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Força dos Números: Finais da Liga Europa

Cabeçalho Futebol Internacional

“O Ajax nem devia estar na Liga Europa”, disse José Mourinho após o duelo frente ao Crystal Palace no passado domingo, alegando que a prova devia ser exclusivamente disputada por clubes que a disputam desde o início, reprovando a integração dos que provém do 3º lugar da fase de grupos da Champions.

Não precisava de o dizer. Podia perfeitamente ficar-se pelos elogios que deu à equipa holandesa, mas deu essa alfinetada. Escolheu fazê-lo. Porque já sente o frenesim do aproximar da final de uma Liga Europa que quer, como demonstra estas declarações e não só, vencer.

Não se trata só do bónus da qualificação directa para a fase de grupos da Champions. Trata-se, também, do prestígio de um título europeu que o “seu” Manchester United ainda não tem na sua enorme sala de troféus e que a glória e o orgulho pessoal do Special One querem abarcar.

Tudo factores que desmentem a “secundarização” da Liga Europa. Porque em jogo está um dia inesquecível para qualquer clube. Ganhe ou perca. Em jogo está a conquista de uma prova cuja conquista atesta a competência do clube, dos seus representantes e, por inerência, a dos seus adeptos.

 

Final da Liga Europa já "aquece" Fonte: DailyMail
Final da Liga Europa já “aquece”
Fonte: DailyMail

Adeptos, esses, que nunca apagarão da memória cada momento de cada final disputada pelos seus clubes. Pergunte-se aos do Atlético de Madrid se alguma vez esqueceram os golos de Forlán diante do Fulham ou aos do Chelsea se não se recordam do cabeceamento de Ivanovic que deu a vitória sobre o SL Benfica ou aos do FC Porto, claro, se algum dia precisarão que lhe relembrem da cabeçada vitoriosa de Falcao diante do SC Braga.

Esses adeptos lembram-se de tudo o que aconteceu nessas finais. Das imagens, dos golos, dos treinadores, dos amarelos, dos vermelhos, das datas, dos àrbitros… enfim, dos números. E nós também. Seria injusto, porém, guardá-los só para nós. Por isso, apresentamo-vos os dados sobre as finais da Liga Europa (desde 2010, ano da primeira final).

Desde a forma como foi marcado cada golo, até aos recordes dos treinadores, passando pelos guarda-redes.

Sejam bem-vindos à Força dos Números.

Foto de capa: Zimbio.com

Lembrar Nicky Hayden

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Cabeçalho modalidadesO “Kentucky Kid” faleceu hoje aos 35 anos de idade.

Sofreu um acidente, ao ser atropelado em Rimini, a norte de Itália, quando andava de bicicleta, por um automóvel que o deixou com um prognóstico bastante reservado. Tínhamos apenas informações de que os danos cerebrais eram bastante graves e, cinco dias volvidos, não sobreviveu.

O último campeão americano de Moto GP estava atualmente no Campeonato de Superbikes aos comandos de uma Honda, mas foi em 2006 que chegou ao ponto mais alto da sua carreira.

Chegou ao Moto GP em 2003, para a Honda, ao lado de Valentino Rossi, com o estatuto de menino-prodígio, mas no primeiro ano não consegue melhor que acabar em 5.º lugar na classificação geral, efetuando apenas dois pódios. Em 2004, volta a não conseguir fazer a diferença e acaba o campeonato em 7.º lugar na geral, sendo também o ano em que o seu rival e amigo abandona a Honda.

No ano seguinte, consegue melhorar bastante, consegue a sua primeira vitória no Moto GP e acaba o campeonato em 3.º lugar.

A única vez que usou um número diferente do 69 Fonte: Nicky Hayden
A única vez que usou um número diferente do 69
Fonte: Nicky Hayden

Deu-lhe certamente mais confiança perceber que Valentino Rossi não era imbatível e, no ano seguinte, consegue ser campeão num campeonato fantástico e dos mais emocionantes de que tenho memória. Para além de ter tido a oportunidade de ver ao vivo o Grande Prémio do Estoril, em que Toni Elias vence por milésimas de segundos e Hayden se envolve num despiste com o companheiro de equipa, Dani Pedrosa, vi Valentino Rossi chegar à última corrida com oito pontos de vantagem sobre Nicky Hayden, e vi-o ter uma queda que fez com que o “Kentucky Kid”, sem necessitar de vencer muito, mas sim por ser muito consistente, fosse o novo campeão do mundo.

