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Nem os deuses ganham ao tempo

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Cabeçalho modalidadesNo fim, Jaromir Jagr estava longe de ser aquele que sempre conhecemos. Olhávamos para ele e víamos a idade a pesar-lhe nas pernas, e todo o esforço que fazia para as arrastar gelo acima e gelo abaixo. De certa maneira, esse esforço ainda era mais denunciante num homem a quem tudo pareceu sempre tão fácil. Começámos então a ver coisas que nunca dantes tínhamos reparado: os olhos cansados, o cabelo grisalho, os pés preguiçosos, os esgares de dor. Então compreendemos: os deuses também envelhecem.

Primeiro Período: O adeus a um dos maiores.

E assim, sem uma despedida à altura da personalidade em questão, Jagr deixou a NHL e regressou à República Checa. Haverá quem veja neste fim uma mancha na carreira de Jagr, uma fraca representação daquilo que é o seu legado. A essas pessoas diria que não percebem o legado de Jagr. Os números, ninguém lhos tira. Terceiro de sempre em golos, segundo em pontos, terceiro em jogos disputados. Muito melhores seriam estes números sem o interregno de três anos na KHL. Quaisquer que sejam os padrões utilizados, Jagr é um dos melhores jogadores da história do hóquei no gelo. Ao mesmo tempo, foi muito mais do que isso. Foi a antítese perfeita de Lemieux. Mario, o imperador, a camisa onde nenhuma nódoa se atrevia a cair. Jaromir, o arlequim, a mullet e as calças de ganga de cintura alta, a mostrar a fivela do cinto. Puro 90’s.

Jaromir Jagr a dar sardinhas a Luc Robitaille Fonte: Sports Illustrated
Jaromir Jagr a dar sardinhas a Luc Robitaille
Fonte: Sports Illustrated

Como qualquer um dos grandes jogadores, Jagr teve muitas facetas durante a sua carreira. O Jagr pós-KHL era outro jogador. Perdido estava o irreverente, o bad boy, a prima donna. Passou a ser um homem dedicado à sua arte e obcecado com o treino. Jagr logo percebeu que o jogo a que voltava era muito diferente daquele que deixara. O tempo dos espíritos livres tinha acabado. O hockey passara a ser um desporto de trabalho. E ele trabalhou como ninguém, com uma lealdade inabalável, quase religiosa, inspirando muitos jovens pelo caminho. Ele sabia que já não tinha a velocidade necessária para acompanhar os mais novos, então adaptou-se. Tornou-se num objeto inamovível, usando o seu peso e volume em sua vantagem. Ninguém lhe conseguia tirar o disco. Foi assim que ainda conseguiu ser líder em pontos em duas equipas diferentes depois dos 40.

Para o fim, começamos finalmente a entendê-lo. A sua dedicação ao jogo vinha do medo de o perder. O principal desejo de Jagr nunca foi ganhar, ou superar a competição, foi sempre jogar pelo prazer de jogar. Jagr só queria jogar porque podia fazê-lo e fê-lo até não poder mais. Queria jogar para sempre, queria vencer o tempo. Não conseguiu, mas caramba se não esteve perto.

Geração de 99: Preparar para o que aí vem

Cabeçalho Futebol Nacional

A formação em Portugal está a viver dos seus melhores dias e isso deve-se muito, não só à contínua evolução das condições das suas Academias como à aposta no jogador português. Se antes tínhamos uma das melhores academias do Mundo, a de Alcochete, agora temos também a do Seixal e centros de treino como o Olival e a Cidade Desportiva do Braga que continuam a crescer a passos largos, valorizando jovens jogadores e levando a que o seu desenvolvimento seja acompanhando até às suas equipas principais, numa aposta nos produtos da formação e assim, valorizando as nossas seleções nacionais.

Se a geração de Bernardo Silva (que embora não tenha estado presente), João Mário, William Carvalho, entre outros jogadores foi um dos principais motivos que nos levaram à conquista do Euro’16 e ao atual momento de forma da nossa Seleção, no futebol atual é natural vermos jogadores a brilharem pelos melhores campeonatos europeus, atuando nas melhores equipas.

