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Burnley FC: ‘Sweet’ Turf Moor

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Cabeçalho Liga Inglesa

Minuto 90: Courtouis, depois de um ataque inconsequente do Burnley, atira a bola para a bancada. O esférico fica no telhado do estádio e, lentamente, vai descendo e chega ao relvado. Sem o contributo de apanha-bolas. É um pouco a magia de Turf Moor. O estádio do Burnley que tem sido um aliado fortíssimo. Os treinadores costumam negar as diferentes personalidades de uma equipa mas, neste caso, não há como fugir: o Burnley está a fazer um campeonato tranquilo e o principal culpado é o seu estádio.

Se algum dia estivermos à procura de uma definição sobre o que é, ou o que era – o futebol globalizou-se e perdeu identidades – o futebol inglês, esta equipa do Burneley pode servir de exemplo. Equipa compacta, forte fisicamente e aposta no kick and rush. É claro que o processo ofensivo da equipa não se resume a isso pois, em alguns momentos, a equipa também sabe ter bola no chão.

Os comandados de Sean Dyche – treinador duro e que procura sempre que a sua equipa se mantenha ao seu estilo – têm sido um osso duro de roer… em casa. O comportamento da equipa fora de casa é frágil. As individualidades não fazem a diferença, ainda que, inseridas num determinado contexto, podem ser eficientes. Keane dá segurança defensiva, Barton, patinho-feio, dá consistência ao meio-campo e, na frente, três avançados fortes (Gray, Barnes e Vokes). Brady, recente reforço, mostrou frente ao Chelsea para aquilo que vem: ser decisivo.

O futebol mudou, e muito nos últimos tempos. As identidades dos diferentes campeonatos ficaram desvirtuadas e, aquilo que há décadas era uma coisa, hoje em dia, em Inglaterra é outra. O futebol britânico está cheio de diferentes influências mas, no meio de tantas e boas ideias vindas de diferentes cantos do mundo futebolístico, ficamos com esta proposta mais clássica. Sabe sempre bem.

Foto de capa: Burnley FC

Uma Vecchia Signora bem astuta

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fc porto cabeçalho

Esta é uma antevisão que eu sempre quis evitar fazer, não por não gostar de escrever sobre as equipas em questão, mas porque a Juventus FC e o FC Porto são os dois clubes do meu coração, embora o FCP tenha um lugar maior no mesmo. O coração não está dividido perfeitamente, mas uma coisa é certa: se o FCP passar não vou ficar totalmente feliz. Falemos primeiro da Juventus pois os adeptos estão mais por dentro do que é o FC Porto no atual momento.

A Juventus atual é sem duvida algo já muito parecido com a equipa que era antes da sua despromoção: um colosso do futebol europeu. Dito isso não será nada fácil para o FCP levar a equipa italiana de vencida. Contudo desde que o ano novo entrou a equipa italiana baixou um pouco o seu desempenho, tendo isso inclusive custado uma derrota diante a Fiorentina de Paulo Sousa no que diz respeito à Serie A. Em 7 jogos, marcou 15 golos e sofreu 3, quatro dos golos que marcou foram de bola parada. Tem uma precisão de 44% no remate e criou 62 ocasiões de perigo. Tem uma média de posse de bola de 54% e uma precisão de passe em torno dos 85%. Os italianos ganharam ainda uma percentagem de 50% dos duelos e acumularam uma média de 40 ações defensivas por jogo. O que é que isto nos diz? Diz-nos que a Vecchia Signora é uma equipa madura no que diz respeito ao seu futebol, que defende muito bem e que é mortífera no ataque.

Fonte: Juventus FC
Fonte: Juventus FC

Uma coisa muito importante que os dados escondem é a importância que o meio campo tem para a Juventus, pois lá reside a razão nuclear dos números. A Juventus possui um meio-campo verdadeiramente raro, pois os jogadores que o compõem tem tanto impacto a atacar como a defender e é esse equilíbrio que permite à Juventus os números apresentados. Além disso a equipa demonstra uma versatilidade tática fora do vulgar, sendo capaz de alternar entre o 4-2-3-1 e o 3-5-2 a seu bel prazer, devido à versatilidade dos seus defesas e médios, como Asamoah e Lichesteiner.

