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RC Celta de Vigo 0-1 Manchester United FC: Estocolmo ao virar da esquina?

Cabeçalho Futebol Internacional

Era um Manchester muito fustigado por lesões que chegava aos Balaídos para jogar esta primeira mão das meias finais da Liga Europa. Enfrentava um Celta de Vigo que contava só uma derrota em casa nesta competição e que nos últimos tempos quase que abdicou de jogar a La Liga só para pensar nesta competição, onde queriam fazer história e nunca tinha chegado a esta fase.

Mourinho apostava num meio campo muito físico, com Pogba, Fellaini e Herrera a darem proteção ao virtuoso Mkhitaryan, que apoiava os velozes Lingard e Rashford. O Celta apostava em Guidetti na frente a segurar os defesas ingleses e a temporizar para o apoio de Daniel Wass, Iago Aspas e Pione Sisto.

Entrou bem o Manchester, mas foi do Celta a primeira ocasião de golo, com um grande falhanço de Daniel Wass. Responderam os Red Devils por Rashford, com um grande remate de fora da área para uma defesa não menos soberba de Sergio Álvarez.

Pogba era um monstro no centro do terreno e controlava todo o jogo da sua equipa, lançando depois venenosos contra-ataques. Fê-lo ao minuto 34, quando colocou Mkhitaryan na cara do guardião espanhol, que respondeu mais uma vez com uma grande intervenção.

Sucediam-se as ocasiões para o Manchester e valia ao Celta a grande exibição que Sergio Álvarez estava a arrancar. Desta vez foi Lingard a falhar no frente-a-frente com a ultima barreira. Chegava o intervalo com tudo como começou e estaria Mourinho a pensar na falta que lhe fazia ali, por esta altura, Zlatan Ibrahimovic?

Rashford fez o golo da vitória inglesa Fonte: Facebook Oficial do Manchester United
Rashford fez o golo da vitória inglesa
Fonte: Facebook Oficial do Manchester United

Entrou melhor o Celta para o segundo tempo, mas era um domínio controlado pelo Manchester United, que não permitia oportunidades de golo. Aos 58 minutos, um remate de Sisto de fora da área permite a Romero a primeira defesa do jogo digna desse nome e logo em grande estilo. Quando o jogo parecia cair para uma toada muito baixa, eis que aparece a estrela de Rashford na cobrança exímia de um livre direto a colocar os Reds em vantagem.

O Celta tinha que ir agora à procura de um golo que os mantivesse na eliminatória. Aumentou a posse de bola, mas os Red Devils faziam valer a sua maior experiência e não permitiam oportunidades de golo aos da casa, arrastando o jogo da forma que mais lhes servia. E foi dessa forma que chegou o fim do jogo, com o Manchester a controlar e a segurar uma vantagem importantíssima.

Hoje foi um Manchester United personalizado, que chegou a Espanha e controlou o jogo, que teve as melhores ocasiões de golo e mostrou que ainda é um grande da Europa. Para isso muito contribuiu Mourinho, que apesar de todas as contrariedades montou uma estratégia muito boa, num campo muito difícil e deixou a porta de Estocolmo escancarada.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Manchester United

Estoril Open’2017: Portugueses ficam de fora

Cabeçalho modalidadesO sexto dia do Estoril Open ficou marcado pela despedida dos tenistas portugueses do torneio. Pedro Sousa e Frederico Silva não foram capazes de dar sequência aos bons resultados obtidos na primeira ronda e caíram nos oitavos de final frente a Gilles Muller e David Ferrer, respetivamente.

Os detalhes tramaram Pedro Sousa

Sousa não teve argumentos Fonte: Estoril Open
Sousa não conseguiu concretizar as oportunidades
Fonte: Estoril Open

Pedro Sousa foi o primeiro dos portugueses a entrar em campo no dia de hoje. Gilles Muller – terceiro cabeça de série – revelou-se um adversário bastante complicado e acabaria mesmo por confirmar o favoritismo e vencer pelos parciais de 6-3 e 6-2.

No entanto, o encontro foi bastante mais equilibrado do que os parciais demonstram. Logo no início do primeiro set, Sousa dispôs de três pontos para quebrar o serviço do luxemburguês. Mas, e porque a velha máxima do futebol também se aplica ao ténis, “Quem não marca, sofre” – Muller haveria de fazer o break e vencer dessa forma o primeiro set por 6-3. No segundo parcial, a história foi muito semelhante: o português continuou a exibir-se a um bom nível, mas nos momentos-chave foi Muller quem levou a melhor.

