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Olheiro BnR – Stephen Eustáquio

Já não é surpresa para quem observa habitualmente a Segunda Liga do nosso futebol, mas poderá ter surpreendido alguns menos atentos aquando da sua chegada a Chaves. Stephen Eustáquio, jogador nascido em Ontário, Canadá, cedo retornou ao país natal dos seus pais, onde acabou por realizar a sua formação enquanto futebolista. Iniciou a sua carreira nos Nazarenos, passou algumas épocas no União de Leiria e terminou a formação no Torreense, clube que o lançou como sénior, no Campeonato de Portugal.

Uma carreira construída a passo, com três temporadas passadas no terceiro escalão e consequente transferência para o Leixões, onde se estreou no futebol profissional e rapidamente se tornou alvo de cobiça por parte de clubes do principal escalão. Chegou a estar associado aos “radares” do Futebol Clube do Porto, mas para já foi o Chaves a materializar a aposta neste médio de 21 anos, que havia já dado nas vistas também nas partidas realizadas ao serviço da seleção nacional sub 21.

Stephen tem dado nas vistas também ao serviço de Portugal
Fonte: GD Chaves

Este é um daqueles casos que espanta como terá passado ao lado dos observadores dos três principais clubes portugueses durante a sua formação como futebolista. É daqueles que não engana, e com apenas 21 anos de idade demonstra a maturidade de um “trintão”. Ao observar o seu jogo, ficamos com a sensação de que, qual jogador de xadrez, está a já a pensar nas jogadas seguintes, ou seja, quando está a movimentar-se para rececionar a bola, já está a pensar no que irá fazer com ela e na ação que realizará de seguida.

Bastante consciente dos espaços que deve ocupar em campo e com uma excelente visão de jogo, possuiu boa capacidade de passe a longo e curto alcance e raramente falha um passe ao primeiro toque. Além da sua qualidade com bola, quando se encontra sem ela está sempre atento na criação de linhas de passe para os seus companheiros de equipa, comportamentos estes que empregam uma grande dinâmica ao meio campo da sua equipa. No capítulo defensivo, esta sua capacidade de leitura do jogo também lhe permite efetuar bastantes recuperações de bola por antecipação aos seus adversários.

Com a oportunidade de mostrar tudo isto agora no principal palco do futebol português, Eustáquio não demorará certamente a dar mais um salto na sua carreira, pois irão ser certamente vários os clubes de maior nomeada a demonstrar interesse em contar com o seu futebol de qualidade na próxima temporada. A juntar aos excelentes valores que Portugal já possui relativamente ao meio campo defensivo, esta parece ser mais uma promessa que, se tudo correr como suposto, brevemente se tornará numa certeza e em mais um candidato em representar as cores portuguesas no escalão máximo.

Foto de Capa: GD Chaves

O tempo voa, a luta continua, o Basquetebol cresce

Estamos no mês de março. Isso significa que o campeonato basquetebolístico de 2017/2018 se encontra efetivamente a terminar. Mas não desanimem, caros leitores. Apesar do término desta primeira fase da temporada, começará, em breve, a fase de play-offs. Mais uma fase emocionante e repleta de emoções, onde os clubes terão tudo menos a oportunidade de falhar. E para recordar todos os acontecimentos deste nobre campeonato, nada melhor que fazer uma pequena retrospetiva dos acontecimentos mais marcantes.

Em primeiro lugar, não devemos deixar impune que, após mais de metade do campeonato ter sido um período extremamente complicado para o Lusitânia, o futuro deste aparenta ser risonho. Após várias derrotas, a equipa sofreu uma reestruturação massiva que os levou, inclusivamente, a bom porto. Não fossem estes responsáveis pela terceira derrota do SL Benfica no campeonato, num jogo que mostrou que o espetáculo basquetebolístico em Portugal tem muito mais para oferecer do que aparentemente se imaginava.