O que é que isso permite? Permite que a equipa comece o jogo num 4-2-3-1, que permite dominar com bola, e depois, quando em posição de vantagem, alterne para o seu 3-5-2 para explorar confortavelmente o contra-ataque. Esse é verdadeiramente o ás na manga da Juventus e é isso que o FCP precisa de impedir, pois a Juventus é forte com bola, mas é mortífera a contra-atacar com espaço. Afinal de contas estes contam com Higuaín e Dybala. É muito importante não esquecer o segundo, pois quando as equipas se obcecam em marcar o primeiro deixam o espaço que Dybala tanto adora e nessas condições o “novo Messi” como já lhe chamaram em Itália é devastador.

Fonte: Juventus FC

WPT com selo de qualidade português

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Cabeçalho modalidadesA temporada, que tem início no final de Março e termina em Dezembro, contará, em 2017, com 16 provas masculinas e 12 femininas.

Portugal já se movia no WPT, na categoria Challenger, com o Lisboa Challenger 2016, que teve lugar no Clube VII, em Lisboa, e onde foi possível ver em acção alguns excelentes jogadores de Padel, a disputar o circuito mundial. Portugal garantiu duas duplas no quadro principal: Diogo Rocha/João Bastos e Vasco Pascoal/Miguel Oliveira, que entraram no quadro como lucky losers. Apesar da histórica prestação portuguesa, o torneio foi vencido pelos primeiros cabeças de série, os espanhóis Matías Marina Artuso e Alejandro Ruiz Granados, que confirmaram o favoritismo, derrotando, na final, Rúben Rivera Serra e José Antonio Diestro.

Em 2017, confirma-se, segundo informação divulgada pela página World Padel Tour, que continuaremos a ver Padel de alto nível em solo português: será mantido o Lisboa Challenger, que caminha para a segunda edição, e Portugal avançará para a categoria Masters (a mais alta categoria de torneios do calendário internacional), com o Portugal Master.

Marca na agenda…
O Lisboa Challenger será disputado entre os dias 22 e 28 de Maio, no Clube VII, sendo jogado em femininos e masculinos. Já o Portugal Master preenche os dias entre 18 e 24 de Setembro, em local a designar, jogando-se apenas na categoria masculina.

Calendário do circuito mundial de 2017 Fonte: WPT
Calendário do circuito mundial de 2017
Fonte: WPT

É sabido, por declarações das duplas portuguesas presentes no Lisboa Challenger 2016, que jogar “em casa” tem um sabor especial. Ter o apoio da família, dos amigos, dos fãs portugueses, que, apesar de quererem ver os seus ídolos mundiais, torcem pela vitória das duplas nacionais. O orgulho, a motivação e a dimensão emocional tomam conta dos atletas portugueses, que dizem sentir uma energia extraordinária, vinda das bancadas, diferente dos outros torneios que disputam.

A presença de Portugal no circuito mundial, com duas provas, uma delas na categoria mais alta, é, sem dúvida, um grande passo para dinamizar e dar a conhecer o Padel nacional, mas sobretudo para dar a conhecer aos portugueses o Padel mundial: a qualidade dos jogadores de topo, a exigência e a mentalidade que os move. Nós, não praticantes, teremos oportunidade de ver excelentes jogos de Padel, os jogadores portugueses terão oportunidade de ler o jogo dos grandes nomes do Padel, aprender com eles e continuar a lutar pela presença em lugares mais altos no ranking.

