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Sporting CP 1-0 Varzim SC: À boleia de Gelson

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O Sporting Clube de Portugal continuou a senda vitoriosa na Taça da Liga, depois de derrotar o Varzim por uma bola a zero, em Alvalade. O jovem Gelson Martins apontou o único golo da partida, onde o Sporting até entrou com a maioria dos jogadores habitualmente titulares.

Em relação ao encontro no Restelo, disputado na semana passada, Jorge Jesus apenas fez entrar Bruno César e Joel Campbell para a ala esquerda do terreno, e Luc Castaignos no apoio a Bas Dost na frente de ataque. Jefferson, Alan Ruiz e Bryan Ruiz foram os elementos preteridos. Já o Varzim, que trouxe uma falange de adeptos bem entusiasta e barulhenta, tinha algumas baixas devido a problemas físicos, mas bateu-se muito bem em Lisboa. Os leões entraram melhor no encontro, com os seus motores Joel Campbell e Gelson Martins, principalmente este último, a canalizarem muito pelas alas, com um ritmo forte. Os verde e brancos tentavam resolver rapidamente o encontro.

Depois de Castaignos e Campbell terem tentado, ainda que de forma tímida, alvejar a baliza de Paulo Vítor, foi Gelson Martins a inaugurar o marcador, por volta dos vinte minutos da partida. O jovem internacional A português combinou com Ricardo Esgaio na área varzinista e rematou forte ao primeiro poste, surpreendendo o guardião brasileiro da equipa nortenha. O Sporting continuou a tentar marcar e ampliar a vantagem, mas Castaignos e Bas Dost não estiveram particularmente inspirados. Ou chegavam atrasados a cruzamentos dos colegas, ou essas assistências não foram bem calculadas, ou os defesas cortavam os lances na chamada “hora H”.

O Varzim teve uma forte falange de apoio em Alvalade. Fonte: Varzim Sport Club
O Varzim teve uma forte falange de apoio em Alvalade
Fonte: Varzim Sport Club

Cada bola parada ofensiva dos leões era uma dor de cabeça para a defensiva do Varzim, porque Paulo Vítor é extremamente inseguro nas bolas pelo ar. Foram várias as bolas que o guardião largou, criando calafrios à sua defesa. O Sporting teve mais algumas oportunidades na primeira metade, mas não conseguiu concretizar, deixando tudo em aberto para os segundos 45 minutos.

A segunda parte começou, praticamente, com um lance perigoso de Lima Pereira. O central varzinista teve uma entrada perigosa às pernas de Adrien Silva. Apesar do árbitro ser Bruno Paixão, a lei foi cumprida e o número dois dos visitantes viu o cartão amarelo. Pouco depois, o capitão leonino teve mesmo de sair e foi substituído por Elias. Ao mesmo tempo, Jesus aproveitou para colocar Bryan Ruiz no lugar de Castaignos. Acredito que a entrada do costarriqenho também se tenha devido à entrada de Elias, dado que Bryan lê melhor o jogo e defende melhor que o holandês. Pouco depois, Bas Dost teve um falhanço clamoroso, tendo enviado a bola ao poste quando estava sem marcação na sequência de um cruzamento de Campbell.

Até ao fim, não houve mais nenhuma oportunidade digna de registo e o Sporting conseguiu vencer a partida, ficando isolado na liderança do Grupo A da Taça da Liga, com mais três pontos do que Varzim e Vitória de Setúbal. A decisão do grupo será na próxima quarta feira, dia em que o Sporting vai ao Bonfim e o Varzim visita o já eliminado Arouca.

Académica OAF 1-0 Sporting CP B: Académica mole em Sporting duro, tanto bate até que fura

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Esteve longe de ser brilhante? Esteve. Mas foi indiscutível a vitória da Académica, frente a um Sporting B que se mostrou impotente… Até ao último lance da partida. Aí, brilhou Ricardo Ribeiro – em jogo de despedida? A Académica fecha o ano com uma vitória em casa, sem sofrer golos. A solidez defensiva já é marca bem vincada dos comandados de Costinha, e o estádio, outrora campo de pressão adicional para a Académica, está transformado numa autêntica fortaleza.

