Leram bem! Tragam o Renato! Mas tragam rapidamente!
Era o dia 10 de Maio de 2016. Nem a época estava concluída e caía a bomba futebolística. Renato Sanches, médio formado no Seixal, acabava de assinar um contrato milionário e de longa duração com o poderoso Bayern de Munique. O Benfica deixava assim partir um jogador que nem uma época inteira tinha realizado no plantel encarnado. Passou quase um ano depois dessa transferência e pouco mais se falou do jovem talento português. Marcou presença, é verdade, no Europeu, mas posteriormente e em território alemão jogou pouco. “Pouco” traduz-se em apenas 21 jogos realizados nas três competições onde o tubarão alemão está ainda inscrito. Em 21 encontros realizados, 0 é o número de golos e o número de assistências. Concluo esta introdução dizendo que não deverá ser o jogador mais feliz do mundo.
Com uma concorrência de elite, como Xabi Alonso, Thiago, Vidal, ou Kimmich, a presença no 11 titular é muito rara; podemos até dizer que se conta pelos dedos de uma mão. No início da época, na altura da disputa pela Supertaça, surgiu com uma maior regularidade do que nas últimas partidas do coletivo do técnico italiano. O banco continua a ser o seu local de trabalho e são poucas as vezes em que acaba por ser utilizado no decorrer das segundas partes.
Fonte: Facebook de Renato Sanches
No Benfica, num meio-campo onde habita Pizzi, André Horta e Filipe Augusto, a presença de Renato na próxima época trazia mais alternativas ao meio-campo e levaria Rui Vitória a usar Pizzi também na ala. O camisola 21 fez a época passada como extremo direito e construiu uma boa química com o “menino do Seixal”. Além da qualidade de transporte de bola de Pizzi para o centro do terreno, Renato acaba por ser um jogador de explosão, um jogador que pode facilmente transportar bola e velocidade para as alas, um exercício bastante visto no Europeu do passado verão quando Fernando Santos apostou num Renato descaído para uma das linhas.
O FC Porto podia, nesta altura, ser líder isolado da Liga NOS. O FC Porto devia, ao dia de hoje, ser líder isolado da Liga NOS.
O que sucedeu ontem no Estádio do Dragão foi uma lição para toda a Nação Portista e uma prova de que aquela fibra de campeão, que sempre caracterizou o clube, já não mora na Invicta. Foram largas jornadas consecutivas numa caminhada triunfal, vitória após vitória, na expectativa de que o líder escorregasse. Aconteceu no passado sábado e o Porto tinha, num jogo em casa perante 50 mil adeptos, uma oportunidade de ouro de consumar a subida “ao lugar onde quer estar”. Não conseguiu e é necessário perceber o porquê, aprender a lição e “levantar a cabeça o mais rápido possível”.
Era um jogo fundamental para o clube e o clima que se viveu ontem à tarde no Dragão foi mais de nervos e tensão do que de apoio e festa. Os jogadores entraram nervosos e a bancada não ajudou. O FC Porto não fez um mau jogo e, porventura, terá feito mais do que suficiente em campo para levar de vencido o Vitória FC mas esteve errático no passe e na finalização e o discernimento dos jogadores foi afetado pelo nervosismo que se vivia na bancada. Desde já quero fazer um mea culpa.
Eu fui um dos milhares dos que lotaram o Estádio do Dragão e que transmitiu mais ansiedade à equipa do que apoio e confiança. Os adeptos desesperavam por golos e acabaram por prejudicar a equipa no seu processo. Na noite em que mais era necessária, faltou a paciência.
Fonte: FC Porto
Não consigo deixar de olhar para tal situação como um sinal dos tempos. Podemos (os portistas) continuar a viver do passado e pensar que o Porto continua a ser o clube hegemónico que outrora mostrou ser mas a verdade é que a seca de títulos começa a pesar no sub consciente de todos os portistas e essa ânsia de vencer, pela primeira vez esta época, prejudicou o clube. Também tem sido ela a alavancar a equipa para a recuperação na tabela classificativa mas quando se tratava de ascender ao primeiro lugar a equipa e adeptos soçobraram.
Há que tirar ilações, há que ter a humildade de reconhecer que depois de três anos de fracassos não soubemos (clube e adeptos) lidar com a pressão de poder assumir aquele lugar que chegou a ser nosso por direito. E voltamos à estaca zero. Continuamos a correr atrás do prejuízo.