Confesso a minha grande curiosidade sobre o modo como estes dois eventos serão promovidos pela organização. Penso que, por vezes, muito do fracasso de alguns eventos desportivos das modalidades em Portugal se prende com problemas de comunicação e promoção. É verdade que a paixão pelo futebol está completamente enraizada na cabeça e, sobretudo, no coração dos portugueses; mas há muito valor nas modalidades, muitos atletas capazes de conquistas e sucesso. O Padel português, enquanto modalidade em crescimento, tem que aproveitar esta oportunidade e saber autopromover-se.

Há, na minha opinião, condições para o sucesso destes dois eventos, tudo dependerá da forma como forem explorados e geridos, no que toca, acima de tudo, à comunicação. É preciso fazer o break point e contrariar a tendência para a subvalorização das modalidades em Portugal!

Foto de capa: Federação Portuguesa de Padel

FC Porto 4-0 CD Tondela: Na fortaleza o dragão é rei

fc porto cabeçalho

Sexta vitória seguida dos azuis e brancos no regresso a casa e segundo jogo consecutivo sem sofrer golos. Nuno Espírito Santo geriu a condição física de Danilo e Brahimi e a equipa começou por ressentir-se. Golo perto do intervalo e expulsão de Osório foram determinantes para a conquista dos três pontos. Rúben Neves levantou o estádio com um golão e Soares voltou a ser fixe…

Perante a necessidade imperiosa de conquistar três pontos e ascender, pelo menos temporariamente, ao topo da classificação, o FC Porto entrou em campo com o objetivo claro de marcar cedo e arrumar com a partida o mais rápido possível. Um excelente cabeceamento de Soares, logo aos 3 minutos, para uma não menos espetacular defesa de Cláudio Ramos, parecia indicar que a concretização destas previsões seriam apenas uma questão de minutos. Puro engano. Mas vamos ao princípio. Nuno não queria ninguém a pensar na Juventus sem que este desafio estivesse ultrapassado, mas ele próprio acabou por deixar Danilo e Brahimi no banco, fazendo regressar Otávio ao onze e permitindo que André André repetisse os 90 minutos. Alterações cirúrgicas que, no entanto, colocaram algumas dificuldades à equipa, que demorou algum tempo a encontrar-se.

Com isto, depois do tal cabeceamento de Soares, as oportunidades de golo para os dragões foram escassas e as saídas rápidas dos beirões para o ataque faziam os adeptos suspirar por Danilo. Sem o internacional português em campo os dragões sentiram dificuldades em matar, logo à raiz, os ataques dos visitantes sem que isso significasse, contudo, qualquer tipo de calafrio para a baliza de Casillas. Pepa cumpriu o que havia prometido na antevisão e montou o seu Tondela com base numa boa organização defensiva e um planeamento criterioso de ataques rápidos, bem secados pela dupla de centrais portista. Ainda assim, tanto Marcano como Felipe foram admoestados com a cartolina amarela e, no caso do brasileiro, isso significa uma ausência na visita da próxima jornada ao Estádio do Bessa. A falta de ritmo competitivo de Otávio e de Ruben Neves foram, também, fatores decisivos para a primeira parte menos conseguida dos azuis e brancos.

Mas já aos 42 minutos, Soares cava uma falta na grande área dos tondelenses, permitindo que André Silva saísse da seca de golos e evitando, assim, sobressaltos para a segunda parte. A expulsão de Osório, dois minutos depois, acentuou ainda mais o fosso entre as duas equipas e os portistas tinham, enfim, via aberta para confirmarem, na segunda parte, um triunfo fácil.

Nuno geriu a condição física de alguns jogadores Fonte: FC Porto
Nuno geriu a condição física de alguns jogadores
Fonte: FC Porto

Essa confirmação veio, pois, a “confirmar-se”. Não sem antes os dragões desperdiçarem, de forma quase escandalosa, três oportunidades claríssimas de golo. Primeiro Soares, depois André Silva e ainda Otávio, todos com a baliza escancarada, não conseguiram ampliar a vantagem. Teve, então, de ser Ruben Neves, no regresso à competição, a mostrar como se faz. O miúdo irritou-se com tamanho desperdício e encheu o pé direito para arrumar com as esperanças do Tondela. Um grande golo, do meio da rua, sem hipóteses para Claudio Ramos. A partir daqui, e já sem que os homens de Pepa esboçassem qualquer tipo de reação, Nuno aproveitou para continuar a sua gestão.

