Início Site Página 12045

Líder com todo o mérito

sl benfica cabeçalho 1

Dos maiores defeitos, unanimemente identificáveis, que sempre observei de perto – e que, confesso, cheguei mesmo a experimentar –, é a dificuldade do indivíduo em reconhecer o mérito de outrem. É muito português, aliás, pois isto dos hábitos enraíza-se e generaliza-se, amplificar as lacunas de quem, por qualquer ou todas as razões, ocupa certo lugar por nós ambicionado. Tudo está bem, perfeito até, quando nos posicionamos num plano hierarquicamente superior, seja de carácter prático ou teórico, em relação ao próximo; por essa razão, mantemo-nos por perto, declaramos condescendência, camuflando convicções secretas de superioridade moral em gestos e palavras de solidariedade e, nalguns casos, actos inconsequentes de aparente amizade.

Pelo contrário, o sucesso alheio, fruto do mérito – e basta, para tal, estarmos no sítio certo –, incomoda profundamente, é desvalorizado, levando inevitavelmente à maledicência e ao afastamento, quase sempre gradual, e por fim completo e irreversível; ninguém gosta de ver os seus defeitos (ou insucessos) espelhados nas virtudes (ou sucessos) dos outros.

Assim acontece também no futebol. A paixão pelo nosso clube, a missão oficiosamente que nos cabe na defesa da sua honra, levamo-nos a compreendê-lo como parte de nós. As suas virtudes são as nossas virtudes; tal como sucede com os seus méritos e sucessos. Porém, esta forma resulta igualmente no plano inverso, aquando da derrota.

O direito ao sucesso conquista-se. E este grupo merece-o Fonte: SL Benfica
O direito ao sucesso conquista-se. E este grupo merece-o
Fonte: SL Benfica

O Benfica é líder do campeonato desde a 5.ª jornada. Venceu a Supertaça; está na final da Taça de Portugal; e apurou-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Seria fastidioso enumerar, novamente, os obstáculos, os previsíveis e todos os outros, com que esta equipa se deparou ao longo desta temporada – basta recordar, a título de exemplo, que Jonas, o melhor jogador (e goleador) em Portugal, já esteve ausente, neste período, devido a lesão, de 25 jogos do Benfica. É preciso muito mérito, muita qualidade, e, sobretudo, grandes doses de dedicação e de trabalho para se cumprir tal percurso.

Os adversários continuam, todavia, a assumir o papel do invejoso; aquele que se recusa a admitir as virtudes alheias e os defeitos próprios – por alguma razão, pese as dificuldades, alguns momentos menos bons, ninguém tenha ainda conseguido ultrapassar este Benfica; também por isso, as lacunas de FC Porto e Sporting, ao invés de corrigidas, se foram arrastando e acentuando, afastando ambas as equipas, na maioria dos casos, da luta pela vitória na prova em curso.

FC Porto e Sporting utilizam uma estratégia comum, dirigida a todos os seus adeptos. A mensagem parte dos presidentes, passa pelos gabinetes de comunicação e é difundida por órgãos próprios, através das plataformas disponíveis, reforçando-se através da repetição populista e demagógica da ideia junto das massas: o Benfica é líder sem mérito; por favores concedidos; e havendo justiça seriamos nós (aquele que no momento o afirme) a ocupar aquela posição. Esta opção, poluidora constante do nosso futebol, provou, uma vez mais, ao longo dos últimos meses, ser altamente contraproducente. Na necessidade de compor o argumento, de sobrepor a ficção à realidade, deixa-se fugir o foco daquilo que verdadeiramente importa. Existe sempre quem prefira discutir com as pedras do caminho; ao invés de trilhar as alternativas.

