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FC Porto 4-1 FC Paços Ferreira: Da lentidão à goleada final

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Na despedida dos jogos no Dragão esta época, o FC Porto realizou uma exibição de altos e baixos, acabando por conseguir um resultado enganador para o que foram as incidências da partida. Com o campeonato decidido no que às contas do título diz respeito, a equipa de Nuno Espírito Santo voltou a ser agraciada com grandes penalidades, e logo em dose dupla… André Silva voltou aos golos, num jogo em que Herrera foi o melhor dos azuis e brancos.

Pouco público para assistir à última partida dos azuis e brancos no seu estádio na época 2016/2017. Nuno não surpreendeu na definição do onze e apareceu com um 4-2-3-1, com Casillas na baliza, Maxi (regressou após castigo), Boly (no lugar do castigado Felipe), Marcano e Telles na defesa, André André, Herrera, Brahimi, Otávio e Corona no apoio a Soares, o homem mais avançado. Por seu lado, a equipa pacense apareceu completamente descomplexada e distribuída no tradicional 4-4-2, com Mário Felgueiras na baliza, Bruno Santos, Gegé, Miguel Vieira e Christian na defesa, Felipe Melo, Andrézinho, Rocha e Medeiros no meio campo, Ricardo Valente e Luiz Phellype no ataque.

Com uma entrada lenta, previsível e ausente de ideias da equipa da casa, pertenceu ao Paços a primeira e a segundas oportunidade flagrantes de golo da partida. Primeiro Phellype, na sequência de um canto, cabeceou ao lado, e logo depois, numa perda de bola em zona central de Otávio, Christian rematou a rasar o ferro da baliza de Casillas. Os avisos pareceram não surtir efeito e o FC Porto continuou sem criar qualquer tipo de perigo junto de Felgueiras, que, ainda assim, teve de segurar um cabeceamento de Corona e, com mais dificuldade, um cabeceamento de Marcano, após canto de Telles. Sem surpresa, mas com uma boa dose de felicidade, o Paços chegou ao golo à passagem do minuto 31, depois de o remate de Andrezinho sofrer um desvio em Ricardo Valente e enganar o guardião espanhol.

André Silva voltou aos golos Fonte: FC Porto
André Silva voltou aos golos
Fonte: FC Porto

Parecia ter sido dado o clique necessário para o despertar do dragão (da equipa; não do estádio, que esteve sempre ruidoso), que cinco minutos volvidos haveria de restabelecer a igualdade, na primeira vez que os comandados de Nuno imprimiram um pouco de velocidade numa jogada. Herrera tabelou com Corona e foi receber mais à frente o cruzamento do extremo e, com um forte cabeceamento, não deu hipóteses a Felgueiras. Era a sociedade mexicana a dar frutos. Ainda antes do intervalo, momento assinalável no Dragão: foi assinalada uma grande penalidade a favor dos azuis e brancos. Brahimi, chamado a converter, não desperdiçou.

A segunda parte começou como havia terminado a primeira, ou seja, com o FC Porto a marcar. Herrera, o melhor em campo, isolou Jota (que substituiu Corona ao intervalo) com um passe acrobático que o internacional sub 21 português aproveitou para dilatar a contagem. A melhor jogada deste final de tarde um tanto ou quanto cinzenta no Dragão. Até ao final o FC Porto limitou-se a recuar linhas e a aproveitar as costas da defensiva pacense, sem que tenham existido grandes lances de perigo junto das balizas. Mas foi já em cima do minuto 90 que André Silva (entretanto a trocar de lugar com o desinspirado Soares), ainda incrédulo com a marcação, num só jogo, de uma segunda grande penalidade a favor dos dragões, aproveitou para selar o resultado final.

Foto de Capa: FC Porto

CS Marítimo 1-1 GD Estoril-Praia: Contas europeias adiadas para o final

Cabeçalho Futebol NacionalA duas jornadas do final do campeonato, o CS Marítimo dependia apenas de si próprio para carimbar a nona qualificação para as provas europeias, e podia garanti-la já frente ao GD Estoril-Praia, em pleno ‘Caldeirão’ dos Barreiros. Para isso, a formação de Daniel Ramos precisava de fazer melhor resultado que o Rio Ave, que jogava à mesma hora em Chaves.