No final do encontro, Pedro Sousa afirmou que a diferença esteve no aproveitamento das oportunidades que cada jogador teve. Em resposta ao Bola na Rede, Sousa haveria ainda de dizer que Richard Gasquet e Pablo Carreno Busta são, na sua opinião, os favoritos a vencer o Estoril Open, visto que Juan Martin Del Potro foi forçado a desistir.

Na próxima segunda-feira, e fruto da vitória alcançada na primeira ronda, o português alcançará o seu melhor ranking de carreira.

Vitória SC: O que é a alma vitoriana?

Cabeçalho Futebol Nacional

Esclareçamos já as coisas: o redator deste texto não sabe dar resposta à pergunta que coloca no título deste texto. Porque a essência de algo tão exuberante não cabe num artigo de uma publicação desportiva, nem sequer num livro com milhares de páginas. Só cabe em milhares… de anos

Porque essa essência nasceu com o país e ficou a pairar entre as fronteiras que delimitam a cidade de Guimarães. Já cruzou fronteiras, é certo, mas só lá se pode encontrar algo tão precioso e que despoleta uma paixão exacerbada pelo que é seu – o Vitória..

“Ninguém vai entender”, apregoam, e com razão. Ninguém entende, fora eles, a paixão pelo clube da terra e que esquece tudo o que está em redor. Ninguém entende um estádio, que não o do SL Benfica, FC Porto e Sporting CP com 20 mil pessoas de média. Ninguém entende que se possa amar tanto um clube como os vimaranenses amam o Vitória.

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Uma questão cultural, dirão. Não só deles, como a do Portugal futebolístico, que, genericamente, apoia além do clube da cidade. Que enche a boca para falar dos três grandes esquecendo o clube da sua cidade (ainda que em Coimbra se ouçam muito “dos três grandes, sou da Académica”).

O Vitória, por isto e muito mais, precisava de um treinador que entendesse e, por inerência, fosse esta essência. Como Pedro Martins. Um ex-jogador da casa que sabe o que é ser vitoriano e que alia o fervor e garra desse rótulo à competência de treinador. Pelo que a escolha não foi apenas  acertada, foi histórica.

Histórica porque o Vitória distanciou-se largamente do rival Sp. Braga e voltou a garantir presença no Jamor. Ou seja, está a dar passos no sentido de superar um clube de quem se diz poder lutar pelo título. O Vitória superou-o este ano… com um ano de trabalho de Pedro Martins. Com ideias assimiladas desde o início da época e a devida estabilidade no plantel, imagine-se o que poderá fazer nos seguintes.

Mesmo não sabendo o significado da alma vitoriana, uma coisa é certa: hoje, mais do que nunca, faz bem ao futebol português.

Foto de Capa: Vitória SC

Pavilhão João Rocha já?

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sporting cp cabeçalho 2

O novo pavilhão João Rocha está praticamente concluído, estando já nos acabamentos finais. As últimas imagens que surgiram nas redes sociais davam conta da colocação adiantada do piso que será pisado por alguns dos mais talentosos atletas das várias modalidades que o Sporting alberga.

Tudo isso cria no seio da família Sportinguista, um sentimento de ansiedade difícil de controlar, principalmente por se tratar de um projecto há tanto ambicionado, por tantos prometido, e só agora concretizado. Para piorar essa ansiedade surgiram rumores de que o novo pavilhão só passará a ser a casa das modalidades apenas a partir do início da próxima época desportiva. Ouvi por isso muitos críticos sobre esta medida, querendo para já a mudança de todas as modalidades para a nova “casa”, o que demonstra a impaciência que se instalou por tanto se ambicionar ver as várias modalidades a jogar em Alvalade.

Felizmente, em termos de modalidades estamos a discutir títulos, e uma vez que as competições se encontram numa fase decisiva, na minha opinião seria um enorme tiro nos pés o facto de retirarmos as equipas das suas actuais “casas”, criando mais uma vertente de desestabilização. Seriam novas rotinas, novas instalações, o deslumbramento de um novo pavilhão, com condições excepcionais para a prática de qualquer desporto colectivo “indoor”, o que poderia influenciar de forma negativa o subconsciente de técnicos e atletas. Poderão dizer-me que podia também ser um tónico positivo, mas isso nunca saberemos, e nesta fase, considero mais prudente não arriscar.

Podem dizer que o apoio massivo que teriam no novo pavilhão seria decisivo, mas não o terão onde agora jogam?  Porque nunca será por falta de apoio em qualquer canto do país ou do mundo que o Sporting perderá jogos.  Que o digam os jogadores de futsal a jogarem no outro lado do mundo. Um Sportinguista, para apoiar o seu grande amor vai onde for preciso, e em Portugal temos a vantagem de sempre, em qualquer lugar, haverem adeptos do Sporting prontos a levantar o cachecol, vestir a “verde e branca”, e cantar a pulmão aberto “O mundo sabe que…”.

