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ATP NextGen Finals – invenção ou inovação?

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Cabeçalho modalidadesA primeira edição do ATP NextGen Finals está prestes a começar; uma “réplica” do ATP World Tour Finals dedicada exclusivamente a atletas sub-21. A proposta é interessante logo à partida, dando oportunidade, aos fãs, de verem as novas pérolas do ténis mundial num registo de altíssima competitividade e aos atletas de terem um “gostinho” daquilo que pode vir a ser uma realidade num futuro mais ou menos próximo. Mas a organização do torneio não se ficou por aqui em termos de novidades. Esta prova vem aplicar à competição pela primeira vez várias (10) alterações já apresentadas às “autoridades” mundiais do ténis e que poderão causar bastante confusão aos adeptos e também aos atletas:

  1. Os encontros serão disputados há melhor de cinco ‘short sets’ (sets até aos 4 jogos, com tie-break a 3-3);
  2. Os jogos serão decididos, em ultimo caso, com ponto de ouro. Ou seja, aos 40-40, quem vencer o ponto seguinte vence o jogo. Pela primeira vez, quem escolherá o lado para onde servir será mesmo o servidor (e não quem responde, à semelhança do que se faz em provas de pares);
  3. Não haverá let. Caso a bola bata na tela no serviço, jogar-se-á o ponto a partir daí;
  4. Não haverá juízes de linha. Todas as chamadas serão dadas pelo árbitro de cadeira, auxiliado por olho de falcão permanente, em todas as linhas do campo;
  5. O court será delimitado por linhas de singulares, apenas;
  6. Desde o momento de entrada no court, os jogadores terão 5 minutos exatos para jogar o primeiro ponto;
  7. Apenas uma paragem médica é permitida a cada jogador durante o encontro;
  8. Os jogadores estarão autorizados a receber instruções dos seus treinadores entre os sets, através de auriculares;
  9. Estará presente no court um cronómetro (à semelhança do basquetebol) que contará de forma decrescente 25 segundos entre os pontos, evitando excessos;
  10. O público pode movimentar-se livremente nas bancadas laterais.

No que toca às estrelas propriamente ditas, o torneio sofreu uma baixa que, apesar de última hora, já era esperada: o número 1 da classificação sub-21 Alexander Zverev decidiu focar-se no Masters dos “graúdos” (que começa já no dia 12 de Novembro), já que não é todos os dias que se disputa essa prova, ainda para mais sendo o 3º classificado na classificação geral ATP. Outra ausência notável é o grego Stefano Tsitsipas que, apesar de ser um dos melhores jovens da atualidade, não conseguiu recuperar do mau início de temporada e, assim, chegar ao lote dos 8 apurados tendo sido.. 9º.  Ainda assim, os dois atletas, Sascha Zverev e Tsitsipas aceitaram o convite da organização e disputarão um encontro amigável em Milão. Assumem-se assim como principais figuras Borna Coric, Andrey Rublev e Denis Shapovalov que prometem lutar para mostrar que estão aí, e vieram para ficar. Já as inovações (ou invenções) trazidas pela organização do torneio, essas, veremos se ficam de vez na modalidade ou não.

Denis Shapovalov foi um dos jovens que mais se destacou na presente temporada Fonte: Denis Shapovalov
Denis Shapovalov foi um dos jovens que mais se destacou na presente temporada
Fonte: Denis Shapovalov

Grupo A

Andrey Rublev
Denis Shapovalov
Hyeon Chung
Gianluigi Quinzi (que se qualificou através de uma prova prévia que reuniu apenas os 8 melhores tenistas da casa – neste caso, italianos)

Grupo B

Karen Khachanov
Borna Coric
Jared Donaldson
Daniil Medvedev

Foto de Capa: NextGen ATP Finals

Momento certo para parar

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sporting cp cabeçalho 2

Esta paragem no campeonato para compromissos da Selecção Nacional cai que nem ginjas no plantel principal do Sporting Clube de Portugal.

Após um jogo menos conseguido na última jornada para o campeonato nacional contra o Sporting de Braga e que deixou marcas quer no plantel, quer na estrutura, este é o momento certo para parar e recuperar para voltar à luta pela vitória do título de campeão nacional.

