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SC Braga: Um passo atrás no caminho dos grandes

Cabeçalho Futebol NacionalChegados à ponta final de mais uma temporada, é possível começar a fazer-se algumas análises. Neste caso, sobre a época do Sporting de Braga. Depois de uma temporada de sonho com Paulo Fonseca, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Porto e com os quartos de final da Liga Europa, o Braga partia para esta temporada com esperança de voltar a subir degraus no caminho que o clube tem trilhado para junto dos grandes. A verdade é que no caminho surgiram muitos acidentes e o Braga acabou por cair,algumas vezes, ao longo desta temporada.

Foi com grande surpresa que os adeptos do Braga viram José Peseiro voltar ao clube. Depois de uma campanha que deixou algumas dúvidas no Porto, onde o técnico acabou em terceiro lugar a 15 pontos do líder e ainda perdeu uma Taça de Portugal, precisamente contra o Braga, muitos eram os adeptos que desesperavam e que criticavam a escolha do treinador. Verdade seja dita que os adeptos minhotos tinham razão. A escolha de José Peseiro para o clube foi, no mínimo estranha. O técnico tinha feito um bom trabalho em Braga, em 2012, aquando da conquista da Taça da Liga, mas já nessa altura  havia saído com a sua posição algo fragilizada, por terminar uma posição atrás do fantástico Paços de Ferreira. Para além disso, Peseiro, fugia um pouco à linha de treinadores contratada por António Salvador, geralmente jovens técnicos com potencial e com vontade de mostrar trabalho.

O mês de Dezembro veio dar razão àqueles que não acreditavam em Peseiro. O Braga havia sido eliminado da Liga Europa, num grupo com: Shakthtar, Gent e Konyaspor. A agravar esta situação o clube fora eliminado da taça de Portugal pelo Sporting da Covilhã, equipa de uma divisão inferior. Esta eliminação foi a gota de água. António Salvador, apesar de ver o Braga em terceiro lugar e com possibilidades de passar para o segundo posto, decidiu despedir Peseiro e contratar Jorge Simão, homem responsável por uma brilhante campanha no Chaves.

José Peseiro foi a primeira aposta de Salvador Fonte: Facebook Oficial de José Peseiro
José Peseiro foi a primeira aposta de Salvador
Fonte: Facebook Oficial de José Peseiro

Jorge Simão tinha tudo para dar certo. Um discurso apaixonado, convicto, ambicioso. Um técnico reconhecido pela sua competência a organizar as suas equipas defensivamente, precisamente uma lacuna do Braga até então e também capaz de amealhar pontos com facilidade. A verdade é que também Jorge Simão não funcionou. O técnico acabou por chamar alguns jogadores da sua antiga equipa para Braga mas mesmo assim o clube minhoto não melhorou. Ofensivamente, o Braga demonstrava dificuldades contra equipas fechadas e bem organizadas defensivamente  e só demonstrava o seu futebol, com espaço, em transições ofensivas.

A juntar a isto foram muitas as declarações polémicas do técnico, no espaço de tempo que esteve em Braga. No início as coisas nem correram mal, mas uma série de empates comprometedores e o facto do Vitória de Guimarães ter passado à frente do Braga levou a que António Salvador despedisse mais uma vez um treinador ao longo de uma época desastrosa para o clube.

Gelson Dala é Gelson Bala

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Tal como na equipa principal de futebol, os resultados da equipa B leonina não correram, nesta época 2016-2017, como todos os sportinguistas certamente desejariam. Há, contudo, alguns atletas a valorizar e a destacar no Sporting B, essencialmente pelo potencial e valor que já demonstraram nesta época na Ledman Liga Pro. Um deles é o angolano Gelson Dala, contratado no mercado de inverno pelo Sporting ao 1º de Agosto do campeonato angolano (designado como Girabola).

As exibições deste jogador leonino permitem facilmente perceber que o seu nome bem poderia ser Gelson Bala em vez de Gelson Dala, tal é a velocidade que imprime em cada jogada em que participa. Trata-se de um jogador rápido na manobra ofensiva, com boa capacidade de drible no um para um, que procura rapidamente o remate ou os flancos para os cruzamentos para a área. É ainda um jogador que demonstra versatilidade em diferentes momentos do jogo, tem equilíbrio técnico-tático, algo raro num jogador com idade tão tenra como a sua (apenas 20 anos).