O SL Benfica proporcionou vários dos melhores momentos da temporada
Fonte: SL Benfica

Outra das peripécias deste campeonato reside-se na derrota do FC Porto por três vezes consecutivas frente ao UD Oliveirense. Aparentemente, a equipa portista não teve fôlego para aguentar a equipa de Oliveira de Azeméis que se mostrou (e ainda se mostra) exímia e implacável neste campeonato.

Claro está, que não se poderia deixar em branco a exibição do Galitos nesta época. Mais um ponto a realçar neste campeonato. Após o ano passado ter ficado num confortável quinto lugar, esta equipa encontra-se, atualmente numa miserável nona posição.

Mais uma questão para recordar com alegria, é a eficácia de Roderick Nealy, que, até à data da escrita deste artigo, tem 444 pontos marcados durante o ano, o que resulta numa prestação que o leva a ser considerado o melhor marcador do campeonato.

Com tudo isto, o campeonato encontra-se na sua reta final. Foi um ano que, apesar do referenciado, correu dentro das normalidades. Sem grandes conflitos e, porém, com bom basquetebol. A comunidade sente-se orgulhosa e espera-se agora mais e melhores momentos na fase que se avizinha. Serão mais confrontos, mais histórias, mais cestos e, acima de tudo, muito mais basquetebol. Um ano tranquilo, acima de tudo, mas longe de terminar.

Foto de Capa: SL Benfica

Tottenham Hotspurs 1-2 Juventus FC: “Velha Senhora” dá lição aos “miúdos” de Pochettino

irreverência e juventude de Dele Alli, Harry Kane e Heung-Min Son contra a experiência de Chiellini, Barzagli e Buffon . Era uma equipa que procurava a sua primeira grande campanha na Liga dos Campeões contra um emblema que, desde 2015, já perdera por duas vezes na final da competição.

Mas quando o apito toca, o passado não interessa. E os jogadores do Tottenham procuraram, desde cedo, deixar bem claro que não iriam  mostrar qualquer respeito pelos “peixes graúdos” da Juventus: apesar de serem os italianos a precisar de marcar (após o 2-2 em Turim, na primeira mão), os 45 minutos iniciais passaram-se, na sua maioria, no meio campo dos nerobianchi, e foi lá que ocorreu a primeira grande hipótese do jogo, com Gianluigi Buffon a negar o golo ao coreano Heung-Min Son (uma das figuras do Tottenham), logo aos três minutos.

Aos 17 minutos, surge o caso da primeira parte e a sua segunda jogada mais importante: após entrar na área dos Spurs, Douglas Costa parece ser travado em falta por Jan Verthongen. Há contacto; é inegável. O 5º árbitro, que estava precisamente à frente do lance, não deu qualquer indicação e o jogo prosseguiu.

E prosseguiu da maneira que o Tottenham quis: mantinha a bola no meio campo da Juventus, à procura de uma brecha na defesa. Matuidi parecia absolutamente sobrecarregado, a ter de dividir a sua atenção entre Son e Moussa Dembélé (outro dos destaques da partida: um “dínamo” no centro do relvado).

Aos 39 minutos, a “Velha Senhora” acabou por ceder: após o passe de Harry Kane rasgar a defesa, Chiellini ainda consegue o corte, mas Trippier ganha o ressalto e põe no segundo poste, onde Son estava para finalizar.

1-0 era o resultado quando os jogadores se encaminharam para o balneário. A Juventus precisava de uma atitude mais agressiva e de dois golos. Precisava da inspiração de um dos “mágicos” lá da frente – Dybala, Higuaín ou Douglas Costa.

Na 2ª parte, nada parecia ter mudado: não houve substituições e o Tottenham continou a gerir a partida, aproximando-se da baliza de Buffon quando pôde, sem grande urgência. Os jogadores da Juventus apenas pareciam mais frustrados: aos 53 minutos, Benatia e Chiellini já tinham levado um amarelo cada.

