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SL Benfica 1-1 FC Porto: Não houve Luz para o título

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Poucas vezes, desde o virar do século, se viu coisa igual nos clássicos entre Benfica e Porto. Atormentado por fantasmas do passado e por coletivos fortes do outro lado, os encarnados tiveram sempre dificuldades em impor-se frente ao seu maior rival. Não foi o caso, desta vez. O Benfica foi superior durante boa parte do encontro, teve oportunidades para resolver o jogo, mas esbarrou num grande Casillas.

A primeira parte teve o Benfica como maior protagonista. Os encarnados – encabeçados pela qualidade de passe de Pizzi, pela inteligência no momento de definição de Jonas e pela capacidade ofensiva de Nélson Semedo – foram quase sempre melhores. Desde muito cedo. Nos primeiros quinze minutos, Ederson tocou apenas uma vez na bola e o Benfica foi dono e senhor do encontro. Total domínio no meio-campo adversário, com circulação inteligente e confiança para encarar um adversário que teve pouco de FC Porto.

Os portistas entraram descontrolados. Quer a nível emocional, quer a nível táctico. A equipa de Nuno Espírito Santo nunca soube controlar o ímpeto do adversário e durante, pelo menos, 20 minutos não entrou verdadeiramente no encontro.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Na segunda metade… da primeira parte, o jogo mudou um pouco de figurino. Os portistas tiveram mais bola e mais presença ofensiva no meio-campo das águias, e foram construindo jogadas de ataque, se bem que, em abono da verdade, boa parte delas eram decididas com atabalhoamento. O Benfica soube aguentar o melhor momento do adversário, e melhor do que isso, foi capaz de construir jogadas de entendimento coletivo que tiveram o condão de deixar o Porto longe da baliza e, consequentemente, da igualdade.

O início do segundo tempo, trouxe um Porto mais forte. Foram 10 minutos de domínio que o Benfica não soube controlar. Presença ofensiva forte, profundidade dada pelos laterais e os desequilíbrios de Brahimi a fazerem a diferença. Numa das muitas jogadas de insistência do argelino, o Porto chegou ao empate por Maxi, depois de alguma cerimónia da defesa encarnada em afastar a bola para longe. Pouco depois, Soares, numa jogada de contra-ataque, fez brilhar Ederson: a saída do brasileiro foi absolutamente decisiva.

A partir daí, quando se pensava que as duas equipas iriam buscar o golo da vitória, tivemos muito mais Benfica em campo. Com uma circulação de bola inteligente – Samaris e Pizzi souberam gerir os momentos de passe de forma quase perfeita –, os comandados de Rui Vitória tiveram por diversas vezes perto do golo da vitória, mas Casillas, pelo segundo ano consecutivo, foi decisivo para o sucesso portista na Luz. Será um “sucesso” suficiente para atingir o grande objetivo da época? O risco é grande, o calendário difícil. Resta-nos… campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

AS Monaco 1-4 PSG: La Quatrième!

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Cabeçalho Liga Francesa

O Parc Olympique Lyonnais recebeu a final entre os dos colossos da Liga Francesa. O Mónaco de Leonardo Jardim- que não contava com Falcão por lesão-, João Moutinho e Bernardo Silva tentava “roubar” o quarto título consecutivo ao PSG de Unai Emery, Gonçalo Guedes (que nem no banco estava presente) e Cavani.

O PSG deu o pontapé de saída de um jogo que se adivinhava espetacular, organizando o seu jogo ofensivamente, o que originou a vantagem no marcador muito cedo. Verratti isola Di Maria que não é egoísta e passa para o lado, onde aparece Draxler (em fora-de-jogo) a rematar para dentro da baliza de Subasic. O Mónaco tentava responder a este golo madrugador, mas sem problemas de maior para a equipa parisiense, que controlava o jogo ao seu ritmo.

O Mónaco, depois de já ter ameaçado, acabou mesmo por chegar ao golo (e que golo!) do empate por Lemar. Bernardo Silva pica a bola para Mbappé, que engana dois adversários e passa para Lemar que, à entrada da área, remata sem hipóteses para Trapp.