Escrevo-te esta carta como forma de demonstração do meu reconhecimento por tudo aquilo que tens feito pelo ténis e pelo desporto em geral. Não posso dizer que foste o meu primeiro ídolo, porque essa era norte-americano, jogava um ténis “à antiga”, e dava pelo nome de Pete Sampras; porém, tu foste o maior. Aliás, foste, és e sempre serás o maior!
Falar de ti é, para alguém com uma idade próxima dos 30 anos, o mesmo que falar de Michael Jordan, Michael Schumacher, Usain Bolt ou Michael Phelps, nas suas respetivas modalidades. São fenómenos, lendas, talentos aparentemente insuperáveis, pessoas que proporcionaram momentos dos quais certamente não nos esqueceremos. Mas tu Roger, tu és especial! És a personificação da palavra “classe” dentro e fora dos courts. És um desportista, mas és também um exemplo de ética desportiva.
Fonte: Roger Federer
Há já muitos anos que sabíamos que eras o rei da relva, que nunca ninguém havia jogado nesse piso como tu o fizeste. Sim, nem mesmo Sampras, Rod Laver, Bill Tilden ou Björn Borg. É também por isso que há já cinco anos que esperamos que voltes a reinar em Wimbledon. A verdade é que nunca mais o conseguiste fazer, os anos foram passando e a esperança ia esmorecendo…até agora! Sim, Roger, porque agora, aos 35 anos, jogas como se tivesses entrado numa máquina do tempo, como se tivéssemos regressado a 2007, àqueles tempos em que eras praticamente imbatível.
Conhecemos-te há tempo suficiente para saber que tens um dos melhores serviços e uma das melhores pancadas de direita da história do ténis. Conhecemos-te também suficientemente bem para saber que tens o melhor jogo de pés da história da modalidade. Já sabíamos também que o teu volley tem uma consistência impressionante e que, como tal, na rede és uma verdadeira parede para o adversário. O que não conhecíamos ou, pelo menos, o que não sabíamos é que ainda terias a capacidade de te reinventar bem depois dos 30 anos de idade. Começaste com o Sneak Attack By Roger (SABR), um movimento que não está ao alcance de todos e com o qual surpreendeste muitos dos teus adversários na temporada passada. A ideia era encurtar os pontos porque acreditavas que as longas trocas de bolas não te eram benéficas considerando a idade que já tinhas. Porém, nesta temporada voltaste a acreditar em ti, não só na tua técnica mas também na tua capacidade física, e verdadeiramente renasceste.
Roger Federer continuou o seu fantástico início de temporada, juntando o primeiro Masters 1000 do ano ao título conquistado na Austrália, em Janeiro. Foi o quinto título para Federer, em Indian Wells, 25º na categoria Masters 1000 e 90º no total. No caminho para o título, o suíço viu o seu serviço ser quebrado apenas uma vez no torneio inteiro (no primeiro jogo do segundo set da final contra Stan Wawrinka) e não perdeu um único set. Foi uma vitória absolutamente incontestável, que incluiu um novo triunfo – desta vez dominador – contra o seu arqui-rival Rafael Nadal.
Da maneira que Federer tem jogado este ano e com os resultados que já obteve, um assalto ao primeiro lugar do ranking no fim do ano parece, não só possível, como bastante provável; Federer tem sido, de longe, o melhor jogador do ano e não há razões para pensar que não continuará forte. Cabe agora aos seus rivais responderem.
Djokovic e Murray, os dois primeiros do ranking, continuaram as suas temporadas desapontantes e, ainda pior, não vão estar em Miami por lesão, se bem que se espera que estejam de volta para a temporada de terra batida.
Federer não joga apenas contra os seus adversários, mas também contra a história. Os recordes de títulos (109) e vitórias (1254) de Jimmy Connors estão ao seu alcance. Apesar de fazer 36 anos em Agosto, a carreira de Federer não tem fim à vista. O suíço partirá para todos os Grand Slams como um dos principais favoritos, especialmente em Wimbledon.
É preciso recuar até 2001-2002 para descobrir o último Bota de Ouro que actuava no Campeonato Português. De seu nome, Mário Jardel, o brasileiro repetia o feito, mas desta vez com a camisola verde-e-branca, que tinha conseguido em 1998-1999 ao serviço do FC Porto.