Foto de Capa: Sporting CP

Associação Académica de Coimbra: o que falta para regressar à Elite?

Cabeçalho Futebol NacionalA Associação Académica de Coimbra é um dos clubes com mais história do futebol português. Conquistando um segundo lugar no campeonato na época 1966/1967 e duas Taças de Portugal, A Associação Académica de Coimbra, para além de ser um dos clubes mais populares do futebol português, é também um dos clubes com a massa associativa mais fiel, conhecida como a Mancha Negra, que presta um apoio exemplar e incondicional à sua equipa a cada jogo.

Na última temporada viveu-se um momento triste na história do representante da Cidade Universitária com a despromoção à Segunda Liga, dando assim fim a um ciclo de 14 anos no escalão maior do futebol português, que teve como ponto alto a conquista da Taça de Portugal em 2011/2012.

Consumado o último lugar do campeonato e com a contestação em alta, José Eduardo Simões demitiu-se da presidência da Académica, sendo sucedido por Paulo Almeida. No entanto, há poucas semanas, Paulo Almeida também se demitiu, alegando razões pessoais para tal decisão, sendo sucedido por Pedro Roxo, antigo jogador nas camadas jovens do clube.

Costinha foi o escolhido para dar início ao novo projecto do clube. Fonte: Associação Académica de Coimbra – site oficial
Costinha foi o escolhido para dar início ao novo projecto do clube
Fonte: Associação Académica de Coimbra OAF

Regressado à Segunda Liga 14 anos depois, era preciso repensar o projecto do clube. Tendo tido na sua história recente alguns jovens treinadores de qualidade como André Vilas-Boas, Pedro Emanuel e Sérgio Conceição, a aposta para um novo projecto recaiu em Costinha, uma escolha que se revelou algo surpreendente, visto que o antigo jogador do FC Porto já se encontrava afastado dos relvados há algum tempo.

A nível do plantel para atacar a Liga Ledman Pro, este doseava a experiência de jogadores como João Real, Nuno Piloto, Marinho e Nuno Santos, com a juventude de Leandro Silva, Ernest, Yuri Matias e Jimmy. Outra das novidades neste novo projecto tem sido uma aposta na formação mais vincada, com jogadores como João Simões, Leandro Cardoso e André Vidigal (sobrinho de Luís e de Lito Vidigal) a irem ganhando minutos na equipa principal, bem como o resgate de alguns jogadores formados no clube como João Traquina e Rui Miguel (melhor marcador da equipa com 10 golos).

Seminário Internacional “O Treino do Guarda-Redes”

cab reportagem bola na rede

2016 foi um ano de conquistas inesperadas em Potugal. Na final da Taça de Portugal, o FC Porto, favorito, foi batido pelo SC Braga. Na decisão do Euro 2016, a Seleção Nacional superiorizou-se à francesa, anfitriã da competição. Mas a ligar estes dois jogos, de desfecho inesperado, houve porém, mais do que ter sido a equipa menos favorita, a vencer as disputas. O fator diferenciador, comum a ambos, foram os desempenhos dos guarda-redes das equipas vencedoras. Marafona do SC Braga travou o ímpeto de um FC Porto que recuperara uma vantagem de dois golos e brilhou nas grandes penalidades, oferecendo aos bracarenses a segunda Taça de Portugal da sua história, equiparando-se, no estatuto de herói, a Perrichon, protagonista da primeira, conseguida em 1966.

Rui Patrício, ao serviço da Seleção Nacional, assinou uma exibição memorável, que sustentou e reforçou a crença dos seus companheiros de equipa bem como de todos os portugueses, nesse dia presos ao ecrã televisivo, que assistiram a uma prova de superação ímpar, que compensou a saída do capitão Ronaldo. O resultado é sobejamente conhecido: Portugal sagrou-se Campeão da Europa, o maior troféu da história desportiva do país.

Voo de Rui Patrício na final do Euro 2016 Fonte: DailyMail
Voo de Rui Patrício na final do Euro 2016
Fonte: DailyMail

Sendo o guarda-redes um jogador sempre em maior evidência, porque é ele que defende o último reduto, e é chamado a atuar, quando a equipa está em maiores dificuldades, a importância da sua fiabilidade, é fundamental na crença de conquista de um troféu. Rigor posicional associado a duas ou três defesas fantásticas podem entusiasmar todo um estádio, galvanizar uma equipa e projetá-la para a vitória. Marafona e Rui Patrício, entre outros, são guarda-redes de enorme qualidade.