Os canarinhos, por seu turno, chegavam ao Funchal em posição tranquila, já com a manutenção garantida, depois de uma época aquém das expectativas. Sem mais objetivos a alcançar, restava à equipa da linha tentar chegar à melhor posição possível.

O Marítimo entrava para o seu último jogo em casa e o ambiente era de festa, com o estádio muito bem composto. E ainda mais festivo ficou quando nas bancadas se celebrou o golo de Fábio Martins, do Desportivo de Chaves, aos sete minutos.

Quanto ao jogo jogado, a partida nos Barreiros começou dividida e interessante, com ambas as equipas a procurar as jogadas ofensivas. O Estoril perfilava-se mais atrevido a atacar do que o habitual, e a ausência do trinco, Diogo Amado, deixava a equipa mais exposta. Os madeirenses assumiam menos riscos, mas nem por isso deixavam de subir à área estorilista.

Apesar das dificuldades defensivas dos comandados de Pedro Emanuel, que o Marítimo explorava muito bem, foi mesmo o Estoril quem foi crescendo no jogo, atacando através de processos simples, mas eficazes.

Quando o árbitro apitou para o intervalo, assistia-se a um jogo interessante, com duas equipas que procuravam a vitória, estando o Estoril ligeiramente melhor. Do lado maritimista, Edgar Costa era claramente o elemento mais influente, endiabrado na ala direita do ataque verde-rubro. Faltava ao extremo madeirense melhor apoio nas investidas.

No regresso ao relvado a toada era a mesma, enquanto Marítimo e Estoril continuavam a mostrar um bom futebol ofensivo. Os insulares organizavam-se melhor defensivamente e Charles somava uma série de boas intervenções, travando assim as incursões estorilistas. O jogo continuava mexido, com oportunidades para os dois lados e motivos de interesse.

Raul Silva apontou o seu sétimo golo Fonte: CS Marítimo
Raul Silva apontou o seu sétimo golo
Fonte: CS Marítimo

Aos 58 minutos e na sequência de um pontapé-livre, o Marítimo chega à vantagem, graças ao central goleador, Raul Silva. Pedro Emanuel reagiu de seguida, colocando em campo Matheus Índio e Kléber, para insistir na forte pressão no último terço. Já aos 75’, Raul Silva viu o segundo amarelo e através do livre subsequente, Kléber reestabeleceu a igualdade, assinando um belo golo. O antigo avançado maritimista foi comedido nos festejos e pediu desculpa aos adeptos da casa.

O Rio Ave perdia em Trás-os-Montes e o empate servia, por isso, as pretensões dos verde-rubros, pelo que a principal preocupação de Daniel Ramos era reforçar a linha defensiva, carecida de um segundo central. Até ao final, o treinador do Marítimo ainda lançou um avançado, Djoussé, para tentar garantir o acesso à Europa, mas o resultado não sofreu qualquer alteração.

Já nos minutos de compensação, chega a notícia do empate dos vilacondenses, pelo que as contas europeias ficaram adiadas para a última jornada.

 

SC Covilhã 1-1 CD Santa Clara: Anti-jogo brindado com um ponto

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Cabeçalho Futebol Nacional

Este jogo da penúltima jornada , último no Santos Pinto, previa-se interessante. Ambas as equipas já tinham garantido o objetivo da manutenção e poderiam gerir melhor a partida.

No entanto,  jogo começou com um golo madrugador por parte da equipa insular. Clemente, após canto cabeceia forte, colocando a bola fora do alcance de Hugo Marques, que nada pôde fazer para evitar o golo.

A defesa dos covilhanenses começava adormecida, mas o ataque entrava determinado a faturar. Ponde rematou colocado, com Serginho a defender para cima com dificuldade. A recarga, Chaby acabou por fazer falta.

