Início Site Página 11870

Liverpool FC 0-0 FC Porto: Controlo de danos

Depois da pesada derrota da 1.ª mão, o FC Porto deslocou-se a Anfield Road, para defrontar o Liverpool FC, de orgulho ferido e com um grande dilema na cabeça de Sérgio Conceição e de todos os portistas. Salvar o bom nome do clube na prova apostando todas, ou grande parte delas, as fichas neste jogo, ou salvaguardar recursos para as batalhas internas.

A prioridade (a meu ver bem) foi dada ao Campeonato Nacional e o FC Porto entrou em campo com uma equipa composta, na sua grande maioria, por segundas linhas, sendo a inclusão de Bruno Costa no onze o apogeu desta ideia. Com Casillas na baliza, Felipe no centro da defesa e as laterais entregues a Maxi e Dalot, a única alteração no setor em comparação com o Clássico frente ao Sporting CP foi a troca de Ivan Marcano por Diego Reyes. A linha de quatro médios foi composta por Óliver e André André ao centro e, Corona e Waris encarregues da ala direita e esquerda respetivamente. O centro do ataque foi entregue a Aboubakar (para acelerar o processo de reabilitação total do camaronês) e, nas suas costas, jogou o já mencionado Bruno Costa.

Era, portanto, com uma equipa sem rotinas que Sérgio Conceição iniciava esta partida, na provável esperança de que Jurgen Klopp, tendo em vista o confronto contra o Manchester United no próximo fim de semana, optasse, igualmente, por fazer descansar as suas pedras basilares.

Ora, o treinador alemão havia prometido uma equipa na máxima força e cumpriu, de certa forma, o prometido. Apesar da ausência da estrela da companhia, Mohamed Salah, o Liverpool fez alinhar uma equipa maioritariamente composta por jogadores habitualmente titulares.

Onze dos Reds: Karius; Joe Gomez, Matip, Lovren e Moreno; Milner, Henderson e Emre Can; Lallana, Sadio Mane e Firmino.

Os adeptos portistas estiveram em grande no apoio à equipa
Fonte: FC Porto

Quanto ao jogo propriamente dito, foi disputado, no primeiro tempo, em ritmo de treino. Só mesmo a bola enviada ao poste por Sadio Mane à passagem da maia hora escapou à monotonia de um jogo que estava resolvido e desequilibrado desde o seu começo. O Liverpool foi dono e senhor da bola e o FC Porto limitou-se a esperar o passar do tempo. Apesar de duas oportunidades do senegalês Mane (uma já referida e um remate aos 18 minutos à boca da baliza enviado para cima da trave. Dos azuis e brancos não se viu mais do que algumas bolas jogadas em busca da profundidade de Waris e Aboubakar que, tanto por incompetência dos avançados ou por uma boa leitura de Karius, acabaram por se tornar, invariavelmente, inofensivas.

A segunda parte trouxe mais oportunidades e vida ao jogo, talvez mais por via do desgaste físico das equipas do que por via da aceleração de processos. O Liverpool entrou com intenção de marcar mas a primeira oportunidade esteve nos pés de Waris com pouco mais do que 5 minutos jogados na etapa complementar. As intenções dos ingleses foram sol de pouca dura e cedo o jogo voltou ao seu ritmo lento e monótono. Entre oportunidades ou meias oportunidades o resultado podia ter mexido. Destacar uma flagrante de Óliver a pouco mais de 10 minutos do apito final e de Danny Ings uns minutos depois que proporcionou uma bela intervenção a Casillas. Nos bancos as substituições foram utilzadas para gerir o esforço dos atletas, sendo que Sérgio optou por lançar Sérgio Oliveira, Ricardo Pereira e Gonçalo Paciência e subtrair ao jogo André André, Waris e Aboubakar.

Foi, em traços gerais, um jogo desinteressante de acompanhar e que serviu para controlo de danos e para limpar um pouco a imagem deixada pelo FC Porto no jogo do Dragão. Fora das quatro linhas os adeptos portistas venceram de goleada. Enorme apoio teve o FC Porto esta noite e tem, agora, um título nacional para ganhar e dedicar a este Mar Azul.

A Liga dos Campeões termina aqui para os azuis e brancos e há que realçar um percurso que, embora com alguns jogos menos conseguidos, não deixou de ser meritório e que teve o condão de voltar a provar que uma hipotética conquista europeia de uma qualquer equipa portuguesa apenas poderá suceder por via da Liga Europa.

