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O Passado Também Chuta: SC Beira-Mar – Um campeão da Taça que recomeça no distrital

o passado tambem chuta

No futebol português, são variados os exemplos de clubes com largo passado de primeira liga que neste momento se encontram a disputar escalões inferiores. No campeonato distrital de Aveiro, encontramos o Beira-Mar, que ainda há escassos cinco anos disputava o principal escalão do futebol nacional.

Foram 27 as épocas em que os alvi-negros disputaram a primeira liga, tendo como melhor classificação um sexto lugar alcançado na época de 1990/91. Na época de 1998/99 conquistou a Taça de Portugal, sendo este o principal feito da história do clube.

Beira-Mar vencedor da Taça de Portugal em 1998/99 Fonte: SC Beira-Mar
Beira-Mar vencedor da Taça de Portugal em 1998/99
Fonte: SC Beira-Mar

Porém, neste momento, o clube vive uma realidade bem diferente. Em 2015, após uma gestão desastrosa realizada pelas SADs estrangeiras que controlaram o clube, este viu-se obrigado a recomeçar do zero, após não ter conseguido garantir os pressupostos para se manter nos escalões profissionais.

Primeiro a 32 Group liderada por Majid Pishyar e posteriormente o grupo italiano Pieralisio, prometiam elevar o Beira-Mar a patamares mais elevados, chegando o magnata iraniano a declarar que ia transformar o Beira-Mar num “Manchester United português”. No entanto, a SAD afogou-se em dívidas que acabaram por relegar o histórico clube aveirense para o último escalão do nosso futebol.

Equipa do Beira-Mar com Eusébio no 11 inicial Fonte: SC Beira-Mar
Equipa do Beira-Mar com Eusébio no 11 inicial
Fonte: SC Beira-Mar

Fundado em 1922 por um grupo de ex emigrantes nos EUA quem tinham em comum a paixão pelo futebol e regularmente se juntavam para o praticar, o clube foi crescendo passo a passo até atingir o escalão mais elevado e alcançar os feitos já acima referidos. Tornou-se um nome habitual no mapa do futebol primodivisionário e chegou até a disputar a Taça Uefa na época seguinte a vencer a Taça de Portugal. Por lá passaram alguns dos grandes jogadores do nosso futebol, com destaque para Eusébio e mais recentemente o brasileiro Mário Jardel.

Atualmente, o “Beira” disputa a primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Aveiro, após ter subido logo na primeira época em que disputou o ultimo escalão. O regresso à antiga casa, o Estádio Mário Duarte, em detrimento do Estádio Municipal de Aveiro, aproximou a massa adepta, que tem comparecido em peso nos jogos disputados em caso, e tendo inclusive uma média de assistências superior a grande parte dos clubes das ligas profissionais. Esta época teve como principal contratação o regressado Artur, que ainda na época transata disputou a primeira liga e a Liga Europa ao serviço do Arouca, e no entanto escolheu voltar ao seu clube do coração mesmo estando este arredado dos grandes palcos.

O objetivo do clube é paulatinamente recuperar, tendo como base esta aproximação dos Aveirenses ao seu clube mais representativo. Passo a passo, ir progredindo com uma gestão criteriosa, com o sonho de voltar aos patamares a que nos habituou ao longo da sua história.

Foto de Capa: SC Beira-Mar

Jogo Limpo: Análise à 15ª jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalJornada muito “calma” para aquilo que vem sendo habitual na Primeira Liga Portuguesa, com um caso ou outro de relevo, mas nada de especial. Apenas ressalvo o facto de ainda continuar haver casos em que o VAR é chamado a atuar e que no mínimo deixam bastantes dúvidas sobre a decisão tomada pelo árbitro.

SC Espinho no caminho do campeão

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Cabeçalho modalidadesOs alvinegros do Sporting de Espinho surpreenderam o Benfica à passagem da 15ª jornada do campeonato nacional de voleibol, vencendo por 3-2 num jogo equilibrado e emotivo.