Penso que dentro do mundo das motos se perde mais uma boa pessoa. Os tweets mais recentes dos pilotos atuais assim o revelam.

Prémio recebido pel Fonte: Moto GP
MotoGP™ Legend recebido por Nicky Hayden
Fonte: Moto GP

Pode não ter sido o piloto mais rápido, ou até mesmo o que mais arriscava, mas penso que se divertia bastante quando estava em cima de uma moto e, talvez por ser respeitado por todos, por ser uma pessoa bastante acessível e animada, entrou para o Quadro de Honra do Campeonato do Mundo como 22.ª MotoGP™ Legend em 2015.

Os heróis vivem para sempre e acredito que este rapaz seja o herói de muita gente que gosta de motociclismo. Junta todos os que aí estão em cima e faz uma bela corrida. Já sabemos que provavelmente não vais ganhar, mas vais-te divertir ao máximo. #RideOnKentuckyKid

Foto de Capa: Nicky Hayden

Balanço final

fc porto cabeçalho

E assim termina mais uma temporada no Reino do Dragão. Fecham-se as cortinas da primeira liga. Mais uma época atribulada e sem títulos e mais uma vez ficou adiada a tão desejada festa na Avenida dos Aliados.

Ao longo do ano desportivo fui apontando erros e carências tanto do corpo técnico como da estrutura e, claro, dos jogadores. Não obstante, fui sempre pedindo apoio dos adeptos e tranquilidade para a equipa, pedindo que se esperasse pelo terminus do campeonato para que se pudesse, então, obter uma avaliação e uma retrospetiva mais lúcidas de tudo o que se foi passando. Não tendo sido um apoiante do treinador escolhido, já que não lhe reconhecia competências técnicas para um clube com a dimensão do FC Porto, fui, no entanto, um membro da oposição à chicotada psicológica nos momentos de maior desconfiança. Pedi estabilidade, tranquilidade e apoio e nada disso faltou à equipa. Chega a hora de fazer o balanço.

O FC Porto versão 2016/2017 falhou em toda a linha. Há que dizê-lo; não há como fugir a esta realidade. Entrou em quatro competições, não ganhou nenhuma, e, não tendo feito uma campanha brilhante, longe disso, apenas cumpriu os objetivos mínimos na Liga dos Campeões (caiu nos oitavos-de-final frente à finalista Juventus).

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ora, vejamos, na Taça de Portugal foi afastado pelo Desportivo de Chaves, uma boa equipa do nosso futebol, na terceira eliminatória. É verdade; em Novembro o FC Porto já estava afastado da segunda prova mais importante em Portugal e os adeptos tinham aí a primeira certeza da época, a de que não iriam ao Jamor. Os Dragões foram eliminados na marcação de grandes penalidades e podem queixar-se de erros grosseiros de arbitragem que prejudicaram, e muito, a sua equipa. No entanto, não conseguir marcar um único golo ao Chaves em 120 minutos de futebol é preocupante e não há erro de arbitragem que escamoteie esse facto.

Arrisca!

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Cabeçalho modalidades“Não ganha corridas”, “Está velho e acabado”, “Já não tem a mesma garra”, foi provavelmente o que ecoou na cabeça de Valentino Rossi, após cometer o erro que deixou Maverick Viñales na liderança, e o fez arriscar.

Aquele miúdo inconsciente, veio ao de cima, aquela garra e determinação tantas vezes criticada, apareceu, mas desta vez para deitar tudo a perder, numa corrida em que o próprio tinha dito que queria ganhar para dedicar ao Nicky Hayden que ainda está em recuperação.

Agora é fácil falar, e dizer que se podia “contentar” com o segundo lugar, mas estava melhor, conseguia mais. Estava em pista, não só meter um travão no seu companheiro de equipa como também nos seus críticos, por isso, fez algo que não costuma fazer, foi atrás, sem medo e sem cabeça, caindo num momento fulcral.

Agora sim, vamos testar o verdadeiro Rossi deste campeonato, porque se até agora não tinha de arriscar, e o fez, agora vai ser obrigado a tal. Isto porque, Maverick Viñales é o novo líder do campeonato na 500ª vitória da Yamaha num Grande Prémio de motociclismo.

Fonte: Yamaha
Fonte: Yamaha

A corrida não foi propriamente emocionante, mas isso já se esperava de uma pista que é muito agressiva a nível físico. Primeiramente, era necessário conseguir controlar a moto, só depois conseguir fazer qualquer tipo de ultrapassagem.

