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Que podem trazer Piccini e Mattheus Oliveira?

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A época desportiva de 2016/2017 está prestes a terminar, mas os clubes começam a preparar já a próxima época e em Alvalade ainda se prepara com mais preocupação e prioridade face aos vários erros cometidos ao longo desta temporada. Como já foi escrito por mim anteriormente noutros artigos, o plantel leonino necessita de uma revolução e de vender provavelmente cerca de nove ou dez jogadores que estão claramente a mais e não acrescentam qualidade nenhuma nem às primeiras nem às segundas linhas.

Para existir melhoria no rendimento e na qualidade do plantel também é necessário contratar com critério, tal como aconteceu com Bas Dost. Não se sabe ainda o que vai no pensamento do staff leonino, se pretendem garantir mais um ou dois reforços com a mesma qualidade e garantias de Bas Dost, tendo assim um maior investimento, ou se será colmatar as lacunas do plantel através de jogadores com preços mais acessíveis. A verdade é que o Sporting também não pode cometer loucuras a nível financeiro e se Bas Dost também veio por dez milhões de euros, é porque foram vendidos jogadores a cobrir esse investimento. Certamente com algumas saídas que podem existir, esse investimento irá ser feito. O Sporting precisa urgentemente de se reforçar e preparar a época da melhor forma. Não pode haver desculpas. Para já foram confirmadas três contratações: André Pinto, central contratado a custo zero ao Sporting de Braga e, mais recentemente, Cristiano Piccini e Mattheus Oliveira.

Cristiano Piccini, lateral direito formado na Fiorentina, nunca se afirmou e foi um jogador sistematicamente emprestado pelos “viola”. Em 2015/2016, após um ano de empréstimo no Bétis e por ter convencido o clube espanhol, foi contratado por cerca de um milhão e meio de euros. Chega ao Sporting proveniente então do Bétis por uma quantia a rondar os três milhões de euros. Tem 24 anos e é um jogador bastante alto (1.89m) – tal como Jesus gosta. Apesar de demonstrar algumas debilidades a nível defensivo – algo até preocupante para o plantel leonino, pois as principais lacunas são as laterais defensivas e os vários erros cometidos nessas mesmas posições – a Liga Espanhola e o clube em questão também exigiam que fosse necessário passar mais tempo a defender do que a atacar, sendo que num clube como o Sporting e o campeonato português algo mais acessível, será também mais fácil a sua adaptação. Isto porque é um lateral ofensivo, apesar de alto é bastante rápido e ágil, demonstrando boa capacidade para subir na linha e arriscar no um para um.

Boavista FC 2-2 SL Benfica: Uma pantera travestida de campeão

Cabeçalho Futebol NacionalEncerrando a temporada 2016/2017, Boavista e Benfica encontraram-se para uma partida a contar para a Jornada 34 da Liga NOS, que teve lugar no Estádio do Bessa Século XXI e contou com a arbitragem de Nuno Almeida.

Por um lado, as panteras atingiram a melhor classificação da década, ocupando, independentemente do resultado do jogo, o nono posto da tabela classificativa. Por outro, as águias, que se sagraram campeãs na última jornada diante do Vitória de Guimarães, pretendiam dar minutos a jogadores como Paulo Lopes, Kalaica, Hermes e Pedro Pereira.

Após um início pautado por um equilíbrio entre ambas as formações, as distrações posicionais da defensiva encarnada possibilitaram um ascendente ofensivo dos axadrezados. Num dos lances de ataque, aos 15 minutos, Fábio Espinho, após um passe extraordinário de Iuri Medeiros, conduziu o esférico pela lateral direita, cruzando para Renato Santos que, confortavelmente, inaugurou o marcador. Ao minuto 28, Iuri Medeiros, na cobrança de um livre direto algo distante, tentou surpreender Júlio César. Contudo, o esférico sobrevoou ligeiramente a baliza.

Os pupilos de Rui Vitória erraram um número incontável de passes no último terço do terreno e o Boavista, assumindo a tranquilidade decorrente da vantagem, aproveitava a tentativa de contragolpe. No período de compensação, Iuri Medeiros tentou novamente ampliar a vantagem, mas a bola voltou a subir em demasia.