É por isso que a um mês do encerramento da época, é o Benfica que lidera a Liga portuguesa, dependendo apenas e só de si para conquistar o tetracampeonato. É por isso que, mesmo jogando mal – tal como o FC Porto joga –, é o Benfica que vence mais vezes nos dias “não”; e com apenas quatro jogos por disputar (e não três, ao contrário dos rivais), é o principal candidato a ganhar aquilo que resta.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting CP B 2-2 SL Benfica B: O empate justo que serve aos rivais lisboetas

Cabeçalho Futebol Nacional

Esta tarde, em Alcochete, jogou-se o derby dos B’s. Sporting B recebia o Benfica B numa tarde solarenga na margem Sul do Tejo. Duas equipas em contextos muito distintos: o Sporting B estava em 14.º com 6 pontos de avanço do play-off de despromoção; o Benfica B em 3.º lugar a 10 pontos do já promovido Desportivo das Aves, e igualdade pontual com o Penafiel. No entanto, um derby é sempre um derby e não existem favoritos em jogos destes.

O jogo começou com dois A’s em campo, um de cada lado. Do lado leonino, André Geraldes, resgatado ao Vitória de Setúbal em Janeiro, e do lado encarnado, Marcelo Hermes, também contratação de inverno.

Os primeiros 10 minutos foram bastante divididos entre as duas equipas da capital portuguesa, mas sem grandes destaques antes de chegar a esse minuto. Só aí é que Leonardo Ruiz cabeceou ligeiramente ao lado da baliza e inaugurou os lances de perigo. Seguiram-se uns 10 minutos de superioridade verde e branca que culminaram no primeiro golo da partida. Um grande passe de Pedro Delgado para Gelson Dala bater o guardião das águias sem dificuldade. Foi o 12.º golo do angolano que só precisou de 16 jogos para chegar a este número.

O Benfica B tentou reagir à inferioridade no marcador e começou a pressionar alto, levando a uma boa reação dos encarnados. Contudo, quem fazia perigo era o Sporting B, novamente por Leonardo Ruiz, que chegava atrasado ao centro de Gelson Dala. Os leões continuavam a pressionar e a ter a superioridade em Alcochete, investindo em remates, mas sempre sem conseguir chegar ao destino com o sucesso pretendido.

O Benfica começava a reagir às investidas da equipa da casa e equilibrava a balança do jogo. Pedro Rodrigues era quem comandava a tropa de vermelho e branco, mas não foi ele quem repôs a igualdade, mas sim o jovem de 18 anos, Zé Gomes. Pedro Delgado erra, Hermes aproveita e oferece o lance ao jovem português que faz um chapéu por cima de Pedro Silva. Um empate mesmo antes do intervalo levava as equipas ao balneário com tudo na mesma.

A segunda parte começou como a primeira. Equilíbrio na partida, com ambas a parte a disputar as jogadas, mas sem grande perigo de destaque nos primeiros 10 minutos. Novamente, a partir dessa marca, o jogo reaqueceu. Primeiro Fidel Escobar pelo Sporting B, depois Heriberto pelo Benfica B, no entanto, ambos a rematar para fora.

Zé Gomes bisou na partida frente ao Sporting CP Fonte: UEFA
Zé Gomes bisou na partida frente ao Sporting CP
Fonte: UEFA

O Sporting B retomou as rédeas do jogo, sempre superior nos 10 minutos a metade das duas partes do jogo, e, novamente por Leonardo Ruiz, o Sporting B repôs a vantagem. Um lance de muita insistência e falta de afirmação da defesa encarnada, levou a que a bola ressaltasse várias vezes junto à área e a que as águias se sufocassem com as investidas dos jogadores leoninos que acabavam sempre por ficar com a bola nos ressaltos. Depois de muito insistir, a bola entrou e o Sporting B retomava a dianteira do marcador.

O Benfica B acusou o golo, baixando um pouco, e o Sporting B ganhou entusiasmo nos primeiros minutos depois de marcar o segundo. Tudo isto antes dos encarnados baterem com o pé e voltaram a equilibrar, quer o jogo, quer o resultado. Gedson Fernandes centrou para a área, a defesa verde e branca falhou em aliviar e Zé Gomes, também de novo, aproveitou a bola a saltitar para rematar e fazer o empate. O jovem português conta com sete golos na prova, com apenas 18 anos de idade.

