Já só sobram oito clubes na Liga Europa. Mas qual deles será o favorito para ganhar a segunda maior competição de clubes da UEFA? Vamos pôr de lado o chavão “quando se chega a esta fase todos têm hipótese de vencer” e procurar descobrir a equipa que tem mais probabilidades de levantar o caneco em Lyon.
Motores já trabalham a altas rotações


Ricardo Moura, que estreia nesta prova um carro novo, o Skoda Fabia R5, foi cauteloso na primeira especial, tendo terminado em sexto lugar. A partir daí o açoriano parece ter começado a atacar, acabando o dia em segundo da geral. Já Bruno Magalhães, apesar de parecer cauteloso devido à lesão contraída na última prova em que participou, parece estar a tentar subir o seu ritmo. Dentro da prova europeia destaque para o húngaro Dávid Botka, que venceu a primeira especial do dia, mas aparentemente teve problemas no seu Skoda Fabia R5, encontrando-se agora em décimo quarto.


Fonte: BnR/David Pacheco
No Campeonato Português de Ralis, Moura é líder, seguido de Bruno Magalhães. Pódio surpreendente para Bernardo Sousa, que parece não ter perdido qualquer ritmo desde a última vez que pilotou um carro de ralis (encontra-se em quinto da geral). Mas a luta mais intensa não é entre os três pilotos da frente, mas sim, mais atrás. José Pedro Fontes, em Citroen DS3 R5, encontra-se na quarta posição, beneficiando de uma penalização de Ricardo Teodósio, que chegou tarde a um ponto de controlo e viu assim serem-lhe colocados dez segundos adicionais ao seu tempo, descendo para a sexta posição. Atrás de Fontes está o campeão nacional, Carlos Vieira em Hyundai i20 R5. Vieira está apenas a dois segundos atrás de Fontes, prometendo assim uma luta a três entre Fontes, Vieira e Teodósio pela quarta posição. Azarado do dia foi Manuel Castro que viu o seu Hyundai I20R5 falhar no parque de assistência.


Fonte: BnR/David Pacheco
O Azores Airlines Rally continua amanhã com a passagem pela histórica especial de Sete Cidades.
Foto de Capa: BnR/David Pacheco
Tolerância Zero! *(quando dá jeito)


A prova da conformidade da Sky com esta ideia era David Millar. Um dos melhores ciclistas britânicos da história e amigo pessoal de Brailsford, Millar tinha servido uma suspensão de dois anos, após a qual ajudara a fundar a equipa Slipstream, uma das mais vocais na defesa de um desporto limpo. A sua história de redenção, as suas credenciais atléticas em conjunto com a nacionalidade faziam dele o candidato perfeito a integrar a equipa, mas tal nunca chegou a acontecer, porque a Sky insistiu em cumprir sempre a sua política que não admitia perdão.
A ideia por trás da ação era de que quem o fizera uma vez, não teria tanto pudor em voltar a fazê-lo e poderia transmitir os valores errados aos muitos jovens talentos que a equipa integrava. No entanto, como se pode facilmente perceber, nem sempre é essa a melhor forma de abordar este problema e talvez a presença de alguém que já cometeu esses erros pudesse dar uma outra perspetiva e outro tipo de conselhos.
De qualquer forma, foi curioso que, apesar dessa política apertada, a Sky nunca aceitou aderir ao Movimento por Um Ciclismo Credível (MPCC), uma associação de equipas que pretende diminuir a influência do doping na modalidade. Criado por várias equipas, o MPCC tem hoje entre os seus membros 7 equipas World Tour e 23 conjuntos Continentais Profissionais, sendo que os membros se comprometem com regras ainda mais apertadas que as que são impostas pela UCI e pela WADA. Por exemplo, impõe que os ciclistas tenham um período de 8 dias fora de competição quando têm níveis baixos de cortisol. Por exemplo, se a Sky tivesse aderido ao MPCC, Bradley Wiggins não teria podido participar no Tour de 2012 que ganhou, já que estaria a cumprir esses dias sem competir em vez de recorrer a um TUE.


