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Estrelas da Formação: Diogo Brás

18 anos de idade. 1,69 metros. Médio ofensivo/extremo. Assim se define Diogo Daniel Pires Brás.

O jovem natural de Chaves atingiu a maioridade apenas este mês, mas já há muito que dá provas do seu talento. Titular, de há muitos anos para cá, nas equipas do Sporting, o jovem estrou-se esta época na convocatória da equipa B no embate frente ao Penafiel e é também presença assíduas nas convocatórias das camadas jovens da Seleção Nacional.

Diogo Brás é já (mais) uma pérola fabricada em Alcochete, é visto como uma aposta de futuro do emblema de Alvalade e da seleção campeã europeia. Tem tudo para singrar no nosso futebol e muito se espera dele.

Diogo Brás já dá cartas na seleção
Fonte: Diogo Brás

Chegou há seis anos a Alcochete, vindo do norte do país. E bem do Norte- Chaves. É já agenciado pela mais do que conhecida Gestifute (liderada por Jorge Mendes), tem um pé direito magnifico e é um dos melhores da sua idade em termos táticos. O “menino” tem tudo para ir longe.

O jovem flaviense é ainda dono de dotes técnicos, que invejariam muitos dos jogadores já profissionais. Tem faro de golo e percebe todos os movimentos e todo o jogo da equipa- com bola, sem bola, a atacar e a defender.

Para concluir, Diogo Brás foi uma das peças fundamentais para a conquista do campeonato de juvenis no ano passado. Foi o MVP da equipa e em muito ajudou o Sporting Clube de Portugal a conquistar mais um título na formação.

Boa sorte, Diogo!

Foto de Capa: Getty Images/ Juventus FC

CPR 2018 Azores Airline Rally- Segundo Dia: Um russo feliz

São Miguel, maior ilha do arquipélago dos Açores, onde se diz que as “vacas são felizes”. Pois hoje o líder do ERC, Alexey Lukyanuk, teve o “prazer” de ver o sorriso das vacas de perto. Foi um dos momentos insólitos do dia que aconteceu na segunda passagem pela histórica especial de Sete Cidades. Outro momento insólito foi o despiste do carro zero, na mesma especial. O mais preocupante foi o despiste do polaco Tomasz Kasperczyk, em Ford Fiesta R5, que saiu ileso.

Tirando estes momentos, o russo controlou a sua vantagem e, após um furo de Ricardo Moura na segunda especial do dia, Feteiras alargou a vantagem acabando o dia com cerca de vinte e dois segundos de avanço. Como tinha dito no artigo anterior, hoje foi dia de Bruno Magalhães entrar mais ao ataque. O português ganhou os dois troços finais do dia e elevou-se para o terceiro lugar da geral. A luta pelo segundo lugar parece estar muito animada, e amanhã vêm as especiais de Tronqueira para “apimentar” as coisas.

Neste segundo dia, destaque para o britânico Chris Ingram, que estreia-se num carro de quatro rodas motorizes (Skoda Fabia R5) e a meio do dia encontrava-se no terceiro lugar do pódio. Acabou o dia em quarto.

Chris Ingram mostra-se cada vez mais com uma grande promessa no automobilismo europeu
Fonte: BnR

No que toca ao Campeonato de Portugal de Ralis, os três primeiros mantiveram a sua posição, sendo que Bernardo Sousa perdeu tempo para Bruno Magalhães, que agora encontra-se a cerca de um minuto. (Sousa encontra-se em sétimo da geral). Destaque para o campeão nacional, Carlos Vieira, que ascendeu a quarto classificado, estando cada vez mais à vontade com o carro da marca sul-coreana. Ricardo Teodósio também passou José Pedro Fontes, e cada vez mais confirma a aposta num carro de última geração (Skoda Fabia R5).

O último dia de rali é já amanhã e conta com passagens pelas difíceis especiais de Tronqueira e Graminhais, no lado norte da ilha de São Miguel.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

As 5 razões para desculpar Piccini

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“Prognósticos só no fim do jogo”. Esta frase ficou célebre no Mundo do futebol luso e foi proferida pela glória do Futebol Clube do Porto, João Pinto. Há, contudo, prognósticos que só podem ser feitos não no final do jogo, mas no final das épocas desportivas.

