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Arsenal 2-0 Manchester United: Gunners levam a melhor

Cabeçalho Liga Inglesa

Mais uma jornada, mais um clássico. Arsenal e Manchester encontravam-se no Emirates Stadium. Separados por 5 pontos na tabela classificativa (embora os Gunners tenham menos um jogo), os dois rivais iriam dar o “tudo por tudo” para vencer o jogo de hoje e continuar com as aspirações intactas para atingir o 4.º lugar, que dá acesso ao play-off da Liga dos Campeões. Após a vitória categórica dos homens de Guardiola ontem por 5-0 frente ao Crystal Palace, Arsène Wenger e José Mourinho sabiam da enorme importância que iria ter uma vitória sobre o seu rival no clássico deste domingo.

Quanto aos onzes iniciais, o treinador francês não alterou qualquer peça relativamente ao 11 apresentado no último jogo – derrota por 2-0 frente ao Tottenham Hotspur, ao passo que o técnico português fez algumas mudanças, devido à recente onda de lesões que tem “atacado” os Red Devils nas últimas semanas (Ashley Young foi a vítima mais recente) e ao importante jogo da próxima Quinta-feira, frente ao Celta de Vigo para a Liga Europa – Chris Smalling, Axel Tuanzebe, Juan Mata e Anthony Martial foram titulares na partida de hoje.

O encontro começou com os dois rivais a quererem desde logo adiantar-se no marcador nos minutos iniciais e o Arsenal teve perto aos 8’, mas De Gea fez uma boa defesa. A partir desse lance, a equipa da casa assumiu o controlo do jogo, restando ao United tentar aproveitar rápidos contra-ataques para levar perigo à baliza de Petr Cech. Após algum tempo sem oportunidades dignas de registo, aos 26’ Welbeck quase fez o 1-0, após um lance de insistência do Arsenal, mas desta vez foi o defesa Phil Jones a impedir o golo.

Três minutos depois, o Arsenal voltou a estar perto de marcar em dois lances consecutivos, mas o desacerto dos avançados e De Gea não deixaram a bola entrar na baliza. Na resposta, Wayne Rooney isolado não conseguiu bater o guarda-redes adversário. Os adeptos do Arsenal iam aplaudindo a exibição da sua equipa até ao momento, visivelmente satisfeitos com a atitude dominadora dos comandados de Wenger, apesar do resultado estar ainda 0-0. Até ao intervalo, o ritmo de jogo desacelerou e o marcador não se alterou. As duas equipas iam empatadas para os balneários, contudo com o Arsenal, pela boa circulação de bola e controlo de jogo, talvez a merecer ir para o descanso na frente do marcador.

Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde Fonte: GettyImages
Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde
Fonte: GettyImages

Após um nulo não desatado nos primeiros 45 minutos, a 2.ª parte começou sem alterações táticas para os dois lados. O Manchester United iria precisar de melhorar (bastante) nos segundos 45 minutos, caso quisesse continuar a pressionar o Manchester City pelo 4.º lugar. Os primeiros instantes do 2.º tempo foram monótonos, até que aos 54’, o Arsenal finalmente conseguiu marcar: Xhaka, num remate fora de área e com bola a sofrer um desvio nas costas de Ander Herrera, bateu o guardião espanhol dos Red Devils.

A vantagem era justificada e foi ampliada pouquíssimo tempo depois: Welbeck respondeu perfeitamente a um cruzamento de Oxlade-Chamberlain e cabeceou para o 2-0. Em cerca de quatro minutos, o Arsenal conseguia pôr a equipa de Mourinho em maus lençóis. Para tentar voltar à discussão dos 3 pontos, Mourinho fez entrar Lingard e Rashford para os lugares de Mkhitaryan e Ander Herrera. A desvantagem obrigou o United a ter de arriscar mais, mas o Arsenal ia conseguindo estancar a reação forasteira.

O conjunto da casa limitava-se a seguir a tendência verificada na 1.ª parte: fazer uma boa circulação da bola. O mais inconformado da equipa visitante era Rooney, que por duas vezes tentou visar a baliza de Cech, mas sem sucesso. O tempo começava a ficar curto para José Mourinho alterar o rumo dos acontecimentos, e com as substituições operadas por Arsène Wenger, o jogo decresceu em termos de ritmo, o que servia as pretensões do Arsenal em abrandar o ímpeto ofensivo do seu adversário. Até final do encontro, o United bem tentou reduzir a diferença no marcador, mas não conseguiu. O 2-0 final é totalmente merecido para o Arsenal, pela ótima performance dos homens de Arsène Wenger.

