Início Site Página 11991

Londres 2017: Uma montanha russa de emoções

0

Cabeçalho modalidadesChegaram ao fim os Mundiais de Londres. Chegou ao fim a carreira de Usain Bolt. Chega ao fim também a carreira de Mo Farah em pista. São muitas despedidas num só dia e ainda é difícil de acreditar que não mais veremos Usain Bolt ou Mo Farah pisar uma pista. Mas sobre isso falaremos em artigos futuros. Hoje iremos falar de como decorreram os Campeonatos de Londres, quais os aspectos positivos e negativos e como o Atletismo sai reforçado desta jornada.

A IAAF sabia que jogava pelo seguro no dia em que escolheu Londres para ser a sede dos Mundiais de 2017. Todos sabemos da admiração que os britânicos têm pelo desporto e pelo Atletismo em particular, todos sabemos que este poderia ser um fim de um ciclo para alguns dos principais atletas e assim o foi para duas grandes lendas, o que apenas reforçou a importância destes Campeonatos. Recorde-se que estes foram os primeiros Mundiais após o escândalo de doping russo (existiram os Jogos Olímpicos, mas aí não é um evento unicamente de Atletismo) e a resposta do público não poderia ser mais positiva. Foram os Campeonatos Mundiais com mais espectadores da história no estádio, tendo ultrapassado os mais de 700.000 bilhetes vendidos nos 10 dias de evento. Acresce-se que a Organização nunca teve receio de falhar e eram também os Mundiais com os preços mais picantes. Mas nada falhou nesse aspecto, o público que compareceu em massa criou em todas as sessões uma atmosfera impressionante e o Atletismo consegue sair destes mundiais por cima depois das dúvidas criadas pelo “caso russo”.

Não que o doping tenha estado totalmente ausente das conversas durante os Mundiais. Os russos autorizados a participar, apenas o fizeram representando uma “equipa neutral” e qualquer adereço russo foi proibido no estádio. Numa das provas mais aguardadas do campeonato, a final dos 100 metros, Usain Bolt perdeu para Justin Gatlin, que foi suspenso por doping no passado e, portanto, o fantasma andou sempre presente. No entanto, o desporto tem que saber conviver com isso. “Cheaters” sempre existiram e continuarão a existir, restando ao desporto trabalhar no sentido de ser cada vez mais limpo e de punir quem infringe as regras.

Uma das imagens deste mundial Fonte: IAAF
Uma das imagens deste mundial
Fonte: IAAF

Em termos de marcas não foram os Mundiais mais espectaculares de sempre. Não houve recordes mundiais batidos e os recordes de campeonatos e nacionais não chegaram aos números de outras edições. Já se esperava isso. Em Campeonatos após os Jogos Olímpicos, os resultados tendem a sofrer alguma quebra por vários motivos – esqueçam Bolt em Berlim, Bolt é à parte. Seja por alguma descompressão e descarga emocional pós Olímpicos, seja por ser um final de ciclo de 3 anos (Mundiais-Olímpicos-Mundiais), seja porque existem excessos após os Olímpicos. Mas em 2019, depois de um 2018 sem eventos globais ao ar livre, já deveremos ter outro tipo de marcas em Doha. No entanto, em termos de espectacularidade e emoção foi do mais fantástico que alguma vez se viu. As surpresas foram tantas que fazer um top-10 revela-se uma tarefa muito complicada (vamos tentar!). Todos os dias revelaram-se verdadeiras caixinhas de surpresas. Ninguém, à partida, esperaria ver nomes como Bolt, Elaine Thompson, Shaunae Miller, Ryan Crouser, Mo Farah (nos 5.000) ou Kendra Harrison derrotados. Mas vimos. Assim como vimos surpresas enormes nos Ouros de Guliyev, Emma Coburn, Francis Phyllis, Kori Carter ou Warholm. Esta é a magia do desporto e o Atletismo, mais uma vez, provou que magia é coisa que não lhe falta.

Em termos nacionais, conseguimos o Ouro que aqui tínhamos previsto com Inês Henriques nos 50 Km Marcha. Conseguimos mais um Bronze, com Nelson Évora no Triplo Salto. Um guerreiro nunca desiste e quando o pensam ter derrotado é quando ele volta mais forte ainda. Está velho? Não. A nossa aposta é que ainda volta em Doha e em Tóquio e com a competitividade de sempre. Os restantes atletas portaram-se dentro do esperado, alguns abaixo, outros um pouco acima do esperado.

No quadro geral, os Estados Unidos da América fizeram uns extraordinários campeonatos. Mesmo que alguns dos seus favoritos não tenham alcançado o Ouro, existiram outros resultados surpreendentes que acabaram por compensar na hora de pesarmos na balança. O Quénia voltou aos seus melhores momentos e esteve a um grande nível, assim como nações como a África do Sul e a Polónia mostraram a sua força actual. Os Britânicos fizeram uns excelentes campeonatos nas estafetas (conquistaram medalhas em todas as estafetas), mas a nível individual tiveram apenas um medalhado e que aqui se despede – Mo Farah.