É tempo de recuperar da onda de lesões que assola o plantel, é tempo de Jorge Jesus parar e pensar a táctica e a estratégia que pretende para a sua equipa, é tempo de recuperar psicologicamente o plantel e torná-lo mais forte, é tempo de repensar a estratégia de comunicação do futebol, é tempo de repensar a postura que queremos que a estrutura do Sporting Clube de Portugal tenha no futebol português.

Jorge Jesus começa a ser ponderado e racional na sua comunicação (que não deixa de ser “engrassada”), mas não está a ser seguido pela estrutura leonina. De nada adianta criar este clima de suspeição e de constantes ataques contra o mundo. A melhor estratégia é passar ao lado de “certas e determinadas situações”… “não sei se me estão a entender”.

Jorge Jesus tem agora 10 dias para recuperar a equipa e aumentar os níveis de confiança do plantel. Está na altura de nos prepararmos para a guerra do campeonato Fonte: Sporting Clube de Portugal
Jorge Jesus tem agora dez dias para recuperar a equipa e aumentar os níveis de confiança do plantel. Está na altura de nos prepararmos para a guerra do campeonato
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Também me preocupa a onda de lesões que está a assolar a equipa… os jogadores parecem “tordos a cair” e o corpo não parece reagir à vontade do atleta. A repetição do onze que jogou contra a Juventus no jogo, contra o Sporting de Braga parecia a “noite e o dia”. Após uma enorme exibição contra a toda-poderosa Juventus, no jogo contra o clube minhoto era incrível como o poderio físico dos jogadores não acompanhava a vontade dos mesmos em ganhar.

Também tem de se pensar em defender os activos do Sporting. É tempo de pensar o que se quer fazer com jogadores do plantel principal que parece que se eclipsaram das convocatórias e de preservar alguns jogadores “menos amados” do plantel verde-e-branco. A entrada de Alan Ruiz, um jogador que está com alguma falta de confiança e com a crítica da massa adepta leonina, num jogo que estava com uma enorme pressão, tinha tudo para correr mal. Felizmente o argentino foi o “salvador” do pontinho.

Agora é aproveitar esta paragem, reunir as tropas, limpar as armas, afinar a pontaria e partir para a guerra!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Semana de resultados francamente positivos, com o Voleibol masculino a retomar o caminho dos triunfos, o Andebol a vencer o Boa Hora e a dar luta ao Montpellier, o Futebol feminino a aproveitar o deslize alheio e o Voleibol feminino a eliminar uma equipa do escalão acima, mas o grande destaque vai para o registo 100% triunfante do Goalball na Liga dos Campeões da Modalidade. Pela negativa, surge essencialmente o marcar passo do Futebol masculino no Campeonato Nacional.

Futebol masculino | Grande noite Europeia em Alvalade, com o Sporting a pôr em sentido a hexacampeã italiana e vice-campeã europeia Juventus. Um Leão destemido, com garra, alma e atitude, conseguiu inclusive adiantar-se no marcador, mas a formação de Turim acabou por conseguir igualar a contagem já na segunda parte. Fica tudo mais complicado no que toca ao apuramento para os Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões, relativamente à Liga Europa fica tudo praticamente na mesma, até porque, no outro jogo do grupo, Barcelona e Olympiacos não conseguiram desfazer o nulo. Última nota para as sóbrias exibições de elementos menos utilizados, nomeadamente Ristovski. A fatura do esforço de Terça-Feira foi paga no jogo de Domingo com o empate a dois na recepção ao SC Braga que atrasa o Sporting em mais dois pontos! Um cansaço que apenas poderá ser explicado nas segundas linhas que preenchem os lugares dos lesionados, isto porque afinal de contas os minhotos até tinham menos dois dias de descanso. Segue-se novo período de paragem para compromissos das selecções, com a competição a regressar no dia 16 (Taça de Portugal) a Alvalade.

Futebol feminino | Triunfo expressivo frente ao União Ferreirense por 8-0 na sexta jornada do Campeonato Nacional. As Leoas aumentaram para cinco pontos a distância pontual para o rival SC Braga que empatou na deslocação a Vila Verde. No Domingo, a turma às ordens de Nuno Cristóvão desloca-se ao reduto da UR Cadima.

