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CD Aves 3-0 Boavista FC: Luz vermelha ao fundo do túnel

Cabeçalho Futebol NacionalO CD Aves recebeu e venceu o Boavista FC esta terça-feira, por 3-0, no jogo que encerrou a 21.ª jornada da liga. Esta foi a segunda vitória caseira da formação avense, que segue no fundo da tabela, e que se encontra agora às ordens de José Mota para o que falta deste campeonato.

O Boavista FC apresentou-se em Vila das Aves com duas alterações comparativamente ao jogo contra o CS Marítimo: saíram Kuca e David Simão; entraram Aymen Tahar e Fábio Espinho. Já do lado da equipa da casa, quatro alterações em relação ao jogo da 20ª jornada frente ao SC Braga: saíram Falcão, Derley, Arango e Salvador Agra e entraram o reforço de inverno Tissone, Guedes, Nildo Petrolina e Paulo Machado.

O CD Aves entrou pressionante na partida, tendo logo ao segundo minuto da partida a sua primeira oportunidade de golo: Amilton surgiu na cara de Vagner e valeu ao Boavista a intervenção do guarda-redes brasileiro. A equipa da casa veria a sua melhor entrada recompensada logo ao minuto sete. Amilton novamente a surgir na frente, é carregado em falta dentro de área por Rafael Rossi. Na marcação da grande penalidade, Paulo Machado disparou para o lado direito, Vagner voou para o lado esquerdo. Golo para o CD Aves e estava feito o primeiro da partida.

Depois do golo, o CD Aves tirou o pé do acelerador, entregando a bola ao Boavista FC, mas sem perder o controlo sobre o jogo. Do outro lado os axadrezados pareciam incapazes de criar situações de verdadeiro aperto para a defensiva avense. Pelo contrário: era o CD Aves que, quando recuperava a bola, criava perigo, mas sempre através de contra-ataques marcados por más tomadas de decisão.

O remate de Guedes que forçou Vagner a uma grande defesa à passagem do minuto 36 e o remate Paulo Machado ao minuto 42 acabaram por ser as outras grandes oportunidades de golo da primeira parte. Para além de, claro, o golo de Guedes, ao minuto 44. Depois de cruzamento de Amilton, o cabeceamento do avançado português só parou no fundo das redes de Vagner.

Jorge Simão, consciente do mau jogo da sua equipa, não esperou pelo intervalo para mexer e, ao minuto 44, fez sair Aymen Tahar e Leonardo Ruiz para entrar Rochinha e Kuca. O impacto de Kuca na partida foi imediato: um bom trabalho do extremo que acaba a descobrir Mateus ao segundo poste. Este não conseguiu fazer a emenda, naquele que foi o melhor momento do Boavista FC na primeira parte.

A formação avense dominou por completo a partida Fonte: Bola na Rede
A formação avense dominou por completo a partida
Fonte: Bola na Rede

Com o placard a assinalar 2-0 a favor do CD Aves, a segunda parte começou com mais uma oportunidade para a formação às ordens de José Mota. Nildo surgiu à entrada da área e rematou em jeito, levando a bola a bater na trave da baliza defendida por Vagner. O Boavista FC reagiu de imediato e Carraça, de livre, obrigou Facchini a uma boa intervenção. Em desvantagem na partida, os axadrezados tentaram chegar com mais critério à área adversária e, aos 63 minutos, beneficiaram de novo livre no lado direito do ataque, com Carraça a bater e Guedes a aparecer para o corte. Ainda assim, foi mesmo o CD Aves que conseguiu chegar novamente ao golo e fazer o 3-0. Na sequência de um canto batido por Paulo Machado, Guedes desviou de cabeça ao primeiro poste e Vítor Gomes apareceu para fazer o terceiro do jogo. O lance ainda foi submetido à análise do vídeo-árbitro, mas Fábio Veríssimo acabou mesmo por validar o golo.

Um dos momentos mais intensos da partida acabou mesmo por chegar aos 78 minutos, com um choque de cabeça a deixar Tissone caído no relvado. A equipa médica foi chamada de imediato a entrar em campo, o jogador ainda foi assistido pelos bombeiros presentes no estádio, mas teve mesmo de ser encaminhado para o hospital, tendo saído das quatro linhas consciente.