Marcou no passado jogo contra o Benfica B, num encontro que ficou empatado 2-2. Fez uma exibição soberba ante o Olhanense em Alcochete, na 34.ª jornada, com a equipa leonina a ganhar por 5-1 e com um Póquer de Dala. Esta exibição do angolano fez com que o Maisfutebol o comparasse a uma seta apontada à baliza adversária: “Para além dos quatro golos que marcou, Dala foi um dos principais organizadores de jogo e uma seta apontada à baliza” (ver: http://desporto.sapo.pt/futebol/segunda_liga/artigo/2017/04/03/gelson-dala-em-foco-na-recuperacao-do-sporting-b). Este artilheiro leonino, verdadeira bala em campo, conta já com 12 golos num total de 16 partidas jogadas pelo Sporting B.

Gelson Dala conta com 12 golos em 16 partidas Fonte: Facebook oficial de Gelson Dala
Gelson Dala conta com 12 golos em 16 partidas
Fonte: Facebook oficial de Gelson Dala

As exibições de Dala têm merecido também destaque na Comunicação Social do seu país de origem, referindo que “(…) em cima da mesa está mesmo a possibilidade de Gelson Dala poder ser chamado à equipa principal ainda na parte final da presente temporada.” As notícias portuguesas mais recentes têm dado conta também de que Gelson Dala poderá ser chamado já para o próximo jogo da equipa principal do Sporting em Santa Maria da Feira contra o Feirense. O jornal O Jogo noticiou mesmo a 09/05/2017 no seu site online que Dala já treina com a equipa principal do Sporting.

Importa começar a refletir internamente nos atletas da formação do clube e quais aqueles que poderão vir a alcançar o plantel principal já na próxima época, sendo que a presente temporada foi claramente um fracasso do ponto de vista futebolístico. Contudo, a “subida” de Dala ao plantel principal, ou de outros que possam vir entretanto a “subir”, não pode esconder as fragilidades do plantel atual do Sporting nem colocar de parte a possibilidade do clube ter que ir ao mercado colmatar algumas (várias) falhas na equipa. Mas o Sporting Clube de Portugal deve cumprir sempre e de forma intransigente uma das suas premissas essenciais: a valorização e potenciação da formação dos atletas com vista à sua rentabilização futura na alta competição nacional e internacional.

Foto de Capa: Super Sporting

Leixões campeão; Espinho e Benfica decidem amanhã

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Cabeçalho modalidadesA Nave Ilídio Ramos, completamente lotada, recebeu o quarto jogo da final da Divisão Elite de seniores femininos, e a festa decorrente da vitória do Leixões, por 3-1, sobre o Porto Vólei.

O título, conseguido por igual resultado em número de jogos, fugia há 25 anos – o que o faz ficar para a história, como referiu o treinador Mário Martins, no final da partida.

E não há grande contestação: as leixonenses foram mais consistentes ao longo da final, apesar de terem sofrido um deslize no segundo jogo (saíram derrotadas por 3-1), devido a desconcentração após protestos – ideia partilhada pelo técnico das portuenses, Manuel Almeida.

Fonte: Vanda Pinto
Juliana Rosas esteve muito consistente e foi quem mais pontuou no encontro (22 pontos)
Fonte: Vanda Pinto

Já no masculino, também numa “Arena Tigre” cheia, o Espinho empatou o playoff frente ao Benfica (2-2 em jogos), ao vencer o quarto jogo por 3-1. Começou mal, perdeu o primeiro set e viu o Benfica aproximar-se da conquista do campeonato mas, depois, com a ajuda dos adeptos e muita atitude, começou e carimbou a reviravolta.

Agora, o título vai ter de ser decidido no quinto jogo, marcado para amanhã, às 15h00, no Pavilhão nº2 da Luz. Daí vai ter de sair um vencedor, por isso não há margem de erro para nenhuma das equipas.

Recorde-se que nos dois jogos disputados na Luz, o Benfica venceu por 3-0, tendo, por isso (e por ter sido a mais regular ao longo do ano), um tanto ou quanto de favoritismo. No entanto, o Sporting de Espinho espera conquistar um título que lhe foge há alguns anos, e a possibilidade de fazer a dobradinha é bastante motivadora.