No recomeço da partida, o Benfica entrou melhor, porém, o Boavista aproveitou inteligentemente os sucessivos erros defensivos da equipa visitante. Foi assim que, aos 52 minutos, Iuri Medeiros isolou Schembri que não teve dificuldades em bater o guardião das águias. Numa recuperação de bola de Rafa, ao minuto 71, que percorreu o corredor central, Mitroglou, na cara de Vágner, não perdoou e reduziu o marcador. Aos 78 minutos, os axadrezados estiveram próximos de sentenciar o jogo, mas o disparo de Iuri Medeiros embateu em Lisandro López e não tomou o caminho da baliza.

Já com Paulo Lopes em campo, Iuri voltou a tentar de livre, no entanto, o esférico saiu à malha lateral. Segundos antes da compensação, Kalaica, na sequência de um canto cobrado por Zivkovic, fixou inesperadamente o empate com um potente cabeceamento.

O legado do clã Kirsten no futebol alemão

Cabeçalho Liga Alemã

“O nome “Kirsten” vai estar para sempre inseparavelmente associado ao Dynamo” – Benjamin Kirsten (2015)

Ulf “Schwatte” Kirsten é um nome de referência do futebol alemão e, porque não dizê-lo, do desporto rei no velho continente. Nascido em Riesa, na antiga RDA (República Democrática Alemã), Kirsten ficou conhecido pela sua classe dentro das quatro linhas e pela sua capacidade, quase inata, de marcar golos. Ulf foi um elemento chave no poderoso SG Dynamo Dresden da década de 80 e nome de referência do Bayer 04 Leverkusen entre 1990 e 2003. Na verdade, Kirsten apenas conheceu estas duas equipas enquanto sénior, depois de ter passado pelo BSG Chemie Riesa e pelo BSG Stahl Riesa durante a sua formação. Apesar de estar “do outro lado do muro”, o seu talento durante as épocas que passou em Dresden não passou despercebido aos olheiros da Europa Ocidental, que não hesitaram em compará-lo ao lendário Gerd Müller. Kirsten deixou um legado absolutamente brilhante no futebol alemão, apontando cerca de 300 golos em pouco mais de 500 jogos divididos pelo Dynamo, Bayer e pelas selecções da RDA e da Alemanha unificada.

O legado do nome Kirsten no futebol alemão não terminou, porém, quando em 2003, Ulf decidiu pendurar as botas, uma vez que o seu filho, Benjamim, estava preparado para seguir as pisadas do pai, ainda que ocupando uma posição completamente antagónica àquela que fez do lendário Ulf um dos melhores avançados de sempre do futebol europeu. Benjamin, ou Ben, como geralmente é conhecido, é guarda-redes e fez a sua formação no SG Dynamo Dresden e no Bayer 04 Leverkusen. Natural de Riesa, como o seu pai, Ben mostrou desde cedo que o futebol teria um papel de elevada importância na sua vida e aos 2 anos de idade já dava os primeiros toques na bola na academia do histórico emblema de Dresden.

Ulf Kirsten ao lado de Ralf Minge nos tempos de glória do SG Dynamo Dresden na década de 80 Fonte:  weltsport.net
Ulf Kirsten ao lado de Ralf Minge nos tempos de glória do SG Dynamo Dresden na década de 80
Fonte: weltsport.net

A queda do muro de Berlin e consequente desmoronar da RDA precipitaram a saída de vários jogadores da Oberliga para a Bundesliga e Ulf Kirsten foi um deles. O “Schwatte” mudou-se para Leverkusen e levou a sua família consigo. Ben passaria então a integrar as escolas do Bayer 04 e por lá ficou até 2008, alinhando na equipa de reservas do emblema da Renânia do Norte-Vestefália. A falta de oportunidades e de tempo de jogo fez com que Kirsten procurasse a sua sorte noutras paragens e foi curiosamente nesse ano que chegou a Dresden para alinhar pelo Dynamo local, após uma muito breve passagem pelo  SV Waldhof Mannheim. Com apenas 21 anos, Ben começou a conquistar o seu espaço, primeiro na equipa de reservas, onde venceu o Sachsenpokal em 2009, e mais tarde ao serviço da equipa principal, onde chegou, de forma permanente, em 2011 pela mão de Matthias Maucksch.