A história parece estar para continuar e surge agora uma geração de ouro, a de 99. Constituída essencialmente por jogadores que militam nas equipas B’s dos três grandes, estes jovens jogadores que conta agora com os seus 18 e 19 anos, foram vencedores não só do Euro sub-17 em 2016 como foram finalistas do euro sub-19 no ano transato.

Esta nova formada de craques parece prometer e o acompanhamento na sua evolução tem sido bem mais controlada do que aquela que vimos com a geração de 97, onde jogadores como Renato Sanches e Rúben Neves atingiram o estrelato cedo de mais e tiveram que recuar uns passos para poderem continuar a sua evolução natural.

Vejamos agora alguns craques que têm despontado não só em solo nacional, mas também em solo inglês:

Pelo Olival, o talento para desenvolver defesas continua a dar que falar e, neste momento, conta com 3 defesas e um guarda-redes que vão construindo o seu caminho até cumprirem os seus sonhos e chegar à equipa principal do Futebol Clube do Porto. Falamos de Diogo Costa, um guarda redes de elevado nível que tem tido em Casillas um excelente mentor para a sua evolução. Fortíssimo entre os postes e seguro a ser destes, o jovem guardião mostra enorme maturidade e confiança nas suas qualidades.

No eixo da defesa, Diogo Queirós e Diogo Leite vão fazendo uma dupla de centrais a ter em conta para o futuro dos dragões. Fortes no jogo aéreo e sempre concentrados e com bastante personalidade na abordagem dos seus lances, Queirós é já comparado a Jorge Costa, esperando-se que este possa seguir as pisadas de um dos maiores líderes da história portista.

Dallot é um dos maiores ativos da formação portista Fonte: Diogo Dallot
Dallot é um dos maiores ativos da formação portista
Fonte: FPF

Outrora apontado ao Real Madrid e ao Barcelona pela empresa espanhola, surge Diogo Dalot, um lateral moderno, capaz de fazer o corredor todo dado o seu espírito combativo e à sua velocidade. Titular em todas as seleções nacionais, tem bastante facilidade em chegar à área adversária causando perigo às defesas que enfrenta.

Um bocado mais a norte, em Braga, depois de jogadores a dar nas vistas, como Xadas, Pedro Neto ou Bruno Jordão, é agora a vez de Francisco Trincão, um diamante bruto a emergir nas terras de Bom Jesus. Rápido e fortíssimo no um para um, Trincão vai mostrando a Portugal a raça minhota e como podemos ter aqui mais um caso sério de sucesso dos “Guerreiros”.

Por terras lisboetas, o talento continua a emergir, quer pelas turmas de Alvalade, quer pelas turmas do Seixal. No Sporting Club de Portugal, pode estar a emergir um dos casos mais sérios em Portugal, dos últimos anos. Rafael Leão, um jogador à imagem de Mbappé e de uma linha ténue de jogadores de enorme calibre, tem na sua veia goleadora e na sua capacidade de velocidade e aceleração, dois condimentos perfeitos para cilindrar qualquer defesa. Embora Jorge Jesus tenha.se referido à jovem promessa leonina como um próximo jogador a atingir o nível de Gelson Martins ou de Daniel Podence, este pode vir a atingir patamares bem superiores, é esperar para ver.

FC Porto 1-0 Sporting CP: À terceira foi mesmo de vez

fc porto cabeçalhoMais uma vez superior ao seu rival direto, o FC Porto ganhou vantagem na eliminatória, beneficiando ainda do facto de não ter sofrido golos para entrar em Alvalade mais confortável. Soares foi quem desfez o nó que ameaçava voltar a amarrar as duas equipas. Resposta esforçada no Sporting CP na parte final do encontro não foi suficiente para evitar a segunda derrota consecutiva.

Noite fria no Dragão para receber o terceiro clássico da época entre FC Porto e Sporting CP, desta feita para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. Os dragões, moralmente superiores nos dois duelos anteriores, espreitavam a oportunidade perfeita de confirmar esse desnível entre ambos os conjuntos e, enfim, materializar em golos o domínio que se havia visto. Por seu lado, a equipa de Jorge Jesus adotou a estratégia que se esperava: jogar com o relógio e espreitar, a espaços, a oportunidade de ser feliz, sem arriscar muito, salvaguardando as costas da sua defensiva, que manteve sempre de baixo de olho um feroz Moussa Marega. No fundo, a formação leonina preocupou-se em não hipotecar já no primeiro jogo as hipóteses de garantir a presença no Jamor, levando a eliminatória em aberto para Alvalade.