Paris Saint-Germain 1-2 Real Madrid CF: 222 milhões não foram a jogo… e o Real seguiu em frente

Os anfitriões, em 4-3-3, jogavam sem o principal jogador, mas contavam com um golo no Bernabéu. Kurzawa ficou de fora, jogando Berchiche, Thiago Motta fez companhia a Verratti no controlo do meio campo; O Real jogou em 4-4-2, com um meio campo diferente (sem Modric e Kroos), mas com uma boa margem obtida em Madrid.

A primeira parte resume-se num ritmo de jogo pautado, com tentativas de aceleração parte a parte. O PSG teve mais bola, pois o Real Madrid deixava jogar, podia-se dizer que os bicampeões europeus jogavam com o resultado obtido na primeira mão. Neste prisma, Ramos corresponde a um cruzamento da direita e permite a Areola a primeira defesa mais apertada até então. O Real, na expetativa, ia trocando bem a bola, mas sem asfixiar o adversário com velocidade ou passes mais incisivos, enquanto o PSG tinha em Di María (mais virtuoso na ausência de Neymar Jr) o homem mais criativo.

Verratti, pautava esse jogo parisiense, e rompia autenticamente esse ritmo com passes a rasgar, encontrando quase sempre Mbappé, que se encarregava de ou colocar a bola na zona de Cavani, ou atirar à baliza, dependia de si essa decisão. O organizador do jogo dos da casa, Verratti, viu um amarelo após lance disputado com Casemiro. O que o suscitou, foi o italiano ter-se dirigido ao brasileiro a pedir satisfações, ao que o árbitro, prontamente, respondeu com amarelo: escusado, da parte de Verratti; exagerado, no meu parecer, da parte de Felix Brych.

Perante o cenário acima descrito, o Real Madrid cada vez mais se encolhia no seu meio campo, causalidade provocada pelo crescimento atacante do PSG. Kovacic, aos 32 minutos, varre Di Maria no flanco direito, cortando de vez o argentino, que conduzia a bola com velocidade. Bem mostrado. Seis minutos após este lance, o Real Madrid contraria a disposição da partida, e leva a bola até à área adversária: contando com uma interceção falhada por parte de Dani Alves, pelo lado esquerdo do ataque madrileno, Benzema recebe essa bola e no um contra um, permite a Areola uma defesa de recurso! Bola para canto.

Três minutos após o perigo de Madrid, é o Paris que desenha a melhor jogada até então: em plena área do Real, Verratti para Di María, que tenta assistir Cavani, que se encontrava já para além da zona da grande penalidade, mas Navas chega primeiro. O jogo foi prontamente interrompido por fora de jogo de Cavani, mas tal não foi indicador suficiente para conter a ira de Zidane, que captado pela realização, mostrava claramente o seu desagrado com a sua defensiva. Ira que se deve ter repetido dois minutos após, lance em que Mbappé recebe um passe que rasga todas as linhas do Real, e à entrada da área, descaído para a direita, remata e vê a sua tentativa ser parada para canto, por Navas.

A segunda parte, foi muito mais interessante. Tal se explica devido a diversos fatores: deu-se um jogo muito menos fechado, muito por culpa do golo de Cristiano Ronaldo (que já tinha ficado muito perto do golo, logo no minuto antes), logo no início da segunda parte: tudo começou com o roubo de bola de Asensio a Dani Alves, que deu a Lucas Vasquez, que logo cruzou a bola para os egundo poste, em que aparece Ronaldo! Um cabeceamento bem ao seu estilo: eleva-se como só ele pode, forte e de cima para baixo: sem hipóteses de defesa para Areola… Zidane e os madridistas ficavam mais descansados. O PSG via-se assim obrigado a ser mais esclarecido na busca do golo.

O ritmo de jogo pautado até então dera lugar a um jogo bem partido, muito aberto e rápido! Uma das equipas quase certa na próxima fase, outra sem, literalmente, nada a perder. As 59’, Pastore entra para o lugar de Thiago Motta, de forma a haver mais homens vestidos de azul na zona mais avançada do terreno. Contudo, sete minutos depois esta substituição, o jogador que permitia a saída do elemento mais central foi expulso: Brych não perdoou novamente as palavras de Verratti, agora dirigidas a si, pedindo falta para o seu conjunto. Alguma polémica, mas manteve-se o critério, algo cisudo, do árbitro… Não queria conversa Felix Brych.

Com dez elementos, o PSG chega, atabalhoadamente, ao empate: Pastore cabeceia à baliza em mergulho, mas vê a bola bater num defensor adversário, e logo de seguida bate na perna de Cavani! Navas nada pôde fazer para evitar que a bola entrasse.