No início da presente temporada, escrevi, precisamente aqui no Bola na Rede, sobre a fragilidade futebolística que, a meu ver, o lateral direito leonino Cristiano Piccini, ex-Bétis de Sevilha, apresentava. Parecia-me um jogador sem alma leonina e tinha grandes dúvidas de que viesse a melhorar ao longo da época. Estava enganado. Apresento, já de seguida, cinco razões para se desculpar o lateral-direito leonino.

GP Austrália: Vira o disco e toca o mesmo

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A Fórmula 1 esteve de volta em 2018 no circuito de Albert Park, em Melbourne. A principal novidade foi sem dúvida o novo dispositivo, o ‘halo’. Criação essa que está em avaliação por parte dos pilotos.

Os treinos livres de Melbourne serviram principalmente para melhorar as afinações e os melhores métodos para ter o melhor carro possível para sábado. Liderados por Hamilton, a sessão 1 e 2, a última sessão antes da qualificação também foi intempérie, ao ser liderado pelos dois Ferraris, onde ocorreu alguma precipitação.

O tiro no escuro era deveras interessante de descobrir, a qualificação era a 1.ª de 2018, e tinha contornos que podiam surpreender. O suspense passava por saber se a Mercedes continuava na liderança partilhada com a Ferrari e ambas longe do resto do pelotão, e se teríamos uma Red Bull finalmente capaz de lutar por poles e vitórias.

Na Q1, destaque para a eliminação de dois Toro Rosso, dois Sauber Alfa Romeo e o Williams de Sirotkin. A marca Italiana está de regresso à modalidade com Ericsson e o estreante Leclerc, enquanto que é evidente o decréscimo principalmente da Williams e algum desalento da Toro Rosso, esperava-se mais.

Na Q2, é de realçar a presença dos dois McLaren, agora com motor Renault. Em rotações baixas em relação a 2017, esteve a Force India, presente também na Q2, com Ocon e e Perez a partirem de 13.º e 15.º lugar.

A luta pelo Pole Position estava guardada para a Mercedes, Ferrari, Red Bull, Renault e Haas Ferrari! Nota alta para os pilotos da Haas com motor Ferrari, que têm dado muito boas referências até ao momento. O equilíbrio ou pseudo equilíbrio estava prestes a terminar com as incertezas. Na hora de decisões, Hamilton fez uma volta canhão e conquistou a sua 73.ª Pole da carreira, deixando Kimi Raikkonen em 2.º com 6 décimos de vantagem e Vettel em 3.º lugar a fechar o pódio da qualificação do GP da Austrália. Destaque para o acidente de Bottas na primeira volta rápida logo na primeira curva, o que originou o aparecimento de bandeira vermelha. O finlandês não cronometrou qualquer tempo e partirá de 10.º posto.

Novidade é mesmo Raikkonen à frente de Vettel
Fonte: Fórmula 1

Max Verstappen partirá do 4.º lugar à frente do piloto da casa, Ricciardo em 5.º. A surpresa foi mesmo o 6.º e 7.º lugar da grelha para Magnussen e Grosjean, respectivamente, a superarem a Renault!

Quando se pensava que finalmente ia haver luta entre Hamilton, Vettel e Max, eis uma volta canhão do inglês, a não deixar qualquer dúvida. Ao que parece estamos perante uma continuação do Campeonato de Fórmula 1 de 2017.

A corrida realizar-se-á neste domingo dia 25 de Março, por volta das 6h10 hora em Portugal e terá transmissão na Sportv.

Foto de Capa: Fórmula 1

 

Emoções no basquetebol feminino ao rubro

O Basquetebol feminino português tem tido uma temporada com algumas constantes. O Clube União Sportiva tem estado muito bem, tirando nos jogos decisivos, ou seja, as finais. O clube açoriano esteve na final da Taça Vítor Hugo, Taça da Federação e da Taça de Portugal, perdendo as três competições na final. Os ‘CUS’ terminaram também a fase regular do campeonato em primeiro, será que vão falhar no momento decisivo novamente?