O que Benjamim Kirsten viveu depois com o SG Dynamo Dresden foi uma verdadeira história de amor, um pouco à semelhança do que havia acontecido com o seu pai na década de 80, mas porventura ainda um pouco mais intensa. Ben fez mais de uma centena de jogos pelo Dynamo e a par do hispano-alemão Cristian Fiél, tornou-se não só uma referência da equipa, como também um verdadeiro herói para os fervorosos adeptos do clube durante os anos que se seguiram.

Feyenoord, 18 anos depois

Cabeçalho Futebol Internacional

A liga holandesa é dominada por PSV e Ajax desde que comecei a acompanhar este desporto. Nasci em 95, e desde então, estes dois emblemas conquistaram a principal prova de clubes da Holanda por 18 ocasiões. Pelo meio intrometeram-se 3 clubes: Az Alkmaar, em 2008/2009, Twente logo no ano de seguida, e o Feyenoord, este que contando já com o título alcançado na presente temporada, por duas ocasiões inverteu a tendência do desfecho do campeonato dos Países Baixos.

É a equipa que, nos últimos 20 anos, tem por hábito ficar classificado logo a seguir ao PSV e Ajax, no 3º posto (8 vezes). De realçar ainda os 2ºs postos alcançados (4) no período de tempo em análise. O último título conquistado pelo Feyenoord foi a Taça da Holanda, em 2007/2008…

Destaque para uma das características que identificam o futebol holandês. A esmagadora maioria dos jogadores são naturais do país. No que toca ao Feyenoord: desde a conquista da eredivise de 98-99 até à atual, todos os treinadores que comandaram a equipa de Roterdão são de nacionalidade holandesa. Desde 82 que é assim. Só uma ligeira exceção: no ano 1989, foram dois técnicos a orientar o clube, sendo um dos quais de nacionalidade sueca.

Conquista da Eredivise levou de Kuip ao rubro Fonte: News of the EU
Conquista da Eredivise levou de Kuip ao rubro
Fonte: News of the EU

Este ano, o campeão Feyenoord apresentou um futebol muito positivo. Deu, de facto, esperanças de uma grande época aos adeptos: apesar de ter perdido a Johan Cruijff Schaal XXI (Supertaça holandesa), venceu, logo na sexta jornada o então detentor do título holandês, em Eindhoven, por 1-0; e aquela vitória em casa diante o Man. United de José Mourinho. Mesmo um United menos assustador do de outros tempos, é o United. Reforçou-se com duas armas de alto calibre, Paul Pogba e Zlatan Ibrahimovíc (o último que, mesmo com numa fase mais avançada da carreira, provou mais uma vez do que é capaz), sob o comando de José Mourinho, nessa fase tão prematura da época, a equipa onde Cristiano Ronaldo é ídolo atravessava um momento de assimilação daquilo que Mourinho realmente queria, mas já assinalava boas ideias de jogo, qualidade individual por parte dos mais virtuosos, mas pecava na finalização. Algo que, acabou por se suceder toda a temporada.

Voltando ao Feyeenord, que é o tema que nos devemos focar, assinalo a tremenda série vitoriosa protagonizada pelo conjunto orientado por Giovanni van Bronckhorst: além de contabilizar todos os pontos possíveis, dava espetáculo e vencia jogos por grande diferença de golos. Começou a Eredivisie com uma vitória de 5-0 sobre o N.E.C., e teve sem perder pontos até à receção ao Ajax, à 10ª jornada, partida que ficou empatada a uma bola. Após esse jogo, atravessou curta fase um pouco estranha, tendo em conta os resultados apresentados até então: um empate contra o Heerenveen, e uma derrota frente ao Go Ahead Eagles. Depois voltou às vitórias, e venceu o PEC Zwole por 3-0. Na jornada seguinte, novo empate, em casa do Utrecht, mas depois voltou ao normal, e obteve uma nova grande série vitoriosa.