Os tigres iniciaram o jogo conquistando o 1.º set por 25-23. As águias elevaram-se no 2.º set e empataram a série com um parcial de 17-25. Esta sequência repetiu-se, tendo o Sporting de Espinho levado à melhor no 3.º set por 25-18, e o Benfica retomando a igualdade por 23-25 no 4.º set.

Foi assim necessária a negra, que se adivinhava intensa pelo decorrer do jogo, que envolveu inclusive expulsões (algo pouco comum no voleibol) e decisões da arbitragem contestadas.

A jogar em casa, o Sporting de Espinho venceu o Voleibol Clube Viana por 3-0 Fonte: Sporting Clube de Espinho – Voleibol
A Arena Tigre recebeu mais um grande jogo de Volei
Fonte: Sporting Clube de Espinho – Voleibol

O equilíbrio da partida transportou-se para a negra, mas no final sorriram os alvinegros que conquistaram um parcial de 15-13 e levaram de vencido o campeão nacional, impondo-lhe assim a 2.ª derrota da temporada. O Sporting de Espinho ocupa assim o 4º lugar do campeonato nacional, com menos um ponto que o terceiro classificado, o Fonte Bastardo.

Já o Benfica mantém a liderança da prova à condição, podendo ser ultrapassado pelo 2.º classificado, o Sporting Clube de Portugal, que tem menos um jogo, com data marcada para o próximo dia 28 de Janeiro frente ao Clube K. Vencendo os leões sobem ao 1.º lugar, destronando o atual líder.

Foto de Capa: SL Benfica

Deve o Benfica ir ao mercado “pescar” um guarda-redes?

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sl benfica cabeçalho 1Foram períodos áureos aqueles que fizeram da linha mais recuada do Benfica uma fonte de estabilidade e segurança: pela defesa passaram nomes como David Luiz, Maxi Pereira, Garay, Guilherme Siqueira, Lindelof, entre outros que facilitaram a vida aos donos da baliza.

Sim, considero que a principal fonte de infortúnio encarnada é a disfuncional quadrilha defensiva. Se Grimaldo estivesse em forma, se Luisão (apesar do bom momento atacante) tivesse o mesma capacidade de resposta de há uns anos, se Jardel fosse constante, se André Almeida fosse tão agressivo no desarme como é a assimilar os processos táticos, a história era, certamente, outra.

Mais importante que contratar um guarda-redes, é assegurar uma renovação na quadrilha defensiva Fonte: SL Benfica
Mais importante que contratar um guarda-redes, é assegurar uma renovação na quadrilha defensiva
Fonte: SL Benfica

Quando olhamos para o terceiro classificado da Primeira liga portuguesa de uma forma a englobar os últimos anos, é forçoso admitirmos que os encarnados tiveram o privilégio de contar com guarda-redes de renome: caso de Júlio César, Jan Oblak e Ederson. Cabe aos dirigentes do clube da Luz e ao treinador fazerem um exercício de análise estritamente imparcial e perceberem que não é Bruno Varela e/ou Mile Svilar a causa das vicissitudes do Benfica.

Creio que não seja, de todo, indicado contratar-se um guarda-redes. Seria mais inteligente a aposta num lateral-esquerdo com um pensamento criativo mas de funções volúveis, à imagem de Guilherme Siqueira: tanto defende com maturidade e coerência como ataca de forma equilibrada. No setor mais central do terreno defensivo terá de ser Ruben Dias a assumir as rédeas: não esquecendo as características de Lisandro López, semelhantes às de Ezequiel Garay – nunca devidamente valorizadas quer por Jorge Jesus quer por Rui Vitória.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Porto 3-1 CS Marítimo: Portistas terminam 2017 no topo

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fc porto cabeçalho

FC Porto e CS Marítimo realizaram hoje o seu último jogo de 2017, no que ao campeonato diz respeito, no Estádio do Dragão, a contar para a 15ª jornada da Liga NOS. À entrada para esta partida a equipa portista era segunda classificada da prova, depois de ter visto o Sporting CP vencer o Portimonense SC no sábado e subir provisoriamente ao primeiro posto, enquanto que a equipa insular era quinta classificada, condição que, qualquer que fosse o resultado desta partida, manteria até à próxima jornada, já em 2018.