A primeira metade viu um FC Porto claramente apostado em fazer das redes de Patrício o principal alvo. Primeiro Brahimi, servido por Corona – que desenhou um passe milimétrico por entre os centrais Coates e Mathieu -, não conseguiu desviar a bola do guardião leonino. Logo de seguida, foi a vez de Sérgio Oliveira, de livre, fazer estremecer o poste direito dos leões e a terminar um trio de oportunidades flagrantes de golo esteve Herrera que não deu o melhor seguimento a um belo passe do seu colega de setor, Sérgio. Aos verdes e brancos ia valendo um sempre irrequieto Gelson que, mesmo não estando na plenitude das suas capacidades, colocou sempre em sentido as peças mais recuadas dos azuis e brancos.

A ineficácia portista prevalecia, bem como a boa organização defensiva dos leões, pelo que ao intervalo pairava a ideia de novo nulo. A reentrada das equipas não trouxe novidades no futebol jogado, mas no placard sim, nomeadamente ao minuto 60, quando um mau alívio de Mathieu colocou a bola nos pés de Sérgio Oliveira para o médio português cruzar com conta, peso e medida e levar a redondinha até à cabeça de Soares. O avançado brasileiro colocou-a no poste mais distante de Patrício e, ao fim de 240 minutos, fora possível festejar-se um golo num duelo entre FC Porto e Sporting.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Tiquinho parecia querer repetir a dose, mas cinco minutos depois o guardião internacional português não foi em cantigas e negou com categoria aquele que seria o bis de Soares e também a tranquilidade para a plateia. Tranquilidade, sim, porque as entradas de Rúben Ribeiro, Montero e Bruno César fizeram a equipa galgar metros no terreno e colocar em alerta a área de Casillas, que viu Doumbia e Gelson estarem perto do empate.

Nos dragões já estavam em campo peças frescas como Gonçalo Paciência e Hernâni, capazes de obrigar o Sporting CP a não se preocupar exclusivamente a buscar incessantemente o empate. A juntar a isso, revelou-se decisivo o regresso à competição de Otávio, que acabou a fazer o papel para o qual (também) estava destinado Brahimi: apoiar o lateral Alex Telles nas tarefas defensivas.

 

Como jogou o FC Porto:

Titulares – Casillas, Ricardo, Felipe, Reyes, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Herrera, Corona, Brahimi, Marega e Soares.

Suplentes – José Sá, Maxi, Osório, Óliver, Otávio, Hernani e Gonçalo Paciência

Substituições – Otávio por Corona aos 71’, Hernani por Brahimi aos 80’ e Gonçalo Paciência por Soares aos 83’

Amarelos – Felipe aos 26’ e Hernani aos 86’

Vermelhos – nada a registar

Golos – Soares aos 60’

 

Como jogou o Sporting CP:

Titulares – Rui Patrício, Piccini, Coates, Mathieu, Fábio Coentrão, Battaglia, Ristovski, Bruno Fernandes, Acuña, Gelson Martins e Doumbia.

Suplentes – Salin, André Pinto, Palhinha, Rúben Ribeiro, Bryan Ruiz, Bruno César e Montero.

Substituições – Rúben Ribeiro por Ristovski aos 74’, Montero por Coentrão aos 84’ e Bruno César por Battaglia aos 87’

Amarelos – Fábio Coentrão aos 26’, Piccini aos 27’, Battaglia aos 43’, Coates aos 54’e Acuña aos 67 e 92’.

Vermelhos – Acuña aos 92’

Golos – nada a registar

FC Porto 1-0 Sporting CP: Ganhou quem teve matador

sporting cp cabeçalho 2

O FC Porto derrotou o Sporting CP por 1-0, na primeira mão das meias finais da Taça de Portugal, no Estádio do Dragão. Os azuis e brancos foram superiores ao longo do encontro e justificaram o triunfo, que lhes dá vantagem para a segunda partida, que apenas se disputará daqui a dois meses, em Alvalade.