Depois de sete minutos de compensação, a partida terminou mesmo com a vitória do CD Aves por 3-0. Os avenses dominaram a partida, tiveram mais ocasiões de golo e conseguiram garantir a conquista de três pontos importantes na luta pela manutenção, naquela que foi apenas a segunda vitória caseira, no regresso de José Mota ao banco na Vila das Aves

Girabola: O regresso da festa do futebol

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Cabeçalho Futebol Internacional

 

Terminada a participação dos Palancas Negras no CHAN 2018, é tempo do Girabola regressar aos relvados. Com início marcado para o dia 9 de fevereiro, a edição deste ano tem desde logo uma atenuante: será de duração mais curta (irá jogar-se de fevereiro até agosto, e não até a outubro/novembro, como era habitual), devido às exigências da CAF (organismo que tutela o Futebol em África) para a harmonização dos calendários dos campeonatos nacionais no continente. Apesar dessa mudança, o Girabola não irá deixar de ter o mesmo encanto e magia das edições anteriores, uma vez que os clubes apostaram fortemente na construção dos seus plantéis, de modo a atingir os objetivos a que se propuseram. Em seguida, irei fazer uma breve análise sobre os candidatos ao título e as suas aspirações para este ano futebolístico.

Começando pelo campeão em título, o 1.º de Agosto irá contar para esta época com um novo técnico: Zoran Maki substituiu Dragan Jovic (saiu no final da época passada, devido a problemas de saúde) no comando técnico da equipa d’Os Militares, e pretende levá-los à conquista do tricampeonato. O clube de Luanda no mercado decidiu apostar na manutenção da maioria do plantel que venceu a prova do ano passado, mas também não deixou de se reforçar: os nigerianos Razak e Yisá e o congolês Jacques juntaram-se à equipa agora treinada por Maki. Além disso, o 1º de Agosto irá defender o título de campeão, com oito jogadores provenientes da sua formação (entre eles, Nélson da Luz e Cirilio), como prova de está que a ser uma forte aposta nas camadas jovens do clube.

1.º de Agosto e Petro de Luanda foram os dois protagonistas do Girabola´17 Fonte: Girabola
1.º de Agosto e Petro de Luanda foram os dois protagonistas do Girabola´17
Fonte: Girabola

Quanto ao Petro de Luanda, o clube orientado por Beto Bianchi está empenhado em quebrar a recente hegemonia do seu grande rival da capital angolana. Para isso, o Petro foi buscar alguns reforços – oito no total, e com o principal destaque para o avançado brasileiro Harrison, que atuava no Atlético Paranense. A equipa petrolífera parte para esta nova época com as aspirações renovadas de atingir o título de campeão, que lhe foge desde 2009.

No que diz respeito aos outros dois candidatos ao título, Kabuscorp e Recreativo do Libolo, ambos os clubes irão contar com novos treinadores para esta edição do campeonato: Sérgio Traguil do lado do Kabuscorp e Kito Ribeiro no Rec. Libolo. Os dois técnicos terão uma missão espinhosa pela sua frente, pois têm como principal objetivo levar o seu respetivo clube de novo à glória, o que não se adivinha desde logo uma tarefa fácil, tendo em especial atenção as duas últimas épocas, em que a discussão do título foi entre o 1.º de Agosto e o Petro de Luanda.

Por último, é de salientar as presenças do FC Casa Militar, Domant FC e Sporting de Cabinda que irão participar no principal campeonato de Angola, após terem garantido a subida de divisão. Os récem-promovidos estão motivados para jogar no Girabola, embora saibam que terão de lutar imenso para se manterem entre a elite do futebol angolano.

Parece estar tudo a postos para o início da nova edição do Girabola, bastando apenas aos árbitros darem o apito  para se começar a jogar um campeonato que irá ser bastante incerto até ao seu término, como tem sido em anos anteriores. Que (re)comece então de novo a festa do futebol!

 Foto de capa: Girabola

Texto revisto por: Teresa Lopes 

FC Porto 25-31 Sporting CP: Primeiro lugar é verde e branco

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Cabeçalho modalidadesOs campeões nacionais deslocaram-se ao Dragão Caixa no fecho da 18ª jornada num jogo muito importante para o desfecho do campeonato. O FC Porto tinha ganho no Pavilhão João Rocha na primeira volta, mas encontra-se ainda sem contar com um elemento fulcral que é Alfredo Quintana. Já o Sporting queria demonstrar que é a melhor equipa em Portugal e tinha pronto a estrear a mais recente contratação: o guarda-redes eslovaco Matevz Skok, que esteve presente no Campeonato Europeu na Croácia. O Sporting CP conta agora com quatro opções de grande qualidade para a baliza: Matej Asanin, Matevz Skok, Aljosa Cudic e Manuel Gaspar. Este será com certeza um fator decisivo para a conquista do bicampeonato, mas fica uma pergunta no ar, o que será da aposta em Manuel Gaspar?

