Início Site Página 11923

SC Covilhã 3-0 Gil Vicente FC: Domínio covilhanense traduz-se no resultado

Cabeçalho Futebol Nacional

O Sporting da Covilhã recebeu e venceu o Gil Vicente por três bolas a zero, num jogo da 18ª jornada da Segunda Liga. Um resultado inteiramente justo pelo domínio exercido da equipa covilhanense em grande parte do jogo.

Uma primeira parte totalmente dominada pela equipa da casa que deixou logo bem claro no inicio do jogo para o que vinha, Fatai ao primeiro minuto de jogo a rematar de fora de área e a bola a embater na barra da baliza com estrondo, ainda os adeptos do Sporting da Covilhã não se tinham sentado e já tinha ocorrido aquela que foi a melhor ocasião da primeira parte. Os jogadores da equipa de Barcelos parecem ter-se assustado com a força da Fatai pois foi uma equipa muito apagada aquela que se viu no estádio Santos Pinto na primeira parte.

A equipa serrana embalada pelo bom inicio não deixava de pressionar a equipa do Gil Vicente e fruto dessa pressão iria surgir um cruzamento de Reinildo, aos 24 minutos de jogo, que quase entra na baliza por acidente, muito perigo novamente para a baliza barcelense. O Sporting da Covilhã não parava e insistia, queria ir para o intervalo a vencer. Renato Reis, jogador emprestado pelo Desportivo das Aves no Sporting da Covilhã, era nesta altura um dos jogadores destaque na equipa serrana e após um lance de persistência no seu corredor, o corredor direito, remata para grande defesa do guarda-redes do Gil Vicente, Rui Sacramento.

E se os leitores pensavam que o domínio do Sporting da Covilhã se iria traduzir apenas nestas três grandes ocasiões, os leões da serra ainda tiveram outra grande oportunidade para abrir o marcador, Adul Seidi após uma grande confusão na área consegue rematar frouxo para a baliza, a bola foi calmamente deslocando-se em direção da mesma, mas acabaria por encontrar um obstáculo, o poste. Os ferros eram por isso um dos maiores inimigos do Sporting da Covilhã e o maior amigo da equipa de Barcelos que por duas vezes viu o golo certo evitado pelo poste e barra da sua baliza.

A equipa do Gil Vicente não conseguiu em toda a primeira parte esboçar qualquer reação a este domínio serrano na Serra da Estrela.

Tarde de muito sol na Serra da Estrela revelou um Sporting da Covilhã ofensivo Fonte: Bola na Rede
Tarde de muito sol na Serra da Estrela revelou um Sporting da Covilhã ofensivo
Fonte: Bola na Rede

Regressava a segunda parte e com ela vieram os golos, o Sporting da Covilhã entrou na mesma toada e o Gil Vicente muito pouco interessado em obter outro resultado que não o empate. Fatai, quem mais, inaugurava o marcador no Santos Pinto, aos 61 minutos, após uma excelente assistência de Reinildo. A estratégia de ambas as equipas mudava e mudava também o jogo, o Gil Vicente acordava finalmente para o jogo e passava a dominar o jogo, a equipa covilhanense retraiu-se, talvez demasiado, o que originou alguns lance de perigo para a equipa de Barcelos que poderiam perfeitamente ter empatado o jogo, primeiro por intermédio de James Igbekeme aos 60 minutos, grande defesa de Igor Rodrigues a evitar o golo do empate, e depois por Gabriel, aos 70 minutos, os único lances de perigo criados pela equipa do Minho nesta partida numa fase em que a equipa procurava o empate.

Mas o Sporting da Covilhã selaria o resultado após uma jogada de contra-ataque, cruzamento de João Dias a obter a melhor resposta de cabeça de Boubakary Diarra, estava feito o segundo golo da tarde aos 80 minutos.