Foto de Capa: GettyImages

 

Mutua Madrid Open: Mais Terra Batida, Mais Rafael Nadal?

Cabeçalho modalidadesDia de final do Millennium Estoril Open é, igualmente, dia de início em pleno do quadro principal do Mutua Madrid Open, torneio do ATP Masters 1000 e WTA Premier Mandatory, um dos mais importantes da temporada tenística. Na terra batida de Madrid já se joga e já se conhecem alguns resultados (não muito positivos para Portugal).

Fonte: Facebook Oficial de João Sousa
Fonte: Facebook Oficial de João Sousa

Começando precisamente por aí, João Sousa foi “atropelado” por Fabio Fognini, na primeira ronda do torneio, por um duplo 6-4. O melhor tenista português de sempre continua o seu mau momento e, em apenas 1h08m e sem dispor de qualquer ponto de break, cedeu estrondosamente perante o italiano, atual número 29 do ranking ATP, que esteve sempre muito consistente no fundo do court e desequilibrou com a sua pancada de direita. Com esta derrota a vida não fica fácil para o “Conquistador” que, 19 meses depois, abandonará pela primeira vez o top 50 da hierarquia mundial e deverá agora procurar soluções para dar a volta à situação atual. A próxima paragem para o português é o Internazionali BNL d’Italia.

Boavista FC 2-2 CD Nacional: Equilíbrio vale empate

Cabeçalho Futebol Nacional

Em jogo a contar para a Jornada 32 da Liga NOS, Boavista e Nacional defrontaram-se no Estádio do Bessa Século XXI, numa partida ajuizada por João Matos.

Por um lado, as panteras, reencontrando o caminho das vitórias no encontro caseiro diante do Tondela, estavam altamente motivadas. Por outro, os madeirenses encontravam-se debilitados animicamente, fruto da vitória do Moreirense frente ao Braga, que sentenciou a despromoção do clube ao segundo escalão do futebol português.

Estudando-se mutuamente nos minutos iniciais da partida, Boavista e Nacional disputaram a primeira metade a um ritmo pouco acelerado, privilegiando a qualidade de execução. Fábio Espinho, aos 13 minutos, depois de uma falta cavada por André Bukia, foi o primeiro a tentar a sorte de livre. No entanto, o esférico não tomou a direção desejada, tendo sobrevoado a baliza de Adriano Facchini. Numa boa ação de contra-ataque, ao minuto 28, a formação orientada por João de Deus conseguiu adiantar-se no marcador, com Hamzaoui a servir Mezga, que, na cara de Vágner, não teve dificuldade em concretizar.

Sete minutos depois, um toque de calcanhar de Schembri isolou Iuri Medeiros, que no frente-a-frente com o guardião insular repôs a igualdade. Aos 41 minutos, Ricardo Gomes cruza para Hamzaoui, que, no coração da área, cabeceou tranquilamente para o 1-2. A reação ao golo surgiu rapidamente com um trabalho individual notável de Makhmudov, que colocou a bola na grande área, à mercê de Fábio Espinho. Porém, o médio axadrezado rematou por cima. No último suspiro da primeira parte, já no período de descontos, após cruzamento deficiente de Makhmudov, Washington realiza uma má receção, derrubando seguidamente André Bukia. Chamado a converter, Fábio Espinho não tremeu e fez o 2-2.

Na segunda parte, a qualidade do jogo decresceu significativamente nas formações de Miguel Leal e de João de Deus, tendo ocorrido uma intensa luta no setor intermédio do terreno e um incontável número de passes falhados a curta e longa distâncias. Decorridos 10 minutos, Carraça, com a marcação de um livre direto, rematou pujantemente, obrigando Adriano Facchini a uma excelente defesa. Poucos momentos depois, Carraça executou um passe aéreo longo para Iuri Medeiros.