O que o golo poderia augurar para este jogo, acabou por não se confirmar. O jogo estava pobre e com pouco ritmo. As constantes faltas- e pedidos- tornavam  o jogo muito menos atrativo. Pedido de falta era mesmo a palavra de ordem: em meia hora de jogo, três jogadores diferentes por parte da equipa visitante, atiraram-se para o chão por suposta agressão por parte dos jogadores do Covilhã.

Os leões da serra ainda ameaçaram a baliza adversária, mas o resultado acabou por não se alterar até ao intervalo.

A segunda parte do encontro começa com uma alteração por parte do Covilhã, com Onyeka a entrar para o lugar de Harramiz. Já na primeira parte, o treinador do Santa Clara procedeu também a uma substituição, por problemas musculares de Igor, que foi rendido por Diogo Coelho.

Depois de algumas investidas, o Covilhã não chegou ao golo por azar. Onyeka, num ressalto, faz um remate que saiu enrolado e foi embater no poste, indo depois ter caprichosamente às mãos de Serginho.

O golo do Covilhã chegou a faltarem dez minutos para o final da partida. Numa altura que o anti-jogo por parte da equipa insular se acentuava cada vez mais, Onyeka não baixou os braços e, depois de um livre batido do lado direito, o ponta-de-lança saltou mais alto que os restantes e colocou a bola no fundo das redes. Estava assim reposta a igualdade, há muito procurada pelo Covilhã.

A equipa da casa não desistia, e Medarious esteve mesmo perto de dar a volta ao resultado, mas a bola desviou e acabou por sair pela linha de fundo.

O jogo acabaria por terminar com um empate entre ambas as equipas, em que o anti-jogo levou a melhor. A equipa do Covilhã acaba assim os jogos em casa com um empate, o 17º. Da época.

FC Famalicão 2-1 C Académico de Viseu: Carlão mantém a esperança do Famalicão

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Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão recebeu o Académico Viseu no Estádio Municipal pelas 16 horas em jogo a contar para a 41ª jornada da Ledman Liga Pro. O Famalicão começou melhor, Gevaro teve o primeiro remate, rasteiro, à baliza de Rodolfo, após passe de Carlão, que foi defendido facilmente pelo guardião viseense. O Académico respondeu e Tiago Borges rematou ao lado da baliza de Gabriel após jogada individual pela esquerda, ganhando ainda o ressalto a Dani. Era o aviso dos homens de Francisco Chaló. A equipa da casa carregava e Mércio após ultrapassar dois adversários remata para defesa segura de Rodolfo e logo de seguida, Cruzamento da direita de Feliz e Carlão a cabecear ao lado da baliza do Académico.

Os viseenses respondiam e Luisinho remata cruzado para fora e o Famalicão respondeu com Carlão a rematar por fora. O Famalicão procurava o golo e conseguiu, canto batido para a área, a bola a ressaltar para Dani que volta a cruzar para a grande área, Carlão cabeceia para junto do poste, onde aparece Ângelo Meneses a empurrar o esférico para o interior da baliza do Académico Viseu. Era a primeira explosão de alegria no Estádio Municipal de Famalicão. A equipa visitante respondeu com um livre e chegou ao empate. Livre da direita batido por Bruno Loureiro e Paná ao segundo poste a cabecear sem oposição para o fundo da baliza de Gabriel Souza. Era a festa dos homens de Viseu que empatavam a contenda perto do intervalo. O Famalicão ainda tentou desfazer a igualdade antes do intervalo, cruzamento de Gevaro a encontrar Vítor Lima no segundo poste que amortece de cabeça para Feliz rematar por cima da baliza de Rodolfo.

