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Chelsea FC 3-1 Arsenal FC: Domínio ‘blue’ sobre o desnorte ‘gunner’

Cabeçalho Liga Inglesa

 

Na 24ª jornada da Premier League, defrontaram-se em Stanford Bridge dois dos candidatos à conquista do título no final da temporada. Frente a frente estiveram o Chelsea FC, com a sua famosa defesa de três centrais, e o Arsenal FC de Alexis Sanchez e companhia. Era importante os “Gunners” saírem vitoriosos do dérbi, para encurtar a distância pontual que têm dos “Blues”.

O Arsenal entrou bem na partida e, logo no primeiro minuto, esteve perto de inaugurar o marcador. Courtois tentou sair a jogar para David Luiz, mas o passe saiu de forma deficiente para o central, e Alex Iwobi aproveitou da melhor forma para rematar com perigo à baliza adversária. Perto do primeiro quarto de hora de jogo, o Chelsea chegou ao golo através de Marcos Alonso. Depois de um cabeceamento perigoso de Diego Costa à trave, Alonso consegue, na recarga, levar a melhor sobre a defensiva dos visitantes e cabecear para o fundo das redes. Contudo, no lance do tento, ficam dúvidas se não existe carga dura de Alonso sobre Bellerin, pois o espanhol teve de abandonar a partida após o lance.

À entrada da meia hora assistíamos a um Arsenal a tentar entrar novamente no jogo, mas sempre sem sucesso devido à forma tática com que a equipa do técnico António Conte se apresentava. Claramente que os “blues” eram donos do jogo neste momento, e tiveram oportunidades para ampliar o resultado para 2-0 sempre através de investidas rápidas e perigosas de Hazard e Pedro Rodriguez.  Já perto do intervalo, o Arsenal esteve perto de fazer estragos na área contrária. Após um cruzamento preciso, Gabriel cabeceou de forma eximia para uma defesa fantástica do guarda-redes belga Courtois.

Hazard exibiu-se em excelente forma no derby londrino Fonte: Chelsea FC
Hazard mostrou-se em excelente forma no dérbi londrino
Fonte: Chelsea FC

No segundo-tempo, o Chelsea entrou cheio de força e convicção. Aos 52 minutos, Eden Hazard deu uso a toda a sua técnica e imprevisibilidade para arrancar sozinho desde a linha de meio campo até à área vermelha e branca, onde, já dentro desta, finalizou da melhor forma. Um golo fantástico do jovem jogador belga, o qual certamente se irá recordar mais tarde.

Arsène Wenger assistia da bancada a um Arsenal sem ideias e com bastantes dificuldades na chegada ao último terço do campo. A equipa técnica, com o jogo a chegar aos 15 minutos finais, decidiu colocar Giroud e Welbeck com o intuito de se chegar mais perto da área dos “Blues”. Contudo, o coletivo da casa continuava a apresentar bastante solidez e tranquilidade na troca de bola entre jogadores. É evidente que este sistema tático à moda italiana continua a causar bastantes dificuldades aos adversários do Chelsea. À entrada dos dez minutos finais, o Arsenal esteve finalmente perto de chegar ao golo, através de um cabeceamento de Welbeck que resultou numa nova boa defesa de Courtois.

Perto do final da partida, os “Gunners” revelavam uma enorme desorientação em campo. Peter Cech cometeu um erro fatal ao falhar um passe de fácil execução, que Fàbregas aproveitou da melhor forma – através de um chapéu – para colocar o resultado em 3-0.  Já dentro do tempo de descontos, o Arsenal chegou ao golo de honra através de um bom cabeceamento do francês Giroud, colocando um ponto final no resultado.

Com esta vitória, o Chelsea amplia a sua distância pontual para 12 pontos. É um passo fulcral na caminhada pelo título inglês. Um domínio absoluto da equipa azul, que resultou numa excelente exibição neste dérbi londrino.