Foto de capa: Vanda Pinto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Manchester United 1-1 Celta: Red Devils embarcam rumo a Estocolmo

Cabeçalho Futebol Internacional

Manchester United e Celta de Vigo jogavam a 2.ª mão da meia-final da Liga Europa, em Old Trafford. Com a vantagem de 0-1 obtida na semana passada, os ingleses recebiam os espanhóis com a motivação em alta para garantir uma presença em Estocolmo e voltar a uma final europeia 6 anos depois (em 2011, perdeu a Liga dos Campeões para o Barcelona). Do lado visitante, o Celta de Vigo iria querer vingar a derrota sofrida em casa e tentar alcançar uma vitória, de modo a poder jogar na capital sueca a sua primeira final de sempre duma competição da UEFA em 93 anos de existência.

Vindos ambos de derrotas nos seus jogos internos (o United perdeu por 2-0 frente ao Arsenal e o Celta foi derrotado pelo Málaga por 3-0), os dois treinadores apostaram exatamente nos mesmos onzes que jogaram de início na semana passada em Vigo.

Cientes de que teriam de arriscar mais, o Celta começou a partida a pressionar o United e a fazer uma boa circulação de bola, e teve perto de marcar aos 4’ por Iago Aspas, mas Sergio Romero teve uma boa intervenção. Após os primeiros 15 minutos dominados pela equipa de fora, os Red Devils conseguiram acalmar a entrada a todo o gás do Celta e partiram em busca do golo que desse algum descanso aos seus adeptos. Aos 17’, na sua primeira oportunidade no jogo, o Manchester fez o 1-0: Fellaini respondeu bem de cabeça ao cruzamento de Marcus Rashford. O golo veio confortar os homens de Mourinho que, com o 2-0 no total da eliminatória, tomaram conta da posse de bola, dando poucas hipóteses aos visitantes de tentar uma rápida reação ao golo sofrido.

Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta Fonte: GettyImages
Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta
Fonte: GettyImages

 

Romero voltou a ter trabalho aos 26’, num remate fora de área de Pablo Hernández, mas voltou a defender bem. Até ao momento, quem ia brilhando em campo era Mkhitaryan – o arménio ia tendo um papel bastante ativo na manobra ofensiva da sua equipa, criando desequilíbrios na defesa espanhola. O Celta ia tentando levar perigo à baliza de Romero, mas as suas tentativas eram infrutíferas, muito por culpa da enorme cooperação defensiva dos conjunto caseiro. Aos 41’, o cabeceamento de Daniel Wass, a cruzamento de Sisto, fez a bola passar perto do poste da baliza do Man.United. Pouco mais houve a acrescentar, e o intervalo chegou com a equipa de Mourinho na frente do marcador.

O início da 2.ª parte trouxe alterações nos visitantes: Daniel Wass foi rendido por Jozabed. Os segundos 45 minutos começaram da mesma forma como na 1.ª parte: o Celta a pressionar à procura de marcar e o United a querer manter o jogo num ritmo calmo. Aos 48’, Mkhitaryan rematou forte para uma boa defesa do guardião dos espanhóis. O recomeço de jogo do Celta não foi tão forte como se verificou nos primeiros 45 minutos, facto que agradou ao United, que sentia que a presença em Estocolmo estava perto de ser confirmada. Guidetti, aos 57’, podia ter empatado o jogo, mas o seu remate não levou o rumo desejado. Numa bela jogada individual, Rashford quase fez o 2-0 aos 63’, contudo uma boa mancha feita por Sergio Álvarez impediu o golo do jovem inglês.

Para voltar a ter mais opções ofensivas, Berizzo fez entrar Bongonda aos 68’, mas foi Fellaini quem esteve mais perto de bisar no encontro, com Álvarez a defender o remate do belga. Os últimos 15 minutos do jogo iriam ser bastante mexidos, e Mourinho com perfeita noção disso, decidiu colocar em campo Carrick aos 78’ por troca com Mkhitaryan, para estagnar o último esforço do Celta. Aos 84’, o esforço foi recompensado: Roncaglia fez o 1-1 aos 86’ e agora apenas faltava um golo para o Celta passar à final. Mas em poucos minutos, o defesa passou de herói a vilão: numa confusão entre os jogadores de campo, os defesas Eric Bailly e Roncaglia foram expulsos pelo árbitro. Os minutos finais foram bastante intensos, com os visitantes a dar o tudo por tudo para marcar o segundo golo, mas sem sucesso. O jogo terminou empatado 1-1 e Mourinho volta a marcar presença numa final europeia.