Apesar das muitas queixas dos adeptos, a Académica só se pode queixar de si no primeiro tempo. Das muitas oportunidades, apenas um golo. Foi de Rui Miguel. De penálti. Um prémio justo para um jogador que foi sempre lutador na frente de ataque, mesmo decidindo mal alguns lances. Nessa primeira parte, o rendimento do Sporting B foi pouco mais do que sofrível. A equipa era previsível e dava espaços à Académica. Ernest, Marinho e Traquina conseguiam quase sempre aproveitar esses mesmos espaços da melhor maneira. A Académica criou assim várias ocasiões, muitas delas paradas por um inspirado Pedro Silva.

Rui Miguel marcou o golo que deu a vitória à Briosa (Fonte: Facebook Associação Académica de Coimbra/OAF)
Rui Miguel marcou o golo que deu a vitória à Briosa (Fonte: Facebook Associação Académica de Coimbra/OAF)

No segundo tempo o jogo mudou. A qualidade em si não foi muito maior, mas a abordagem táctica dos dois colectivos foi diferente. O Sporting arriscou (um pouco) mais, sem nunca criar grandes ocasiões. A Académica, sentindo que o jogo estava fácil, recuou no campo. Porventura demasiado. Ainda assim, Costinha foi a tempo de chamar Kaká a jogo e o brasileiro deu outra consistência ao meio-campo da Briosa – Tom nunca foi um box-to-box. João de Deus ia mexendo-se no banco e mexendo na equipa, porém, apenas a entrada de Leonardo deu alguma acutilância ofensiva à equipa – Ronaldo foi uma nulidade em campo.

Até ao fim, o jogo foi-se arrastando entre tudo…menos futebol. Protestos e mais protestos, lesões, substituições e pouca emoção marcaram a recta final de um encontro que não deixará saudades, mas que, coloca a Académica em permanência nos lugares cimeiros. Os problemas são muitos. Mas, no futebol, há sempre soluções possíveis. O trabalho é saber encontrá-las. 

Os 10 momentos de 2016: Futebol Internacional

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Num ano em que vários underdogs se destacaram – Portugal, Leicester e Islândia à cabeça -, é altura de fazer um balanço sobre os principais momentos do futebol internacional. Caro leitor, junte-se a nós e opine também sobre os momentos que o emocionaram mais ao longo destes 366 dias de futebol.

Os 10 momentos de 2016: Modalidades

Cabeçalho modalidadesAo contrário das outras secções, nas modalidades os dois top’s serão feitos por toda a equipa e não apenas uma pessoa. Cada pessoa – ou pessoas, caso exista mais que uma na modalidade – escolherá o momento, neste caso, de 2016 referente à sua modalidade. Desta forma, apenas estarão aqui as modalidades existentes no Bola na Rede.

A ordem com que aparecem no artigo é a ordem alfabética das modalidades.

Ciclismo – Chris Froome

Fonte: ABC
Fonte: ABC

Tal como está no meu último artigo, o grande momento/acontecimento do ano, para mim, foi proporcionado por Chris Froome, na Volta à França. O, novamente, vencedor da prova, na épica etapa do Mont Ventoux, esteve envolvido numa queda (juntamente com Porte e Mollema), devido ao público e à própria proximidade em que as motas estavam, sendo que o britânico foi o único a ficar sem a bicicleta. Eis que este campeão decidiu algo…à campeão. Começou a correr Mont Ventoux acima enquanto o apoio não chegava. Uma situação inacreditável e para ser recordada para sempre (e ver isto em direto tornou tudo ainda mais incrível)! (Nuno Raimundo)

O melhor XI da Liga até ao momento

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A Liga NOS 2016/17 está ao rubro e qualidade de jogo é o que não falta, quer entre os três grandes, quer entre os “mais pequenos”. Prova disso, é vermos equipas como o Chaves a disputar a Liga Europa, Rio Ave e Marítimo de grande nível, Vitória de Guimarães a fazer lembrar outros tempos e Braga a intrometer-se na disputa pelo pódio, aproveitando um mau arranque do Sporting Clube de Portugal.