Nos onzes iniciais, Sérgio Conceição manteve a estrutura base dos últimos encontros, com as novidades a serem apenas as entradas de Iker Casillas e Soares para os lugares de José Sá e Aboubakar. Já o Sporting mudou mais. Jorge Jesus voltou a um esquema que utilizou, por exemplo, em Camp Nou, com Piccini, Coates e Mathieu a alinharem num esquema de três centrais. Ristovski, pelo lado direito, e Coentrão na esquerda, compunham as alas. No meio campo, alinharam Battaglia e Bruno Fernandes, com Acuña e Gelson no apoio a Doumbia. Os dragões entraram melhor na partida, contudo, sem criar grandes chances de perigo, perante o maior número de jogadores verde e brancos nas imediações da sua grande área. Se contar com Daniel Podence, William Carvalho e Bas Dost, e com Gelson Martins a regressar da lesão diretamente para a titularidade, foi bastante natural que Jesus não se importasse muito que o FC Porto tivesse mais iniciativa no encontro, até porque estavam a jogar em casa.

O primeiro lance de real perigo aconteceu à passagem dos vinte minutos, com Rui Patrício a negar os intentos a Brahimi. Pouco depois, Bruno Fernandes assustou Casillas, com um remate de meia distância, a que o guardião espanhol se opôs com alguma dificuldade. Ainda antes da meia hora, o remate mais perigoso da primeira metade. Após uma falta cometida por Piccini sobre Marega, Sérgio Oliveira cobrou superiormente o livre direto, com a bola a embater no poste direito da baliza do internacional português Rui Patrício. Até ao intervalo, Herrera e Ristovski tiveram boas oportunidades, mas o mexicano não acertou na bola e o macedónio do Sporting rematou por cima da trave da baliza de Casillas.

Iker Casillas cumpriu o jogo 100 no Futebol Clube do Porto Fonte: Futebol Clube do Porto
Iker Casillas cumpriu o jogo 100 no Futebol Clube do Porto
Fonte: Futebol Clube do Porto

Na segunda parte, o FC Porto voltou a entrar melhor, mas a jogar ainda mais dentro do meio campo leonino. Contudo, o primeiro remate perigoso foi do Sporting, com Doumbia a rematar perto do poste de Casillas, com um desvio decisivo de Ricardo Pereira pelo meio. A assistência foi de Bruno Fernandes, mais uma vez a melhor unidade dos leões em campo. Apesar do domínio territorial do FC Porto, Bruno Fernandes rematou por cima num livre à entrada da área e, na resposta, Soares inaugurou o marcador com um cabeceamento indefensável para Patrício. O cruzamento de Sérgio Oliveira foi extremamente preciso e Soares ganhou nas alturas a Ristovski, batendo inapelavelmente o guardião leonino.

Jorge Jesus não tinha grandes opções para este tipo de jogo no seu banco de suplentes. Bryan Ruiz, Montero e Rúben Ribeiro não são jogadores de aceleração, e Jesus sentiu falta de ter outro jogador nas alas, pois Acuña defendeu bastante e Gelson correu bastante. O FC Porto ia marcando o segundo, logo depois, por Soares. O brasileiro aproveitou a melhor jogada coletiva da partida, com um cabeceamento que propiciou a defesa da noite, por Rui Patrício.

Até ao final, o Sporting apenas teve uma boa chance para marcar. Ricardo Pereira distraiu-se na abordagem a um lance, permitiu a interceção de Rúben Ribeiro que, já dentro da área, assistiu Doumbia, com Casillas já batido. Valeu aos dragões a presença e o corte importante de Felipe e o alívio que se seguiu por Casillas. Acuña ainda foi expulso nos descontos, por uma entrada ridícula sobre Hernâni.

O Sporting somou a segunda derrota consecutiva nas competições internas e, em dois jogos e meio sem Bas Dost, apenas marcou um golo. Mathieu foi o autor da proeza, frente ao Vitória de Guimarães. Seguem-se duelos para o campeonato: os leões recebem o Feirense e os dragões visitam o Desportivo de Chaves. Quanto à Taça de Portugal, a eliminatória mantém-se em aberto, com desfecho marcado para dezoito de abril, em Alvalade.