Com o PSG a mostrar ter mais vontade para alterar o resultado, Cavani não é feliz e falha uma das oportunidades mais claras desta primeira parte. Depois de canto batido por Di Maria, Thiago Silva dá de cabeça a um primeiro momento e o uruguaio remata de calcanhar para uma defesa impressionante de Subasic, puramente instintiva, sob a linha. Num segundo momento, ainda no chão, Cavani tenta encostar para a baliza, de joelho, com o guarda-redes croata novamente a segurar a bola.

Num jogo absolutamente alucinante, Di María marca o segundo golo para a equipa parisiense. Draxler encontra o argentino desmarcado dentro de área e este apenas tem que encostar para o poste mais próximo, com Subasic a ficar “pregado” ao chão. O golo deixa novamente dúvidas, visto que o alemão parece dominar a bola com o braço. O jogo chegava então ao intervalo com o PSG a quarenta e cinco minutos de conquistar a sua quarta taça da liga consecutiva.

Cavanni esteve em grande destaque na primeira parte Fonte: Daily Mail
Cavanni esteve em grande destaque na primeira parte
Fonte: Daily Mail

A segunda parte começou com o Mónaco mais rápido e com as linhas mais subidas, mas com o ataque muito desligado do resto da equipa, não conseguindo haver ligação entre os alas e os avançados.

Apesar da entrada mais forte da equipa monegasca, é Cavani que marca o terceiro golo para o PSG. Depois de um mau alívio, Verratti passa de trivela para o uruguaio, que perto da pequena área, remata de primeira junto ao poste mais próximo. Mais um golo incrível numa vitória que se avolumava cada vez mais.

O PSG não tirava o pé do acelerador e Cavani acaba mesmo por falhar, por centímetros, o bis, após excelente cruzamento de Di María. Em nova investida é Subasic a tirar “o pão da boca”a Kurzawa.

A equipa de Leonardo Jardim, visivelmente desgastada, tentava chegar perto da baliza de Trapp, mas sem efeito. O Paris Saint-Germain merece também nota de destaque, visto que colocava grande parte da equipa dentro da área, quando o Mónaco se aproximava. As investidas mais rápidas eram feitas tanto por Bernardo Silva como por Dirar, que entrou para render o capitão Germain.

Cardona, acabado de entrar, teve oportunidade de fazer o 2-3, mas a bola saiu muito perto do poste de Trapp. Do outro lado, Di María mostrava espetáculo, com um remate, com a parte de fora do pé, puxado ao poste mais longínquo. Subasic não ficou para trás e fez uma defesa incrível.

O jogo, nos últimos minutos, estava bastante partido. O Mónaco tentava marcar pelo menos mais um golo através de contra-ataques e, do outro lado, o PSG aproveitava a velocidade d incansável Di María.

Foi numa destas jogadas que chega mais um golo do PSG. Di María, do lado direito, percorre a ala e cruza para a área, onde estava novamente Cavani para rematar (outra vez!) de primeira, fuzilando completamente Subasic.

O jogo estava assim acabado, com o Mónaco a sofrer uma derrota mais pesada do que o que merecia e o PSG, merecidamente, a levar a Coupe de France, pela quarta vez consecutiva, para casa. Notou-se a falta de Falcão na equipa do Mónaco, que já não perdia há seis jogos.

Foto de Capa: L’Equipe

As 5 vitórias caseiras do Benfica em Clássicos

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Benfica 12-2 F.C. Porto (1942/43)

Ficou na História como a maior goleada de sempre entre Benfica e F.C. Porto. Os ‘encarnados’, líderes do campeonato, cilindraram os ‘dragões’, no Campo Grande. Foram para o intervalo a vencer por 4-0 e marcaram mais 8 golos no segundo tempo (quatro deles em 20 minutos). Numa época em que os ‘encarnados’ acabariam por fazer a dobradinha, Julinho fez um poker, o único num clássico até hoje.