Agora o contrário aconteceu, Benfica B a ganhar entusiasmo e Sporting B a acusar o empate. Até ao final do jogo, contudo, a partida manteve-se dividida com ambas as equipas com a mesma probabilidade de fazer o golo da vitória, mas a probabilidade ainda maior para o empate se manter. As forças foram abaixo e o jogo perdeu intensidade. As duas equipas pareciam estar satisfeitas com o resultado que se manteve inalterado até ao fim dos 90 minutos.

Já na compensação, Luquinhas levou amarelo por falta sobre Gelson Dala que implicou livre para os leões mesmo a fechar a partida. O livre foi direto à baliza, mas André Ferreira, embora apertado, defendeu o remate perigoso. Na sequência do último lance do jogo, Leonardo Ruiz podia ter feito o terceiro, mas cabeceou por cima.

O final do derby das equipas B dos dois grandes de Lisboa, ditou um empate justo e que serve a ambas as equipas nesta altura do campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

Máquina do tempo: Noite de gala!

fc porto cabeçalho
Fez ontem 13 anos que o FC Porto venceu o Corunha, no Riazor, carimbando a passagem à final da Liga dos Campeões, que haveria depois de conquistar, pela segunda vez, na final contra o Mónaco. Poderia muito bem ser esse o momento a recordar neste texto, mas não. Hoje optei por ir buscar ao baú uma das noites europeias mais incríveis que o Estádio do Dragão, os adeptos do FC Porto e o próprio FC Porto em particular, já viveram.

Era dia 28 de abril de 2011. Também essa época fora das mais incríveis e poderosas do FC Porto, tanto a nível interno como externo. Em jogo estava a passagem à final da Liga Europa e os azuis e brancos recebiam o Villarreal no jogo da 1ª mão. Villas Boas lançou no campo um onze com Hélton na Baliza; a defesa entregue a Sapunaru, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Fernando, Guarín e Moutinho com as despesas do meio campo; e a frente de ataque sob a alçada de Hulk, Cristian Rodriguez e o intratável Falcão.

Do outro lado estava então a equipa espanhola, que havia eliminado Twente, Bayer Leverkusen e Nápoles até esbarrar contra os dragões. Nessa noite, o técnico Juan Carlos Garrido distribuiu a sua equipa num 4x4x2 com Diego Lopez na baliza; Mario Gaspar, Matteo Musachio, Carlos Marchena e José Catalá na defesa; Soriano, Cazorla, Cani e Borja Valero no meio campo; Nilmar e Giuseppe Rossi na frente de ataque.

A equipa que celindrou o Villarreal Fonte: Little Vinnie
A equipa que cilindrou o Villarreal
Fonte: Little Vinnie

Depois de um primeiro tempo pautado por um certo equilíbrio, com ligeiro ascendente dos espanhóis, que chegaram ao golo da vantagem no último minuto da etapa inicial, através de Cani, nada faria prever o que aconteceu depois. Em desvantagem, a equipa portista surgiu completamente transfigurada na segunda parte, e apetecia perguntar o que teria dito Villas Boas ao intervalo. Um póquer de Falcão e um golo de Guarín, após bela jogada individual, mostraram a melhor face de um FC Porto capaz de derrotar qualquer adversário naquela noite mágica. 5-1 foi o resultado final e o passaporte para Dublin estava quase garantido.

Poucas palavras poderão descrever da melhor forma aquilo que se passou naquela noite de abril. Uma exibição portentosa, um Falcão insaciável e toda uma armada azul e branca comprometida na busca por mais um troféu que enriqueceu sobremaneira a galeria de conquistas dos azuis e brancos.

Tão bom recordar estes momentos!

Foto de Capa: Zimbio

Ligue 1: Luta a três pelo título

0

Cabeçalho Liga Francesa

Em França vivem-se por estes dias, como em quase todos os países, os dias bastante animados e entusiasmantes do final do campeonato. Especialmente neste país estes dias têm sido assim com há muito tempo não se via. Dominada há largos anos pelo Paris Saint-Germain, a Ligue 1 conta, nesta época, a três jornadas do fim, com um trio de ainda candidatos à conquista da competição, são eles o AS Mónaco, o tetracampeão Paris SG e o outsider da época Nice, que chegou a ser líder em várias jornadas.