Omar McLeod deu o único ouro à Jamaica ao vencer os 110 barreiras Fonte: Sabreakingnews
Omar McLeod deu o único ouro à Jamaica ao vencer os 110 barreiras
Fonte: Sabreakingnews

A grande decepção foi mesmo a Jamaica. Uma das piores prestações de sempre. Apenas 4 medalhas (1 Ouro e 3 Bronzes). Em todas as edições de Campeonatos Mundiais, apenas por duas vezes os jamaicanos não conseguiram mais de 4 medalhas: foram as mesmas 4 em 1987 em Roma e apenas 3 em Helsínquia em 1983. Portanto, há 30 anos que os jamaicanos não viam tão poucos atletas do seu país a subir ao pódio. Muito abaixo das expectativas e logo numa cidade onde tantos jamaicanos fizeram questão de marcar presença e apoiar em todos os dias do evento.

O balanço é claramente positivo. Dizemos adeus a Londres com um sorriso na cara pelo sucesso dos Mundiais. A época, no entanto, não termina ainda aqui, há 3 etapas da Diamond League para disputar, incluindo as finais que prometem. Em termos de eventos globais ao ar livre, os próximos serão os Mundiais de Doha em 2019. Em Pista Coberta, teremos os Mundiais de Pista Coberta em Birmingham já em Março do próximo ano.

Foto de Capa: IAAF

Quem pode ser e quem poderia ter sido

0

sl benfica cabeçalho 1Vamos por isto nestes termos. Pensem no Benfica como um rapaz que outrora tinha uma relação super estável com a sua namorada. Iam a todos os sítios giros, andavam de mão dada, flirtavam em público, mas sempre com a devida decência. Depois veio um rapaz da zona rica da cidade que seduziu a dita rapariga com roupas caras e prazeres da vida que ela não poderia ter com o Benfica (isso e porque fazer mais de 100 milhões também dá jeito). O Benfica não teve outra hipótese se não vender a rapariga e voltar a fazer o mesmo com outras namoradas.

Isto parece muito aquela lengalenga do tipo que vende pessoas por cabras ou ouro. O que é facto, fora a metáfora, foi um pouco (muito) isso que aconteceu. As saídas de Ederson, Nélson Semedo e Lindelof deixaram uns quantos espaços por preencher no sector mais recuado dos encarnados. A profundidade do plantel não é má, mas para aguentar uma época inteira sem que no final estejam todos com dor de burro é preciso contratar.

Ora, quem vende Ederson por 40M, Lindelof por 35M e Nélson Semedo por outros 35M, tem dinheiro. Só assim do nada e em 3 jogadores estão 110M e isso é muita massa. Verdade, para que fique já dito, que o Benfica não deve nem pode gastar 110M em reforços. Não só não precisa como isso seria um ato de pouca prudência. Contudo, deve despender de uns quantos milhares para assegurar uma equipa mais competitiva.

Falando em equipa e em competição comecemos pela baliza. Ederson foi-se, era o titular e agora temos 3 hipóteses, Bruno Varela, Júlio César e Paulo Lopes. Já foi dito e noticiado que o Benfica anda à procura de um quarto guarda-redes. E aqui podem questionar, mas o Benfica precisa de quatro? Não, ter três parece ser mais do que suficiente. O nome que ganhou mais força foi o do finlandês Lukas Hrádecky. Com 27 anos tem feito um excelente trabalho numa prova tão competitiva e cheia de bons atacantes como a Bundesliga (basta lembrar que Lewandowski e Aubameyang andam por lá).

Caso ele seja contratado, o que deve e tem de acontecer, alguém tem de ir embora. Bruno Varela não deve ir, dada a sua tenra idade, potencial e formação. Júlio César ainda consegue tirar dividendos do estatuto de “Imperador”, sobrando assim a maior obra de caridade do Benfica nos últimos anos, Paulo Lopes. Se não joga e só lá está a gastar salários, fazer cair taças e jogar 15 minutos e ainda assim levar um golo, pode e deve ir embora.

Baliza resolvida vamos à lateral-direita. Aqui começam as dores de cabeça. Tal como na baliza, há três hipóteses. Aurélio Buta (melhor mix entre nome de merceeiro e gangster), Pedro Pereira e André Almeida. Com André Almeida já sabemos o que a casa gasta, o tipo é decente em todas as posições e ainda só não jogou a guarda-redes e ponta de lança; fora isso, ele é um poço de estabilidade e deve ser opção para o lado direito. Porém, deve existir mais uma alternativa.

Kalaica pode ser um trufo para Rui Vitória lançar esta época Fonte: Branimir Kalaica
Kalaica pode ser um trufo para Rui Vitória lançar esta época
Fonte: Instagram de Branimir Kalaica

Nem Buta nem Pedro Pereira têm o certificado de segurança em dia. São jovens e ainda não têm aquela estaleca. Emprestar um deles ou pô-los a rodar na B não era má ideia, o que levaria ou levará o Benfica a ter e investir num lateral-direito. Ora se investe é para ele jogar.

A alternativa mais de caras e que parecia ter o consenso dos benfiquistas era Bruno Gaspar. Fez a formação no Benfica e tem duas épocas de excelência ao serviço do Vitória de Guimarães, mas como a vida nem sempre nos dá o que queremos, a Fiorentina veio com oito milhões e levou-o para Itália.