Aos 60 minutos, surge a primeira alteração de Massimiliano Allegri: sai Matuidi, entra Kwadwo Asamoah. E o resultado foi quase imediato. A Juventus assumiu uma atitude mais atacante, Asamoah fez um cruzamento que levou a uma oportunidade para Dybala e, aos 64, Lichsteiner faz o centro a partir do flanco direito, Khedira cabeceia e isola Higuaín, que remata sem deixar a bola cair e faz o 1-1. O jogo estava relançado.

A formação italiana “cheirou sangue” e mostrou porque é que é considerada um dos “tubarões” da competição: aos 67 minutos, Higuain volta a prestar serviço, desta vez com um passe em profundidade que isolou Dybala (falha de Davinson Sánchez e Kevin Trippier) e o argentino deu o melhor seguimento à ação do seu compatriota: 2-1. Em quatro minutos, o Tottenham perdera o controlo da eliminatória.

E o clube inglês acusou este “choque”. Claramente os jogadores dos Spurs não esperavam, tendo em conta o que se passara na primeira metade do jogo, encontrar-se numa situação daquelas.

Novamente, tínhamos o Tottenham a atacar e a Juventus a defender. Mas agora eram os de Turim que pareciam mais confiantes. A experiência dos seus jogadores defensivos veio ao de cima, perante uma equipa jovem que agora se via desesperada à procura de um golo do qual nunca pensou precisar.

Já em cima dos 90 minutos, cabeceamento de Harry Kane após cruzamento de Ben Davies, Buffon não chega, a bola pate no poste, bate em cima da linha e fica a centímetros de entrar antes do corte.

Mas o Tottenham não ficou a centímetros de se apurar; ficou a minutos. Quatro minutos, para ser mais preciso. Os quatro minutos dentro dos quais a Juventus marcou os seus dois golos. Os italianos passam, assim, aos quartos de final da Liga dos Campeões e mantêm vivo o sonho de dar a Buffon o troféu que lhe escapa há anos. Os ingleses são eliminados com o consolo dado pelos elogios que o seu futebol merece receber e com uma quase certeza de que terão outra oportunidade, dado o potencial dos jogadores ao serviço de Pochettino.

André Almeida, o certinho mal-amado

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O lado direito da defesa do Benfica começou por ser uma das várias dores de cabeça deste plantel, no inicio da época. Quem diria que estaríamos aqui hoje, a falar sobre esta mesma posição e sobre este mesmo jogador.

André Almeida tem sofrido de uma desconfiança generalizada por parte de adeptos e especialistas. No entanto, o lateral português vai respondendo dentro de campo, e o apelido de jogador mediano, já começa a ser curto, para descrever o que o jogador tem feito esta época.

A nove jornadas do final do campeonato, o lateral português já igualou a época passada de Nelson Semedo, que hoje atua no Barcelona, e que rendeu 30 milhões de euros aos cofres encarnados. Tudo leva a crer que no final, a estatística seja superada.

Apesar das críticas, André Almeida é um jogador que “certinho”, que vai cumprindo as suas funções
Fonte: SL Benfica

Com sete assistências e dois golos, é difícil de assimilar que haja tanta dificuldade em reconhecer mérito, competência e acima de tudo qualidade a André Almeida. A juntar a isto, o português sente o clube como poucos, e mostra uma capacidade de luta e garra que embelezam todo o seu percurso. André Almeida é realmente dos jogadores mais completos deste plantel, mas a carga negativa que se gerou à sua volta parece pesar-lhe na hora de ser apreciado e reconhecido.

Se há altura para um ponto de viragem nesta história amarga para o jogador, este é sem dúvida o momento. Com exibições cada vez mais convincentes, o jogador pisca até o olho ao Mundial na Rússia. Falta saber se conseguirá manter o rendimento no que falta jogar nestas 9 jornadas, e se tem capacidade para deixar para trás a dura concorrência.