Tirou Soares, que um minuto antes havia reforçado o seu estatuto de reforço com mais um belo golo, o terceiro da partida e o seu quarto da conta pessoal desde que chegou ao Dragão, e colocou Jota, que haveria de fechar a contagem, no último minuto, com um golo bonito após boa combinação com Óliver (substituiu Otávio) e André Silva. Estava feito o resultado. Agora, resta aos dragões esperarem por aquilo que fará o Benfica, no domingo, em Braga.

As Voltas de Carrillo

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“Carrillo titular”. Duas palavras que, na última jornada da Liga NOS, deixaram muitos Benfiquistas reticentes sobre a escolha de Rui Vitória. O Benfica enfrentava o Arouca, na Luz, e, para ocupar o lugar libertado por Salvio, lesionado, uns pediam Cervi, outros pediam Rafa. O extremo peruano, quase sempre no banco, dava poucas garantias. Desde o início da época, apenas duas vezes tinha jogado os 90 minutos, contra o Vizela (Taça CTT) e contra o Leixões (Taça de Portugal), e só em oito tinha feito parte do 11 inicial.

Esta tem sido uma época um tanto instável para o jogador de 25 anos, que, para além da concorrência com Cervi e Rafa, conta ainda com a de Zivkovic, que se tem afirmado no plantel. Carrillo vinha sendo um suplente no banco, com dificuldades em adaptar-se ao sistema de jogo.

Carrillo marcou frente ao Arouca Fonte: SL Benfica
Carrillo marcou frente ao Arouca
Fonte: SL Benfica

No entanto, o camisola 15 chegou, viu e venceu! Contra todas as expectativas, fez o melhor jogo ao serviço das águias e foi considerado o Homem do Jogo. E foi merecedor desse galardão. Mostrou inteligência nos momentos decisivos, não resolvendo precipitadamente, desequilibrou bastante e fechou bem o flanco. Pensou muito bem o jogo e ainda marcou um golo de grande nota artística, resultante de uma jogada irrepreensível. Resumindo, o extremo justificou a confiança de Rui Vitória, e deixou os adeptos satisfeitos, que, depois de várias semanas de contestação às suas prestações, deram a mão à palmatória.

E o jogador convenceu tão bem que, no último jogo do Benfica, frente ao Borussia Dortmund, a contar para os oitavos-de-final da Champions League, voltou a constar no 11 inicial, mas fez uma partida mais apagada e acabou por ser substituído ao intervalo.

Carrillo é um jogador que tem tudo para ainda dar alegrias aos Benfiquistas. O seu crescimento gradual desde que chegou à Luz é visível, e, tendo em conta o período que se encontrou sem jogar no Sporting, o ritmo baixou e agora o sistema de jogo é outro. O talento está lá. E vai-se destacando por algumas características importantes: entrega e vontade de jogar e de progredir. Precisa apenas de tempo para consegui-lo e, depois, talvez, afirmar-se. Forte no 1×1 (para mim, o melhor extremo do plantel, nesse aspeto) e com grande velocidade, vai recuperando o ritmo competitivo. Se continuar assim, pode ser uma peça importante nesta segunda volta do campeonato, que ainda fará correr muita tinta. Dêem tempo ao tempo e ele acabará por ganhar espaço e mostrar o que vale. Pelo menos, assim espero.