 Foto de capa: Chelsea FC

Portimonense SC 0-0 Académica OAF: Costinha dá nó cego

Cabeçalho Futebol Nacional

“Recuperação” era a palavra de ordem. De um lado, o líder Portimonense à procura do rumo das vitórias depois de um empate e uma derrota; do outro, directamente do último lugar no pódio, uma Académica apostada em encurtar o espaço pontual (12 pontos à entrada da jornada) para a zona de acesso à Primeira Liga.

Condicionada por expulsões e saídas de última hora, a Académica apresentou quatro mudanças no onze (sim, Costinha foi a jogo com onze tal como prometera na conferência de imprensa após o jogo com o Penafiel ).

Yuri e Traquina entraram directamente para o lugar dos castigados Diogo Coelho e Marinho; Rui Miguel colmatou a saída de Tozé Marreco para Famalicão; e Nuno Piloto, face à expulsão de Nuno Santos ocupou o lugar do meio-campo de Makonda, que foi “arrastado” para o lado esquerdo da defesa.

Alterações, essas, que não afectaram as dinâmicas defensivas da equipa, nem a forma de condicionar o Portimonense (com apenas uma alteração, dado o regresso de Zambujo), limitando a largura com a qual os algarvios tanto gostam de jogar, destacando-se, neste aspecto, o trabalho defensivo dos extremos Traquina e Ernest.

Perante este contexto, o jogo tornou-se alérgico a situações de perigo na primeira parte, necessitando de um anti-histamínico chamado “iniciativa individual”, que chegou pelos pés de Everton. O brasileiro ziguezagueou pela zona central da Briosa e serviu Wilson Manafá, que rematou ao lado.

A segunda parte fazia adivinhar um jogo mais vivo. A Académica decidiu correr mais riscos, e tirou dividendos – logo aos 49 minutos, Traquina teve o golo nos pés, beneficiando de um ressalto após livre cobrado por Leandro, mas precipitou-se e atirou contra o corpo do guarda-redes do Portimonense, Luís Ferreira.

Esta ocasião de golo teve o condão de abrir o jogo e a bola passou a circular mais perto das áreas (sobretudo a do Portimonense)  beneficiando dos rasgos de jogadores como Wilson Manafá, Everton, Traquina ou Ernest. Porém, Costinha decidiu pôr um travão a isto. Preferiu não perder a ganhar. E colocou Ki no lugar do ganês. O jogo estagnou. A entrada do coreano, mais central, sossegou o jogo e oportunidades de perigo nem vê-las até ao final do encontro.

A procurada “recuperação” não foi conseguida por nenhuma das equipas, porque um dos treinadores decidiu (e conseguiu) colocar o jogo no congelador. O Aves pode, agora, ganhar pontos a ambas as equipas – em caso de vitória aproxima-se do Portimonense (pior sequência da época) e afasta-se da Académica.

Foto de capa: Portimonense SC

Solidariedade e coesão, o leão tem de ser atrevido!

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Neste sábado assistiremos a um clássico do futebol português. Sporting CP e FC Porto vão encontrar-se no Estádio do Dragão, num jogo que poderá claramente definir muito nos lugares da frente da competição. Neste artigo debruçar-me-ei sobre de que forma poderá a “turma de Alvalade” encarar a partida, definindo como objectivo, apenas e só, a conquista dos três pontos.

O FC Porto está motivado e joga em casa, está neste momento muito perto do primeiro classificado e, vencendo, deixará o Benfica numa posição em que terá de vencer o seu jogo para recuperar a liderança da tabela. Estou em crer, que à semelhança do jogo que opôs águias e dragões, também no Estádio do Dragão, os azuis e brancos entrarão com grande intensidade e com vontade de resolver o jogo rapidamente.

Como poderá então, a meu ver, o Sporting anular uma previsível entrada forte do adversário? Penso que JJ não poderá permitir que a equipa se coloque demasiado recuada no terreno. Será extremamente importante a primeira fase de pressão dos leões ser eficaz e incisiva. A equipa terá de ser muito coesa e unida, com as linhas próximas e a aproveitar a velocidade e explosão de um previsivelmente ultra motivado Gelson Martins.

