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Seis Nações 2017 – Inglaterra confirma superioridade e faz o BI

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Cabeçalho modalidadesA Inglaterra foi a grande vencedora do Torneio Seis Nações de 2017, revalidando o título conquistado em 2016. O domínio dos ingleses foi sempre bastante claro e as ideias de Eddie Jones, seleccionador inglês, estão cada vez mais claras e entrosadas no jogo da equipa. Apesar do bicampeonato, o torneio fica também marcado pela derrota inglesa perante a Irlanda, com os ingleses a falharem o assalto ao recorde mundial de vitórias por selecções.

A equipa: Inglaterra. Foi perante mais de oitenta e duas mil pessoas nas bancadas que os ingleses revalidaram o título, após esmagarem a sua grande rival, Escócia, por 61-21. Na última jornada, falharam o Grand Slam com a derrota frente à Irlanda, mas nem isso retira o brilhantismo do percurso da equipa de Eddie Jones, treinador que veio revolucionar por completo o Rugby inglês, desde que assumiu os comandos da selecção, em 2015.

A surpresa: A vitória da Irlanda frente à Inglaterra colocou um ponto final na senda vitoriosa da Selecção da Rosa. No total, os comandados de Eddie Jones venceram 18 partidas consecutivas, algo só contrariado agora pelos irlandeses que fizeram um jogo tacticamente perfeito.

A desilusão: Com cinco derrotas pesadas em cinco jogos, a Itália continua a não conseguir dar o salto qualitativo e em três dessas partidas não chegou a marcar qualquer ponto na segunda parte.

O jogo: O duelo entre País de Gales e Inglaterra, disputado em Cardiff, ficou marcado pela paixão e excelente atmosfera na bancada e pela intensidade e raça impostas durante toda a partida. Se o início foi marcado pelo excelente arranque da Escócia, o final fica marcado pela incrível reviravolta inglesa.

O entusiasmo de Joe Launchbury após um jogo frenético Fonte: RBS 6 Nations
O entusiasmo de Joe Launchbury após um jogo frenético
Fonte: RBS 6 Nations

O quinze: Stuart Hogg (Inglaterra), Liam Williams (País de Gales), Jonathan Joseph (Inglaterra), Owen Farrell (Inglaterra), Elliot Daly (Inglaterra); Jonathan Sexton (Irlanda), Baptiste Serin (França); Jack McGrath (Irlanda), Ken Owens (País de Gales), Dan Cole (Inglaterra), Joe Launchbury (Inglaterra), Courtney Lawes (Inglaterra), Sam Warburton (País de Gales), Justin Tipuric (País de Gales), Louis Picamoles (França).

O jogador: Owen Farrell. O capitão inglês confirmou a sua boa época: disputou todos os jogos – e foi mesmo totalista nos cinco encontros – tendo sido peça-chave nas reviravoltas frente à França e ao País de Gales.

O camisola 12 mostrou-se crucial na caminhada para o título Fonte: RBS 6 Nations
O camisola 12 mostrou-se crucial na caminhada para o título
Fonte: RBS 6 Nations

Eddie Jones é o homem certo no lugar certo e, com dois títulos em dois anos, promete não ficar por aqui. O que farão selecções como Irlanda e Escócia para acompanhar a pujança inglesa?

Foto de capa: RBS 6 Nations

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

Uma lição para Nuno Espírito Santo

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fc porto cabeçalho

O empate caseiro do FC Porto ficou marcado por vários acontecimentos que, em muito ou em pouco, contribuíram para que fosse possível. Desde logo, por coincidência ou não, o Dragão voltou a assistir a uma arbitragem onde os responsáveis por essa vertente do jogo pura e simplesmente se recusavam a assinalar grandes penalidades a favor dos Azuis e Brancos. Foram mais três a acrescentar a um valor quase pornográfico que vai aumentando jornada após jornada. Depois, a maldita sorte (ou falta dela): os visitantes marcam naquela que foi praticamente a única oportunidade que tiveram para o fazer, enquanto do outro lado os postes e os adversários iam evitando que o resultado se fosse avolumando para os Dragões. Por último, as opções de Nuno Espírito Santo (NES) para este desafio de extrema importância. Por ser precisamente esta a única vertente controlável, será nela que me irei debruçar neste texto.