Numa altura em que o Mónaco segue isolado no primeiro lugar e que, mesmo com um jogo a menos que os principais concorrentes, segue com três pontos de avanço sobre o segundo classificado, vale a pena olhar para o que resta da época a nível de calendário para estas três equipas e tentar perceber se as jornadas que se avizinham ameaçam alterar a ordem do pódio do campeonato ou se as faixas de campeão podem ser já encomendadas com o nome dos monegascos, naquele que seria o seu primeiro título de campeão desde 99/00.

O Paris Saint-Germain luta por aquele que seria o seu quinto título consecutivo da Ligue 1 Fonte: Ligue 1
O Paris Saint-Germain luta por aquele que seria o seu quinto título consecutivo da Ligue 1
Fonte: Ligue 1

Primeiro lugar, três pontos de avanço e menos um jogo que Paris SG e Mónaco. Até aqui tudo faz crer que os comandados de Leonardo Jardim chegarão ao tão desejado título de campeão nacional, mas será bem assim? Olhando para o que resta jogar à equipa de Moutinho e Bernardo Silva desde logo se nota algo de diferente no seu calendário em relação ao dos seus dois opositores diretos – há ainda, pelo menos, um jogo da Liga dos Campeões por disputar.

Como é habitual, esses são jogos que nunca são fáceis e exigem de cada jogador que entre em campo o máximo das suas forças e das suas capacidades, o que pode pesar ainda mais numa equipa que até ao momento já disputou 58(!) jogos e que, como já referiu Jardim, demonstra atualmente “fadiga física e mental”, como foi percetível no jogo da primeira mão das meias-finais da Champions frente à Juventus do qual, em casa, saiu derrotada por 2-0. Se tentarmos ignorar esse fator, o que não se deve fazer, e olharmos somente às equipas que o Mónaco ainda enfrentará para o campeonato até ao seu final, percebemos que a equipa do principado ainda poderá ter alguns jogos bastante exigentes. Desde logo o próximo jogo frente ao Nancy, fora de casa.

Uma verdadeira constelação no universo leonino

0

sporting cp cabeçalho 2

Nós, que gostamos de futebol, estamos habituados a falar em constelações de estrelas que exibem os seus dotes artísticos dentro do campo, que nos enchem os olhos com jogadas estudadas, passes milimétricos, remates certeiros ou defesas de estirada. Essas estrelas formam muitas vezes as chamadas dreamteams nacionais ou internacionais e vão-se, ao longo da História da lei da morte, libertando. No caso do Sporting Clube de Portugal, os cinco violinos foram talvez o exemplo mais evidente, claro e inequívoco desses astros dentro dos relvados nacionais e internacionais, verdadeira constelação de estrelas onde não lhes faltava o engenho nem a arte.

Há, no entanto, um outro tipo de constelação no Universo Leonino que emerge nas horas dos jogos, fora dos estádios e dos pavilhões, e sobre os quais pouco se fala. Um conjunto considerável de adeptos reúne-se não nos estádios de futebol nem nos pavilhões, nem em casa, muito menos em qualquer taberna de esquina ou café, mas em Núcleos e Delegações oficializadas pelo Sporting, e que têm como missão principal a reunião e o convívio em horas de jogo ou outras que se relacionam com atividades culturais dessas Associações. O principal objetivo passa pela inalienável valorização do clube e a agremiação de adeptos e simpatizantes.

O Sporting tem hoje cerca de 240 núcleos distribuídos pelos cinco continentes. Ao todo, entre Núcleos, Delegações e Filiais é possível contabilizar 350. A sua disseminação tem como missão principal levar a instituição Sporting, e a sua marca, a diferentes geografias, muitas delas afastadas da cidade de Lisboa, o que se reveste, por isso mesmo, de elevada importância para o prestígio e a dignificação do clube. São também a materialização da universalidade e da grandeza do Sporting Clube de Portugal e os seus adeptos são por isso, nas horas dos jogos, verdadeiras estrelas de um dreamteam que não aparecem nas quatro linhas, nem nos estádios nem pavilhões, mas cujo fulgor e vivacidade fazem com que o orgulho e a união do clube se mantenha e prossiga.