Na jogada, o guardião dos alvinegros falhou o timing de saída e não conseguiu intercetar o esférico, que sobrou para o extremo da equipa caseira. Conduzindo a bola até à grande área, Iuri serviu Schembri, que, escandalosamente, com a baliza despida, não concretizou corretamente uma receção orientada, nem rematou atempadamente. A última oportunidade do jogo digna de registo surgiu ao minuto 69, após um mau alívio de Lucas Tagliapietra, com Mezga a disparar à baliza, levando Vágner a uma boa intervenção.

CS Marítimo 1-1 FC Porto: Um ponto com sabores diferentes

Cabeçalho Futebol Nacional

CS Marítimo e FC Porto encontravam-se no Funchal, para disputar um jogo importantíssimo nas contas de ambos, num dos encontros quentes da 32.ª jornada. O duelo perspetivava-se interessante, colocando frente a frente um candidato à presença nas competições europeias e um candidato ao título de campeão nacional.

Depois do deslize em Santa Maria da Feira, na semana anterior, o Marítimo viu reduzida a sua vantagem sobre o Rio Ave para apenas dois pontos, pelo que a margem para erros nas jornadas restantes era diminuta. Já os dragões entravam em campo um dia antes do Benfica e procuravam colocar a pressão nos campeões em título, sabendo que se vencessem poderiam chegar à penúltima jornada em primeiro lugar.

O Marítimo, que ainda não perdera em casa desde a chegada de Daniel Ramos, recebia um FC Porto que não vencia nos Barreiros desde 2012. A História alertava, por isso, para um jogo difícil para os azuis-e-brancos e foi mesmo isso que mostraram os minutos iniciais. Mesmo apresentando um onze inicial com cinco defesas de raiz, os insulares não se coibiram de atacar e procurar inaugurar o marcador. Aos 20 minutos, a partida estava equilibrada, com o FC Porto a atacar mais, mas com o Marítimo a fazê-lo melhor e com mais perigo.

O jogo era interessante e disputado de igual para igual, mas pecava a equipa da casa na hora de rematar à baliza. Aos 28 minutos, contudo, o Porto chegou à vantagem por intermédio de Otávio, depois de uma interseção incompleta de Zainadine. O golo era penalizador para os comandados de Daniel Ramos, que modificara a estratégia habitual dos verde-rubros, com o intuito de parar Brahimi e tentar surpreender ou, pelo menos, aguentar a igualdade até ao intervalo.

Soares não foi feliz no regresso à Madeira Fonte: FC Porto
Soares não foi feliz no regresso à Madeira
Fonte: FC Porto

Depois de quebrar o gelo, o FC Porto recuou, entregando a iniciativa aos madeirenses, que ainda tiveram nova contrariedade, quando Luís Martins saiu com queixas abdominais, dando o seu lugar a Brito. O resultado, no entanto, permaneceu inalterado até ao intervalo.

Da primeira parte as indicações eram de um bom espetáculo até ao fim. Do lado do FC Porto, em específico, o jovem Fernando Fonseca dava muito boa conta de si na estreia pela equipa principal.

Nos segundos 45 minutos, o Marítimo continuava por cima, mas faltava melhor definição no último terço. Os azuis-e-brancos consentiam o domínio verde-rubro e pouco fizeram para tentar um resultado mais desafogado. Convidados pelos adversários, os maritimistas tantas vezes foram à frente que acabaram por ser felizes, quando Donald Djoussé, acabadinho de entrar cabeceou para o fundo das redes de Casillas, depois de ele próprio ter conquistado o pontapé de canto.

O golo insular trazia mais justiça ao resultado, mas frustrava as aspirações portistas, pelo que Nuno Espírito Santo resolveu mexer na equipa, colocando Corona, André Silva e Rui Pedro. O Marítimo continuou perigoso, no entanto, e o jogo voltou a ter mais motivos de interesse. Em resposta às alterações do treinador dos portistas, Daniel Ramos procurou consolidar o resultado e garantir a consistência defensiva.

O empate não interessava ao FC Porto, mas era um mal menor para as contas dos maritimistas, que ainda esperavam, tal como os dragões, o resultado do encontro entre Rio Ave e Benfica no dia seguinte. O 1-1 permaneceu até ao final, contudo, com os jogadores portistas a saírem cabisbaixos, de semblante carregado e visivelmente abatidos. Contraste notório com os jogadores verde-rubros, que garantiam um ponto importante na caminhada europeia e aumentavam a série de jogos sem derrotas em casa – dez vitórias e quatro empates.

