Antes de começar a explanar o meu ponto de vista, quero desde já pedir-vos desculpa pelo engano a que este titulo vos induz. Não foi minha intenção, até porque quando pensei neste tema, eu próprio me tinha induzido em erro, talvez ainda pelo trauma de ver um dos nossos extremos a falhar dois golos de baliza aberta num jogo que nos poderia ter garantido o titulo do ano passado.
Pois é, a verdade é que, ao comparar a percentagem de eficácia dos médios e extremos das equipas candidatas ao titulo, os números até nem são assim tão dispares para que possamos considerar esse factor como uma das principais diferenças para que o Sporting tivesse perdido o campeonato do ano passado e estar hoje a dez pontos do primeiro lugar.
Eu tinha a opinião até hoje, ao ver o jogo pelo jogo, que os nossos médios demoravam a incorporar-se no ataque, sendo muito pouco eficazes no momento de finalizar. Não é que isso não aconteça, no entanto os outros dois candidatos não apresentam valores muito melhores para que sejam considerados importantes.
O problema está mais atrás. Nesta época futebolísitica, o problema da equipa de futebol do Sporting está mesmo na defesa, tanto a defender como a atacar. E passo a explicar.
Desde o princípio da época que o FC Porto tem vindo a apresentar uma qualidade futebolística bastante irregular. Tem vindo a alternar jogos bastante satisfatórios com exibições muito pobres. As consequências dessa irregularidade exibicional foram nefastas para o clube, tendo sido eliminado de forma precoce das duas taças nacionais (Taça de Portugal e Taça da Liga). No entanto, há um fator que tem sido decisivo para que o FC Porto se mantenha bem vivo na luta pelo título de campeão nacional e que lhe permitiu ultrapassar a fase de grupos da mais importante competição de clubes do mundo (Liga dos Campeões) mesmo sem o brilhantismo esperado e exigido dada a teórica facilidade do grupo no qual estava inserido. Falo da consistência defensiva que a equipa tem apresentado. Tem sido a chave e o pilar do sucesso do clube, tal como se comprovou no passado sábado, e será fator determinante numa possível conquista no final da temporada.
Por esta razão, e porque o FC Porto sempre foi uma das melhores escolas de centrais a nível europeu (tanto a formar jovens portugueses, como a moldar estrangeiros contratados), considero pertinente elaborar um Top 10 de jogadores que desempenharam essa função ao serviço do clube. Para uma melhor avaliação e apreciação dos jogadores decidi incluir apenas jogadores que tenham representado o FC Porto no presente século e, como tal, algumas lendas como, por exemplo, Aloísio (estrangeiro com mais jogos pelo clube) não estarão presentes na lista.
A formação é um dos temas mais importantes no que diz respeito ao futebol. Os clubes não dependem apenas e só das contratações que fazem e ter uma formação consistente e bem estruturada garante uma equipa com uma identidade e com jogadores que já estão conscientes da filosofia da equipa a que pertencem, vide o caso do Barcelona de Guardiola que tinha na sua base inúmeros jogadores da formação.
Nos últimos anos, em Portugal, tem surgido vários jogadores vindos da formação. A formação tem ganho cada vez mais importância na constituição dos planteís das equipas nacionais, que se viram sem grandes rendimentos para contratar jogadores estrangeiros. Prova disso, é o facto de terem surgido várias equipas B, deste o Vitória de Guimarães, ao Braga, ao Marítimo, para além, claro, dos três grandes.
Com isto, têm surgido vários jogadores, vindos de clube de menor dimensão, na ribalta do futebol nacional.São vários os jogadores que subiram a pulso na carreira, vindo de patamares inferiores até atingir maior notoriedade.
Neste artigo, escolhi aqueles que mais se destacaram nos últimos anos. São muitos os casos encontrados mas foram estes que me saltaram à vista.