Benfica 6-0 F.C. Porto (1971/72)

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A equipa da ‘Cidade Invicta’ deslocou-se a Lisboa para disputar as meias-finais da Taça de Portugal, na Luz. Com golos de Artur Jorge, Vítor Baptista e Nené (os dois últimos fizeram ‘bis’) e um autogolo de Valdemar, o Benfica goleou expressivamente o F.C. Porto e lançou-se na final da Taça de Portugal da época 1971/1972.

CD Nacional 1-2 Vitória SC: Final quente para um jogo morno

Cabeçalho Futebol Nacional

Associando-se às comemorações do Dia Nacional do Estudante, o CD Nacional abriu as portas do Estádio da Madeira para o jogo com o Vitória SC, oferecendo a entrada gratuita àqueles que apresentassem o cartão de estudante na bilheteira, facto que contribuiu para uma casa bem composta.

A aflita equipa da casa procurava a primeira vitória desde dezembro, desta feita com um novo treinador no banco: João de Deus, o terceiro da temporada a orientar os alvinegros. Os insulares ocupavam o último lugar da classificação, em igualdade pontual com o Tondela, com 17 pontos. Quanto aos escolhidos, nem a convocatória nem o onze de João de Deus apresentavam surpresas, optando o treinador por uma equipa bem rodada, num 4-3-3 com Adriano, Nuno Campos, César, Nuno Correia e Sequeira; Filipe Gonçalves no meio campo, acompanhado por Tiago Rodrigues e Wilyan, mais ofensivos; Na frente, Salvador Agra, Aristeguieta e Zequinha.

Do lado dos vitorianos registavam-se três novidades na convocatória: Dénis Duarte e Sacko, provenientes da equipa B e Rafael Miranda, que regressava de castigo. Pedro Martins não contava com Josué, Moreno nem Tozé, castigados, além da ausência de Konan, por opção. Hurtado, que atuou na quarta-feira pela seleção do Perú também não entrava nas opções do técnico dos minhotos. Em relação ao onze, alguma rotatividade, mas a grande novidade foi mesmo a inclusão do lateral direito Sacko, que se juntou a Pedro Henrique, Prince e Rúben Ferreira na defesa; Zungu e Miranda no meio, com Raphinha a ser o elemento mais avançado do setor intermédio; João Aurélio, Sturgeon e Teixeira compunham a frente de ataque; Douglas era o titular da baliza.

A equipa do Nacional começou bem, tentando subir no terreno, mas sem conseguir criar muito perigo à baliza de Douglas. Nos primeiros 15 minutos já se notava uma melhor clarividência entre os nacionalistas, conseguindo criar linhas de passe e sabendo trabalhar a posse de bola, que já há muito tempo não se via na Choupana.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

O Vitória, contudo, foi mais competente e conseguiu colocar-se em vantagem ao minuto 25, por intermédio de Rafael Miranda. Após o golo sofrido o efeito da famosa chicotada quase desapareceu, com os jogadores do Nacional visivelmente abalados e cabisbaixos. Tentava, ainda assim, sair a equipa e aos 35’ o central César falhou por pouco de cabeça. Aos 41’ Adriano defendeu de forma vistosa depois de mais um ataque vitoriano.

Para a segunda parte entrou Marega para o lugar de Sturgeon, que se lesionou um minuto antes do intervalo. À passagem do primeiro quarto de hora da segunda parte, Gustavo Rodrigues, delegado do Nacional foi expulso do banco pelo arbitro Rui Costa, depois de protestar pela não atribuição de um pontapé de canto.

João de Deus procurava dar novo fulgor ao ataque madeirense e aos 65 minutos  fez entrar dois avançados, Cádiz e Hamzaoui, para os lugares de Wilyan e Aristeguieta. Sem jogadas dignas de destaque o treinador insular esgotou as substituições ao fazer entrar aos 74’ o médio ofensivo egípcio Zizo, para a saída de Zequinha. No minuto seguinte Pedro Martins respondeu, preferindo gerir o esforço da sua equipa e colocando em campo Celis, em detrimento de João Aurélio. Cinco minutos depois, aos 80’ Raphinha deu lugar a Hernâni.