Desta vez é Bas Dost que está em busca da glória e da obtenção da Bota de Ouro. Após mais dois golos ao serviço do Sporting Clube de Portugal, o leão holandês está na luta pela liderança nesta época, com 24 golos marcados com a camisola leonina, mais um golo que marcou antes de ingressar nos verde-e-brancos ao serviço do Wolfsburgo. Os dois “tubarões” que tinha à frente, Messi e Aubameyang ficaram atrás do voador holandês que vê o sonho de obter a Bota de Ouro cada vez mais perto. Ainda assim, o astro argentino voltou a marcar e está agora um golo à frente de Bas Dost.
A realçar o factor de que Bas Dost está “apenas” a oito golos de igualar o número de golos que marcou ao serviço do Wolfsburgo nas últimas TRÊS épocas. Desde que chegou ao Sporting, o holandês está agora um jogador mais completo e os “medos” que tinha, de marcar penáltis, com a ajuda do seu treinador, Jorge Jesus, estão ultrapassados e já é o marcador oficial de penáltis do Sporting Clube de Portugal.
Slimani deixou saudades em Alvalade e Dost parecia não ter uma missão fácil em substitui-lo. Mas a verdade é que rapidamente o “holandês voador” conquistou os adeptos verde-e-brancos. Fonte: www.sousporting.com.pt
A aposta em Bas Dost começou logo na sua contratação, sendo o jogador mais caro de sempre na história do Sporting Clube de Portugal, com um custo de dez milhões pela totalidade do passe, mais um montante variável de dois milhões em função de objectivos. O goleador é agora um jogador mais completo e a sua chamada à seleção é uma realidade cada vez mais próxima. Resta saber quanto tempo, ou se a Direção Leonina terá capacidade para aguentar esta máquina de golos que já fez esquecer Islam Slimani.
Havendo pouco mais a ganhar, que venha a Bota de Ouro para os leões!
Bryan Jafet Ruiz González nasceu no dia 18 de Agosto de 1985, em Alajuela, na Costa Rica. Tendo sido, então, no clube da sua “terra”, o Alajuelense, que deu os primeiros passos como jogador de futebol. Foi campeão nacional da Costa Rica por três vezes. Seguiu posteriormente em direcção à Bélgica, para representar o Gent, indo depois em direcção à vizinha Holanda, para jogar no Twente FC, clube onde teve de facto, pela primeira vez, algum destaque e reconhecimento internacional.
E foi precisamente ao serviço do Twente, num jogo contra o Sporting Clube de Portugal, que tive pela primeira vez a oportunidade de observar a sua magnífica capacidade técnica. Nessa mesma época, Ruiz chegou aos 30 golos em 44 jogos, conseguindo dessa forma o seu melhor registo e levantando o troféu de campeão holandês.
Bryan é a grande figura dos “Ticos”, de há muitos anos para cá Fonte: Fifa.com
O costa-riquenho seguiu então, após três épocas, em direcção a terras de sua majestade, para jogar pelo Fulham de Londres, onde acabou por acompanhar o clube em direcção à segunda liga inglesa de futebol, num período menos fulgurante da sua carreira.
Entretanto, Ruiz chamou mais uma vez a atenção de todos os apreciadores de bom futebol durante o Mundial de 2014 no Brasil, onde capitaneou a surpreendente Costa Rica até aos quartos-de-final, tendo sido preponderante na fantástica carreira da sua selecção. Um ano mais tarde foi, então, contratado pelo Sporting Clube de Portugal.
De manhã, já perto da hora de almoço, o Santa Clara preparava-se para receber mais uma equipa B, no estádio de São Miguel, depois da vitória há uma semana frente ao Benfica B. Há apenas dois pontos a separar as equipas Santa Clara e Braga B.
Com as duas equipas a não somarem qualquer derrota em sete jogos já se previa um encontro bastante disputado mas os encarnados dos Açores iriam acabar por alcançar nova vitória para o campeonato, desta feita com uma vitória por 2-0 com golos de Saldanha e João Reis, dando mais um importante passo na luta pela subida.
O Santa Clara entrou cedo a querer dominar a partida, com o primeiro lance de perigo a surgir aos seis minutos de jogo, por Accioly. Um minuto depois, numa boa jogada de combinação pela ala, Rúben Saldanha inaugura o marcador e coloca os da casa em vantagem.
O Santa Clara aproveitou a derrota do Benfica B para ascender ao 4º. lugar Fonte: Facebook Santa Clara
Nos minutos seguintes, esperava-se que o Braga B tivesse mais iniciativa, mas os minhotos não conseguiam ter bola, cometendo muitos erros e não conseguindo ligar o seu jogo.
