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Portugal 3-2 Espanha: Bruno “Éder” Coelho oferece-nos a vitória

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Cabeçalho modalidadesOs primeiros minutos de jogo mostraram uma seleção portuguesa sedenta de títulos, com os nossos jogadores a darem o tudo por tudo para conquistar um inédito título europeu, bem notório na alta pressão efetuada aos jogadores espanhóis, tentando aproveitar os eventuais erros na fase de construção.

Foi precisamente numa dessas situações que surgiu o nosso golo, com Ricardinho a roubar a bola e a desferir um potente remate de meia distância, que Paco Sedano não conseguiu travar. Ao contrário dos outros jogos, entrámos logo com um golo a abrir. Grande parte desta metade foi nossa, e algo que reflete isso é o facto de a Espanha não ter conseguido criar qualquer ocasião de golo iminente nos primeiros dez minutos de jogo.

Só nos minutos finais é que o grande dominador da competição, com sete conquistas em dez edições anteriores, conseguiu dar um ar da sua graça, tendo sido coroada com o golo do empate, fruto de um desvio oportuno de Marc Tolrá, num lance em que o guardião português e o defesa tiveram uma falha de comunicação que se revelou fatal. O empate ao intervalo não refletia aquilo que foi a nossa superioridade na maior parte do tempo, sendo que a vantagem mínima era mais condizente com o que se passou na quadra.

Bruno Coelho foi o grande herói do jogo
Fonte: UEFA

Na segunda parte a nossa adversária assumiu o controlo do jogo, mas não se pense que deixámos de criar oportunidades de golo; antes pelo contrário. A posse de bola passou a pender para o lado espanhol, sendo que nuestros hermanos adiantaram-se no marcador, com um golo de Lin a aproveitar uma grande desatenção da defesa portuguesa. Com este revés, fomos obrigados a arriscar no 5×4 e ele viria a dar resultado, com um desvio oportuno de Bruno Coelho após passe de Pedro Cary, que estava a jogar na posição de guarda-redes avançado.

Pelo meio, destaque para um livre direto que favoreceu a Espanha, só que Miguelin atirou à barra, na sexta falta dos nossos atletas. Como as faltas acumularam para o prolongamento, tal significaria que iríamos jogar os dez minutos extra sem poder fazer mais nenhuma falta; caso contrário sofreríamos um livre direto.
No prolongamento, cada parte teve uma equipa a sair por cima, tal como no tempo regulamentar, e exatamente pela mesma ordem dos 40 minutos. Destaque pela negativa para a lesão de Ricardinho, que foi compensada com um golo de Bruno Coelho, num livre direto a castigar a sexta falta dos espanhóis, a cerca de um minuto do fim. Repetiu-se a história da Campeonato Europeu de 2016 de futebol, com o nosso melhor jogador a lesionar-se e a aparecer um herói (não tão improvável como o Éder, mas mesmo assim…).

Estrelas da formação: Moreto Cassamá

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fc porto cabeçalho

No reino do Dragão a formação tem sido cada vez mais valorizada. Rúben Neves e, mais tarde, André Silva foram os principais líderes desta revolução. Durante várias épocas o FC Porto mostrou-se bastante reticente na aposta em jovens promessas e os empréstimos e, posteriormente, as suas vendas eram o destino inevitável destes talentos.

Contudo, com o regresso da equipa B na época 2012/13, esse paradigma mudou e cada vez mais jovens são utilizados num plantel onde a aposta é, maioritariamente, na formação do FC Porto. Hoje falamos de mais uma estrela da formação em ascensão na cantera do Dragão: Moreto Cassamá.

Nascido na Guiné-Bissau, Moreto Cassamá chegou a Portugal com apenas 12 anos de idade para representar o Sporting CP. No entanto, essa passagem por Alvalade viria a terminar envolta em polémica. Foi no verão de 2013, na sequência do “caso Bruma”, que Catió Baldé desviou Moreto Cassamá e Idrissa Sambú para o Dragão e o Sporting CP perdia, desta forma, duas jovens promessas a custo zero.

No FC Porto rapidamente conseguiu assumir-se como uma das maiores promessas do Olival. Agora com 19 anos, Moreto Cassamá é um jogador que alinha no meio-campo e que demonstra uma maturidade acima da média para um jogador tão jovem. Com pouco mais de 1,65 metros é um jogador de baixa estatura capaz de alinhar na posição “10” e que contribui para o processo ofensivo da sua equipa principalmente com o recurso ao remate de meia distância. A excelente prestação de Cassamá nas camadas jovens não passou despercebida e, rapidamente, este foi chamado aos sub-17 de Portugal onde viria a herdar a braçadeira de capitão que anteriormente pertencia a Rúben Neves.