A imprensa não tem avançado com outros nomes e talvez porque não há, até à data, nomes para pôr na mesa, mas depois de uma pesquisa e Memofante das exibições e jogos do ano passado, tenho duas soluções. A primeira é Patrick Vieira. Não, não é esse que jogava no Arsenal (está reformado), mas sim aquele que o ano passado fez uma época sólida pelo Marítimo. Bem sei que ele se mudou para Setúbal, mas não seria a primeira vez que um jogador mudava de clube, duas vezes no mesmo mercado. A outra é Pierre Sagna, rapaz que joga no Moreirense (o mítico campeão de inverno de 2016) e que o ano passado foi das revelações do campeonato tendo participado em 32 dos 36 jogos da competição. Qualquer um deles é uma boa opção, monetariamente acessível e que não deixariam o Benfica mal servido.

Finalmente a zona central da defesa. Há Jardel já recuperado, Luisão quiçá na última época, Lisandro ainda à procura de estabilidade (é pena já lá irem três anos disto), Kalaica que devia ser titular e Rúben Dias que está lá. Não me interpretem mal, mas o puto limita-se a existir. Até à data não deu provas de grande coisa. Kalaica, como já deu para perceber, tem trunfos e já deu provas que merece jogar restando saber ao lado de quem.

A questão aqui, a meu ver, nem parece a do quem devíamos contratar, mas sim mais a do com quem devíamos jogar. Temos cinco centrais à disposição o que é mais do que suficiente. Kalaica, pela juventude, qualidade e tempo no plantel deve ser titular. Contudo, Vitória insiste em apostar na experiência (Jardel & Luisão) e deixa de parte uma das suas características, apostar nos jovens. Honestamente, o mais plausível seria a dupla Kalaica & Jardel. Jardel por ser o sucessor de Luisão como patrão da defesa e porque parece estar a voltar aos bons velhos tempos e Kalaica porque é o Kalaica.

Estas parecem ser as soluções mais plausíveis para resolver os problemas defensivos do Benfica. Agora, resta saber se o Benfica pensa nisto com afinco ou se acha que chegar ao tetra foi suficiente.

Revisto por: Vítor Miguel Gonçalves
Foto de Capa: 
 Instagram de Lukáš Hrádecký

O Steaua Bucuresti de Valentin e o FCSB de Becali

0

Cabeçalho Futebol Internacional

A poucos dias da visita a Lisboa para medir forças com o Sporting CP com vista a um lugar na fase de grupos da liga milionária, abrimos o caderno de notas da história para conhecer um pouco melhor o Steaua Bucuresti, agora conhecido como FCSB (Fotbal Club Steaua București).

Ser treinador do FCSB é, possivelmente, uma das tarefas mais complicadas do mundo, não pelo grau de exigência que é imputado à equipa, nem pela lembrança de um passado glorioso, mas sim pela difícil convivência com o dono do clube, Gigi Becali, sobejamente conhecido pelo seu temperamento verdadeiramente irascível e por uma profunda vontade de querer, ele próprio, sobrepor-se ao treinador, dando “ideias” sobre como a equipa deve jogar e até sobre os jogadores que devem alinhar em cada encontro. Nicolae Dica, actual técnico da formação da capital romena, regressou ao clube esta temporada depois de já o ter representado em várias ocasiões no passado, primeiro como jogador e mais tarde como treinador adjunto, e ele próprio já teve de lidar com os comentários “menos próprios” do todo poderoso Gigi Becali. Dica é apenas mais um nome na longa lista de treinadores que orientaram equipa nos últimos anos e os resultados, em conjunto com a sua paciência, ditarão o tempo que irá aguentar à frente do outrora poderoso emblema romeno.

Muito antes do despotismo megalómano de Becali, o Steaua Bucuresti, quando ainda se designava por este nome, teve nas suas fileiras, numa função de presidente não oficial, uma vez que o clube pertencia às forças armadas romenas, um homem, de seu nome Valentin Ceausescu, que viria a mudar para sempre a história do emblema da capital romena. Valentin, filho do tirano Nicolae Ceausescu, era em tudo diferente do seu pai e primou desde sempre por ser um homem discreto e bastante modesto, como afirmou Victor Piturca, antigo avançado e treinador do Steaua Bucuresti, numa entrevista à Reuters em 2001. Valentin foi uma peça chave do glorioso Steaua Bucuresti que em Maio de 1986 venceu o FC Barcelona para se tornar a primeira equipa romena a vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus (actualmente, Liga dos Campeões).

Valentin Ceausesco há alguns anos a esta parte Fonte: FC Steaua București
Valentin Ceausescu há alguns anos a esta parte
Fonte: FC Steaua București

O antigo treinador do Sporting CP e antigo médio criativo da formação romena, Laszlo Bölöni, não tem dúvidas em afirmar que Valentin era um homem à frente do seu tempo e que aquilo que o Steaua Bucuresti alcançou na década de 1980 foi fruto do trabalho de Valentin. Para além de Bölöni, todos, ou quase todos os jogadores dessa geração de ouro do Steaua Bucuresti afirmam de forma categórica que houvesse mais pessoas como Valentin e o futebol romeno não estaria hoje tão pobre como na verdade está.