A equipa da casa entrou melhor na partida e marcou o primeiro golo da partida, para êxtase do público. O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas a privilegiarem o ataque organizado, principalmente o Sporting, que já conta com Ruesga em melhor forma física. No entanto, sucederam-se vários erros técnicos nos ataques inicias das equipas. Por volta dos dez minutos ambas as equipas sofreram exclusões, mas o resultado manteve-se no empate. Na turma azul e branca existiam duas novidades: André Gomes já estava no banco e o reforço esloveno Aleksander Spende jogava a titular. Mas reforço apenas de nome, porque não adicionou nada à equipa e estava muito nervoso, marcando zero golos e perdendo a bola em ataques sucessivos…

Os empates sucederam-se até ao momento em Edmilson Araujo marca dois golos e o resultado passa para 5-7. Os Dragões não estavam a conseguir responder à desvantagem e o seu treinador pediu dois time-outs para tentar alterar o rumo da partida. A missão portista complicou-se ainda mais quando Daymaro Salina foi expulso aos 26 minutos… Nessa altura a equipa de Hugo Canela ganhou uma vantagem de quatro golos, que ainda iria chegar aos seis antes do intervalo (9-15).

Matevz Skok acabou de chegar, mas parece que a relação com os adeptos vai ser muito boa Fonte: Andebol Portugal
Matevz Skok acabou de chegar, mas parece que a relação com os adeptos vai ser muito boa
Fonte: Andebol Portugal

No segundo tempo o FC Porto teria de trabalhar muito para voltar à partida e ainda demonstrou sinais de retoma, mas nesta altura entrou a diferença que os guarda-redes fazem. Hugo Laurentino não esteve nos melhores dias e claro que Sérgio Morgado já não se encontra preparado para jogos deste nível. No outro lado, estava um Aljosa Cudic motivado e um guarda-redes de grande qualidade e muito experiente que é Matevz Skok. O Sporting controlou o jogo e o resultado final foi 25-31.

O Sporting CP encontra-se em primeiro lugar com 57 pontos em 20 jogos, enquanto o FC Porto está em segundo com 56 pontos em 21 jogos.

Portugal 8-1 Azerbaijão: Portugal assume-se em campo como candidato!

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Cabeçalho modalidadesEste jogo, o primeiro a eliminar, relativo aos quartos-de-final do Euro 2018, não começou da melhor forma para as nossas cores, pois logo no primeiro minuto o Azerbaijão adiantou-se no marcador, fruto de um remate do meio da rua de Gallo, que parecia inofensivo, só que a abordagem do guardião André Sousa não foi a melhor e o esférico entrou mesmo na nossa baliza. Em desvantagem pela primeira vez neste campeonato europeu, a reação dos nossos jogadores não podia ter sido melhor, pois Pedro Cary marcou pouco depois e devolveu o empate. Durou menos de dois minutos a vantagem azeri, uma vez que o empate chegou ao minuto dois . O algarvio continuou a inspiração em termos ofensivos, ao marcar o golo que deu a vantagem a Portugal e a tornar-se um dos melhores marcadores do Euro, com quatro tentos apontados.

A partir daqui, só deu Portugal, que ainda haveria de marcar mais três golos, um de Pany Varela e dois do maestro Ricardinho, o último dos quais enquanto o país do leste europeu estava a jogar com guarda-redes avançado. A exibição deslumbrante da nossa seleção prosseguiu na segunda metade, exímios a defender o 5×4 e muito sólidos no contra-ataque, espelhados no parcial de 3-0 na última parte, com mais dois golos apontados por Ricardinho, algo que o permitiu isolar-se na liderança dos melhores marcadores, com seis golos, e também Bruno Coelho teve a oportunidade de fazer o gosto ao pé, ao apontar o sexto golo. Em suma, foi uma vitória justíssima dos comandados de Jorge Braz, com um pequeno sobressalto a abrir mas que foi prontamente emendado.