São exibições como estas que demonstram a importância da formação específica na “construção” de um profissional maduro e seguro, como o tem de ser, o guarda-redes do futebol moderno. E se já o Mundial de 2014, foi chamado o “Mundial dos Guarda-Redes”, os exemplos são cada vez mais evidentes. É preciso trabalhar e treinar muito para ser um guarda-redes de nova-geração. É aqui que se destaca a Escola de Guarda-Redes Nuno Monteiro, que proporciona, desde as mais tenras idades, formação qualitativa, adequada aos diversos escalões etários, porque, diz-nos o responsável desta Escola – “não é a mesma coisa treinar um jovem de 8 ou 9 anos, que deve começar por pequenas interações, ligeiros exercícios motores, ou um de 16, que já no escalão juvenil, tem de ser dotado de competências técnico-táticas, físicas e psicológicas… porque são as boas decisões que fazem a diferença”.

Os maiores artilheiros brasileiros na Europa

Cabeçalho Futebol InternacionalO Brasil é o país sul-americano que possui o maior número de jogadores que marcaram gols no continente europeu na atual temporada. Os argentinos e uruguaios veem na sequência, respectivamente. Essa informação se justifica ao considerarmos que o Brasil é o país sul-americano com mais jogadores jogando na Europa. Apenas em Portugal temos 144 brasileiros atuando*. Pensando nos nossos destaques vamos analisar os maiores artilheiros brasileiros das principais competições nacionais europeias.

 Foto de Capa: Youtube

Carlos have a dream… again

Cabeçalho Liga Inglesa

Seis vitórias nos últimos seis jogos. É este o cartão de visita do Sheffield de Semedo, Marco Matis e especialmente… Carlos Carvalhal. O técnico vai na sua segunda época ao leme da equipa de Inglaterra e está, novamente, nos play-offs de acesso ao principal escalão inglês.

Depois de no ano passado terem morrido na praia na final contra o Hull City, os Owls voltam a estar presentes na fase decisiva, e muito devem ao ex-treinador do Sporting.  Depois de na época anterior as expectativas terem sido superadas, o clube aumentou o investimento, contratou alguns jogadores com muita qualidade e experiência, e os resultados não se fizeram esperar.

A uma jornada do fim da época regular, os comandados de Carvalhal ocupam o 4.º lugar, ainda com hipóteses de ultrapassar o Reading, 3.º com mais um ponto. A subida de posto poderia ser importante, uma vez que permitiria disputar a meia-final do play off com o 6.º lugar, à partida mais acessível – embora o Championship seja de um equilíbrio tremendo.

Neste momento, Brighton e Newcastle já garantiram a subida de divisão, restanto o Reading, o próprio Sheffield, o Huddersfield e o Fulham. Fazendo uma breve comparação de plantéis, o conjunto orientado por Carlos Carvalhal parece ser o mais apetrechado em termos de experiência, o que nesta fase, poderá ser um tónico importante para fazer a diferença.

Os adeptos do clube de Yorkshire voltam a sonhar, isto depois da desilusão de Wembley na época passada. Para Carlos Carvalhar, pode ser o culminar de um trabalho muito positivo, e poderá juntar-se a Marco Silva – contando com a permanência do Hull na Premier – e Mourinho, em mais um claro atestado de competência ao treinador português. Já sabemos… “Carlos have a dream”, e sonhar não custa.

Foto de capa: Sheffield Wednesday

Saem mais dois prémios para a mesa do canto!

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Cabeçalho modalidadesHonestamente, já começam a faltar as palavras para descrever tudo aquilo que Ricardo Braga, conhecido no mundo do futsal por Ricardinho, faz, mas, como todos vocês sabem, o “pequeno mágico” continua a desafiar as leis do desporto nacional e a conquistar distinções individuais e prémios coletivos pelos clubes por onde passa.

Neste fim-de-semana que agora passou, o português somou “apenas” mais uma distinção como melhor futsalista do ano de 2016, para o site Futsal Planet, que é uma espécie de Bola de Ouro do futsal mundial, à falta de prémios de valia equiparável – se bem que o site em questão tem um prestígio assinalável no seio da modalidade a nível mundial (não estou a por isso em questão!) -, a qual juntou à conquista do mais importante troféu a nível europeu de clubes, a UEFA Futsal Cup, numa final desnivelada em termos de resultado (7-0) e onde o melhor jogador do mundo “molhou a sopa” em duas ocasiões.