O Real, com mais um elemento, definia agora o ritmo de jogo, se bem que deixava o PSG tentar sair a jogar. Mas é o Real quem teve um ataque prometedor, nos pés de Benzema, que mais uma vez neste jogo deixou a entender que não tem qualidade para continuar no campeão espanhol em título: com Ronaldo à sua direita isolado, perde o “timing” de passe, e tenta um golo de bandeira… em que a bola fica mais perto da bandeira de canto do que propriamente da baliza… Deixou muito a desejar Benzema neste jogo.

Substituição parte a parte, no minuto seguinte, em que Di María dá o lugar a Draxler; e Benzema a Bale. O jogo já tinha dado tudo o que tinha a dar, em termos objetivos. Mas a sentença foi dada por Casemiro, que aos 80 minutos, a meias com o compatriota Marquinhos, devolve a vantagem aos “blancos”, resultado que se manteve até ao apito do árbitro.

Foto de capa: UEFA

Os “Caldas SC” de França

0

À semelhança do que aconteceu com o Caldas SC em Portugal, também houve taça em França… e logo a dobrar! Les Hebriers e Chambly apuraram-se para as meias-finais da “Coupe de France” e um deles vai ser o representante da 3ª divisão do futebol gaulês na final da prova.

Na semana passada, jogaram-se os quartos-de-final e se houve um jogo cabeça-de-cartaz entre PSG e Marselha, também existiram dois tomba-gigantes. O FC Chambly, emblema do norte do país, eliminou mesmo, por 1-0, nos 90 minutos, o primodivisionário Estrasbourg, ao passo que o Les Herbiers, clube da zona ocidental de França, fez o Lens, da Ligue 2, tombar nas grandes penalidades.

O Paris Saint-Germain aplicou 3-0 ao Marselha e o Caen ditou (1-0) a eliminação do Lyon, sendo que o sorteio traçou duelo entre os “dois davides” que, com fascínio para o amante do futebol, chegam a esta fase adiantada da prova para disputar um lugar na final de 8 de maio no Stade de France. No outro encontro, um ‘primodivisionário’ Caen-PSG.

Na foto, os jogadores do Les Herbiers exultam de alegria depois de eliminarem o Lens. Na imagem de capa, o momento do extasiado golo que deu a vitória ao FC Chambly sobre o Estrasbourg
Fonte: FFF

          Falemos dos “davides”, que é o que mais interessada aqui.

No ‘National’, no campeonato da realidade, FC Chambly e Les Herbiers enfrentam a dura luta pela sobrevivência na divisão, com os primeiros a ocuparem a 16ª e penúltima posição, logo em zona de descida e a cinco pontos da salvação, enquanto os segundos são 13º classificados, um ponto acima da linha de água, mas com mais dois jogos, por exemplo, do que o adversário que vai enfrentar nas ‘meias’ da Taça no dia 17 de abril.

Esse será o dia que voltarão a sonhar e, durante 90 minutos, os sofrimentos de se andar pelo fundo da tabela na 3ª divisão passarão a ser esquecidos. Entre as duas margens que estabelecem a distância entre manutenção e despromoção no ‘National’, a Taça será como uma ponte do sonho, com o Vendée Les Herbiers Football a receber o Football Club de Chambly-Thelle num duelo onde não entrará a lógica dos pontos preciosos, mas sim pelo menos 90 minutos para se destacar ainda mais na história.

O emblema da casa completa o seu centenário no próximo ano, enquanto os forasteiros, fundados em 1989, nem 30 anos completaram. Vão a jogo sem olhar à história que passou, mas sim em escrever a do futuro.

No final da competição, quem quer que seja o clube levantar o troféu, ganha “apenas” na lógica do resultado. Pela epopeia vivida pelos humildes Les Herbiers e FC Chambly, a taça já é deles. Que bela que está esta época a Coupe de France. Temos taça em França!

Foto de capa: FFF

Cápsula Lusitana: Vítor Paneira – Um ala em corpo de “10”

Quem é?