O tempo dirá se André Almeida virá a ter o reconhecimento que já merece. Mas para a posteridade, fica a soberba passagem de ponto fraco a indiscutível desta equipa. Um jogador que hoje em dia, é um notável lateral moderno, e que merece ser elevado a outro patamar.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 heróis do FC Porto na era moderna

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No livro de memórias recheado de sucesso do FC Porto moram alguns dos nomes mais mediáticos do clube azul e branco. Se por um lado temos os flops e os vilões que não tiveram tanto sucesso de dragão ao peito, “manchando” as páginas douradas do clube, por outro temos os grandes heróis que levaram o clube à glória, seja através de uma campanha de sucesso ou até de um golo furtuito que tenha levado o clube à conquista de um título inesperado.

Numa altura em que caminhamos para a reta final do campeonato é importante relembrar os heróis do passado e considerar a hipótese de que algum jogador do plantel atual pode assumir esse estatuto nos restantes jogos, sentenciando de vez a conquista do campeonato.

Nesta lista, obviamente, não poderia faltar Kelvin. Mas, para além do herói de 2012/13, ainda temos quatro nomes emblemáticos. Esses quatro jogadores já foram campeões europeus e três deles ao serviço dos dragões. Consegues adivinhar quem são?

Sporting na rota do sonho europeu

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Esta quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal irá disputar a nona jornada europeia desta temporada. Em Alvalade, os leões recebem o FC Viktoria Plzen, em jogo a contar para a primeira-mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.

Para esta partida da Liga Europa, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Daniel Podence, devido a lesão. Assim, o Sporting deverá alinhar com o seu melhor onze. O onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda, jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes.

Neste que é o nono jogo europeu do Sporting esta temporada, pela frente irá ter os checos do Viktoria Plzen. A equipa da República Checa realiza o décimo terceiro jogo nas competições europeias. Na qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, os checos foram eliminados pelo Setaua de Bucareste, que por sua vez seria derrotado pelo Sporting. Na Liga Europa, o Plzen disputou o play-off frente ao AEK Larnaca. Na fase de grupos, o sorteio ditou que o Plzen iria disputar o grupo os israelitas do Hapoel Be´er Sheva, os suíços do FC Lugano e novamente, o Steaua de Bucareste. Na eliminatória seguinte, a equipa da República Checa deixou pelo caminho o Partizan Belgrado.

Bruno Fernandes pode ser figura decisiva a jogar nas costas do ponta de lança
Fonte: Sporting Clube de Portugal

No plantel liderado por Pavel Vrba e que tem como adjunto um velho conhecido dos sportinguistas, Pavel Horváth, tem em Jan Kopic e Patrik Hrosovsky, duas das suas melhores unidades. Esta temporada, o Viktoria Plzen segue na liderança do seu campeonato, sendo uma equipa letal a jogar no seu reduto.

Assim, o Sporting é um natural favorito para esta eliminatória, mas tem de o provar nos 180 minutos. Sendo o Plzen uma equipa forte a jogar no Doosan Arena, é importante vencer com uma margem confortável, sobretudo sem sofrer golos em Alvalade. A Liga Europa é um dos objetivos que o Sporting tem pela frente esta temporada, por isso para poder sonhar com a final de Lyon, tem de ser mais forte do que o Viktoria Plzen.

A qualidade apresentada pela equipa de Jorge Jesus, nas competições europeias, faz com que seja possível sonhar. Para já, o objetivo é a passagem aos “quartos” desta Liga Europa e para isso é importante vencer o jogo da primeira-mão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Os emails não revelados: Jorge Simão critica os seus jogadores

Caros companheiros de balneário

Decidi escrever estas palavras, para que elas não caiam em “saco roto”. Porque, como se costuma dizer: “palavras leva-as o vento”. Assim sendo, pretendo que cada uma destas palavras fiquem bem frescas na vossa memória. Mais: pretendo que estas linhas estejam bem inscritas no nosso balneário para que não se esqueçam nunca do que vos pretendo transmitir.