Não há como não fazer a divisão: 2016/2017 tem as versões pré-Soares e pós-Soares. A versão pré-Soares era aquela que criava oportunidades, dominava adversários e que precisava de várias oportunidades para chegar ao golo. A versão pós-Soares é uma versão mais letal, que sabe aproveitar espaços e que muitas vezes tem um aproveitamento ofensivo quase perfeito. No Domingo, dia em que os três pontos davam o primeiro lugar antes da visita à Luz, o FC Porto pré-Soares, mesmo com o brasileiro no onze, voltou a dar a cara.

Fonte: Facebook Oficial de Tiquinho Soares
Fonte: Facebook Oficial de Tiquinho Soares

Na minha opinião, esse FC Porto renasceu por dois equívocos de NES: o regresso ao 4-4-2 e alteração da dinâmica no ataque. Para jogar com dois jogadores de área e dois extremos, o treinador portista abdicou de um terceiro elemento a meio-campo, sendo que esta mudança acabou por se mostrar fundamental tanto no golo sofrido, como na previsibilidade com que os Dragões saíam para o ataque. Recuando um pouco no tempo: Óliver brilhou no Porto de Lopetegui a jogar em 4-3-3; Simeone dispensou-o porque o pequeno espanhol sentiu dificuldade em impor-se numa equipa que jogava em 4-4-2; o FC Porto e Óliver vinham a subir de forma jogo após jogo, a jogar com três médios.

Foto de Capa: FC Porto

Miami Open: Outra Vez Federer?

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Cabeçalho modalidades Terminado o BNP Paribas Open, que em Indian Wells coroou Elena Vesnina com o mais importante título de singulares da sua carreira e que confirmou o extraordinário início de temporada de Roger Federer, abre-se agora a porta para o segundo torneio ATP Masters 1000 da temporada: o Miami Open. As emoções vividas no deserto californiano foram intensas, o período de descanso foi curto e, como tal, as expetativas para este torneio encontram-se particularmente elevadas.

No que diz respeito à vertente feminina, Angelique Kerber parece ter, pelo menos até aos quartos de final, um caminho relativamente simples. Nesse momento poderá vir a defrontar Venus Williams ou Svetlana Kuznetsova, tenistas que se encontram num bom momento de forma e que, face ao momento de menor confiança da tenista alemã, se poderão revelar obstáculos difíceis de ultrapassar num início de época até agora pouco conseguido.

Já Elena Vesnina, vencedora do BNP Paribas Open, poderá logo na quarta ronda enfrentar Dominika Cibulkova. Embora a tenista eslovaca não esteja a ter um início de época fulgurante, a sua combatividade deverá sempre ser tida em conta e, como tal, é certo que a tenista russa poderá ter aí o seu primeiro grande obstáculo à manutenção na competição. A principal favorita à conquista do torneio, pela qualidade do seu serviço, pela melhoria global no seu jogo que tem vindo a apresentar e, sobretudo, pela sua consistência, continua a ser Karolina Pliskova. A tenista checa não terá um caminho fácil até à final, podendo logo na quarta ronda vir a defrontar a CoCo Vandeweghe e, nos quartos de final, Agnieszka Radwanska ou Elina Svitolina. Contudo, caso consiga apresentar-se ao seu melhor nível, Pliskova tem armas mais do que suficientes para sair de Miami com o troféu em mãos.