Ricardinho é o melhor marcador deste Euro 2018, com seis golos em três jogos  Fonte: FPF
Ricardinho é o melhor marcador deste Euro 2018, com seis golos em três jogos
Fonte: FPF

Nas meias-finais, espera-nos a poderosa Rússia, num jogo que será disputado na quinta-feira, em hora ainda por definir. Por último, queria só aproveitar para dizer que nós somos a única equipa que ganhou todos os seus jogos nesta edição do Europeu, e caso continuemos com esta raça, querer e vontade, tudo é possível, pois não vejo nenhuma outra equipa a jogar tão bem. Veja-se, por exemplo, o caso da Espanha, que só venceu o Azerbaijão por 1-0. Os campeonatos cada vez estão mais competitivos e equilibrados, o que torna ainda mais raro e difícil acontecerem resultados desnivelados como este que presenciámos.

Não está tudo bem. Critique-se!

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Foram 5-1 contra o Rio Ave, mas não está tudo bem. Os comentadores e alguns “especialistas” andam doidos nos elogios que usam para vangloriar a performance do Benfica na segunda parte do encontro contra o Rio Ave – para o campeonato.

Não há outra forma de dizer isto, sem ser a maneira mais direta e eficaz. O meu clube é bipolar. Como já disse, várias vezes, Rui Vitória não me convence. Um senhor extremamente educado, por aquilo que conseguimos observar no contacto com os jornalistas na sala de imprensa, que não entra em bate bocas – mantendo o nível de “seigneur sophistiqué de la renommée”. Um bom falante, inteligente, que não consegue ter a rigidez de bater com a mão na mesa quando as coisas não saem bem.

Apesar da vitória, o Benfica não mostrou o futebol desejado.
Apesar da vitória, o Benfica não mostrou o Futebol desejado.

Em boa verdade, digo que a segunda parte do Benfica foi, de facto, uma mudança da qualidade exibicional dos encarnados, que se pode dever, possivelmente, a alterações e a atitudes repreensivas do técnico encarnado. Mas deixo de acreditar nessa viragem de paradigma quando, jornada após jornada, surge uma vitória suada, ou um empate, ou uma derrota, ou uma vitória aliada a uma péssima exibição.

Não há exigência a mais. Não há limites para as criticas – elas têm de surgir mesmo quando a equipa ganha. Faço, através da minha escrita, um apelo, nem que seja a um único leitor e adepto de Futebol: Criticar não é trair, criticar não é feio. Apoiar a equipa até ao fim é uma máxima, defender os interesses dos nossos clubes é um imperativo. Mas nunca devemos deixar que os nossos sentidos sejam ludibriados. Critique-se! Pois ainda não se joga à Benfica!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Gonçalo Paciência a caminho da Seleção Nacional?

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Depois de estalar a polémica entre Tiquinho Soares e Sérgio Conceição o FC Porto decidiu proceder ao resgate de Gonçalo Paciência, que se encontrava cedido a título de empréstimo ao Vitória FC. Não é possível ter a certeza dessa relação causa/efeito mas o que é facto é que o timing desta operação em tudo o indica.

Independentemente da razão que levou ao regresso de Gonçalo, importa perceber que benefícios isso poderá trazer ao clube e, principalmente, a um jovem jogador que parecia estar finalmente a afirmar-se na Primeira Liga. Aos 23 anos de idade e após empréstimos fracassados à A Académica de Coimbra, Olympiacos FC e Rio Ave FC, o filho de Domingos, antiga glória do clube, parecia condenado a ficar na sombra do pai e a não confirmar todos os créditos e expetativas criadas depois dos seus desempenhos nos escalões de formação do clube. O próprio André Silva, mais novo que Gonçalo, conseguiu um lugar ao sol primeiro que o segundo rebento do clã Paciência. O que é certo é que pela mão de José Couceiro, Gonçalo estava a realizar uma época de altíssimo nível, com o apogeu a dar-se na Taça da Liga onde quase levava o Vitória FC à vitória final com várias belíssimas exibições.