Apesar de ser oriundo da Guiné-Bissau, Cassamá já representou as camadas jovens da Seleção Portuguesa Fonte: Blog "Jovens Promessas"
Apesar de ser oriundo da Guiné-Bissau, Cassamá já representou as camadas jovens da Seleção Portuguesa
Fonte: Blog “Jovens Promessas”

A polémica e o talento de Moreto Cassamá viriam uma vez mais a colidir. Depois de uma excelente época em 2016/17 ao serviço da equipa de juniores do FC Porto, Cassamá esteve com pé e meio fora do clube no verão de 2017. O destino do jogador era o campeonato alemão, ao serviço do Borussia Monchengladbach, num negócio a rondar os três milhões de euros, mas a transferência acabou por não se concretizar. Apesar de ser uma verba importante para os cofres do Dragão face à situação financeira atual, o FC Porto continua assim a beneficiar dos serviços de um jovem com excelente potencial que acabou por ser incluído no plantel da equipa B para esta temporada.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

E tudo o vento levou?

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sporting cp cabeçalho 1A derrota com o FC do Porto para a Taça de Portugal, na passada quarta-feira, veio afastar um pouco da memória sportinguista a fraca exibição dos Leões frente ao Estoril para o campeonato nacional. Apesar da derrota nos dois jogos, as exibições nos dois duelos foram consideravelmente diferentes: no Dragão, o Sporting apresentou-se mais amadurecido taticamente, menos complexado, mais objetivo do que queria fazer em campo enquanto que na Amoreira foi uma equipa desinspirada, sem norte, voltada para os dilemas interiores, evidenciando as suas lacunas e fragilidades de um modo infantil e inocente.

Regressemos, por isso, ao jogo com o Estoril. Enfrentemos os fantasmas, caramba! O título deste texto – E tudo o vento levou? – emana de uma inevitabilidade que aconteceu logo após esse jogo do passado domingo (04/02/2018), onde o Sporting perdeu por duas bolas a zero contra o Estoril Praia, na Amoreira. Essa derrota foi a primeira desta época para o campeonato nacional e, no que à derrota diz respeito, um fator importante para o desfecho do resultado foi, nas palavras de Jorge Jesus (imagine-se, só!), o vento que se fez sentir para os lados do Estádio António Coimbra da Mota.

O treinador português disse o seguinte após o jogo: “Acabámos de perder hoje, um jogo com características especiais, o fator vento fez com que o Estoril, conhecendo melhor a sua casa, nos tenha causado dificuldades nos cantos (…). Mesmo contra o vento tivemos qualidade de jogo, criando várias oportunidades de golo…” – Jorge Jesus em declarações à Sport TV após o jogo contra os estorilistas (citado pelo site A Bola em notícia do dia 04-02-2018). O jornal O Jogo noticiou algo semelhante, sendo possível ler-se no site deste matutino português: “Não vínhamos preparados para o vento e para os cantos”. Ainda sobre o vento: “Influenciou, assim como qualidade dos batedores de cantos. Devem treinar isto “N” vezes e não vínhamos preparados para estes cantos fechados, com o vento. E isso determinou o resultado. Tivemos 10 cantos na segunda parte e não conseguimos fazer o que o Estoril fez na primeira parte” (Jornal O Jogo, Edição Online do dia 4 de fevereiro de 2018).

O técnico leonino Jorge Jesus continua a ser “polémico” nas suas declarações Fonte: Sporting CP
O técnico leonino Jorge Jesus continua a ser “polémico” nas suas declarações
Fonte: Sporting CP

O vento, meus caros, o vento. Ao que chegámos! Andámos a gastar uma pipa de massa em jogadores para esta época, pagámos milhões para um treinador dizer que perdemos porque… o vento não nos foi favorável! Considero estas declarações de uma enorme pobreza franciscana. E atenção que estas palavras nada têm que ver com a qualidade técnica e tática de Jorge Jesus, tal como já salientei noutros textos aqui no Bola na Rede. Mas acho estas declarações uma afronta e um desrespeito para com os sócios e adeptos leoninos, depois da péssima exibição da equipa na Amoreira, demonstrando desinspiração e ineficácia quer ofensiva quer defensiva, praticamente o jogo todo. Era precisamente sobre essa ineficácia da equipa que Jorge Jesus deveria estar preocupado e não com… o vento.

Será que as palavras de Jorge Jesus após o jogo contra o Estoril terão relação com o título do clássico do Cinema “E tudo o vento levou” (Gone with the wind)? Espero bem que não. Enquanto sportinguista e sócio do melhor clube do Mundo, prefiro colocar um ponto de interrogação no título deste filme: “E tudo o vento levou?”. Será? Espero bem que o vento não leve aquilo que nos foge há tantos anos!

Foto de Capa: Sporting CP

 Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

SL Benfica 9-1 HCP Grândola: Goleada garante passaporte para os oitavos de final

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Cabeçalho modalidadesNuma partida antecipada dos dezasseis avos de final da Taça de Portugal, o Benfica recebeu e goleou o conjunto do Grândola por 9-1. Num encontro que ficou marcado pela enorme exibição do guarda-redes visitante, Tiago Pereira, assim como pela grande primeira parte dos encarnados, as águias cumpriram as expetativas e seguiram em frente na Taça.

O Benfica entrou forte, impondo um ritmo alto na partida, com o objetivo de desorganizar a defensiva alentejana e massacrar Tiago Pereira, titular em virtude da lesão de Ricardo Costa. O Grândola, sempre que conseguia, tentava ter a bola em sua posse de bola o mais tempo possível e respirar um pouco.