A Allianz Arena foi o palco da primeira mão dos oitavos final da liga dos campeões entre o Bayern e o Arsenal. Com ambas as equipas na máxima força, Arsène Wenger optou por fazer uma troca na baliza londrina optando por Ospina ao invés de Cech. De qualquer das formas, a equipa favorita para este jogo era a equipa da casa, mas sempre atenta a eventuais contra-ataques do emblema inglês.
A partida começou bem para o Bayern, que logo nos dez minutos iniciais chegou ao 1-0 através de um remate colocado de Robben. O holandês executou o seu movimento habitual de conduzir a bola para zonas interiores do campo de onde disparou um míssil para dentro da baliza dos “Gunners”. Até à meia hora do encontro, o Arsenal teve muitas dificuldades em chegar perto da baliza da baliza contrária, e a única vez que chegou com perigo foi através de um livre à entrada de área de Ozil. O alemão bateu forte, e Neuer sentiu bastantes dificuldades para encaixar o esférico. No lance posterior deste, o árbitro marca uma grande penalidade a favor dos visitantes que Alexis Sanchez, na recarga, aproveita para igualar a partida.
Perto do intervalo, assistíamos a um Bayern mais possante da bola e em busca de nova vantagem no marcador. No entanto, o Arsenal foi a equipa que causou o lance de maior perigo através de um remate à entrada de área de Xhaka. As equipas foram para o intervalo equilibradas em número de oportunidades de golo, mas foi o emblema alemão o dono do esférico durante todo o primeiro tempo.
Já no segundo tempo, assistimos a um total domínio bávaro. Dos 53’ aos 63’ foram dez minutos de terror para a equipa inglesa. O bayern marcou três golos, mas podia ter marcado mais. O 2-1 chegou através de um cabeceamento de Lewandoski, e logo a seguir Thiago Alcantara fez novo golo depois de um passe fantástico do atacante polaco. De cima do quarto de hora, Thiago bisa na partida através de um remate de fora de área e amplia o resultado para 4-1.
O Arsenal esteve durante toda a segunda parte desnorteado e sem conseguir jogar o seu futebol. Os lances de perigo para os “gunners” surgiram com bastante facilidade e só não sofriam mais golos porque Ospina impedia com bastantes dificuldades e esforço. Já nos cinco minutos finais Muller, que entrou para o lugar de Lewandoski, com bastante calma fechou o resultado em 5-1.
Com esta vitória, e a praticar o mesmo futebol que praticou hoje, o Bayern Munique seguirá sem dificuldades para os quartos-final da prova, e assume-se novamente como a equipa favorita para levantar o troféu na final.
Com a aproximação de um dos fins de semana mais adorados, é importante ver quais as principais diferenças entre a conferência dos Campeões e o Oeste Selvagem. Ninguém fica indiferente ao All Star Weekend, mesmo que não se seja apreciador da NBA, é difícil não ficar colado ao ecrã durante o concurso de afundanços e de triplos e, até mesmo, durante o jogo dos melhores de cada conferência.
Mais recente que a Este, a conferência Oeste é, desde que Michael Jordan se retirou, de longe, a mais forte. As franquias do lado do Altlântico venceram, desde 1998, seis campeonatos, enquanto as opostas venceram o dobro. Se olharmos para as classificações, podemos ainda observar que, até ao quarto classificado, o Oeste tem uma prestação claramente superior ao Este e, assim sendo, é legítimo dizer que os primeiros são claramente mais fortes. Apesar da tendência de superioridade ter vindo a desaparecer, o Wild West continua à frente do lado dos atuais campeões. 88913 (oitenta e oito mil, novecentos e treze) contra 86914 (oitenta e seis mil, novecentos e catorze): estes são os números de pontos marcados, até ao momento, por cada conferência. Temos, novamente, uma clara superioridade – que só podia ser oriunda do Oeste.