Brasileirão não terá VAR: Retrocesso continua

Cabeçalho Liga Brasileira

O Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro rejeitou a proposta de começar a utilizar o VAR (vídeo-árbitro) na próxima edição do Brasileirão. A justificativa dada pela maioria dos clubes que votaram contra a utilização do VAR foi o valor do custo da implementação (20 milhões de reais por todo o campeonato), com isso o projeto fica “engavetado” na CBF. A CBF propôs que cada um dos 20 participantes do Campeonato Brasileiro 2018 pagasse 1 milhão de reais para que atingisse a meta dos 20 milhões.

A proposta da CBF é ridícula. Uma Confederação de futebol que arrecada milhões de dólares por ano, deveria se sentir na obrigação em investir na melhoria do campeonato que administra. Em todos os países que utilizam o VAR são as Confederações locais que financiam o serviço. Outra questão que compete a CBF foi o valor calculado para a sua implementação. Vinte milhões de reais é um valor exagerado.

Em Portugal o custo pela implementação do VAR é de quatro milhões de reais por temporada. Porque no Brasil o valor é cinco vezes maior? Quem ganharia com isso? Essa é mais uma prova que a CBF não se importa com o nosso futebol. Para concluir o assunto CBF, a nossa “gloriosa” Confederação liberou a venda do mando de campo para o Brasileirão. Isso é uma aberração, que prejudica o equilíbrio e a competividade da competição.

O recurso do VAR é utilizado em várias ligas. Porém, no Brasil esse avanço no esporte parece estar distante Fonte: Bundesliga
O recurso do VAR é utilizado em várias ligas. Porém, no Brasil esse avanço no esporte parece estar distante
Fonte: Bundesliga

Os clubes também são culpados. Votar contra o VAR é deixar o futebol brasileiro estagnado. O que espanta é que a justificativa não foi apenas o valor orçado pela CBF, a incerteza da eficiência do serviço também serviu como argumento. A ideia, dos clubes, é esperar para ver como o serviço será utilizado na Copa do Mundo, para depois avaliar a sua eficácia. Isso é ignorar e mostrar desconhecimento do futebol mundial. Na Alemanha, Itália e em Portugal já utilizam o VAR. Pode se questionar algumas questões de sua utilização como maneira para aperfeiçoar o serviço durante os jogos, mas nunca ignorar que o VAR pode legitimar, justamente, um vencedor.

Esse é mais um retrocesso do futebol brasileiro. Venda de mando de campo, campeonato nacional até apenas a quarta divisão, futebol feminino abandonado, estádios vazios em boa parte da temporada, a maioria dos profissionais do futebol desempregados a maior parte do ano e agora sem um investimento, do VAR, que seria simples para a CBF aplicar. Brasil o país do futebol? Nunca foi.

Abaixo a relação dos clubes que votaram a favor e contra a utilização do VAR:

Clubes que votaram contra:
América, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Santos, Paraná, Sport, Vasco e Vitória.

Clubes que votaram a favor:
Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio, Internacional e Palmeiras.

O São Paulo não participou da votação, pois o seu presidente saiu da reunião antes da votação.

Foto de Capa: Lucas Uebel

Corrida ao Título: Ainda estamos vivos

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sl benfica cabeçalho 1

Se o título do texto desta semana fosse uma simples questão, a resposta seria claramente um sim. Um sim convicto de alguém que muito tem criticado certas decisões recentes do Benfica, mas que não desiste de acreditar no Penta.

A verdade é que, se muitos adeptos já pouco sonham devido ás fracas exibições da nossa equipa, eu agarro-me àquilo que mais interessa e àquilo que realmente prova que ainda estamos vivos: a matemática. Os atuais cinquenta pontos conquistados são poucos, comparando com aqueles que deveríamos ter – e com isto quero dizer que só continuamos na luta pelo título devido ao demérito dos nossos rivais.