Houve ainda tempo para o terceiro golo da tarde, Indio foi o marcador. Novamente cruzamento, desta vez rasteiro, a obter a melhor resposta do avançado do Sporting da Covilhã. Vitória gorda antes do Natal para o Sporting da Covilhã, a maior em número de golos esta época para já. Depois dos quatro golos sofridos pelo Académico de Viseu esta tarde, a equipa da Covilhã assume-se também como a melhor defesa da Segunda Liga.

A dupla perfeita

0

sl benfica cabeçalho 1Duplas. Há um longo historial de duplas funcionais como Bonnie e Clyde, Marge e Homer, Peter e Lois. Detectam um padrão? Todas estas duplas, fazendo mais ou menos bem, são duplas de romance. Trabalham juntos, amam-se (peço desculpa Gustavo Santos), crescem em prol do que o outro faz e ajudam-se um ao outro. Isto é o que falta à defesa do Benfica, uma dupla de centrais apaixonada.

Não estou com isto a sugerir uma espécie de Brokeback Mountain em pleno Estádio da Luz. Era só feio, demasiado público e podia trazer mais problemas do que os que já temos. Apenas apelo a um consenso. O chegar de um acordo entre duas partes, duas pessoas, que se entendem, que trabalham juntas, partilham experiências e que fazem o resto funcionar.

É tudo aquilo que se deve pedir a uma dupla de centrais, para além do óbvio talento. Em matéria de talento apresento a minha primeira proposta para a dupla, Rúben Dias. Jovem que começou a emergir na equipa principal este ano até se ter lesionado o que levou ao regresso da velha dupla Luisão/Jardel.

Não me interpretem mal, acho que Luisão e Jardel, no seu tempo, foram uma dupla bastante completa e com devido uso. Acontece que nesta altura é preciso algo mais e melhor. Rúben Dias já é visto por alguns adeptos encarnados como o futuro líder da equipa.

Rúben Dias é a primeira opção para fazer parte da dupla de centrais perfeita Fonte: SL Benfica
Rúben Dias é a primeira opção para fazer parte da dupla de centrais perfeita
Fonte: SL Benfica

A braçadeira, num cenário hipotético, assenta-lhe bem. Se juntarmos esse tal espirito de liderança, ao talento, à qualidade, ao saber sair a jogar, coisa que nenhum outro central do plantel do Benfica consegue fazer e a confiança temos central para durar muitos anos ou sair daqui a 3 anos por 20 milhões em mais um episódio do: “Jorge Mendes Negoceia”

O que leva à outra parte desta parceria, um reforço. Temos de ser honesto, o Benfica precisa de ir às compras. Precisamos de um guarda-redes, apesar da chegada do tal miúdo alemão em Janeiro, de um lateral-direito, de dois médios, de um extremo-direito como deve ser, que se lixe o Salvio, de um atacante em melhor forma do que Jonas, tudo bem que são 17 golos mas metade foram de penalty, e de um defesa-central.

A meu ver é por este defesa central que passa a existência de uma nova parelha defensiva no Benfica. É ter Rúben Dias e mais um, na ordem dos 4/5 milhões de euros, dado o reduzido orçamento de 20 milhões dados por Vieira para gastar em reforços, que passa a construção de uma nova equipa e de uma nova defesa.

Bem sei que 20 milhões soa a pouco, mas isso vão ser núpcias para uma crónica em Janeiro quando já existirem nomes em cima da mesa e negócios fechados. Já agora, se der para vender o Rafa, o Gabigol, o Douglas, o Salvio e um ponta de lança, seja Jiménez ou Seferovic, melhor. Ah, e o Vitória.

Foto de Capa: SL Benfica

Neil Robertson volta aos troféus 18 meses depois

0

Cabeçalho modalidades

Concluiu-se este fim-de-semana o Scottish Open, torneio disputado na Emirates Arena, em Glasgow. Neil Robertson, o australiano de 35 anos, que já não vencia um torneio pontuável para ranking há 18 meses, foi o grande vencedor do torneio, conquistando uma reviravolta mágica na final disputada com Cao Yupeng, que assim se mantém sem vencer nenhum grande torneio em toda a sua carreira.