O. Lyon 3-1 AFC Ajax: O quase não dá bilhete para a final

Cabeçalho Futebol Internacional

Depois de na primeira mão sofrerem uma derrota pesada em Amesterdão por 1-4, os franceses do Lyon chegaram a esta partida sabendo que iriam ter de adotar uma postura totalmente ofensiva para revirar a eliminatória a seu favor. De qualquer das formas, o jogo iria ser sempre muito difícil para o Lyon, visto que do outro lado tinham um Ajax super motivado e com bastante vontade de alcançar novamente os palcos das finais europeias.

No primeiro quarto de hora, a equipa da casa entrou forte e esteve muito perto de reduzir a vantagem visitante aos 2’, depois do cabeceamento de Lacazette ter passado perto do poste esquerdo. Apesar de uma boa entrada na partida, depois dos 15 minutos iniciais couberam ao Ajax as melhores oportunidades de golo até bem perto do intervalo. Os visitantes assumiram o controlo do jogo e aproximaram-se cada vez mais da baliza de Anthony Lopes à medida que o tempo passava. Amin Younes ameaçou o golo através de um remate que “penteou” o travessão (17’), e Hakim Ziyech, depois de ter trabalhado bem dentro da área, viu o seu tento ser evitado por uma excelente intervenção do guardião português (24’). Na chegada à meia hora, Kasper Dolberg decidiu abrir o livro e executar um chapéu perfeito por cima de Lopes, colocando o resultado em 0-1.
No entanto, e um pouco contra a corrente do jogo, o Lyon conseguiu fazer a reviravolta no marcador em apenas dois minutos. Aos 44’ De Ligt faz falta dentro da sua própria área e comete uma grande penalidade que Lacazette converteu da melhor forma, e aos 45’+1 a defensiva holandesa estava ainda a digerir o golo do empate e viu Nabil Fekir oferecer o bis na partida ao camisola 10.

No recomeço do encontro, o Lyon sabia que bastavam mais dois golos para empatar a eliminatória e por isso entrou novamente bem na partida. Aos 51’ Diakhaby remata rasteiro para a baliza e Andre Onana impede o terceiro golo dos franceses mesmo em cima da linha. Bem melhor que no primeiro tempo, a equipa da casa dominou o Ajax, que só ameaçou a baliza de Lopes aos 64’, por Sanchez, e aos 79’, por Beek, num remate ao poste direito. O Olympique teve várias oportunidades para fazer dois golos e levar o jogo para prolongamento, mas só conseguiu chegar ao 3-1 final aos 81’, depois de um cabeceamento de Ghezzal. Foi um segundo tempo bastante emotivo que merecia uma decisão da eliminatória no prolongamento.

Com este resultado, o Ajax qualifica-se para a final da Liga Europa deste ano, e terá pela frente o gigante Manchester United de José Mourinho.

Foto de Capa: TheGuardian.ng

E agora?

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fc porto cabeçalho

Com a temporada perto do final as decisões sobre o futuro do FC Porto inquietam muitos sócios e adeptos portistas. A continuidade ou não de NES é um dos temas mais discutidos pelo universo portista.
Se a SAD fosse ouvir os adeptos, acredito que NES não seria o treinador do FC Porto na próxima época. NES nunca foi muito amado no Dragão e um final de época muito irregular fez com que muitos adeptos perdessem a crença no treinador.

Eu ainda não atirei a toalha ao chão, mas mesmo que o FC Porto não seja campeão, acredito que a melhor solução seria a continuidade do técnico portista. Mas, também sou realista, e sei como reagem a maioria dos adeptos de futebol em Portugal aos “insucessos”, e o ambiente na próxima época pode ser complicado de gerir caso não surjam resultados logo no início da época.