Vamos voltar atrás e fazer um pequeno resumo da temporada até agora. Quatro dos cinco títulos nacionais já foram disputados e se já sabemos quem perdeu na final três delas, vamos agora saber quem as venceu.

Quinta dos Lombos venceu a Supertaça – contra o campeão nacional GDESSA – e a Taça da Federação. Já o AD Vagos venceu os dois troféus restantes, a Taça Vítor Hugo e a Taça de Portugal. Duas equipas coesas e que jogam um bom Basquetebol e que terminaram em segundo e quarto a fase regular do campeonato.

União Sportiva e Vagos são duas das equipas mais fortes em Portugal
Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Este fim de semana começa o playoff do campeonato e teremos bons jogos em perspetiva. O União Sportiva joga com o Vitória SC, eliminatória que deve cair sem problemas para as açorianas. O Quinta dos Lombos defronta as açorianas do CJ Boa Viagem, numa eliminatória que certamente vai cair para a equipa de Carcavelos, mas em que o Boa Viagem pode dar muitas dores de cabeça, principalmente no jogo em casa.

Vagos e CAB Madeira é o duelo destes quartos de final. A equipa da região de Aveiro é favorita, mas se o CAB levar a melhor não choca ninguém, certamente será uma eliminatória resolvida em três jogos. Por fim, o duelo entre GDESSA e SL Benfica, com as campeãs nacionais a serem claramente favoritas, até por o Benfica estar a passar uma má fase, tendo perdido seis dos últimos oito jogos e as vitórias a terem sido com as duas equipas mais fracas, Algés e Académico. No entanto, o Benfica venceu o último jogo entre as duas equipas, pelo que a equipa do Barreiro não pode facilitar.

Temos um campeonato em aberto, com três equipas, na minha opinião, a chegarem aos playoff como favoritas: União Sportiva, Quinta dos Lombos e Vagos. O Sportiva parece ser a equipa com mais argumentos, mas já falhou por três vezes nos jogos chave, veremos como aguentam a pressão nesta fase a eliminar. Quinta dos Lombos e Vagos querem conquistar mais um título esta temporada, e vão aproveitar qualquer momento menos bom que as açorianas tenham.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Portugal 2-1 Egito: A nação valente que acredita até ao fim

Já com os olhos postos no Mundial da Rússia, Portugal e Egito defrontaram-se esta noite em Zurique, com o objetivo de afinar e consolidar os seus movimentos e estilos de jogo. Assistimos a um encontro equilibrado onde, apesar de não haver nada em disputa, foi de certa forma bastante interessante.

Beto, Rolando e Rúben Neves foram as novidades na equipa portuguesa, comparativamente com os onzes mais comuns na era Fernando Santos. Já no conjunto egípcio não houve espaço para grandes novidades, pois alinharam as principais caras da equipa com o destaque a recair sobre Mohamed Salah, avançado do Liverpool que atravessa um belo momento de forma.

Os primeiros 45 minutos da partida foram discutidos parte a parte, com ambas as equipas a aplicarem um estilo de jogo ofensivo e a tentarem chegar rapidamente ao golo. De facto, o Egipto entrou melhor e dispôs logo aos oito minutos de uma bela ocasião para inaugurar o marcador por intermédio de Abdallah Said, que rematou para uma enorme defesa de Beto. Portugal restabeleceu-se e no resto do primeiro tempo esteve ligeiramente por cima, com mais posse de bola e critério na construção. Contudo, a sua primeira grande oportunidade surge de bola parada, num livre indireto dentro da área egípcia que mais parecia um penálti com barreira. Na conversão da falta, Ronaldo ficou a centímetros do golo, que só não se concretizou fruto do grande corte de Said sobre a linha de golo.

O lance que mais merece destaque ocorreu já próximo do intervalo. A equipa das quinas chegou a meter a bola no fundo da baliza, no entanto, recorrendo ao videoárbitro, o lance foi invalidado e Rolando, que regressou à seleção 4 anos depois, viu o seu golo ser anulado.