Tudo a postos para o início do encontro, que se deu logo após o apito do árbitro Manuel Mota. Nos primeiros minutos a equipa da Madeira conseguiu impor dificuldades ao FC Porto na fase inicial de construção de jogo, mérito à equipa de Daniel Ramos por isso, mas tal não impediu que os azuis e brancos chegassem à primeira grande ocasião de golo, por Ricardo Pereira, à passagem do primeiro quarto de hora de jogo. Após esse lance os jogadores portistas foram-se aproximando da área adversária cada vez mais e tornaram-se mais estáveis no meio-campo maritimista.

O FC Porto estava cada vez mais pressionante e, na cobrança de um pontapé de canto chegou, com alguma naturalidade, ao primeiro golo, aos 19 minutos. Cruzamento de Alex Telles e cabeceamento exímio de Diego Reyes, de cima para baixo, como mandam as leis, não dando hipótese de defesa ao guardião Charles. Excelente execução do mexicano, que se tem vindo a afirmar no onze de Sérgio Conceição, e que aqui voltou a justificar a aposta por parte do técnico. O FC Porto voltava a estar, condicionalmente, no topo da tabela classificativa.

Mas não esteve durante muito tempo uma vez que, apenas sete minutos depois do golo portista, Fábio Pacheco marcou para o CS Marítimo, empatando o encontro. O lance começa com uma iniciativa ofensiva de Ricardo Valente, que rematou e obrigou José Sá a fazer uma grande defesa. A bola sobrou depois para Fábio China, que só teve de passar para Fábio Pacheco atirar para o golo. A bola ainda sofreu um desvio em Diego Reyes, mas estava feito o golo do CS Marítimo.

O jogo prosseguiu com o FC Porto a pressionar e a tentar repor a sua vantagem no marcador, mas não conseguia; a defesa do CS Marítimo ia conseguindo travar todas as tentativas azuis e brancas. Ao minuto 40, contrariedade para Daniel Ramos, que viu João Gamboa ser expulso por segundo amarelo, após entrada imprudente sobre Herrera, cujo livre levou muito perigo à área do CS Marítimo, através de uma cabeçada de Marcano, causando calafrios à equipa visitante.

E quando parecia que o encontro ia para o intervalo com o empate a uma bola no marcador, Brahimi decidiu com um grande passe lançar Marega em direção à baliza de Charles, e este voltou a ferir os insulares. Remate de pé esquerdo da estrela maliana do FC Porto, com o guarda-redes ainda a tocar na bola, a repor a vantagem azul e branca. Festa no Dragão com o golo do avançado e estava assim concluída a primeira parte.

Boa exibição das duas equipas no primeiro tempo, o FC Porto a conseguir chegar ao descanso a vencer, e o CS Marítimo a defender muito bem e a marcar um golo, embora tenha sofrido dois, mas castigado com a expulsão de Gamboa, situação que poderia tornar bastante complicada a segunda parte para os comandados por Daniel Ramos. Esperava-se um grande desafio para os maritimistas no segundo tempo, bem como para o FC Porto, que teria de continuar firme na procura de pelo menos mais um golo, mas estando atento a potenciais ameaças do CS Marítimo.

Brahimi desbloqueou o jogo com um grande passe para Marega Fonte: Facebook do FC Porto
Brahimi desbloqueou o jogo com um grande passe para Marega
Fonte: Facebook do FC Porto

A partida recomeçou com o FC Porto ao ataque, e aos 51 minutos, bem que poderia ter marcado mais um. Confusão na área do CS Marítimo e Marega arranjou espaço para rematar para uma grande defesa de Charles.