Jonas é uma das figuras deste Benfica. Já ultrapassou recordes do próprio e caminha é o responsável por muitas vezes carregar este Benfica às costas Fonte: SL Benfica
Jonas é uma das figuras deste Benfica. Já ultrapassou recordes do próprio e caminha é o responsável por muitas vezes carregar este Benfica às costas
Fonte: SL Benfica

A forte concorrência dos três primeiros classificados deve-se a um Sporting que, ainda recentemente, voltou a perder pontos e a um Porto que mesmo satisfeito, está pouco acima da nossa posição. Já que os nossos rivais insistem, e ainda bem, em dar-nos estas esperanças matemáticas, não podemos desaproveitar e temos de nos agarrar os restantes pontos que faltam conquistar, conquistando-os todos, e estando atento ás possíveis perdas dos nossos rivais.

O restante campeonato não será certamente fácil e há uma constante agitação fora das quatro linhas que influenciam o futebol, e o Benfica tem de superiorizar-se a esses fatores e provar que, mesmo com a perda – ou possível perda – de jogadores por lesão, consegue vencer ponto por ponto e não (este ano por favor não) se preocupar com o “jogar bonito”.

Posto isto, e reforçando a introdução, sim, estamos na corrida pelo título e continuamos vivos nesta luta pelo inédito penta que, como prevejo, só será decidido na última jornada do campeonato.

Texto revisto por: Teresa Lopes

Os emails não revelados: Jhonatan para o seu Presidente: «Não me lembro!»

Cabeçalho Futebol Nacional

Oi Presidente. Como vai o senhor? Tudo bom com você? Desculpa eu não lembrar do seu nome, mas como sempre lhe chamo de Presidente, eu confesso que nem sei bem o seu nome. Não leva a mal não Presidente. Olhe que eu tenho muito respeito pelo senhor viu?

Ó Presidente… desculpa aí a cena do outro dia. Não sei o que aconteceu comigo não. Mas não se preocupa que aqui o Jhonatan já está bom (como pôde ver no passado Domingo em que fiz muitas defesas e a gente conseguiu ganhar os três pontos).

Mesmo assim fiquei um pouco triste porque a gente voltou a tomar um golo. Faz tempo que a gente não fica sem sofrer golo não é mesmo Presidente? Mas fica tranquilo que eu tenho a certeza que nesse jogo que vem a gente não vai sofrer nenhum não. Dessa vez é que vamos mesmo deixar o outro time a zeros.

Jhonatan, lesionou-se no lance do golo anulado ao FC Porto, acreditando que o golo teria mesmo contado Fonte: Facebook de Moreirense FC
Jhonatan, lesionou-se no lance do golo anulado ao FC Porto, acreditando que o golo teria mesmo contado
Fonte: Facebook de Moreirense FC

Nem sei como explicar para você. Assim que acabou o jogo eu nem reparei que os meus colegas estavam a festejar de sorriso nos lábios. Nem vi que todo mundo estava assim super feliz. Nem reparei que um ou dois colegas de equipa me vieram falar e congratular por termos empatado. Nossa, como eu esqueci disso?

Depois quando fui lá àquela coisa, não me lembro bem como se chama… aquela coisa onde se vai falar depois do jogo sabe Presidente? Pois é. Eu nem lembrava que a gente não tinha tomado golo não. Desculpa Presidente! Fiz figura de tonto mesmo.

Eu sei que agora que a gente vai bem rapidinho subir na tabela. Ainda acredito que vamos ser muito felizes essa época. Quem sabe até a gente não consegue fazer como o Moreirense FC fez no ano que passou e voltar a ganhar aquela Taça que dizem que é da cerveja hein? Olha que tem muita galera aqui no balneário curtindo umas geladinhas.

Época de trocas

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Cabeçalho modalidadesO prazo para trocas na NBA é já no dia 8 de fevereiro. Desde equipas que procuram a peça que falta para serem uma ameaça nos playoffs, aos “caçadores de escolhas de draft”, muitos são os negócios que podem acontecer. Embora o número de rumores seja sempre bem maior do que aquilo que se torna realidade, há algumas equipas que terão todo o interesse em pegar no telefone esta semana para alterarem o seu plantel.