Eu sei. Eu sei que estava a chover imenso no passado Sábado. Eu sei que os gajos entraram cheios de força e que nunca seria fácil ir ganhar lá porque era um jogo de capital importância para eles. Sei que cada jogo se torna a partir de agora uma batalha dura e complicada de ser dominada ao longo de 90 minutos.  Mas mesmo assim…  O que é que foi aquilo???

Passes e passinhos? Um ou outro lance bem conseguido. E depois? Toca de cometer erros. Onde é que estava a garra do Boavistão? Onde estava o futebol fluído e de qualidade que temos demonstrado em muitos momentos? E depois vejo as vossas caras de tranquilidade após o jogo ou no dia seguinte. Onde está a vossa revolta e o vosso desejo por alcançar sempre mais? Caramba! Isto irrita-me solenemente. Muito mesmo. Acho que vos vou dar treino físico durante mais de uma hora para poderem “reflectir” um bocadinho convosco mesmos.

O Boavista FC foi surpreendentemente goleado na visita à Feira no passado Sábado
Fonte: CD Feirense

Sabem o que eu acho? Acho que vos faltou acima de tudo concentração. Porque em circunstâncias normais teríamos vindo no mínimo com um empate. Era o mínimo que podia aceitar. Afinal andamos aqui, entre muros e em burburinhos a acreditar no sonho Europeu, no Boavista que paulatinamente se vai transformando no novo Boavistão para quê? Para levarmos três de um clube que não marca três golos a ninguém?

Isto era para pontuar pessoal. Como vos disse no balneário, nos minutos antes de entrarmos em campo, este jogo era fulcral. Par demonstrarmos a nossa força e ficarmos numa posição “agradável” na luta pela Europa.

Porra pá! O que é que me falta para conseguir tirar, sobretudo nos jogos fora de portas, o melhor de cada um de vós?  Temos nove pontos fora. O Rio Ave FC tem 14. O GD Chaves 19 (!!!). Até o Moreirense FC (que luta por não descer) e o Guimarães que não joga nadinha, têm mais pontos fora de casa do que nós. Expliquem-me! Onde é que estou a errar? Tão fortes em casa e tão fracos fora?

Pois bem meus caríssimos: temos nove finais para jogar. Cinco delas em casa e somente quatro fora. Não há jogos fáceis, mas parece-me perfeitamente possível que consigamos fazer um brilharete em casa e fazer o pleno em casa. Temos equipas que lutam por não descer que se irão fechar e tentar a transição rápida, mas a isso já estamos habituados. E teremos o Chaves, mas também me parece que jogando como sabemos conseguiremos os três pontos.

O surpreendente Yusupha será uma das principais armas do Boavista FC no ataque à Europa
Fonte: Boavista FC

Fora de portas quatro jogos: FC Porto, Moreirense FC, Sporting CP e SC Braga, por esta ordem. Tremendo! Difícil sem dúvida. Ainda assim, não vejo porque não haveremos de conseguir alguns pontinhos. Sinceramente, parece-me possível pontuar até mesmo em Alvalade, Braga ou no Dragão.

Já vejo a festa no Bessa contra aquele clube que diz ser o 4.º grande. Mostrarmos quem o é afinal. E para isso vocês terão de ser grandes. Toca a correr rapazes. Correr e saber correr. Toca a jogar com qualidade, com humildade. Têm de dar tudo em campo. Ninguém vos pedirá muito mais que isso. Fizemos das nossas dificuldades forças e não vamos agora quebrar. Não vamos e eu não o deixarei. Este é o meu compromisso. E que cada um de vós tenha para com o restante grupo este mesmo compromisso. Para que juntos tenhamos um Estádio do Bessa completamente lotado e a festejar o regresso às noites europeias. Porque estes adeptos, este clube e este povo merecem esta alegria.