Era o FC Porto que continuava instalado no meio campo do Marítimo, tentando o golo, enquanto que a equipa da Madeira explorava o contra-ataque e qualquer espaço existente na defesa portista para iniciar um ataque rápido. Numa segunda parte com muito poucas oportunidades de golo, apenas aos 78 minutos surgiu a maior, e deu mesmo em golo. Novamente Marega, assistido, também novamente, por Brahimi, e mais uma vez com o pé esquerdo atirou a contar para o seu segundo golo da conta pessoal, com a bola a tocar ainda em Charles (outra vez). Marega igualou assim Aboubakar no número de golos no campeonato e ia sendo a estrela maior deste encontro.

Apito final e 3-1 no marcador. Resultado justo após uma boa primeira parte, bem disputada, e uma segunda parte onde só se viu FC Porto, fruto, em parte, da expulsão de Gamboa ainda antes do intervalo. Chega assim ao fim o ano de 2017 no campeonato, o FC Porto é primeiro classificado e termina o ano como campeão de inverno, o que não importa (quase) nada nas contas do título, e o CS Marítimo termina o ano no quinto posto. Venha 2018!

Moreirense FC 2-1 Vitória SC: Cónegos vencem dérbi vimaranense

Cabeçalho Futebol Nacional

O Moreirense venceu o Vitória SC por 2-1, numa partida da 15ª jornada da Primeira Liga. Os dois golos dos cónegos no primeiro tempo foram suficientes para carimbaram uma vitória diante dos “vizinhos” vimaranenses.

Ainda na ressaca da qualificação “arrancada a ferros” para os quartos-de-final da Taça de Portugal diante do Santa Clara, o Moreirense procurava sair dos lugares de despromoção da Liga NOS. A equipa da casa tentou assumir as rédeas do jogo, perante uma Vitória que vinha de uma série de três vitórias no campeonato.

Num lance oportuno, Cadiz colocou os “verde e brancos” na frente do marcador, à passagem do minuto 16. Douglas demorou a repor a bola em jogo e o avançado venezuelano deu o corpo à bola, introduzindo-a com alguma sorte no fundo das redes vitorianas.

Os “conquistadores” tentaram reagir de imediato, controlando as operações. O xadrez de Pedro Martins começou a construir jogo a partir da linha defensiva, com Heldon e Raphinha a trocarem de alas. O Vitória aproximava-se com algum perigo da baliza de Jhonatan, com Tallo Jr e Raphinha a colocarem o guardião brasileiro à prova.

O conjunto “preto e branco” mostrava algumas fragilidades no “miolo” do terreno, sucumbindo perante a pressão adversária. Os cónegos, por sua vez, aproveitavam para sair em contra-ataque, fazendo uso da velocidade dos seus jogadores mais avançados. Aos 33 minutos, Cadiz serviu Arsénio na perfeição e dilatou a vantagem da equipa caseira. Os adeptos vitorianos mostravam o seu descontentamento, ainda com a derrota no Estádio do Dragão para a Taça na memória. O Vitória não conseguia quebrar a muralha defensiva do adversário, que se mantinha fortemente estruturada e organizada à entrada da sua área. A vantagem que os homens de Moreira de Cónegos levavam para as cabines era confortável, mas o jogo ainda estava em aberto para os últimos 45 minutos.

Para o segundo tempo, Pedro Martins lançou Rafael Martins e Kiko, em detrimento de Heldon e Francisco Ramos. A equipa vitoriana tinha mais bola e criou mais perigo junto da área da equipa da casa, mas continuava a pecar na finalização. As oportunidades surgiam, com Jhonatan sempre pronto para desviar o esférico da baliza. O Moreirense encostou-se à sua área, quebrando as tentativas de lançamento em profundidade do conjunto forasteiro. Quando a falta de discernimento era um entrave à exibição do Vitória, o vídeo-árbitro também fazia das suas e anulou uma grande penalidade marcado a favor dos vitorianos à passagem do minuto 65. Seis minutos mais tarde, mais um percalço para o Vitória: Kiko levou o segundo cartão amarelo, deixando a sua equipa reduzida a dez unidades. Depois da tempestade, veio a bonança para os “conquistadores”. Raphinha reduziu para 1-2 aos 74, aproveitando um corte incompleto de Sagna no seio da área dos cónegos.