Zarco a correr em casa, apesar de ter conseguido passar Viñales na primeira curva, e controlado a primeira parte da corrida, tentou principalmente o primeiro pódio e foi curto para a consciência do espanhol, que o ultrapassou para controlar a segunda parte da corrida.

Depois disto, sendo que Zarco estava em 2º, Rossi em 3º e Marc Marquéz em 4º, Pedrosa vinha em crescendo. Volto a falar dos pneus, Zarco com ambos os pneus macios, Pedrosa com médio à frente e macio atrás e todos os outros com pneus médios. Até que, Marquéz teve uma falha a 11 voltas do fim, mas dava para sentir que o espanhol não estava à vontade com a Honda oficial, dava para perceber que apenas queria acabar a corrida e pontuar e não lutar por algo mais.

E com isso, quem aproveitou foi mesmo o seu companheiro de equipa Dani Pedrosa, que subiu ao 4º posto e manteve até ao momento mais emotivo da corrida. Rossi, depois de passar Zarco, sobe à liderança após perceber que estava mais rápido que o seu companheiro de equipa.

Fonte: Johann Zarco
Fonte: Johann Zarco

No entanto, na última volta, Rossi demonstra que também é humano e tem uma falha, e se em tantas vezes o italiano se resignou com o segundo posto e com os pontos que dai advém, hoje não foi o dia. Hoje foi o dia em que Rossi, provavelmente, se deixou levar por tudo aquilo que é escrito/dito fora da pista, e arriscou, como não arriscava há muitos anos. Simplesmente, não foi o dia, e teve uma queda a duas curvas do final, deixando Zarco no segundo lugar e Pedrosa no último lugar do pódio.

Com isto, as contas do campeonato ficaram desta forma, Viñales em 1º com 85 pontos, Dani Pedrosa com 68 pontos que passou de 4º para 2º, Valentino Rossi com 62 pontos, Marquéz com 58 e Zarco com 55, acaba o top5.

Resta saber se realmente, Valentino Rossi irá mesmo continuar a arriscar, sendo que o próximo grande prémio será em Itália, nos dias 2 a 4 de Junho, sendo onde o italiano é o maior vencedor da historia, com 9 vitorias. Vamos ter campeonato até ao fim? A reposta será dada nesse fim de semana de certeza.

Em Moto2, Miguel Oliveira não foi alem do 17º lugar, já se sabia que não ia ser um grande prémio fácil para o português, mas existia sempre a esperança que conseguia sair de França no 3º lugar da classificação geral. Não foi o caso, Morbidelli voltou a vencer e a mostrar que é o grande favorito ao titulo, Bagnaia ficou em 2º e Luthi fechou o pódio. Com isto, o português ficou com 59 pontos e perdeu o 3º lugar para Alex Marquéz que passou a ter 62, Luthi em segundo com 80 e Morbidelli chegou aos 100.

Foto de capa: MotoGP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

WWE Backlash: O resultado que ninguém queria

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Shinsuke Nakamura vs. Dolph Ziggler

No seu combate de estreia na WWE, Shinsuke Nakamura derrotou Dolph Ziggler Fonte: WWE
No seu combate de estreia na WWE, Shinsuke Nakamura derrotou Dolph Ziggler
Fonte: WWE

Que grande combate para iniciar o Backlash. Uma das atrações do evento, com a estreia de Shinsuke Nakamura em ringue. O combate teve momentos de grande intensidade, mas também golpes baixos por parte de Ziggler.

Como esperado, as atrações estavam em torno de Nakamura, que entregou uma boa exibição, juntamente com Ziggler, que não desiludiu e teve uma das melhores prestações em meses. Excelente combate de abertura, com a vitória para Shinsuke Nakamura. Bem-vindo ao Smackdown Live!

Sporting CP 4-1 GD Chaves: Leões terminam época a sorrir

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No seu último jogo na Liga 2016/2017, o Sporting CP recebia o Desportivo de Chaves no Estádio de Alvalade. Vindo de duas derrotas consecutivas (frente ao Belenenses e ao Feirense), o clube de Alvalade queria terminar o campeonato com uma vitória, de modo a dar uma alegria aos seus adeptos. Do outro lado, o treinador do Chaves, Ricardo Soares, desejava pôr fim à sequência de seis jogos seguidos sem ganhar para a Liga, para poder finalizar a sua aventura ao comando dos Flavienses de forma positiva.