Sem grandes jogadas de perigo, de parte a parte os ataques resumiam-se a remates desajustados, até que Hernâni surgiu isolado na frente de Adriano e, após uma atrapalhação a bola sobrou para Teixeira, que aos 85 minutos e à entrada da área colocou a bola rasteira e colocada ao poste esquerdo da baliza do Nacional. Filipe Gonçalves era o espelho da desilusão e o elemento mais esclarecido dos alvinegros, que prometeram nos primeiros minutos, mas foram abalados pelo primeiro golo dos minhotos.

A segunda parte aqueceu já nos 90’ após um excelente passe de Filipe Gonçalves a desmarcar Zizo, o egípcio reduziu a diferença. O Nacional não ficaria por aí e no final do tempo extra os madeirenses voltam a introduzir a bola na baliza de Douglas, para explosão dos adeptos que resistiram à debanda. O golo contudo, não seria validado, com o árbitro a entender haver uma falta sobre Sacko. Na sequência dos protestos, cartão vermelho para o capitão Rui Correia e amarelo para Zizo, terminando o encontro pouco depois, brindado com enorme assobiadela para o árbitro.

Foto de Capa: Bola na Rede

 

Os 10 melhores momentos da Wrestlemania

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A Wrestlemania é o momento mais alto da WWE. É lá que grandes combates acontecem, grandes nomes se defrontam e grandes histórias têm o seu culminar. A Wrestlemania sempre foi palco de grandes momentos e neste top estão os 10 mais marcantes dos últimos tempos.

 

Sting luta pela primeira vez na WWE (Wrestlemania 31)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Sting é um dos grandes nomes do wrestling e foi durante muito tempo a cara do grande rival da WWE, a WCW. Quando a companhia fechou, Sting foi dos poucos que não foi para a WWE e pensou-se que tal nunca seria possível. Mas na Wrestlemania 31, Sting tinha o seu primeiro combate num ringue da WWE.

O combate com Triple H apelou à nostalgia e às Monday Night Wars e mesmo com um resultado que mostrou que a WWE quer mesmo realçar quem saiu vencedor dessa guerra, o que fica na memória é Sting a lutar em plena Wrestlemania, algo que muito pensariam não ser possível de ver.

O Passado Também Chuta: A memória dos Clássicos é a alegria

o passado tambem chuta

A bola rolará e as almas em transe apelarão a todos os mitos para regressar a casa com o sorriso do vencedor. O teatro das operações é o belo Estádio da Luz. A relva, ainda que recente e cuidada ao milímetro, aninha todos os monstros sagrados que disputaram estes jogos. Um  dos grandes jogadores de sempre de Portugal e do FC Porto estará presente e aninhado na memória de todos: Pinga.

Participou no jogo em que o Porto sofreu um autêntico tsunami. Perdeu 12-2. Jogou-se no velho Campo Grande às 14 horas e um dos grandes de avançados de sempre do Benfica, Julinho, marcou quatro golos. Corria o ano de 1943 e o frio de Fevereiro foi combatido pelos jogadores do Benfica à base de golos. Ao reler este dérbi lendário, além de mencionar o Pinga, sinto-me na obrigação de mencionar um dos grandes centrais do futebol Português: Francisco Ferreira. Era segundo todos os relatos escritos e orais um defesa extraordinário, mas, como se essa qualidade o obrigasse a mais, nesse jogo, no minuto 77, marcou um golo. Antes já havia centrais que faziam o que hoje é considerado um predicado de alguns nas jogadas de estratégia.

O Benfica teve o privilégio de ter centrais como o Francisco Ferreira ou mais tarde, o Germano, assim o como o Porto teve a sorte de ter um madeirense nas suas filas que ficou para sempre na História do Futebol Português: o genial Pinga.