Marcar primeiro poderá eventualmente, determinar o vencedor do jogo. Marcando o golo inaugural, o Sporting colocará uma pressão muito maior sobre os jogadores azuis e brancos, e contará eventualmente com muito espaço na costas da defesa portista, que se lançará na busca da vitória!

Taça Davis 2017: Portugal confirma favoritismo

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Cabeçalho modalidadesFicam então os 5 pontos a reter sobre o primeiro dia da eliminatória entre Portugal e Israel, que terminou favorável à equipa das quinas:

  • João Sousa foi o primeiro a entrar em campo e não teve qualquer problema em bater Yshail Oliel. O jovem israelita vinha da final do Australian Open em juniores, mas a maior experiência e qualidade de jogo do português acabaram por fazer a diferença.
  • Gastão Elias acabou por admitir que entrou a dormir no encontro frente a Dudi Sela. Todavia, o atual número 75 do ranking ATP rapidamente assentou o seu jogo e venceu o número um israelita em quatro partidas.
  • O selecionador nacional fez questão de reforçar que, apesar de o primeiro dia de competição ter corrido na perfeição, a eliminatória ainda não está ganha. João Sousa e Gastão Elias formarão o par que irá entrar em campo para carimbar a vitória da seleção portuguesa.
Portugal entrou com o pé direito na Taça Davis
Portugal entrou com o pé direito na Taça Davis
  • O número um israelita, Dudi Sela, afirmou que sentiu cãibras na mão direita, durante o encontro frente a Elias. Curiosamente, Sela admitiu mesmo que é algo que apenas sente nas eliminatórias da Taça Davis.
  • O terceiro encontro do confronto entre Israel e Portugal realizar-se-á este sábado, pelas 15:00, no CIF. João Sousa e Elias irão defrontar Jonathan Erlich e Daniel Cukierman.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Seis Nações 2017: Quem se senta no trono europeu?

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Cabeçalho modalidadesEstá de volta o torneio de selecções mais antigo (primeira edição em 1883, reformulado, por último, em 2000) e a competição europeia mais empolgante no mundo do rugby! Inglaterra lutará para fazer o ”bis”; País de Gales, Irlanda, Escócia, França e Itália lutarão para destronar a equipa liderada por Eddie Jones.

Em 2017, foi implementado um novo sistema de pontuação, sendo que cada vitória vale quatro pontos (ao invés de dois), um empate vale dois pontos (ao invés de um), uma equipa que consiga quatro ou mais ensaios recebe um ponto e uma equipa que perca por sete ou menos pontos recebe um ponto também. Haverá, ainda, três pontos extra se uma equipa conseguir atingir as cinco vitórias.

A Inglaterra é a campeã em título e parte com ligeira vantagem para esta edição do torneio. Esse favoritismo relaciona-se com a espectacular performance atingida em 2016: em 14 jogos disputados, a Selecção da Rosa venceu todos e pelo meio abateu selecções como a poderosa Austrália (por quatro vezes!) e a Argentina. Desde que Eddie Jones chegou ao comando da selecção, os ingleses parecem ter ganho uma nova vida e, desde aí, não se cansam de vencer e estabelecer recordes.

Os galeses contam com um XV de grande qualidade, mas aparentam continuar com os problemas do costume: a falta de jogadores de qualidade nas segundas escolhas e de ideias ”frescas” e a escassez na profundidade atacante prosseguem. Até que ponto conseguirão, de forma interna, resolver o problema? Fica a questão, a verdade é que nos seus melhores dias os Red Dragons conseguem bater qualquer equipa, ou não contassem com a super estrela George North, o capitão Sam Warburton ou o jovem valor Ross Moriarty.

Os 7 melhores jogadores que passaram por Sporting CP e FC Porto

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Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto, dois dos clubes históricos do futebol português, já tiveram vários intervenientes que estiveram nos dois lados da barricada. Entre treinadores e jogadores, foram dezenas os agentes do futebol que vestiram as duas camisolas.