Quer sejam emprestados, quer sejam estrangeiros, novos ou veteranos, o talento tem sobressaído e o mercado de Inverno promete dar que falar. Deste modo, deixo-vos o XI daqueles que mais se tem destacado nesta edição da Primeira Liga e que não pertencem aos três grandes.

Taça da Liga: É para ganhar!

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Esta sexta-feira, o Sporting recebe no Estádio de Alvalade o Varzim, em jogo a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Caso vençam, os leões ficam muito próximos de carimbar o passaporte para a final four.

Este é um dos objetivos do Sporting, vencer a Taça da Liga. Ditou o sorteio desta fase de grupos que os leões integrariam o grupo A, com Arouca, Varzim e Vitória de Setúbal. À entrada para esta segunda jornada, o Sporting soma três pontos fruto da vitória diante o Arouca, os mesmos que o Varzim. Por outro lado, o Vitória de Setúbal já derrotou o Arouca nesta ronda, tendo somado os seus primeiros pontos, enquanto os arouquenses já não têm hipóteses matemáticas de seguir em frente.
Assim, em caso de vitória nesta segunda jornada, o Sporting será líder isolado do grupo e irá somar seis pontos, ficando muito próximo de confirmar a presença na final four desta Taça da Liga. Neste encontro frente aos poveiros, o Sporting deverá encontrar uma equipa muito organizada, que irá dar a iniciativa de jogo aos leões e a estratégia deverá passar por tentar explorar o contra-ataque.
Jorge Jesus deve voltar a dar minutos a jogadores menos utilizados Fonte: Sporting CP
Jorge Jesus deve voltar a dar minutos a jogadores menos utilizados
Fonte: Sporting CP
O treinador Jorge Jesus, para esta segunda jornada do grupo A, deverá operar várias alterações no onze, optando por dar minutos aos jogadores menos utilizados. O Sporting é favorito a vencer esta partida e também a ficar em primeiro no grupo, conquistando um lugar na fase final, que se irá disputar no Estádio Algarve. Esta é uma competição que os leões querem ganhar, para isso têm ainda de ultrapassar Varzim e Vitória de Setúbal.
A Taça da Liga é para ganhar e, para isso, o Sporting tem de vencer este grupo A.
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

SL Benfica 1-0 FC Paços de Ferreira: Gerir e Cumprir

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A promessa da véspera foi cumprida por Rui Vitória no que à gestão do plantel diz respeito. Uma entrada a todo o gás das águias só teve efeitos práticos perto do intervalo. Os castores entraram apáticos e pouco revelaram ao longo dos 90 minutos. André Horta está de regresso e é mais uma carta a ter em conta para Rui Vitória.

Com as entradas de Jardel, Celis e Jiménez em relação à partida com o Estoril, Rui Vitória procurou mexer o menos possível no onze, tal como prometera na antevisão do encontro, visando manter a dinâmica que a equipa vinha mostrando e procurando relançar Jardel numa altura em que parece quase certa a saída de Lindelof. Com Ederson na baliza, um quarteto defensivo formado por Nélson Semedo, Luisão, Jardel e André Almeida, Fejsa e Celis com as despesas do meio-campo, e um ataque móvel à boleia de Guedes, Rafa, Jiménez e um irrequieto Cervi, os encarnados entraram determinados a resolver o jogo cedo, encostando os pacenses à sua área defensiva, com grande intensidade e rapidez na troca de bola. Aliado a tudo isso, os visitantes denotavam uma tremenda incapacidade para quebrar o ímpeto atacante do Benfica e, consequentemente, revelaram imensa dificuldade em sair com critério para o ataque.

Foram 15 minutos verdadeiramente alucinantes, com Celis, primeiro, e Rafa, depois, a beneficiarem de ocasiões soberanas para abrir a contagem. Nesse período emergiu Mário Felgueiras, guardião dos castores, a anular por duas vezes o golo encarnado. O ritmo haveria de baixar desde aí, com o Paços finalmente a conseguir marcar alguma presença no meio campo contrário, sobretudo graças a um sempre interventivo Ivo Rodrigues, que colocava em sentido o lateral Nelson Semedo. Mesmo não criando ocasiões de golo, a equipa pacense equilibrou o encontro e ia acalentando algumas esperanças de sair para o intervalo com o nulo no bolso. Mas foi já aos 40 minutos que Cervi, na recarga a um primeiro remate de Jiménez que esbarrou na defensiva pacense, enviou a bola para o fundo das redes. Estava feito o primeiro e o descanso chegava com maior tranquilidade para os encarnados.