Vítor Manuel da Costa Araújo, mais conhecido por Vítor Paneira, faz parte do imaginário de todos os portugueses, mais em especial dos benfiquistas. Foi um dos últimos grandes médios do futebol português, um ala romântico, um número 7 à antiga que transpirava classe por todos os poros do corpo. Vítor nasceu para o futebol em Vila Nova de Famalicão, passando depois por Vizela, onde acabaria por dar o salto para o clube que o catapultou para a grande montra do futebol internacional: o Benfica. Depois do Benfica, ainda contou com passagens pelo Vitória de Guimarães, onde deu espetáculo ao longo de quatro épocas fantásticas, e pela Académica de Coimbra, onde cessou a carreira de jogador. A passagem pela seleção nacional foi igualmente marcante contando com quatro golos em 44 internacionalizações. A finta curta de Paneira, os cruzamentos milimétricos, a visão de jogo que só ele tinha, a redondinha que colada ao pé de Paneira parecia feliz, bem tratada, à espera de uma nova ordem do cérebro do seu mestre. Tudo isto perdurará na memória do adepto de futebol. Deixou o futebol como uma das maiores figuras das últimas décadas do futebol português e do Benfica e ainda hoje deixa saudades, o que diz muito da relevância deste ala, mágico ala em corpo de dez.

Fonte: SL Benfica

Depois de pendurar as botas, Paneira aventurou-se como treinador de futebol. Contou com trabalhos bastante positivos, passando por clubes como: Tondela, Varzim, Boavista, Famalicão, entre outros. A primazia pelo futebol positivo, de ataque, de velocidade foi sempre uma constante de Paneira tanto como jogador, como depois enquanto treinador.

O fim-de-semana verde e branco

0

Mais uma semana, mais um resumo. As Leoas do Râguebi surgem no topo, com a conquista da Taça de Portugal de Tens após uma reviravolta sensacional; o Andebol deu mais um passo triunfante no Campeonato Nacional, cimentando a liderança da prova e o Voleibol masculino começou a meia-final do play-off do Campeonato Nacional da melhor forma ao vencer na Maia. Ainda no pólo positivo, destaque para o Hóquei em Patins, que retornou à liderança do Campeonato Nacional. Pela negativa há a referir o Futsal feminino, que sofreu a primeira derrota na Fase de Apuramento de Campeão e o Futebol masculino que, com uma derrota no Dragão, deixou as contas do título bastante complicadas.

Andebol | Os campeões nacionais venceram a AA Avanca por 25-32 na penúltima jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. Os Leões desde cedo comandaram as operações (3-8 ao minuto doze), chegando ao descanso com uma vantagem de cinco golos (12-17). Na etapa complementar a toada de jogo manteve-se, com a diferença no placard a sofrer algumas oscilações que nunca colocaram em causa o resultado final. Pedro Portela (Sporting CP) e Reinier Dranquet (AA Avanca) foram os artilheiros do encontro, com oito golos marcados. Na última jornada da primeira fase, o Sporting CP recebe o CF Os Belenenses, estando a partida marcada para as dezoito horas de dez de Março, Sábado, no Pavilhão Municipal de Mafra.

Carambola | A turma verde e branca venceu o GC Sul “A” por 4-0 e na próxima jornada defronta o SL Benfica “A”.

Futebol masculino | O Sporting CP perdeu frente ao FC Porto por 2-1, uma derrota que deixa a formação às ordens de Jorge Jesus a oito pontos da liderança do Campeonato Nacional. Seguem-se a primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, com os Leões a receberem os checos do Viktoria Plzen, e a 25.ª jornada, com os verde e brancos a deslocarem-se a Chaves.

Futsal feminino | As Leoas perderam diante do SL Benfica por 2-1, descendo assim ao quinto posto da tabela classificativa. Na próxima jornada, a turma orientada por Carlos Reis recebe o Santa Luzia FC, estanto a partida agendada para as dezassete horas de dez de Março, no Pavilhão António Feliciano Bastos, em Loures.

Futsal masculino | Os Leões regressaram aos triunfos ao baterem a AD Módicus Sandim por 5-1, com golos de Fortino (2), Dieguinho, Cavinato e Merlim. Os bicampeões nacionais continuam assim na liderança isolada e invicta da Fase Regular do Campeonato Nacional, com 55 pontos somados, mais seis que o segundo classificado, o rival SL Benfica. Segue-se a deslocação ao reduto do CD Aves.

Futebol de Praia | A partida entre Sporting CP e o CD Nacional foi adiada devido às condições climatéricas adversas.