Sempre me entusiasmou mais a Conferência Ocidental, não só pela competitividade, como pelas franquias e seus respetivos jogadores. É impossível não ficar rendido quando o cinco inicial do Oeste para o All Star Game é composto por Stephen Curry, Anthony Davis, James Harden, Kevin Durant e Kawhi Leonard. Nada contra LeBron James, Kyrie Irving, Giannis Antetokounmpo, Jimmy Butler e DeRozan, mas…
Os cincos iniciais Fonte: globo
Julgo que a qualidade presente em cada uma das equipas (tanto iniciais como no banco) é estrondosa e dará origem a uma noite memorável, mas é provado diariamente quem são, realmente, os melhores. No banco da equipa que vestirá de vermelho, estará um dos favoritos a MVP deste ano: Russell Westbrook. Se isto não é sinal de equilíbrio qualitativo, nada o é.
Se é fantástico ver jogos entre as melhores equipas de Conferências opostas, mais fantástico é ver um jogo entre os melhores dos melhores de cada uma. E se é maravilhoso ver a rivalidade entre os melhores de cada Conferência, maravilhoso será vê-los com a mesma camisola, a jogar lado a lado. Sem querer entrar em previsões ou antevisões, empolga-me imaginar Kevin Durant lado a lado com Westbrook, uma vez mais.
Num Este vs Oeste, onde em tudo o Oeste ganha, não haverá rode(i)os. O melhor cinco vence dentro de campo e todos os adeptos ganham quando a buzina soa.
O Santiago Bernabéu vestiu-se de gala, esta quarta, para receber o jogo do segundo dia dos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde se defrontaram o campeão em título Real Madrid CF, que procura conseguir este ano o que nunca um clube conseguiu na Liga dos Campeões no atual formato – repetir o título da época passada –, e o Napoli, vencedor do grupo do Benfica e com reais capacidades de colocar dificuldades aos comandados de Zidane.
Pode dizer-se que o jogo começou com o Real Madrid ao ataque e a criar perigo logo no primeiro lance do jogo,o que poderia ter dado em golo, não fosse a defesa de Reina, que viu, nos minutos seguintes, a equipa adversária instalar-se por completo no seu meio-campo.
Mas o Napoli, com jogadores de grande qualidade e com grande velocidade de execução, principalmente na frente de ataque, começou à procura do golo através dos seus alas venenosos Insigne a Mertens, e acabou por consegui-lo através do italiano, que beneficiou do espaço concedido pelos defesas Varane e Sergio Ramos para rematar para o fundo da rede, aproveitando a desconcentração de Navas que não estava, de todo, bem posicionado. O Napoli via-se, agora, em vantagem no marcador, mas, com certeza, esperava que o Real viesse com tudo para o ataque de maneira a empatar o mais cedo possível.
Os merengues construíam os seus ataques com processos bastante simples e rápidos que lhes permitiam chegar com facilidade à área adversária. Tamanha foi essa facilidade que, aos 18 minutos, após um passe longo de Kroos, James serve Carvajal para este, com um belo cruzamento de trivela, a servir na área Benzema que, com a cabeça, empatou o jogo, num momento chave, em que o Napoli estava a começar a incomodar com mais intensidade, com os seus ataques rápidos e organizados, a equipa do Real Madrid. Após o golo, esse incómodo foi diminuindo e o Napoli foi deixando de criar grande perigo, salvo algumas tentativas de ataque inconsequentes, permitindo aos espanhóis dominar o jogo até ao intervalo, e criando mais oportunidades de golo, entre as quais uma bola ao poste de Benzema.
No início da segunda parte, manteve-se a toada da segunda metade da primeira, com o Real a continuar por cima no jogo e a chegar mesmo ao golo da vantagem, depois de Cristiano Ronaldo ter conduzido a bola até à área do Napoli, onde cruzou atrasado para Kroos que, com grande precisão, finalizou sem dar chances a Reina. Apesar do golo, o destaque deve ir para o excelente trabalho de Cristiano na jogada, que sentou um defesa napolitano para servir o alemão depois de uma excelente corrida até à linha final.