"Bom filho a casa torna". Gonçalo regressou ao FC Porto após uma bem sucedida passagem pelo Vitória FC Fonte: Facebook do FC Porto
“Bom filho a casa torna”. Gonçalo regressou ao FC Porto após uma bem sucedida passagem pelo Vitória FC
Fonte: Facebook do FC Porto

Chega agora ao FC Porto mais maduro mas com uma tarefa substancialmente mais espinhosa. Aboubakar e Marega estão de pedra e cal, Waris foi contratado, e há ainda Tiquinho, que a julgar pela convocatória para o jogo com o SC Braga é, agora, a última opção.

No que toca às qualidades individuais, Gonçalo parece ter tudo para se vir a afirmar como um ponta de lança de nomeada. Com o espírito de sacrifício e dedicação certos poderá mesmo vir a ser um caso sério no nosso futebol. Em termos de talento individual Gonçalo parece-me, até, bastante superior ao já aqui mencionado André Silva. É muito completo. Forte a jogar de costas para a baliza, é dotado de uma técnica apurada e tem velocidade quanto baste para explorar a profundidade. É móvel mas fisicamente possante e é, igualmente, forte no jogo aéreo. Faltar-lhe-á o faro de golo e instinto matador mas essa não parece ser, de facto, caraterística abundante nos avançados com passaporte português.

No entanto, aos 23 anos é essencial que possa explorar o seu talento com regularidade e que tenha os minutos suficientes para provar o seu valor e a margem de manobra para errar antes de se afirmar. Custa-me a crer que o FC Porto seja, por esta altura, a melhor solução para a carreira do jogador e parece-me que seria benéfico para todas as partes que Gonçalo pudesse terminar a época em Setúbal e fazer a transição para a casa-mãe apenas no final da temporada. Por paradoxal que possa parecer, considero que a incorporação num grande como o FC Porto acaba por diminuir as suas chances de estar presente no Mundial (já não eram muitas, diga-se) já que, em principio, terá um tempo de jogo infinitamente inferior ao que vinha tendo no Sado.

Ainda assim, a esperança de ver Gonçalo Paciência a brilhar vestido de azul e branco é muita e cabe ao jogador conquistar o seu espaço nas opções do treinador e mostrar que é uma alternativa válida aos dois africanos que moram, atualmente, na frente de ataque do FC Porto.

Foto de Capa: Facebook do FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Beleza e eficácia não estão no mesmo dicionário

Cabeçalho Futebol Nacional

A atual história de duas equipas que não se esquecem da beleza do futebol, mas que “deixam de lado” o mais importante, as vitórias, é uma realidade nesta nossa época desportiva. Vitória Futebol Clube e Estoril Praia têm demonstrado, ao longo desta época, um futebol bem atrativo e positivo. Algo bem digno de registo. Contudo, as vitórias são escassas e, por isso mesmo, as duas equipas encontram-se cá para mais baixo na tabela classificativa.

Sob a tutela de José Couceiro e de Ivo Vieira, as duas equipas têm sido sempre fieis a si mesmas, inclusive nos jogos dito grandes (o Vitória, por exemplo, em tempo regulamentar, empatou com o Benfica e com o Sporting na Taça da Liga; por sua vez, o Estoril vendeu cara a sua derrota no Estádio da Luz, venceu o Sporting recentemente e, antes dos incidentes já mais do que debatidos relativos à bancada, vencia o Porto por uma bola a zero no António Coimbra da Mota). Tanto a equipa do Sado como a equipa da linha têm mostrado bons indícios de que são equipas merecedoras dos lugares mais acima na tabela.

A excelente época e as exibições na taça da liga permitiram-lhe o regresso a casa Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência
A excelente época e as exibições na taça da liga permitiram-lhe o regresso a casa
Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência

O Vitória tem, de facto, um bom plantel. Arnold, João Amaral e João Teixeira, comandados por Gonçalo Paciência, que já foi chamado de volta a casa, são alguns exemplos que comprovam o bom nível de jogadores que os sadinos apresentam. Fazem jus à sua qualidade e são protagonistas de jogadas que deliciam qualquer adepto. As investidas ofensivas de Arnold no corredor direito, os belos lances individuais de João Amaral e de João Teixeira ou até mesmo os golos de Paciência representam imagens de marca da equipa sadina e definem-se como momentos belos do nosso futebol.