Leoas cimentam liderança Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino
Leoas cimentam liderança
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Basquetebol em Cadeira de Rodas | O Sporting perdeu com o Alcoitão por 42-36. Na próxima jornada, o duelo será com a ADP Braga, actual campeão nacional.

Futsal masculino | Invictos e isolados, é este o ponto de situação dos pupilos de Nuno Dias. A meio da semana, acerto de calendário e triunfo por 1-4 no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Gaia ante o Módicus, no Domingo vitória por iguais números, mas no Pavilhão João Rocha perante o CCRD Burinhosa. Seguem-se duas deslocações nesta semana: Restelo (Belenenses) na Quarta-Feira, jogo antecipado pela participação dos Leões na UEFA Futsal Cup, e Valbom (Unidos Pinheirense) no Domingo.

Futsal feminino | Triunfo frente ao Arneiros por 4-1 que permite à turma Leonina consolidar o segundo lugar da Zona Sul. Na próxima jornada, as Verde e Brancas “recebem” o UA Povoense.

Chelsea FC 1-0 Manchester United: United de Mourinho impotente face ao poderio do Chelsea de Conte

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Cabeçalho Liga Inglesa

Não sendo um dérbi, o confronto que opõem Chelsea FC e Manchester Utd é um dos grandes clássicos do futebol inglês que qualquer adepto do futebol não hesita perder. Jogou-se hoje, dia 05 de novembro de 2017, mais um embate entre estes dois emblemas históricos do futebol inglês. A equipa do Chelsea partiu para esta jornada no quarto lugar com 19 pontos e o Manchester United, no segundo posto, com 23.

O jogo foi, na sua globalidade, comandado pelos londrinos, que se revelaram sempre mais esclarecidos e agressivos em campo ao longo da partida. O United andou sempre “às aranhas”, procurando aqui e ali, uma brecha na muralha londrina para se adiantar no marcador. Nunca esteve por cima do Chelsea, procurando sempre os erros da equipa adversária. E, nestes jogos, jogar assim pode pagar-se caro, muito caro. E foi isso, precisamente, que veio a acontecer.

A primeira parte do jogo um Chelsea mais Senhor do jogo, assumindo desde muito cedo o comando do meio-campo. Neste setor, Herrera e Matic do lado da formação de Manchester foram completamente cilindrados pelo poderio físico, técnico e tático de Kanté e Fàbregas, sempre muito perspicazes na leitura e nos movimentos de jogo da formação de Mourinho.

Com ambas as equipas a atuarem num sistema de três centrais, o United explorava um futebol de contra-ataque uma vez que estava longe do jogo no que à posse e circulação de bola dizia respeito. Quando se encontrava em momentos defensivos, colocava apenas Lukaku como homem mais adiantado, tentando recuperar a bola na sua zona defensiva, lançando e projetando de imediato o belga no ataque, tentando apanhar a equipa do Chelsea em contrapé. Mas a estratégia de Mourinho revelou-se ineficaz face à de António Conte: o italiano colocou uma equipa a funcionar com cabeça, tronco e membros, articulada em todos os setores e fases do jogo. Foi notório, ao longo de toda a partida, uma maior facilidade do Chelsea jogar entre linhas, sendo isso determinante para a supremacia individual e coletiva dos londrinos face aos forasteiros de Manchester.

Os lances de ataque do Chelsea sucederam-se uns após os outros, logo na primeira parte: ao minuto 11 o endiabrado Tiemoué Bakayoko remata em posição frontal para a baliza do United; ao minuto 18 remate de cabeça do espanhol Cesc Fàbregas que sai ao lado da baliza de De Gea; ao minuto 32 passe sublime de Fàbregas para Morata rematar para defesa fácil do seu compatriota De Gea; ao minuto 40 cabeceamento perigosíssimo do defesa Andreas Christensen que sai por cima da barra da equipa comandada por Mourinho, após um canto batido de forma bastante eficaz por Fàbregas.

Na equipa do United, destacava-se a mobilidade do arménio Henrikh Mkhitaryan, sempre muito irrequieto na zona ofensiva da equipa de Mourinho, oscilando entre a direita do ataque, passando pela esquerda e indo mesmo, por vezes, para as costas do avançado Lukaku. Mourinho tentava com essa mobilidade do arménio saturar a paciência dos defesas londrinos. Mas estes não se deixaram enganar, foram sempre mais maduros, conscientes e frios ao longo do jogo.