Relativamente aos onzes iniciais, Jorge Jesus mudou vários jogadores em relação ao jogo frente ao Feirense e deu a titularidade a Beto, Esgaio, João Palhinha e Matheus Pereira. Quanto à equipa visitante, Ricardo Soares apenas trocou João Patrão e Rafa pelos indisponíveis Pedro Tiba e Renan Bressan, que haviam jogado na jornada anterior.

O jogo começou a um belo ritmo, com o Sporting desde logo a querer assumir o controlo. E logo aos 2′ podia ter-se adiantado na partida, por intermédio de Bas Dost, mas o guardião adversário estava atento. O Chaves conseguiu responder depois aos 7′, mas Rafa chegou atrasado ao cruzamento de Fábio Martins. Aos 10′, o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor do Sporting, após falta de Carlos Ponck sobre Matheus Pereira na grande área da equipa transmontana. E quem aproveitou a oportunidade foi o suspeito do costume: Bas Dost bateu Ricardo e fez o seu 32.º golo no campeonato. O golo veio recompensar a boa entrada leonina no jogo.

Pouco tempo depois, aos 14’, o Sporting ampliou a sua vantagem outra vez por Dost: o avançado holandês respondeu bem ao pontapé de canto, marcado por Matheus Pereira. Só deu Sporting nos primeiros 20 minutos, sendo que o Chaves não tinha ainda feito um remate enquadrado com a baliza de Beto. Aos 28’, o Chaves fez o seu primeiro remate no jogo; contudo, quem marcaria (de novo) seria o Sporting: aos 30’, Matheus Pereira fez o 3-0 e praticamente sentenciou as dúvidas quanto ao vencedor do jogo. Com uma desvantagem de três golos, o Chaves tentava esboçar uma reação, mas os comandados de Jorge Jesus não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Até ao fim da primeira parte não houve mais oportunidades de golo, e o árbitro apitou para o intervalo, com o Sporting confortavelmente na frente do marcador.

A segunda parte começou sem alterações nos dois lados. O Chaves com vontade de tentar alterar a diferença verificada no marcador, e podia ter reduzido logo no início dos segundos 45 minutos, mas o remate de Fábio Martins passou ao lado. Na resposta, o livre de Jefferson fez a bola ir à barra da baliza de Ricardo. Aos 59’, o Chaves conseguiu reduzir para 3-1, com o golo a ser da autoria de William. Com vista a aproveitar o renascer da esperança em anular a desvantagem, Ricardo Soares fez entrar João Mário para o lugar de Rafa, aos 62’. Ciente de que agora o Chaves se iria expor mais ao ataque, Jesus colocou em campo o jovem Francisco Geraldes no lugar de Daniel Podence. Aos 71’, Gelson quase marcou, após boa combinação com Bas Dost, mas Ricardo fez uma defesa segura. Fábio Martins, aos 74’, numa boa iniciativa individual, esteve perto de marcar, mas Beto opôs-se bem ao remate. Aos 82’, o Chaves podia ter reduzido ainda mais a diferença num livre frontal e, outra vez, Beto fez uma boa defesa. Já perto do final do jogo, Gelson Dala estreou-se na liga portuguesa e surgiu mais um golo do Sporting: Bas Dost, de novo de penálti, fez o 4-1 e completou o seu hat-trick. O jogo terminou com o resultado de 4-1 para o clube de Alvalade, que, após duas derrotas consecutivas, voltou a vencer e termina a época a sorrir.

Não se progride fazendo hoje mais fácil do que se fazia ontem

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Cabeçalho modalidadesO desporto nacional deve muito dos seus avanços a técnicos e atletas estrangeiros. As modalidades solidamente implantadas nos nossos hábitos desportivos ,como é o caso do basquetebol, têm na sua história diversos contributos positivos de técnicos e atletas de várias nacionalidades .

O tema dos jogadores estrangeiros é recorrente no basquetebol e voltou novamente á ordem do dia com as propostas apresentadas pela ANTB á federação da modalidade.

A ANTB faz uma propostas de limitação numero de estrangeiros por equipa e refere no documento que :

– existe uma grande dificuldade de jovens com talento apostarem numa carreira profissional.