Todos juntos, sem excepção. Só assim conseguiremos atingir tudo aquilo a que nos propomos. Com o sonho bem vivo e acima de tudo com a força de tornar esse sonho uma realidade.

Um abraço a cada um de vós,

O vosso “mister” Jorge Simão

 

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Jogo Limpo: Analise à 25ª jornada da Primeira Liga

Mais uma jornada que se passou, aproximando-nos a passo largo para o final da edição 2017/2018 da Primeira Liga. Jornada marcada obviamente pelo clássico FC Porto – Sporting CP que pode ter tido uma palavra preponderante na classificação final do campeonato. Jornada marcada também por um número reduzido de casos de arbitragem o que é sempre positivo, até para o nosso futebol que ocupa demasiado tempo a falar de arbitragem, podendo assim haver mais tempo livre para tratar de outros assuntos. Falando do clássico especificamente, considero que Artur Soares Dias fez uma arbitragem razoável, num jogo com poucos casos, o que diz algo sobre a qualidade do jogo jogado e do árbitro, apesar de haverem alguns reparos que serão analisados mais para a frente.

Confirma-se também aquilo que eu já tinha dito na semana passada, em que os árbitros receberam (e bem) instruções para irem consultar, eles próprios, os lances passiveis do VAR. Esta jornada verificou-se também esta tendência que na minha opinião só veio ajudar o VAR a ser bem-sucedido no nosso campeonato.

Foto de capa: PaulSpacey

O Oeste pegou fogo

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A fase regular da NBA entra em março no último quarto e a classificação final começa a ganhar forma. Ou melhor, isto seria o que eu escreveria noutro ano qualquer, mas não nesta temporada com uma Conferência Oeste completamente virada do avesso. Desde a luta a dois pelo primeiro lugar até à confusão dos outros seis lugares para a chegada aos playoffs, o último mês e meio de temporada regular tem tudo para ser explosivo.

Com uma média de 35 pontos e 13 ressaltos por jogo, Davis foi eleito o jogador do mês de fevereiro da Conferência Oeste
Fonte: New Orleans Pelicans

Na luta pela primeira posição, Houston Rockets e Golden State Warriors continuam colados. Os campeões continuam a ser os favoritos à vitória final, mas ninguém do lado do Pacífico assustava Steve Kerr nos anos passados como estes Rockets de Harden e Paul. Com uma excelente série de vitórias consecutivas e um basquetebol atraente, a equipa de Mike D’Antoni pretende assegurar a vantagem caseira para um eventual confronto nas finais de conferência.

Com os primeiros dois lugares entregues (falta saber a ordem), oito equipas deverão lutar nos próximos vinte jogos por seis posições. No caso dos Spurs seria chocante, enquanto que Wolves e Thunder demonstrariam uma tremenda incompetência ao falharem os playoffs, depois das mexidas no verão e de terem estado tão bem posicionados. Destaque para o trabalho dos Blazers, constantes candidatos ao sétimo/oitavo lugar e aos Pelicans, que depois de perderem Cousins recuperaram a confiança, às costas de um super Anthony Davis. Ambas as equipas estão, surpreendentemente em lugares que lhes dão vantagem caseira na primeira ronda.

Foto de Capa: Houston Rockets

John Higgins venceu pela quinta vez o Welsh Open

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Realizou-se esta semana o Welsh Open, disputado na Motorpoint Arena, em Cardiff. O torneio contou com a participação de 128 jogadores, dos quais acabou por ser John Higgins o grande vencedor.

As primeiras rondas do torneio revelaram-se traiçoeiras para alguns dos principais nomes do snooker mundial que, possivelmente afetados pela sobrecarga de jogos das últimas semanas, acabaram por ser eliminados precocemente por nomes menos cotados da modalidade.

Logo na primeira ronda, Shaun Murphy caiu com estrondo aos pés do experiente Gerard Greene, por uns expressivos 4-0.