Poucos minutos depois, chegou o terceiro do Real. Num lance na área do Napoli, a bola sobra para Casemiro que, com um potentíssimo remate, sem deixar a bola tocar no chão, faz aquele que viria a ser o golo da noite. Que grande remate, cheio de intenção! O jogo era, nesse momento, do Real Madrid.
O jogo prosseguiu praticamente ao mesmo ritmo: Real Madrid a dominar e o Napoli a tentar chegar ao ataque com perigo, o que chegou a acontecer com um pouco mais de frequência comparando com a primeira parte, tendo, até, sido anulado um golo a Callejón. Esta siuação justifica-se com a necessidade dos italianos conseguirem um resultado menos negativo para a segunda mão em Nápoles.
O Real Madrid consegue, assim, ir para a segunda mão com uma vantagem razoavelmente confortável, olhando para os desafios que lhes esperam no San Paolo, onde o Napoli é perfeitamente capaz de vencer por dois golos a qualquer equipa. Todo cuidado será pouco, portanto, para a equipa de Madrid, que, apesar disso, contará com a grande qualidade dos seus jogadores para se assumir como favorita em qualquer jogo da liga milionária, tendo em conta o passado recente e a experiência da equipa na prova. Será necessária uma grande surpresa para o Napoli impedir o Real de seguir em frente rumo aos quartos de final.
Hoje escrevo-vos sobre uma modalidade que precisa de maior destaque no Universo Benfiquista. Um campeonato exemplar e a pressão pela conquista do terceiro titulo nacional consecutivo fazem da equipa principal de Hóquei Patins Masculino o objeto de estudo de hoje.
O clube da Luz, orientado atualmente por Pedro Nunes, conquistou o titulo de campeão nacional nos últimos 2 anos e na época anterior finalizou a época com 74 pontos, tantos como o vencedor Valongo e terceiro classificado FC Porto. Sendo assim, esta presente época precisa de ser a prova que os encarnados querem ser os “senhores/donos” desta modalidade. O arranque de época nem começou bem para nós: na supertaça António Livramento realizada no pavilhão desportivo da Mealhada, o Benfica saiu derrotado do duelo frente aos Dragões por 13-7. Contudo, desde aí e analisando apenas o campeonato, o Benfica está a concretizar um ano quase perfeito. Em 13 partidas realizadas, a equipa das águias conta apenas 1 derrota e 12 vitórias. O resultado nada positivo aconteceu agora em janeiro, na deslocação ao ringue do Oliveirense, onde o Benfica marcou 2 golos contra os 4 da equipa da casa. Tirando esse descuido, o Benfica só sabe o que é vencer, inclusive, frente ao FC Porto, por 8-4 na primeira partida de 2017.
Analisando de uma forma rápida a restante classificação, o Benfica lidera com 2 pontos a mais que os Dragões e com 3 a mais que o Oliveirense. Na quarta posição, e a 8 pontos do clube da luz, está a equipa do Sporting Clube de Portugal. O campeonato vai agora a meio e iniciou-se agora, no último sábado, a segunda volta da corrida ao titulo nacional.
Nicolia continua a brilhar de águia ao peito Fonte: SL Benfica
O plantel dos encarnados é uma mistura de juventude com jogadores experientes onde se continua a evidenciar a qualidade de jogo de dois elementos importantíssimos: Valter Neves, o defesa numero 2 e com 34 anos em cima do corpo, é uma das principais vozes do balneário e responsável muitas vezes pelo Benfica ter a quarta melhor defesa do campeonato. O internacional português veste a camisola do Benfica desde 2002 depois de ter realizado a sua formação ao serviço do Paço de Arcos e do Alverca. Podemos assim dizer que o já veterano jogador é uma das caras do clube da luz. O segundo nome a referir como experiente é Carlos Nicola. O avançado argentino de 31 anos é jogador do Benfica desde 2014, tendo chegado ao clube após uma longa carreira em Itália ao serviço do Valdagno. O numero 5 da equipa da luz é também uma das referências da seleção argentina.