Na segunda parte, o Famalicão entrou com vontade de procurar o segundo golo e com essa intenção Dito retirou Mércio e colocou o ponta-de-lança Pedro Correia, abrindo assim a frente de ataque , jogando o avançado português em cunha com Carlão na frente. Francisco Chaló respondeu, retirando Tiago Borges com problemas físicos e colocou Zé Paulo, procurando ganhar mais velocidade nas alas. O Famalicão carregava atrás do golo que lhe desse vantagem no marcador e Vítor Lima remata por cima após bola rechaçada pela defesa viseense. O jogo dos bancos prosseguiu, Dito retirou Gevaro e colocou Kisley e o Académico poderia ter chegado ao golo da vantagem, cruzamento venenoso de Luisinho e ninguém consegue emendar à boca da baliza. O Famalicão poucos minutos depois, quase chega ao golo, livre de Feliz e Nuno Diogo a desviar por cima da baliza.

Fonte: FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

Mas o golo surgiria pouco depois; canto da direita aliviado pela defesa viseense, Lima volta a colocar na área de cabeça, a bola sobra para Carlão que com um remate cruzado bate Rodolfo e coloca a equipa da casa em vantagem, levando à loucura os cerca de 3000 espectadores que encheram as bancadas do Municipal famalicense. Na sequência do golo, o adjunto do Académico Viseu, Miguel Pinto foi expulso pelo árbitro da AF Porto, Manuel Oliveira. Chaló não demorou a mexer, retirou Luisinho e Bruno Loureiro, e colocou Moses e Rui Miguel para ainda tentar buscar a igualdade que lhes desse o ponto que faltava para garantirem a manutenção e Dito respondeu retirando Carlão, autor do golo e colocando Diogo Cunha, voltando ao desenho tático inicial, com 3 médios e 1 avançado apenas.

Pouco depois, Kisley podia ter matado o jogo com um grande golo, remate cruzado da direita a passar a milímetros do ângulo superior esquerdo da baliza de Rodolfo. O Académico poderia ter chegado mesmo ao golo do empate, com Paná a rematar ao poste direito da baliza de Gabriel, levando ao desespero o banco viseense. Apito final, 2-1 para o Famalicão e tudo adiado para a última jornada, no que à guerra da manutenção diz respeito. O Famalicão soma 50 pontos, e está apenas a 1 do Académico Viseu e Cova da Piedade.

Muro chamado Pedro Henriques garante a 8ª Liga Europeia para o Reus

Cabeçalho modalidadesA final da Liga Europeia colocou frente-a-frente Oliveirense e Reus. Por ventura, os dois outsiders desta competição. Após uma primeira parte equilibrada, que terminou com um empate a 1-1, dois golos seguidos na segunda acabaram com as aspirações lusas e o Reus venceu por 4-1. Além disso, quem tem um Pedro Henriques na baliza, tem quase tudo.

A final começou da melhor maneira possível para o Réus, pois, logo aos dois minutos, Raul Marin com uma seticada forte, fez o 1-0. Porém, Xavier Puigbi não ficou nada bem na fotografia.

A Oliveirense tentou responder, mas não era fácil entrar na defesa catalã, que estava sempre muito fechada.

O jogo estava rápido, mas também intenso e apesar do Reus ter menos tempo de posse de bola, era a equipa que estava mais próxima de marcar.

A primeira parte ia avançado e nada se alterava. O conjunto de Oliveira de Azeméis bem insistia, mas o Reus defendia bem. Através do contra-ataque ia assustando a União.

Fonte: CERS Rink-Hockey
A Oliveirense fez tudo o que podia, mas Pedro Henriques impediu nova vitória portuguesa
Fonte: CERS Rink-Hockey

Tal como ocorrera no dia anterior, os guarda-redes começavam a tornar-se os principais protagonistas, fazendo com que o marcador se mantivesse apenas no 1-0.

A um minuto do intervalo, contra-ataque rápido da Oliveirense que termina com uma falta de Raul Marin sobre Jepi Selva no interior da área espanhola. No respetivo penalti, Ricardo Barreiros não conseguiu bater Pedro Henriques. Contudo, ainda antes do intervalo, Matias Platero viu um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Pablo Cancela. O próprio assumiu a marcação do livre-direto e não desperdiçou, empatando a partida.