No Outono de 1985, segundo Bölöni, Valentin surpreendeu toda a equipa ao dizer-lhes que achava que eles podiam vencer a competição, antes da primeira partida frente ao Vejle da Dinamarca. Valentin não interferia nas tácticas da equipa, como gosta de lembrar Anghel Iordanescu, também ele antigo jogador e treinador do Steaua Bucuresti, mas contribuía com ideias positivas para o desenvolvimento da equipa, fosse nas condições financeiras e de trabalho dos seus jogadores, fosse nas suas vidas privadas.
Valentin era filho do presidente do país e por esse motivo muito se especulou sobre a sua ingerência nos resultados conseguidos pelo Steaua Bucuresti, que esteve, a título de exemplo, três temporadas sem sofrer qualquer derrota nas competições domésticas.

O Pedigree Leonino

0

sporting cp cabeçalho 1Dois jogos oficiais, duas vitórias. Três golos marcados e zero golos sofridos. O Sporting parte para a conquista da Europa só com vitórias no bucho, mas, o FCSB será um adversário tão difícil de roer como o autocarro do Vitória FC.

Da sátira da odisseia das transferências, cabe-nos avaliar a evolução dos reforços. A cerca de quinze dias do fecho do mercado, Bruno de Carvalho afirmou que o plantel estaria 99% fechado e, de seguida, o Sporting anunciava a contração de Ristovski. Com a iminência da saída de William Carvalho, existirá a necessidade de atacar o mercado final?

O Sporting enfrenta esta terça-feira os romenos do FCSB para a primeira do playoff da Champions Fonte: Sporting CP
O Sporting enfrenta esta terça-feira os romenos do FCSB para a primeira do playoff da Champions
Fonte: Sporting CP

As duas primeiras jornadas da Liga NOS apresentaram um Sporting certinho a defender, pressionante no meio campo, mas perdulário no ataque. Jorge Jesus deu tanto cabo do cabedal na pré-época que os atacantes leoninos esqueceram-se como marcar golos (cantados). Piccini está a evoluir bem, Mathieu é um jogador de excelência e Fábio Coentrão vai, aos poucos, ou muitos, encantando a massa adepta. O tanque argentino, Battaglia, tem a solução hipnotizante de fazer esquecer sir William, enquanto Adrien faz juras de amor ao símbolo que traz ao peito. Esperamos que não seja um truque de ilusionismo, como o da época transacta – o Sporting poderá não estar preparado para perder ambos os jogadores. Acuña não precisou de muito tempo para deliciar espectadores de bancada. Cada pormenor denota classe e uma excelente relação com a bola. Doumbia, ainda à procura da melhor forma e do certificado que comprova não ter 60 anos, entrou bem no último jogo. Porém, aquelas falhas de finalização têm de ser rapidamente colmatadas.

As oportunidades são para serem facturadas e, o amuleto Africano, tem de encontrar uma rápida relação com o golo. Bruno Fernandes, outra das grandes contratações deste mercado, ainda não se mostrou na sua plenitude. O jogador português jogou nas costas de Bas Dost no primeiro jogo e como suplente utilizado na segunda partida. A sua utilização frente ao Vitória poderia ter sido a diferença para o Sporting não ter passado por tantas dificuldades em devorar o choco frito. Faltou um organizador de jogo ofensivo e, se o treinador leonino quer jogar com mais presença na área adversária, jogar com Bruno Fernandes e Doumbia será um saca rolhas à felicidade e às vitórias.

Bruno Fernandes deverá voltar ao onze titular Fonte: Sporting CP
Bruno Fernandes deverá voltar ao onze titular
Fonte: Sporting CP

Não é expectável que Doumbia se estreie como titular frente aos romenos. O Sporting sabe que terá de fazer um jogo semelhante ao do Vitória e, desta forma, o onze não deverá fugir muito ao seguinte: Rui Patrício na baliza; a defesa constituída por Piccini, Coates, Mathieu “Imperial” e Fábio Coentrão; no meio-campo o “Tanque” Battaglia e Adrien; a frente de ataque irá ficar entregue a Acuña, Gelson Martins e Bruno Fernandes no apoio ao homem golo, Bas Dost.

Será, com certeza, uma equipa de combate com muita posse de bola, pressão alta e rápida procura da bola; grande velocidade, principalmente nos corredores, e a presença de Bruno Fernandes trará ainda mais criatividade e qualidade. Do ataque, é esperado apenas uma palavra: mortífero. O talismã costa-marfinense ficará guardado e, se for lançado, irá, de certeza, ter oportunidade de marcar e balançar as redes ao som do hino da Champions.

Foto de Capa: Sporting CP

CD Tondela 0-1 FC Porto: Dragão teve de vestir o fato-macaco!

fc porto cabeçalhoUm golo solitário de Aboubakar fez frente às dificuldades que os Dragões tiveram de superar na casa dos beirões. Sérgio Conceição tinha avisado, na véspera, que o campeonato não seria um simples passeio e a vitória pela margem mínima refreou os ânimos da massa adepta. Pepa prometeu e cumpriu. O Dragão venceu bem…mas teve de sofrer.
Entrada forte e autoritária do FC Porto, com uma vintena de minutos que sufocaram o adversário e o remeteram para o seu meio campo. Oportunidades dignas de registo é que nem por isso, já que o bloco baixo e afunilado do Tondela criou dificuldades de penetração à frente de ataque azul e branca. Sérgio Conceição não inventou no onze e, face à ausência de Soares, ofereceu a Aboubakar a companhia mais esperada: Marega.