Por esta altura, o jogo decorria a um ritmo morno, com o Braga B a ter muitas dificuldades para ligar o seu jogo. O Santa Clara ia aproveitando e através de combinações e tabelas conseguia chegar muitas vezes perto da baliza dos minhotos, que continuavam a não conseguir reagir às investidas do clube encarnado. O Santa Clara ia gerindo a partida, perante um Braga que se revelava ineficaz.
Até ao intervalo, o jogo manteve a mesma toada, com a equipa encarnada a ir para os balneários a vencer.
Na segunda metade da partida, o jogo manteve o mesmo ritmo, com o Santa Clara a controlar o jogo e a causar muitas dificuldades à equipa bracarense, principalmente através de lances de bola parada.
Depois dos minutos iniciais com o Santa Clara a ser mais dominador, o Braga ia respondendo, conseguindo ter mais posse de bola, mas o Santa Clara foi mais forte e, ao minuto 24, chega ao segundo golo por intermédio de João Reis em mais uma boa jogada coletiva dos encarnados.
Minutos depois, o Braga B tem uma grande oportunidade para chegar ao golo mas, em cima da linha de golo, Rui Silva corta o lance e evita o golo. Nestes minutos finais do jogo, o Braga B subiu no terreno e começou a acumular oportunidades de perigo, mas sem conseguir chegar ao tão almejado golo.
Até ao final da partida, o Santa Clara ainda conseguiu chegar por algumas vezes perto da baliza dos minhotos mas o jogo iria acabar mesmo nos 2-0, com o Santa Clara a conseguir mais uma vitória frente a uma equipa B, fazendo-se valer da experiência dos seus jogadores e da eficácia dos seus atacantes.
A jornada 29 da Premier League colocou frente a frente duas das melhores equipas da competição e dois dos melhores treinadores do mundo. O terceiro classificado, Manchester City, recebeu o quarto, Liverpool FC, no jogo “cabeça de cartaz” da semana do futebol inglês e importante para a definição do top four da liga inglesa.
Duas equipas com um futebol bastante atacante só podiam perspetivar um grande jogo de futebol com níveis de atração altíssimos, entre a equipa com o melhor ataque da Premier League (Liverpool) e uma das equipas mais virtuosas da competição.
O jogo iniciou-se com ritmo alto, como se “exige” de um jogo do principal escalão do futebol inglês, mas, apesar disso, na primeira meia-hora de jogo foram raras as ocasiões claras de golo protagonizadas por ambas as equipas, destacando-se apenas um remate fortíssimo de David Silva ao lado da baliza de Mignolet, que causou calafrios à equipa de Liverpool, e alguns protestos por parte do Liverpool, num lance em que Mané se isola em direção à baliza e cai na área após uma alegada ação faltosa de Otamendi.
Já na reta final do primeiro tempo viu-se um aumento da intensidade do jogo por parte das duas formações e uma maior capacidade de chegar à baliza contrária com perigo. Se até aos 30 minutos a equipa treinada por Guardiola tinha sido ligeiramente mais perigosa e ofensiva, já a partir desse minuto a de Kloop foi capaz de fustigar a defensiva citizen com ataques perigosos que só não deram em golo devido às boas defesas que Caballero foi fazendo e que o fizeram ser um dos melhores jogadores do City durante a primeira parte.
Nota ainda durante esta primeira metade do encontro para aquela que foi uma das ocasiões mais flagrantes de golo do jogo, na qual após um cruzamento da esquerda Sterling, já em esforço, não conseguiu colocar a bola na baliza escancarada à sua frente.
Aguero marcou o primeiro golo da partida Fonte: Sky Sports
A segunda parte começou com a mesma toada. O Liverpool continuou a ter a maior parte da iniciativa do encontro e passados poucos minutos viu-se ser recompensado com a conquista de uma grande penalidade, cometida por Clichy, que permitiu a Milner (ex-City) marcar o seu sexto golo de grande penalidade na Liga e colocar em vantagem o Liverpool.
Após o golo, pouco se alterou no jogo. O Liverpool não tirou o pé do acelerador e continuou a atacar da mesma forma que até aí fizera.
Apesar disso, foi a equipa adversária a conseguir chegar ao segundo golo do encontro, por intermédio de Agüero. Perto da área do Liverpool, Kevin de Bruyne cruza para o interior desta, onde o argentino empurrra o esférico para o fundo das redes de Mignolet.
O golo trouxe o City para o jogo com outra intensidade, e nos últimos momentos do jogo foram suas as melhores oportunidades para chegar ao segundo golo. No entanto, mais nenhum golo foi marcado e o empate acabou por ser o resultado final.