Com um bloco defensivo muito baixo, o Grândola ia retirando espaço aos jogadores encarnados, o que dificultava a tarefa benfiquista. Mesmo tendo em conta que, disputados cerca de dez minutos, o que já havia feito em pista era mais do que suficiente para estar em vantagem. A nível atacante criava perigo quando podia e aos doze minutos esteve perto de marcar com uma bola ao poste. Na resposta, Tiago Rafael ficou perto de abrir o ativo mas, de forma incrível, não faturou. Seguiu-se outra oportunidade para o Grândola não aproveitada e praticamente nas duas jogadas seguintes, Nicolia, com uma grande stickada, e João Rodrigues, servido pelo argentino, colocaram as águias a vencer por 2-0.

O Benfica confirmava a superioridade apresentada em pista. Algo que se acentuou quando Pedro Nunes rodou os quatro jogadores de campo, dificultando ainda mais a tarefa do conjunto alentejano.

A oito minutos do intervalo, após um belo lance coletivo, Valter Neves, o capitão encarnado, aumentou a vantagem para 3-0. Pouco depois, num lance de contra-ataque a três toques de uma baliza à outra, Vieirinha enrolou o esférico pelo chão e fez o 4-0. Logo a seguir, Jordi Adroher e Miguel Rocha seguiram isolados para a baliza adversária e o espanhol apontou o quinto golo da noite.

O Grândola não estava a ter grandes hipóteses, mas, a pouco mais de três minutos da pausa, beneficiou de uma grande penalidade, visto que Valter Neves cortou a bola com o patim no dentro da sua área. No entanto, o lance acabou por ser anulado, pois um jogador da equipa visitante saiu da sua área antes de tempo.

Chegado o intervalo, os encarnados venciam por cinco golos de diferença. Diferença essa que poderia ser bem maior, mas que foi impedida por uma bela exibição de Tiago Pereira e também devido a muito desperdício. Só deu mesmo Benfica. O Grândola teve algumas oportunidades de fazer alguns golos e sempre que tinha a bola procurava jogar, mas frente a uma equipa como as águias é algo extremamente complicado.

Vieirinha esteve em bom plano ao fazer três golos Fonte: Sport Lisboa e Benfica - Modalidades
Vieirinha esteve em bom plano ao fazer três golos
Fonte: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

A segunda parte manteve o ritmo apresentado na primeira e perto da marca dos trinta minutos, Diogo Rafael assumiu uma iniciativa individual, ganhou espaço, não foi egoísta e serviu João Rodrigues para o 6-0. De seguida, Filipe Bernardino viu um cartão azul após cometer uma falta sobre Diogo Rafael. O próprio foi o escolhido para a conversão do livre direto, mas não conseguiu converter.

Em superioridade numérica e a pressionar muito alto, os comandados de Pedro Nunes tiveram várias oportunidades para marcar, mas o score não se alterou. Pouco depois de gorada a fase de superioridade, Nicolia “sacou” um livre direto e na sua respetiva conversão, tentou fazer um bonito, mas Tiago Pereira realizou uma enorme defesa com o ombro direito. Quase de seguida surgiu a 10ª falta do Grândola. Desta feita, foi João Rodrigues o escolhido para converter o livre direto, mas também não conseguiu concretizar.

A meio do período, o Grândola dispôs de várias oportunidades de golo e após quatro defesas de Traball, Hugo Santos fez a festa dos adeptos visitantes. Justo.

Com cerca de dez minutos para o final, Valter Neves voltou a cometer uma grande penalidade, mas Rúben Silva não foi feliz e enviou o esférico à barra. Passados alguns minutos, Tiago Pereira perdeu o seu stick e acabou por fazer uma defesa sem estar na sua posse, o que levou a ser assinalada uma grande penalidade. Miguel Rocha foi o atleta a ter possibilidade de marcar a grande penalidade e apesar de inicialmente ter stickado ao lado, na recarga não deu hipótese e com uma “picadinha” fez o 7-1. Minutos depois, Vieirinha aproveitou uma bola solta ao segundo poste e aumentou a vantagem benfiquista para 8-1.

O fim estava cada vez mais próximo e com pouco mais de dois minutos para se jogar, o Grândola cometeu a sua 15ª falta e Tiago Pereira voltou a levar a melhor, desta feita, perante Jordi Adroher.

Mesmo ao cair do pano, num lance de contra-ataque, Vieirinha enrolou a bola ao ângulo superior esquerdo e fixou o resultado final em 9-1, a favor do Benfica.

Finalizado o encontro, os encarnados demonstraram a sua superioridade perante o Grândola, mas é necessário ter em conta que a primeira parte acabou por ser mais conseguida do que a segunda, o que permitiu à equipa visitante ter várias oportunidades para marcar.

Na próxima semana, a equipa do Benfica tem uma deslocação até à Suíça para defrontar o Montreux, num jogo a contar para a 5ª jornada da fase de grupos da Liga Europeia. O Grândola, por sua vez, regressa aos jogos do seu campeonato, tendo pela frente o Infante Sagres.