Mapa dos núcleos e filiais do Sporting existentes em 2016, em todo o mundo Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho
Mapa dos núcleos e filiais do Sporting existentes em 2016, em todo o mundo
Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho

O ambiente que se cria nestes “microestádios de adeptos” é um verdadeiro antro de apoio ao clube e às equipas. Torna-se, por isso, importante que os jogadores das diferentes modalidades saibam que muitos daqueles adeptos e sócios que não estão nos estádios e pavilhões a apoiar in loco estão justamente nos seus Núcleos ou Delegações com os cachecóis ao pescoço, as camisolas do clube vestidas e outros adereços para dar força, energia e garra à equipa rumo às vitórias. É preciso que se saiba que também eles, à semelhança daqueles que vão ao Estádio ou aos Pavilhões, vibram de forma vigorosa com as vitórias e sofrem com as derrotas do Sporting.

É importante que num clube tão grande como os maiores da Europa, como é o Sporting Clube de Portugal, não se esqueça nem se apague a importância dos seus Núcleos e Delegações enquanto espaços de convívio fraterno e caloroso entre Sportinguistas, muito deles afastados (apenas geograficamente) da casa mãe: Alvalade XXI. Só assim se pode estimular e desenvolver uma política de descentralização e universalidade do clube, fazendo verdadeiramente jus ao seu nome e dignificando-o: nunca o Sporting Clube de Lisboa mas sempre o eterno Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Giro d’Itália 2017 – 100 Anos de Grandeza

0

Cabeçalho modalidadesA mais do que esperada centésima edição da Volta a Itália já chegou e com ela temos uma prova bastante virada para a média e alta montanha. Desde o dia 5 até ao dia 28 de Maio poderá acompanhar as maiores emoções e o espetáculo provenientes de um pelotão de incrível qualidade. A grande novidade da prova, além das poucas oportunidades para os sprinters em etapas planas, é o facto de que, à 16.ª etapa, os ciclistas terão de subir duas das montanhas mais “temidas” numa Volta a Itália, subindo duas vezes uma dessas montanhas, e duas etapas depois terão de subir outras 5 montanhas em menos de 140 km’s… mas já vamos ao percurso.

Numa prova que servirá de grande homenagem a algumas lendas do ciclismo, a Eurosport irá transmitir, em direto e exclusivo, aquele que é o primeiro Grand Tour ou Grande Volta da temporada no mundo do ciclismo. Nairo Quintana e Vincenzo Nibali partem como os grandes favoritos a conquistar a maglia rosa, sendo que, em termos de portugueses, iremos ter a presença de 3 ciclistas a representar Portugal. Rui Costa, José Gonçalves e José Mendes são os elementos nacionais presentes em Itália.

Esta edição parte da Sardenha pela primeira vez, passa igualmente pelo maior vulcão da Europa, o Etna, e termina com um contrarrelógio próximo dos 30 km’s, situado em Milão. O final desta etapa acontece junto do Autódromo de Monza e a meta está situada na Piazza Duomo.

O Monte Etna estará presente neste Giro e fará as primeiras grandes diferenças na geral individual  Fonte: italia.it
O Monte Etna estará presente neste Giro e fará as primeiras grandes diferenças na geral individual
Fonte: italia.it

Iremos ter mais de 3 mil km’s percorridos no conjunto das 21 etapas e iremos ter 3 dias de descanso nestas 3 semanas de prova. Tal como foi mencionado, irá haver homenagem a algumas lendas, como, por exemplo, o facto de algumas das etapas começarem ou terminarem nas cidades-natal de ex-ciclistas, como Ercole Baldini, Gino Bartali ou Fausto Coppi.

As três primeiras etapas, com maior ou menor dificuldade, estarão adaptadas para os homens mais rápidos do pelotão, mas as grandes dificuldades começam logo à quarta etapa, com a chegada do Monte Etna. Esta subida é brutal, com quase 18 km’s e com uma percentagem de inclinação de 6,6%. É o primeiro grande teste para os homens que irão lutar pela geral e, apesar de não decidir quem irá vencer, poderá decidir quem não estará na luta até final.