No retomar do jogo, igualmente antes da pausa, Albert Casanovas e Pablo Cancela foram admoestados com um cartão azul.

O segundo tempo teve um inicio morno e equilibrado, mas com a Oliveirense a estar melhor. O Reus, por sua vez, tinha uma maior preocupação em defender bem e depois aproveitar as saídas rápidas em contra-ataque. Tendo sido precisamente desta forma que, aos trinta e um minutos, Albert Casanovas fez o 2-1, voltando a colocar os catalães na frente.

A Oliveirense não sentiu o golo e continuou a fazer o seu jogo, mas pela frente tinha um muro chamado Pedro Henriques e podia ter visto a sua situação ficar ainda mais complicada quando Jepi Selva viu um novo cartão azul, forçado, por uma falta sobre Matias Platero. Xavier Puigbi defendeu o livre-direto de Raul Marin e manteve a Oliveirense ligada ao jogo.

GP de Espanha: duelo de titãs

Cabeçalho modalidadesUma batalha à antiga. Foi assim o GP da Catalunha, que consagrou Lewis Hamilton depois de uma luta intensa com Sebastian Vettel. A Fórmula 1 – a Mercedes e a Ferrari – voltou a mostrar que está viva e pronta para as curvas. Há muito tempo que não víamos uma corrida decidida, em alguns momentos, roda a roda.

Lewis Hamilton conquistou a pole-position e, logo aí, tivemos indícios de que esta seria uma etapa renhida. O inglês foi mais rápido do que Vettel mas com uma diferença de apenas alguns milésimos; Bottas colocou o outro Mercedes na terceira posição e Raikkonen fechou a segunda linha do grid.

Mas o arranque destruiu qualquer mínima vantagem que a Mercedes pudesse ter. Vettel investiu tudo nos primeiros metros e rapidamente se apoderou da liderança. Um bocadinho mais atrás, Raikkonen encostou Bottas aos limites da pista, eliminando todo o espaço que existia entre os dois. O Mercedes tocou no Ferrari e Raikkonen perdeu todo o controlo do monolugar. Danos colaterais? Verstappen estava a tentar fazer uma curva larga e chegar-se aos homens da frente quando o Ferrari descontrolado foi ter consigo. Verstappen e Raikkonen ficaram fora do GP, Bottas continuou (por tempo limitado, como vamos ver mais à frente).

Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport
Hamilton encurtou a distância para Vettel na classificação geral
Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport

Mas este GP de Espanha já era atípico desde o princípio. Desta vez, as indicações da Pirelli obrigavam à utilização dos compostos médios e macios, sendo que a diferença entre eles era de dois segundos. Os pneus médios não eram os mais indicados para este tipo de pista e as equipas teriam de saber usá-los durante o menor tempo possível.

Sete voltas depois do arranque, Vettel tinha mais de 2s de vantagem sobre Hamilton. A estratégia da Mercedes era fazer menos uma paragem do que a Ferrari e, quando Sebastian parou na volta 15, Lewis continuou em pista durante mais algum tempo.
Vettel regressou atrás dos Mercedes e deu espaço ao piloto inglês para, finalmente, mudar de pneus. E aqui, Valtteri Bottas foi importantíssimo. Teve um papel crucial na retenção do alemão, sendo absolutamente intransponível durante a paragem de Hamilton. Com uma bonita manobra, Vettel acabou por recuperar a liderança, mas havia um problema: Hamilton tinha pneus melhores, estava com um ímpeto incrível e tinha o caminho livre para ir atrás do Ferrari. E assim fez.

Hamilton aproveitou o safety-car, acionado para retirar o McLaren de Vandoorne de pista, para voltar a parar e trocar para macios. E, a partir daqui, dependia tudo da estratégia da Ferrari. Vettel ainda tinha de ir à box e, apesar dos mais de 20 segundos de vantagem, estava tudo por decidir.