Já existiram craques a saírem de Alvalade para o Porto, tal como já se verificou o inverso, com algumas figuras do FC Porto a trocarem as riscas verticais azuis e brancas pelas listas horizontais verdes e brancas. Vamos então conhecer sete desses jogadores, que nas últimas décadas tiveram o enorme privilégio de ter alinhado com os símbolos do Sporting e do FC Porto.

DERLEI

Fonte: Facebook Oficial de Derlei
Fonte: Facebook Oficial de Derlei

O Ninja Derlei foi uma figura mítica do futebol português na década de 2000, onde alinhou pelos “três grandes”, Porto, Benfica e Sporting. O clube onde teve mais sucesso foi o FC Porto, onde chegou em 2002/03 vinda União de Leiria. Esteve duas épocas e meia e venceu dois campeonatos, duas supertaças, Taça de Portugal,  Taça UEFA, Liga dos Campeões e Taça Intercontinental.

Depois de ter apontado 38 golos na União e 39 nos dragões, Derlei, que era bastante conhecido pela sua enorme capacidade de trabalho e pelo faro que tinha pelo golo, saiu para o Dínamo de Moscovo, onde manteve a bitola exibicional. Contudo, o frio russo e a instabilidade do clube fizeram com que regressasse a Portugal, para jogar no Benfica. Depois de meio ano para esquecer nas “águias”, Derlei seguiu para o Sporting onde foi, na minha opinião, o melhor parceiro que Liedson teve na equipa.

Nos leões, o Ninja brasileiro participou e até marcou um golo importante no mítico jogo dos 5-3 frente ao Benfica em Alvalade. Pouco depois de sair do Sporting, Derlei terminou a carreira no Brasil. Ainda assim, é um dos jogadores que, apesar de ter alinhado em dois clubes rivais, recebe o carinho dos adeptos de ambos os clubes. Isto também se deve ao enorme respeito e capacidade de sacrifício que sempre demonstrou dentro das quatro linhas.

CAN 2017: Meias-finais frenéticas

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Cabeçalho Futebol Internacional

Prestes a chegar o dia por que todas as seleções participantes no CAN´17 ambicionam em alcançar – o dia da Final no domingo, 5 de fevereiro, quatro seleções tiveram a oportunidade de poder lutar por uma das duas vagas para disputar o jogo que permite conquistar a Taça das Nações Africanas, sendo elas a Burquina Faso, o Egito, os Camarões e o Gana. Daqui em adiante, irei abordar os dois jogos das Meias-finais que se realizaram nos dias 1 e 2 de fevereiro.

 A primeira meia-final foi jogada entre a Burquina Faso e o Egito. As duas seleções chegavam a esta fase da prova com um percurso totalmente isento de derrotas e poucos golos sofridos: a Burquina Faso sofreu dois golos, ao passo que a defesa egípcia não consentiu qualquer golo nos quatro jogos realizados. A primeira parte foi jogada a um nível semelhante ao verificado nas partidas dos Quartos-de-final, em que a contenção e o conservadorismo foram as notas dominantes das primeiras partes desses mesmos jogos, daí que os primeiros 45’ do jogo entre a Burquina Faso e o Egito tenham chegado ao seu fim com um nulo no marcador.

No reatamento do encontro, os jogadores de ambas as seleções começaram a denotar uma maior vontade em resolver o jogo dentro do tempo regulamentar, de modo a evitar o prolongamento e poder preparar o jogo da Final com uma boa capacidade física. O jogo tornou-se mais aberto e com ocasiões de golo para os dois lados, até que aos 66’ o Egito adiantou-se no marcador, através do golo de Mohamed Salah.Devido ao golo inaugural, os egípcios tomaram conta do controlo do ritmo do jogo, embora essa vantagem tenha sido anulada pouco tempo depois (aos 73’), com o golo de Aristide Bancé, o seu segundo golo na prova. Até ao final do jogo, as seleções não quiseram arriscar demasiado partir em busca do golo da vitória, devido ao receio de cometer algum erro que pudesse terminar o sonho de conquistar o troféu.