Além da equipa principal, fazem parte dos quadros da equipa encarnada sete jovens que no inicio da época foram emprestados. Estes jogadores, todos português, iniciaram a época às ordens do técnico Pedro Nunes, mas por falta de oportunidades na equipa, rumaram a outros clubes por empréstimo até ao final da época.
Prevendo o que se espera o resto do campeonato, o Benfica não terá tarefa fácil. A intensa luta pelo titulo com o Porto logo perto dos “calcanhares” do clube da luz, o Oliveirense a mostrar que também está a investir tudo nesta época e um Sporting a não desistir de lutar pelo objetivo nacional. O Benfica, mesmo tendo feito uma primeira volta exemplar, não se pode esquecer que perdeu pontos quando menos esperava e que qualquer deslize agora será alarmante visto o Porto estar a quatro pontos e o Oliveirense a apenas três.
Duas jornadas depois do último jogo em Coimbra, a Académica matou as saudades de casa da melhor forma possível. Para além da “habitual” vitória (oitava consecutiva no seu reduto), ganhou terreno na perseguição aos lugares de subida, diminuindo em 2 pontos a distância para o segundo lugar.
O adversário não era o melhor para que o reencontro com Coimbra decorresse da melhor maneira (o Covilhã não perdia fora de portas há 4 meses e meio) mas a fortaleza da Briosa protegeu os estudantes.
O Covilhã, ainda que condicionado por ausências de última hora, conseguiu controlar os primeiros momentos do jogo, fechando as vias de acesso com boa organização defensiva.
Isto resultou num jogo bastante fechado, com a bola a circular longe da ambas as balizas. Porém, um lance de bola parada, primeiro, e uma imprudência, depois, viriam a condicionar a estratégia dos serranos.
A bola parada esteve na origem do golo da Académica. Leandro surpreendeu a defesa do Covilhã, preferindo lançar Kaka a bater direto, e o brasileiro, já na área, procurou Rui Miguel e este ganhou um ressalto que o colocou, ainda que em esforço, na cara do golo. Não desperdiçou.
A imprudência coube a Sambinha. Estreado a titular, o guineense, após sair a jogar e já amarelado, perde a bola e entra de forma agressiva sobre Correia. Levou o segundo amarelo e foi expulso. O Covilhã foi para os balneários com uma dupla contrariedade.
No segundo tempo, Filipe Gouveia tirou o ponta-de-lança Erivelto e colocou Zarabi para o eixo da defesa, adiantando Chaby. Esta alteração trouxe frutos, com o Covilhã a apresentar-se mais solto no ataque. Mas Chaby, isolado, não conseguiu tirar finalizar da melhor maneira.
O jogo, com o passar do tempo e algumas alterações (como a entrada de Nuno Piloto para o lugar de Ki), regressou à calmaria em que se encontrava antes e apesar de o Covilhã demonstrar convicção em inverter o resultado, estava já algo limitado.
A Académica conseguiu sossegar o jogo, esperar o risco do adversário e, quando houvesse oportunidade, tentar ampliar a vantagem. Conseguiu-o. O recém-entrado Tom Tavares, numa excelente combinação com Traquina, isolou-se e fuzilou Igor Rodrigues. 2-0 aos 80 minutos.
Tudo resolvido. A Briosa cimentava, com mais três pontos, a fortaleza em que se está a tornar o seu estádio, mantendo alta perseguição aos lugares de subida.
O Covilhã, condicionado (pelas expulsões e pela falta de controlo de Sambinha), fez o que pode, mas regressa à serra, quatro meses e meio depois, sem pontos.
O futebol croata no Pós-guerra. Os Balcãs sempre foram uma zona do globo marcada por profundos conflitos étnicos. A história do futebol croata confunde-se com a do próprio país.