Hóquei em Patins | Os Leões venceram o HC Turquel por expressivos 1-7, resultado que espelha o domínio dos verde e brancos no encontro. Os golos dos verde e brancos foram apontados por Ferran Font (2), Pedro Gil, Toni Perez, Caio (2) e João Pinto. Após este triunfo o Sporting CP totaliza 49 pontos, sendo novamente líder do Campeonato, isto devido ao empate entre AD Valongo e SL Benfica. Segue-se a última jornada da Fase de Grupos da Liga Europeia, com Sporting CP e HC Liceo, já apurados, a discutirem a liderança do Grupo D. Para já a turma espanhola leva vantagem, sendo que ao Sporting CP apenas a vitória interessa. O duelo ibérico está agendado para as vinte horas de Sábado, dez de Março, no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins regressa à liderança do Campeonato Nacional
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Depois de muita polémica, SL Benfica e Sporting CP seguem na frente na luta pelo título

0

O treinador do Benfica, José Jardim, já se havia queixado da calendarização desta Meia-Final na antevisão da, uma vez que o Benfica jogou a meio da semana os Quartos-de-Final da Taça Challenge (os encarnados acabaram por ser eliminados depois de dupla derrota contra os italianos do Ravenna). O timoneiro encarnado questionou-se sobre o motivo pelo qual o Sp. Espinho x Benfica foi marcado para a tarde de Sábado, enquanto o Castêlo da Maia x Sporting CP foi marcado para Domingo, tendo sido o Benfica a única equipa envolvida em jogos europeus a meio da semana.

Como se isso não bastasse, em cima da hora de jogo, devido às condições meteorológicas adversas que têm assolado o país, foi anunciado que a Nave de Espinho não se encontrava em condições para a realização do jogo devido ao excesso de humidade no recinto.
Depois disto, o Sp. Espinho disse ter arranjado um pavilhão alternativo para a realização do jogo (pavilhão da Académica de Espinho), mas o Benfica avançou que não tinha sido informado atempadamente sobre essa alteração e que, inclusivamente, estava a ser acordada entre os dois clubes uma nova data para a realização do encontro.

Resolvidas as divergências entre os dois clubes, o jogo acabou por se realizar na noite de Sábado no pavilhão alternativo encontrado em Espinho, tendo saído por cima o Benfica. Os encarnados venceram os primeiros dois sets, por 25×12 e 25×16, tendo o Sp. Espinho reduzido ao vencer o terceiro set por 25×19. O Benfica acabou por vencer o quarto set por 25×16 e colocar-se na frente desta Meia-Final.

Na Maia, com muito menos polémica à mistura, o Sporting CP também conseguiu obter uma importante vitória no terreno do Castêlo da Maia, vencendo o encontro por 3-1, com os parciais de 25×21, 22×25, 25×20 e 25×14.

O Sporting CP conquistou uma importante vitória no terreno do Castêlo da Maia
Fonte: Castêlo da Maia Ginásio Clube

Numa Meia-Final disputada à melhor de cinco, estas vitórias conquistadas pelos rivais lisboetas nos terrenos dos adversários podem revelar-se decisivas, sendo os dois próximos encontros disputados no Pavilhão da Luz e no Pavilhão João Rocha, ambos nos próximos Sábado e Domingo. Podendo, no melhor dos cenários, ficar já decididos no próximo fim-de-semana os vencedores destas Meias-de-Final, se Benfica e Sporting CP conseguirem uma dupla vitória em casa.

No Play-Off que apura o quinto ao oitavo lugar deste campeonato, registaram-se também duas vitórias das equipas visitantes. A Fonte do Bastardo deslocou-se a Espinho e bateu a Académica de Espinho por 3-0, enquanto o Sporting Clube das Caldas foi ao terreno do Leixões conquistar uma importante vitória por 3-1.

Por último, no mini-campeonato disputado com cinco equipas, na fuga à despromoção, o Esmoriz recebeu e venceu o São Mamede por 3-2 e o VC Viana bateu em sua casa o Vitória de Guimarães por 3-1, enquanto o Clube Kairós teve uma jornada de descanso em virtude do número impar de equipas nesta fase da competição.

Foto de Capa: SL Benfica

O que podemos esperar da segunda mão dos oitavos de final da Champions?

Após a primeira mão dos “oitavos” da competição em que se pratica o melhor futebol do mundo, houve um pouco de tudo: três jogos que, embora a faltar a “segunda metade”, tudo leve a crer que já conhecemos quem embarcará para a fase seguinte; e mais cinco que terão ainda uma boa disputa. Isto tudo teoria.

Manchester City, Liverpol e Bayern estão, arrisco-me a dizer, nos quartos de final. Duvido que alguém aposte na passagem de algum dos seus oponentes. Sobre o City, pouco ou nada há a dizer, embora esteja em evidência um Basileia que reduziu um Benfica já também reduzido por si mesmo no contexto “Champions” deste ano, mas que  além disso fez frente ao milionário Man. United. Mas aqui não falamos do expectante United, mas do avassalador City.