A magia e a importância histórica do All Star Weekend

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Cabeçalho modalidadesTodos os anos em fevereiro, por três noites consecutivas, as rivalidades são esquecidas, a competição passa para segundo plano e todas as atenções são centradas na promoção do basquetebol e no entretenimento dos adeptos. Quem assiste ao All Star Weekend, não pode esperar a competitividade dos PlayOffs, muito menos o afinco defensivo. Mas deve estar preparado para uma enorme dose de divertimento e espetáculo a perder de vista. Reúnem-se os maiores atletas do planeta ao serviço dos melhores adeptos. Juntam-se antigas glórias, algumas estrelas e os mais novinhos da liga. O resultado é o mesmo de sempre: um dos fins de semana mais entusiasmantes para quem segue a NBA.

Tudo começou em 1951. O escândalo das apostas combinadas que acabara de rebentar no basquetebol universitário afetava a promoção que a NBA pretendia de si própria. A credibilidade do jogo de basquetebol foi melindrada, os adeptos e patrocinadores ficaram de pé atrás. Os estádios não enchiam e as receitas estavam em queda. Foi aí que o comissário da liga e representantes das equipas surgiram com esta ideia: juntar os melhores de uma conferência, num jogo contra os melhores da outra parecia estranho. Mas foi um sucesso, teve o dobro da assistência da média dessa época e estava criado o maior jogo de exibição da história do desporto americano.

Além do All Star Game propriamente dito, há uma extensa variedade de outras atividades: o Celebrity Game reúne algumas das grandes estrelas do showbiz norte americano; no Rising Star Game podemos ver aqueles que estão há menos tempo na liga, muitos deles rookies; os concursos, Três Pontos, Skills, e o imperdível Slam Dunk Contest.

No All-Star Game é de esperar ver duelos entre as lendas, entre os melhores da história, entre aqueles que nunca esqueceremos Fonte: Sneaker History
No All-Star Game é de esperar ver duelos entre as lendas, entre os melhores da história, entre aqueles que nunca esqueceremos
Fonte: Sneaker History

Na última década, os críticos ao All Star Weekend cresceram, e em alguns aspetos estão certos. Sim, de facto, a competitividade tem caído bastante, mas numa longa época de 83 jogos ninguém quer sair magoado de um jogo de exibição. É um facto que os “tubarões” da liga deixaram de participar no concurso de afundanço, ao contrário das antigas glórias que marcaram o espetáculo, como o próprio Michael Jordan. Mas quem viu o concurso do ano passado ficou com a certeza que não são precisos “tubarões”, que não é preciso LeBron James, enquanto Aaron Gordon ou Zacvh Lavine estiverem dispostos a voar.

O voo de Michael Jordan, uma das imagens mais marcantes da história do concurso de afundanços Fonte: Daily Telegraph
O voo de Michael Jordan, uma das imagens mais marcantes da história do concurso de afundanços
Fonte: Daily Telegraph

O All Star Weekend é puro entretenimento. E, visto assim, é do melhor entretenimento que quem gosta de basquetebol pode ter. Ver reunidas as maiores estrelas do basquetebol mundial a fazer o que mais gostam, descontraídas, num ambiente impossível na competição a sério. Mais que um espetáculo de exibição, é uma das bandeiras que ajudou a NBA a ser como hoje a conhecemos: presente em todo o mundo, atrativa para qualquer patrocinador, e por isso altamente rentável; desportivamente assente no espetáculo que se pretende proporcionar a todos os que assistem, em frente à televisão ou na bancada.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

CD Feirense: A manta protetora dos fogaceiros

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Cabeçalho Futebol Nacional

No distrito de Aveiro, em Santa Maria da Feira, mora uma equipa extremamente moralizada com um passado recente de resultados que tem surpreendido tudo e todos.

Os azuis da feira, que nas últimas duas temporadas já conheceram vários treinadores, têm conseguido encontrar o caminho para a estabilização e sobretudo para garantir a permanência na primeira liga. Esse caminho tem sido feito junto dos seus adeptos, mas não só. Em Santa Maria da Feira há um Manta –sim, não é uma manta mas um- que tem feito os fogaceiros acreditar que é possível fazer-se muito com pouco. Mas já lá vamos.