Fonte: Team Sky
Ora, a Sky teve um primeiro teste à sua conduta por conta de Sergio Henao. Por duas vezes, houve dúvidas quanto a certos valores do Passaporte Biológico do ciclista e a Sky reagiu suspendendo o colombiano da competição, forçando-o até a falhar um Giro d’Italia em que deveria ser uma peça fulcral para a equipa. A Sky não tinha de o fazer, mas a sua política interna compeliu-a a agir desse modo. A verdade é que Henao seria inocentado, com a culpa neste caso a recair na altitude da sua terra natal e na forma como esta afeta o crpo humano.
Essa decisão não encontrou, ainda assim, paralelo esta época com o caso Chris Froome. Mais uma vez, o ciclista não está impedido de correr pelas leis do desporto, mas, nesta ocasião, a Sky relaxou a sua postura interna. Por um lado, compreende-se que seja difícil ter a maior estrela da equipa parada meses a fio à espera de uma decisão final da UCI, mas quando se diz estar tão comprometido com o combate anti-doping como a Sky afirma, esse é um pequeno preço a pagar pelo defesa de um desporto limpo e justo. Por isso, a Sky deveria ter sido coerente com as suas palavras e abster-se de fazer alinhar Froome até se saber se este iria ou não enfrentar uma sanção.
Adicionalmente, há uma outra questão que a Sky vai ter de responder e que fará o juízo final sobre a sua (cada vez mais diminuída) credibilidade. Se Froome for mesmo suspenso – como é provável –, irá a equipa cumprir a sua Tolerância Zero e despedi-lo? Ou preferirá ficar do lado da sua estrela maior e, finalmente, abdicar da postura imaculada que há anos alega ter?
Foto de Capa: Team Sky
A hora da previsão


No domingo, dia 25, o UD Oliveirense defronta o Vitória de Guimarães, o CAB Madeira recebe o Illiabum e jogar-se-á o clássico SL Benfica e o FC Porto.
Após o anúncio dos jogos que se irão realizar este fim-de-semana, só nos resta a nós, caro leitor, dar uma pequena antevisão do que se esperará nesta nova etapa.
Na primeira rodada de jogos, é de esperar que o Vitória de Guimarães garanta uma vitória tranquila frente à equipa madeirense. Um fator determinante que ajudará a equipa vimaranense a garantir a vitória será o poderio ofensivo de Roderick Nealy que, na fase de campeonato, consagrou-se o melhor marcador com 450 pontos.
Já no que toca ao jogo entre o Illiabum e o Benfica, prevê-se que a equipa das águias procure a desforra após perder a taça para a equipa liderada por Pedro Monteiro, no entanto, espera-se uma excelente exibição da equipa ilhavense. Neste jogo, o favorito é o SL Benfica, sem menosprezar a garra e o esforço do Illiabum.


Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol
No último jogo do dia 23, o FC Porto terá de se esmerar para conseguir vencer à equipa de Oliveira de Azeméis. De notar que, durante a fase regular, o Oliveirense saiu por cima em todos, e repito, todos os encontros frente à equipa portista. Será que se verá uma reviravolta nesta fase do campeonato? Espera-se, acima de tudo, um jogo intenso e com muito ritmo.
No que toca a dia 25, o destaque vai, acima de tudo para o clássico disputado entre o SL Benfica e o FC Porto. Mais uma vez, o SL Benfica é o favorito para o encontro. No jogo que coloca o CAB Madeira frente ao Illiabum, o favoritismo está colocado no esquadrão de Ílhavo. O poder ofensivo de Jeffrey Jr., a visão de jogo de Carlos Cardoso e a liderança de Augusto Sobrinho podem ser mais que suficientes para destronar a equipa madeirense, que se classificou no sexto lugar do campeonato, ou seja, na última posição do grupo A.
Por último, a partida entre o UD Oliveirense e o Vitória de Guimarães prevê-se animado. As duas equipas irão defrontar-se com o propósito de se afirmarem, mais uma vez no basquetebol português. Será um jogo pautado pela intensidade e pelo ritmo de jogo acelerada que ambas tentarão impor desde cedo. Neste caso, seria injusto escolher um favorito, dado o valor que um jogo deste calibre traz para um campeonato como o campeonato nacional.
Resta, por fim, avisá-lo, caro leitor, que a fase de play-offs desta temporada promete muitas surpresas. Pela primeira vez desde há algum tempo, sejamos francos, somos capazes de apontar mais do que duas equipas a potenciais vencedoras deste campeonato. A decisão está em aberto e, facto é, que qualquer das equipas presentes no campeonato é um potencial campeão nacional. Resta-nos acompanhar afincadamente os restantes jogos que estão por vir.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol
O extraordinário momento de Mohamed Salah
Quando falamos em estrelas em ascensão, temos de falar de Mohamed Salah. O jogador egípcio que passou de flop a estrela tem tido uma carreira atribulada, mas conseguiu no ultimo ano mostrar que é um dos melhores jogadores jovens do mundo. Ao serviço do Liverpool, Salah tem sido a grande figura do reds, que ainda disputam a Liga dos Campeões.
O extremo começou a sua carreira profissional no FC Basel, em 2012, onde captou logo as atenções dos grandes clubes europeus. Acabou por ser contratado pelo Chelsea FC, na altura comandado pelo português José Mourinho. Depois de dois fracos anos em Londres, onde apenas disputou 19 jogos e marcou dois golos, o egípcio acabou por se tornar num “flop”, tendo sido emprestado aos italianos da ACF Fiorentina onde também não teve uma boa performance. Salah consolidou assim o seu estatuto de “flop”, visto que veio rotulado para Inglaterra como um potencial craque e que depois não correspondeu às altíssimas expetativas.
Eis que em agosto de 2015, as coisas mudaram para o jogador: como o término do empréstimo à equipa viola, o extremo voltou a ser emprestado, desta vez, à Roma, com uma opção de compra futura sediada nos 15 milhões de euros. Fez uma excelente época em Roma, que culminou com o prémio de melhor jogador da temporada em Itália, com 14 golos marcados (melhor marcador da sua equipa) e seis assistências. Voltou a ser visto com outros olhos, e no ano passado regressou a Inglaterra, para representar o Liverpool FC, depois de uma transferência de 42 milhões de euros, tornando-se o jogador africano mais caro da história.


