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Carta aberta a Victorino Maximiliano

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Sim, o nome parece sugerir que vou escrever para um rei do século XVI, inglês, carregado de classe, elegância e elogios. Na realidade, vai ser um argumento cheio de impropérios e ofensas subentendidas ao ranhoso que marcou o golo do FC Porto no empate a 1-1 no Estádio da Luz

Olhar para a carreira deste monte de cocó é perceber que mais tarde ou mais cedo ele iria trair o Benfica. Se não vejamos. Antes de ele dar o salto para o futebol europeu, este cruzamento amoroso entre uma toupeira-cega e o pai do Emplastro, passou por uma equipa chamada Defensor Sporting. Percebem? Sporting? O gajo ainda nem tinha chegado ao Benfica e já tinha arzinho de maçã podre.

Não de estranhar que depois de marcar no sábado ele tenha festejado. Ainda há quem pergunte, mas porquê? Porque é que ele foi fazer aquilo? Não digo marcar, porque isso é perfeitamente normal e ele não queria perder o jogo, mas festejar daquela maneira? Era mesmo preciso?

Claro que sim. Esta gente que devia ser fecundada por trinta chimpanzés Bonobo para ver se aprende a não cuspir no prato onde já comeu só está bem a ter este tipo de atitudes. O pessoal nem ficava chateado se ele marcasse e fizesse o que é normal, remeter-se ao silêncio e à ausência de festejos, aceitando as coisas como elas são, mas não, teve de exibir e gesticular se estaria a ouvir os adeptos do Benfica a rogarem-lhe pragas.

Maxi Pereira terminou contrato e não renovou com o Benfica Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Maxi Pereira terminou contrato e não renovou com o Benfica
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

A verdade é muito simples. Nós, Benfica, demos quase tudo ao Maxi. Ele não teria boa parte do estatuto que tem hoje, apesar de antes já ter envergado a camisola da selecção do Uruguai, se não tivesse vindo para o Benfica. Não teria o status que tem se alguém, algures, na estrutura do Benfica não tivesse pensado: “Olha lá, e o que é que achas daquele miúdo do Sporting lá dos Uruguais para lateral-direito?”. Mais, ele não teria ido para o Porto, onde supostamente iria ganhar mais troféus e ter mais sucesso, quando na realidade só foi ganhar mais dinheiro, se alguém não apostasse nele e isso foi o Benfica que o fez.

O Benfica deu tudo ao Maxi mesmo sabendo que ele tem aquela verruga na cara. Vocês dariam alguma coisa a um sujeito que de cara parece trabalhar para um senhor da droga mexicano? Claro que não! O Maxi devia ter mais respeito pelos Benfica e pelos benfiquistas que o apoiaram mesmo quando ele não jogava um real….

Maxi, se por algum acaso do destino leres isto, só quero que saibas uma coisa. Acho a francesinha do Porto sobrevalorizada.

Foto de capa: FC Porto

O difícil papel de suplente

Cabeçalho modalidadesNos jogos colectivos ninguém gosta de ser suplente, todos querem jogar. A realidade, contudo, é dura e diz que muitos jogadores passam a vida sentados no banco. No basquetebol, um atleta que joga apenas cinco minutos por jogo, o que faz nos restantes 35? Como pode ajudar a equipa a ganhar?

Muitos treinadores ainda não entenderam a importância destes jogadores no resultado final .

Os americanos falam muito em off the bench,  jogadores que saem do banco dos suplentes para ajudarem as equipas a melhorar o que esteja a corre mal, o que para as equipas que pretendem vencer e ter sucesso representa um factor decisivo.

O antigo poste dos Chicago Bulls, Bill Cartwright, disse um dia: “as equipas só têm sucesso quando possuem, no seu seio, jogadores capazes de pensar primeiro no colectivo e só depois em si mesmo.”

Jerry Tarkanian, treinador famosos e já falecido, foi ainda mais concreto: “O segredo é termos oito bons jogadores e mais quatro que apoiem claramente a equipa”.

Compete pois ao treinador definir, no tempo certo e de forma clara, quem vai ser o cinco mais utilizado e quem são os restantes que partem do banco e que, gradualmente, assumem a tarefa de serem úteis à equipa. Estes jogadores devem estar conscientes que, sem deixarem de pensar nos seus interesses particulares , vão ter de se comprometer emocionalmente com os interesses do colectivo.