O Ethiad assitiu a mais um jogo bem disputado desta Premier League, cujo resultado parece completamente justo. Um empate entre duas formações que se anularam no decorrer de todo o encontro e que refletiu o que se passou em campo. O campeão inglês parece estar já decidido, mas ainda se luta e bastante pelas restantes posições da tabela classificativa, que dão acesso às competições europeias mais prestigiantes.
Depois do desaire do SL Benfica na Mata Real, o FC Porto entrou em campo no Dragão com os olhos na liderança. Nuno Espírito Santo apresentou um onze com a toda a artilharia em campo. Já a turma orientada por Couceiro apresentou duas novidades no onze: Thiago Santana e Nené Bonilla.
Os dragões entraram dominantes mas sem conseguir clarificar bem o jogo no último terço do terreno. A defesa do Vitória FC não teve grandes problemas em controlar a ofensiva dos azuis e brancos nos primeiros minutos de jogo, fruto da previsibilidade das movimentações dos dragões. Cumpridos os primeiros minutos de jogo, a equipa de Nuno Espírito Santo começou a mostrar fluidez e a chegar com mais perigo à baliza defendida por Bruno Varela. A primeira grande oportunidade do jogo surgiu aos 19′. Recuperação de Felipe, abertura a rasgar a defesa sadina de Corona para André Silva. O jovem avançado português atrasou para a zona de pénalti onde se encontrava Brahimi, mas o argelino viu o golo negado com um corte em cima da linha de golo de Vasco Fernandes. Quase que se gritava golo nas bancadas lotadas do Dragão. Aos 29′, Marcano elevou-se aos céus e respondeu a um canto batido por Layún com um cabeceamento ao poste. Quatro minutos depois, aos 33, Danilo fez o mais difícil (uma versão Danilo-Messi) e André Silva não concretizou o mais fácil. Grande jogada do número 22 dos Dragões, a cruzar para o segundo poste, onde apareceu Soares. Tiquinho recebeu, olhou e cruzou para o poste mais distante: André Silva, mesmo em cima da linha de golo, cabeceou torto para fora de campo.
Só dava FC Porto no Dragão, com o Vitória FC a dispôr de um único remate fora da área por parte de Santana. Casillas até então tinha sido um espectador. O melhor momento da primeira parte chegou mesmo no seu término. Óliver, finalmente a receber a bola perto da área, fez um cruzamento teleguiado para o poste mais distante onde estava Corona. O mexicano, com toda a classe que lhe assiste, fuzilou as redes defendidas por Bruno Varela sem deixar a bola cair no relvado. Euforia no Dragão uma vez que estava feito o primeiro golo do jogo. O FC Porto ia para o intervalo líder do campeonato.
No início da segunda parte, o Vitória FC entrou mais pressionante mas foi o FC Porto que conseguiu chegar perto da baliza. Com uma excepção no minuto 56: Nuno Pinho assistiu João Carvalho, que meteu a bola por cima de Casillas. Felipe ficou mal no lance e estava lançado um grande balde de água fria para as 50.000 pessoas que se deslocaram ao Dragão. A liderança durou onze minutos.
O FC Porto tentou responder de imediato ao golo dos sadinos com Brahimi em principal destaque. O argelino tentou pelos flancos, pelo meio, fora da área, dentro da área. Enfim, tentou de todas as maneiras e, por isso mesmo, foi o jogador mais inconformado com o resultado. É de realçar três oportunidades de que o FC Porto dispôs na última meia hora de jogo. André Silva cabeceou ao poste aos 66′, Soares cabeceou ao lado depois de um cruzamento de Jota aos 78′ e, já no período de compensação, Tiquinho tentou um remate acrobático dentro da pequena área mas saiu desviado por cima da baliza. É de destacar pela negativa a pouca clarividência de Otávio, Jota ou até de Telles no momento dos cruzamentos ou de tentar meter a bola dentro da área. Faltou mais qualidade na hora do passe.
O resultado não se alterou até ao fim do jogo e, sendo assim, fez com que não houvesse qualquer mexida nos dois primeiros lugares da tabela. Grande desilusão para os milhares que vibraram e apoiaram a equipa até ao fim. Nuno Espírito Santo esteve bem nas alterações que fez: tentou mexer com a equipa e arriscou tudo (até demais) para conseguir evitar o desfecho mais previsível mas a defesa bem organizada do Vitória FC conseguiu manter o empate. Um resultado que só vai sarar na Luz. Vamos, FC Porto!