Fonte: Liverpool FC
Salah chegou a Liverpool para ser mais uma ajuda para o clube, tal como outros tantos, mas desde a sua estreia, frente ao Watford FC, que se tem vindo a destacar, não podendo ser visto apenas como uma ajuda, mas sim como uma peça fundamental para a equipa de Jurgen Klopp. Depois da saída de Philippe Coutinho, para o Barcelona, Salah assumiu um papel mais preponderante na equipa e tem correspondido muito bem. O jogador africano já conquistou os adeptos de Anfield e esta época já festejou por 36 vezes em apenas 41 jogos, tendo marcado um póquer na ultima partida, diante do Watford FC.
Rápido, versátil, com um bom drible e uma boa meia distancia, a estrela da seleção egípcia (conta com 56 internacionalizações e marcou o célebre golo que qualificou o Egipto para um Mundial, 28 anos depois) marcou nos últimos sete jogos a contar para o campeonato inglês e este é sem duvida o melhor momento de forma do jogador. O egípcio é o melhor marcador europeu e o seu futuro em Inglaterra é, neste momento, incerto, pois é um dos jogadores mais cobiçados do mundo.
Com apenas 25 anos e com este talento todo a vir ao de cima, nos últimos tempos, Mohamed Salah já se tornou um dos melhores jovens jogadores do mundo e, agora sim, pode ser rotulado com um craque do futebol mundial.
Foto de Capa: Liverpool FC
De Canudo e Bola na Mão: Diário de um Desportista Universitário
Reportagem de André Maia e Guilherme Costa
Diz-se que a vida académica, a desses homens do futuro, é boémia. Que é construída ao sabor do vento e do café. Sem pressas, sem stress. Tranquila e simplificada. Talvez o seja para muitos, mas não para Rodrigo. Não que a vida universitária seja, para ele, um sacrifício, mas tranquila seria um exagero. Porquê? Porque no meio dos cadernos e das noites mal dormidas, é atleta e dirigente desportivo universitário. Pouca tranquilidade? Talvez. Mas muita felicidade. É isso que diz cada um dos seus dias. Este é apenas mais um deles.
Cheguei cansado ao ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa –, já com o peso de quase todo um dia nas pernas e na cabeça. Carregado, de tripé e mochila às costas, procurava na zona dos campos de futsal um tal de Rodrigo Morais. Disseram-me que era atleta e dirigente universitário. Tanta coisa para uma só alma académica, pensava eu do fundo do meu preenchido dia jornalístico e também ele académico. Quando finalmente dei de caras com ele, percebi que talvez o meu dia fosse, na verdade, uma bênção.
Passado alguns minutos lá apareceu, sorridente pela pausa: Rodrigo Carvalho Morais. Tem 24 anos e é estudante do 2º ano de Engenharia Eletrotécnica, mas já com uns quantos anos em cima. Anos e atividades, porque não é só o curso que ocupa a rotina de Rodrigo. Desde 2015 que joga na equipa de futsal e de futebol da AE ISEL, acumulando, também desde esse ano, o cargo de Responsável pelo Desporto da Associação de Estudantes.
“Na AE ISEL tenho ocupação mais regular: trato das inscrições dos atletas e das equipas no início de ano e depois, ao longo do ano e no decorrer dos campeonatos, organizo os jogos e tudo o que lhes está adjacente”, diz Rodrigo. E é realmente muita coisa: “Tudo o que seja material e marcação de treinos, gestão de atletas, comunicação com treinadores, entre outras coisas semelhantes, sou eu que trato. Todos os dias tiro um pouco do dia para organizar jogos e situações envolventes”, acrescenta.


Fonte: Bola na Rede
Mas se apenas isto parece dar trabalho, então adicione-se mais um cargo. Rodrigo é, desde o ano passado, vogal do Conselho de Disciplina da ADESL, Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa, organização que gere os Campeonatos Universitários de Lisboa. Acredita que não lhe retira tanto tempo como as suas funções na AE ISEL, mas não tem dúvidas de que dá muito trabalho: “Tenho de ir ao Estádio Universitário, no mínimo, uma vez por semana, para verificar os relatórios disciplinares. Não convém acumular isso, até para os atletas terem sempre informação atualizada”.
«Às vezes não é fácil ter cuidado com a alimentação e com a condição física. Afinal de contas, um universitário que não viva a vida, não é universitário»
Um trabalho semanal, portanto, mas que implica uma dedicação regular e uma organização extrema devido ao excesso. Aquele dia, o da nossa entrevista, foi o exemplo perfeito. Rodrigo vive na Ericeira, o que não ajuda muito às contas: “Hoje tive de acordar por volta das 6h15, para sair de casa às 6h50 e estar aqui no ISEL às 8h00, que é quando começam as minhas aulas”.
José Mourinho: O ego e a mudança