Começamos pelos Cavaliers, obviamente. LeBron e companhia foram completamente dominados em casa pelos Rockets, o que levou James a pedir para que os canais nacionais norte-americanos parassem de transmitir os jogos da equipa de Cleveland. E sim, a razão evocada foi mesmo os Cavs jogarem mal e serem humilhados com todo o país a ver. Mas os problemas para Tyronn Lue são bem maiores: a defesa é inexistente, qualquer jogador acaba debaixo do cesto dos Cavs, o rapaz que veio substituir o segundo melhor jogador da equipa nem defende nem ataca e há um ex-MVP que parece saído de uma época no Líbano. Os Cavaliers precisam de uma troca, principalmente alguém que defenda, mas terão muito provavelmente de dar a pick dos Nets, algo que não devem fazer se quiserem reconstruir quando (já nem há se) LeBron sair no verão.

DeAndre Jordan e Lou Williams continuam à espera de saber o seu futuro. É do conhecimento geral que os Clippers os planeiam trocar, o que acaba por dificultar um pouco a margem de manobra naquilo que pedem pelos jogadores. Porém, há bastantes equipas a precisarem de um poste dominador e um extremo com facilidade para marcar pontos, o que deverá facilitar a vida da equipa de L.A., caso o caminho a seguir seja o da remodelação.

Na ausência de Wall, Beal tem estado em destaque. Mas será suficiente? Fonte: Washington Wizards
Na ausência de Wall, Beal tem estado em destaque. Mas será suficiente?
Fonte: Washington Wizards

Várias equipas precisam de algo que mude o rumo da sua temporada. Os Heat, que até há pouco tempo iam subindo na classificação, estão agora na mó de baixo e a precisar de um marcador de pontos (e talvez a pensarem em se verem livres de Whiteside), os Thunder precisam de um extremo que ocupe o lugar de Andre Roberson, principalmente pelo que o 21 de OKC oferecia defensivamente. E os Wizards que, embora se tenham vindo a portar bem desde a lesão de John Wall, com Bradley Beal a assumir o comando, precisam de maior profundidade nas suas posições exteriores.

Por último, as equipas que estão dispostas a “vender”. Os Trail Blazers começam a pensar em destruir o duo Lillard-McCollum, com o segundo a ser o mais apontado como “dispensável”. Apesar de serem uma dupla fantástica, nota-se que esta equipa de Portland, como está montada, nunca dará para mais do que uma saída na primeira ronda dos playoffs. Os Milwaukee Bucks também ponderam trocar Jabari Parker, um dos jovens mais promissores da equipa. Os Bucks precisam de uma presença mais forte debaixo do cesto (DeAndre Jordan e Whiteside os preferidos) e Parker, que tem passado mais tempo na enfermaria do que no campo de basquetebol, será uma peça a ter em conta. Os Utah Jazz têm estado acima das expectativas, devido ao fantástico ano de rookie de Donovan Mitchell e podem querer algo mais, seja agora ou no verão. A turma de Utah estará disposta a trocar os contratos de Rodney Hood e Joe Johnson, para abrirem espaço salarial. Por fim, os Magic parecem querer desmontar (outra vez) a equipa e já deram o seu jogador mais promissor, Aaron Gordon, como disponível. Porquê? Porque são os Magic. Não pode haver outra razão a não ser essa. Porque depois de verem no que se tornou Victor Oladipo, que Orlando trocou por quase nada, querer trocar Aaron Gordon roça a insanidade.

Foto de Capa: Cleveland Cavaliers

O terceiro clássico de cinco, os profetas, os medos, as ausências e os noventa minutos alucinantes

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sporting cp cabeçalho 2A estatística não engana, os dragões são os mega favoritos à vitória nesta primeira mão da prova rainha lusitana. De um lado, nortenhos com ausências de peso. Do outro lado, leões também com ausências, mas com estreia à vista para Wendel. Aliás, todos os reforços de inverno seguiram na comitiva leonina juntamente com o atrelado de picanha que Bruno César irá servir antes deste importante encontro.

O Sporting “desceu” à terra após não conseguir vencer o penúltimo classificado. Empatou em Moreira de Cónegos quando o Moreirense era penúltimo, empate em Setúbal, quando o Vitória também o era e derrota na Amoreira quando o Estoril se encontrava abaixo da linha de água. É um caso para estudo, os leões são alérgicos àquela posição. A alergia é tanta que Fredy Montero mal tocou na bola e o ataque era mais lento que a FPF a comunicar castigos. Uma descida que poderá provocar o seguinte: uma equipa receosa no Estádio do Dragão, submetendo-se à superioridade azul e branca, ou uma equipa convicta das suas capacidades e com vontade de querer rectificar os erros do último jogo. Para que isto aconteça, pede-se personalidade. A supremacia irá estar ligada em detalhes para quem for audaz e pragmático.