-o aumento de competitividade da Liga Masculina se deve ao aumento de mais um jogador estrageiro , o que melhourou a qualidade do jogo

– Aumentar o numero dos estrangeiros pode ser interpretado como um desinvestimento na formação de jogadores jovens portugueses

Sérgio Ramos, presidente da ANTB
Sérgio Ramos, presidente da ANTB

Continuo a pensar que a melhoria dos atletas nacionais não passa pela limitação do número dos jogadores estrangeiros. O basquetebol internacional tem múltiplos exemplos que provam o contrário. Legalmente não me parece que seja possível impedir qualquer jogador /cidadão europeu de participar nas nossas competições (mesmo com os tais acordos de “cavalheiros”).

Limitar a competitividade no acesso ao profissionalismo não é solução e só pode promover a mediocridade e a incompetência . Como escreveu recentemente o comentador Luis Cristovão:

“As melhores equipas exigem melhores jogadores , com melhores jogadores temos melhores espectáculos , logo criamos mais mercado e maior capacidade deste criar retorno que possa ser reinvestido na formação de jogadores”.

Gil Vicente FC 0-2 FC Famalicão: Diogo Cunha desbloqueou jogo equilibrado

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Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão jogou hoje a última jornada da Ledman Liga Pro, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente. O Famalicão entrou com vontade de marcar e coube a Mendes o primeiro remate do encontro por cima da baliza de Vozinha. O Famalicão estava por cima mas o Gil podia ter marcado num mau alívio do guarda-redes famalicense Gabriel, que rematou. A bola embateu nas costas do avançado “gilista” e por pouco não entrava na baliza. Os comandados de Dito tentaram responder e depois de uma combinação entre Dani e Mércio o médio brasileiro endossa a bola para Chico e o avançado do Famalicão remata muito por cima da baliza do Gil Vicente. Era jogo de parada-resposta e o Gil, através de um remate de Paulinho, melhor marcador dos “Galos” esta época, quase marcava, fazendo passar a bola perto da baliza do guarda-redes canarinho. O Famalicão tentava chegar ao golo e, após cruzamento de Mendes, Feliz cabeceia na grande-área mas para fora. Firmino era o mais inconformado dos gilistas e rematou novamente por cima da baliza do Famalicão.

Na segunda parte, o Famalicão entrou mais afoito, a pressionar mais, com as linhas subidas, e foi de Vítor Lima o primeiro remate para defesa apertada de Vozinha. Pouco depois o mesmo Lima remata para o guarda-redes da equipa da casa desviar para canto. Desse pontapé de canto, a bola sobra para Dani. que remata para nova intervenção em grande estilo de Vozinha. O Gil tentou remar contra a maré e novamente Hugo Firmino a rematar, com a bola a não encontrar o caminho da baliza famalicense.

Dito decidiu arriscar na partida, tirando Fred e Chico para os lugares de Carlão e Diogo Cunha, dando mais poder de fogo ao ataque do Famalicão, colocando dois homens mais atacantes, e baixando Mércio para fazer duplo-pivô defensivo com Vítor Lima, sendo Cunha o médio que mais se aproximava de Carlão. Álvaro Magalhães também não se ficou atrás. Retirou Pedro Marques e colocou Abou Touré.

Massa adepta sempre acreditou na manutenção Fonte: FC Famalicão
Massa adepta sempre acreditou na manutenção
Fonte: FC Famalicão

Dito arriscou e ganhou, Mendes entra na área e é derrubado por Calu. Diogo Cunha chamado a converter faz 1-0 para o Famalicão, lançando a euforia dos quase 2500 adeptos famalicenses que encheram e coloriram o topo da bancada sul, dando um bonito espetáculo durante todo o jogo. O técnico “gilista” respondeu com uma alteração, fazendo entrar Noubissi por troca com Nybal numa tentativa de abrir o ataque e tentar ir em busca do empate, mas o Famalicão é que poderia ter chegado ao 2-0 logo a seguir. Cruzamento de Mendes, puxado ao segundo poste, e Carlão não consegue chegar para a emenda.

Dito tirou Mendes e colocou Kisley enquanto Álvaro tirou Ricardinho e colocou Reko no seu lugar. O Famalicão mais uma vez ameaçou o 2-0 com um cruzamento atrasado de Kisley, que encontra Carlão, com o avançado brasileiro a rematar picado para uma defesa junto à trave de Vozinha. Mas tanta insistência famalicense deu em mais um golo. Canto cobrado por Diogo Cunha e Kisley a cabecear sem hipótese para o guarda-redes. O resultado em 2-0 para os famalicenses garantia a manutenção na Ledman Liga Pro, deixando em êxtase os adeptos que mais uma vez deram mostras de que acompanham a equipa para todo o lado. Abou Touré, que entrou na segunda parte, foi expulso perto do final da partida, por acumulação de amarelos, deixando o Gil Vicente com dez unidades. Apito final, 2-0 para o Famalicão, manutenção garantida na última jornada depois de um campeonato irregular da equipa famalicense.