Foto de Capa: CS Marítimo

CS Marítimo 1-1 FC Porto: FC Porto não tem estofo de campeão

fc porto cabeçalho

Nos primeiros 5 minutos, assistimos a um FCP muito subido e disposto em 4-3-3. A isto juntou-se uma pressão alta na tentativa de recuperar a bola em zonas subidas e explorar a velocidade nos flancos. A primeira ocasião de perigo surgiu por um cruzamento de Fernando Fonseca ao qual se seguiu um remate de André André. Boa subida do jovem português. Destaca-se o bom posicionamento defensivo do Marítimo e a qualidade na saída para o ataque. Aos 22 minutos, o FCP fez um ataque muito rápido em que Brahimi isola Soares que vê o remate esbarrar em Charles que lhe sai aos pés. Boa jogada do ataque azul-e-branco. No Marítimo destacava-se Fransérgio, homem chave no que de bom o MFC ia fazendo.

No FCP muito destacava-se Brahimi que aparecia no jogo muito móvel e com movimentos de rotura. Aos 27 minutos Otávio aproveitou um ressalto e fez golo. A jogada iniciou-se com um movimento de rutura de Herrera que surgiu de trás e foi à linha cruzar. Aos 30, Daniel Ramos introduziu Brito no jogo, no lugar de Luís Martins. Entrou bem no jogo Brito. A boa reação do Marítimo ao golo, fazendo vários ataques perigosos, foi muito por culpa dele. O FCP podia ter mesmo feito o 2º golo aos 41 minutos, mas o remate de Fernando Fonseca esbarrou em Charles. Grande arrancada do português que aproveitou um passe desviado de Otávio.

Uma boa primeira parte do FCP que impressionou pela velocidade de circulação da bola e pelos bons movimentos de rotura que permitiram fazer frente a um Marítimo muito bem organizado e com qualidade a defender e a contra-atacar.

A segunda parte iniciou-se como acabou a primeira: o Marítimo a procurar subir e lutar pelo jogo e o Porto a causar perigo por meio de movimentos de rotura e velocidade de circulação. O FCP criou mesmo bastante perigo e esteve perto do golo 2 vezes. Uma ao minuto 57 em que Brahimi desequilibra e tenta servir Soares, mas Charles antecipa-se. Outra aos 60 em que Soares picou sobre Charles, mas um defesa do MFC tirou sobre a linha de golo. Aos 68 minutos Djousse aproveitou um canto e cabeceou de forma imperial para o golo do Marítimo. Segundo golo que Djousse faz ao FCP neste campeonato. NES reagiu ao golo e colocou Corona em campo, saiu Otávio. NES prosseguiu nas alterações e aos 75 minutos retirou Rúben Neves e colocou André Silva. Aos 76, Marcano ganhou nas alturas após livre de Telles, mas o cabeceamento saiu ao lado. Aos 83 nova jogada de perigo, por via de um cruzamento de Herrera que Soares cabeceou. André Silva falhou a emenda.

Nesta fase o jogo o FCP passou a apostar principalmente no bombear de bolas para a área. Aos 86 grande jogada de perigo com uma arrancada de Brahimi mas o cruzamento de Corona foi cortado pela defesa do MFC. Por incrível que pareça daqui para a frente o FCP foi incapaz de encostar o Marítimo às cordas e isso não é admissível a uma equipa que quer ser campeã. Mérito claro para o Marítimo também que mostrou ser uma equipa soberba.

Libtertadores: Massacre Brasileiro

Cabeçalho Liga Brasileira

Como antevi nesta casa, com mais ou menos dificuldade, a grande maioria dos clubes brasileiros passará esta fase de grupos da Taça dos Libertadores da América. E escrevo no futuro, porque ainda falta uma jornada por jogar, mas, matematicamente é muito difícil que isso não aconteça. É verdade que o futebol é uma caixinha de surpresas. Todavia, as coisas estão favoráveis para que os oitavos-de-final da competição tenham alguns jogos entre clubes de Terras de Vera Cruz.

Assim, no Grupo 1, temos o Botafogo com 7 pontos, mas com quatro jogos. O alvinegro carioca está em segundo lugar, com quatro pontos de vantagem sobre o Atlético Nacional, e a três pontos do primeiro lugar, o Barcelona de Guayaquil. Uma vitória, e o Fogão confirma a passagem.