O Feirense é uma equipa que não tem grande tradição na primeira liga. A equipa conta com 5 participações na primeira liga, sendo que a melhor classificação na primeira liga da equipa de Santa Maria da Feira, data de 1962 com um 14º lugar alcançado. O Feirense já tinha participado na primeira liga, há não muito tempo atrás. Em 2011/2012, com Quim Machado e depois Henrique Nunes no comando da equipa, o Feirense não conseguiu evitar a descida de divisão, ficando atrás do Rio Ave a quatro pontos de distância do sonho da manutenção. A partir daí, e já na segunda divisão ,o objetivo dos fogaceiros foi o de cimentar as bases da equipa, através da formação e da contratação consciente de novos ativos, para depois voltar a pensar na subida de divisão. Depois de três temporadas em que a equipa nunca se conseguiu aproximar muito dos lugares da subida, a equipa investiu num plantel mais forte e no jovem Pepa para treinar a equipa, na temporada passada. O objetivo foi concluído com sucesso, primeiro com Pepa e depois com José Mota a garantirem a subida através de um terceiro lugar, num ano em que Rodrigo Nunes, homem que já se encontrava na estrutura do Feirense, se estreou como Presidente do clube.

Nesta temporada, a equipa acabou por mexer no plantel contratando alguns jogadores com maior experiência de primeira liga, como: Peçanha, Paulo Monteiro, Babanco, Jean Sonny, Tiago Silva, Ricardo Dias, Luis Aurélio, Pelé. A ideia consistia em juntar elementos com maior rodagem com jogadores jovens com espaço para crescer, casos de Etebo e Fabinho, por exemplo. O início da temporada até não correu mal. Apesar da dificuldade perante certas equipas, o Feirense ia conseguindo somar os seus pontos e estava a ser, a par do Chaves, uma das boas surpresas do campeonato. O pior veio depois, com a equipa fogaceira a somar nove jogos consecutivos sem vitórias.

Os fogaceiros têm se mantido unidos na luta pela manutenção Fonte: CD Feirense
Os fogaceiros têm se mantido unidos na luta pela manutenção
Fonte: CD Feirense

Foram nove jogos em que para além da equipa não ter apresentado resultados, jogou-se um mau futebol. A equipa estava desencontrada, como se de uma manta de retalhos se tratasse, os jogadores encontravam-se cansados, sem opções e a posição na tabela classificativa começava a assustar os azuis da feira. A verdade é que a direção não quis esperar muito mais, deu-se o despedimento de José Mota, um dos treinadores mais experientes da primeira liga e a aposta, recaiu em Nuno Manta Santos, um jovem que já estava na casa dos fogaceiros desde 2010, alternando as funções de técnico adjunto com as de treinador dos júniores.

O ecossistema do nosso futsal

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Cabeçalho modalidadesAntes de me dedicar ao tema que me traz aqui hoje, quero aproveitar para pedir desculpa pela minha ausência nestes últimos dias, mas tal deveu-se a uma intervenção cirúrgica na minha mão direita, nada de muito especial mas que exigiu repouso absoluto nos últimos dias.

Voltando ao assunto principal, soube-se esta semana que o Sporting CP renovou o seu vínculo com o jogador italo-brasileiro, Diego Cavinato, uma peça fundamental nestes últimos tempos, em que teve a oportunidade de envergar a camisola dos leões.

Ora bem, é um pouco sobre estas contratações sonantes de grandes jogadores, que já são sobejamente conhecidos por representarem grandes seleções no panorama mundial. Os casos de Alex Merlim e Fortino (internacionais pela Itália, neste lote, o próprio Cavinato deve ser incluído, pois apesar de não ter sido chamado para o último Mundial, conta já com 16 internacionalizações por este país) ou Leo (internacional pelo Cazaquistão), nos verde e brancos, assim como os de Alessandro Patias (colega dos dois internacionais na seleção transalpina, esteve por exemplo no Campeonato da Europa, em Fevereiro de 2016) ou Fernando Wilhelm (capitão da equipa campeã mundial em título, a Argentina), no SL Benfica, são casos flagrantes e explicativos daquilo que eu pretendo demonstrar.