Fonte da Capa: Bola na Rede

Os dados estão lançados, venha daí Roland Garros!

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Cabeçalho modalidadesO Masters 1000 de Roma já é, tradicionalmente, o torneio das surpresas na preparação para Roland Garros. Este ano não fugiu à regra, e foi o jovem alemão Alexander Zverev, de apenas 19 anos, que bateu toda a concorrência e levantou o troféu no Foro Italico. Nas senhoras, como já era de prever, surpresa foi a palavra de ordem da competição e na grande Final, foi a ucraniana Elina Svitolina quem levou a melhor entre as oponentes, e venceu a prova.

Começando exatamente por elas, e pela metade do quadro da competição, apenas Simona Halep cumpriu com o que era esperado e avançou até às meias-finais tendo tido de sofrer apenas frente à russa 12ª Cabeça-de-série Anastasia Pavlyuchenkova, que obrigou a romena a disputar 3 sets (Halep d. Pavlyuchenkova 6/1; 4/6; 6/0). Depois disso, Halep confirmou o seu bom momento de forma ao alcançar facilmente a Final, batendo Anett Kontaveit – a atleta estonina que eliminou de forma humilhante a número 1 mundial Angelique Kerber pelos expressivos 6/4 e 6/0. Também Maria Sharapova desiludiu e desistiu do seu compromisso frente à veterana Mirjana Lucic-Baroni quando perdia por 2/1 no 3º set.

Halep iria encontrar na Final Elina Svitolina, 8ª Cabeça-de-Séria da prova romana. A ucraniana teve de suar bastante mais ao longo do seu percurso até à derradeira partida, e protagonizou nos oitavos-de-final aquele que eu designaria como jogo mais estranho de toda a época e, por sinal, simbólico daquela que tem sido a época no circuito feminino: ao defrontar uma Mona Barthel que vinha de uma excelente conquista em Praga, a ucraniana cedeu a primeira partida por 6/3 quando, quase de forma inexplicável, a alemã “adormece” permitindo que Svitolina vire a partida a seu favor vencendo os dois sets seguintes por duplo 6/0. Depois dessa proeza a ucraniana foi somando vitórias e ao encontrar Muguruza nas meias-finais, quase não chegou a aquecer devido à desistência da espanhola logo no 5º jogo do primeiro set.

Fonte: Elina Svitolina
Fonte: Elina Svitolina

No derradeiro encontro, não houve facilidades para nenhuma das duas jogadoras e foi até a romena Halep que entrou melhor, levando de vencida o primeiro set por 6/4. Aí, Elina Svitolina viu-se obrigada a jogar o seu melhor ténis e, num set com vários pontos espetaculares e de belo efeito, a ucraniana conseguiu fazer o break decisivo no último jogo dessa partida, vencendo-a por 7/5. Na “negra” foi por pouco que Simona Halep escapou ao “pneu”, tendo apenas conquistado o único jogo do set quando perdia já por 5/0, pouco antes de a ucraniana comemorar a excelente semana que fez com o troféu de vencedora nas mãos partindo assim para Paris com a sensação de que pode surpreender em Roland Garros.

Moreirense FC 3 X 1 FC Porto: Venha 2017/18…

fc porto cabeçalho 2Na 34.ª e última jornada da Liga NOS 2016/17 o FC Porto entrou em campo, em Moreira de Cónegos, para defrontar o Moreirense FC. Se para os azuis e brancos este era apenas um jogo “para cumprir calendário”, para a equipa da casa esta era a derradeira oportunidade para garantir a manutenção no principal escalão do futebol português. Assim sendo, se Nuno Espírito Santo apenas promoveu uma alteração na baliza, com a estreia absoluta de José Sá com a camisola do FC Porto na Liga NOS, Petit não poupou qualquer jogador para um jogo no qual a equipa dependia apenas de si para garantir o objetivo da manutenção.