Na segunda parte ficou clara a diminuição do ritmo de jogo nos momentos iniciais e o que fez alterar essa tendência foi o facto de o Egito ter chegado ao golo, num remate colocadíssimo à entrada de área Salah bateu Beto. A partir desse momento, Portugal começou “a carregar” e a acumular oportunidades de golo que por demérito próprio ou por qualidade do adversário não se traduziam em golo. Ao minuto 60, Fernando Santos procede a uma alteração que se revelou determinante, tirou João Mário e lançou a jogo Ricardo Quaresma que com toda a sua explosividade, qualidade técnica e visão de jogo foi peça chave para a parte final do encontro.

Foi um final louco e emocionante com dois golos em três minutos que tiveram muita coisa em comum, dois cabeceamentos de Ronaldo e dois cruzamentos de Quaresma. Primeiramente, ao minuto 92 e em bola corrida após cruzamento, Ronaldo cabeceou para junto do guarda redes egípcio, mas este defendeu para dentro. A raça e esperança que nos caracteriza ficaram patentes neste jogo, pois os jogadores portugueses acreditaram até ao fim e já marcando o cronómetro 95 minutos, desta feita de bola parada, Quaresma torna a colocar de forma exímia a bola na cabeça de Ronaldo e este com um cabeceamento potente bateu novamente Al Shenawy e fixou o resultado em 2-1.

Foto de capa: FPF

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 7-0 Liechtenstein (Sub21): O número da perfeição

Quatro meses depois do último jogo de qualificação de Portugal para o Campeonato Europeu de Sub21 (2-1 contra a Suíça, a 14 de novembro de 2017), os pupilos de Rui Jorge voltaram à ação, desta feita contra a seleção do Liechtenstein.

Com sete pontos em quatro jogos disputados, a seleção das Quinas partiu para este jogo no terceiro lugar do grupo 8 (menos dois jogos realizados do que primeiro e segundo classificados), e com urgência em pontuar.

Face à ausência de Rúben Dias (convocado por Fernando Santos para a Seleção A, e posteriormente dispensado devido a lesão), Rui Jorge foi obrigado a chamar Jorge Fernandes (emprestado pelo FC Porto ao Tondela) ao onze. Os benfiquistas João Félix e Heriberto Tavares e o bracarense Xadas foram as outras novidades num XI que contou ainda com Joel Pereira na baliza, Diogo Dalot, Francisco Ferreira e Yuri Ribeiro na defesa, Pedro Rodrigues e João Carvalho no meio campo e Diogo Gonçalves na frente de ataque.

Portugal entrou muito forte na partida e, logo aos sete minutos, Diogo Gonçalves inaugurou o marcador, após uma grande cobrança de um livre direto. 1-0 a chegar com a maior das facilidades.

Três minutos volvidos, e novo golo para a seleção portuguesa. Após um erro crasso do guarda-redes do Liechtenstein, numa saída em falso da baliza, há mão na bola de um defesa e o árbitro Genc Nuza não hesitou: penálti para Portugal. O capitão João Carvalho não tremeu e fez o 2-0.

Num Estádio João Cardoso praticamente vazio, e com a chuva a cair intensamente em Tondela, a equipa de Rui Jorge praticava um futebol atraente, sob a batuta dos médios João Carvalho e João Félix.

Cantos estudados, triangulações perfeitas a meio campo e uma grande profundidade e disponibilidade nas laterais eram alguns dos ingredientes principais desta receita avassaladora, que, como era expectável, fez com que Portugal chegasse ao terceiro golo: Xadas, aos 26 minutos de jogo, e após grande envolvimento ofensivo entre Carvalho e Heriberto, cabeceou para o fundo das redes.

À meia hora de jogo, mais do mesmo. Dalot, numa grande progressão pelo flanco direito, cruzou para Diogo Gonçalves, que, de cabeça, só teve de encostar. 4-0 em Tondela, com o benfiquista a bisar.

Para fechar a primeira parte, a cereja no topo do bolo: num momento de pura magia, João Carvalho bisa na partida, no seguimento de um grande cruzamento de Pedro Rodrigues. 5-0 no placard, com o árbitro natural do Kosovo a mandar as equipas recolherem aos balneários.