Num domingo quente, pais e filhos deslocaram-se ao Estádio Santos Pinto para ver a equipa da casa receber o Fafe, antepenúltimo da tabela classificativa. Foram também vários os adeptos que viajaram desde o distrito de Braga para apoiar a sua equipa, que teria de ganhar no terreno – difícil – do Sporting da Covilhã; caso contrário, poderia começar a fazer as malas para abandonar a Segunda Liga. Antes do início do jogo, cumpriu-se um minuto de silêncio pelo sócio número 1 do Sporting da Covilhã, que havia falecido durante a semana.
O Fafe foi o primeiro a mostrar serviço durante o jogo, aproveitando um adormecimento por parte dos serranos para atacar a baliza de Igor, rematando por duas vezes, de forma enquadrada, nos primeiros minutos de jogo.
O Covilhã demorou a entrar em jogo, mas começou a pressionar alto no terreno, permitindo recuperar depressa a bola e deixá-la nos pés dos criativos da equipa, Chaby e Ponde.
Os serranos iam evoluindo cada vez mais no jogo, ameaçando também por algumas vezes a baliza de Ricardo Fernandes. Uma das ocasiões foi proporcionada por Chaby, num remate à meia distância, que o guarda-redes fafense não agarrou à primeira, acabando por criar um instante de aflição à sua equipa.
Na resposta, o Fafe desperdiçou uma grande oportunidade de golo. Digas, depois de um cruzamento do lado direito, falhou inacreditavelmente, rematando ao lado quando estava isolado e de frente para a baliza de Igor.
Numa segunda tentativa, Digas volta a não conseguir marcar, desta vez por mérito de Mike, valendo a rápida intervenção do defesa direito para cortar a jogada do jogador nortenho.
Aos 43 minutos, aconteceu o lance mais polémico do jogo. O árbitro, Pedro Vilaça, assinalou grande penalidade, num lance que deixou grandes dúvidas e que foi bastante contestado pelo Sporting da Covilhã. Nota-se que Igor se faz ao lance e que toca primeiro na bola e só depois em Digas. Para além disto, pareceu que tocou na bola já fora da área. Alan Jr. não se deixou intimidar e converteu com sucesso o primeiro golo do jogo.
Os adeptos do Fafe deslocaram-se em grande número ao reduto do Sporting da Covilhã
Já na segunda parte, o Covilhã voltou a entrar adormecido em jogo, não conseguindo ainda digerir o penálti sofrido nos últimos minutos da primeira parte. Prova disso foram as distracções, as faltas desnecessárias e os muitos passes errados que iam sendo cometidos nos primeiros minutos de jogo.
A primeira vez que conseguiu chegar com algum perigo à baliza da Desportiva foi por Ponde, que, através de um cruzamento/remate, ia surpreendendo Ricardo Fernandes, que, em esforço, defendeu para canto.
O Covilhã acabaria por chegar à igualdade através de bola parada, por Harramiz. Ponde bate um canto do lado esquerdo e o extremo aparece sozinho a cabecear para dentro da baliza. A defesa do Fafe fica mal na fotografia, já que Haramiz não teve qualquer tipo de marcação na altura em que o canto foi batido.
O golo deu alguma confiança à equipa de Filipe Gouveia, que acabou por, na mesma jogada, conseguir desperdiçar três oportunidades, com Onyeka (que entrou ao intervalo para substituir Erivelto), Harramiz e Ponde a tentarem a sua sorte, sendo que o lance acabou por dar canto.
A faltarem cinco minutos para o fim, Marcílio é expulso devido a um erro infantil: recebeu a bola e tentou ultrapassar o adversário, que lhe conseguiu tirar a bola. O defesa esquerdo, ao tentar recuperar o esférico, faz falta e é admoestado com o segundo amarelo e respectivo vermelho.
O Fafe não conseguiu aproveitar a vantagem numérica para se pôr em vantagem, já que o cansaço se fazia notar bastante na equipa do norte. Houve ainda tempo para Chaby, de livre directo, rematar à baliza fafense, com a bola a rasar a barra.
O jogo acabou com um empate que, apesar de justo, em nada ajudou as equipas. O Fafe continua em zona de despromoção e o Covilhã não conseguiu sair do mesmo lugar. A tarefa torna-se cada vez mais difícil – mas não impossível – para os fafenses, que se mantêm no antepenúltimo lugar, em zona de despromoção directa.