Pinga, um génio azul e branco Fonte: Memória Azul e Branca
Pinga, um génio azul e branco
Fonte: Memória Azul e Branca

Mas, o futebol é um jogo e jogado no quintal de casa ou no campo do adversário o resultado pode ser, sempre, uma enorme surpresa. Em 1996 jogava-se no Estádio da Luz a 2ª mão da Supertaça. As duas equipas tinham bons jogadores. No Benfica alinhava o brasileiro Valdo e no Porto marcava presença o também brasileiro Edmilson. No Porto jogava o atual comentarista Fernando Mendes e no Benfica dizia presente o seu atual colega de platô José Calado. De um lado alinhava o Jorge Couto e do outro Dimas; a vestir de azul evolucionava o Sérgio Conceição e pelo Benfica driblava o João Pinto. Eram duas equipas de gabarito e com jogadores experientes. Mas, o Porto veio para triunfar. O árbitro mal apitara e o brasileiro Artur fez o primeiro golo. O Estádio da luz começou a gelar. Mas, vieram mais até somar a contundente goleada de O-5. O Porto avassalou e talvez, se não fosse a atuação do guarda-redes benfiquista, Preud` homme, o resultado poderia ter transformado a Luz num gigantesco Iceberg. Não se pode falar deste jogo sem recordar que o Porto tinha, nesse jogo, uns suplentes de luxo que entraram para acabar de esfatiar o rival: Jardel, Rui Barros e Drulovic.

Está presente um novo Benfica-Porto. O passado estará colado às camisolas, no entanto, como o futebol é, felizmente, um jogo; pode acontecer o diluvio ou o tédio. Pode vencer, empatar ou ganhar o favorito ou o outsider. Pode-se chorar ou rir. Mas, fundamentalmente, pode-se disfrutar e ser feliz a ver um jogo de futebol.

Os 10 melhores guardiões no ativo

Cabeçalho Futebol Internacional

Tendo como mote o milésimo jogo da carreira de Buffon, um dos melhores guarda-redes de sempre, aqui deixo a lista de guardiões ainda ativos, que, quanto a mim, são os que têm tido até ao momento as carreiras mais fantásticas do futebol, e que, certamente, serão vistos no futuro como alguns dos melhores de sempre.

Fazemos, por isso, neste top, uma viagem por todo o mundo, apesar da maior incidência na Europa, para revisitar as carreiras de  todos estes lendários entusiastas das balizas e perceber o porquê de serem vistos como lendas pela maioria dos adeptos de futebol.

Desfrutem, por isso, deste top recheado de títulos, classe, vitórias e, acima de tudo, lendas!

Foto de Capa: Facebook de Gianluigi Buffon

A caminhada para o Euro começa aqui

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Cabeçalho modalidadesNo início de Abril, mais concretamente entre os dias nove e onze, irá ser disputada a qualificação para o campeonato da Europa 2018, que se realiza entre os dias oito e onze do próximo mês, na Eslovénia.

Como adversários, Portugal tem pela frente a organizadora deste torneio e, neste caso particular, parece ser o adversário mais complicado, a Roménia. Os dois conjuntos que completam este grupo são a Letónia e a Finlândia. Medimos forças com a formação báltica no dia oito, seguindo-se a equipa finlandesa e, por fim, a turma da casa.

De todos os nossos rivais, apenas a Roménia esteve em Europeus, por três ocasiões, a última das quais em 2014. De resto, não se conta mais nenhuma presença em grandes competições (Campeonatos do Mundo ou da Europa). Por isso, e atendendo à convocatória hoje divulgada, o selecionador Jorge Braz optou (e muito bem!) por não menosprezar os adversários em questão e convocou os melhores 14 para esta fase, num claro sinal de respeito e consideração por todos os seus oponentes.

Em teoria, somos melhor equipa que qualquer um dos nossos oponentes, individualmente então não se fala, pois temos o melhor jogador do mundo. No entanto, este pensamento de sobranceria e arrogância nem sempre corre bem, e penso que neste aspeto o treinador da seleção nacional sempre primou pelo respeito aos países que defronta.

A arena Skozice recebe o torneio, de 30 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2018 Fonte: 24UR
A arena Skozice recebe o torneio, de 30 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2018
Fonte: 24UR

Por isso, é preciso ter muito cuidado, sobretudo com a equipa a casa, acima de tudo porque tem essa mesma motivação de jogar em solo pátrio e, por vezes, as equipas transcendem-se a disputar estas competições em casa (nós já sentimos isso na pele quando perdemos no Euro 2016, discutido na Sérvia, com a formação balcânica, na fase de grupos, algo que nos “obrigou” a jogar com a Espanha nos quartos-de-final).