Do lado do Tondela, Pepa deixou Tomané no banco e foi quando fez uso do ponta de lança português que os beirões colocaram em sentido a equipa portista. E do primeiro tempo, como, de resto, de toda a partida, pouco a dizer. Corria o minuto 37 quando Aboubakar resgata um remate enrolado de Alex Telles, remata para defesa de Cláudio Ramos mas na recarga acaba por não perdoar e carimba o seu primeiro golo nesta edição do campeonato, depois de ter ficado a dever muitos tentos à sua conta pessoal na partida com o Estoril.

O segundo tempo trouxe, então, o avançado ex-Arouca ao jogo e também uma subida de linhas por parte do Tondela. As coisas animaram e, em certos momentos, o fantasma do FC Porto à la Nuno Espírito Santo pairou sobre o relvado do João Cardoso. Uma equipa recuada a aproveitar os espaços deixados nas costas dos adversários. Há aqui, porém, um mérito que tem de ser atribuído a Sérgio Conceição, que percebeu muito bem este “amedrontamento” do FC Porto face ao Tondela e mexeu bem na equipa, emprestando-lhe os cérebros de Herrera, primeiro, e de André André depois. Já mais perto do final, ainda tempo para Layún conferir maior segurança à circulação de bola azul e branca.

O jogo não terminaria sem mais um susto para as redes de Casillas, já depois de Aboubakar ter desperdiçado o 0-2 com um remate, colocado, ao poste. Um bom desdobramento atacante do Tondela, com a bola a chegar na esquerda a Wagner que obrigou o guardião espanhol, ainda que sem grande dificuldade, a estar atento para evitar um empate desolador.

Dois jogos, duas vitórias, cinco golos marcados e zero sofridos é a marca que confere neste momento a liderança do campeonato ao FC Porto. Como se pôde ver, alguns aspetos terão, necessariamente, de ser vistos, revistos e melhorados. Hoje, foi a qualidade individual a resolver, mas também convenhamos que um muitos momentos ao longo da época terão de ser mesmo essas individualidades a desbloquear partidas mais fechadas como a desta noite.

FC Barcelona 1-3 Real Madrid CF: 2.ª parte de luxo madrilena vale triunfo na 1.ª mão

0

Cabeçalho Futebol InternacionalA Supercopa 2017 opunha frente a frente dois velhos rivais: Barcelona, o vencedor da Copa del Rey, e Real Madrid, campeão espanhol, tinham encontro marcado em Camp Nou para disputar a 1.ª mão. Os Culés realizavam a sua primeira partida oficial na nova temporada, ao passo que os Merengues chegavam moralizados a este jogo, após terem conquistado a Supertaça Europeia, frente ao Manchester United (vitória por 2-1, na passada terça-feira).

Relativamente às opções iniciais, Ernesto Valverde colocou em campo um onze que transitou da época passada, à exceção do reforço Deulofeu, que tinha a missão de substituir na partida deste domingo Neymar, que partiu para o PSG. No lado visitante, Zidane só trocou Kovacic por Modric em relação ao jogo com o United, dado que o último estava castigado para este encontro.

O início de jogo não foi idêntico aos de outros clássicos: as duas equipas não entraram pressionantes e com vontade de assumir o controlo do encontro, sendo que foi preciso esperar cerca de 10 minutos para se ver o primeiro remate – Luís Suaréz rematou para uma defesa fácil e segura de Keylor Navas. Só aos 17’, é que o Real criou o primeiro lance de algum perigo: Isco, após um belo trabalho individual, chutou a bola às malhas laterais da baliza de ter Stegen. Aos 24’, Messi quase fez o 1-0, num livre direto, mas a bola passou por cima da baliza do Real Madrid.

Apesar dos primeiros 30 minutos não terem tido momentos de “futebol espetáculo”, o Barcelona ia assumindo o controlo do jogo, através duma boa e bem conhecida circulação de bola pelos seus 11 elementos, tentando abrir espaços na defesa contrária, acabando assim por limitar o Real Madrid a correr atrás da bola e tentar aproveitar as perdas de bola dos homens da casa, para se lançar rapidamente para o ataque.

Os visitantes voltaram a ameaçar ter Stegen aos 36’, por Gareth Bale, mas o guardião alemão opôs-se bem ao remate do extremo galês. Os últimos 5 minutos da 1.ª parte não trouxeram nada de novo, e pouco tempo depois, o intervalo chegava com 0-0 no marcador, sendo justificado pela inexistência de oportunidades e falta de intensidade de ambos os lados.