Apesar da inferioridade numérica, os pupilos de Pedro Martins continuavam com maior ímpeto ofensivo, ameaçando chegar à igualdade. No entanto, o Moreirense reorganizou-se e conseguiu fechar os caminhos da sua baliza, tentando também levar a bola para o meio-campo contrário.

O conjunto de Moreira de Cónegos conseguiu, assim, uma vitória que os retira da zona de despromoção da Primeira Liga. Por outro lado, o Vitória quebra a série positiva de resultados na Liga, encontrando-se fora dos lugares europeus.

WWE Clash of Champions: A noite de novos recomeços!

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Cabeçalho modalidadesA WWE despediu-se de 2017 com o último evento do ano! O Clash of Champions foi mediano e com maior foco nos dois últimos combates, apesar da boa qualidade da maior parte dos outros combates.

À semelhança de outros eventos, tivemos surpresas, wrestling de qualidade e algumas decisões controversas. Tendo em conta que gira em torno de histórias previamente elaboradas, foi um evento decente e que terminou algumas das rivalidades que já se prolongavam há algum tempo. Por outro lado, possibilitou o crescimento de novas estrelas e o início de um novo ano que se prevê imprevisível, cheio de boas rivalidades e novos desenvolvimentos.

2017 foi bom para a WWE e a chegada de 2018 possibilitará um novo recomeço para todos os lutadores em geral. Resta saber de que forma a WWE irá aproveitar o novo ano e torná-lo fenomenal.

Jogadores que Admiro #88 – Petra Kvitova

jogadoresqueadmiro

Quem me conhece, sabe bem que o nome que mais bem ficaria após o título “Jogadores que admiro” seria o de Rafael Nadal – de quem sou fã indiscutível, e desde sempre. Porém, num rápido exercício de consciência dei por mim a decidir escrever sobre alguém que fez da sua carreira um feito heróico – e não por vitórias dentro do court.

Falo da checa Petra Kvitova, que celebra nesta quadra natalícia o primeiro aniversário daquele que foi, provavelmente, o episódio que mudou a sua carreira, e a sua vida. Mas recuemos então aproximadamente doze meses, até ao mês de dezembro de 2016. Kvitova, campeã de Wimbledon em 2011 e 2014 e campeã do WTA Championships encontrava-se num ano menos bom, situando-se no 16º posto da hierarquia do ténis mundial feminino. Aos 26 anos, a checa já se preparava para atacar a época 2017 numa tentativa de dar a volta à situação em que se encontrava, mas no dia 20 de dezembro a tenista recebeu na sua casa uma visita indesejada: um indivíduo tentou assaltar a casa de Kvitova e esta, numa tentativa de defender a sua integridade física acabou por confrontar o assaltante que, armado, cortou de forma brutal a mão esquerda da tenista…canhota. Petra Kvitova confessou-se chocada com a situação e assumiu mesmo que esta, devido à gravidade da lesão que causou, poderia colocar em risco a continuidade da tenista no circuito profissional.

Fonte: WTA Tennis
Fonte: WTA Tennis

A perícia dos cirurgiões fez aquilo que muitos achavam impossível, reparando os nervos da mão esquerda de Kvitova, brutalmente afetados pelos múltiplos golpes de que foram alvo e agora era uma questão de muita vontade, paciência e até alguma fé para que Petra conseguisse voltar a pegar na raquete – esse já seria um prémio para a atleta que pela altura do Natal desse ano confessou que “conseguir mexer a mão foi a melhor prenda que podia receber”. Conhecida pela raça e por se entregar em todos os encontros que disputa, a tenista checa fez o mesmo neste que pode considerar o seu mais longo desafio de sempre: cento e noventa e sete foram os dias que separaram Kvitova desde a última partida que havia realizado (na Final da Fed Cup 2016) até à emocionante primeira ronda de… Roland Garros. Aí a checa celebrou a maior vitória da carreira, sem margem para dúvidas, mostrando ao mundo do ténis que estava recuperada e tinha atirado para trás a tormenta pela qual passou. E mais boquiaberto ficou o circuito quando quinze dias após o seu regresso, Kvitova vence o torneio de Birmingham na relva de que tanto gosta e onde mais confortável se sente.