Os “gegenpressing” vieram ao Dragão. A pressão ficou-se pelo campo, já que o estatuto já alcançado por Sérgio Conceição o ilibe de quaisquer pressões vindas da bancada.  Porém, um 5×0 mancha sempre não só a temporada de um clube, mas a sua reputação europeia, coisa que em tempos não atravessava tão facilmente a guela de Pinto da Costa.

O Bayern surpreendeu-me. Surpreendeu-me porque deu 5×0 a uma equipa que me surpreendeu na fase de grupos. Lembro-me que no pré jogo, estava sintonizado na Sport TV+ e ouvi, salvo seja, o comentador Pedro Henriques dizer que não lhe surpreendia que o Bayern saísse da Alianz Arena já com viagem marcada, mas sem destino, apenas definido pelo sorteio seguinte, mas que também tinha em elevada consideração o Besiktas. Eu, em parte, até concordei, mas 5×0 não estava à espera, embora do Bayern, na sua casa, se espere sempre uma equipa que é inimiga da que recebe, e que misericórdia é coisa que os bávaros não conhecem.

Do todo poderoso “P.$.G”. esperava-se que tivesse finalmente corda para o Real Madrid. O último, que já conquistou dois troféus esta temporada (obrigatórios, à priori), está muito, mas muito longe da disputa da La Liga, e que tem uma equipa feita à medida da conquista da Liga dos Campeões. No Bernabéu obtiveram um resultado melhor do que a exibição na minha opinião. Em Paris, mesmo com Neymar não acredito que o Real seja eliminado.

O Barcelona viu o Chelsea deixá-lo jogar. Bem, muitas equipas fazem isso. Mas o Chelsea, pensado por Conte, teve uma estratégia: jogar sem ponta de lança de referência: Hazard jogou a ponta centro, mas sempre a maio campo, fazendo com que o meio campo dos londrinos contasse sempre com mais um elemento, e na saída para o contra ataque, também com um elemento. Esse contra ataque, desenvolvia-se em bloco, e contava com as arrancadas de Willian, jogador extremamente veloz e tecnicista. O plano de Conte corria certo, mas o desconcentrado Christiansen errou não apenas uma vez, e uma das vezes custou um golo fora, que Iniesta não se coibiu de entregar a Messi.

Para a segunda mão, estou curioso: tudo aponta à vitória do Barça, isto pelo histórico recente do clube, e pelo estilo de jogo. E o fator Camp Nou, que não se trata apenas de um lugar onde o jogo decorre, é muito mais do que isso.

 

Em teoria será o bilhete com disputa mais renhida entre os dois interessados, mesmo sabendo do apetecível FC Barcelona vs. Chelsea FC
Fonte: UEFA

O Manchester United foi a Sevilha, como muitos dizem, estacionar o autocarro. O estilo do nosso Mourinho tem sido muito criticado pela negativa, já que os seus adeptos não estavam habituados a outro que não fosse o de Ferguson. Mas o estilo de Mourinho bateu várias vezes o de Ferguson, não é verdade? Como regem os comentadores defensores do modo de jogar da nossa Seleção, que “A Seleção não joga nada? A Seleção joga é diferente! Joga diferente da forma que estávamos habituados.”, forma essa sempre infrutífera.

A mim, pessoalmente, digo que o resultado obtido em Sevilha é muito melhor do que poderia ter sido. De Gea assinalou defesas impossíveis, daquelas que valem golos ao contrário. O Sevilha é sempre uma equipa “raçuda”, inquietante e com genica, mas o United joga friamente. Prevejo, como muitos, que o Manchester United passe, mas o Sevilha marcar em Old Trafford não é algo que se coloque de lado, antes pelo contrário!

Outro português, Paulo Fonseca, que já venceu o City nesta edição da Champions, busca outro marco a ter em conta, que poderá ser a presença do Shakhtar nos “quartos”. Os ucranianos, em Donetsk, assinalaram uma segunda parte de morte, após irem para o descanso a perder 1×0. As equipas equiparam-se uma à outra, será, em primeira instância, uma segunda mão, em Roma, imprevisível. A Roma, vindo de um 4×2 em casa do Nápoles, que ocupava o primeiro posto do pódio da Serie A, moralizada vai para este encontro. O golo fora também é de ter em conta! Vai haver sofrimento na disputa desta segunda mão!