Na primeira ronda do torneio, como vem sendo hábito em todos os torneios, existiram diversas surpresas: Mark Allen, Shaun Murphy, Barry Hawkins e Mark Williams, todos eles jogadores de Top-10 mundial, acabaram por ser eliminados frente a Ben Woollaston (32º), Daniel Wells (63º), Jamie Jones  (48º) e Xu Si (40º), respectivamente.

Destaque ainda para a vitória de Cao Yupeng por 4-0 frente a Andrew Higginson, não pela grande surpresa do resultado, mas pelo facto de Cao Yupeng ter conseguido conquistar uma tacada máxima de 147, a primeira da sua carreira e a única deste torneio.

Cao Yupeng, o finalista vencido do torneio, conquistou o primeiro 147 da sua carreira Fonte: World Snooker
Cao Yupeng, o finalista vencido do torneio, conquistou o primeiro 147 da sua carreira
Fonte: World Snooker

O chinês Ding Junhui, que ainda ocupa a quarta posição do ranking mundial, mas que esta época tem sido um candidato crónico a ser eliminado nas primeiras rondas dos torneios, conseguiu vencer os dois primeiros encontros, mas viria a ser derrotado por 4-3 na terceira eliminatória, em confronto com Rory McLeod (56º).

Na quarta ronda, o elemento do Top-10 mundial a cair seria Marco Fu, que acabou eliminado por Xiao Guodong (34º), que assim atingiu os quartos-de-final da competição, onde acabou por cair aos pés daquele que viria a ser o vencedor do torneio. Neil Robertson venceu Xiao por 5-4.

Nesta ronda realizava-se um dos jogos que mais prometeu este torneio, frente a frente estavam John Higgins (quinto do ranking mundial) e Ronnie O’Sullivan (segundo), dois pesos pesados do snooker, mas apesar do entusiasmo existente antes do jogo, o mesmo acabou por se revelar de sentido único. Higgins destruiu Ronnie por esclarecedores 5-0.

Nos outros dois jogos, Cao Yupeng (67º) venceu Ricky Walden (23º) por 5-3 e Judd Trump (3º) derrotou Stephen Maguire (18º) por 5-2. Nas meias-finais, Cao Yupen deu seguimento ao bom torneio (e época) que estava a realizar e derrotou Trump por 6-4, enquanto John Higgins, depois do brilharete frente a O’Sullivan, acabou por cair aos pés de Neil Robertson, saindo derrotado por 6-3.

Europeus de Natação de Pista Curta: Domínio russo em prova de muitos recordes portugueses

0

Cabeçalho modalidadesNo decorrer da passada semana foram disputados na Dinamarca os Campeonatos Europeus de Natação de Pista Curta. Depois de, em 2013, a Dinamarca ter organizado esta competição na cidade de Herning, voltou a ser o país organizador nesta que foi a 19ª edição destes campeonatos, sendo os mesmos disputados em Copenhaga, na Royal Arena.

Nestes campeonatos europeus, como tem sido uma tendência, foram batidos diversos recordes, pessoais, nacionais e, inclusivamente recordes europeus e mundiais.

Destaque para três recordes mundiais, dois deles alcançados pela selecção holandesa, onde Ranomi Kromowidjojo, Femke Heemskerk, Tamara van Vliet e Valerie van Roon conquistaram o ouro nos 4 x 50 m Livres Femininos e as mesmas Ranomi Kromowidjojo e Femke Heemskerk se juntaram a Nyls Korstanje e Kyle Stolk para bater o recorde do mundo nos 4 x 50 m Mistos e dar mais uma medalha de ouro ao seu país.

Foi este o 'palco' da competição Fonte: Federação Portuguesa de Natação
Foi este o ‘palco’ da competição
Fonte: Federação Portuguesa de Natação

Os Russos Kliment Kolesnikov, Vladimir Morozov, Sergey Fesikov e Mikhail Vekovishchev, levaram para casa uma das 9 medalhas de ouro conquistadas pela sua selecção ao bater o recorde dos 4 x 50 m Livres Masculinos.