Após um merecido descanso dos jogadores portugueses, que efetuavam uma exibição sublime, deu-se início à segunda parte.

Com tudo igual, Rui Jorge, aos 57 minutos de jogo, decide efetuar dupla alteração: entrada dos leões Rafael Leão e Pedro Delgado, para a saída, com direito a grande aplauso, de João Carvalho e de Diogo Dalot.

Aos 62 e aos 65 minutos, chega uma dose dupla de golos, com o cunho pessoal do suspeito do costume: Diogo Gonçalves, após uma boa bola do recém-entrado Leão, a chegar ao hat-trick, e, três minutos depois, a oferecer o golo ao miúdo João Félix, que se estreava a marcar pelos sub21.

7-0 para Portugal num jogo em que não houve Liechtenstein. Por outro lado, houve golos da seleção portuguesa para todos os gostos e feitios. Uma tarde de passeio para os sub21 portugueses, que se deslocam à Suíça na próxima terça-feira, para um jogo importantíssimo para as contas do grupo 8.

Foto de capa: FPF

Ricardo Pereira e a Seleção Nacional: O adeus ao Mundial?

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Foi recentemente conhecida a convocatória de Fernando Santos para os jogos de preparação para o Mundial 2018 frente ao Egipto e à Holanda. Numa lista de convocados com relativamente poucas surpresas, para os adeptos do FC Porto a grande nota de destaque acaba por ser a ausência de Ricardo Pereira, uma opção do selecionador nacional que parece tornar a presença do jogador no Mundial como pouco mais do que uma miragem.

A época já vai longa e certo é que Ricardo Pereira tem sido, com pouca margem para dúvidas, o melhor lateral direito da Primeira Liga. Para além da velocidade, ofensivamente é um futebolista capaz de desequilibrar as defesas adversárias pela sua técnica, pela capacidade de jogar em espaços curtos e pela competência na ligação com os seus colegas. Defensivamente, não sendo um fora de série, consegue fazer uso da sua velocidade para resolver os lances de 1×1 com os quais se vai deparando.

Realizando uma análise das opções de Fernando Santos, a (triste) conclusão a que se chega é que nenhuma delas é melhor, no cômputo geral, do que Ricardo Pereira. Por um lado, João Cancelo é um futebolista ofensivamente muito interessante, que consegue dar muita profundidade à sua ala; porém, defensivamente apresenta tremendas fragilidades, sobretudo se a equipa defender de forma zonal. Por outro lado, Cédric Soares é um daqueles casos de “sucesso” de difícil compreensão: trata-se de um futebolista com alguma competência no momento ofensivo, mas são evidentes as suas dificuldades para jogar em espaços curtos; defensivamente tende a não comprometer mas, não raras vezes, apresenta lacunas no capítulo do posicionamento.

Terá Ricardo Pereira dito, em definitivo, “adeus” ao Mundial 2018?
Fonte: FC Porto

Posto isto, não restam senão muitas dúvidas relativamente às opções de Fernando Santos para a posição de lateral direito da seleção nacional. Numa luta na qual ainda deverá entrar Nélson Semedo, Ricardo Pereira parece perder cada vez mais espaço e será, sem grandes surpresas face à situação atual, um dos ausentes do Mundial 2018 por opção técnica.

O passado leva a que os adeptos acreditem em Fernando Santos, embora fique sempre a ideia de que um milagre não acontece duas vezes na mesma capela (será preciso muito mais do que a seleção nacional mostrou no Europeu para que esta possa estar na luta pelo Mundial!). Portanto, resta esperar para ver. Por enquanto, a ideia que fica é que Ricardo Pereira poderia ser, não só pela sua qualidade como também pela polivalência, um jogador-chave para as aspirações da seleção das “quinas”. Porém, como bons portugueses, queremos veementemente que esta não seja mais do que uma crença errónea.

Foto de Capa: FC Porto

Passaporte à espera

O nosso campeonato está recheado de jogadores estrangeiros e daí vêm muitas críticas, mas não há dúvidas de que grande parte deles contribuem para o futebol nele praticado. Se são muitos os estrangeiros de baixa qualidade e que tiram o lugar a jogadores portugueses, também são muitos aqueles que realmente conferem a “nota artística” que tanto se ambiciona.