Lingard (dir.) saiu do banco para tentar mudar o rumo do encontrou mas não conseguiu  Fonte: Talksport
Lingard (dir.) saiu do banco para tentar mudar o rumo do encontrou mas não conseguiu
Fonte: Talksport

A segunda parte iniciou-se de forma bastante semelhante à forma como tinha terminado a primeira: continuava a supremacia do Chelsea, assumindo as despesas do jogo, dificultando a equipa de Mourinho nas suas saídas ofensivas. Do lado do Chelsea, destacava-se de forma cada vez mais veemente o elo entre dois jogadores: Cesc Fàbregas e Eden Hazard, uma ligação perfeita, carregada de entendimento e de coordenação.

Ao minuto 53 acontece o prelúdio daquilo que veio a acontecer um minuto mais tarde: remate perigoso de Hazard em frente a De Gea. Mas a desinspiração do belga impediu que se alterasse o zero a zero que se registava no marcador. Mas, um minuto mais tarde, registou-se o momento fatal de toda a partida: Morata cabeceou após um cruzamento da direta telecomandado de César Azpilicueta, fazendo o merecido um a zero para a equipa de Londres. O um a zero a favor da equipa de Conte fazia com que Mourinho refletisse bastante no banco de suplentes do United. O português tentava engendrar uma fórmula mágica para superasse os inspirados pupilos de Conte. Foi então que realizou uma dupla substituição: lançou, ao minuto 62 o belga Fellaini para render Phil Jones e entrou também para o jogo o francês Anthony Martial rendendo o arménio Mkhitaryan. Conte respondeu, mais tarde, aos 66 minutos, com a entrada do alemão Antonio Rudiger rendendo David Zappacosta.

Mas Fellaini veio a espelhar em campo aquilo que se passava coletivamente na sua equipa: por um lado, a desinspiração e, por outro lado, a ansiedade. Aos 74 minutos perde a bola de forma infantil para Bakayoko no meio-campo, que culmina numa corrida e posterior remate do francês à baliza do United, um remate carregado de desejo de golo. Fellaini ficou a olhar o desfecho do lance, pedindo aos deuses que aquela bola não entrasse e se fechasse com isso a esperança, já reduzida, do United disputar um resultado mais positivo.

Ao minuto 77 entra na equipa de José Mourinho Jesse Lingard para render Ashley Young; Conte respondia nessa altura com a entrada de Drinkwater para uma saída bastante aplaudida de Cesc Fàbregas que realizou, de facto, uma grande exibição. Outro jogador também bastante ovacionado em Stamford Bridge foi o belga Eden Hazard que saiu, momentos mais tarde, para dar lugar ao brasileiro Willian.

Em suma, esta equipa do United saiu derrotada por uma bola a zero do terreno do Chelsea Football Club. Mas, mais do que a derrota, parece confirmar-se aquilo que já muitos têm refletido: este United terá que suar muito para atingir o registo épico que evidencia a sua história. O jogo de hoje em Londres espelhou isso mesmo. Mas será Mourinho o homem certo para fazer aquilo que outros já tentaram e não conseguiram?

Foto de capa: Chelsea FC

Svilar, o novo “Ederson”

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sl benfica cabeçalho 1É demasiado cedo para estar a dizer que Svilar é o novo Ederson mas a verdade é que há muito Ederson em Svilar.

Svilar consegue, em milésimos de segundo, fazer-me recordar o Roberto com as saídas dos postes tão inesperadas, como fazer-me recordar Ederson com a sua segurança e tranquilidade na hora de agarrar a bola.

Na minha opinião Svilar chegou ao Benfica rotulado de equipa B, isto é, tendo em conta a idade e a falta de rodagem em palcos grandes do futebol europeu, pensei sempre que iriamos ver Svilar uma ou duas épocas ao serviço da equipa da formação. Enganei-me, o futuro do rapaz não passava pelo percurso de Ederson e a falta de bom futebol de Bruno Varela colocava Svilar no banco de suplentes e até disponível para assumir as redes da baliza. A sua aparente inexperiência ditavam que seria pouco desejável colocar Svilar em palcos Europeus ou em jogos de elevada pressão mas a verdade é que frente ao United, em ambas as partidas, vimos um Svilar gigante e que o golo sofrido na Luz mostra que vai ser um grande guarda-redes.