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

Fidelização de uma ideia de jogo

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Cabeçalho Futebol Nacional

No livro Liderator, Luís Lourenço e Tiago Guadalupe deixam-nos de frente para com esta afirmação: “A realidade do jogo é complexa e são muitas as variáveis que estão implícitas no mesmo, porque não se trata apenas de colocar onze jogadores em campo, como permitem as leis do jogo (…). Existe um lado construído – o dos princípios – e um lado natural – o da imprevisibilidade e do detalhe –, sendo que uma das missões do treinador passa por fazer que estes dois “lados” se manifestem interligados. Porém, quando articulados, os princípios transmitem uma certa forma de jogar que será, digamos, o “bilhete de identidade” do jogo do treinador…”

Haverá melhor sensação do que pagar para ver um jogo de futebol e sair-se de lá satisfeito com aquilo que se viu? Eu acredito que, mais do que isso, só mesmo a satisfação de um treinador por ver aquilo que idealizou materializar-se ao longo dos 90 minutos de jogo. Cá em Portugal, temos bons exemplos de treinadores que estudam e definem ao pormenor o comportamento dos seus jogadores em campo. Querem que estes sigam fielmente as ideias para os jogos e que não abdiquem da filosofia e modelo de jogo preparados pelo seu líder. Dão-lhes liberdade, mas sempre em prol do coletivo. Se as coisas não estão a correr como deveriam, o treinador ajusta o que é necessário mas sem comprometer aquilo que veio a preparar desde a semana anterior. Desde o mês anterior. Desde o início da pré-temporada. Entre toda esta preparação e estratégia podemos encontrar uma crença enorme naquilo que é o processo: o meio para atingir o fim ou, se preferirmos, o caminho que a equipa tomará para chegar a um determinado destino – a vitória e a valorização.

Luís Castro não dissocia o contexto colectivo do desenvolvimento pessoal Fonte: Facebook Oficial GD Chaves
Luís Castro não dissocia o contexto colectivo do desenvolvimento pessoal
Fonte: Facebook Oficial GD Chaves

Numa entrevista ao Tribuna Expresso, em julho de 2017, Luís Castro referia que “a equipa, o todo, está sempre primeiro do que as partes e é a soma das partes que nos leva ao todo e o desenvolvimento do todo para patamares cada vez maiores de qualidade”. O treinador do GD Chaves mostra aqui uma grande preocupação em desenvolver os seus jogadores, inserindo-os num contexto competitivo e de qualidade de jogo. E qual a importância de os jogadores perceberem que o caminho que o treinador indica é o caminho certo? O caminho que lhes irá servir de rampa de lançamento para o tal patamar maior de qualidade? Eu diria que é fundamental e o treinador transmontano confirmou-o ao longo da presente temporada, uma vez que a equipa flaviense não fez um arranque de campeonato nada famoso, só conseguindo a sua primeira vitória à sexta jornada.

Em algumas realidades, isto seria motivo mais do que suficiente para demitir o treinador e começar a dança das cadeiras e chicotadas psicológicas. Felizmente, a Direção do GD Chaves nem sequer ponderou essa hipótese, dando todas as condições para que o treinador pudesse continuar com o seu trabalho. Neste momento, encontram-se na sexta posição, a somente três pontos do quinto classificado.

Houve dores de crescimento, mas os jogadores acreditaram no caminho a seguir e os resultados estão agora a ser obtidos. A equipa transmontana vai convencendo e Luís Castro continua a mostrar toda a sua competência.

Podemos encomendar as faixas!

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fc porto cabeçalhoA equipa de Sérgio Conceição continua numa senda extremamente positiva. Depois de dois jogos onde o grau de dificuldade era elevado a equipa voltou a responder a grande nível com duas vitórias diante do SC Braga e do Sporting CP. As exibições foram consistentes e o FC Porto é neste momento com alguma distância a melhor equipa em Portugal.

O mercado de inverno foi abordado de uma forma inteligente, com o plantel a ser reforçado em posições que de certa forma estavam carenciadas, tornando assim o plantel ainda mais competitivo. Neste momento, o FC Porto é a única equipa na Europa que ainda não sofreu derrotas nas competições internas. Este é um dado revelador da magnífica época que a equipa de Sérgio Conceição esta a realizar.

Nos últimos jogos o treinador portista não pôde contar com dois pilares da equipa, Marcano e Danilo. As soluções encontradas deram respostas extremamente positivas quer no contexto individual quer na resposta coletiva da equipa. A dupla formada por Herrera e Sérgio Oliveira respondeu a grande nível. Sérgio Conceição tem conseguido potenciar ao máximo o rendimento individual de vários jogadores: Ricardo Pereira é neste momento o melhor defesa direito Português, Alex Telles está ao nível dos melhores defesas esquerdos mundiais, Herrera atingiu um nível que ainda não tinha mostrado de dragão ao peito, Sérgio Oliveira mantendo este nível é jogador de seleção, Marega é neste momento o jogador mais preponderante da estratégia tática de Sérgio Conceição, algo impensável há um ano atrás. Podia continuar com mais exemplos porque o mais difícil mesmo é encontrar algum jogador que tenha rendido pouco esta época.