Assim, fica claro que o bom jogador é aquele que, por via da sua acção, contribui para a vitória e o sucesso da equipa e que, para além da sua acção individual, consegue, acima de tudo, ajudar os companheiros a serem melhores.

Ao longo da minha carreira de jogador, nomeadamente na passagem pela equipa do SL Benfica, treinada pelo mítico Prof. Teotónio Lima, ficou clara a ideia da importância dos suplentes, independentemente do tempo de utilização.

Fonte: Prof. Mário Silva
Fonte: Prof. Mário Silva

Não me posso nunca esquecer dum jogo da Taça da Taças, contra os Belgas do Racing Malines, onde, com o Pavilhão da Luz super lotado e numa partida equilibrada, tive a oportunidade de jogar no último minuto e de ter recebido a bola. Não perdi a mesma e consegui fazer o passe. Ganhámos e foi um os melhores jogos da minha carreira…

Foto de Capa: James Pennington

Olheiro BnR – André Teixeira

olheiro bnrAndré Teixeira é um Defesa Direito de 23 anos que representa o Leixões e que tem sido um dos grandes destaques da Ledman LigaPro.

Fez a sua formação no FC Porto onde foi capitão de equipa, passou depois por clubes como o Belenenses, Trofenses, Mafra estando atualmente ao serviço da equipa de Matosinhos.

É um defesa muito consistente e regular, rápido, boa capacidade técnica, bom jogo posicional, consegue dar profundidade no seu corredor e tem grande facilidade de cruzamento. É um defesa completo nos diversos momentos do jogo: consistência no processo defensivo e critério no processo ofensivo.

Consegue também jogar como Defesa Central com muita qualidade como já aconteceu esta época por diversas vezes, esta característica é uma tremenda mais-valia para qualquer treinador porque permite ter um defesa que ocupa duas posições e que se adapta a mais do que um sistema tático. Um defesa com estas características é ideal por exemplo para jogar com uma defesa a três.

A formação de André foi feita no FC Porto Fonte: Facebook pessoal
A formação de André foi feita no FC Porto
Fonte: Facebook pessoal

André Teixeira é internacional pelas seleções jovens nacionais, contando com 32 internacionalizações e 1856 minutos de utilização pelas nossas seleções.

Nesta época tem sido uma peça imprescindível para a equipa Leixonense sendo o jogador mais utilizado do plantel com 37 jogos e 3450 minutos de utilização. Este dado é ainda mais relevante se juntarmos os números da época passada ao serviço do Mafra onde foi também o jogador mais utilizado, uma grande demonstração da capacidade física, da sua inteligência dentro de campo (Um defesa que leva poucos cartões) e do seu profissionalismo.

Ao que consta saber o André Teixeira tem sido observado por diversos clubes do primeiro escalão e ate por clubes internacionais, o que não admira, tem qualidade mais do que suficiente para jogar num outro patamar.

Foto de capa: Facebook pessoal de André Teixeira

As 7 Batalhas do FC Porto

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fc porto cabeçalho

Jornada 28: FC Porto – Belenenses (Moreirense FC – SL Benfica)

O jogo da primeira volta acabou com um empate a zeros Fonte: FC Porto
O jogo da primeira volta acabou com um empate a zeros
Fonte: FC Porto

Esta primeira das últimas 7 finais é talvez uma das mais cruciais por vários motivos. Em primeiro lugar, o FCP joga primeiro que o SLB e por isso em caso de vitória coloca pressão extra no adversário. Em segundo lugar, porque as 3 seguintes é o SLB a fazê-lo. Em terceiro lugar, porque o FCP joga em casa e o SLB fora. Em quarto lugar, porque o SLB joga com um adversário em busca da manutenção e o FCP joga com uma equipa que já atingiu os seus objetivos para a época. Em suma, é uma das poucas jornadas em que o SLB tem tarefa mais difícil que o FCP e nas quais existe mais hipótese de tropeçar.

Foto de Capa: FC Porto

Guia para o momento das decisões na NBA

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Cabeçalho modalidadesFaltam pouco menos de duas semanas para a Páscoa, mas confesso que, tirando os doces, a data pouco me interessa. Entretanto, daqui a aproximadamente uma semana termina a temporada regular da NBA e aqui estou eu numa pilha de nervos. A minha mãe ficaria orgulhosa por saber que eu sou mais adepto dos Miami Heat do que de Jesus Cristo… A maior liga de basquetebol do mundo entra na sua fase decisiva e, entre vantagens caseiras, a chance de fazer pelo menos mais quatro jogos nesta temporada e meter mais dinheiro ao bolso ou a oportunidade de garantir a próxima estrela no draft, muito se joga nestes últimos dias de temporada regular.