Boavista FC 2-2 SL Benfica: E o Paulo Lopes (também) é campeão!

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O último jogo do Benfica para a Liga NOS 2016/17 colocava-o no Bessa a enfrentar o Boavista. Num jogo que, em termos pontuais, em nada servia ao Benfica, o Boavista fez o corredor de honra enquanto os tetracampeões entravam em campo com um onze de segunda (ou mesmo terceira) linha.

Uma partida que contou com imensas mudanças no lado encarnado e que tinha como principal objetivo a consagração de mais 4 campeões portugueses. Três deles, Kalaica, Pedro Pereira e Hermes, jogaram a titular, ficando apenas Paulo Lopes no banco, dos que precisava de minutos para se sagrar também campeão da Liga NOS.

O Boavista tomou a dianteira no primeiro quarto de hora, numa altura em que se adivinhava que os axadrezados estavam a momentos de fazer balançar as redes do Benfica, hoje defendidas por Júlio César. Foi Iuri Medeiros que deu inicio à jogada, lançando na direita Fábio Espinho que entregou o golo a Renato Santos que só teve de encostar.

O jogo continuou equilibrado, notando-se, ainda assim, a dificuldade da equipa pouco habitual das águias em combinar uns com os outros. Faltava a rotina que se viu no onze base da equipa tetracampeã. O Boavista, por sua vez, ao não optar por lançar um onze muito diferente do habitual, acabou por ter jogadas mais interessantes ao longo da primeira parte.

À meia hora de jogo, Mitroglou perdeu a cabeça e reclamou de forma acesa com o árbitro e com um axadrezado, levando um amarelo. Por esta altura os ânimos aqueceram, sucedendo-se várias faltas e assobiadelas de parte a parte.

Na segunda parte o jogo manteve-se com o mesmo equilíbrio, apesar da entrada de Rafa para o lugar de Hermes. A equipa do Bessa, desiquilibrando um pouco mais, acabou mesmo por fazer o segundo golo. Assistência de classe do açoriano Iuri Medeiros para André Schembri que alargou a vantagem para euforia dos boavisteiros.

O golo veio numa altura em que o Benfica tinha entrado bem e conseguia ser mais perigoso. Aos 52 minutos, viu-se contrariado, mas os adeptos encarnados gritaram bem alto, não deixando a equipa baixar os braços.

Acontece que, já com Jiménez a render Filipe Augusto, o Benfica consegue reduzir a desvantagem. Uma grande arrancada de Rafa no centro do campo e um passe a desmarcar Mitroglou, fez com que o grego voltasse aos golos e reduzisse a diferença para um golo.

Pouco depois, um momento muito aguardado pelos benfiquistas, Paulo Lopes entra em campo para defender a baliza encarnada nos últimos 10 minutos da partida. A claque presente ficou ao rubro gritando “Paulo Lopes é campeão”. Assim, o Benfica garantiu mais 4 jogadores como campeões nacionais.

O resto do jogo manteve-se dividido, mas com as águias a conseguirem, cada vez mais, embalar o seu jogo e a criar mais perigo, embora sempre respondido com perigo do Boavista.

Chegava-se ao minuto 90 e Zivkovic desloca-se à bandeirola do lado esquerdo do terreno para bater um canto. Canto batido e aparece um estreante, Kalaica, para cabecear, muito forte, contra o poste de Vagner Silva, fazendo a bola bater no chão e Vagner desviar em sufoco. Confusão nas bancadas e no campo, o árbitro apita e garante que estava feito o empate pelo Benfica. Kalaica vivia uma estreia de sonho, com 90 minutos e um golo a dar o empate para os campeões nacionais. Ainda houve tempo para se esperar a reviravolta, mas o jogo terminava assim.