Os dois rivais anularam-se nos primeiros 45 minutos  Fonte: Real Madrid
Os dois rivais anularam-se nos primeiros 45 minutos
Fonte: Real Madrid

A 2.ª parte começou sem alterações táticas e com o Real Madrid a saltar para a frente do marcador: aos 50’, após um lance de insistência, Piqué fez autogolo, ao tentar cortar o cruzamento de Marcelo. De imediato, o Barcelona partiu em busca do empate, e quase conseguiu aos 53’, mas Deulofeu falhou o golo. Na resposta, Carvajal teve perto de ampliar a vantagem madrilena, mas Jordi Alba impediu os festejos do defesa espanhol em cima da linha de golo.

Aos 57´, Cristiano Ronaldo entrou em campo, por troca com Karim Benzema. Luís Suaréz voltou a estar próximo de marcar, mas o seu cabeceamento foi bem parado por Navas. O Barça ia tentando chegar à igualdade, mas a defesa do Real estava intransponível até ao momento, não cedendo qualquer espaço livre à equipa da casa. Mesmo a não poder atacar com tanta frequência, o Real não deixava de tentar alargar a sua vantagem: aos 70’, Marcelo obrigou o guarda-redes caseiro a aplicar-se para impedir o 0-2. Três minutos depois, Busquets falhou uma oportunidade flagrante frente à baliza de Navas.

Logo a seguir, Navas foi obrigado a fazer uma dupla defesa, e no seguimento da jogada, acabou por cometer grande penalidade – Lionel Messi aproveitou para fazer o 1-1. Quando o Barcelona tentava consumar a reviravolta, apareceu o suspeito do costume: Cristiano Ronaldo, num belo remate, fez o 1-2 aos 80’. Contudo, o capitão da Seleção Nacional rapidamente virou vilão: foi expulso por duplo amarelo aos 82’ por simulação de grande penalidade. A jogar com mais um elemento, o Barcelona tentou alcançar o 2-2, mas acabou por sofrer mais um golo: aos 90’, Asensio fez o 1-3, num rápido contra-ataque. O jogo acabaria com 1-3 para os visitantes, num triunfo que se ajusta bem devido à bela exibição da equipa de Zidane na 2.ª parte.

Foto de Capa: The Guardian

Portugal conquista etapa de Siófok!

0

Cabeçalho modalidadesCampeões em Siófok! Depois da conquista da etapa realizada na Nazaré, Portugal derrotou, este domingo, a Bielorrússia por 3-1 e garantiu a conquista da etapa realizada na Hungria. Além disso, a seleção nacional chega imbatível à Superfinal, tendo vencido quatro jogos em tempo regulamentar, um no prolongamento e outro nas grandes penalidades.

O encontro teve um início morno e equilibrado, com a seleção da Bielorrússia a estar um pouco por cima, embora não conseguisse criar grande perigo para a baliza de Andrade.

Jogados cerca de três minutos, Bryshtsel rematou de bicicleta por cima e no contra-ataque, Bruno Novo não conseguiu aproveitar um passe de um colega de equipa, mas na recarga Léo Martins abriu o marcador. A Bielorrússia respondeu e um minuto depois, Samsonov disse sim a um lançamento do seu guarda-redes e restabeleceu o empate. Contudo, a nova igualdade poderia ter durado pouco, não fosse uma defesa de Andrade a um livre perigo batido por Samsonov.

Com o andamento da primeira parte o equilibro manteve-se e nenhuma das seleções se conseguia superar à outra.

Ainda antes do intervalo, Portugal beneficiou de um livre perigoso em zona frontal, mas Jordan não conseguiu bater Makarevich.

Chegado o final do primeiro período, Portugal e Bielorrússia empatavam a 1-1. Resultado adequado ao apresentado no areal de Siófok.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

No retomar do jogo, o equilíbrio manteve-se, mas a primeira seleção a criar perigo foi a Bielorrússia. Com pouco mais de dois minutos, Andrade teve que se aplicar para defender um pontapé de bicicleta de Chaikouski. Volvidos alguns segundos, Portugal usufruiu de um livre perigoso, mas Madjer não conseguiu concretizar.

Os minutos iam passando e as oportunidades acumulavam-se para os dois lados, mas ninguém conseguia chegar ao 2-1. Inicialmente, foi a seleção nacional a ter três chances, por intermédio de Bê Martins, Coimbra e Jordan, mas o guarda-redes bielorrusso defendeu tudo. Depois, foi a vez da Bielorrússia estar perto do segundo. Aos dezassete minutos, Miranovich esteve perto de aproveitar um lançamento de Makarevich, mas o seu remate saiu um pouco ao lado do poste direito da baliza portuguesa. Três minutos depois, novo susto para Portugal, em virtude de um pontapé de bicicleta de Savich, espetacularmente defendido por Andrade. Porém, a história da segunda parte ainda não estava contada e a menos de um minuto da pausa, Bryshtsel, o capitão da Bielorrússia, enviou um remate à barra. Andrade estava batido.

Finalizado o segundo período, o resultado continuava na mesma. Porém, era a seleção da Bielorrússia quem ia tendo mais e melhores oportunidades para se adiantar no marcador.