Fonte: Karolína Plíšková
Fonte: Karolína Plíšková

Já na vertente masculina as emoções estão ao rubro após o início de época arrasador de Roger Federer. E a verdade é que para o suíço, embora o quadro não seja tão “negro” quanto aquele que teve que enfrentar em Indian Wells, este poderá que enfrentar Juan Martín del Potro logo na terceira ronda do torneio. Será certamente um duelo emocionante entre duas das melhores pancadas de direita do circuito ATP e, sobretudo, entre dois dos mais carismáticos tenistas do mesmo.

Quem promete animar o próximo mercado

Cabeçalho Futebol Nacional

Os anos passam e a escola de talentos que passam pela Liga NOS é grande, seja por jogadores provenientes dos três grandes, em que muitos jogam nos melhores clubes do Mundo ou pelos ditos pequenos que consegue lançar grandes jogadores para grandes clubes.

Este ano, não sendo diferente e com uma aposta crescente em jovens jogadores, são muitos os clubes e as ligas à espreita de talentos cuja qualidade está claramente a mais das condições desta liga. Assim adianto alguns nomes, quer dos três grandes, quer de alguns dos restantes clubes da nossa primeira liga.

No Sporting Clube de Portugal, tendo alguns dos campeões por Portugal no passado Europeu’16, o esforço quer financeiro, quer psicológico que Bruno de Carvalho e Jorge Jesus têm tido com algumas das suas estrelas, pode entrar em rutura ao ponto que, caso venda um dos jogadores base, possa existir uma força ainda maior para outros saírem. A verdade é que a saída de 2 ou 3 elementos, pode condicionar a saída de outros ao ponto que poderá gerar insatisfação e ainda ordenados mais chorudos e renovados. Com isto teríamos:

Adrien- O capitão já mostrou a sua vontade de rumar a outras ligas mais competitivas e clubes com outro tipo de pretensões tanto que, no passado Verão este a palmo e meio do Leicester. Agora, com 28 anos, terá a oportunidade final de realizar um grande encaixe financeiro para os cofres do Sporting e, com isto, o jogador luso-francês pode viver uma nova experiência na sua carreira. Inglaterra ou Alemanha serão destinos possíveis.

William Carvalho- Se a saída de Adrien parece eminente, aquele que é, possivelmente, o maior ativo do clube de Alcochete, poderá também rumar a outras paragens. Se Adrien poderá ter em Geraldes, um grande substituto, para William será mais complicado. Desde a sua brilhante prestação no Europeu sub-21 e agora no Europeu’16, William Carvalho, prestes a completar 25 anos, será um dos próximos jogadores a deixar Alvalade onde, os ingleses já se mostraram fãs confessos da qualidade do trinco português. Com dinheiro para gastar, o rumo à Premier League será apenas uma questão de tempo.

O casamento com os leões com fim à vista? Fonte: Rui Patrício
O casamento com os leões com fim à vista?
Fonte: Rui Patrício

Série A: Nomes a Decorar

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Cabeçalho Liga Italiana

No Mundo do futebol, a Série A sempre foi uma das melhores ligas do Mundo, quer pela qualidade de jogadores que a Itália tem produzido ao longo dos anos, quer pelo facto de possuir alguns dos clubes mais poderosos de sempre, como a Juventus e o AC Milan, quer por possuir equipas de renome internacional e com bastante historial como o Internazionale, o AS Roma, o Nápoles, Lázio ou a Fiorentina. Assim, todos anseiam pelo regresso do campeonato italiano aos seus melhores dias.

Hoje, com a total hegemonia da Juventus e com as claras quebras dos dois clubes de Milão, quer o Milan quer o Inter, nem os regressos da Nápoles ou da Roma, conseguem produzir a quantidade de títulos europeus e nacionais que os adeptos de futebol exigem do Calcio. Muitos jogadores encontram-se, atualmente, recetivos para se mudar para clubes italianos (à exceção, claro, da Juventus), os ditos grandes não conseguem disputar o campeonato até metade da temporada. Em contexto europeu existe uma falta de competitividade preocupante e, juntando a isto tudo, os clubes já se encontraram financeiramente melhores.