A passagem mais imprevisível destas todas, parece-me ser a do Tottenham, ou a da Juventus. Em Wembley, mítico recinto de jogo, se decidirá tal. O Tottenham de hoje em dia, tem equipa para ir longe nesta prova, mas ainda não foi. A Juventus atravessou o processo que o Tottenham está agora a atravessar, de imposição na elite europeia, e atingiu a final de 2015. Do Tottenham espero uma ida, pelo menos, às meias, só não sei se será este ano.

Foto de Capa: UEFA

Campeonato do Mundo de Ténis: O adeus à Taça Davis?

0

A Federação Internacional de Ténis (ITF) anunciou-o recentemente e o mundo tenístico abriu a boca de espanto: o grupo de investimento Kosmos, cofundado e presidido por Gerard Piqué, comprou os direitos de exploração da Taça Davis pela “módica” quantia de 2,44 mil milhões de euros. Até aqui, excecionando os valores astronómicos envolvidos, tudo bem. O mais surpreendente vem depois: o formato atual da competição vai ser radicalmente mudado, já a partir de 2019, com a criação de um verdadeiro Campeonato do Mundo de Ténis.

Caso a proposta seja aprovada, algo que depende do voto favorável de dois terços dos votantes na próxima Assembleia Geral, o então Campeonato do Mundo de Ténis será disputado numa única semana, num local único, em novembro, por um total de 18 seleções (16 provenientes do Grupo Mundial, automaticamente qualificadas, e duas resultantes de um playoff entre equipas do Grupo I). Num “campeonato” que contará com uma fase de grupos, quartos de final, meia-final e final, cada eliminatória deverá ser disputada em dois encontros de singulares e um de pares à melhor de três sets.

O acordo celebrado entre a ITF e a Kosmos tem a duração de 25 anos e a mudança de paradigma que esta preconiza tem apoios de peso, casos dos tenistas Novak Djokovic, Rafael Nadal e Andy Murray. Com todo este “cenário” montado, fica a ideia que a Taça Davis tem mesmo os seus dias contados e que o futuro, dentro de pouco mais de um ano, passará mesmo por um “megalómano” Mundial de Ténis que deverá prender os aficionados ao ecrã tal como sucede, a cada quatro anos, com os adeptos de futebol.

O supercampeão Novak Djokovic é um dos apoiantes do projeto
Fonte: Novak Djokovic

Para os fãs do formato atual da Taça Davis, resta uma boa notícia: não estão previstas alterações às fases iniciais da competição, ou seja, os grupos I (no qual se encontra Portugal) e II continuarão a ser disputados ao longo de três semanas. De igual modo, os grupos III e IV manterão os seus formatos atuais.

Uma coisa parece certa: a Taça Davis, completamente estagnada ao longo dos anos, não serve os interesses dos investidores. Esta trata-se de uma prova que não capta a atenção de muitos adeptos (é incomparavelmente inferior o seu interesse quando comparada, por exemplo, com torneio ATP 1000) e, como tal, a necessidade de mudar parece urgente. Por outro lado, levanta-se a questão: será que este modelo, de inspiração claramente futebolística, serve o ténis? Não seria preferível criar algo de novo, como sempre foi apanágio da modalidade, ao invés de importar formatos já existentes noutras modalidades? As dúvidas são muitas e certo é que, por enquanto, qualquer juízo não será senão precipitado. Enquanto a Kosmos e a ITF “brincam” aos biliões, os adeptos do ténis aguardam pelos resultados onde realmente importa: dentro do court.

Foto de Capa: Davis Cup

Estrelas da formação: João Félix

0

Para mim isto é uma novidade. Ainda agora me estou a começar a habituar a ver jogar jovens mais novos do que eu, quanto mais agora escrever sobre um. Tendo eu tão tenra idade, parece-me ainda um pouco estranho estar aqui a escrever, de pura e livre vontade, sobre um rapaz, que posso com todo o critério chamar de rapaz. No entanto, se não o fosse merecido, prontamente me livrava de estar aqui a escrever, mas o que acontece é que é merecida esta atenção que estou a dar ao jogador de apenas 18 anos.

João Félix nasceu em Viseu. A localização geográfica não deixa muitas dúvidas quanto ao primeiro clube grande que representou, o FC Porto. Na sua juventude, vestiu as cores azuis e brancas, mas acontece que foi dispensado pelos dragões, seguindo para os clubes satélite do FC Porto, o Dragon Force e o Padroense. Na época de 2015/16, o Benfica resgatou a jovem promessa e incluiu-o na equipa de Juniores de Sub-17. Não desiludiu: em 27 jogos, fez 10 golos.