Na Conferência Este, os Cavaliers adormeceram à sombra de uma vantagem que parecia confortável, desataram a descansar as estrelas e agora… estão atrás dos Celtics. As equipas de Boston e Cleveland defrontam-se esta semana no TD Garden, num jogo onde podem chegar empatadas e que, muito provavelmente, decidirá o líder do Este no fim da temporada regular. Os Celtics terão, apesar de tudo, um calendário mais fácil até ao fim, uma vez que os Cavs defrontarão equipas com algo ainda por jogar. Uma das equipas que os Cleveland terão de defrontar são os Toronto Raptors que recuperaram o terceiro lugar na semana passada e lutarão com os Wizards por esse mesmo posto. A equipa de Washington parece, pelo que o calendário aponta, a favorita a ficar à frente.

Ainda no Este, os playoffs não estão ainda garantidos para os Bucks, que vão fazendo um final de temporada fantástico, e para os Hawks, mas deverá ser uma questão de tempo até que isso aconteça. Na luta pelos dois últimos lugares nos playoffs da conferência junto ao Atlântico, estão quatro equipas: Chicago Bulls, Miami Heat, Indiana Pacers e Charlotte Hornets. Os Bulls estão isolados no sétimo lugar, têm um calendário extremamente acessível e caminham a passos largos para o regresso aos playoffs. Os Heat, que têm vindo a cair desde a lesão de Waiters, têm uma tarefa hercúlea pela frente: depois de visitarem os rivais Hornets, vão fechar a temporada com os Raptors, Wizards (2x) e os Cavaliers. Do lado da equipa de Miami está apenas a necessidade de terminar com o mesmo recorde dos Pacers (e não perder em Charlotte). Os Indiana Pacers tentarão seguir para os playoffs “às costas” da estrela Paul George, que ainda este domingo esteve perto de conseguir quase sozinho uma vitória em Cleveland. Com sete vitórias nas últimas nove partidas, os Charlotte Hornets apareceram de rompante na luta pelo oitavo lugar do Este, mas terão de enfrentar um calendário complicado até ao fim.

Fonte: allucanheat
Fonte: allucanheat

No Oeste, os Warriors parecem ter recuperado a sua força, depois de alguns sinais de queda com a lesão de Kevin Durant. A equipa de Golden State já leva uma vantagem considerável sobre os Spurs e é só uma questão de tempo até garantirem o primeiro posto. Os Utah Jazz e os L.A. Clippers, quarto e quinto classificados respetivamente, lutam pela vantagem caseira nos playoffs, num confronto que veremos na primeira ronda. Os Utah Jazz levam uma pequena vantagem, no entanto, o calendário da equipa californiana é, aparentemente, mais acessível. Na cauda da luta pelos playoffs, os Blazers conseguiram chegar-se à frente, estando com dois jogos de vantagem sobre os Denver Nuggets. Apesar de ambas terem pela frente calendários complicados, os quatro jogos caseiros dos Portland contra os dois de Denver, podem levar os Nuggets a ver os playoffs pela TV. Também na Conferência Oeste, a luta pelo MVP continua ao rubro, com Harden e Westbrook a lutarem taco-a-taco pelo prémio. O “barbas” James Harden tem a seu favor o recorde da equipa de Houston, enquanto que Russ tem seis jogos para igualar ou até ultrapassar o recorde de 41 triplos-duplos numa temporada, de Oscar Robertson. O base dos Thunder leva 40 neste momento.

Por fim, a batalha no fim da tabela não será menos interessante. Aqui, o objetivo é perder. Quanto mais abaixo ficar uma equipa, maior será a probabilidade de garantir o primeiro lugar num draft recheado de jovens talentos. Porém, a equipa que se assume como mais provável para garantir o primeiro lugar do draft vai acabar a época sem nada. Os Brooklyn Nets, fruto de péssimas decisões no passado, devem a sua escolha no draft (que deverá ser a 1ª.) aos Celtics e deverão tentar o máximo de vitórias nestes últimos jogos, quanto mais não seja como forma de vingança perante a equipa de Boston, por terem feito os antigos dirigentes do clube nova-iorquino acreditar que trocar todas as escolhas nos drafts dos anos seguintes por estrelas em decadência era uma boa decisão…

Neste tanking, que é um nome bonito que arranjaram para definir algo tão estranho como o desejo de perder jogos, os Lakers só mantêm a sua escolha no draft se forem um dos três piores recordes da liga (algo que são neste momento e que estão perto de garantir). Caso contrário, a escolha irá para os “colecionadores de picks” Philadelphia 76ers.