No Grupo 2, o Santos é primeiro, com 8 pontos. Com um jogo em casa para fazer, um empate bastará para confirmar a passagem.

No Grupo 4, O Flamengo é primeiro, dando grandes espetáculos de futebol. Tem 9 pontos, e o Atlético Paranaense – outro clube brasileiro, também está no grupo – com 7. Em segundo, o S. Lorenzo lutará pela passagem com o Furacão. Se passar Flamengo e Atlético, é um grande aproveitamento dos canarinhos.

No Grupo 5, apesar da derrota por 3-2 com o Jorge Wilstermann, o Palmeiras segue na liderança com 10 pontos, em cinco partidas.

 O colombiano Borja, ex Atlético Nacional, foi a grande contratação do campeão Brasileiro em título, o Palmeiras Fonte: Spoiler Cultural
O colombiano Borja, ex Atlético Nacional, foi a grande contratação do campeão Brasileiro, Palmeiras
Fonte: Spoiler Cultural 

No Grupo 6, Aconteça o que acontecer, o apuramento já não foge ao Atlético Mineiro. Com 10 pontos, o Galo ainda pode subir à primeira posição, se vencer em casa, na próxima e última jornada, os argentinos do Godoy Cruz. Apenas um pontos os separa.

No Grupo 7, a malograda Chapecoense tem 4 pontos, em quatro jogos. Porém, está apenas a três pontos de distância de Lanús e Nacional, respetivamente líderes e vice-líderes do grupo. Ainda há esperança para os Catarinenses.

No oitavo e último grupo, o Grêmio lidera com 10 pontos, faltando apenas um jogo. Os tricolores do Rio Grande de Sul, recebem o Zamora, último classificado e única equipa da competição que ainda não conquistou nenhum ponto. Tudo leva a crer que os homens de Porto Alegre passarão em primeiro lugar.

Tudo isto confirma que o futebol na América do Sul – neste momento – está nas mãos dos brasileiros. Tanto ao nível das seleções, como de clubes. O alargamento de clubes canarinhos para sete participantes – este ano oito, porque a Chapecoense venceu a Copa Sul-Americana) – vem quase fazer desta competição Subcontinental, uma contenda quase nacional. Apenas uma grande razia de equipes brasileiras na fase do mata-mata, por exemplo, se jogarem entre si, fará que a final não seja jogada entre equipas daquele país. O domínio é claro. Veremos se isso se confirma.

Foto de Capa: Galera do Fla

Estoril Open’2017: Busta ou Muller, quem sairá por cima?

Cabeçalho modalidadesPablo Carreno-Busta vs David Ferrer:

As meias finais do Estoril Open começaram com um duelo espanhol, entre Pablo Carreno-Busta e David Ferrer, quarto cabeça de série, já com 35 anos.

Ferrer entrou em jogo com alguma dificuldade em impor-se, com o adversário a jogar forte e a obrigar o quarto cabeça de série a estar em constante movimento no court. Com Carreno-Busta a ser mais forte, David Ferrer cedeu no primeiro jogo, vingando-se no a seguir, ao vencer o seu jogo de serviço.

A partida adivinhava-se difícil para Ferrer, que se vê sem capacidade de conseguir responder à velocidade e potência impressas nas bolas disparadas por Busta. O ex-top 10, e actual número 31 do ATP, mostrou-se cansado, desde cedo, fruto da pressão exercida por Busta, que o forçava a correr muito, tanto no fundo do court, como em movimentos de subida à rede. Ferrer, no entanto, fez valer a sua experiência e técnica e foi conseguindo responder ao adversário.

Pablo Carreno-Busta foi arrancando muitos aplausos ao público, com bolas absolutamente incríveis e que tornavam Ferrer incapaz de responder.

Nesta fase do jogo, com Busta por cima, Ferrer via-se obrigado a contentar-se com os erros cometidos pelo adversário, para ir arrecadando alguns pontos. Aliado a isso, tentava impor-se através do serviço, arriscando, ainda que por vezes sem sucesso – poucos primeiros serviços a entrar e mais duplas faltas do que seria suposto.

Final do primeiro set, match point para Carreno-Busta, que fecha o 6-3, em vantagens e com alguma dificuldade, após erro de Ferrer, que põe a bola fora.