A checa passou a receber o estatuto de heroína, e mostrou que mais importante do que o resultado dos encontros, é o caminho que cada um faz para conseguir sair por cima. E Kvitova já não tem de provar nada a ninguém – saiu por cima do terror de que foi vítima, e vitórias dessas são únicas e não têm preço.

 

Foto de Capa: Sports Illustrated

Os jogadores que mais vezes vestiram azul e branco: Vítor Baía

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fc porto cabeçalhoVítor Baía é uma dos maiores lendas do Futebol Clube do Porto. Falar do guarda-redes nos faz lembrar de momentos marcantes da história do clube. A conquista da UEFA Champions League 2003/04 e do Mundial de Clubes, na mesma época, eternizaram-no no Dragão. Além das conquistas citadas, o jogador venceu no FC Porto: 10 campeonatos portugueses, cinco Taças de Portugal, nove Supertaças Portuguesas e uma Taça Uefa (atual Liga Europa). Em seu currículo ainda constam oito títulos conquistados durante a sua passagem pelo FC Barcelona, que durou três épocas. Depois retornou ao clube azul e branco onde ficou até se retirar dos relvados.

Nascido na acolhedora cidade de Vila Nova de Gaia, Baía chegou ao FC Porto ainda nos escalões de formação e debutou no time principal na época 1988/89. Estreou com apenas 19 anos e saiu da baliza portista quando foi para o Barcelona, na época1996/97. Essa transferência o consagrou, até aquela época, como o guardião mais valorizado de sempre do futebol mundial. O guarda-redes era um talento nato na baliza. O ex-jogador demonstrava aos seus adversários parecer ser uma barreira quase que intransponível, uma verdadeira “muralha”. Digna de ser comparado aos grandes guarda-redes da história do futebol mundial. O que de facto é.

Vitor Baía não foi somente incontestável no FC Porto. Na selecção portuguesa debutou com 21 anos e por uma década a camisola número 1 de Portugal era, praticamente, de sua exclusividade. No retorno ao FC Porto usou o número 99. Em alusão a época do seu regresso, época 1998/99.

Vítor Baía celebra a conquista da UEFA Champions League, pelo FC Porto, em 2004. Fonte: uefa.com
Vítor Baía celebra a conquista da UEFA Champions League, pelo FC Porto, em 2004.
Fonte: uefa.com

Vítor Baía não se destacava apenas por suas qualidades como jogador. O atleta possuía posicionamentos e atitudes marcantes. Sempre se envolveu com as questões ligadas aos clubes em que atuou e era um verdadeiro líder dentro do relvado e no balneário. A personalidade forte lhe rendeu alguns problemas. O ex-jogador chegou a ter um desentendimento com o então treinador portista José Mourinho, que o deixou alguns jogos como o suplente de Nuno. A fama de desagregador chegou aos ouvidos do então técnico da selecção portuguesa, Luiz Felipe Scolari. “Felipão” admitiu, em entrevista recente, que nunca o convocou devido às histórias negativas que escutou sobre a personalidade do guarda-redes.

Entretanto, o momento mais difícil da carreira do ex-jogador foi entre os anos de 1999 a 2001. Época em que o ex-atleta demonstrou extrema força de vontade e empenho para seguir a sua brilhante trajetória no FC Porto. “Passei dois anos (entre 1999 e 2001) de grande sofrimento, não foram dois dias, mas dois anos, período em que fui operado quatro vezes. (…) Lutei com todas as minhas forças para regressar. Algumas pessoas pensavam que nunca ia recuperar e, mesmo quando o consegui, diziam que não seria o mesmo”, confidenciou o guarda-redes à revista Dragões, edição 99.