A sua qualidade é inegável, e ficou patente no último jogo Fonte: instagram de Lucas Evangelista
A sua qualidade é inegável, e ficou patente no último jogo
Fonte: instagram de Lucas Evangelista

Todavia, e embora com condicionantes ligeiramente diferentes, e mais propriamente após a chegada de Ivo Vieira, o Estoril Praia tem também potenciado os seus jogadores. Exemplo máximo disso mesmo é Lucas Evangelista. Seja pela visão de jogo, pela elevada qualidade de passe ou até mesmo devido à forte meia distância que apresenta, o médio brasileiro comando as tropas estorilistas para o bom futebol. Contudo, o ex-Udinese não é o único a demonstrar um futebol acima da média. A capacidade de decisão de Victor Andrade, a frieza do médio cipriota Kyriakou e a finalização do mais do que conhecido Kléber são também fatores que justificam e influenciam o positivo futebol frequente na equipa da linha.

Ambos os treinadores o dizem e com razão: “A jogar assim os resultados acabarão por aparecer”. Tanto José Couceiro como Ivo Vieira só têm de estar satisfeitos com o futebol praticado pelas respetivas equipas. Se os pontos não interessassem, Vitória Futebol Clube e Estoril Praia estariam bem mais para cima no que diz respeito à tabela classificativa. Contudo, e por fim, fica aqui o conselho mais do que óbvio: mais importante do que jogar bonito é pontuar; só assim é que o sonho da manutenção será uma realidade.

Foto de capa: nowgoal.id

Artigo revisto por: Jorge Neves

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Resultados globalmente positivos, com o destaque maior a ir para os dois títulos europeus conquistados pelas equipas de Atletismo! Realçar ainda o trilho do Futebol Feminino na Liga Allianz, assim como a vitória da equipa feminina de Futsal no início da fase de apuramento de campeão. Pela negativa surge o Futebol masculino, numa semana de altos e baixos.

Andebol | Triunfo ante o Boa Hora FC por 32-44. A formação de Alcântara até começou melhor, conseguindo uma vantagem de quatro golos (10-6), contudo os campeões reagiram da melhor forma e  passaram para a frente, chegando ao intervalo a vencer por três tentos à maior (19-22). Na segunda parte, os pupilos de Hugo Canela entratam a todo o gás com sete golos sem resposta (19-29), o que ditou a marcha do marcador daí em diante com os Leões a gerir a vantagem e a turma da casa a procurar reentrar no jogo, mas sem sucesso. Pedro Valdes foi o melhor marcador do encontro, com oito remates certeiros. Seguem-se dois jogos para o Campeonato: o clássico de acerto da jornada vinte ante o FC Porto, agendado para terça feira, seis de Fevereiro, no Dragão Caixa, e a recepção ao ADA Maia/ISMAI no Sábado, dez de fevereiro, pelas quinze horas, no Pavilhão João Rocha.

Andebol em Cadeira de Rodas | A turma verde e branca venceu os desafios do fim-de-semana, diante do IFC Torrense, por 19-4 em ACR6 e 2-0 em ACR4. Os leões mantêm, assim, a invencibilidade em ambas as provas, sendo que os próximos jogos serão ante o IFC Torrense, liderando ambos os campeonatos.

Andebol em Cadeira de Rodas segue na liderança dos Campeonatos ACR6 e ACR4 Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Andebol em Cadeira de Rodas segue na liderança dos Campeonatos ACR6 e ACR4
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Atletismo | O destaque do fim-de-semana: dois momentos de Glória Europeia, Leoas e Leões venceram a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato! A equipa masculina conquistou o décimo quinto título europeu, fruto das prestações do queniano Davis Kiplangat, Campeão Europeu individual, de Rui Pedro Silva (sexto classificado), Rui Teixeira (sétimo classificado) e Licínio Pimentel (décimo primeiro classificado); referir ainda a importância dos outros dois elementos da equipa: Bruno Albuquerque e Alberto Paulo, isto porque apesar das suas posições não serem contabilizadas para a classificação colectiva (elaborada com base na classificação dos quatro primeiros elementos de cada equipa), foram determinantes para a concretização da estratégia da equipa! Já no feminino foi a primeira vez que o Sporting Clube de Portugal se sagrou Campeão Europeu da disciplina, e logo de forma retumbante, isto porque as Leoas Jéssica Augusto, Sara Moreira, Inês Monteiro, Svetlana Kudelich (a atleta bielorrussa é especialista nos três mil metros obstáculos), Catarina Ribeiro e Carla Salomé Rocha deram uma prova inequívoca do poderio leonino nas distâncias de fundo ao integrarem o Top 12 da classificação individual! Referir ainda que, com esta conquista da equipa feminina, o Sporting Clube de Portugal é agora o único Clube a deter as quatro competições europeias da Modalidade (Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista Masculino e Feminino e Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato Masculino e Feminino), totalizando dezoito títulos, concentrados essencialmente no Crosse Masculino (quinze), e para além disso o Sporting Clube de Portugal soma assim 27 taças europeias conquistadas em quatro modalidades distintas (Andebol, Atletismo, Futebol e Hóquei em Patins)! Leões e Leoas preparam-se agora para os Campeonatos de Portugal de Pista Coberta (dez e onze de Fevereiro), uma competição de cariz individual que será disputada em Pombal, sendo que a próxima competição colectiva terá lugar no mesmo local, mas a dezassete e dezoito de Fevereiro: o Campeonato Nacional de Clubes de Pista Coberta.