Pedro Henriques novamente na final…agora com o Reus

Cabeçalho modalidadesA segunda meia final da tarde, marcou o encontro dos atuais segundos classificados de cada país, sendo que se o Benfica ainda pode ser campeão, o Reus nem por isso. Num jogo bastante diferente do Oliveirense-Barcelona, tudo decidiu-se nos penáltis onde Pedro Henriques voltou a brilhar e ao contrário do ano passado, tramou os encarnados.

O jogo teve um início bastante animado e aos cinquenta segundos, o Reus beneficiou de uma grande penalidade que Albert Casanovas não desperdiçou. A equipa, espanhola não podia ter um melhor começo do que este. Contudo, pouco depois, foi a vez de o Benfica ter um penalti a seu favor, mas João Rodrigues não conseguiu marcar.

A equipa portuguesa não sentiu o golo e foi à procura do empate e logo a seguir a ter falhado o penalti, Diogo Rafael disparou um míssil do meio campo, que só parou no fundo da baliza de Pedro Henriques.

Em pista, o ritmo apresentado era alto, o que levava o jogo a partir-se várias vezes, originando muitos lances de contra-ataque. Porém, nenhuma das equipas estava a conseguir aproveitar. Exemplo disso, foi um lance isolado onde Marc Torra não conseguiu bater Traball.

A exemplo do jogo anterior, as oportunidades sucediam-se, mas os guarda-redes continuavam a ser melhores do que os avançados.

Pedro Henriques foi decisivo Fonte: CERS Rink-Hockey
Pedro Henriques foi decisivo
Fonte: CERS Rink-Hockey

Num lance de contra-ataque de dois para um, aos dez minutos de jogo, Nicolia, após uma recuperação de bola na meia pista encarnada, serviu João Rodrigues que consumou a reviravolta no marcador. Um minuto depois, Diogo Rafael viu um cartão azul por falta sobre Marc Torra. Raul Marin foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Traball travou as intenções do espanhol.

Logo nos primeiros instantes de superioridade numérica, Raul Marin redimiu-se do livre-direto e com uma seticada em zona frontal empatou o jogo.

Apesar da nova igualdade, o equilíbrio mantinha-se e o jogo continuava bom, mas os golos deixaram de aparecer.

Perto do final da primeira parte, transição rápida do Réus e Torra assistiu Casanovas para o 3-2. Miguel Rocha deixou-se antecipar por Albert Casanovas e isso originou mais um golo catalão.

Concluído o primeiro tempo, o Reus saía na frente de forma justa, mas tudo estava em aberto para a segunda metade.

Reforços que nada renderam

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Ninguém no mundo futebolístico e especialmente no mundo Sportinguista negará que a época desportiva do clube leonino foi um fracasso total. Completamente afastado do título com catorze pontos de atraso em relação ao rival Benfica, com menos dezasseis pontos em relação à mesma jornada face à época transata e com mais quatro derrotas e dois empates.

Enquanto na época transata os leões apresentavam um saldo positivo de 70 golos marcados contra 21 sofridos, este ano, apresentando na mesma um saldo positivo, o cenário é bem mais precário pois contam com 64 golos marcados – menos seis – e com bem mais golos sofridos – 35 golos fazendo uma diferença de catorze face ao ano transato. Viria a acabar com 86 pontos, com 79 golos marcados e com 21 sofridos. Simulando que na última jornada o clube leonino repete o mesmo resultado que na época transata (4-0 ao Braga) terminaria com 70 pontos, com 68 golos marcados e 35 sofridos fazendo um goal average positivo de 33 golos contra um positivo de 58 golos. Se em relação ao ataque as diferenças dos números não são muito significativas, ficam bem demonstradas as dificuldades e a instabilidade vividas no sector defensivo por parte dos leões este ano, sendo que, tal como fiz referência, a simulação foi feita contando que não é sofrido mais nenhum golo.