Ponto de viragem para David Ferrer, que entra no segundo set mais confiante e mais forte, com pormenores técnicos de arrepiar, apesar do cansaço.

Central quase lotado, com o público a vibrar com o bom ténis jogado, embora visivelmente solidário com David Ferrer, apoiando o espanhol e incitando-o a iniciar a “remontada” e a levar o jogo a terceiro set.

Busta soube ser superior a Ferrer e está na final Fonte: Estoril Open
Busta soube ser superior a Ferrer e está na final
Fonte: Estoril Open

Segundo set bastante mais disputado, a desenrolar-se ao som de imitações de cornetas de touradas, acompanhadas de “Olés” em uníssono – público animado nas bancadas, a delirar com a demonstração de skills de ambos os jogadores, em trocas de bolas espectaculares.

Ferrer a por muitas bolas na rede e a cometer alguns erros, enquanto Busta continua a tomar um pouco conta da partida, continuando a apostar na estratégia de cansar o mais velho dos dois espanhóis.

Segundo match point para Busta, depois de um primeiro desperdiçado com uma bola fora, que põe fim ao encontro, com mais um parcial de 6-3.

Bom jogo de ténis, com dois excelentes jogadores, um público animado, num jogo em que até o árbitro Carlos Ramos teve direito a claque.

Em conferência de imprensa, David Ferrer confirmou o que foi notório em campo: a falta de ritmo que sentiu, fruto também da quebra que tem tido, e o cansaço extremo a que esteve sujeito durante a maior parte da partida.

Pablo Carreno-Busta, por sua vez, afirmou que o facto de ser primeiro cabeça de série não traz pressão extra, a pressão que sente é a que impõe a si próprio, pressão para mostrar o seu ténis, para jogar a alto nível.

Estoril Open’2017: Em 2017, haverá um campeão inédito

Cabeçalho modalidadesPablo Carreno Busta, David Ferrer, Kevin Anderson e Gilles Muller. São estes os quatro semifinalistas do Estoril Open 2017. A jornada ficou marcada pelas derrotas de Nicolas Almagro e também de Richard Gasquet.

Pablo Carreno Busta vinga derrota na final do ano passado

Nicolas Almagro não foi capaz de repetir a vitória conseguida na final do ano passado frente a Pablo Carreno Busta. Num duelo 100% espanhol, o campeão do ano passado nunca conseguiu entrar em jogo e pareceu algo perturbado com o muito vento que se fez sentir esta sexta-feira no Clube de Ténis do Estoril.

No início do encontro, Busta entrou bastante mais concentrado e soube aproveitar os inúmeros erros que Almagro cometeu. Naturalmente, o mais novo dos espanhóis acabou por fechar o primeiro set por 6-2. No segundo parcial, e apesar de Carreno Busta até ter entrado a liderar por 2-0, Almagro começou a cortar nos erros diretos, sobretudo nos de esquerda, e conseguiu colocar-se na frente por 4-3. Contudo, quando tudo fazia prever uma “remontada”, o finalista de 2016 voltou a ser mais agressivo e, sem grande surpresa, assinou três jogos consecutivos, fechando o encontro com um 6-4.

Fonte: Estoril Open
Fonte: Estoril Open

Em conferência de imprensa, Pablo Carreno Busta afirmou estar muito contente com esta vitória, destacando as difíceis condições em que a partida se desenrolou.

Em resposta ao Bola na Rede sobre se a entrada nos dez melhores jogadores do mundo é um objetivo para esta temporada, Busta desvalorizou, dizendo que é bastante complicado.

Caso Mateus: um “galo” que não para de cantar

Cabeçalho Futebol NacionalNo Norte do país, onde o Minho se separa do Douro, encontramos a centenária cidade de Barcelos, conhecida pelo famoso Galo de Barcelos e pelo clube de futebol mais bem-sucedido da região, o Gil Vicente. Fundado em 1924, o Gil começou a ser presença assídua na Primeira Liga a partir dos anos 90, com 18 participações nesse escalão desde aí. Nesta estadia, conseguiu como melhor resultado um 5º lugar na temporada 1999/2000, chegando também à final da Taça da Liga na época 2011/2012, perdendo frente ao Benfica. Ainda assim, o momento mais negro da história do clube aconteceu entre estes dois pontos altos. É nesse momento que me focarei no artigo desta semana, dado que o processo tem tido mais desenvolvimentos nos tempos recentes.