Empate no Bessa, num jogo em que havia objetivos distintos dos dois lados, e apenas um foi alcançado. O Benfica garantiu mais quatro campeões nacionais, mas o Boavista continua sem conseguir ganhar a um grande desde o regresso à primeira liga do futebol nacional.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting CP com caminho aberto para o título

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As contas de hoje eram bem fáceis. Se o FC Porto ganhasse o clássico na Luz seria Campeão Nacional. Se empatasse manteria a liderança, mas teria de esperar pela última jornada para festejar o título. Se perdesse perderia a liderança para o Sporting CP, que havia empatado 30-30 na Madeira.

Excetuando os instantes iniciais, onde a equipa visitante entrou mais forte, o SL Benfica esteve sempre na frente do marcador e impediu que o FC Porto impusesse o seu ritmo de jogo mais confortável para a turma de Ricardo Costa. A equipa azul e branca ainda conseguiu fazer o empate a nove golos, mas a equipa da casa apresentou uma grande eficácia ofensiva (algo muito pouco visto esta época) e saiu para o intervalo a vencer 16-14.

O FC Porto voltou para a partida com vontade de anular a desvantagem no marcador. A meio da segunda parte igualou a partida, mas nunca conseguiu assumir a liderança do marcador, tendo obtido sucessivos empates até ao final da partida, quando Tiago Pereira marcou vigésimo oitavo golo das águias fechando o resultado em 28-27.

Uellington Silva (Benfica) e Alexis Borges (Porto) foram os melhores marcadores da partida, com seis golos cada.

Com este resultado o Sporting CP assume a liderança do campeonato, dependendo só de si para vencer o título. O SL Benfica pode estragar duas festas do título em duas semanas se no próximo fim-de-semana vencer o Sporting CP. O FC Porto fica assim a depender de terceiros para a reconquista do Campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

CD Nacional 1-2 Vitória FC: O resumo de uma época num jogo só

Cabeçalho Futebol Nacional

No jogo que marcava a despedida do CD Nacional da Primeira Liga, o último classificado, já matematicamente despromovido, recebia o Vitória FC, equipa que já não vencia há seis jornadas.

Com a Segunda Liga no horizonte, restava ao Nacional preservar algum orgulho e despedir-se dos seus adeptos com uma vitória. Isso mesmo assumiu João de Deus, antes do jogo frente a um conjunto sadino que protagonizara uma época estável e tranquila.

O dia estava cinzento na Choupana, nas zonas altas do Funchal, tal como as bancadas, praticamente despidas. E de um dia triste e cinzento não resultou um jogo alegre. Logo nos minutos iniciais, alguns dos adeptos presentes demonstravam a sua insatisfação, visando vários jogadores alvinegros.

O Nacional só aos 23 minutos se aproximou da baliza de Varela, beneficiando de um livre frontal, que acabou muito mal batido. Até então – e mesmo até ao final da primeira parte – só o Vitória conseguia ameaçar as redes caseiras, através de vários remates perigosos que, contudo, não desfizeram a igualdade.

Ao intervalo, o resultado era lisonjeiro para a equipa da casa, que bem podia agradecer à sorte – e a Adriano – por não estar a ser goleada. O futebol era pouco e os momentos dignos de registo apenas surgiam pelo lado vitoriano.

Durante o descanso, João de Deus decidiu retirar o desinspirado Aristeguieta, substituindo-o por Ricardo Gomes, mas logo aos 48 minutos o Nacional vê-se novamente obrigado a alterar o xadrez, face a uma potencial lesão muscular de Sequeira. O lateral esquerdo caiu sozinho, depois de ter ficado com o pé preso no relvado e para o seu lugar entrou o extremo moçambicano Witi.

Na segunda parte, o Nacional mostrava-se um pouco mais, conseguindo passar mais tempo na área do Vitória. De pouco serviu, já que os madeirenses continuavam sem conseguir criar hipóteses para incomodar as redes sadinas.

Foi só aos 70 minutos que o Nacional dispôs da sua primeira grande oportunidade, quando Witi, depois de uma reposição rápida de Adriano, subiu até à área setubalense e serviu Ricardo Gomes que, isolado, viu o seu remate travado por Bruno Varela.