Cervi, Gonçalo Guedes e Rafa foram algumas das figuras de jogo. (Fonte: SL Benfica)
Cervi, Gonçalo Guedes e Rafa foram algumas das figuras de jogo. (Fonte: SL Benfica)

A segunda parte, ainda que com duas oportunidades de golo criadas, só começou verdadeiramente aos 55 minutos, altura em que Rafa saiu para dar o seu lugar a Jonas. E logo o brasileiro tratou de mostrar porquê, empregando todo o perfume do seu futebol na primeira ação em que participou (toque de calcanhar absolutamente delicioso para Cervi, numa jogada que quase culminava no segundo golo). Registe-se ainda o regresso de André Horta, “reforço de inverno” para Rui Vitória, que certamente vê com bons olhos o retorno do primeiro dono da posição 8.

De um modo geral, o Benfica limitou-se a gerir a vantagem, com um ritmo essencialmente baixo, face a um Paços completamente inoperante em termos ofensivos. Nem mesmo a entrada de Gleison resolveu as dificuldades que os castores vinham tendo na criação de oportunidades de real perigo. Um remate aos 80 minutos, de meia distância, que Ederson encaixou com facilidade, é o mais próximo que os visitantes estiveram hoje de marcar no Estádio da Luz. Contudo, sejamos justos e concordemos com o seguinte: a entrada de Vasco Rocha teve o condão de mostrar uma equipa mais atrevida em busca do empate à entrada dos dez minutos finais. A esse atrevimento final não será alheio o recuo de linhas da equipa encarnada, que procurou agarrar com unhas e dentes os três pontos que a colocam na liderança do grupo D, à espera do que façam agora Vizela e Vitória de Guimarães.

Foto de Capa: Facebook SL Benfica

FC Porto 1-1 CD Feirense: Moleza custou caro

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Nuno Espírito Santo fez rotação quanto baste, inserindo 6 jogadores no onze inicial. Sendo que as grandes expectativas estavam em ver o que iriam acrescentar os reforços Boly, João Carlos Teixeira e Depoitre. Os minutos iniciais não tiveram grande história, apesar do domínio azul e branco. No entanto ao minuto 20, Herrera poderia ter marcado um grande golo num remate a meia distância. Ao minuto 25, finta e remate portentoso de meia distância de João Carlos Teixeira para grande defesa de Vaná. Estava bem no jogo o nº 18 do FCP que iria protagonizar nova jogada de perigo aos 27.

Um minuto depois era Herrera a protagonizar nova jogada de perigo, num lance em que apertado por defesas dentro da área dispara forte para nova defesa de Vaná. O binómio Herrera-Teixeira era a principal fonte de desequilíbrio na manobra ofensiva do FCP. Teixeira protagonizou ainda um momento delicioso de equilíbrio ao fazer um corte fenomenal ao minuto 32 a jogada de contra-ataque do Feirense. Os minutos passavam, mas os comandados de NES, apesar de se manterem nos tais 60 metros que este tanto fala, falhavam em causar perigo flagrante. Assim, os dragões dominavam sem massacrar e o Feirense por sua vez defendia bem e tentava o contra-ataque sempre que podia. Nos homens de Santa Maria da Feira destaco Flávio Ramos e Vaná que iria ainda protagonizar duas grandes defesas na sequência de um canto ao minuto 47. Antes do intervalo houve ainda tempo para o FCP reclamar um penalty, justamente, que culminou num amarelo a Rúben Neves e numa onda monumental de assobios.