A verdade é que, com a aposta em jovens, a Serie A tem vindo a adaptar-se às mudanças no futebol atual e, nesta temporada, conseguimos já ver uma Juventus candidata a vencer a Champions League, um Nápoles nos oitavos de final, uma Roma forte que apenas foi eliminada da Liga Europa por um forte Lyon, um Milan, um Inter, uma Lázio e um Torino a voltarem a aparecer e o Roma a jogar futebol como há muito não se via. Com isto, muitas são as estrelas em total explosão.

Com isto, não irei falar, obviamente, de estrelas já consagradas como Dybala, Hamsik ou Icardi, ou de jogadores com uma longa carreira,mas sim de jogadores que têm apresentado um grande nível de exibição esta temporada e que serão ídolos da próxima geração num futuro breve.

A arma secreta

O mexicano do Benfica tem sido pouco utilizado por Rui Vitória esta temporada e em 2017 ainda nem ao onze inicial conseguiu chegar, tendo sido titular pela última vez há quase três meses, frente ao Paços de Ferreira para a Taça da Liga.

Raúl Jiménez é um avançado dinâmico e não dá uma bola como perdida. Na sua primeira época no clube apontou 12 golos, tendo sido decisivo para a conquista do 35º campeonato. É um jogador que vai buscar jogo, marca bons golos e ainda ajuda a defender, qualidades de muita utilidade na sua posição.

A chamada à Seleção do México era para o jogador uma excelente notícia, mas acabou por marcar um ponto de viragem, pois chegou lesionado no joelho e disse adeus à titularidade no seu clube, titularidade essa que demorou a reaparecer e que nova lesão lha tirou para não mais voltar.

Se é verdade que esta época não teve um bom começo devido a lesões sucessivas, também o é que a concorrência tem estado muito forte. Em tempos, Gonçalo Guedes ,e mais recentemente, a extraordinária temporada de Mitroglou, aliada ao regresso de Jonas e de Rafa, têm impedido o camisola 9 de ser opção de início, acabando por saltar do banco para ajudar a equipa apenas a escassos minutos do fim dos jogos.

Por outro lado, o avançado sempre foi muito usado como trunfo, integrando os suplentes mas sempre na perspetiva de entrar em campo e resolver. Não há dúvidas que tem lugar na equipa pelas suas características imprescindíveis, nomeadamente, quando o jogo precisa de mais pressão e velocidade sobre o adversário.

 

Raúl ainda pode dar muito ao Benfica Fonte: Facebook Oficial de Raul Jiménez
Raúl ainda pode dar muito ao Benfica
Fonte: Facebook Oficial de Raúl Jiménez

Já Luís Filipe Viera sempre apostou forte em Raúl. Recorde-se o investimento feito no início da época para obtenção total do seu passe ao Atlético de Madrid, que totalizou cerca de 22 milhões euros, tornando-o no jogador mais caro da história do clube. Posteriormente, em visita à China, o presidente dos encarnados levou este assunto na agenda, pois tem o “feeling”, como designou em entrevista, que venha ainda a ser a venda mais cara do futebol português. Contudo, sabendo que o dinheiro no maior país asiático não é problema, o presidente só o venderia por uma quantia muito alta e a vontade de ficar da outra parte também pesou na balança. Os jogadores no Benfica têm uma palavra a dizer e Jiménez disse: “Prefiro a glória na Europa antes do dinheiro.”.

Sem minutos nas pernas que o satisfaçam, Raúl vai desmoralizando, tanto que já coloca a hipótese de saída do clube no final da época, com muita pena minha, confesso. Gosto da atitude de Jiménez, é aguerrido, tem muita técnica e sabe o que tem a fazer em campo, e o Jonas a que estamos habituados ainda não voltou, pelo que, a meu ver, ainda nos será muito útil a garra e dedicação deste avançado benfiquista.