Dia 12 de abril teremos a resposta a todas as perguntas que se fazem neste momento. O futuro de muitas equipas joga-se nestes próximos dias, tanto o futuro mais próximo como o mais distante. Como sempre acontece, a NBA prenderá milhões ao ecrã antes dos playoffs e a calculadora, objeto tão amado no desporto em Portugal, será um elemento essencial do outro lado do Oceano Atlântico.

Foto de capa: SBnation

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

A nova vida do Sporting B

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Esta temporada tem sido algo atípica para a equipa “B” do Sporting Clube de Portugal. Apesar da qualidade que existe no plantel, os resultados no decorrer da época não foram os esperados, o que levou à saída de João de Deus do seu comando técnico.

Com a saída de João de Deus, Luis Martins assumiu a liderança da equipa técnica e a diferença fez-se sentir na equipa leonina. Decorridas 27 jornadas da Liga Ledman Pro, o Sporting encontrava-se abaixo da linha de água e vinha de uma sequência de doze jogos sem conhecer o sabor da vitória. Desde então, o Sporting conquistou seis vitórias e um empate, somando dezanove pontos e atingindo o décimo segundo lugar da tabela classificativa.

No passado domingo, o Sporting demonstrou mais uma vez a sua qualidade ao receber e vencer o Olhanense por 5-1. Em destaque na equipa de Luís Martins estiveram o capitão, Francisco Geraldes, e o internacional angolano, Gelson Dala, que faturou quatro golos.

Francisco Geraldes tem sido um dos craques à disposição de Luís Martins nos últimos encontros Fonte: Facebook de Francisco Geraldes
Francisco Geraldes tem sido um dos craques à disposição de Luís Martins nos últimos encontros
Fonte: Facebook de Francisco Geraldes

Esta é a melhor série de sempre da equipa “B”, com seis vitórias consecutivas. Pelo caminho, os pupilos de Luís Martins derrotaram o Desportivo das Aves, Cova da Piedade, Académico de Viseu, Freamunde, Leixões e, na última jornada, o Olhanense.

A equipa leonina tem de facto jogadores com grande qualidade, como Gelson Dala, Leonardo Ruiz, Mauro Riquicho, Rafael Barbosa, Pedro Empis, Ivanildo Fernandes, entre outros. Nestes que têm sido opção para o treinador leonino, há que destacar ainda outros atletas que também têm dado o seu contributo como Francisco Geraldes, Ricardo Esgaio, André Geraldes e Ryan Gauld.

O Sporting tem assim uma equipa com talento e que vive um bom momento. Além dos bons resultados, com Luís Martins apresenta um futebol de ataque. Assim, os jovens leões consigam dar continuidade a este momento de forma e continuem a somar vitórias.
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

O Passado Também Chuta: FC Inter 04/05: Empates, Reviravoltas e ‘Verylights’

o passado tambem chuta

Após o Calciocaos, processo que conduziu à despromoção da Juventus em 2006, foi o Internazionale a assumir o trono do futebol Italiano. Ao título de campeão atribuído na secretaria em 2005/2006, os nerazzurri haveriam de juntar mais 4 campeonatos, 2 sob o comando de Roberto Mancini e os restantes 2 com o português José Mourinho ao leme.

No entanto, a temporada 2004/2005, que antecedeu o penta campeonato, foi uma das mais peculiares da história da equipa de Milão, o único que clube italiano que participou em todas as épocas da Série A, desde a sua primeira edição em 1929/1930. Roberto Mancini chegava nessa temporada para orientar uma equipa onde figuravam nomes como Toldo, Zanetti, Materazzi, Verón, Recoba, Adriano e Vieri e onde também militavam Gamarra e Karagounis.

Adriano (16 golos) foi o melhor marcador do Inter em 2004/05 Fonte: GettyImages
Adriano (32 golos) foi o melhor marcador do Inter em 2004/05
Fonte: GettyImages

A época haveria de começar com a vitória na Pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Basileia, onde Adriano se exibiu em grande nível, naquela que foi muito provavelmente a sua melhor época de sempre a nível individual. No entanto, no campeonato, a equipa iria começar com 2 empates frente a Chievo e Palermo. Longe estariam os adeptos de imaginar que esses 2 empates seriam um prenúncio do que seria a época.