E como quem não marca sofre, foi o Vitória quem chegou à vantagem, aos 74’ quando Edinho aproveitou para encostar a bola que o poste da baliza alvinegra devolvera.

A reação do Nacional foi quase inexistente, mas aos 88’ Witi conquistou uma grande penalidade, que Zequinha converteu, para repor a igualdade. No minuto seguinte, contudo, Zé Manuel voltava a colocar os visitantes na frente.

O resultado ficou então no 2-1, perfeitamente justificado para as hostes sadinas e com uma exibição triste e apática, que espelha na perfeição aquilo que foi a época do Nacional.

FC Porto e Sporting CP: Uma aliança a gerir com muito cuidado

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É do conhecimento público que FC Porto e Sporting CP voltaram a ter relações institucionais. É também do domínio publico que esta reaproximação só foi possível graças à trafulhice vivida actualmente no futebol português e que, posso afirmar com relativa facilidade, impediu os Leões de vencerem o campeonato relativo à época desportiva 2015/2016 e os Dragões de vencerem o que termina este fim-de-semana.

Face à posição conjunta assumida pelos eternos rivais, o polvo apressou-se a dar a sentença: “Sporting e Porto com acordo anti-Benfica”, lia-se e ouvia-se um pouco por todo o lado, isto apesar de o comunicado conjunto apenas referir que o grande objectivo era lutar por uma maior transparência no desporto português. Se a transparência é uma coisa anti-Benfica – e parece que sim olhando às reacções dos cartilhados -, fica mais fácil perceber de onde surgiu este tretacampeonato e o porquê de FC Porto e Sporting terem de unir forças para lutarem contra a imundice em que o polvo se move.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Não sei se será possível voltar a haver trocas de jogadores como no passado – Olá, Paulo Oliveira! Olá, Geraldes! Estou a olhar para vocês -, porque Bruno de Carvalho não é tonto. E com isto chego a um ponto que considero fundamental: O FC Porto tem de ter muito cuidado com todo este processo. Porque a iniciativa deste reatamento de relações partiu da pessoa que para chegar ao poder no Sporting não teve problemas em vestir a camisola anti-Porto e que já provou ser capaz de tudo para beneficiar o Sporting. E, caso seja sportinguista e esteja a ler isto, não veja esta afirmação como uma afronta. Ter um presidente que faz tudo para defender o clube será sempre uma coisa boa.

Pinto da Costa terá de ter cuidado para que ao retirar o controlo dos bastidores a um rival o esteja a entregar a outro, porque tenho a certeza absoluta que do outro lado existirá sempre essa preocupação. O Sporting não tem interesse nenhum num FC Porto forte, apenas quer ajuda para resolver um problema que Bruno de Carvalho se propôs a resolver sozinho. Mais tarde ou mais cedo voltará tudo ao normal: cada um por si.

Entretanto, há que tirar o chapéu a Bruno de Carvalho: não só conseguiu um aliado de peso na luta contra o polvo, como ainda pode ter colocado uma pedra sobre o eventual interesse do FC Porto em contratar Jorge Jesus para substituir Nuno Espírito Santo. Digamos que não seria nada elegante começar uma aliança com uma facadinha nas costas…

Foto de Capa: FC Porto

Às portas da Europa

Cabeçalho Futebol Nacional

O Desportivo da Chaves regressou este ano ao escalão principal do futebol nacional e depressa percebemos que este dificilmente ia ser um dos casos em que o clube volta a descer logo na primeira temporada.  Se o projeto na segunda liga já havia sido bem conseguido, na primeira, a qualidade, o critério e o investimento mantiveram-se. Jorge Simão chegou depois de ter deixado o Paços de Ferreira a apenas 1 ponto da Europa e com ele vieram também nomes como Felipe Lopes, Simon Vukcevic, Ricardo Nunes, Paulinho ou Battaglia.