Marega tem sido um jogador preponderante na estratégia do FC Porto Fonte: FC Porto
Marega tem sido um jogador preponderante na estratégia dos dragões
Fonte: FC Porto

Os desafios que se avizinham são grandes mas acredito plenamente que com esta qualidade de jogo, com a excelente gestão, quer física quer emocional, que tem sido feita, os resultados vão ser muito positivos. A nível interno a conquista da “dobradinha” é uma grande probabilidade. A nível externo a eliminatória contra o Liverpool FC é duríssima mas as fragilidades defensivas dos Ingleses podem ser exploradas e acredito numa passagem aos quartos-de-final.

Se com um investimento quase inexistente o FC Porto conseguir conquistar a “dobradinha”, Sérgio Conceição e esta política desportiva do clube podem mudar o paradigma do futebol em Portugal.

 

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Navegar por Mares Desconhecidos: A história de Portugal nas Olimpíadas de Inverno

Cabeçalho modalidadesEntre 25 de janeiro e 4 de fevereiro de 1924, Chamonix, pequena localidade dos Alpes na sombra do imponente Monte Branco, o mais alto da Europa Ocidental, recebeu a Semana Internacional de Desportos de Inverno e, assim, atletas de 16 nações participaram naquela que seria a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Curiosamente, não distaria muito do momento em que Charles Jewtraw se tornou o primeiro campeão olímpico de inverno ao nascimento do primeiro atleta português, a 10 de março desse ano e de seu nome Duarte Espírito Santo. Num tempo em que a participação nos Jogos se dava por inscrição e não por apuramento, Duarte e seu amigo Carlos Gonçalves, incentivados por um instrutor de ski austríaco que conheceram na Serra da Estrela, inscreveram-se, mas Carlos acabaria por desistir e Duarte viajaria sozinho para Oslo. O ano era 1952 e, à 6ª edição dos Jogos, finalmente Portugal fazia parte das nações presentes, agora 30, quase o dobro da edição inaugural. Foi no esqui alpino que a estreia nacional aconteceu, mais concretamente em downhill, com Duarte Espírito Santo a ser 69º em 81 participantes.

Depois desta experiência aventureira, seria preciso esperar 36 anos para voltar a ter uma presença lusitana e logo com a maior comitiva da história a deslocar-se a Calgary em 1988. Cinco atletas participaram em bobsleigh, nas disciplinas de duplas e em quarteto. Em 41 pares, João Pires e Jorge Magalhães foram desclassificados, mas António Reis e João Poupada foram 34ºs. Para o bobsleigh de quatro, Reis, Pires e Poupada contaram com a companhia de Rogério Bernardes, mas não foram além do 25º lugar em 26 participantes, apenas à frente do famoso conjunto da Jamaica que não terminou a prova. Este grupo, composto por emigrantes no Canadá, deu também início aquela que seria a tendência da representação portuguesa nos desportos de inverno, a aposta em emigrantes e luso-descendentes.

Seria exatamente por esse artifício que Portugal regressaria às Olímpiadas e ao esqui alpino. O luso-descendente Georges Mendes, nascido em França, até se qualificou para Albertville 1992, mas uma lesão acabou por o impedir de participar e deixar a Nação Valente sem representação. Mas Mendes acabaria mesmo por cumprir o sonho olímpico apenas dois anos volvidos, em Lillehammer 1994, tendo participado em quatro disciplinas. Em Combinado e Super Gigante não terminou a prova, mas em Downhill foi 41º em 55 participantes e em Slalom 32º em 40.

Em 1998, os Jogos rumam ao Japão e Portugal volta às participações plurais, levando pela primeira vez atletas de mais que um desporto. Fausto Marreiros é penúltimo nos 5000 metros da Patinagem de Velocidade (31º entre 32), mas é Mafalda Queirós Pereira quem brilha, ao alcançar o 21º lugar em Aerials no Esqui Estilo Livro. Ainda que entre somente 24 atletas, o resultado é o melhor de sempre em termos absolutos para o nosso país nos Jogos de Inverno. Mafalda era ainda jovem e depois de um passado na ginástica, dedicou-se ao esqui e o seu objetivo eram as Olimpíadas de 2002 em Salt Lake, tendo considerado nem sequer ir a Nagano, mas um ano após a sua participação sofreu uma lesão no joelho que lhe terminou a carreira desportiva e as esperanças nacionais, que se ficaram por mais umas Olimpíadas sem representação em 2002.

Entra, então, em ação Danny Silva, mais um luso-descendente, este nascido nos Estados Unidos da América, que se dedica ao Esqui Cross-Country. Em Turim 2006 e Vancouver 2010 é ele o representante solitário das Cinco Quinas, só que sem resultados de especial relevo, é 94º em 98 atletas em 2006 e 95º em 95 participantes em 2010, quando se torna o mais velho português nas Olimpíadas de Inverno aos 36 anos.