Um dos grandes exemplos de uma compra sonante, o italo-brasileiro Rodolfo Fortino Fonte:misticaleonina1906.blogspot.pt
Um dos grandes exemplos de uma compra sonante, o italo-brasileiro Rodolfo Fortino
Fonte:misticaleonina1906.blogspot.pt

Pese embora estas contratações de peso sirvam para aumentar ainda mais o fosso entre os grandes do futsal nacional e os menos abonados financeiramente, o certo é que é uma grande honra podermos ver no nosso campeonato tão bons executantes, que estão certamente entre os melhores jogadores da atualidade. Porque hoje em dia os clubes começaram a olhar com grande ambição para as competições europeias e só com esta “mescla” entre grandes jogadores, vindos de grandes clubes europeus, e uma aposta moderada em atletas nacionais é que se pode almejar estar nas grandes decisões a nível continental.

Nem sempre é uma escolha fácil, pois clubes como a Desportiva do Fundão ou o SC Braga/AAUM, entre outros, vêem o caminho para o topo ficar ainda mais complicado, mas mesmo assim servem para dar a conhecer grandes talentos, que eventualmente acabam por chegar aos grandes de Lisboa (exemplos mais recentes, a mudança de Fábio Cecílio de Braga para a Luz ou a de Anilton do Fundão para o Sporting).

Embora não os tenham propriamente formado, despertaram o interesse dos tubarões nacionais ao serviço desses emblemas. Tudo isto para dizer que o nosso campeonato vai andando com esta diferença abismal de orçamentos entre dois clubes e o resto, mas que vai funcionando de forma parecida com um ecossistema, onde cada um tem uma função específica e que só funciona com o (precioso) contributo de todos os 14 clubes do principal escalão.

Foto de capa: jornaldocentro

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

1º Jornada do Girabola: Vai começar tudo… outra vez

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Cabeçalho Futebol Internacional

O principal campeonato de Angola, mais conhecido por Girabola e que vai para a 39.ª edição, teve o seu início este fim-de-semana para enorme rejúbilo do povo angolano, que vibra intensamente com o Desporto Rei, embora o arranque da edição de 2017 já tenha sido negativamente marcado pelo acontecimento trágico ocorrido na província do Uíge. Nos próximos parágrafos, irei dar conta do que se pôde assistir nas partidas disputadas, referentes à 1.ª jornada do Girabola’17.

Como foi dito anteriormente, o jogo inaugural da edição de 2017 do Girabola, entre o estreante Santa Rita de Cássia e o Recreativo do Libolo, terminou com a vitória por 0-1 do ex-campeão angolano, embora o que tenha ficado para a história do encontro foram os 17 adeptos que faleceram e os cerca de 60 pessoas que ficaram nas bancadas, após um grupo de 100 adeptos ter forçado a sua entrada no Estádio 4 de Janeiro. Um triste e dramático que manchou o retomar do campeonato angolano. De referir, ainda, que o primeiro golo da prova foi marcado pelo reforço Viet (ex-Progresso do Sambizanga) , aos 7’ de jogo.

O campeão em título e vencedor da Supertaça angolana, o 1.º de Agosto, não disputou a sua partida frente ao recém-promovido JGM do Huambo – Grupo Desportivo Jorge Gomes Mangrinha, uma vez que jogou a 1.ª mão da Ronda Preliminar da Liga dos Campeões de África, frente ao Kampala Capital City no Uganda. O jogo está agendado para uma data a definir, mas certo será que este e os próximos jogos oficiais da equipa d’Os Militares já terão certamente a presença de Rambé, avançado com passagens pelo Pinhalnovense, Belenenses e Vitória de Setúbal e contratado para substituir Gelson Dala, que se transferiu para o Sporting C.P.