Prova disso são as várias ausências que os plantéis verificam quando as provas nacionais param para as jornadas amigáveis ou de competição das seleções nacionais. No entanto, nem todos os estrangeiros de qualidade veem o seu valor recompensado com idas à sua seleção, pelas mais variadas razões. Exemplos disso são os defesas Alex Telles, Álex Grimaldo, Cristiano Piccini e Nikola Maras, os médios Filip Krovinovic e Wakaso e o avançado Shoya Nakajima.

A seleção brasileira parece ter alguma obrigatoriedade de convocar jogadores que atuam no Brasileirão e só assim se explicam as convocatórias de Fagner e Rodrigo Caio no lugar de jogadores de elevada qualidade como Alex Sandro, David Luiz ou Danlio. Posto isto, e esquecendo por momentos a sua recente lesão, as portas da canarinha parecem bem trancadas para o dragão Alex Telles, apesar das suas épocas recentes e de ter sido visto e avaliado várias vezes por adjuntos de Tite.

De um “mal” parecido sofre Álex Grimaldo. Ao lateral espanhol do SL Benfica ninguém lhe nega qualidade nem a capacidade de representar o seu país, o problema está naqueles que com ele “competem” por um lugar na convocatória de Julen Lopetegui. Para se instalar numa das alas de “La Roja” ou apenas no banco, Grimaldo teria de superar nomes como Jordi Alba, Cesar Azpilicueta, Marcos Alonso, Dani Carvajal ou Álvaro Odriozola. Não será impossível e Grimaldo tem ainda uma grande margem de progressão, mas neste setor, a Espanha está muito bem servida.

Debaixo de duras críticas, a Itália não estará presente no Mundial deste verão e defende-se uma reestruturação total do futebol italiano. Apesar dos problemas inerentes à tentativa de remodelação, uma “Squadra Azzurra” de “cara lavada” poderá sempre contar com defensores de qualidade. Muito dependente do estilo de jogo que passar a apresentar e da formação que a seleção adotar, Cristiano Piccini, o defesa lateral leonino, pode desejar uma chamada à seleção e aí fazer de tudo para que possa por lá ficar. Terá de superar, no entanto, nomes como Andrea Conti, Matteo Darmian, Danilo D’Ambrosio ou Alessandro Florenzi.

No lote de defesas estrangeiros a atuar em Portugal e que esperam pela chamada à seleção, encaixa ainda Nikola Maras. Melhor dizendo, Maras já atuou num amigável da seleção principal da Sérvia e numa competição sub-21 realizada no ano passado. Beneficiando de uma excelente adaptação ao futebol português e de um treinador que trata os jovens e o seu lançamento como ninguém, o sérvio augura agora à sua própria evolução de forma a tornar constantes as suas chamadas à seleção dos Balcãs.

Na zona central do terreno, destaque para os médios do SL Benfica e Vitória SC. Filip Krovinovic, croata de 22 anos, chegou dos vilacondenses com grande potencial de evolução que confirmou ao atuar pelas águias. Com sete jogos realizados pela seleção sub-21 numa fase final em 2017, Krovinovic apresenta-se como um futuro maestro do meio campo encarnado e só a grave lesão atrasa essa afirmação. No entanto, à semelhança de Grimaldo, vê a seleção como uma meta difícil para um futuro próximo. O meio campo da Croácia conta com nomes como Luka Modric, Milan Badelj, Ivan Rakitic, Marko Rog, Marcelo Brozovic ou Mateo Kovacic. Afigura-se, portanto, uma tarefa monstruosa para o médio benfiquista e resta-lhe esperar que figuras míticas atuais da seleção croata, como Modric ou Rakitic, na “casa dos 30”, se retirem em breve.