Já para a ida a Sochi 2014, houve injeção de sangue novo, com a introdução de dois competidores luso-descendentes no esqui alpino, Arthur Hanse e Camille Dias. Hanse não teve sorte e acabou por não terminar tanto em Slalom como em Slalom Gigante. Bem diferente foi a prestação da mais jovem representante lusa que, com apenas 17 anos, alcançou posições bem positivas para os padrões portugueses, sendo 59ª em 90 participantes no Slalom Gigante e 40ª em 88 participantes no Slalom. Mais uma vez, a parca sorte nacional com as promessas femininas verificou-se com Camille a anunciar o término da carreira em 2016.

Arthur Hanse e Kequyen Lam são os representantes portugueses em 2018 Fonte: Comité Olímpico de Portugal
Arthur Hanse e Kequyen Lam são os representantes portugueses em 2018
Fonte: Comité Olímpico de Portugal

Chegamos, então, aos dias de hoje e à missão que representará as nossas cores em PyeongChang 2018. Arthur Hanse, agora com 24 anos, é o repetente da equipa e voltará a participar em Slalom e Slalom Gigante no Esqui Alpino e será acompanhado pelo luso-macaense a residir no Canadá, Kequyen Lam, de 38 anos, que colocará Portugal de novo em ação na prova de 15Km do Cross-Country.

Quando Kequyen Lam cumprir as suas funções de porta-estandarte na Cerimónia de Abertura dos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno e erguer a bandeira portuguesa na Coreia do Sul, o equipamento oficial do Comité Olímpico de Portugal que trará vestido mostrará motivos a lembrar os Descobrimentos. É uma escolha adequada porque a ele e a Hanse cabe-lhes navegar sobre mares desconhecidos para a nação que representam, com a esperança e a crença de que, um dia, com muito trabalho e paciência, a tão sonhada medalha lá chegará para a pátria dos Heróis do Mar.

Foto de Capa: Arthur Hanse

Fraca luta pela Liga Europa: Lutar por que objetivo?

Cabeçalho Futebol NacionalHá um pormenor da classificação da Liga Portuguesa que pode escapar até ao mais atento adepto português, o facto de termos, neste momento, um leque de algumas equipas que estão, ou estarão muito perto de estar, a lutar por “nada” ainda com algum campeonato pela frente. Isto porque o último lugar de acesso à Liga Europa, esta temporada, será o quarto lugar, onde se encontra destacado o Sporting de Braga, por uma diferença de 10 pontos para o quinto classificado, Rio Ave, já sem direito a acesso à Europa.

Fruto de diversas vicissitudes, destaco ainda assim uma razão, que já foi por mim abordada aqui neste site, que é a redução do número de equipas portuguesas na Europa. Com a descida de Portugal no ranking da UEFA para o sétimo lugar atrás da Rússia, Portugal perdeu vários privilégios aos quais já nos tínhamos acostumado, desde logo aquele que chama mais à atenção, claramente, a perda de uma equipa na Liga dos Campeões. Não menos importante, mas muito menos referida, é também a retirada de uma vaga europeia, e as consequências que este facto acarreta para a própria competitividade de uma Liga com 18 equipas (!). Com três dos cinco lugares europeus de acesso por época a serem atribuídos aos três grandes, isto não quer dizer que não possam surgir surpresas, mas a história e principalmente os orçamentos demonstram-nos que um dos três grandes ficar de fora da Europa é raro, sobram apenas duas vagas, sendo que uma será atribuída através da Taça de Portugal, deixam-nos por isso com um quinto classificado, que na ótica de uma Liga Portuguesa é um excelente lugar, fora das competições europeias.

Logo na primeira temporada em que ocorre esta redução podemos desde já verificar os efeitos indesejáveis disso mesmo. Com os três grandes praticamente assegurados na Europa em 2018/2019, um Sporting de Braga, que ainda afastado dos três grandes, se consegue destacar dos outros e por último uma meia-final da Taça de Portugal entre Desportivo das Aves e o Caldas SC, os lugares europeus para 2018/2019 estão praticamente atribuídos.

O que nos deixa à entrada do mês de Fevereiro, com ainda 3 meses de campeonato restantes, várias equipas confortáveis na tabela classificativa sem nada por que lutar. Olhando para a tabela classificativa atual podemos desde logo constatar que desde o quinto lugar, Rio Ave com 33 pontos, até ao oitavo lugar, Marítimo com 29 pontos, existe aqui um leque de quatro (Rio Ave, Chaves, Vitória SC e Marítimo) equipas que neste momento poderiam estar a protagonizar, aquela que foi até esta temporada se iniciar, a luta pela última vaga de acesso às competições europeias, apimentando assim o nosso campeonato. Não existindo essa vaga de acesso aquilo que temos são quatro equipas que estão praticamente salvaguardadas do cenário de descida de divisão e entram em campo com o objetivo de conquistar “apenas” mais três pontos para a sua classificação atual. Não digo que lutar pela vitória a cada jogo não seja motivação suficiente, mas sabemos que a longo-prazo a tendência na cabeça dos jogadores é para se desligarem um pouco dos jogos, e este é que é o problema para a nossa Liga e para a competitividade da mesma.