No inicio do derradeiro período, Portugal tentava impor a matriz de jogo a quem nos tem vindo a habituar nos últimos jogos, mas sem grande êxito e quem esteve perto de marca foi a Bielorrússia, em virtude de um mau atraso de Bruno Novo. Valeu Andrade. Pouco depois, a seleção nacional esteve quase a aumentar a vantagem, mas o pé cego de Jordan enviou o esférico por cima. Todavia, passados alguns segundos, Bryshtsel cometeu falta sobre Léo Martins em zona perigosa e o número três não desperdiçou e colocou a seleção das quinas na frente.

O golo fez bem a Portugal, que tomou conta do encontro, circulando o esférico e criando algumas oportunidades para aumentar o score, enquanto que a Bielorrússia tentava responder, mas sem conseguir criar grande perigo.

A pouco mais de três minutos para o final, o conjunto de Mário Narciso esteve perto de acabar com o jogo, mas uma defesa para fotografia de Makarevich, impediu um golo de bandeira a Madjer. Mesmo assim, a superioridade de Portugal era notória e passado cerca de um minuto, Ricardinho esteve perto do terceiro, mas o guarda-redes voltou a negar o golo à seleção nacional. Contudo, a um momento de magia nada se pode fazer e foi isso mesmo que aconteceu bem perto do final. Jordan, numa situação bem complicada, conseguiu sair de uma cabine telefónica e disparou para o fundo das redes bielorussas, confirmando a vitória lusa na etapa de Siófok.

Naquele que foi o seu melhor período do encontro, onde foi nitidamente superior, Portugal garantiu mais uma vitória, assim como, a conquista, a par da Hungria na divisão B, da quarta etapa da liga europeia de futebol de praia.

Para além da conquista da etapa, Portugal ainda conquistou um prémio individual, visto que, Jordan foi considerado o MVP da competição.

Terminada a sua fase de prolongamento, Portugal apenas voltará a jogar em setembro na Superfinal que se realiza entre os dias 14 a 17 em Terracina, Itália.

Foto de Capa: FPF

Rogers Cup: Elina Svitolina, a Rainha de 2017

0

Afinam-se as raquetes para o US Open e, a caminho do Grand Slam nova-iorquino, a paragem desta semana foi em Toronto, no Canadá, cidade na qual foi disputada a Rogers Cup. O cartaz era, pode dizer-se, “de luxo”, sendo que no mesmo constavam nomes como os da número um mundial, Karolina Pliskova, Simona Halep, Angelique Kerber, ou Garbiñe Muguruza. Num torneio no qual, ao nível do elenco, bem pode dizer-se que foi colocada (quase) toda “a carne no assador”, a vitória acabou por não sorrir a qualquer das tenistas mencionadas.

No que concerne às principais favoritas, Pliskova, que realizou o seu primeiro torneio enquanto número um do ranking WTA, até entrou bem no torneio, vencendo os dois primeiros jogos que disputou. Porém, nos quartos-de-final, a checa não teve argumentos para levar de vencida Caroline Wozniacki. A tenista dinamarquesa parece de regresso à sua melhor forma, encontra-se novamente consistente em longas trocas de bolas e a assumir-se como uma verdadeira “parede” no fundo do court e, em Toronto, acabaria mesmo por alcançar a sua sexta final da presente temporada. Já Simona Halep, forte candidata a terminar o ano 2017 como número um mundial, voltou a realizar um grande torneio, vencendo com facilidade todas as adversárias até à meia-final, ronda na qual foi “atropelada” pela super-Elina Svitolina por um duplo 6-1.

Caroline Wozniacki voltou a uma final Fonte: Rogers Cup
Caroline Wozniacki voltou a uma final
Fonte: Rogers Cup

Para a final da Rogers Cup não faltavam razões para se esperar um grande confronto. De um lado da rede encontrava-se Caroline Wozniacki, uma das mais consistentes tenistas da presente temporada que, contudo (e como tem vindo a ser habitual ao longo de toda a sua carreira), tende a tremer nos momentos decisivos (não tendo conquistado qualquer título ao longo de 2017). Do outro lado, Elina Svitolina estava na sua quinta final da temporada e…ainda não havia sido derrotada em qualquer das anteriores.

A Corrida Inteligente

0

Cabeçalho modalidadesSe existe circuito que gosto de ver, é realmente o da Áustria, não é por acaso que a Redbull escolheu para patrocinar o evento, passando a ser o circuito da Redbull Ring.

É que para além de ser um circuito rápido, é um circuito para pilotos inteligentes, não só para ultrapassar como para não ser ultrapassado. E hoje, a sorte sorriu para o piloto que foi inteligente a defender, contra aquele que estava a ser inteligente a atacar. Sempre me disseram que era mais fácil responder que criar situações, hoje foi o caso.

Quando se pensava que mais uma vez os pneus iam ser os protagonistas, surgiu um Dovizioso bastante inteligente a levar a Ducati de forma perfeita volta após volta. Apenas importunado por um endiabrado Marquez, que cada vez mais parece estar a voltar à sua forma normal, de faca na boca, com a moto à sua maneira desenfreada, sempre a lutar até à última. Que corrida, não no sentido de ter existido bastantes ultrapassagens, porque apesar de Lorenzo ter saído de 3º para primeiro logo no arranque e ter aguentado na frente até existirem 17 voltas para o final, em que Marquez passa para primeiro, numa ultrapassagem a 3, porque Dovizioso também se intrometeu para tentar sair em primeiro mas acabou apenas em segundo.