A constante busca por assumir-se perante os adversários em lances de risco mostra que o jovem guarda-redes quer mostrar serviço mas principalmente neste jogo frente ao Vitória SC mostrou algo que não pode mostrar assim tão cedo. No golo sofrido, Svilar tentou adivinhar para que lado Rafael Martins ia rematar e o ponta-de-lança adversário terá percebido o movimento do guarda-redes e rematou para o lado contrário. O raciocínio de Svilar só pode ser aceitável para um guarda-redes com imensos anos de experiência e mesmo assim deve jogar pelo seguro e não tentar agir além do presente.

Fonte: sbnation.com
Fonte: sbnation.com

Até ao momento vimos momentos gigantes de Svilar mas também percebemos, e ele saberá certamente, que o caminho para o sucesso individual é longo e há muito para caminhar até então. Num coletivo onde há um guarda-redes de elite mundial, Júlio César pode ser um ótimo professor.

 

Foto de Capa: Four Four Two

 

Reestruturação do campeonato português: Primeira Liga estilo MLS?

Cabeçalho Futebol NacionalO campeonato português tem sofrido sucessivas alterações ao longo dos anos, a começar pelo número de equipas participantes, que vai subindo e descendo conforme as ideias da Liga e FPF (Federação Portuguesa de Futebol). Uma revolução é, sem dúvida, necessária e bem-vinda e todas as ideias são aceitáveis na medida em que abrem a discussão e podem daí surgir alterações benéficas que revertam o monopólio conquistado pelos “três grandes”, por exemplo.

Uma dessas ideias e que vale a pena ser discutida é a alteração do modelo em que o título é discutido. Neste momento, o campeão português é coroado, claro, pela sua qualidade, mas sobretudo pela regularidade. Nada adianta arrancar a competição com cinco ou seis vitórias seguidas, quebrar nos jogos difíceis e daí em diante não pontuar.

É necessário manter a qualidade elevada e ser constante nesse aspeto. Por um lado, a justiça é quase total na atribuição do título de campeão mas o grande problema reside na invariabilidade da equipa que o consegue. As probabilidades de vencer a prova são sempre atribuídas às mesmas equipas e no final acabam por se confirmar; “são sempre os mesmos a ganhar”, ouvimos todos os anos. Um pouco à semelhança do que se passa nas competições nacionais em toda a Europa. Exceção feita à Primeira Liga inglesa, mas esse é um campeonato à parte… E a verdade é que os números o confirmam: nos últimos 15 anos, apenas dois clubes vencedores em Portugal e nos últimos 20, apenas quatro.

Quando comparado à Major League Soccer (MLS), o contraste não podia ser maior! Nos últimos 15 anos existiram 10 vencedores diferentes nos Estados Unidos e nos últimos 20, 12… Pode argumentar-se muito contra este facto mas a realidade é que os vencedores da MLS são variados e nada os impede de vencer dois e três anos consecutivos, como já aconteceu. Então, porque não acontece cá também?

A diferença está no caminho que o campeão faz até se sagrar como tal. Ao invés de jogar contra todas as equipas duas vezes, em casa e fora, e vencer quem somar mais pontos, o campeão enfrenta ainda uma fase de “playoffs”. Transpondo para o campeonato português e imaginando o que seria uma decisão através de “playoffs” em Portugal, seria algo como: a Primeira Liga dividir-se-ia em dois grupos, Norte e Sul, que jogariam entre si a chamada fase regular. Terminada esta fase, avançariam para as eliminatórias um determinado número de equipas, por exemplo, os quatro primeiros classificados de cada grupo e num sistema de eliminação direta a duas mãos, em casa e fora, encontrar-se-iam os dois finalistas que disputariam a final do campeonato.

Esta foi a fase de eliminatórias da edição de 2016 da MLS Fonte: printyourbrackets.com
Esta foi a fase de eliminatórias da edição de 2016 da MLS
Fonte: printyourbrackets.com

Este sistema aproxima-se bastante do atual da Taça da Liga. Com o país e as probabilidades divididos ao meio, seria mais fácil para aquelas equipas de “segunda linha”, como o SC Braga, Rio Ave FC ou CS Marítimo, conseguirem alcançar uma segunda fase em pé de igualdade com os três grandes e em condições perfeitamente possíveis de discutir um acesso à final e mesmo a vitória! Podia até pensar-se em alargar a Primeira Liga a mais de 20 clubes, formando, assim, dois grupos de mais de 10 equipas.