Vítor Baía estará sempre na memória dos adeptos portistas. A sincronia que existe entre o ex-jogador e o clube fazem um ser lembrado pelo outro. Fala-se do guarda-redes já o ligam ao FC Porto. Fala-se do FC Porto já vem na memória, entre outros grandes jogadores que por lá passaram, a imagem do ex-guardião portista. Vitor Baía disputou 566 jogos pelo FC Porto e é o segundo jogador de sempre que mais atuou pelo clube.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

O fim-de-semana verde e branco

sporting cp cabeçalho 2

Mais uma semana, mais um resumo. Semana quase perfeita, com triunfos de quase todas as modalidades, onde destaco o Andebol pelo triunfo em Braga e o Hóquei em Patins pela vitória na recepção ao OC Barcelos. Pela negativa, surge o Futsal feminino pela derrota na Luz e o Futebol de Praia pelo mau desempenho no Mundialito de Clubes.

Andebol | Os campeões nacionais foram até ao Pavilhão Flávio Sá Leite vencer o ABC por 25-33, num encontro em que a partir do 4-4, a turma de Alvalade assumiu o comando do marcador e gradualmente foi vincando a sua posição, sendo que ao intervalo a vantagem era de três golos (12-15). No segundo tempo, o ABC recuperou e o encontro manteve-se disputado até sensivelmente ao minuto 48 (23-24), altura em que os comandados de Hugo Canela disparam no marcador de forma definitiva. O Sporting isolou-se assim na liderança do Campeonato, isto porque o SL Benfica perdeu no Dragão Caixa. No Domingo, os Verde e Brancos iniciaram a sua caminhada na edição 2017/2018 da Taça de Portugal com uma vitória nos dezasseis avos de final sobre o CCR Alto Moinho por 18-41 num jogo sem história e que carimbou a passagem dos Leões à eliminatória seguinte. O ano fecha com a recepção ao Madeira SAD já esta quarta feira, vinte de Dezembro, pelas dezoito horas, no Pavilhão João Rocha.

Carambola | Os Leões venceram o CB Eborense por 3-1, liderando a Zona Sul de forma isolada ao cabo de apenas duas jornadas disputadas. O próximo encontro será com o GC Sul “A”.

Goalball | As equipas A e B regressaram ao Campeonato, cimentando os lugares cimeiros da tabela classificativa com os seguintes triunfos:

Sporting CP “A” 11-1 ACAPO Lisboa; Castêlo da Maia 5-15 Sporting CP “A”; AJ Pina 9-10 Sporting CP “B”

Goaball líder na Europa e em Portugal Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Goaball líder na Europa e em Portugal
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Futebol feminino | Na semana passada, erradamente, anunciei o jogo deste fim-de-semana como sendo na Academia, em Alcochete, motivo pelo qual endereço as minhas desculpas aos leitores desta crónica. Houve inversão de jornada, com a turma orientada por Nuno Cristóvão a deslocar-se até às Caldas da Rainha para defrontar o GD A-dos-Francos, tendo vencido por 0-5 com Ana Borges em destaque ao apontar um hat-trick, sendo que Ana Capeta e Tatiana Pinto fizeram os outros dois golos do encontro. Liderança reforçada, com a próxima jornada a marcar a dobragem para a segunda volta, ou seja as Leoas recebem o Clube Albergaria, contudo, o encontro está marcado apenas para sete de Janeiro.

Futebol masculino | Triunfo claro e esperado (4-0) ante o Vilaverdense, que abre a porta dos quartos de final da Taça de Portugal. No Domingo foi a vez de regressar ao Campeonato, também com uma vitória, desta feita por 2-0 sobre o Portimonense, que permite manter a posição de liderança na prova. A próxima semana marca o retorno da Taça da Liga, com o Sporting a receber o CF União, na quarta feira pelas 21h15.

Futsal feminino | A turma orientada por Carlos Reis foi derrotada na Luz, diante do SL Benfica, por 4-0. Na próxima jornada, as Verde e Brancas recebem a AAU Évora, estando a partida agendada para trinta de Dezembro.