O leitor mais informado já deve ter calculado de que situação falo: o polémico Caso Mateus. Ocorrido em 2005 – mais precisamente na temporada 2005/2006 –, o processo teve como epicentro a inscrição do jogador angolano Mateus Galiano, atual jogador do Arouca. Mas o que aconteceu afinal?

Todo o caso gira em volta da transferência de Mateus Galiano para o Gil Vicente na temporada 2005/2006. Na altura, o avançado angolano alinhava na equipa amadora do Lixa, clube a que tinha chegado alguns meses antes, proveniente do Felgueiras. Assim, quando o Gil Vicente contratou Mateus, este tinha estatuto de amador há apenas alguns meses. Qual o problema? Na altura, diziam os regulamentos da FPF que “o jogador que tenha mudado da classe profissional para amador, terá de permanecer pelo menos uma época como amador”. Ora como Mateus tinha optado pelo estatuto de amador há menos de um ano, não podia ser inscrito pelo Gil Vicente.

Fonte: Domínio de Bola
Fonte: Domínio de Bola

Tudo isto parece extremamente linear, mas a juntar à já habitual burocracia na justiça portuguesa, que leva a atrasos nos processos, também a ação do clube barcelense levou a que o caso tivesse uma resolução complicada: o Gil Vicente e Mateus recorreram aos tribunais, alegando que o contrato que ligava Mateus ao Lixa não era passível daquele regulamento, pois era um contrato como “contínuo” do clube e não um contrato desportivo.

Começava então aqui uma luta entre Gil Vicente, FPF, Liga, Tribunais e Belenenses – equipa interessada e que até apresentou queixa, pois sabia que se o Gil Vicente descesse ficaria salva da despromoção. Tudo isto envolveu uma série de procedimentos legais, com o clube de Barcelos a entrar numa situação frágil quando recorreu a um tribunal civil, alegando que estaria em causa o direito do trabalho e não o direito desportivo. O certo é que essa ação não foi a mais acertada e só ofereceu mais problemas, visto que nos regulamentos da FIFA está presente que qualquer clube que recorra a tribunais civis para questões desportivas pode ser suspenso.

Campeões podem ficar já decididos

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Cabeçalho modalidades
Hoje podem existir campeões em Matosinhos e Espinho, em consequência dos resultados do fim de semana passado. Leixões e Benfica lideram os play-off’s da Divisão Elite de seniores femininos e masculinos, por 2-1.

No entanto, no feminino, as matosinhenses têm a favor o fator casa, enquanto no masculino o Benfica tem de ir ganhar a casa do rival, caso queira festejar já. Mas, no caso de ser necessário um quinto jogo, a vantagem do factor casa inverte-se: o Leixões terá de ir vencer ao pavilhão do Porto Vólei, enquanto o Benfica pode decidir na Luz.

O último fim de semana foi de jornada dupla para ambos. No feminino, em casa, o Porto Vólei empatou a final no sábado, num jogo marcado por muitos (talvez demasiados) protestos das leixonenses. As “Sereias” perderam por 3-1, num encontro em que o 2º set decidiu – o Leixões teve três bolas para fechar, não conseguiu, reclamou da arbitragem e, a partir daí, só deu Porto Vólei.

Fonte: Óscar Pinto
Fonte: Óscar Pinto

No domingo, as matosinhenses redimiram-se e impuseram-se: 3-0, no segundo jogo disputado no pavilhão das rivais. Agora, recebem o Porto Vólei às 17h e esperam dar uma alegria aos seus adeptos, na Nave Ilídio Ramos. O título foge-lhes há mais de vinte anos, desde a época 1991/1992.

No masculino, o Benfica passou para a frente, após duas vitórias caseiras. O Espinho até começou bem ambos os jogos, mas no fim dos sets iniciais algo parecia que puxava os espinhenses para baixo, até o encontro se tornar fácil para os encarnados, que mostraram sempre mais consistência e solidez. Resultado: duas vitórias do Benfica por 3-0, que fica com a possibilidade de festejar o título amanhã, na Nave de Espinho. O início do jogo está marcado para as 18h00.

Foto de Capa: SL Benfica