O CS Marítimo, por exemplo, que faz do seu reduto uma verdadeira mina de pontos, podia levar a discussão das eliminatórias para a sua ilha e aí carimbar acessos às fases seguintes, uns atrás dos outros. Com a experiência adquirida ao longo dos anos, poderia mesmo alcançar o título. Isto para não falar do “habitual” quarto classificado, o SC Braga, ou dos sempre perigosos Rio Ave FC e Vitória SC. A partir deste modelo, as possibilidades dos ainda crónicos candidatos perderem jogos fora de casa numa fase a eliminar é enorme. A viciação no que toca ao vencedor final esbater-se-ia com o passar do tempo.

Podemos defender que o verdadeiro é o futebol e não o soccer, mas que na MLS percebem do negócio e de competitividade… lá isso percebem.

 

Foto de Capa: MLS

Oppo International Championship 2017: Brilhou a juventude, venceu a experiência

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Cabeçalho modalidadesMark Selby, actual bi-campeão do mundo e indiscutível Nº1 do Ranking, venceu mais uma competição, onde demonstrou segurança e superioridade perante todos os adversários que teve pelo seu caminho.

Num torneio que começou com a eliminação de vários candidatos logo na 1ª eliminatória, como foram os casos do Nº 2 do Ranking, Ding Junhui, que foi eliminado por Oliver Lines (62º do Ranking), Barry Hawkins (8º) eliminado por Jack Lisowski (47º) e Ronnie O’Sullivan (9º) eliminado por Yan Bingtao (53º), Mark Selby fez um percurso imaculado, tendo eliminado Cao Yupeng (6-4), Tom Ford (6-4), Mark Williams (6-4), Robbie Williams (6-2) e Martin Gauld (9-3) no caminho até à final.

Na final disputada este Domingo, Selby teve pela frente Mark Allen, tendo batido o Irlandês por 10-7.

Destaque ainda para as participações de Robbie Williams (63º no ranking), que passou eliminatórias com Stuart Bingham (10º), Joe Perry (23º) e Neil Robertson (7º), atingindo os quartos-de-final, onde seria eliminado por Mark Selby, vencedor do torneio, e do próprio Mark Allen que para chegar à final teve de passar eliminatórias difíceis, como foram o jogo dos quartos-de-final com Judd Trump (vitória por 6-5) e meias-de-final contra a revelação do torneio, Yan Bingtao (9-2).

Balanço do Campeonato Nacional de Voleibol à 8ª Jornada

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Cabeçalho modalidadesAs previsões antes de ser efectuado o primeiro serviço do campeonato de Voleibol apontavam o Sport Lisboa e Benfica como grande candidato à revalidação do título nacional conquistado a época passada (4.º título em cinco épocas). A equipa técnica e a base da época passada mantiveram-se e, salvo algum contratempo, dificilmente o Benfica deixaria de lutar pelo título até final da época.

O Sporting CP, com uma equipa criada de raiz esta época, surgia no papel como a equipa com mais potencial para fazer frente ao Benfica. No entanto, sendo uma equipa sem rotinas de treino e de jogo, existia uma forte componente de incerteza do que poderia fazer ao longo da época.

Atrás dos dois rivais lisboetas, surgia um lote de três equipas que, com menor poderio financeiro, têm demonstrado ao longo dos últimos anos ter possibilidade para fazer frente aos clubes teoricamente mais fortes. Falamos de AJ Fonte Bastardo, SC Espinho e Castelo Maia GC.

Sporting de Espinho e Leixões são duas das mais históricas equipas em Portugal Fonte: SC Espinho
Sporting de Espinho e Leixões são duas das mais históricas equipas em Portugal
Fonte: SC Espinho

Agora que se cumpriu a 8.ª jornada do campeonato, o que significa que estamos sensivelmente a um terço da fase regular, é importante fazer um balanço de como as coisas estão a correr.