Teo foi muito importante em 2015/16 Fonte: Sporting CP
Teo foi muito importante em 2015/16
Fonte: Sporting CP

Face à qualidade apresentada na época transata, as expectativas para este ano só poderiam ser altíssimas e o titulo era o que todos os adeptos do Sporting tanto sonhavam e tanto acreditavam ser possível. Igualmente eliminado da Taça da Liga logo na fase de grupos, sendo eliminado na Taça de Portugal nos quartos-de-final, sendo eliminado também na Liga dos Campeões e não garantindo um lugar na Liga Europa, as expectativas tornaram-se rapidamente em desilusão e em desconfiança. Ninguém fica indiferente a isto, ninguém nega que a época foi um desastre.

Existem muitas coisas a melhorar e esta época foi retrato disso mesmo. Depois de uma época de excelente nível, isto só veio demonstrar que ainda são cometidos muitos erros na gestão da época desportiva do Sporting. O clube fez, segundo as informações fornecidas pelo site transfermakt, um total de 39 milhões em contratações, sendo Bas Dost a mais cara, custando 10 milhões, e realizou cerca de 80 milhões em vendas com João Mário a ser o mais valioso saindo por 40 milhões. Se as vendas que o Sporting realizou de João Mário e Slimani foram, sem dúvida, excelentes vendas e algo inédito em Alvalade, pecaram por ser tardias e não serem depois garantidas soluções à altura. O Sporting colmatou a saida de Slimani com Bas Dost: apesar de características diferentes, o holandês é garantia de golos e colmatou João Mário com a aposta no jovem Gelson Martins que também apresenta características diferentes. Se temos jogadores com características diferentes, o sistema de jogo sendo o mesmo nem sempre irá resultar ou ter os mesmos frutos. Foi perdida a raça de Slimani, foi perdida a inteligência de João Mário e o apoio que também prestava em espaços interiores, foi perdida não totalmente a classe mas a forma de Bryan Ruiz que também teve muita influência no estilo de jogo leonino, e foi perdida também a capacidade e a qualidade que Teo Gutiérrez garantia ao estilo de jogo que Jorge Jesus pretendia.

Ricardo Barreiros de Ouro!

Cabeçalho modalidadesNo primeiro jogo da final-four, Barcelona, atual tetracampeão espanhol, e a Oliveirense, líder do campeonato português e vice-campeã europeia, mediram forças num encontro que se esperava muito equilibrado. Algo que se veio a constatar e ao contrário do habitual, a sorte esteve do lado português, pois na segunda parte do prolongamento, Ricardo Barreiros decidiu a meia-final com um golo de ouro.

Início de jogo rápido, com a Oliveirense a dizer presente ao tentar atacar a baliza catalã desde cedo, obrigando Sergi Fernandez a intervenções de alto nível.

Após uma entrada mais forte da equipa nacional, o Barcelona começou a equilibrar o jogo, mas sem grandes oportunidades de perigo, mas sempre que era necessário, Puigbi não falhava. Contudo, as melhores oportunidades continuavam a pertencer à Oliveirense, embora não as conseguisse materializar.

O jogo estava rápido e intenso. Logo, o tempo passava de forma bastante veloz, algo estranho para quem acompanha esta modalidade, mas o marcador continuava a zeros. A cerca de sete minutos para o final, Nuno Araújo fez falta para grande penalidade sobre Lucas Ordoñez. Xavier Barroso foi o escolhido para a marcação do penalti, mas o guarda-redes da Oliveirense travou as intenções espanholas. Na recarga, Barroso atirou ao lado.

Até ao final da primeira parte, o equilíbrio manteve-se e o 0-0 também, sendo que a falta da festa do golo, muito se deveu à qualidade apresentada por entre os postes das duas balizas. Xavier Pubgi e Sergi Fernandez defenderam tudo.

Retomado o encontro, era o Barcelona que tinha mais tempo de posse de bola, mas a Oliveirense defendia bem e não dava grandes espaços à equipa da “casa”. A intensidade, em comparação com os primeiros vinte e cinco minutos, era menor. Com o passar dos minutos, tal como o Barcelona havia feito anteriormente, a Oliveirense equilibrou as contas, tendo criado algumas chances de golo, mas sem malograr concretiza-las.

Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins
Ricardo Barreiros foi o homem do jogo, ao fazer o único golo do encontro
Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins

A meio da segunda parte, a partida voltou a animar-se e a ter um ritmo mais elevado, mas os mesmos protagonistas continuavam em grande e a igualdade não se desfazia. No entanto, foi algo momentâneo, pois as ambos os conjuntos não queriam errar e isso fez com que a intensidade voltasse a baixar.

Iniciada a última eternidade do período regulamente, ou seja, os cinco minutos finais, tudo continuava na mesma. Assim como os elementos diferenciadores. Os guarda-redes, claro. Terminado o tempo regulamentar, tudo continuava na mesma e o jogo seguiu para prolongamento.

Nos primeiros cinco minutos de período complementar, o Barcelona foi o conjunto mais perigoso, tendo obrigado Pugbi a boas intervenções. Do lado da Oliveirense, destaque apenas para um lance, já dentro do último minuto, onde João Souto acabou por enrolar o esférico por cima.

A segunda parte complementar teve um início bastante rápido, mas ao contrário do habitual, através de uma iniciativa individual de Ricardo Barreiros, o golo de ouro acabou por cair para o lado português. Deste modo, a Oliveirense repete a presença na final. Triunfo justo para a Oliveirense, apenas porque marcou o golo, visto que, a partida poderia ter sido vencida por qualquer uma das equipas, a quem oportunidades não faltou. Todavia, uma enorme exibição dos dois guarda-redes, onde Sergi Fernandez sai ligeiramente por baixo devido ao golo sofrido (onde nada podia fazer), impediram um resultado mais volumoso.

Na final de amanhã, a Oliveirense defrontará o vencedor da segunda meia-final entre Benfica e Reus. Sendo que, no caso do Benfica passar, haverá uma reedição da final da Liga Europeia do ano passado. Por outro lado, se for o Reus a passar, haverá uma final inédita.

Foto de capa: União Desportiva Oliveirense/Simoldes-Hóquei em Patins

Atenção, Roma: O Gladiador espanhol está a caminho

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Cabeçalho modalidadesArranca amanhã o quadro principal do último grande teste antes do Grand Slam francês Roland Garros, o Masters 1000 Internazionali BNL D’Italia, que se disputa todos os anos no Foro Italico, em Roma. Como sempre, o torneio masculino conta com os principais nomes do circuito – do top-20, apenas Roger Federer, Jo-Wilfried Tsonga e Gael Monfils não estarão em prova – e tem como principal destaque o inevitável Rafael Nadal, campeão do torneio italiano por sete ocasiões, não esquecendo o atual líder do ranking mundial e campeão em título Andy Murray, ou o sérvio Novak Djokovic.

Na primeira metade do quadro, o primeiro cabeça-de-série, Murray, deverá ter, nos oitavos-de-final, o primeiro grande teste, com o jovem alemão Alexander Zverev a ser o principal candidato a disputar essa partida com o escocês. Quem sair vencedor desse possível embate deve esperar encontrar na fase seguinte Milos Raonic ou Tomas Berdych, sendo que nenhum dos dois tem estado particularmente bem nesta época de terra batida. Quem se apurar, proveniente deste primeiro quarto do quadro para a meia-final, terá provavelmente pela frente um de quatro jogadores temíveis: Stan Wawrinka, que apesar de não ter entrado bem nesta temporada de terra batida é um jogador que pode sempre ter uma palavra a dizer, o espanhol Albert Ramos-Viñolas que se tem vindo a exibir de forma bastante interessante (apesar do desaire precoce no torneio madrileno frente a Diego Schwartzman) ao longo da temporada disputada sob a sua superfície de eleição – o pó de tijolo – e pode surpreender ao chegar longe nesta prova, tal como David Goffin que nos Masters 1000 de Monte Carlo e Madrid apenas foi vencido por Rafa Nadal. Por fim, também Marin Cilic – que venceu a prova disputada há uma semana em Istanbul- tem fortes possibilidades de alcançar a meia-final em Roma.

1ª Meia-Final esperada: Alexander Zverev vs David Goffin