Wakaso destaca-se pela regularidade em todos os clubes por onde passou em Porugal
Fonte: Vitória SC

Por outro lado, o ganês Alhassan Wakaso ainda espera a sua primeira internacionalização. Quase sempre em Portugal, no Portimonense SC, Rio Ave FC e agora Vitória SC, as épocas de Wakaso caracterizam-se pela regularidade e pelo considerável número de jogos realizados em cada época. A sua concorrência resume-se a Mubarak Wakaso, Christian Atsu, Ebenezer Ofori, Edwin Gyasi, Godfred Donsah, Nasiru Mohammed ou Nana Ampomah. Se alguns são dos melhores jogadores da própria seleção, como Atsu, Ofori ou Donsah, Wakaso pode aspirar a substituir Mohammed ou Gyasi.

Nakajima é uma das revelações da presente temporada
Fonte: Portimonense SC

Em terrenos mais adiantados surge o exemplo de Shoya Nakajima. O atacante japonês é uma das revelações do nosso campeonato e desde cedo despertou o interessa de várias equipas portuguesas. A agitação do mercado de inverno levou o jogador nipónico a assumir uma preferência e gosto pessoal em representar os azuis e brancos que comandam o campeonato. Tantas boas exibições, golos bonitos e cobiças levaram o selecionador do Japão a convocá-lo para compromissos amigáveis e o primeiro não podia ter corrido melhor. Entrou aos 60 minutos do encontro frente aos africanos do Mali e fez o golo do empate final (1-1) aos 90’ + 4’. Se aliar as boas exibições ao serviço do Portimonense SC a boas exibições pela “terra do sol nascente”, poderemos ver Shoya Nakajima no Mundial da Rússia deste ano.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Lendas do universo leonino: Jesus Correia

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António Jesus Correia, um dos elementos que pertenceu ao quinteto atacante mais famoso do futebol português, denominado como Os Cinco Violinos. Era natural de Paço de Arcos e tinha dois “amores” desportivos, hóquei em patins e futebol, tendo sido atleta de alta competição destas duas modalidades, em simultâneo. Necas, como também era conhecido, foi o último “violino” a falecer, com 79 anos. Deixou um marco impressionante na história, não só leonina como nacional, tendo conquistado vários troféus nas duas modalidades coletivas, quer como jogador, quer como treinador/selecionador.

No que ao hóquei em patins diz respeito, iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal, no Paço de Arcos Hockey Club, onde marcou mais de 290 golos em 172 jogos. Entre 1942 e 1955, foi campeão nacional por oito vezes. Na Seleção Nacional de Hóquei em Patins, foi internacional por 142 vezes, onde venceu seis títulos mundiais e outros tantos europeus.

Em relação ao futebol, foi num clube da sua terra natal (Associação Académica) que deu os primeiros “pontapés” na bola. Antes de vestir a verde e branca, ainda esteve à experiência n’Os Belenenses”.

Decorria o ano 1943, quando Jesus Correia, através da passagem de uma oficina de automóveis para um armazém de mercearia, conheceu um diretor dos leões, que lhe deu a oportunidade de mostrar o seu valor num treino à experiência. Depois de ser rejeitado no Belenenses, aceitou a oportunidade e impressionou desde logo os responsáveis leoninos, especialmente Joseph Szabo – técnico leonino na época.

Ao serviço da equipa leonina, conquistou dois campeonatos de Lisboa, sete campeonatos nacionais e duas taças de Portugal. Ao longo das nove temporadas, o extremo direito vestiu a nossa camisola em 208 jogos, tendo levado a massa adepta leonina a festejar por 158 vezes os seus golos, mostrando também a sua veia goleadora. Necas fazia da velocidade, facilidade de remate e entrega em campo os seus principais atributos. Na história de goleadores do Sporting Clube de Portugal, posiciona-se na oitava posição.

Um dos momentos mais marcantes da sua “passagem” pelo Sporting Clube de Portugal foi no dia cinco de setembro de 1948, num jogo amigável para inauguração do estádio metropolitano do Atlético de Madrid, onde a equipa da casa recebeu o Sporting Clube de Portugal. Naquela época os jogadores queriam ganhar sempre, como se diz na gíria do futebol “perder?! nem a feijões”, e o resultado demonstra bem isso, numa vitória bem expressiva por 6-3, com todos os golos leoninos a serem apontados por Necas.