A selecção Russa foi mesmo a grande dominadora desta competição, vencendo um total de 18 medalhas (9 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze), sendo a Itália com 17 (5 de ouro, 7 de prata e 5 de bronze) a que mais se conseguiu aproximar deste registo. A fechar o pódio ficou a selecção da Hungria com um total de 13 medalhas (8 ouros, 3 pratas e 2 bronze).

Holanda (11 medalhas) e França (8) completam o Top-5 de países com mais medalhas nesta competição.

Alemanha, Suécia e a organizadora Dinamarca ficaram próximas destes registos, conquistando cada uma delas 7 medalhas.

Defender para vencer

0

Cabeçalho modalidadesDiz o velho ditado que “o ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos” e Mike D’Antoni parece finalmente ter percebido isso. Habituado a formar autênticas máquinas ofensivas, D’Antoni nunca venceu a NBA. Os Rockets já eram uma das melhores equipas no ano passado, mas faltava algo, que Chris Paul e mais alguns jogadores trouxeram. No Oeste, os Warriors continuam a ser o alvo a abater, um alvo que nunca esteve tão perto da mira de James Harden e companhia como neste momento.

Mike D’Antoni ficou conhecido dos aficionados da NBA pelo seu “run and gun” ou a regra dos “seven seconds or less”, que consiste em jogar o mais rapidamente possível, aproveitando a desconcentração do adversário no caminho para a defesa para marcar muitos pontos. Mas D’Antoni nunca se preocupou muito com o que a sua equipa fazia do outro lado do campo. Os conjuntos de D’Antoni sempre foram espetaculares, mas nunca os melhores. Isso parece ter indícios para mudar esta temporada, com o treinador a dar maior foco à defesa, mesmo mantendo um basquetebol atrativo a nível ofensivo.

No verão, Houston viu chegar Chris Paul, base reconhecido pela capacidade de organização ofensiva mas, também, pela qualidade na defesa. Com um James Harden dono e senhor da bola no ataque, D’Antoni ofereceu as chaves da defesa a Paul e montou uma equipa com um claro general de cada lado do campo. Embora ainda permita demasiados pontos, muito por culpa também da velocidade com que os Rockets gostam de jogar, a equipa de Houston está nos lugares cimeiros da tabela em termos defensivos e, como consequência disso, são a equipa com melhor recorde da liga.

Chris Paul chegou este verão e já comanda as operações em Houston Fonte: Houston Rockets
Chris Paul chegou este verão e já comanda as operações em Houston
Fonte: Houston Rockets

Para além de Paul, Ariza, Capela e os recém-chegados PJTucker e Mbah a Moute oferecem garantias suficientes do lado defensivo para que a estrela da equipa e, novamente candidato a MVP, James Harden, se concentre quase em exclusivo em criar no ataque da turma de Mike D’Antoni. Sim, os Rockets já tinham algumas peças com capacidade defensiva, mas tal como no ataque, é preciso alguém que comande. Quem comandava era James Harden, que não é de todo um exemplo a seguir em termos defensivos. Com Chris Paul, os Rockets têm uma das vozes mais respeitadas do jogo a controlar a defesa, dando um contributo menos constante, porém mais eficaz no ataque.

A equipa da cidade dos foguetões continua a ter uma tarefa árdua no Oeste, uma vez que o que eles sabem fazer agora, já os Warriors fazem há uns bons meses. Mas já é um começo para os Rockets, que se mostram neste momento como a principal ameaça ao trono que pertence à malta de Golden State. Excelente trabalho de D’Antoni, conseguindo juntar duas estrelas que precisam da bola nas mãos, sabendo usá-las em seu total proveito.