Com o prolongamento, observou-se um retomar aos princípios que guiaram os atletas durante a 1.ª parte: cautela, assertividade e não arriscar. Os últimos minutos do prolongamento era esperado um “rasgo” de genialidade por parte de qualquer um dos jogadores que evitasse a lotaria das grandes penalidades, contudo esse mesmo  “rasgo” não surgiu e o 1.º finalista teria de ser encontrado na série de 5 penaltys. O Egito levou a melhor sobre a Burquina Faso (vitória por 3-4 no final) e vai tentar conquistar o seu oitavo CAN. Quanto à Burquina Faso, resta somente dar os parabéns pelo brilhante trajeto feito até às Meias-finais, sob o comando do português Paulo Duarte, a demonstrar que o nosso país está recheado de treinadores de enorme qualidade.

Egipto conseguiu o apuramento nas grandes penalidades Fonte: CAF
Egipto conseguiu o apuramento nas grandes penalidades
Fonte: CAN

O segundo jogo das Meias-finais foi disputado entre duas seleções que já venceram a prova e são sempre consideradas como favoritas a vencerem o CAN: Gana e Camarões. O ritmo inicial da partida foi frenético, com os dois conjuntos a terem excelentes oportunidades para se adiantarem no marcador, embora sem resultados práticos, muito por culpa do desacerto dos avançados. Apesar do bom início de jogo entre ganeses e camaroneses, a partida rapidamente entrou num ritmo mais lento e menos interessante, daí que até ao intervalo tenham surgido poucas ocasiões de golo. No final da 1.ª parte, o resultado era 0-0. À entrada para o segundo tempo, o Gana e os Camarões retomaram ao relvado com o principal intuito de despachar dentro dos 90’ a questão de qual seria a seleção que iria defrontar o Egito na Final. Os Camarões tiveram as melhores oportunidades para abrir o marcador, ate que aos 65’ fizeram o primeiro golo do jogo, através do defesa Michael Ngadjui, após um lance de insistência do ataque camaronês. A partir do minuto 66’, assistiu-se à procura desenfreada do golo do empate por parte do Gana, ao passo que a defesa camaronesa fazia de tudo para manter a bola longe da sua área. E foi já perto do término do jogo (aos 90+4’) que os Leões Indomáveis (alcunha da seleção camaronesa) deram a machadada final: Christian Bassogog fez o 2-0 final. Com este resultado, a seleção de Vincent Aboubakar volta a marcar presença no jogo de atribuição do troféu, após 9 anos de ausência – a última final disputada foi em 2008 e terminou com a derrota por 0-1 frente ao Egito.

Em conclusão, as duas seleções que irão disputar a Final de domingo certamente farão tudo o que estiver ao seu alcance para atingir a glória e ser coroada como a “Seleção Mais Forte de África”, com o Egito a querer conquistar o seu oitavo troféu e os Camarões a pretender vingar a derrota na Final de 2008. Que cheguem rapidamente as 19h do dia 5 de fevereiro para se descobrir quem será o vencedor do CAN’17!

Foto de capa: CAN  

Jornada de jogo grande

Cabeçalho Futebol Nacional

Esta sexta-feira inicia-se mais uma jornada da liga portuguesa, a 20.ª desta edição. É jornada de jogo grande, clássico entre FC Porto e Sporting CP, e o Benfica segue na frente com apenas um ponto a separá-lo do segundo classificado, o próprio FC Porto.

Paços de Ferreira – Vitória de Guimarães (03 de fevereiro – 20h30)

A jornada começa no Estádio da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira. A equipa da casa recebe o Guimarães que quer assaltar o 3º lugar do Sporting, ultrapassando o Braga no 4º lugar que tem um jogo a menos e só joga na segunda.

Os pacenses tentam continuar a fuga aos lugares de despromoção. Nacional e Tondela são os seus ocupantes e seguem as equipas da frente (Estoril a dois pontos e Paços de Ferreira a quatro).