Equipas como o Vitória SC, que está temporada esteve presente nas competições europeias, podem tão cedo não regressar à Europa   Fonte: Vitória SC
Equipas como o Vitória SC, que está temporada esteve presente nas competições europeias, podem tão cedo não regressar à Europa
Fonte: Vitória SC

Ninguém negará o excelente campeonato que o Rio Ave de Miguel Cardoso e o Chaves de Luís Castro estarão a fazer até ao momento, mas a falta desta “cereja” no topo do bolo retira-lhes algum protagonismo e certamente que os próprios treinadores também desejariam ter a Liga Europa para motivar os seus jogadores em todos os jogos e impedir as faltas de concentração e de empenho que possam ocorrer.

É com enorme tristeza pessoal, como adepto do futebol português, que olho para este triste facto de este “segundo” campeonato português, leia-se a luta dos clubes extra-três grandes pela Europa, estar praticamente acabada pela redução do número de equipas europeias. Perde o futebol português, perde a competitividade da Primeira Liga, perdem as equipas pequenas e perde o adepto português que cada vez tem menos razões para ver um jogo da sua Liga que não somente a luta pelo título.

O futuro não é muito animador e com o Braga cada vez mais a assumir-se como um quarto grande a nível de orçamento, pode acontecer que lutar pela Europa para os clubes pequenos signifique “somente” lutar pela Taça de Portugal. Recuperar o sexto lugar do ranking da UEFA exige-se, para o bem do futebol português.

 

Foto de Capa: Rio Ave FC

Yoel vs Rockhold ou Cuba vs EUA no evento UFC 221

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Cabeçalho modalidadesEsta rivalidade, se é que se pode chamar isso ao que Yoel Romero e Luke Rockhold “têm”, não é certamente tão intensa quanto aquela que os países de origem dos cabeças de cartaz do evento da UFC 221 travaram durante décadas. Ainda assim, está em jogo o título da divisão mais enérgica, imprevisível e emocionante da UFC: a divisão Middleweight. Se este evento é tão importante quanto a rivalidade entre Fidel Castro e JFK? Bom, provavelmente não. Ainda assim, para um fã de UFC, trata-se de um evento no mínimo entusiasmante.

Yoel Romero
O cubano não encaixa muito bem no perfil de veterano. Yoel tem potência, explosão e flexibilidade. O atleta da conhecida terra dos charutos, é um wrestler experiente que curiosamente não se faz valer dessas suas competências para exercer superioridade sobre os seus adversários. É que, não nos equivoquemos, o cubano conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney, realizados no ano 2000. Yoel gosta do jogo de striking, gosta de voar e de aproveitar o voo para desferir uma potente e bem colocada joelhada. Que o diga Chris Weidman, também ele um forte pretendente ao título que em tempos possuiu. Não sei se Yoel era íntimo de Fidel, mas quem assistiu ás suas discussões com Bisping não conseguirá acreditar que este combate não terá pelo meio uma boa dose de orgulho cubano.
A única derrota de Yoel no seu percurso na UFC ocorreu no seu último combate, em que teve pela frente Robert Withaker

O perigoso joelho de Yoel Romer0 Fonte: FloCombat
O perigoso joelho de Yoel Romer0
Fonte: FloCombat

Luke
Luke está de volta. Agora que acabou o desconforto de ser confrontado com o duelo entre DC (seu amigo e companheiro de equipa durante largos anos) e Volkan Oezdemir (atual colega de equipa), o antigo campeão da divisão Middleweight quer voltar a ter o cinturão de campeão na sua cintura, depois de o ter perdido para Michel Bisping em 2016. Fisicamente, Luke terá um adversário à sua altura. Será interessante analisar as opções estratégicas do americano. Eu arriscaria que Luke fará uso do seu fortíssimo jogo de pernas. Os middle kicks e high kicks de Rockhold são demolidores, e perante Yoel, este será um dos poucos capítulos em que terá vantagem. Isto porque, e apesar de ser faixa azul em jiu-jitsu brasileiro e de ter praticado igualmente wrestling e judo, o americano terá pela frente o wrestling de nível olímpico do cubano.
Luke vem de uma vitória sobre David Branch, que sucede a uma penosa derrota por knockout frente a Michael Bisping. A derrota custou-lhe o título que agora poderá reaver.

Os pontapés de Rockhold Fonte: si.com
Os pontapés de Rockhold
Fonte: si.com

Quem vencer tem à sua espera uma larguíssima lista de espera, que inclui nomes como Robert Withaker, Chris Weidman ou Jacaré Souza. Mas por agora, o melhor mesmo é desfrutar de um combate em que os voos e potência de Yoel e o jogo de pernas de Luke terão certamente um papel decisivo.