Entre Outubro e Dezembro, o Inter haveria de registar a impressionante série de 9 empates consecutivos, em 7 jogos da Serie A e 2 da Liga dos Campeões. Assim, à 13ªJ do campeonato a equipa contava com o peculiar registo de 2 Vitórias e 11 Empates!

AVC de Famalicão vence Leixões e conquista Taça de Portugal

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Cabeçalho modalidadesSem muitos contarem, o Atlético VC revalidou a conquista da Taça de Portugal. Na época passada, o adversário era outro, o Porto Vólei, mas o resultado foi o mesmo. Desta feita, o AVC derrotou o Leixões SC, também por 3-1.

Já tinha eliminado o Porto Vólei nos quartos-de-final, num resultado um tanto ou quanto surpreendente, e agora voltou a apanhar alguns adeptos de surpresa. No campeonato, a equipa de Famalicão, atual campeã nacional, não ganhou nenhum dos cinco jogos frente à formação leixonense, e ficou de fora da luta pelo título da Divisão de Elite. Aí, medirão forças os adversários derrotados pelas famalicenses nas duas últimas edições da Taça (Porto Vólei e Leixões).

O Leixões até começou melhor a partida, ao vencer o primeiro set por 25-21. Mas é de salientar a saída da capitã do Atlético (Luana Gomes), por lesão, quando o parcial marcava 8-7 para a sua equipa. Quando regressou ao set, já a formação perdia por 22-18. Ainda ajudou a reduzir a vantagem com um bloco, mas não foi suficiente e o AVC acabou mesmo por perder por 21-25.

A partir daqui, tornou-se um jogo diferente. Muitos erros de parte a parte, nervosismo à mistura, mais notório nas leixonenses, ausência (ainda que temporária) de Catarina Costa (zona 4 do Leixões) e vitória no segundo set para o AVC (25-20).

AVC Famalicão agigantou-se Fonte: Facebook Atlético Voleibol Clube (foto de Paulo Faria)
AVC Famalicão agigantou-se
Fonte: Facebook Atlético Voleibol Clube (foto de Paulo Faria)

No terceiro set, o Leixões reagiu e entrou melhor, conseguindo uma vantagem que levou até ao segundo tempo técnico (16-13). A partir daí, quase só deu Atlético: com Fabiola Gomes (que esteve de fora da competição durante quase um ano, tendo regressado há poucas semanas) a entrar para o lugar da russa Yana Shevchuk, Sthéfanie Tiele a trazer ao de cima o seu melhor voleibol e erros consecutivos da formação leixonense. Resultado: 25-21 para as atuais campeãs nacionais.

O quarto set foi semelhante ao anterior. O Leixões conseguiu chegar ao primeiro tempo técnico em vantagem, vantagem essa que se dissipou e passou a meio do set para o lado das famalicenses, que foram crescendo (15-14, 21-17, 23-18) e que acabaram por vencer o encontro (25-22).

Destaque para Ana Rita Novais (oposto esquerdina, melhor pontuadora da equipa de Famalicão), Juliana Rosas (zona 4 leixonense, melhor pontuadora do jogo) e Vanessa Rodrigues que, mais uma vez, abrilhantou o Pavilhão Municipal da Póvoa de Varzim.

O Leixões vira agora atenções para o play-off da divisão de Elite, espera lutar pelo título e que este resultado não tenha efeitos negativos nos próximos encontros.

Foto de capa: Paulo Faria (AVC Famalicão)

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Jogador da Semana: Iker Casillas

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Depois de mais um Clássico do nosso futebol há um nome que fica na retina: Iker Casillas. Após a defesa milagrosa no jogo com o Sporting no estádio do Dragão que afastou o clube de Alvalade da luta pelo título, o guarda-redes espanhol do FC Porto fez mais uma exibição portentosa e “deu” um ponto à equipa e manteve-a viva na disputa pelo campeonato.

Iker Casillas é “só” uma lenda do futebol espanhol e mundial, o jogador mais titulado do planeta, o jogador com mais internacionalizações pela seleção espanhola e com mais presenças na maior competição de clubes a nível europeu, a Liga dos Campeões.