E se os golos fossem números? A Liga dos números

Cabeçalho Futebol Nacional

Confesso-me um eterno apaixonado pelo futebol. Desde miúdo que sinto uma paixão infinita pelo desporto e, em especial, pelo meu clube, o Boavista.

À semelhança da maioria dos miúdos, o meu sonho sempre foi ser jogador de futebol, tornar-me o mais digno e nobre sucessor de autênticos craques como Jimmy Hasselbaink, Ricky, João Pinto ou Elpídio Silva. Infelizmente, o meu talento futebolístico não esteve à altura de tais pergaminhos, o que me fez enveredar por outras áreas, nomeadamente a da gestão.

Embora não seja um mundo tão apaixonante e vibrante como o do futebol, não deixa de ser um mundo cativante e que, no futebol, merece a pena ser analisado, até porque a boa gestão financeira dos clubes acaba por coincidir ciclicamente com os sucessos desportivos. Ou será que não é bem assim? Foi isso mesmo que eu fui tentar descobrir..

Sabemos que as direções dos clubes, à semelhança dos políticos, usam constantemente determinadas narrativas para justificarem os seus insucessos. A arbitragem é a desculpa mais habitual, seguida pela diferença de orçamento face a todos os restantes clubes. Esta luta quase hercúlea que muitos reivindicam e que nenhum prova, acutilou a minha curiosidade ao ponto de ter feito o levantamento de toda a informação financeira pública das sociedades desportivas que frequentavam a Primeira Liga na época 2015/2016 .

Fonte: LPFP
Fonte: LPFP

Antes de mais, apenas umas ligeiras notas sobre o estudo que conduzi:

1.Este estudo foi feito com base nas contas publicadas pelas SADs/SDUQs para os anos de 2013, 2014 e 2015.

2.As contas de 2016 ainda não estão disponíveis (com exceção do Nacional da Madeira).

3.O ano fiscal das SADs e SDUQs não coincide necessariamente com o ano fiscal das empresas, pelo que torna mais difícil o processo de comparação com as temporadas desportivas.

4.Esta análise foi feita exclusivamente sobre as Sociedades Desportivas, excluindo todas as outras empresas existentes no universo dos clubes.

5.Boavista e Tondela não têm as suas contas publicadas para nenhum destes anos.

6.Foram analisadas as equipas presentes na temporada 2015/2016 para os três anos (mesmo que pontualmente alguns destes clubes não tivessem na primeira liga).

7.A classificação é feita a 18 equipas nos três anos.

 

Proponho que analisemos como seria o campeonato com base em dois fatores: as Receitas e os Lucros.

Que é feito de André Horta?

0

sl benfica cabeçalho 1

Com o final do campeonato aí à porta, é tempo de olhar para trás e fazer uma retrospetiva dos pontos positivos e negativos da época que passou. Mas também de alguns enigmas se fez a liga de futebol de 2016/17. Para os lados da Luz, um dos maiores mistérios é o ‘desaparecimento’ de André Horta.

O médio surpreendeu tudo e todos depois da chegada ao Benfica. Quando se esperava que fosse emprestado a outro clube, Horta chegou, viu e venceu. Jogando na posição de 8, o jovem português conquistou a titularidade na equipa ‘encarnada’ e mostrou ao ‘mister’ Rui Vitória de que fibra era feito, fazendo tudo para agarrar a oportunidade. Integrou o onze inicial na Supertaça e em mais oito jogos do Benfica (incluindo na Liga dos Campeões).

O jogador de 20 anos vivia o verdadeiro sonho de águia ao peito e assumia cada vez mais o status de titular indiscutível. No entanto, num ano mais do que recheado de lesões, o ‘camisola 8’ não deixou de marcar presença no Benfica LAB. Uma lesão muscular tirou o ex-vitoriano dos relvados em outubro, obrigando a uma ausência que durou até novembro.