Foi apenas necessária uma época para que o rapaz-maravilha desse início à sua carreira no escalão acima, a equipa B dos encarnados. No total da época 2016/17, João Félix fez 38 jogos e 18 golos, sendo 12 dos jogos na equipa B, assim como 3 dos golos na Segunda Liga Portuguesa.

Na presente temporada, continua a deixar água na boca, transitando entre o escalão de Juniores A Sub-19 e a equipa B de águia ao peito. Em dezembro de 2017, renovou pelas águias até 2022, e foi blindado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. É visto como uma das grandes pérolas a jogar de manto sagrado.

João Félix é ponta de lança e tem feito questão de alimentar a sua fome de golos da melhor forma. Tem sido cada vez mais utilizado por Hélder Cristóvão, treinador da equipa B do Benfica. Apear da tenra idade, já conta com o seu primeiro hat-trick no futebol sénior profissional. Foi frente ao Famalicão para a 22ª Jornada da Segunda Liga.

João Félix, com 16 anos, foi o mais novo de sempre a jogar pela equipa B do Benfica Fonte: SL Benfica

Mais recentemente, nos últimos três jogos, tem entrado em campo pela equipa de Juniores A Sub-19, que inicia agora a segunda fase do campeonato, no grupo do Apuramento do Campeão. Esta fase começou bem para o Benfica, contando com um trio de vitórias em três jogos, muito devido a João Félix. Foram cinco os golos marcados nestes três jogos: o golo inaugural frente ao Vitória FC, os dois golos da reviravolta frente ao FC Porto no Olival e a reviravolta no Caixa Futebol Campus frente ao Vitória SC.

Depois de uma alargada experiência na Segunda Liga, o jovem avançado promete muito nesta Segunda Fase do campeonato de Juniores, estando este Benfica ao leme de João Félix. Com a promessa de que vai integrar a pré-época da equipa principal do Benfica, ao comando de Rui Vitória, João Félix não apresenta indícios de diminuir o ritmo.

Uma jóia encarnada que poderá dar muitas alegrias aos benfiquistas. Será o jogador um possível e natural sucessor de Jonas?

Boa sorte, João Félix. Que o teu e o nosso futuro seja encarnado e de muitas alegrias. Que sorrias muito a fazer a rede adversária balançar enquanto nós sorrimos a festejar o teu golo e, de seguida, depois do speaker dizer “Marcou pelo Benfica, João…”, gritamos em uníssono: “FÉLIX!”.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Revisto por: Rita Manique

Davide Astori: Um dia trágico para o futebol

0

O desporto ficou marcado no dia de ontem, desta vez pela negativa: Davide Astori, jogador de 31 anos e internacional italiano, foi encontrado morto na manha do passado dia durante o estágio da ACF Fiorentina para o jogo contra a Udinese Calcio.

O futebol e o desporto perderam, assim, mais um atleta que representou quatro clubes da Liga Italiana durante a sua carreira. Mostramos-te um pouco da carreira do capitão da equipa viola e do seu percurso enquanto atleta de alta competição

O defesa central italiano começou a sua curta carreira em Milão, onde representou o AC Milan entre 2006 e 2008. A sua estreia no futebol profissional não foi muito feliz, uma vez que não teve muitas oportunidades para se mostrar aos adeptos milaneses e acabou por ser emprestado a equipas de escalões inferiores. Depois de 60 jogos na terceira divisão italiana, regressou à Primeira Liga em 2008 para representar o Cagliari Calcio onde disputou 179 anos. Foi aqui que começou a mostrar a sua qualidade e onde captou o interesse dos maiores clubes de Itália, principalmente a AS Roma e a Juventus FC.

Fonte: ACF Fiorentina

Contudo, também chegou a ser emprestado, mas, desta vez, para clubes superiores ao Cagliari: AS Roma e ACF Fiorentina. Em 2016 foi transferido em definitivo para a Fiorentina, por uma verba de 3,5 milhões de euros, clube que representava até ao dia de ontem. O italiano chegou a ser convocado para a seleção A de Itália, pelo António Conte, atual treinador do Chelsea FC e que era na altura o selecionador italiano, e terminou o seu percurso com 14 internacionalizações pela Squadra Azzurra.

Os jogos da Liga Italiana, do fim de semana, foram adiados e têm sido feitas homenagens por todo o mundo ao Davide Astori, o eterno Capitano.

 

Foto de Capa ACF Fiorentina