O FCP reiniciou o jogo com o mesmo ímpeto ofensivo e o golo chegaria mesmo ao minuto 49 por Marcano que permaneceu na área após um canto e correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Herrera. Grande cabeceamento do defesa espanhol que marca novamente ao Feirense. O Feirense não reagiu mal ao golo e demonstrou um refrescante maior pendor ofensivo sem perder o rigor e a organização defensiva. Aos 63 minutos, os homens de Santa Maria da Feira obrigaram mesmo Sá a aplicar-se por meio de um bom cabeceamento de Platiny na sequência de um lance de bola parada. Aos 67 minutos, Depoitre fez uma boa movimentação mas falhou no cabeceamento, num lance em que a arbitragem esteve novamente mal desta vez por via de um fora-de-jogo inexistente. Aos 73 minutos, Flávio Ramos voou por entre os centrais do FCP e fez um excelente cabeceamento para golo do Feirense.

Os homens de NES pagam caro a redução da intensidade. Herrera poderia ter restabelecido a vantagem aos 75 minutos, mas falhou no remate. Aos 78 minutos entrou Óliver para o lugar de Herrera e Rui Pedro para o lugar de JCT. FCP novamente em 4-4-2 com Rui Pedro ao lado de Depoitre. Aos 80 foi a vez do teinador do Feirense mexer no jogo, tirando Luís Machado e colocando Sonny, sendo que já tinha feito entrar Ricardo Dias. Os 84 minutos foram momento para nova barracada do árbitro que assinala falta inexistente de Boly.  Não fosse grande defesa de José Sá, a falta assinalada teria mesmo resultado no 2-1 para o Feirense.

SC Covilhã 1-1 CS Marítimo: Temos Taça!

Cabeçalho Futebol NacionalNum dia de Inverno que não se apresentava como tal, ninguém quis faltar à primeira jornada – e única em casa do Covilhã – da Taça da Liga. Os adeptos da equipa da casa dirigiram-se, em grande massa, ao estádio José Santos Pinto. Ninguém, sem excepção, porque até Pedro Martins, treinador do Guimarães, marcou presença.

O jogo começou bastante interessante para ambos os lados. No entanto, foram os Covilhanenses a fazer a festa, através de Mike. O defesa dos serranos terminou da melhor forma uma jogada iniciada por Harramiaz, que passou a Medarious, para este fazer um cruzamento magistral para Mike encostar para dentro da baliza, fazendo assim o primeiro golo da partida.

Quem visse este jogo de fora nunca diria que eram duas equipas de escalões diferentes em campo. A primeira parte foi bem disputada e bastante equilibrada, com oportunidades de parte a parte. As ocasiões criadas pelo Marítimo foram, em grande parte, facilitadas pela defesa do Covilhã, que permitia que a bola chegasse com relativa facilidade à baliza, sempre bem protegida por Igor Rodrigues. Na outra ponta do terreno, Chaby e Harramiz faziam as delícias dos adeptos, dando criatividade aos ataques da sua equipa e sendo os motores do ataque da equipa da casa.

O Sporting da Covilhã teve ainda outra grande oportunidade para chegar ao segundo golo. Numa altura de pressão aos jogadores insulares, Diarrá consegue roubar a bola perto do meio-campo, conduzindo-a até ao início da grande área, onde passou para Harramiz, que, através de um remate muito forte, obrigou Gottardi a defender para canto.

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Diarrá (21) foi uma peça fundamental este jogo. Fonte: Facebook SC Covilhã

O golo do empate chega quase sobre o apito para intervalo. Após uma boa jogada de entendimento do lado direito, que Ofori não acompanhou até ao fim, Patrick cruzou para Djousse, que, na pequena área, encostou para dentro da baliza.

Já na segunda parte, o Marítimo começou à procura de um melhor resultado. Uma das jogadas de perigo chegou através de um livre bem batido do lado esquerdo por Ghazaryan, com uma defesa apertada de Igor Rodrigues para canto. O jogo continuava cada vez mais equilibrado, por parte das duas equipas, com um jogo bastante combatido mas, ao mesmo tempo, com bastante qualidade. A única equipa menos bem dentro de campo era mesmo a de arbitragem, que já tinha cometido alguns erros na primeira parte. Apesar do critério largo, parecia que a rigidez dos cartões pendia apenas para um lado, para o da equipa da Segunda Liga, quando houve pelo menos três entradas perigosas por parte dos médios e defesas do Marítimo, que mereciam uma cartolina.