Consequentemente, o favoritismo teórico desaparece mal a bola começa a rolar, e nós temos que demonstrar na quadra que somos melhores, caso contrário podemos vir a ter um grande dissabor nesta fase de qualificação, ou pelo menos adiar o sofrimento, pois todos os segundos classificados mais o melhor terceiro classificado apuram-se para o playoff.

Bem sei que nós portugueses “adoramos” as calculadoras, mas desta feita vamos tentar arrumá-la na gaveta. Para isso, precisamos de assegurar o primeiro posto no grupo de apuramento. Por isso, vamos deixar as contas para outra altura e fazer uma qualificação limpa. Pode ser, rapazes?

Foto de capa: Alamy

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Clássico das (in)definições

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Chegam ao fim duas angustiantes semanas de espera para aquele que pode muito bem ser o jogo do título. Dos empates registados na última ronda por cada um dos candidatos não se pode propriamente dizer que ambos tenham conquistado um ponto ou perdido dois. Aqui, entra a primeira indefinição subjacente a este clássico. Qual dos dois perdeu dois pontos e qual dos dois ganhou um? A resposta não parece nada difícil e está fácil de ver que a divisão de pontos ante Paços de Ferreira e V. Setúbal caiu bem melhor nas hostes encarnadas do que no Dragão.

É, por isso, interessante perceber quem entrará em campo com maior força mental para fazer esquecer esse último percalço e, por outro lado, de que forma esse mesmo percalço terá consequências visíveis nesta partida. Nuno Espírito Santo já alertou, na antevisão, que só um forte controlo emocional por parte dos seus jogadores poderá trazer os dividendos que tanto querem(os).

A força mental será decisiva no clássico Fonte: Porta 19
A força mental será decisiva no clássico
Fonte: Porta 19

Aspeto importante a ter em conta é, também, o desgaste acumulado que esta “paragem” provocou nos atletas de ambas as equipas. O Benfica foi quem cedeu mais jogadores às respetivas seleções, contudo é o FC Porto que os recebe mais desgastados. Nesse particular, a lateral direita dos azuis e brancos concentra todas as atenções. Layún e Maxi Pereira, por exemplo, chegam sem lesões, mas ambos com 180 minutos nas pernas, fruto de dois jogos completos ao serviço dos respetivos países. Aí, poderá entrar o aspeto mental, mas até nesse particular este clássico encerra uma indefinição: Layún venceu os dois jogos pelo México e Maxi perdeu-os ao serviço do Uruguai. Por esse prisma, a alta motivação da locomotiva de Córdoba parece ser um ponto favorável para lhe entregar a titularidade.

Foto de Capa: Alberto Fernandes

Este país não é para campeões

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Cabeçalho Futebol Nacional

A seguinte história retratada neste artigo, bem como os seus diálogos, são uma obra de ficção criada pelo autor com o intuito de ilustrar o panorama futebolístico português desde o fatídico dia 10 de julho de 2016. Fatídico porque nesse dia, durante os festejos do golo de Éder, o primo do autor – chamemos-lhe Carlos – bateu com a cabeça e entrou em coma. Acordou agora, sete meses depois. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