Uma Honda no meio de duas Ducatis Fonte: Moto GP
Uma Honda no meio de duas Ducatis
Fonte: Moto GP

Estava o mote dado para se começar a pensar que apesar das Ducati em retas serem mais rápidas, Dovi tinha um pneu soft atrás contra um pneu hard do Marquez, logo íamos perceber que iria um equilíbrio total ao longo de cada volta.
Sensivelmente a meio da corrida, exista um Marquez líder e bastante confiante com a moto toda desenfreada como bem gosta, um Dovi que se sentia que ia estudando o espanhol, um Lorenzo que apesar do ritmo inicial percebia-se que ia perdendo fulgor, um Pedrosa que parece ter voltado ao seu ritmo, um 5º lugar para um fantástico Zargo, Viñales e Rossi, que apesar do ritmo inicial do italiano estando mesmo em 4º a lutar pelos primeiros lugares um erro fez ficar atras deste grupo inicial.

E estávamos na parte inteligente da corrida, Pedrosa consegue ultrapassar Lorenzo e ansiava que o seu companheiro de equipa conseguisse ultrapassar Dovizioso para conseguir ganhar terreno a ambos. E assim foi, erro de Marquez, Dovi passa, Marquez responde, Dovi novamente, Marquez e Dovi novamente, até à última volta.

Parecia tudo destinado, Dovizioso estava a fazer uma corrida extremamente inteligente, aproveitando o arranque e a velocidade de ponta, travando tarde, e abrindo sempre a curva para não deixar oportunidade de Marquez que apesar de travar ainda mais tarde, conseguir ultrapassar por fora. Até que, na penúltima curva com Marquez coladíssimo na Ducati, tenta passar por fora, Dovi abre, o espanhol sabia mas tinha de tentar e tenta meter a moto por dentro na última curva, quando ninguém esperava e consegue passar, mas tem de abrir e Dovizioso consegue recuperar a posição.

Ultima volta, ultima curva Fonte: Moto GP
Ultima volta, ultima curva
Fonte: Moto GP

Provavelmente a corrida mais inteligente que vi nos últimos tempos, em grande Dovizioso, Pedrosa acaba no último lugar do pódio, e todos os outros conseguem manter as posições.

#04 Andrea Dovizioso Fonte: Moto GP
#04 Andrea Dovizioso
Fonte: Moto GP

Com isto, Márquez fica cada vez mais líder com 174 pontos, agora com Dovizioso em segundo com 158 pontos, Viñales em 3º com 150 pontos.

SC Braga 2-1 Portimonense SC: Bracarenses sobrevivem a algarvios bem montados

0

Cabeçalho Futebol NacionalA festa do futebol começa bem antes da bola principiar a rolar e, nesse espírito, o SC Braga estreava duas Zonas do Adepto, uma na entrada nascente e outra na entrada poente do Estádio Municipal de Braga, prometendo serviços de restauração, atuações, DJ’s, surpresas e animação nas duas anteriores ao apito inicial.

No entanto, o cenário na Alameda Nascente ficou bem aquém das expectativas. Estava lá um espaço de merchandising, mas uma barraquinhas de bebidas, um palco em que colunas de som passavam algumas músicas, um grupo de jovens a tocar tambores e alguns voluntários a oferecer balões às crianças passavam por parca companhia. Pior era o sol abrasador do agosto bracarense e, com a Zona do Adepto localizada em sítio sem protecção da exposição solar,  a esmagadora maioria dos apoiantes dos da casa deixou-se ficar pelas sombras das árvores junto à entrada do estádio, preferindo o bar e as típicas roulotes que por lá se encontravam.

Depois, veio o jogo em si, e um Portimonense organizado e aguerrido em que dava gáudio ver a forma como como cada jogador sabia exatamente a sua função em campo. A superioridade técnica dos braguistas equilibrava o jogo, mas após criar as melhores oportunidades de golo, o Portimonense lá chegou ao tento e à vantagem por Paulinho.

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

O Braga continuava sem se encontrar taticamente e, apesar de mais pressionante, não conseguia quebrar o equilíbrio ao jogo. Só que no futebol a qualidade dos intérpretes decide muita coisa e, já em tempo de compensação, o jovem Xadas largou um tiro à porta da área algarvia para mandar tudo empatado para o intervalo.

Os arsenalistas entraram melhor na segunda parte e os algarvios entravam no tradicional jogo das demoras nas reposições de bola. O jogo não desatava do empate e nas bancadas sentia-se a impaciência. Um pequeno grupo tentou começar um grito de “Portugal”, como que colocando em causa o estatuto dos sulistas, mas o forte dos adeptos continuou com a elevação e durante minutos ouviu-se ecoar um saudável “Força, Braga”.

E os cânticos pararam apenas porque o capitão Rui Fonte meteu a redondilha lá dentro e colocou o estádio a saltar e gritar de alegria.

Os minutos finais acabariam por não acrescentar ao jogo. As duas equipas tentaram, mas nenhuma mostrou frescura para fazer mais diferenças e o SC Braga ficou mesmo com os três pontos.