Foto de Capa: Houston Rockets

 

Daniel Podence, o mágico

0

sporting cp cabeçalho 2

O jovem formado na Academia de Alcochete realiza a sua quarta temporada no futebol sénior. Depois de vencer o campeonato nacional de Juniores, destacou-se na equipa “B” do Sporting fazendo um total de 79 jogos, nos quais marcou nove golos.

Na temporada passada, Daniel Podence conseguiu a sua afirmação no mais alto nível do futebol português. Podence esteve ao serviço do Moreirense, onde fez parte da histórica conquista da Taça da Liga, com Francisco Geraldes e sob a liderança do mister Augusto Inácio. Com a camisola do clube de Moreira de Cónegos, o jovem leão disputou dezoito jogos e marcou por quatro ocasiões, sendo uma peça essencial para a equipa minhota.

Na segunda metade da época, Daniel Podence regressou a casa, para vestir a camisola verde e branca, tendo estado às ordens de Jorge Jesus. Mesmo com a concorrência de nomes como Alan Ruiz ou Bryan Ruiz, o mágico formado na Academia de Alcochete alinhou em treze partidas.

Daniel Podence tem tido um papel de destaque na equipa do Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal
Daniel Podence tem tido um papel de destaque na equipa do Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Na presente temporada, Daniel Podence tem-se afirmado um verdadeiro talento do futebol português. Com a camisola do Sporting, Podence já deu o seu contributo à equipa em quinze jogos, distribuídos entre Liga NOS, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga. Nestes quinze encontros, o jovem tem sido um atleta que tem crescido com a equipa e já é um dos jogadores com mais assistências, oito passes para golo.

Mais um talento proveniente da Academia de Alcochete, que está a dar os seus primeiros passos rumo ao topo. Daniel Podence é um verdadeiro quebra-cabeças para as defesas contrárias, com uma enorme qualidade técnica, com visão de jogo, muito forte no um contra um, e ainda com uma qualidade de passe muito acima da média, comprovada pelo número de assistências que soma. Além das suas qualidades, estamos perante um atleta com garra e atitude, que deixa tudo em campo e por isso, um verdadeiro leão.

Daniel Podence poderá vir a ser mais uma estrela do futebol português, caso consiga unir as suas qualidades técnicas e tácticas, a muito empenho, capacidade de trabalho e esforço para evoluir e melhorar de dia para dia. Daniel Podence é mais um talento “made in Sporting”.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Sporting CP 6 – 0 CF União da Madeira: Leão esfomeado prepara Consoada na Taça da Liga

0

sporting cp cabeçalho 2

O Sporting CP venceu hoje o CF União da Madeira por 6-0, em jogo a contar para a segunda jornada da Taça da Liga. O horário do jogo não era o mais atrativo, mas fosse a que hora fosse, as duas equipas precisavam de vencer para quebrar o empate pontual que vigorava depois da primeira jornada. Para isso, Jorge Jesus manteve a maioria das suas peças essenciais, mas fez entrar Salin, Bruno César, Bryan Ruiz e Doumbia. Já Ricardo Chéu alterou dois jogadores, trocando Mendy e Malfleury por Mica e Junior, respetivamente. Onzes quase na máxima força, portanto, para atacar a qualificação para a Final Four da Taça CTT.

O início da partida foi muito pobre: ambas as equipas travavam uma “batalha” a meio-campo, falhando constantemente no último passe. O Sporting apostava mais na posse de bola, mas sem materializar em ocasiões, enquanto o União da Madeira se focava no contra-ataque, mas com más decisões no capítulo do último passe. O jogo só acordou mesmo a partir do vigésimo minuto: Doumbia recuperou uma bola a meio-campo, seguiu pujante na jogada individual fugindo à pressão adversária e, frente-a-frente com o guarda-redes Chastre, atirou a contar para o primeiro golo da partida. 1-0 aos vinte minutos, no primeiro momento de interesse da partida.