O espanhol sempre foi exímio entre os postes e inseguro fora deles e, com o avançar da idade, essas dificuldades ao nível dos cruzamentos e das saídas vão-se acentuando e a agilidade que lhe conferia a excelência entre os postes e no um para um também se vai deteriorando. Não é, portanto, o Guarda-Redes que já foi e a sua primeira temporada de azul e branco teve o condão de o confirmar.

No entanto, apareceu, nesta temporada, transfigurado e está a realizar uma época soberba (dizem-no os números, ilustram-no as exibições), sendo que, ainda assim, este facto não pode ser dissociado de um meritório comportamento defensivo de toda a equipa. É, ou tem sido, um “portero” (como dizem os espanhóis) efetivo e, até à data, não se pode assacar-lhe quaisquer responsabilidades nos (poucos) golos sofridos pela equipa.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Mas mais do que a falta de responsabilidade pelos golos sofridos têm que lhe ser atribuídas as “culpas” pelas exibições superlativas que têm permitido ao FC Porto somar muitos pontos à custa das suas monstruosas defesas. No passado sábado, quando a equipa parecia claudicar foi, mais uma vez, San Iker quem resgatou a equipa e salvou o pontinho que mantém o sonho vivo. Foram duas defesas do outro mundo a remates de Mitroglou.

Ainda assim, se me é permitido fazer um reparo, não gostei de assistir à sua lentidão na reposição da bola em campo na segunda parte numa epidemia que se estendeu a toda a equipa e que me deixou surpreendido e desiludido. A dada altura a equipa acomodou-se em cima de um empate que mantinha as coisas iguais e deixou de procurar a vitória sendo que deixa, assim, de depender de si própria para chegar ao título. Ressalvo que o comportamento de Casillas pode estar intimamente ligado ao que se passava em campo e às dificuldades que a equipa vivia e com a intenção de baixar o ritmo de um jogo que se estava a tornar de sentido único. Não é uma critica direta ao guarda-redes do FC Porto mas sim à atitude dos jogadores e equipa técnica.

Grande exibição e grande temporada do guarda-redes espanhol. Que assim continues Iker.

Foto de Capa: FC Porto

Miami Open: O “Deus” (do Ténis) deve estar louco

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Cabeçalho modalidadesTerminado o Miami Open, segundo torneio ATP Masters 1000 da temporada, começam a desenhar-se algumas tendências prováveis para o que resta do presente ano tenístico. Assim, se na vertente feminina o equilíbrio e a (relativa) imprevisibilidade têm sido nota dominante, já na vertente masculina, há um suíço que, aparentemente renascido das cinzas, tem dominado por completo o circuito: Roger Federer.

Na vertente feminina, o destaque vai por completo para a vencedora do torneio: Johanna Konta. A britânica, que há menos de quatro anos não conseguia sequer ultrapassar o qualifying do Estoril Open, é hoje em dia reconhecida como uma das melhores tenistas do mundo. O serviço é a sua principal arma mas, o que mais se destaca em Konta, é a consistência global do seu jogo. A britânica atinge agora a sua melhor classificação de sempre no ranking WTA (7ª posição) e, mantendo-se o seu ritmo evolutivo, parece plausível que esta venha a figurar no top 3 mundial muito em breve.

Já Caroline Wozniacki, derrotada por Konta na final, vem confirmando a sua (re)ascensão, contabilizando já três grandes finais em 2017. Apesar de não ter ganho qualquer uma delas importa recordar que foi precisamente assim que a dinamarquesa conseguiu, em 2010, atingir o lugar cimeiro da hierarquia mundial sem que tenha vencido qualquer torneio do Grand Slam.

Como notas de destaque, há ainda a referir: pela positiva, Venus Williams, que aos 36 anos continua sistematicamente a atingir fases avançadas dos principais torneios; pela negativa, Angelique Kerber, que continua sem conseguir atingir o nível apresentado na temporada passada.

Johanna Konta
Fonte: Miami Open

Na vertente masculina, o destaque vai, por completo, para Roger Federer. Ainda que pela primeira vez apresentando alguns sinais de desgaste físico, especialmente nos encontros frente a Tomas Berdych e a Nick Kyrgios, o suíço foi mesmo assim superior a toda a concorrência e, com a sua pancada de esquerda a atingir um nível cada vez mais elevado, acabou por conquistar o terceiro grande torneio da temporada.

Não restam dúvidas: Federer foi rei e senhor da primeira passagem do circuito pelos pisos rápidos em 2017. O suíço deverá agora descansar até Roland-Garros para, posteriormente, procurar atacar em força a conquista do seu oitavo título, em Wimbledon.