Quando falamos de futebol de treinadores e de símbolos representativos do desporto rei, entre muitos é inevitável não falarmos de José Mourinho, pelos feitos e conquistas ou simplesmente pela sua personalidade Mourinho é um dos nomes que representam o futebol moderno.
Com um vasto currículo internacional o Português já percorreu meia Europa conquistando tudo o que havia para ganhar no que diz respeito a competições de clubes. Para além das conquistas Mourinho sempre nos habitou aos seus “mind games” e ao seu lado mais controverso, “mind games” esses que eram sustentados com os resultados que vinha obtendo. Sempre com uma postura longe de ser consensual muitos lhe apontavam alguma arrogância e falta de humildade mas a verdade é que no final o que contam são os resultados e Mourinho nesse ponto sempre foi “Special”.
Muitas são as vezes em que o ego é afetado por resultados desportivos, mas será que foi esse mesmo ego de Mourinho que afetou os seus resultados e a sua capacidade de adaptação às recentes mudanças do futebol?
Vocês os três, façam um quadrado!


Depois da derrota frente aos desfalcados Boston Celtics, na última madrugada, parece-me claro que existe uma síndrome de descontração para os lados de Oklahoma. Na primeira volta, depois de estarem a ganhar com larga vantagem ao intervalo, os Thunder desvaneceram e saíram derrotados de um jogo aparentemente controlado. Ontem aconteceu o mesmo.
Nos últimos minutos da partida, o rookie Jayson Tatum iniciou a remontada com esta jogada magnífica.
Terry Rozier e Marcus Morris asseguraram a reviravolta com dois triplos, com a ajuda do adversário Carmelo Anthony, que, na linha de lance livre, não conseguiu converter nenhuma das duas oportunidades. Para os Celtics foi mais uma noite histórica de resiliência, para OKC mais uma noite histórica de pouco discernimento.
Os Thunder, que perderam o fulcral Andre Roberson a meio da época, contrataram Corey Brewer há pouco tempo – um veterano que os tem ajudado defensivamente e ofensivamente, colmatando algumas das deficiências da equipa. Porém, o maior problema tem sido a falta de consistência dos OK3: Russell Westbrook, Carmelo Anthony e Paul George tanto têm picos de forma como momentos de amador.
Introducing the OK3⚡️ #OK3 pic.twitter.com/K5z8WtUu0b
— NBA TV (@NBATV) September 23, 2017
Paul George, Carmelo Anthony e Russell Westbrook, a big three dos OKC, também conhecida por OK3
Paul George está, certamente, com a cabeça nos Los Angeles Lakers, apontados como o seu destino desde a última época nos Indiana Pacers. Tal como George, Carmelo Anthony também termina o seu contrato no final desta temporada, portanto, o modo como os Thunder deviam encarar esta época é “one year, one shot”. Mas Westbrook é a máquina imparável que conhecemos, logo tudo pode acontecer nos playoffs.
Pela frente há a temível concorrência dos Houston Rockets e dos Golden State Warriors. Apesar de conseguirem surpreender, nada abona a favor dos Thunder. Têm um plantel tão curto como dependente das três ditas estrelas, que não andam a justificar o seu estatuto. Pede-se a três pessoas que façam o impossível quando nem o mínimo têm feito.
Parecem, assim, condenados a apenas algumas faíscas, a apenas alguns bons momentos e, a apenas falhar no final. Mas, os fãs de Westbrook dirão que ele roça o triplo duplo – e todos sabemos que só assim se ganham anéis.
Foto de Capa: NBA
Darren Till: Quem para sambar com quinto Beatle?
Darren Till é uma força em ascensão na divisão Welterweight, atualmente comandada pelo aborrecido Tyron Woodley. Para o inglês oriundo da cidade dos Beatles, Liverpool, a vitória no seu último combate frente a Donald Cerrone colocou-o como um dos principais nomes da divisão. A questão é: Quem é o senhor que se segue?
Till quer lutar. Já o disse. No entanto, e não querendo colocar em causa a palavra do inglês que fala um português de fazer inveja a muitos conterrâneos de Luís de Camões (Till viveu três anos e meio no Brasil), não acredito que Till queira enfrentar alguém que ocupe uma posição inferior à sua no ranking da divisão.