O golo do costa-marfinense foi, de resto, o despertador para um jogo sonolento até então: na resposta imediata do União, no minuto seguinte, Luan atira cruzado, numa bola defendida a meias por Salin e pelo poste da sua baliza. A jogada deu ânimo à equipa insular, que voltou a assustar ao minuto 28, por Rodrigo Henrique, remate que desta vez saiu diretamente para as bancadas e que teve resposta direta dos “leões”, com um remate de Podence ao ferro da baliza de Chastre. Nessa altura ainda “cheirou a golo” para os homens de Alvalade, mas o corte defeituoso de Romaric e o remate de Bryan Ruiz falharam o alvo.

O perigo na área madeirense tinha chegado para ficar e até ao intervalo o Sporting ainda tentou mais três vezes o segundo golo. Primeiro com remates de Acuña e Doumbia, ambos defendidos sem grande dificuldade pelo guardião Chastre; depois com Sebastián Coates, a fuzilar a baliza dos madeirenses, mas com a barra a devolver o remate do uruguaio. A equipa da casa saía então, merecidamente, a ganhar por 1-0, com domínio do encontro em posse e em remates, apesar de um início de jogo mais aborrecido.

Alvalade aqueceu na entrada para a segunda parte, construindo a goleada Fonte: Sporting Clube de Portugal
Alvalade aqueceu na entrada para a segunda parte, construindo a goleada
Fonte: Bola Na Rede

Já o segundo tempo começou sem alterações táticas nos dois lados e com o Sporting a entrar a todo o gás: primeiro Doumbia, em jogada individual, tentou replicar o primeiro golo; depois a bola entrou mesmo, num cabeceamento fulminante de Jéremy Mathieu, na sequência de um pontapé de canto, sem hipóteses para Chastre. O domínio era total por parte da equipa do Sporting, com uma avalanche ofensiva, sem precedentes no jogo. Bruno Fernandes e Bas Dost, acabadinhos de entrar para os lugares de Bryan Ruiz e Bruno César, respetivamente, deram sangue novo ao jogo e testaram de imediato os reflexos do guarda-redes do União. Depois disso, ainda Bas Dost voltou a somar mais um remate leonino ao ferro.

E se Chastre esteve bem nesses momentos, acabou por ser infeliz minutos depois: bola bombeada para a área, muito puxada para a zona do guarda-redes, e este acabou por defender contra Doumbia, que bisou assim na partida e aumentou o resultado para 3-0. Domínio total do Sporting, que “ganhava o jogo” ao minuto 60, sem hipótese para o adversário.

Apesar de o resultado já não exigir muito da equipa leonina, esta não abrandou o ritmo e aumentou o marcador seis minutos depois: o passe de Bruno Fernandes a cortar a defesa insular é fantástico e isolou Bas Dost. O holandês foi altruísta e tocou para Gelson Martins, que com a baliza completamente aberta empurrou para o 4-0, abrindo a goleada.

Mas não acabou aqui, com o leão a mostrar-se esfomeado e a dar uma bonita prenda aos alguns milhares de adeptos que ainda foram a Alvalade nesta noite fria de quarta-feira. Em dois minutos, aos 78 e aos 80, respetivamente, marcaram Coates e Iuri Medeiros – o uruguaio, vindo de trás, foi servido por Podence e atirou à saída do guarda-redes Chastre. Já o golo de Iuri, foi “apenas” o golo da noite – um tiraço na esquina da área, perfeitamente colocado, com a bola a fugir ao guardião madeirense e a entrar junto ao poste da baliza.

O Sporting venceu assim o União da Madeira por 6-0, subindo assim ao primeiro lugar do grupo B da Taça da Liga, com quatro pontos, uma prenda de Natal perfeita para os adeptos leoninos. Já o União da Madeira mantém-se com apenas um ponto, empatado com Belenenses e Marítimo, que ainda não jogaram para a segunda jornada da competição.

SL Benfica 2-2 Portimonense SC: Vergonha Alheia

0

sl benfica cabeçalho 2

Foi em pleno Estádio da Luz que o Benfica enfrentou os algarvios e viu as suas hipóteses de seguir para a próxima fase da Taça da Liga se reduzirem quase a zero. Em caso de vitória do Vitória FC frente ao SC Braga, os setubalenses seguem em frente, eliminando o Benfica, Braga e Portimonense da Taça CTT.