Bancadas bem compostas, sobretudo com adeptos da equipa da casa, e entre os adeptos do FC Porto (hoje menos do que é habitual) podia ler-se uma tarja com a inscrição “A glória dos campeões é feita na última batalha. Por ti, por nós, pelo emblema”. Apito inicial dado por Fábio Veríssimo numa primeira parte pautada por um maior domínio do FC Porto mas por uma atitude sempre lutadora por parte da equipa da casa. Depois de uns primeiros 15 minutos tão sonolentos quanto o interesse demonstrado pelo futebolistas do FC Porto nesta partida, o primeiro lance de perigo acabaria por surgir por intermédio de Brahimi; em resposta a um cruzamento de Otávio a partir da direita o argelino surgiu sozinho ao segundo poste mas o remate saiu ao lado da baliza à guarda de Makaridze.

A partir daí, e mesmo mantendo-se a toada lenta do jogo (muito por culpa da previsibilidade do momento de organização ofensiva do FC Porto), começaram a surgir os golos. Aos 16 minutos Rebocho realizou um excelente cruzamento a partir do corredor esquerdo, Boateng antecipou-se a Marcano e, de cabeça, não deu qualquer hipótese a José Sá. A resposta do FC Porto à desvantagem foi pálida e, cerca de 20 minutos depois, foi a vez de Boateng bater Felipe em velocidade e isolar Frédéric Maciel, que, na cara de José Sá, não teve dificuldades em desviar a bola do guarda-redes português para o fundo das redes. Numa primeira parte dominada ao nível da posse de bola pelo FC Porto mas na qual apenas uma equipa mostrou objetividade na procura do golo, o resultado, apesar de demasiado penalizador, acabou por retratar bem a atitude displicente dos futebolistas da equipa azul e branca face à partida.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ao intervalo Nuno Espírito Santo optou por retirar do jogo Héctor Herrera e Otávio para dar lugar a André Silva e Jesús Corona. O FC Porto passava a dispor-se num 4x4x2, com Brahimi e Corona bem abertos nos corredores laterais. Porém, como sempre por aqui se tem defendido, mais importante do que mudar as peças ou a estrutura tática são as dinâmicas coletivas, e essas, pese embora a mudança de atitude por parte dos futebolistas, mantiveram-se pobres. Apesar de tudo a equipa azul e branca surgiu mais pressionante na segunda parte, com o Moreirense FC a adotar posicionamentos mais conservadores, ainda que sempre mantendo a procura pelo aproveitamento dos momentos de transição ofensiva.

Acabou por ser sem grande surpresa, ainda que sem que tenha feito muito (em qualidade) por isso, que o FC Porto chegou ao golo aos 66 minutos. Jogada de insistência de Tiquinho Soares, que deixou a bola em Corona; este abriu em André André, que cruzou para Maxi Pereira, e o uruguaio, com um golpe de génio bafejado pela fortuna, conseguiu improvisar um remate que sobrevoou Makaridze e apenas terminaria no fundo das redes do Moreirense FC. Novo fôlego para o FC Porto num momento do jogo que poderia ter mudado por completo o rumo dos acontecimentos; porém, os de Moreira de Cónegos nunca esmoreceram e, por outro lado, os azuis e brancos continuaram a praticar um futebol pouco objetivo e sempre demasiado previsível.

Aos 71 minutos de jogo Nildo ameaçou a baliza à guarda de José Sá com um livre direto que o guardião português afastou para canto mas, aos 83 minutos, o golo da vitória acabaria mesmo por surgir. Felipe falhou o corte na abordagem ao lance, Boateng não desistiu, serviu Alex e este não desperdiçou a oportunidade; 3-1 para o Moreirense FC – a manutenção parecia agora garantida!

O FC Porto ainda teria espaço para um suspiro final, aos 86 minutos de jogo, com Brahimi a receber a bola na área, a desviá-la de Makaridze, mas esta acabaria por passar ao lado da baliza defendida pelo guarda-redes geórgio. Ponto final no encontro e grande festa em Moreira de Cónegos. O Moreirense FC, treinado por Petit, acabava de garantir a permanência na Liga NOS; para o FC Porto o jogo foi o espelho daquilo que tem vindo a ser a fase final da época: uma equipa com um modelo de jogo rudimentar e sem ideias na fase de criação (problema agravado pela ausência de Óliver Torres do 11 inicial). Agora só resta refletir sobre aquilo que falhou e, serenamente, preparar a época 2017/18 com esperança num futuro vitorioso.