Logo na 1.ª jornada do campeonato, surgiu um jogo especial. O Benfica deslocava-se ao recém-inaugurado Pavilhão João Rocha para apadrinhar o regresso do Sporting CP ao Voleibol. O jogo seria o primeiro teste para as duas equipas e acabou por ser o Sporting a levar a melhor com uma vitória por 3-1.

Jogo Limpo: Análise à 11.ª Jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalEncerra-se mais uma jornada da nossa Primeira Liga para entrar agora numa paragem de duas semanas para compromissos de seleção e, como tal, a rubrica Jogo Limpo também entrará em paragem até ao recomeço do nosso campeonato.

Uma jornada marcada por um Sporting CP – SC Braga com muitos casos e que será certamente o jogo mais comentado desta semana na perspetiva da arbitragem. Aproveito este espaço para deixar o meu comentário e desabafo pessoal sobre o trabalho do Conselho de Arbitragem nesta época de arranque do VAR que, a meu ver, não tem sido satisfatório. Foram feitos alguns avanços importantes como a disponibilização dos relatórios para o público geral, mas continua-se a fazer erros de palmatória, neste caso considero inacreditável como é que o CA nomeia um arbitro para o VAR de um jogo tão importante, como foi o Sporting – Braga, que não viu um penalty clamoroso sobre Gelson Martins depois de consultar o VAR; exige-se mais cuidado e critério nas nomeações por parte do CA, Rui Costa não era de todo, depois deste episódio infeliz, o árbitro mais indicado para trabalhar com uma ferramenta tão importante como o VAR para um jogo desta envergadura.

Os jogadores que mais vezes vestiram azul e branco: André

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fc porto cabeçalho

António dos Santos Ferreira André, pai de André André, vestiu a camisola do FC Porto em 385 ocasiões entre 1984 e 1995, ano no qual terminou a carreira aos 37 anos de idade. Ao serviço dos azuis e brancos ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar: sete Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, seis Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental.

Atualmente com 59 anos de idade, António André marcou uma geração no FC Porto, seu clube do coração, e também no futebol português, pese embora tenha disputado apenas 20 jogos ao serviço da seleção nacional (nos quais se inclui uma passagem pelo Mundial do México 1986, de má memória para a equipa das quinas). Antes da chegada ao FC Porto André ainda jogou durante cinco épocas pelo Varzim SC, clube com o qual o vila-condense tinha também uma grande afinidade geográfica, mas em 1984 seria chegado o momento de, pela primeira vez, vestir de azul e branco.

André é tido pelos adeptos do FC Porto como um dos melhores, senão mesmo o melhor médio defensivo da história do clube (ainda que este pudesse alinhar, igualmente, na posição de médio centro). Não se tratava de um médio defensivo moderno, com uma qualidade técnica acima da média, mas antes de um jogador extremamente trabalhador, aguerrido, combativo; André era um verdadeiro rottweiler no meio-campo dos dragões, um Gennaro Gattuso à moda portuguesa. Na luta particular pelo lugar de melhor médio defensivo da história do FC Porto, apenas Costinha parece ser um concorrente à altura mas também este, aquando da conquista da Liga dos Campeões em 2004, destoava um pouco dos restantes colegas de setor pela sua menor capacidade técnica e ao nível da tomada de decisão.

António André foi, provavelmente, o melhor médio defensivo da história do FC Porto  Fonte: Pinterest
António André foi, provavelmente, o melhor médio defensivo da história do FC Porto
Fonte: Pinterest

António André, após muitos anos ligado ao FC Porto como treinador adjunto e, posteriormente, enquanto olheiro, tem atualmente no filho a sua maior ligação ao clube. André André, contrariamente ao pai, nunca foi indiscutível no meio-campo dos azuis e brancos, mas conserva muitas das suas caraterísticas: combatividade e amor à camisola, pese embora associados a algum défice ao nível da criatividade.

Sendo claramente um jogador de outros tempos, nos quais o futebol era um desporto muito mais físico, entenda-se, de duelos individuais, do que na atualidade, António André foi um futebolista marcante porque, nesse domínio, era verdadeiramente arrasador. A somar a isso, e pese embora atuasse em posições mais recuadas, era capaz de marcar golos: foram 31, no total, aqueles que o vila-condense apontou num total de 11 temporadas de dragão ao peito. Se há nome com o qual rima a palavra “mística”, esse é seguramente o de António André!

Foto: de Capa: Reflexaoportista.pt