A década de 80 foi assolada por uma grave crise política e económica, e os movimentos nacionalistas começaram a ganhar terreno.
As repúblicas que formavam a antiga Iugoslávia começavam então a manifestar um forte desejo de maior autonomia, o que redundou na Guerra da Jugoslávia (composta na altura composta pela Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedónia, Montenegro, e Sérvia, não esquecendo o Kosovo e Voivodina).
Assim, e no seguimento da desintegração da Jugoslávia, a Croácia declarou em Junho de 1991 a sua independência e realizaram-se eleições presidenciais. A Liga de Futebol Croata pós guerra teve assim a sua primeira edição na época de 1991/1992.
Desde então, o Dynamo Zagreb detém a hegemonia e domínio do futebol croata, averbando 18 títulos de campeão nacional (os últimos 11 consecutivos), sendo que o seu principal rival Hadjuk Split conta com 6 campeonatos, o último dos quais na época de 04/05. Apenas o NK Zagreb em 01/02 intrometeu-se na luta pelo título entre os dois principais clubes croatas.
A Liga principal conta somente 12 clubes, sendo que o campeão apura-se para a Pré- eliminatória da Liga dos Campeões, e o Vice-campeão disputa o Play-off da Liga Europa. O campeonato é muito pouco competitivo, mas a Croácia sempre deu ao mundo do futebol brilhantes jogadores, posicionando-se, sem sombra para dúvidas, como a selecção mais forte dos Balcãs.
Se a nível de selecções a Croácia tem estando presente nos últimos Mundiais e Europeus, com destaque para o excelente 3º lugar no Mundial de França 98, a verdade é que a nível de clubes os seus principais emblemas não têm qualquer tradição nas provas da UEFA, registando-se apenas um título do Dynamo Zagreb na Taça das Cidades com Feira (prova não organizada pela UEFA) em 1967, prova que antecedeu a Taça UEFA, actual Liga Europa.
Falava há poucos dias com um familiar e referia ele que Iván Marcano não era tão mau como queriam fazer parecer mas não é, também, o melhor central que passou pelo FC Porto.
Na minha opinião, um central tem de ser sempre avaliado com o seu parceiro no centro da defesa (ou parceiros). E, com a chegada de Felipe, Marcano melhorou, em muito, o seu rendimento desportivo, estando a ser falado que pode ser convocado para a seleção espanhola, um prémio mais do que justo pela temporada que tem estado a efetuar.
Não é o típico jogador de futebol da atualidade, com imensas partilhas no Instagram, no Facebook, com frases constantes de #SomosPorto ou #AzulEBrancoÉOCoração nem nada do género. É um jogador pacato, simples e essa mesma tranquilidade tem sido reconhecida em campo, envergando também a braçadeira de capitão em diversos jogos da presente temporada.
Contra o Vitória Sport Clube, mais uma exibição de classe por parte do espanhol oriundo do Rubin Kazan na era de Lopetegui. Desarmes limpos, sentido posicional muito forte, impecável no jogo aéreo e isso traduziu-se na ausência de remates à baliza de Casillas por parte dos vimaranenses.
Marcano é um dos esteios defensivos deste FC Porto Fonte: FC Porto
Segundo estatísticas oficiais, no jogo do passado sábado, Marcano ganhou 100% dos seus duelos aéreos, 12 ações defensivas, o que o fez o jogador mais interventivo no aspeto defensivo do jogo. Também, neste campeonato, conta com 4 golos, logo, para além da eficácia defensiva, também contribui para o aspeto ofensivo do golo.
Um jogador que transmite calma, tranquilidade e que joga sem comprometer os companheiros de equipam tendo-se tornado um dos titularíssimos dos azuis e brancos, denotando o seu crescimento de uma época para a outra e que também é uma das razões para o bom equilíbrio defensivo dos azuis e brancos.