Chaves – Boavista (04 de fevereiro – 16h00)

O primeiro jogo deste Sábado combina duas equipas rivais diretas na tabela classificativa. Chaves é a equipa sensação da Liga NOS. Subiu de divisão esta época e encontra-se em oitavo lugar. Já eliminou Porto e Sporting da taça de Portugal e vai disputar as meias finais da competição.

Logo atrás encontra-se o Boavista. A tentar voltar aos lugares cimeiros, o antigo “quarto grande” tem vindo a subir na tabela classificativa e começasse a aproximar dos lugares europeus, embora ainda a 11 pontos de distância. Uma vitória fora permitir-lhe-á igualar o Chaves no oitavo lugar, com 27 pontos.

NES quer a liderança Fonte: FC Porto
NES quer a liderança
Fonte: FC Porto

FC Porto – Sporting CP (04 de fevereiro – 20h30)

O jogo grande da jornada. Um dos grandes clássicos em Portugal. Porto e Sporting, dois dos três grandes clubes do país vão-se enfrentar pela segunda vez esta época. O Porto pretende pressionar o Benfica e subir para o topo da liga à condição (Benfica joga no domingo). O Sporting quer relançar a candidatura ao título, aproximando-se dos dois lugares do topo da tabela.

Uma vitória do Porto mete os dragões em primeiro (em caso de derrota do Benfica) ou com o mesmo ponto de distância do Benfica (em caso de vitória dos encarnados). Uma vitória dos leões, transportava-os para três pontos de distância do segundo lugar e, em caso de derrota do Benfica, a quatro da liderança. Caso o Benfica vença o seu jogo, mantém a distância para o rival lisboeta em sete pontos. Em caso de empate, o único a beneficiar seria o Benfica que ficava com a certeza que passava mais uma jornada no topo da liga portuguesa.

Arouca – Vitória de Setúbal (05 de fevereiro – 16h00)

 No rescaldo da derrota imposta ao Benfica pelo Vitória de Setúbal, os verde e brancos deslocam-se a Arouca. Os sadinos estão em sexto (mesmos pontos do Marítimo), logo atrás do Guimarães, e sentem o cheiro do lugar europeu do quinto lugar.

O Arouca está bem mais atrás, mas pretende arrecadar os três pontos neste jogo em casa e colocar um travão na sequência de três vitórias consecutivas para a liga do Setúbal.

Que Sporting espero no clássico?

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Este sábado joga-se no Estádio do Dragão uma cartada que pode ser decisiva nas contas de ambas as equipas pelo título. O FC Porto vive o melhor momento da época, recuperou recentemente cinco pontos ao líder e pode, em caso de vitória, ascender ao topo da classificação, ainda que à condição. Por outro lado, os comandados de Jorge Jesus, carregam sobre os ombros a pressão da ausência de margem de erro. Uma derrota no Dragão atirará o Sporting para fora da luta pelo título e deixará, ainda, as coisas bastante complicadas no que à entrada direta na Liga dos Campeões diz respeito. Hoje, ao contrário do habitual, escrevo sobre a formação leonina e aquilo que são as minhas expetativas em relação ao que os leões podem ou não mostrar.

O Estádio do Dragão é, por norma, um palco de más recordações para Jorge Jesus que, à exceção da vitória (1-3) da época passada e de uma meia vitória numa eliminatória da Taça em 2010/11 (0-2), ainda no Benfica, saiu de lá quase sempre sem razões para sorrir. Desta vez, o contexto não é, de todo, favorável. A experiência do catedrático pode, contudo, ser decisiva na busca pelo que mais importa: os três pontos. O mercado de janeiro operou uma cirúrgica revolução no plantel leonino. As entradas de Podence, Francisco Geraldes e João Palhinha tiveram o condão de criar novas expetativas na massa associativa, sedenta de prata da casa que sinta na pele o que é “Ser Sporting”. A classificação e o momento atual da equipa não é condizente com a sua real valia, portanto todos os cuidados serão poucos na abordagem ao jogo por parte de NES e seus pupilos.