Foto de Capa: Combat Docket

Prata e Bronze valem como Ouro na Liga Francesa

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Cabeçalho Liga Francesa

Campeonatos em que a hegemonia do lado de apenas um dos conjuntos que os constituem não são novidade: é assim há vários anos na Alemanha, na Grécia, na Escócia, na Dinamarca, o Rosenborg ergueu o título 13 vezes consecutivas na Noruega… Desde 2013, em França, só na temporada transata não deu PSG. E tal foi, visto por muitos, como uma exceção, uma imprevisibilidade quase total. Fora o PSG, a equipa que conseguisse superar os parisienses seria vista como um novo Leicester City, isto é, logo ao início se apontava claramente quem iria ser campeão.

Neste cômputo, equipas fortes, mas com uma regularidade incapaz de competir diretamente com “superpotências”, tratam de jogar o seu campeonato, que é apurar-se para a Liga dos Campeões. A França é um país que pode, ao todo, colocar três equipas na fase de grupos de cada edição da competição mais importante a nível de clubes da europa. PSG, Marselha, Mónaco, Lyon são os emblemas com óbvias pretensões quanto ao ingresso na dita, o que eleva a competitividade por entre “candidatos ao 2º e 3º posto”, já que ao contrário de Portugal (que agora essa luta ainda se intensifica, visto só podermos colocar duas equipas….), tem três vagas.

 

Em termos práticos, PSG vence quem se puser à frente, e quando assim não é, “está para cair um santo do altar”. O Mónaco, fruto das debilidades sofridas logo no final da sensacional época passada, ficou logo atrás, já que não se arranja uma equipa que compita com o Paris, olhos nos olhos, ao estalar os dedos; Marselha e Lyon continuam numa fase de busca dos seus antigos “eu”. Os gastos por parte do PSG foram abismais, que não foram contabilizados no seu todo: Mbappé foi emprestado, de forma a “despistar” o fairplay financeiro. O seu jogo, até fora das quatro linhas, é “melhor” que o dos adversários.

 

Perante este cenário, é lógico que a enorme improbabilidade de outra equipa, a não ser o PSG, a terminar em primeiro lugar é mais do que um dado adquirido. Cenário esse que pode ter paralelo para além do Canal da Mancha, já que o Man. City, lá por Inglaterra, também parece não ter rival direto. Contudo, não posso sequer comparar as duas provas, muito menos quem as constitui. Além disso, o poderio financeiro predomina em qualquer equipa da Premier, certo que mais nuns do que noutros, porém, no final de contas, o cenário é o mesmo. City e PSG seguem e somam a cada partida disputada, embora atribua muito mais mérito aos cityzens.

 

O Mónaco perdeu os seus melhores com facilidade, como é um caso bem recente (Mbappé para o rival direto PSG); o Lyon também viu partir o seu artilheiro Lacazette, mas reforçou-se bem até, inclusões como Mariano Diáz, do Real Madrid, ou Memphis Depay, trazem qualidade futebolística assinalável; o Marselha, adversário do Braga na Liga Europa, adquiriu Valere Germain, do Mónaco, Dimitri Payet,… Perdeu Gomis, avançado que foi preterido a favor de Mitroglou. Pelo que parece, o ex benfiquista não tem convencido, apesar do hat trick recente a uma equipa de campeonato inferior francês.

 

 

Thauvin não é um furor técnico. Não é nenhum Neymar. Mas é o equilíbrio que todo o jogo do Marselha necessita.

Instagram de Florian Thauvin

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Apesar das perdas, estas três equipas apresentam “onzes” base sólidos e competentes. O Mónaco conta com uma brilhante orientação, Leonardo Jardim não podia ser o bode expiatório no começo da temporada, quando os resultados não eram animadores. Mas o futebol é assim, ou fazem-no ser assim. Apontar culpados é a primeira coisa a fazer num mau momento. O Lyon, por sua vez, joga muito bem também, principalmente a nível ofensivo. Além disso, um guarda redes seguro e muitas vezes solicitado a segurar pontos, chamado de Anthony Lopes, dá um contributo essencial nessa contabilização. No Marselha, destaco Thauvin, jogador fulcral no meio campo, início e desenrolar de jogo ofensivo. É o médio que mais aprecio em França, mesmo contando com a existência de Verratti, ou de Fékir. Um conjunto de atletas com disciplina tática, e claro, qualidade, podem fazer boa figura, mas superar uma “superpotência”, que é a que reside em Paris, é outra história.

A realidade é essa, o PSG é o único com poderio financeiro, capaz de atrair não apenas jogadores de fora, mas qualquer um dos rivais diretos. Como o Inter de Milão (ou mesmo a Juventus), que em tempos de regularidade assinalável, ia enfraquecendo as equipas do seu campeonato com a aquisição dos protagonistas das mesmas, ou o caso bem patente entre Bayern de Munique e Dortmund, que certamente conhecem. Hoje, um clube depende da riqueza para lutar por algo com constância, mesmo tendo a melhor formação do mundo. Pode acontecer num ano, ou noutro, mas uma luta veemente no que se refere à conquista do título de campeão nacional torna-se difícil em França, perante o cenário atrás apresentado… O melhor mesmo, talvez seja acercar-se de objetos mais alcançáveis à priori, mas o futebol não dá azo a conformistas…

Foto de capa: Ligue 1