O Benfica não podia ter começado melhor o jogo, com um golo do suspeito do costume, Jonas, logo no primeiro minuto de jogo. Cruzamento atrasado vindo do lado esquerdo do ataque encarnado e Jonas a encostar para o golo inaugural da partida.

O jogo prosseguiu com domínio das águias, embora ficando sempre na mente um jogo confuso. Jonas era o jogador que mais se destacava, estando sempre presente nos lances do Benfica.

Quando parecia que o jogo estava no seu auge de equilíbrio, Lisandro Lopez fazia o segundo golo dos encarnados após canto marcado por Pizzi. Assim, o Benfica levava para intervalo uma vantagem confortável, de dois golos, e encaminhava-se para concluir a primeira vitória desta edição da Taça CTT na segunda parte, depois de regressar dos balneários.

Lisandro Lopez marcou o seu primeiro golo desta época pelos encarnados  Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Lisandro Lopez marcou o seu primeiro golo desta época pelos encarnados
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

No entanto, os algarvios fizeram de Benfica, marcando no decorrer do segundo minuto da segunda parte, reduzindo a desvantagem para o mínimo logo a abrir os últimos 45 minutos da partida, através de uma bola parada, relançando o jogo.

O Benfica continuava ao sabor do futebol de Jonas, numa partida em que houve muito deste que é o melhor jogador das águias, e jogava o quanto baste para manter a margem mínima.

Samaris deu lugar ao jovem norte-americano, Keaton Parks, e Zivkovic, que pouco ou nada acrescentou ao jogo enquanto esteve em campo, parecendo até ainda acusar o vermelho no Dragão, saiu, para Diogo Gonçalves lhe ocupar o lugar. O Portimonense também viria a ver-se obrigado a mexidas, pela segunda vez, devido a lesão: depois de Paulinho na primeira parte, foi Tabata que teve de sair na segunda.

Enquanto o Portimonense continuava a crescer, o Benfica começava a sufocar e à espera do apito final. Eram várias as investidas dos algarvios, mas faltava um pouco mais para finalizar as jogadas e repor a igualdade no marcador.

Rui Vitória decidiu descansar Pizzi e colocar Seferovic, esperando que o suíço fosse o elo que faltava para aumentar a vantagem para duas bolas novamente, mas não correu bem. Seferovic não marca desde a vitória por 3-1 frente ao Desportivo das Aves, e assim se manteve, ao mesmo tempo que o meio campo do Benfica, que agora só tinha dois jogadores, fraquejava e dava mais liberdade aos homens de Vitor Oliveira.

A reposição da igualdade deu-se aos 84 minutos, na sequência de um canto. Demasiado espaço dado pela defensiva do Benfica e o Estádio da Luz foi silenciado por Jadson.

No fim, acabou tudo como começou, isto é, empatado. Com este resultado, o Benfica fica em sério risco de se despedir de mais uma prova, depois de dizer adeus às competições europeias e à Taça de Portugal.

Crystal Palace: A recuperação dos ‘Eagles’ tem ‘British Smile’

0

Cabeçalho Liga Inglesa

Sete jogos sem perder fazem o Crystal Palace respirar melhor na Premier League depois de um início de campeonato angustiante. Roy Hodgson é o rosto da recuperação dos ‘Eagles’.

Se, em 2016/17, foi Sam Allardyce o salvador da equipa ao resgatá-la dos lugares do abismo da tabela classificativa, parece agora surgir outra “Velha Raposa” a dar estabilidade ao clube que luta por fugir à “relegation”.

A vitória expressiva (3-0) na casa do Leicester, campeão inglês de 2015/16, fala um pouco daquilo que são as traves-mestras da formação que tem em Benteke e Zaha dois dínamos na frente de ataque, sendo apoiados na zona intermédia por jogadores como Townsend ou James McArthur ou até Cabaye.