À 14ª jornada o clube encontrava-se na 7ª posição e era a grande revelação do campeonato, tal fez com que o SC Braga escolhesse Jorge Simão como o substituto de Peseiro. Era a primeira “vítima” do sucesso dos flavienses, mas não seria a única. Paulinho, que estava a ser um dos melhores laterais do campeonato, Battaglia e Assis, donos do meio campo, também seguiram viagem para Braga. Além deste, o clube viu ainda sair o central titular Freire para o Japão.

A época do Chaves estava no ponto decisivo, além do timoneiro saíram ainda elementos fundamentais, mas aqui a grande qualidade da estrutura voltou a fazer-se valer. Ricardo Soares, desconhecido para quase todos, mas não para os responsáveis do clube transmontano foi o escolhido para tomar as rédeas do clube. Davidson e Batatinha chegaram provenientes do segundo escalão, Tiba e Bressan reforçaram o meio-campo e o ex-FC Porto e Sporting CP Nuno André Coelho para liderar a defesa.

Fonte: GD Chaves
Fonte: GD Chaves

O bom futebol e a cidade de Chaves continuaram a combinar e a equipa vai terminar a meio da tabela, – ainda podem descer para o 11º posto em caso de derrota com o Sporting CP – numa época em que ainda sonharam com as competições europeias. Entretanto já começaram a preparar a próxima época de olhos postos na Europa. Ricardo Soares já confirmou a saída, para lhe suceder fala-se em Luís Castro ou num regresso de Jorge Simão e o melhor marcador Fábio Martins vai regressar ao SC Braga. Já garantidos para a próxima época estão Rui Silva, lateral proveniente do Santa Clara, e Wilmar Jordán, avançado em tempos associado a Alvalade.

O Chaves está de boa saúde financeira e desportiva, o actual presidente foi recentemente reeleito, o capitão Nelson Lenho, o especialista em bolas paradas Bressan e os guardiões António Filipe e Ricardo já renovaram e parece-me que enquanto se mantiver esta estrutura o bom futebol no Municipal de Chaves está garantido, trancando a sete chaves o clube na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: GD Chaves

Façam-se apostas: No final da temporada, a Número 1 do Ranking WTA será…

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Cabeçalho modalidadesA notícia que surpreendeu o mundo do ténis foi dada a conhecer há quase um mês: Serena Williams está grávida e, consequentemente, após um longo período de domínio do circuito WTA, prepara-se para abandonar de forma mais prolongada o lugar cimeiro do ranking mundial. Para os amantes de ténis, pese embora o significativo declínio de qualidade que significa a ausência de Serena Williams do circuito WTA, esta trata-se de uma oportunidade de ouro para perceber o que valem realmente as adversárias da supercampeã norte-americana.

O ano tenístico tem sido marcado, na vertente feminina, pela incerteza ao nível dos resultados decorrente da inconsistência do desempenho das atletas. Estas parecem ser capazes, de semana para semana, do melhor e do pior, como é exemplo a eliminação de Garbiñe Muguruza na primeira ronda em Madrid e do atingimento da meia-final, logo na semana seguinte e na mesma superfície, do Internazionali BNL d’Italia. Este tem sido também o ano no qual a grande surpresa da temporada transata, Angelique Kerber, que chegou mesmo a “roubar” o lugar cimeiro do ranking WTA a Serena Williams, nunca conseguiu ir além dos quartos-de-final nos principais torneios (no Premier Mandatory de Miami).

Angelique Kerber tem admirado diversos colegas de profissão Fonte: Facebook Oficial de Angelique Kerber
Angelique Kerber tem admirado diversos colegas de profissão
Fonte: Facebook Oficial de Angelique Kerber

Roger Federer afirmou recentemente ficar “impressionado” sempre que vê Angelique Kerber jogar, e a verdade é que a tenista alemã tem caraterísticas de extrema relevância no ténis moderno: uma capacidade atlética impressionante para cobrir o court e uma excecional velocidade de reação. Kerber tem no fundo do court a sua zona de conforto e na direita a sua melhor pancada (sobretudo na direita paralela, que lhe permite fazer vários winners); por outro lado, o serviço é o calcanhar de Aquiles da alemã, pese embora esta acabe por obter algum benefício do facto de ser esquerdina.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Serena Williams