– Diz-me que conseguimos, André! Fomos campeões?
– Claro que fomos, Carlos! Ainda duvidavas?
– Não, eu sempre acreditei! Ah, é tão bom poder dizer que sou campeão europeu! Finalmente! – deslumbrava-se o meu primo, com um sorriso de orelha a orelha.
– É fantástico! – anuí eu – E a festa foi mesmo bonita, pá!
– Então mas conta-me mais! Como estão agora as coisas? Quem está em primeiro? – perguntou o Carlos entusiasmado.
– Está tudo na mesma… em primeiro está o Benfica, em segundo o Porto e em terceiro o Sporting.
– Hmm… e na Champions? Como nos safámos? Também fomos longe? – quis saber ele.
– Não foi grande coisa.  – respondi – chegámos no máximo aos oitavos, mas o Benfica foi arrumado por 4-1 e o Porto por 3-0. O Sporting ficou em último na fase de grupos. Até perdemos um lugar nas competições europeias: caímos no ranking.
– Caímos?! Então mas com jogadores campeões europeus nos clubes e mesmo assim fomos arrumados?
– Pois… fomos mesmo, nem deu hipótese – confirmei eu.
– Então mas ao menos andam a jogar bem no campeonato? – ripostou o meu primo.
– Nem por isso. Já jogou bem o Sporting, depois espalhou-se. Já jogou bem o Benfica, mas joga enervado, ganha nos mínimos. Está a subir o Porto, mas ainda não convenceu também.
– Mas isso quer dizer que as outras equipas estão a dar luta! – exclamou.
– Também não. O quarto classificado, o Braga, está a quase dez pontos do Sporting, no terceiro.
– Que coisa, que desinteresse, esperava mais emoção… mas ao menos temos a nossa Seleção, certo? Só vitórias, não é? – perguntou numa gargalhada confiante.
– Por acaso estamos em segundo lugar, perdemos logo com a Suiça. Agora perdemos com a Suécia num amigável também. Esperemos que não volte a máquina de calcular! – respondi.
– Mau! Então mas estás a gozar ou quê? Somos campeões! Perdermos jogos com aquele apoio todo? – questionou incrédulo.
– Não estou não! E nem queiras saber do apoio! – disse eu entre risos – no penúltimo jogo, a claque da Seleção insultou o Benfica, as claques do Benfica responderam e até iam agredindo um dirigente do Sporting!
– O quê? Mas houve porrada?
– Não, porrada não, mas houve ataques. E muitos! Do Benfica à FPF, do Benfica ao Porto e às suas claques, do Porto e das suas claques ao Benfica, do Porto aos árbitros, dos árbitros ao Benfica, do Benfica à Comissão de Arbitragem e ao Conselho de Disciplina, do Conselho de Disciplina ao Sporting, do Sporting ao Benfica, do Benfica ao Sporting, do Sporting ao próprio Sporting, do Sporting ao Vitória de Setúbal, do Vitória de Setúbal ao Porto, do Porto à CMTV, da CMTV ao Cristiano Ronaldo, do Cris…
– Epa, já percebi, já chega! Está tudo na mesma, não é?

A pressão aos árbitros tem sido uma constante por parte de todos os principais clubes, neste caso, de uma claque afeta ao FC Porto
A pressão aos árbitros tem sido uma constante por parte de todos os principais clubes, neste caso, de uma claque afeta ao FC Porto

Realmente está tudo na mesma ou pior. As falcatruas, o mau ambiente, o derrotismo e a cegueira dos adeptos, que gostam mais do seu clube do que de futebol. Se tivéssemos de contar a alguém como tem sido o futebol português desde a conquista do EURO 2016, falaríamos mais de polémicas e de acontecimentos negativos, do que de futebol e situações positivas.

Neste mês de março, então, aconteceu de tudo: descemos no ranking UEFA e perdemos uma equipa nas competições europeias, sendo eliminados das mesmas por goleada; a palavra “bardamerda” foi mais proferida do que a palavra “golo”; houve ameaças a árbitros com património dos mesmos vandalizado; ou até a claque da Seleção Nacional a entoar cânticos anti-Benfica e claques benfiquistas a responderem com pressões à FPF e com insultos aos visados e ao vice-Presidente do Sporting. Por último, houve castigos e operações, com um cheiro a tempos passados: Bruno de Carvalho foi punido com 113 dias de suspensão de funções, o mais pesado castigo aplicado deste a negra época do “Apito Dourado”.

Ao mesmo tempo, a “Operação Jogo Duplo” fez mais seis arguidos: cinco jogadores e um membro dos Super Dragões, por suspeita de viciação de resultados. E é triste que seja esta a paisagem do futebol português neste momento – um país campeão europeu em título, mas não em atitude. Só tenho pena que esta parte não seja também ficção.