meio-campo com mais músculo e força, com Danilo e Herrera a serem as primeiras opções. Nem a ausência de Danilo fez com que Paulinho subisse alguns lugares na hierarquia, tendo sido Sérgio Oliveira a aproveitar melhor a lesão do médio defensivo. A situação de Paulinho assemelha-se, em alguns aspetos, à de Óliver Torres. Dois jogadores evoluídos tecnicamente mas sem oportunidades no onze titular por apresentarem um estilo de jogo diferente daquele que Sérgio Conceição privilegia.

Apesar da pouca utilização acredito que Paulinho ainda poderá ser uma peça muito importante para o FC Porto, seja nesta época ou nas que se sigam. Sérgio Conceição garantiu que conta com o médio brasileiro e por várias ocasiões já provou que dá oportunidades a todos os jogadores do seu plantel. Paulinho terá que estar preparado para quando chegar o seu momento, nem que seja a ganhar minutos e confiança na equipa B. Se com Vítor Oliveira, que é um técnico exigente, Paulinho foi capaz de brilhar, então não restam dúvidas de que Sérgio Conceição é o treinador indicado para potenciar todas as capacidades prometidas e adormecidas do médio.

Foto de Capa: FC Porto