Fonte: UFC
Colocado na sétima posição da hierarquia, não é espectável que Woodley volte ao octógono para enfrentar o inglês. Parece-me prematuro para alguém que tem apenas cinco combates na UFC. No entanto, uma nova vitória sobre um nome de relevo da divisão, deverá colocá-lo na pole position pela disputa do título.
Analisando o ranking, Till tem à sua frente nomes como Jorge Masvidal, Damian Maia, Robbie Lawler, Colby Covington, Rafael dos Anjos e Stephen Thompson. Destes nomes, todos, à excepção de Rafael dos Anjos (que creio ser o melhor candidato à disputa de título) me parecem excelentes adversários para Till.
Stephen Thomson, que já teve duas oportunidades consecutivas para disputar o título, já referiu que via com bons olhos um duelo com Till. Aberta a porta, parece-me um combate lógico. Por um lado, Stephen Thompson poderia retomar o seu estatuto de main contender, por outro, Till teria a possibilidade de derrotar o número dois do ranking, cimentando assim a sua posição.


Fonte: UFC
Esta é uma decisão importante para o futuro de uma divisão que carece de alguma competitividade e entusiasmo. Dana White e os seus conselheiros devem assim proteger e potenciar este diamante em bruto, especialista em Muay Thai e Kickboxing, de apenas 25 anos de idade.
Dana, “Don’t let me down”!
Foto de Capa: UFC
Artigo revisto por: Beatriz Silva
Olheiro BnR – Nikola Maras
“Para lá do Marão, mandam os que lá estão”. Este é um dito popular português onde bem se poderia associar Nikola Maras, jovem talento sérvio que esta temporada se fixou no eixo defensivo do GD Chaves. Mas quem é este jogador que até já tem conseguido despertar o interesse de alguns clubes em Portugal e na Europa, apenas na sua primeira experiência fora da Sérvia?
Maras é um defesa-central de 22 anos de idade. Mede 1,89cm e pesa 78kg, o que desde já sugere que se trata de um jogador com uma compleição física a ter em conta. O central flaviense conta já com duas internacionalizações pela Selecção principal da Sérvia, tendo estas sido conseguidas quando ainda representava os sérvios do FK Rad Beograd. Foi nesta equipa onde Maras cresceu, onde se começou a notabilizar e a qual capitaneou, apesar da sua tenra idade.


Fonte: GD Chaves
Em campo, é um defesa-central que prima pela inteligência com que se posiciona. Maras não é um jogador muito rápido, no entanto, tem uma capacidade posicional bastante boa. Demonstrando níveis de concentração muito acima da média, os seus apoios estão muitas vezes bem orientados, podendo acompanhar eficazmente os movimentos dos adversários. É também bastante forte, tanto no jogo aéreo como fisicamente, o que lhe dá algumas vantagens ao nível do desarme. Além destas características, Maras tem também uma leitura de jogo apurada, o que lhe permite, igualmente, compensar a falta de velocidade com um poder de antecipação de qualidade.
Sob a batuta de Luís Castro, Nikola Maras tem beneficiado do entusiasmante jogo proporcionado pelo treinador transmontano. Tal como abordei aqui, é sabido que um contexto positivo e de qualidade de jogo ajuda bastante ao desenvolvimento dos jogadores, dando-lhes condições para que se soltem e tragam ao de cima as suas melhores capacidades. Participando muitas vezes na primeira fase de construção da equipa flaviense, temos vindo a assistir a uma evolução bastante positiva deste jovem sérvio.
E quanto ao futuro? Para já, parece ainda não ter havido grandes desenvolvimentos para um possível salto na carreira, apesar dos já referidos rumores que assim o indicavam. De qualquer das formas, devido à qualidade presente em Maras, não será de estranhar que este saia para uma equipa de topo em Portugal ou mesmo para um campeonato que lhe dê outra visibilidade. Pessoalmente – e porque desejo o desenvolvimento do Futebol português – espero que continue por cá ainda alguns anos.
Foto de capa: GD Chaves