 

A vitória fora frente ao Leicester foi o pecúlio de sete jogos sem perder na ‘Premier’ Fonte: Premier League
A vitória fora frente ao Leicester foi o pecúlio de sete jogos sem perder na ‘Premier’
Fonte: Premier League

É essa a chave. Tão inglesa. ‘Old fashion way’. Como ‘Big Sam’ tinha rentabilizado na época passada e ao contrário do que Frank Boer (não) fez e que o levou a ser despedido ao cabo de quatro jornadas sem qualquer ponto.

Da 5ª à 18ª jornada, a equipa conquistou 17 pontos e ocupa agora a 14ª posição da classificação sem nada de grandes invenções, até porque falamos de um treinador de 70 anos que já estava há um ano sem treinar, depois da seleção inglesa, mas que não esqueceu tudo o que bebeu de sabedoria ao longo de tantos anos de futebol britânico e não só.

Tem ‘british smile’ a forma dos ‘Eagles’. Objetiva e direta. Com 4x4x2 e pleno de oportunidade e assim é que certamente os seus adeptos querem continuar vendo a sua equipa e o seu treinador. Em busca dos seus objectivos, mas bem cientes do que querem e do que podem fazer. No banco está alguém que sabe muito bem projetar metas porque o passado dá uma sabedoria que, quer queiramos quer não, é em si história do futuro.

Foto de capa: Crystal Palace

Os emails não revelados: Presidente do Gil Vicente FC escreve a todos os adeptos do clube

Cabeçalho Futebol Nacional

Bom dia caríssimos sócios, adeptos e simpatizantes deste nosso grande e amado clube.

É de coração cheio e repleto de contentamento que vos escrevo estas pequenas linhas. A última semana foi uma semana de enorme contentamento porque 11, sim é verdade, 11 anos depois se fez justiça. Nós VAMOS VOLTAR À PRIMEIRA LIGA, de onde nunca devíamos ter saído. Foi uma vergonha o que fizeram connosco. A maior vergonha do Futebol Português. Assim como foi uma vergonha estarem 11 anos para resolverem algo que nunca devia sequer ter acontecido. Mas bom… Não é para vos falar sobre esta última década que vos escrevo, mas antes sobre a próxima.

Caros Gilistas: é tempo de nos prepararmos para o futuro que aí vem. É tempo de mostrar de que fibra somos feitos. De mostrar ao país que Barcelos é muito mais que uma terra de gente boa, de gente amiga do seu amigo, hospitaleira, lutadora e de raízes simples e humildes. É tempo de lhes mostrar que o galo está bem vivo, e que esse galo irá cantar aos ouvidos de cada um deles desde madrugada até ao pousar do sol. É tempo de lhes mostrar que o nosso clube fez falta. Que fez muita falta!

Francisco Dias da Silva assumiu a Presidência do Gil Vicente FC em Maio de 2017 Fonte: gilvicentefc.pt
Francisco Dias da Silva assumiu a Presidência do Gil Vicente FC em Maio de 2017
Fonte: gilvicentefc.pt

Temos um ano e meio para preparar este regresso, e assim sendo, vamos prepará-lo minuciosamente. Durante o tempo que nos separa do regresso, iremos dentro das quatro linhas (e não levem a mal), andar por aqui à espera que o tempo passe. Não queremos passar vergonhas, mas pedimos a cada um de vós, que neste ano e meio consigam deixar de lado um pouco o presente e que preparem o vosso corpo e mente para o futuro belo que se avizinha.

Não vamos andar a investir para nada, porque a verdade é que temos um ano e meio de preparação para o que realmente importa. Sentimo-nos como se fossemos o país organizador da próxima grande competição de selecções, tendo assim um longo período de “aquecimento” com uma série de amigáveis para esse grande momento que há-de chegar. Até lá iremos observar os possíveis “seleccionáveis” e alinhavar a estratégia mais correcta para que tenhamos um ano como aquele que esperamos.