 

Entretanto, recuperou da lesão. Mas, a partir daí, só voltou a calçar durante 30 minutos, quando o Benfica se deslocou ao Dragão para somar um empate contra os ‘azuis e brancos’. Sem qualquer explicação, Rui Vitória nunca mais contou com André Horta, livre dos problemas musculares que o haviam afastado das quatro linhas. Desde janeiro, apenas jogou quatro vezes, e há dois meses que foi ‘despachado’ para a bancada (isto quando tem a ‘sorte’ de ser sequer convocado).

André Horta jogou pela última vez frente ao Belenenses, em Marçom durante cinco minutos Fonte: SL Benfica
André Horta jogou pela última vez frente ao Belenenses, em Março, durante cinco minutos
Fonte: SL Benfica

Tendo em conta que André Horta era titular até se lesionar e que, desde o final de janeiro, apenas alinhou durante meia dúzia de minutos, há que procurar uma justificação plausível para o seu afastamento.

Para além da condicionante de Pizzi contar há imenso tempo com quatro amarelos e muito cansaço nas pernas. Por que motivo Horta nem tem direito a sentar-se no banco? Sendo ainda muito novo, o Benfiquista tem ainda muita margem de progressão, mas qualidade para ser, pelo menos, um justo suplente não lhe falta.

Este cenário é encarado como um pau de dois bicos: por um lado, atendendo ao seu regresso pouco auspicioso a curto prazo ao seu clube do coração, os primeiros meses de águia ao peito foram deveras positivos; contudo, partindo dessa progressão bastante satisfatória, a sua deslocação repentina do 11 titular para a bancada é um tanto ou quanto macarrónica.

De notar ainda que, na minha opinião, Horta reúne mais condições futebolísticas que Filipe Augusto para assumir o lugar no plantel Benfiquista (no entanto, o ‘camisola 6’ ainda vai tendo minutos). Certa é a incerteza sobre o futuro do médio-centro no clube da Luz.

E a pergunta mantém-se: que é feito de André Horta?

Foto de Capa: Jogadores 

Um dia em grande para o Wrestling Português

Cabeçalho modalidades

O wrestling português deu mais um passo importante para o seu crescimento. A World Star of Wrestling aliou-se ao Wrestling Portugal para fazer um espetáculo, onde os títulos da WSW estiveram em jogo, onde estrelas como Carlito, Chris Masters e Juventud Guerrera estiveram presentes e onde os lutadores portugueses tiveram a oportunidade de trocar conhecimento e experiência com alguns veteranos da industria.

Para Bammer, campeão Europeu da WSW, é muito importante esta troca de conhecimento entre lutadores portugueses e estrangeiros. “Há uns anos atrás era impensável ter lutadores portugueses no meio de lutadores internacionais. A diferença de qualidade era enorme. Mas é bom saber que em 2017 podemos estar no mesmo ringue que eles”, afirmou o campeão europeu.

Juventud Guerrera foi um dos destaques Fonte: Facebook Oficial de Juventud Guerrera
Juventud Guerrera foi um dos destaques
Fonte: Facebook Oficial de Juventud Guerrera

Também para Chris Masters e Carlito é importante levar o wrestling às pessoas e poder partilhar conhecimento com outros wrestlers. O Masterpiece afirma que é “bom ter um misto de juventude com veteranos que lutaram em Wrestlemanias. É sempre bom ter essa partilha de conhecimento para eles e também nós aprendemos.” Já Carlitos, fica satisfeito por trazer mais shows para o público português. “Infelizmente, eles não têm muitos live events por isso é bom que aos poucos possamos trazer mais live events para Portugal. Isso também traz mais fãs para o wrestling português, afirmou o ex-campeão Intercontinental.

Numa altura onde o wrestling feminino está a passar por uma fase de revolução, onde cada vez mais é visto com outros olhos e as lutadoras mostram que são capazes de fazer o mesmo que os homens fazem, Nina Samuels diz que este não é o tempo de se relaxar e que as lutadoras têm de provar que são capazes de dar bons combates. “Hoje em dia o wrestling feminino é levado muito mais seriamente e isso significa que existe mais pressão para as mulheres chegarem à frente. Antes, um combate feminino não despertava atenção mas agora pode ser um dos combates do evento e por isso as lutadoras têm de se mostrar cada vez mais para provar que são capazes de dar um bom combate como os homens”.