E para alcançar o tão desejado “tetra”, o Benfica vai precisar da ajuda de todos e já que estamos numa de feelings, o meu é que ainda dará o seu precioso contributo para o que resta do campeonato. Rumo ao Tetra!

Artigo revisto por: Patrícia Nel

Leicester City FC: Sonho Champions também é concretizável?

Cabeçalho Liga InglesaO Leicester espantou o mundo quando, em maio último, venceu a sua primeira edição da Premier League. Depois de na temporada anterior terem conseguido a manutenção nas últimas jornadas, os foxes surpreenderam o planeta do futebol e ganharam uma das mais competitivas ligas do mundo. Entretanto, muito mudou.

Claudio Ranieri, o maestro por trás deste feito, foi – surpreendentemente – despedido devido aos maus resultados e Kanté, um dos melhores jogadores da equipa e, talvez, o jogador mais fundamental para o funcionamento da ‘orquestra’ – simples, mas eficaz –, saiu.

O fraco desempenho na Liga Inglesa deste ano não impediu que Ranieri levasse, na primeira metade da época, o Leicester aos oitavos-de-final da Champions League, vencendo um grupo onde até figurava o Porto. Mesmo com os maus resultados internos, a equipa não teve dificuldade em figurar nos 16 melhores da Europa.

Chegados aos oitavos, o conjunto inglês teve pela frente o Sevilla, do entusiasmante Jorge Sampaoli. Depois de perder na 1.ª mão no Sánchez Pizjuán e de esse ter desaire ter despoletado o tal afastamento polémico de Ranieri, a turma inglesa voltou a surpreender e eliminou uma das equipas da ‘moda’.

Agora, segue-se o Atlético de Madrid. E é aqui que está a questão: que hipóteses tem o Leicester de surpreender – ainda mais – o mundo?

Kasper Schmeichel foi o herói da passagem aos quartos da Champions Fonte: Leicester City FC
Kasper Schmeichel foi o herói da passagem aos quartos da Champions
Fonte: Leicester City FC

Teoricamente, este não foi dos melhores adversários que podiam ter calhado ao, agora, conjunto orientado por Shakespeare. Os foxes, apoiado num futebol – essencialmente – de contenção defensiva, processos simples e saídas rápidas para o contra-ataque, terá pela frente um adversário que, pese a enorme qualidade ofensiva que apresenta, não tem problemas em abdicar do domínio territorial e esperar pacientemente pela sua oportunidade.

É, portanto, uma eliminatória que se espera de alguma predominância tática e onde o Leicester não terá tanto espaço para jogar o tipo de jogo que costuma jogar.

Mas o futebol, em especial este jogadores, já mostraram que as surpresas podem acontecer e, por certo, tentarão de tudo para ultrapassar a equipa espanhola. E se essa vitória se concretizar, então aí o sonho torna-se mesmo ‘palpável’.

Chegando aos últimos quatro, tudo pode acontecer e o Leicester tem que ser tão respeitado como os outros emblemas em prova. Uma coisa é certa, se há equipa que pode ‘baralhar’ as contas é mesmo a inglesa. E todos sabemos, toda a gente gosta de um bom underdog!

Foto de capa: Leicester City FC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

O FC Porto de Mourinho entre Prso e Tristán

Cabeçalho Futebol Internacional

Apesar de não terem sido os melhores avançados da sua geração, Dado Prso e Diego Tristán são nomes incontornáveis do futebol Europeu do final da década de 90 e início do novo século. Apesar da modesta carreira, o Croata acabou por vencer vários troféus, incluindo a Liga Francesa e Escocesa, ao serviço do Mónaco e do Glasgow Rangers respectivamente. Por outro lado, “El Lagarto”, nome pelo qual era conhecido Diego Tristán, apenas conquistou uma Taça do Rei e uma Supertaça Espanhola, ambas pelo Deportivo. Logrou ainda assim ser o melhor marcador da Liga Espanhola na época 2000/2001 com 21 golos.