O Covilhã não deixava as investidas do Marítimo sem resposta. Medarious criou mais uma oportunidade para os covilhanenses. O avançado dos leões da serra, depois de passar pelas costas dos adversários, rematou forte para uma defesa apertada de Gottardi, que tentou logo lançar o contra-ataque, mas sem efeito.

Por fim, a jogada mais perigosa da segunda parte vem novamente pelos pés da equipa da Covilhã. Pintassilgo, através de um remate/cruzamento, obriga Gottardi a mandar a bola para canto.

O jogo acabou empatado a uma bola. Um resultado justo para o que foi o jogo, com o Covilhã a mostrar que poderá ser uma surpresa nas Taças internas. 

Vitória FC 1-0 FC Arouca: Sonho pendente

Cabeçalho Futebol NacionalNuma tarde solarenga no Estádio do Bonfim, o Vitória defrontou o Arouca para mais um jogo da Taça CTT. Cumpriu-se um minuto de silêncio em memória de Mário Picoto Flores, Uma das grandes referências do dirigismo desportivo de Setúbal.

O jogo começou logo com um ataque do Vitória, com Meyong a fazer um “chapéu” a Rui Sacramento, que passou muito perto da barra.

Com mais de um quarto de hora, o jogo estava muito partido, com poucas ocasiões para ambos os lados. A eficácia do Vitória levou a melhor e aos 20 minutos Vasco Costa coloca a equipa da casa em vantagem no marcador depois de um canto cobrado por Nuno Pinto.

O placard assinalava 40 minutos e o golo caseiro em nada alterou o jogo. Posse de bola dividida com apenas um lance de algum perigo por parte do Vitória. Ambam as equipas avançavam, mas nenhum ataque era levado até ao fim.

As equipas recolheram aos balneários com o Vitória a vencer o Arouca por uma bola a zero.

Lito Vidigal mexeu na equipa, saindo Nelsinho para entrar Vítor.

O Arouca voltou mais atrevido, com a equipa da casa a facilitar de alguma maneira. Aos 54 minutos a bola bate no poste e vai parar às mãos de Trigueira, depois de um lance em que o Vitória premitiu que a equipa visitante tivesse tempo para tudo. No minuto a seguir o Arouca voltou a assustar, mas o guardião dos sadinos manteve a sua baliza inviolável. O Vitória reagiu a estes dois lances perigosissimos com contra ataques rápidos.

Livre perigoso para o Arouca aos 65 minutos, mas a barreira do Vitória não cedu e o perigo passou. Muito mais Arouca na segunda parte: mais bola e muito mais perigo do que na primeira parte.

Fonte: Vitória FC
Fonte: Vitória FC

Aos 73 minutos José Couceiro fez a última alteração do jogo. Depois de Zé Manuel entrar para o lugar de Thiago Santana e Mikel para o lugar do autor do golo, Vasco Costa, foi a jogo Edinho, saindo o quase veterano Meyong.

O primeiro amarelo da partida foi mostrado a Bonilha, concedendo assim um livre ao Arouca que poderia ter dado golo não fosse a intervenção de Trigueira. Nota (muito) positiva para o guarda redes do Vitória. Logo a seguir, Zé Manuel viu também um amarelo, este por simulação.

Desconcentração: o Vitória mostrou muita desconcentração na segunda metade da partida.

O Arouca esgotou as substituições a cinco minutos dos 90’. Entrou no jogo Bruno Lopes e Valente, para substiuir Walter e Artur, respetivamente.

O árbitro Luís Ferreira deu quatro minutos de compensação, depois das várias assistências prestadas a Trigueira na segunda parte.

Nos minutos finais Mikel ainda conseguiu ganhar um canto, que valeu um amarelo a Nuno Pinto (por demorar muito tempo a marcar). O Vitória fez pouco para chegar ao golo e o canto nem à área chegou.

Terminou assim a partida no Bonfim, com o Vitória a vencer o Arouca por um golo. A equipa de Lito Vidigal ainda tentou chegar ao golo, mostrando-se atrevida nos segundos 45 minutos, mas os sadinos levaram a melhor e podem continuar a sonhar com a passagem à próxima fase. Isto se, claro, o Sporting vencer o Varzim, como será de esperar.