Com a sua mais recente distinção, já vai em quatro anos a arrecadar o prestigiado prémio, três dos quais de forma consecutiva (2014,2015 e 2016, para além de 2010).

Uma das lacunas na tua carreira é ainda não teres troféus por Portugal, mas ainda há tempo! Fonte: Inter Movistar
Uma das lacunas na tua carreira é ainda não teres troféus por Portugal, mas ainda há tempo!
Fonte: Inter Movistar

Posto isto, que são factos e que estão à vista de todos, eu penso que todos nós nos deveríamos sentir abençoados por poder ter tido a oportunidade de assistir a um dos jogadores que vai ficar eternizado na história do desporto mundial, não pelo comum dos mortais, mas por alguém que acompanhe minimamente o mundo desportivo; que ao se falar em futsal, dois nomes vão saltar logo à memória de qualquer entendido: Falcão e Ricardinho, sem esquecer outros jogadores que marcaram um lugar na história por mérito próprio, tais como Manoel Tobias, e muitos outros que também não me recordo, uma vez que jogaram durante uma época na qual eu não era ainda nascido.

Não digo hoje em dia, até porque a carreira do nosso jogador ainda se irá aguentar mais uns anitos, mas se há algo que une portugueses e brasileiros é a capacidade de formar grandes valores, em qualquer uma das variantes do futebol (futebol de XI, futsal e futebol de praia). No futsal, já dei os meus exemplos, nas outras duas disciplinas há muitos e bons espécimes, mas creio que não vale a pena estar a atalhar por esse caminho.

Tudo isto para valorizar o que Ricardinho tem ganho ao longo da sua carreira, tanto individual como coletivamente, pelo que irá deixar uma imagem muito boa daquilo que foi e (esperemos!) continuará a ser o futebol de salão em Portugal.

Foto de Capa: Inter Movistar

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

E agora, Marítimo?

Cabeçalho Futebol Nacional

O Marítimo representa um dos projetos mais interessantes dos últimos anos em Portugal. Depois do sucesso de Pedro Martins no comando do clube verde-rubro, a equipa insular passou por um período de menor fulgor, no que toca à luta pelos lugares europeus. Esta temporada nasceu torta mas no final começou a ganhar forma e a Europa já não deve fugir. Resta saber o caminho que este Marítimo escolherá agora, se aquele que aposta na continuidade ou se aposta as fichas todas, de novo, noutro projeto.

Num ano em que o Nacional, principal rival do Marítimo, vê cada vez mais perto a descida consumar-se, os verde-rubros dos Barreiros tem voltado a estar em grande no campeonato, procurando por lugares europeus. O Marítimo vem de uma temporada atípica em que o melhor acabou por ser a final da Taça da Liga, que depois viria a resultar numa derrota perante o Benfica. A época deixou muito a desejar. Tanto com Ivo Vieira como depois com o experiente Nelo Vingada, o Marítimo pautou-se pela irregularidade, pelo futebol pouco atrativo e sobretudo por um desiquilíbrio emocional. Já nesta temporada, a escolha recaiu no brasileiro Paulo César Gusmão. Pouco se sabia do técnico, mas a verdade é que não deixará grandes saudades nos Barreiros. O Marítimo da temporada passada fazia-se sentir de novo e as expetativas dos adeptos não eram as maiores. Depois da estrutura do Marítimo ter percebido que não tinha tomado a melhor decisão, surgiu Daniel Ramos no comando técnico da equipa, homem que somava já algumas boas campanhas na segunda liga.

Fonte: CS Marítimo
Fonte: CS Marítimo

O Marítimo começou a estabilizar o seu futebol, pautando-se pela segurança defensiva aliando isso ao critério com bola e, sobretudo, à qualidade nos contra-ataques e nos lances de bola parada, uma das armas da equipa esta época. Depois de algumas vitórias consecutivas, conseguiu-se afastar, finalmente, o fantasma que pairava sobre a equipa desde a temporada passada. Com a existência de um modelo pensado, de uma forma de jogar consolidada, começaram a surgir resultados. O Marítimo começou a somar vitórias sobre vitórias, fazendo-se valer da força do novo Estádio dos Barreiros, que voltou a ser o temível “Caldeirão” de outrora e que conta com uma das melhores taxas de ocupação da primeira liga. Em conjunto com o Chaves, Vitória de Guimarães e Boavista, este Marítimo é, das equipas pequenas, um dos clubes com melhores casas,conseguindo trazer os seus adeptos em torno da sua equipa . Com as vitórias, com os bons resultados frente aos grandes, nomeadamente a vitória contra o Benfica, alguns jogadores começaram a sobressair.