A união como a única forma de ultrapassar qualquer obstáculo Fonte: Sporting Clube de Portugal
A união como a única forma de ultrapassar qualquer obstáculo
Fonte: Sporting Clube de Portugal

É perfeitamente normal dizer que o FC Porto quererá resolver a eliminatória nesta primeira mão, fazendo uma primeira parte de grande intensidade e com os níveis de agressividade no máximo. Também tem de ser dito que esta equipa sem Danilo e Marcano apresenta algumas lacunas que poderão ser exploradas por Jorge Jesus. O treinador leonino não pode, nem vai, querer arriscar. Irá, sim, fazer um jogo certinho com uma pressão compensada por todos os blocos, rápida recuperação da bola e saída para o ataque em jogo apoiado, para nunca separar os sectores da equipa. É importante que em nenhuma fase do jogo a equipa se perca e que a organização se mantenha, e é aqui que Wendel poderá entrar e ajudar a equipa a nunca desmoronar-se. A missão principal deste reforço brasileiro irá passar pela cobertura defensiva a Alex Telles e a dar solução à equipa para a saída rápida para o contra-ataque. Do lado oposto, Acuña terá especial atenção às subidas de Ricardo Pereira ou até mesmo de Maxi, que poderá ser aposta de Sérgio Conceição. Não se acredita num jogo fechado, mas num jogo aberto e com golos para ambas as equipas. Se na defesa se pede concentração, já o ataque tem de ser finalizador e mortífero. A mínima oportunidade terá de ser suficiente para balançar a bola na rede. Gelson Martins está convocado, mas poderá nem jogar. É mais importante para o Sporting que Gelson recupere totalmente da sua lesão do que provocar uma recaída. Esta poderá ser apenas uma forma de JJ atrapalhar Sérgio Conceição na preparação da sua equipa para o embate através de um “mind-game”.

SL Benfica não aguentou o SC Lusitânia e colapsou

Cabeçalho modalidades“Vai ser um bom jogo, vamos jogar duro e dar o melhor que conseguirmos”, disse Raven Barber na antevisão ao jogo frente ao SC Lusitânia. Porém, o melhor da equipa encarnada não foi suficiente para travar a equipa açoriana, que alcançou a vitória no prolongamento, após um empate a 81 no final da fase regular. O resultado acabaria por ficar, então, 100-97, a favor do SC Lusitânia e assinalou a terceira derrota das águias neste campeonato.

O jogo virou sempre para o lado dos açorianos que não largaram a vantagem durante os três primeiros quartos. Foi apenas no último quarto, aliás, nos últimos 5 minutos, que a equipa benfiquista apresentou ares da sua graça, que levou o jogo a fase complementar após o cesto de Nuno Oliveira. A equipa do SL Benfica foi surpreendida pela coragem e pelo atrevimento da equipa do SC Lusitânia, que se encontra em processos de remodelação e apresentou várias trocas no plantel.

Esta derrota tornou as contas do campeonato mais interessantes após a vitória do segundo classificado, UD Oliveirense, frente ao Ovarense, que ficou atrás do Benfica por apenas um ponto. O clube portista encontra-se a dois pontos do primeiro classificado após a vitória tranquila por 103-72 frente ao CAB Madeira.

O Vitória de Guimarães derrotou o Elétrico  Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol
O Vitória de Guimarães derrotou o Elétrico
Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

No que toca à restante jornada basquetebolística, o Galitos subiu para a sexta posição após a vitória frente ao Terceira por 65-61. Com este resultado, o Terceira desceu para a sétima posição. O Illiabum garantiu uma vitória tranquila frente ao Barreirense, e alcançou assim a quinta posição na tabela do campeonato, com 28 pontos.

Por último, o Vitória de Guimarães voltou às vitórias e venceu o último classificado do campeonato, o Elétrico, por 88-72. De realçar, que o clube vimaranense tinha perdido nas duas jornadas anteriores frente ao Ovarense e ao Terceira.

Foto de Capa: SL Benfica