A segunda ronda chegou e este fluxo de eliminações dos pesos pesados do snooker ainda aumentou. Ding Junhui, depois da final alcançada no Grand Prix na semana anterior, voltou a ser eliminado nas primeiras rondas de um torneio, ao ser batido por Liam Highfield, 68º do ranking mundial (4-1).

Pelo mesmo resultado, Judd Trump, terceiro da hierarquia mundial, foi eliminado por Noppon Saengkham. Enquanto o bi-campeão mundial e líder do ranking, Mark Selby, saiu da competição depois de uma derrota por 4-3 frente ao chinês Liang Wenbo.

Na terceira ronda, Mark Williams e Mark Allen foram os membros do Top-10 mundial a sair da competição, eliminados por Martin Gould e Gary Wilson, respetivamente. Depois de uns Oitavos-de-Final onde os teoricamente favoritos ainda presentes em prova se conseguiram superiorizar aos adversários, o torneio chegou aos Quartos-de-Final com um menu de jogos bastante interessante.

Desde logo pela existência de um confronto que já se tornou um clássico do snooker mundial: Ronnie O’Sullivan x John Higgins. Os dois jogadores de 42 anos têm, em conjunto, nove títulos mundiais e cada um deles contava, à entrada para este torneio, com quatro troféus do Welsh Open, podendo esta edição desempatar as contas entre os dois.

Este era o 66º confronto entre ambos, num historial em que o Rocket já tinha vencido por 34 vezes, Higgins contabilizava 28 vitórias, existindo ainda a registar três empates.

Os dois já se tinham defrontado por três vezes esta época, com duas vitórias para Ronnie O’Sullivan: 6-0 (Champion of Champions) e 6-2 (Masters de Xangai) e uma para John Higgins 5-0 (Scottish Open).

O encontro acabou por ser bem menos equilibrado do que se esperava, com Higgins a vencer por 5-1 e a assumir-se assim como principal candidato à vitória final do torneio. Noutro duelo quente, o jovem Yan Bingtao defrontava Barry Hawkins, tendo sido o britânico a vencer o encontro também por 5-1.

Ainda assim, destaque para mais uma boa performance do jovem chinês que, aos 18 anos, já é uma habitual presença nas fases mais avançadas dos torneios em que participa.

Nos restantes jogos, o inglês Gary Wilson bateu por 5-2 o chinês Yu DeLu, enquanto o tailandês Noppon Saengkham venceu Ian Burns por 5-3. Saengkham viria a ser derrotado por Barry Hawkins nas Meias-de-Final (6-4), mas conseguiu assim, aos 25 anos, carimbar uma participação bastante interessante numa prova pontuável para o ranking.

O mesmo se pode dizer de Gary Wilson que, apesar de também ele não ter sido capaz de fazer frente ao favorito John Higgins nas Meias-de-Final (6-2), teve um percurso muito consistente ao longo da prova.

Na final, mais um jogo escaldante. Entre John Higgins e Barry Hawkins, o equilíbrio no historial de confrontos dificilmente poderia ser maior. Nos 15 encontros disputados antes desta final, o escocês somava oito vitórias e o inglês sete.

Barry Hawkins e John Higgins abrilhantaram a final da competição
Fonte: World Snooker

Muitas expetativas para o encontro, que acabou por não desiludir. Ao intervalo da final o jogo estava empatado a quatro. Na segunda metade, dois frames de vantagem para Higgins (6-4), rapidamente recuperados por Hawkins (6-6). Higgins voltou a colocar-se em vantagem (7-6) e, mais uma vez, Hawkins empatou o encontro (7-7). No 15º frame, a emoção estava ao rubro e foi uma falha de Hawkins quando jogava à bola rosa que abriu as portas do encontro a Higgins. O escocês não desperdiçou, colocou-se na frente e viria mesmo a ganhar o frame seguinte e a encerrar o encontro com um 9-7.