Foi numa das mais belas páginas da história do futebol Português que o caminho de ambos os goleadores se haveria de encontrar: a Liga dos Campeões de 2003/2004, vencida pelo Porto de José Mourinho frente ao Mónaco de Didier Deschamps

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O Mónaco, onde actuava Dado Prso, efectuou uma campanha histórica tendo eliminado o Chelsea de Ranieri (já com Roman Abramovich no comando) e o Real Madrid de Carlos Queiroz, no seu caminho rumo à final. Curiosamente, o melhor marcador da competição acabou por ser Fernando Morientes, emprestado pelo Real Madrid ao Mónaco, com 9 golos. Quis o destino que o espanhol, sem lugar no plantel de Queiroz, fosse decisivo na eliminatória entre ambos os conjuntos, apontando 2 golos e afastando os Merengues nos Quartos de Final. Dado Prso seria o segundo melhor marcador da prova com 7 golos ao passo que Tristán haveria de marcar apenas 3.

O Deportivo por seu turno fez também uma campanha memorável. Após ter eliminado a Juventus nos Oitavos de Final, a equipa de Javier Irureta haveria de efectuar uma das mais impressionantes reviravoltas da história da competição (agora superada pela reviravolta do Barcelona há dias atrás) frente ao campeão Europeu em título Milan. Após perder por 4-1 em San Siro os Galegos haveriam de vencer por 4-0 no Riazor, carimbando a passagem às meias finais. Em duas eliminatórias o Deportivo eliminava os 2 finalistas da temporada anterior: Milan e Juventus! Haveria de cair nas meias-finais perante o Porto, numa eliminatória que ficou marcada pela célebre expulsão de Jorge Andrade após o seu toque “amigável” em Deco:

Academia de Alcochete domina convocatórias para as seleções nacionais

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No próximo fim-de-semana, há interrupção do campeonato devido aos compromissos das seleções nacionais. A seleção “A” de Fernando Santos irá defrontar a Hungria e a Suécia. A seleção sub-21, liderada por Rui Jorge, irá disputar dois amigáveis diante a Noruega e a Alemanha.

Assim, na passada semana foram conhecidos os convocados para estes compromissos internacionais. O Sporting volta a ter três internacionais “A”, Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins. Ao serviço dos sub-21 irão estar Rúben Semedo, Francisco Geraldes e Daniel Podence. A estes nomes juntar ainda que Tobias Figueiredo, Domingos Duarte, Carlos Mané e Iuri Medeiros, com vínculo ao Sporting Clube de Portugal, também fazem parte desta convocatória. Ambas as convocatórias de Fernando Santos e Rui Jorge, têm uma nota dominante, muitos jogadores formados na Academia de Alcochete.

Quatro elementos assíduos na Seleção Nacional que foram formados em Alcochete Fonte: Seleções de Portugal
Quatro elementos assíduos na Seleção Nacional que foram formados em Alcochete
Fonte: Seleções de Portugal
Nos 25 atletas chamados por Fernando Santos, constam os nomes de Rui Patrício, José Fonte, Cédric Soares, João Moutinho, William Carvalho, João Mário, Gelson Martins, Ricardo Quaresma e o capitão Cristiano Ronaldo, todos oriundos da “cantera” do Sporting.

Entre os 23 internacionais sub-21, a Academia de Alcochete volta a dominar, com os seguintes jogadores da formação verde e branca: Domingos Duarte, Edgar Ié, Rúben Semedo, Tobias Figueiredo, Francisco Geraldes, Bruma, Carlos Mané, Daniel Podence e Iuri Medeiros.