Fonte: geralforum
Fonte: geralforum

Esta é a questão que a administração da SAD Portista tem de resolver: ou apostar na continuidade de um trabalho que esta época mostrou ter bases solidas para crescer e com isso ter uma grande franja de adeptos insatisfeitos, ou apostar num novo treinador (se possível bem visto pelos adeptos) e começar tudo do zero. A decisão não é fácil mas, se há presidente com experiencia e visão para tomar a melhor decisão é Jorge Nuno Pinto da Costa.

Um outro fator a ter em conta é a questão financeira, o Administrador Fernando Gomes admitiu que o FC Porto tem de fazer vendas num valor a rondar os 100 milhões de euros neste defeso. Isto significa que algumas peças fundamentais serão vendidas o que não ajuda no crescimento da equipa e, se juntarmos a isso uma possível mudança de treinador o cenário ainda piora, a não ser que se consiga um treinador de Top Mundial (Leonardo Jardim) por exemplo.

Por isso e analisando todos os cenários acredito que a continuidade de NES será a melhor solução! A instabilidade é a maior inimiga do sucesso!

Foto de Capa: FC Porto

Vem aí o Brasileirão

Cabeçalho Liga Brasileira

No próximo Sábado (13) começa o Campeonato brasileiro 2017, e assim como nos outros anos, é praticamente impossível apontar favoritos ao título, uma vez que pelo menos dez equipes têm plenas condições de figurar entre os primeiros colocados na competição. No entanto, analisando a preparação, elenco e investimentos dos times, é possível prever com certa segurança que dificilmente a taça ficará com um clube de fora do Sudeste brasileiro (São Paulo, Minas e Rio). Nesta semana que inicia o brasileirão, Atlético Mineiro e Flamengo (ambos campeões estaduais) estão um passo à frente das demais equipes, tanto pela qualidade do futebol mostrada neste início de ano quanto pela regularidade que vêm tendo diante os adversários.

Desde o final do ano passado (quando disputou o título até as últimas rodadas mas acabou na terceira colocação do brasileiro) o Flamengo tem mostrado um bom futebol. O técnico Zé Ricardo deu um estilo de jogo moderno ao time, priorizando a intensidade de jogo e os contra-ataques. Os meias Diego e William Arão e o atacante Guerrero têm sido os grandes destaques dessa equipe. Se o Flamengo manter o mesmo ritmo fará bonito no campeonato nacional.

Já o Atlético Mineiro, que tem um trio de ataque extremamente eficiente (Robinho, Luan e Fred), conseguiu acertar a parte criativa do time com a contratação do meia Cazares. Em 2017 o galo ainda não perdeu em casa, foi campeão mineiro e está classificado para as oitavas de final da Libertadores com uma rodada de antecedência. É sem dúvidas uma das equipes mais preparadas para a maratona de jogos que virá.

Festejos do 'galo' Fonte: Federação Mineira de Futebol
Festejos do ‘galo’
Fonte: Federação Mineira de Futebol

Mas além de Flamengo e Atlético Mineiro há outras duas equipes que merecem destaque por terem grande potencial de melhoras durante a competição: Grêmio e Palmeiras.

O Grêmio vem fazendo uma ótima campanha na Libertadores e está praticamente classificado para a próxima fase da competição, mas nos últimos meses caiu de rendimento, chegando ao ponto de ser eliminado do campeonato gaúcho pelo Novo Hamburgo, que é um clube pequeno e com pouca expressão no cenário nacional. Mas o ousado treinador Renato Gaúcho, junto ao bom elenco que possui, faz com que o imortal tenha condições de ser uma das grandes forças do futebol brasileiro em 2017, para isso, basta recuperar o bom futebol de outrora.

O Palmeiras, atual campeão nacional, tem o maior patrocínio do futebol brasileiro, além da maior arrecadação com ingressos e sócio-torcedores, consequentemente o melhor elenco. Entretanto, a campanha do time no estadual e na Libertadores não justificou os altos investimentos. Tal fato fez com que o treinador Eduardo Baptista fosse demitido e o velho conhecido Cuca contratado para o Posto neste mês de Maio. Cuca foi o treinador campeão com o time no ano passado, mas precisou sair do comando do clube por questões pessoais. Com o retorno dele, a expectativa é que a equipe volte a apresentar o bonito e eficiente futebol do ano passado.