Tello foi a figura da última vitória do FC Porto frente ao Sporting CP Fonte: EPA/Fernando Veludo
Tello foi a figura da última vitória do FC Porto frente ao Sporting CP
Fonte: EPA/Fernando Veludo

JJ vem-nos habituando a várias invenções nos momentos decisivos, ainda que venha perdendo esse hábito nos últimos anos. Nesse sentido, é de esperar que neste jogo, a formação a apresentar não fugirá muito deste figurino: Rui Patrício na baliza, Schelotto, Coates, Ruben Semedo e Bruno César na defesa, Palhinha (substituto natural face à ausência de William, ainda que corram boatos de que JJ venha a trabalhar Francisco Geraldes para a posição) e Adrien com as despesas do meio campo, Gelson e Campbell (pessoalmente, sou admirador das capacidades do costa riquenho quando encostado à esquerda do ataque) nas alas e Bryan Ruiz no apoio ao matador Bas Dost. E é precisamente com este mortífero atacante que a dupla não menos eficaz Felipe-Marcano terá de despender grandes atenções.  Além disso, cada um deles terá de corresponder sempre que necessário nas dobras aos respetivos laterais, pois perspetivam-se algumas dificuldades para suster as incursões de Gelson e Campbell.

Já no extremo oposto do campo poderá estar a maior arma dos dragões. O FC Porto poderá tirar alguns dividendos do futebol direto que não raras vezes utiliza. A velocidade dos seus atacantes, aliada a alguma dureza de rins da defensiva contrária poderá ter influência no desfecho final que se espera, claro, favorável aos dragões.

Foto de Capa: FC Porto

Até um dia, Amorim

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Ao longo dos tempos a história fez questão de nos mostrar que nem tudo corre bem, que por vezes as coisas só correm mais ou menos bem. Vá, do mal, o menos. Enfim, estou alongar esta introdução mais do que necessário. O meu texto desta semana é sobre o Rúben Amorim.

O trajeto futebolístico deste rapaz dava um bom filme independente, que com sorte acabava nomeado para umas 2 ou 3 estatuetas. Começa bem, como qualquer outra carreira, um simples rapaz com jeito para a bola, que ambiciona um dia chegar a um grande e ser um grande jogador. Mas quando isso acontece, nem tudo corre bem.

Tudo começou na Pontinha, mais concretamente, no Clube Atlético e Cultural da Pontinha. Foi lá que ele deu os primeiros pontapés na bola, com 13 anos de idade, e pouco foi o tempo que lá andou. Dois anos depois, o Sport Lisboa e Benfica decidiu ir busca-lo. Aos 15 anos começava a jornada de um sonho.

Mas ao mesmo tempo que esse sonho começava, como qualquer boa estória, também o “pesadelo”. A verdade é que Rúben nunca foi verdadeiramente amado pelo Benfica. Isto é um pouco duro de se dizer, mas não deixa de ser um reflexo da verdade.

Ao fim de 2 anos nos juniores, e de lembrar que pelo caminho já tinha sido emprestado ao Grupo Desportivo de Corroios, Amorim foi cedido aos juniores do Belenenses. E por lá ficou durante 5 anos.

Cresceu e amadureceu com a cruz do Restelo ao peito. Tornou-se num dos melhores do plantel azul e das sensações do campeonato quando lá esteve, onde pelo meio foi treinado por Jesus, antes deste rumar ao Braga e depois ao Benfica. O talento de Rúben Amorim fez com que a temporada de 2008/2009 fosse um ponto de viragem. Ou de retorno.

Nesse ano, o bom filho tornou a casa. Rúben voltou a integrar os quadros dos encarnados e desta vez na equipa principal. O primeiro ano não foi propriamente de grande memória. O Benfica, então orientado pelo espanhol Quique Flores, acabou o campeonato em 3º lugar. É preciso lembrar que nesta equipa pontificavam ídolos como Jorge Ribeiro, Nuno Assis, Balboa, e Suazo. Numa nota pessoal, ainda hoje procuro compreender como é que ganhámos a Taça da Liga naquele ano.