A Academia de Alcochete já fez surgir muitos talentos no futebol português, entre eles o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo. Desta feita, nestas duas convocatórias a formação leonina é a origem de dezoito jogadores. O Sporting Clube de Portugal tem uma enorme tradição de aposta concreta na formação, o que acontece nos dias de hoje. Esta temporada já foram utilizados por Jorge Jesus, doze jogadores formados na Academia de Alcochete. É caso para dizer: os melhores do mundo nascem aqui!
Foto de capa: Seleções de Portugal

Alguém se voluntaria para “rookie” do ano?

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Cabeçalho modalidades
O fim de março aproxima-se, faltam menos de quatro semanas para terminar a época regular e o senhor que amavelmente faz o troféu para o rookie do ano ainda não sabe se este ano lhe vão chegar os dólares à conta, tendo em conta que primeiro é preciso aparecer um jogador de primeiro ano que tenha mostrado reais capacidades para o receber. Não pedimos um Wilt Chamberlain ou um Michael Jordan, como é óbvio, mas também não queremos, daqui a dez anos, estar a ver o plantel de uma qualquer equipa chinesa e ver lá o mesmo nome que alguém escreveu no troféu da temporada 2016/17.

Há um nome que salta à vista e que, em condições normais, levaria o prémio para casa: Joel Embiid. Porém, esta não é uma liga periférica qualquer onde quem faz 31 jogos faz os suficientes. Esta é uma liga com 82 jogos na fase regular, cujas estrelas descansam ao sábado à noite no melhor jogo da semana, mas deixemos essa discussão para depois. O camaronês foi escolhido em 2014, passou dois anos no estaleiro, e por isso é rookie nesta época. Mesmo com cerca de 20 minutos por jogo, Embiid entusiasmou a NBA e alegrou Philadelphia como há muito não acontecia. Até janeiro, quando voltou para o estaleiro (onde terminará a temporada), deixando o tal troféu de melhor jogador no seu primeiro ano sem um dono antecipado.

Embiid e Saric Fonte: NBA
Embiid e Saric
Fonte: NBA

Há Dario Saric. Há Malcolm Brogdon. Estes dois são os que estão mais próximos do nível de Embiid. E, ainda assim, muito afastados. O colega do camaronês nos Sixers tem crescido a olhos vistos com o passar da época, mas nunca seria um grande nome na lista. Os seus 12.5 pontos por jogo seriam o quarto pior registo de sempre para um vencedor do prémio de rookie do ano e o pior desde 2000/01. Já Brogdon é uma surpresa, um jogador do qual os Bucks não esperavam muito. Escolhido na 36.ª posição do draft, o base tem conseguido minutos vindo do banco com a sua capacidade defensiva e de lançamento exterior. Ainda assim, Brogdon teria a pior média de pontos de sempre para um rookie do ano e seria o primeiro rookie fora do top-18 a ganhar o prémio desde a década de 50.

E há sempre a possibilidade de se dar o prémio a Jaylen Brown, Marquese Chriss, Willy Hernangomez ou Buddy Hield. Mas, se Saric e Brogdon são más escolhas, o melhor é nem seguirmos por esse caminho. A verdade é que, com muitos ou poucos jogos, Joel Embiid foi infinitamente melhor do que todos os outros. Foi o único que se apresentou a um nível espetacular, mesmo assistindo a mais de metade da temporada sentado no banco, de fato vestido. Embiid foi o único para o qual olhámos e vimos um talento com potencial para dominar a liga. Todos os outros pareceram, salvo algum milagre, jogadores com capacidade para se manterem na liga mas como peças de rotação e nunca como atores principais de uma história que, claramente, não é a deles. Com os dois melhores rookies desta temporada a terem sido escolhidos em 2014, é um pouco assustador pensar na aparente falta de talento desta classe de jogadores. É verdade que Ben Simmons ainda não jogou e que um jogador como Ingram pode sempre “explodir”, mas o que fica desta temporada da parte dos mais novos não deixará saudades a ninguém.

Foto de Capa: USA TODAY Sports