Foto de Capa: CBF

Campeonato fraco ou mentalidade pequena?

Cabeçalho Futebol Nacional

Esta época, para além de ter sido marcada pelas várias polémicas fora das quatro linhas, também tem sido marcada por rótulos. Não sei bem porquê, tenho ouvido muita gente dizer esta época que o nosso campeonato é medíocre. Mas afinal, em que é que esses adeptos se baseiam para colarem esse rótulo.

Do ponto de vista interno, baseiam-se nas dificuldades que os clubes grandes têm tido nos jogos contra equipas de outro “campeonato”, mesmo em jogos ganhos como por exemplo, na vitória do SL Benfica contra o GD Estoril-Praia. Do ponto de vista externo, a nível das competições europeias, utilizam como argumento, as dificuldades que o SL Benfica e o FC Porto tiveram em qualificarem-se para os oitavos-de-final da Champions em grupos sem equipas de topo, na eliminação precoce do Sporting CP das competições perante o Légia Varsóvia, e também da eliminação do SC Braga da Liga Europa num grupo relativamente acessível.

Fonte: SL Benfica
O Benfica teve bastantes dificuldades para levar de vencido o Estoril
Fonte: SL Benfica

Francamente, eu não acho que as coisas sejam assim tão lineares. Acho que essa tese de que o nosso campeonato é medíocre, está errada. E quero aqui mostrar os meus argumentos que desmentem essa tese.

Começando pelas competições internas, eu acho que esse tipo de declarações a afirmar que o nosso campeonato é fraco, são o espelho da mentalidade retrógrada e miseravelmente pequena da generalidade dos adeptos do futebol. Para a nossa imprensa em geral, tudo o que não seja conteúdo totalmente ligado aos três grandes é inútil e irrelevante.

Quanto uma equipa dita pequena realiza uma exibição positiva e personalizada contra um clube grande, perde-se mais tempo a criticar a exibição da equipa grande do que a elogiar a exibição da equipa “pequena”. Portanto, creio que essa tese de que o nosso campeonato é medíocre é uma forma de retirar mérito a equipas que se têm destacado neste campeonato pelo seu bom futebol como o Vitória SC, o Rio Ave FC, o GD Chaves, e também o GD Estoril-Praia após a mudança de treinador.

A sorte de Jorge Jesus

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Há uns dias atrás vi, num desses jornais desportivos que por aí há, uma opinião de Soares Franco sobre o treinador do Sporting que tinha o seguinte titulo: Falta sorte a Jorge Jesus. E se esse for o problema, alguém ficará a ganhar com isso, uma vez que o azar de uns é a sorte de outros, ou vice-versa. Mas esta questão da sorte tem muito que se lhe diga. Será sorte, competência, ajuda divina, ou a junção de todas elas?

Quando vemos alguns adeptos mais fervorosos a pagar promessas para que o seu clube ganhe (muitos o farão na visita do Papa a Fátima, apesar de neste caso o divino já não ter muito trabalho a fazer), o que acham que faria Deus?  Se for justo deixaria que as coisas se resolvam por si, mas se por acaso tivesse alguma forma criteriosa sobre quem deveria beneficiar não seria pelo facto de alguém pedir ou prometer mais, porque tenho a certeza que recebe pedidos dos dois lados. Efectivamente a sorte, no futebol como na vida, foi entregue às mãos dos homens, o que confere a este fenómeno muito pouca justiça quanto ao mérito. Se Deus se intrometesse nestas matérias, com certeza haveria mais partilha e justiça quanto às conquistas.

A verdade é que Jorge Jesus já teve a “sorte” do seu lado antes de chegar ao Sporting, só a tendo perdido desde que chegou ao nosso clube. O que me leva a pensar no que poderá ter feito o treinador de tão grave para que os astros se virassem contra ele (Ou alguns “astros” do clube se sentem cansados dele). Ou será que o problema está no clube e na falta de “sorte” que sempre teve? Inclino-me mais para a que um clube e outro possam ter.