O Petro de Luanda, equipa que terminou no 2.º lugar da edição passada do Girabola, iniciou da melhor forma o seu percurso rumo ao título de campeão, que lhe foge desde 2009. Venceu o Progresso do Sambizanga por 2-1, com o atacante brasileiro Tiago Azulão a ser a figura da partida, ao marcar os dois golos da equipa petrolífera e a ser uma constante dor de cabeça para a defesa contrária.

O jogo entre a Académica do Lobito e o Kabuscorp foi onde se verificou uma maior diferença no resultado final, com a equipa do Kabuscorp a ganhar o jogo por 0-3, numa clara demonstração de que este ano pretende fazer melhor que o 4.º lugar conquistado no Girabola’16. O destaque individual do jogo vai para o Lamy, avançado do Kabuscorp, que marcou dois golos e assumiu para já a liderança dos melhores marcadores, em conjunto com Tiago Azulão.

Nos outros jogos da primeira jornada, o Sagrada Esperança bateu o Interclube pela margem mínima, 1-0. Pelo mesmo resultado, os Bravos do Maquis levou a melhor sobre o Progresso Lunda Sul. O único empate registado nesta jornada ocorreu na partida entre o Desportivo da Huíla e o ASA, com o nulo (0-0) a prevalecer durante os 90’. Por último mas não menos importante, o 1.º Maio, que foi salvo da descida de divisão devido à desistência do Benfica de Luanda, recebeu e perdeu por 1-2 frente ao Recreativo da Cáala, num jogo disputado a um excelente ritmo competitivo para um início de campeonato.

O último grande destaque do início do Girabola’17 reside no facto de nas 16 equipas que irão competir ao longo das próximas 29 jornadas, estarem três portugueses a tentarem a sua sorte na Terra do Petróleo e dos Diamantes, sendo eles: Vaz Pinto (Recreativo do Libolo), Sérgio Traguil (Santa Rita de Cássia) e Paulo Torres (Interclube). Um profundo sinal da tremenda experiência e qualidade dos nossos treinadores!

Foto de capa: Girabola

4-3-3 ou 4-4-2?

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fc porto cabeçalho

Os últimos treinadores do FC Porto (Jesualdo, AVB, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui) utilizaram quase exclusivamente o 4-3-3. É um sistema tático que não me agrada particularmente, é evidente que os sistemas não são estáticos e a mobilidade e dinâmica dada pelos jogadores é um fator preponderante, mas é um ponto de partida que nunca me agradou particularmente.

Quando se tinha um tridente ofensivo com James, Hulk e Falcão ou um Ponta de Lança como Jardel (em tempos mais remotos) que podem valer 50/60 golos por época o 4-3-3 ate pode ser um ponto de partida interessante, mas quando não se consegue ter essa qualidade no último terço do campo o treinador tem de encontrar outras soluções e outros sistemas que consigam manter a equipa mais equilibrada.

Fonte: Telegraph
Fonte: Telegraph

NES foi perspicaz nesse aspeto, percebeu que tinha muita juventude na frente e que essa juventude iria trazer alguns problemas de finalização. Partindo desse pressuposto montou a equipa de uma forma mais conservadora, muito solida no processo defensivo e com algumas alternâncias táticas consoante as necessidades de cada jogo.

A equipa evoluiu taticamente e hoje consegue alternar entre o 4-4-2 (com diversas variantes) e o 4-3-3 durante o próprio jogo e isso é uma tremenda mais-valia para a equipa. Desde logo porque o adversário tem muita dificuldade em antecipar de que forma o FC Porto vai jogar.

O reconhecimento das nossas fragilidades é um ato de inteligência e foi isso que NES fez, não tem vergonha em dar a iniciativa de jogo ao adversário quando necessário, se souber que com isso vai potenciar as virtudes da sua equipa e ferir o adversário.

Foto de Capa: FC Porto