Carambola | O Sporting CP empatou (2-2) diante do CB Amadora, mantendo-se assim no segundo lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada defrontam-se as equipas A e B dos Leões.

Futebol feminino | As Leoas deram mais um passo em frente rumo à renovação do título nacional, isto após empatar sem golos na recepção ao SC Braga. Foi um jogo morno, muito disputado taticamente, com bastantes “duelos” no meio-campo. As verde e brancas seguem assim com quarenta pontos somados, mais cinco que a formação minhota. Na próxima jornada, as pupilas de Nuno Cristóvão deslocam-se ao reduto do Quintajense.

Futebol Feminino: Isoladas e invictas Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino
Futebol Feminino: Isoladas e invictas
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Futebol masculino | Montanha-russa no Campeonato Nacional: depois de na quarta Feira vencer o Vitória SC por 1-0 e ascender à liderança à condição (porque o FC Porto tinha, e tem, menos um encontro disputado), no entanto no Domingo a derrota no Estoril (2-0) deixou os Leões em igualdade pontual com o SL Benfica e a dois pontos do FC Porto. Segue-se jogo da Taça, no Dragão, e recepção ao Feirense para o Campeonato.

Vitória FC 3-0 CF Os Belenenses: Finalmente, Vitória

Cabeçalho Futebol Nacional

O Bonfim  recebeu o Belenenses para o fecho da 21ª jornada da Liga Portuguesa. Numa noite fria e ventosa, o Vitória começou a jogar a para o lado do Sado e, como tal, tirou partido das condições climatéricas.

Os sadinos entraram muito bem na partida criando o primeiro ataque do jogo, logo no primeiro minuto, mas após um excelente cruzamento de João Amaral, o camisola 36, Edinho, cabeceou ao lado da baliza. O quase veterano não perdeu o ânimo e minutos depois voltou a criar perigo, mas, ao tentar jogar bonito, acabou por desperdiçar uma grande oportunidade.

A primeira parte resumiu-se a uma palavra: Vitória. Nos 45 minutos inicias, existiu apenas Vitória que jogava defrontava um Belenenses muito faltoso. O problema não estava na construção no jogo, mas sim no último passe a na finalização, algo que se tem revelado o grande problema da equipa de Setúbal ao longo da época. Já perto do intervalo, Edinho voltou a ter tudo nos pés, num lance com muita confsão na área, a bola acabou por se perder e chegar às mãos de Felipe Mendes, que não cedeu.

Aos 45, mesmo antes do apito, o Vitória favoreceu de um livre a meia distância (à vontade a 30 metros da baliza). Mais uma vez, o camisola 36 foi chamado ao dever e, desta vez, não falhou. Estava feito o 1-0 no Bonfim com um livre direto que valeu mais um grande golo para a conta de Edinho.

A segunda metade só diferiu da segunda na capacidade de finalização. O Vitória continuou a ser a melhor equipa em campo e logo aos 50 minutos João Amaral fez o segundo golo, depois de um grande lançamento de linha lateral de Patrick e assistência de Costinha.

O jogo correu sempre no mesmo sentido, numa noite em que o Belenenses parecia desinspirado e com grande dificuldade em construir jogo. Atrevo-me a dizer que parecia uma equipa completamente distinta da que se debateu contra o Benfica, na passada jornada.

O terceiro golo não tardou a aparecer, desta vez por parte de João Teixeira. Após uma perdida de bola infantil por parte de Florent, o médio sadino não perdoou e fez o 3-0.