Quando dois clubes lutam pelo mesmo objectivo aplica-se a máxima de que a sorte de um é o azar dos outros. Infelizmente para nós a “sorte” recai sempre para o mesmo lado, e nunca é para o nosso. Diz-se também que tem que se trabalhar para merecer a “sorte”, e bem sabemos como se costuma trabalhar para tê-la no futebol português. É um pouco como as reuniões que os apostadores das corridas que aconteciam no Circo Maximus, na Roma antiga, faziam para adoração ao Deus Mitra (já perceberam de onde vem a expressão?). Devo dizer que aí fazia-se muita coisa menos adoração.

O Campeonato do Estado Novo

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sl benfica cabeçalho 2E assim do nada parece que nos enfiámos todos numa máquina do tempo e demos por nós nos anos 60 sob a alçada de Salazar. No próximo sábado jogam-se três competições importantes em Portugal, Fátima, a EuroVisão e a Liga Salazar. Perdão, o campeonato português.

Quase que existe um certo tom de blasfémia dizer que o Benfica pode vencer a Liga Portuguesa de Futebol, quando o Porto e o Sporting, mas mais o Porto, tanto se esforçaram para dar um novo nome à Liga. Já foi a Superliga, Liga Portuguesa, Liga Bwin e agora está prestes a evoluir para Liga Salazar. E porquê?

Bom, ao que parece, a malta do norte acha que o Benfica foi muito beneficiado este ano e que eles, o Porto, entendem que ficaram por marcar 22569 penaltis a favor dos azuis. Então invocaram o nome de Salazar, um pouco, como os velhos fazem, só que com um contexto mais negativo.

Eu bem costumo ouvir a minha avó dizer: “Isto no tempo de Salazar as coisas eram diferentes”, referindo-se ao excesso de bandidagem, softporn televisiva e questões financeiras. Já o Porto, usa Salazar para relembrar que o homem era um ditador e suposto adepto do Benfica e por isso é que ganhávamos sempre. Esquecem-se do Eusébio, Coluna…enfim, gente que viu o Secretário ir para o Real Madrid.

Ora, se vamos entrar numa de paralelismos e comparações, é preciso ter cuidado e rezar para que a memória de peixe não ataque. Ah, ora bolas, parece que foi isso mesmo que aconteceu ao Porto e à sua Liga Salazar.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Vamos cá ver uma coisa. Quem é que tem o mesmo presidente há já mais de trinta anos? Quem é que esteve, nos últimos anos, envolvido em escândalos de assédio e suborno a árbitros? Quem é que chegou a estar envolvido no processo “Apito Dourado”? E aquele FC Porto vs Beira-Mar de 2002 supostamente com o resultado comprado?

Tudo questões com a mesma resposta, ou duas, ora respondemos Porto ou Pinto da Costa. Claro que podem vir com: “Ah, mas não se provou nada e tal”, pois sim, podem muito bem fazer isso, mas percebem a ironia?

Como é que o clube que tem a reputação de assediar, corromper, ameaçar, ter uma equipa de futebol secundária que é formada por membros da claque, que ataca árbitros, seja em pleno jogo ou estabelecimentos, que familiares destes tenham, pode dizer o que quer que seja neste aspecto? Eis o que devia ser da vossa mais querida preocupação.

Em vez de chamar a este campeonato, Liga Salazar, chamem-lhe antes Liga do Empate, porque a coisa que melhor souberam fazer.

O Porto empatou 10 jogos. O Porto tem mais empates do que equipas abaixo do Porto. Jogaram mal. Estiveram a ganhar montes e vezes e não conseguiram manter a vantagem, reflexo disso, o jogo no Dragão com o Benfica. Não tiveram um treinador. Tiveram um tipo que parece ser bom falante para as câmaras e psicólogo, mas que de bola nada entende. Não sou o maior fã do Vitória, mas porra, o homem ao menos consegue fazer um trabalho competente!

Gabo uma coisa ao NES, conseguiu queixar-se menos, ainda que o tenha feito, dos árbitros em relação à direcção e a comunicação do clube. Talvez por ser uma pessoa mais tranquila, mas demasiado tranquila para ser um bom treinador de futebol.

Der por onde der, só houve uma equipa que realizou um campeonato regular e que manteve o foco no que mais importava, o Benfica.

 Foto de Capa: SL Benfica