A inglesa, que lutou contra a portuguesa Kelly, afirma que este evento é uma oportunidade para aprender novos estilos. “Cada país tem o seu estilo de wrestling e lutares em diferentes países faz com que evoluas e que te adaptes a cada estilo. Ter estrelas de vários países como Portugal, Reino Unido, México é importante, pois é assim que aprendemos”.

Brasil 4-3 Portugal: Campeões da areia afastados nos quartos de final

Cabeçalho modalidades

Portugal foi esta noite afastado do Mundial de futebol de praia, depois de ser derrotado pela seleção do Brasil. No confronto mais aguardado dos quartos de final da prova, uma final antecipada na opinião de muitos, o “escrete” foi mais eficaz e venceu pela margem mínima.

A seleção das quinas vinha de uma fase de grupos muito titubeante, com exibições pobres e resultados tremidos, como a derrota frente ao Paraguai ou a vitória tangencial no prolongamento frente aos Emirados Árabes Unidos. Contudo, Portugal entrou fortíssimo no encontro, com um golo na jogada inicial. Ao invés do tradicional pontapé de saída, Madjer optou por colocar a bola para Bruno Torres que rematou de primeira e surpreendeu o experiente guarda redes Mão. A esperança aumentou bastante entre as hostes nacionais, mas Catarino tratou de repor o empate logo aos doze segundos.

O jogo seguiu equilibrado a partir daí, com Portugal a conseguir dar boa réplica frente aos “canarinhos”, surpreendendo quem viu os primeiros jogos da nossa equipa. Elinton Andrade e Mão, os dois guarda redes, estiveram sempre em ótimo plano, com várias defesas de grau de dificuldade bastante elevado. Na seleção nacional, os irmão Bê e Léo Martins estiveram bastante ativos, assim como Jordan. Já no “escrete”, Datinha deu cabo da cabeça perto da nossa baliza, com várias fintas estonteantes e muita criatividade. No final do primeiro período, Jordan fez o segundo para a nossa equipa. Portugal terminou o primeiro terço do encontro em vantagem, o que não era totalmente descabido pelo que se tinha passado.

No segundo período, os brasileiros deram a volta ao texto, com dois golos de Datinha. Empatou o encontro numa grande penalidade claríssima depois de uma “maldade” que fez a Bruno Torres. O terceiro nasceu de uma das muitas faltas mal assinaladas pela equipa de arbitragem. Pouco depois disso, noutra falha do árbitro, foi assinalada uma grande penalidade a nosso favor, mas José Maria permitiu a defesa ao guardião contrário.

No último período, Portugal carregou em cima do Brasil e chegou ao empate, através daquele que foi, juntamente com Elinton Andrade, o nosso melhor jogador na competição: Jordan Santos. Portugal voltou a equilibrar o resultado, o que espelhava o equilíbrio de forças que se via no areal de Nassau. Contudo, um momento de génio desequilibrou por completo a partida. Num lance em que Belchior e Bruno Novo ficaram a marcar apenas com os olhos, Datinha levantou a bola para Rodrigo que, ainda longe da baliza, dominou e desferiu um pontapé de bicicleta absolutamente fabuloso. Num remate espetacular, Rodrigo marcou um dos melhores golos da competição e eliminou Portugal da competição.

A seleção nacional esteve privada da melhor forma das suas estrelas. Madjer não está bem fisicamente e não marcou nenhum golo na competição, Belchior também esteve longe do que já mostrou e Alan idem. Os irmãos Martins, Jordan e Elinton Andrade foram os destaques positivos da equipa orientada por Mário Narciso que, assim, não consegue revalidar o título alcançado há dois anos, em Espinho. Os brasileiros ficam assim como principais favoritos a vencer a competição deste ano.

Foto de Capa: FIFA