O jogo acabou mesmo por ficar por aí e, fica, no fim, uma dedicatória a Vasco Fernandes.

Lendas do Atletismo: Gail Devers – A estrela das unhas esquisitas

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Cabeçalho modalidadesAtravés da rubrica “Lendas do Atletismo” iremos revisitar alguns dos nomes maiores do nosso desporto, dando a conhecer também aos mais novos aqueles atletas que devem ser imortalizados e nunca esquecidos.

Começamos por falar de um nome por demais conhecido das gerações de 80/90: Gail Devers! Confesso que a atleta é uma das primeiras recordações que eu tenho do Track & Field. Ainda em criança, acompanhava pela televisão os grandes eventos e numa dessas ocasiões, sentado ao lado do meu pai, não consegui esconder o espanto (ou até o medo!) por aquela mulher de expressão séria e com umas enormes unhas, compridas até ao ponto de enrolarem. No final, venceu. Eu sabia que ela iria vencer assim que a vi. Se é verdade que as unhas sempre foram uma das imagens de marca de Devers enquanto atleta, esta deve ser recordada sobretudo por ter sido uma das mais extraordinárias atletas da história, tendo enfrentado um percurso que jogou muitos obstáculos contra si.

As unhas eram uma das imagens de marca Fonte: Macrumors
As unhas eram uma das imagens de marca
Fonte: Macrumors

Recuemos então até ao início da carreira da atleta de Seattle. Desde cedo, começou a destacar-se no Atletismo, sendo que a especialidade na escola secundária eram os 800 metros, a meia distância. Quando chegou à universidade, nomeadamente a UCLA, conheceu Bob Kersee, treinador-estrela do desporto norte-americano e do Atletismo em geral e que a incentivou para as distâncias mais curtas. Cedo começou a vencer, também, nas provas mais rápidas de distância curta (nos 60 e nos 100 metros, com e sem barreiras), chegando inclusive a bater o recorde nacional dos 100 metros com barreiras quando ainda era estudante universitária e foi com naturalidade que, aos 21 anos, viu carimbado o seu apuramento para os Jogos Olímpicos de Seul 88 nos 100 metros barreiras. No entanto, ainda antes da competição, a atleta começou a apresentar várias queixas de tonturas, queda de cabelo, perda de visão, perda de peso drástica, perda de memória e extremo cansaço, o que se viria a agravar no decorrer do ano, não tendo Devers passado das meias-finais da competição.

Em 1990, dois anos depois dos sintomas aparecerem em força, a atleta viria finalmente a ser diagnosticada com a chamada “Doença de Graves” – uma doença autoimune que afecta a tiroide. A situação de Devers chegou a ser tão delicada que, devido ao agravamento da doença e à formação de coágulos de grande dimensão, os médicos chegaram a ponderar a amputação de ambos os pés, no decorrer de uma má reacção ao tratamento com radiação. Na verdade, a atleta recorda que em Fevereiro de 1991 foi internada de urgência no hospital para que o seu pé esquerdo fosse amputado. Num emocionante depoimento – que pode ser consultado neste artigo do The Guardian Gail Devers: ‘A girl asked what was wrong with me. She said I looked like a monster’  – a mesma relembra o sofrimento que passou e a sua condição que fazia com que parecesse “um monstro”. Em determinadas alturas, Gail Devers não era sequer capaz de caminhar, tendo que se arrastar para fazer pequenas distâncias, como da cama para a casa de banho. Subitamente e com a ajuda de um diferente tratamento, Devers começou a melhorar significativamente da sua condição e até retomou os treinos pouco mais de um mês depois do sucedido e dois anos e meio depois de ter parado de treinar e competir. Em Agosto do mesmo ano, Devers viria a conquistar a medalha de Prata nos Mundiais de Tóquio, na distância curta com barreiras.

Um ano depois, em 1992, partindo da linha dois, a atleta viria a conquistar a medalha de Ouro nos 100 metros dos Jogos Olímpicos de Barcelona – algo ainda mais surpreendente porque a mesma era vista mais como uma “barreirista” e não era favorita no hectómetro sem barreiras. A chegada à meta dessa final foi do mais emocionante que o nosso desporto alguma vez viu, sendo que a decisão apenas foi tomada após a consulta do photo finish, com 5 atletas separadas por apenas 0.06 segundos! Vejam o video abaixo, que com certeza não darão o tempo por perdido:

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