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FC Copenhaga 0-0 FC Porto: No desaproveitar não está o ganho…

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No frio gélido do norte da Europa, o FC Porto conquistou mais um ponto rumo à passagem aos oitavos de final da prova milionária. Será, porventura, um paradoxo considerar o empate frente ao Copenhaga positivo, tendo em conta que um triunfo garantia desde já o passaporte para a próxima fase, mas a verdade é que a luta pelo 2.º lugar (o Leicester já garantiu a primeira posição) mantém-se igual e os azuis e brancos dependem apenas de si para amealharem mais uns milhões. O FC Porto voltou a mostrar argumentos suficientes para levar de vencida uma equipa que consente muitíssimo poucos golos e, em casa, perdeu apenas por uma vez nos últimos trinta jogos.

Com um relvado extremamente irregular, frio e rápido, fruto das condições meteorológicas próprias de um país como a Dinamarca, a equipa portuguesa sentiu algumas dificuldades para segurar o ímpeto de um conjunto nórdico a quem só os três pontos interessavam. Nuno apostou no mesmo onze que havia feito ‘gato sapato’ do Benfica há três semanas atrás, com Casillas na baliza, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles na defesa (e que bem tem estado esta muralha…mérito de Nuno!), Danilo, Óliver, Otávio e Corona na linha média em constante movimentação no apoio a Jota e André Silva. O equilíbrio dos primeiros quinze minutos desvaneceu-se a partir daí, com a componente física a prevalecer, valendo Casillas a parar um remate perigoso de Augustinsson. O Copenhaga carregou em mais duas ocasiões e o FC Porto apenas conseguiu responder numa ocasião em que Óliver, o melhor dos dragões, fez um sprint enorme para recuperar a bola, endossou-a com regra e esquadro para André Silva, que não conseguiu aproveitar. Os portistas sentiram algumas dificuldades no primeiro tempo.

Já a etapa complementar trouxe um FC Porto completamente revigorado, com vontade de assumir o jogo e arrumar o assunto da qualificação logo ali. As oportunidades de golo sucederam-se mas o velho problema desta jovem equipa voltou a dizer ‘presente’. A definição dos lances não esteve ao nível da produção atacante, já que André, Jota, Corona e companhia não aproveitaram nenhuma das oportunidades. Nuno ainda acreditava que o tão almejado golo poderia aparecer, e só mexeu na equipa aos 84’, trocando Evandro por Otávio. Já em cima dos 90’, Varela rendeu o já desgastado Corona, mas, mais uma vez, a noite não era de inspiração.

Urge corrigir este problema que tem custado alguns pontos ao FC Porto nos últimos jogos, inclusive a eliminação da Taça. O próximo jogo, frente ao já apurado Leicester, é de extrema importância, onde só a vitória importa. Antes disso, a luta pelo campeonato conhece uma nova batalha já no próximo sábado, no Restelo, onde se espera uma abordagem diferente e mais eficaz na finalização.

Em frente, Dragões!

Sporting CP 1-2 Real Madrid CF: Não é preciso ser melhor para ganhar

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O Sporting ficou hoje arredado da possibilidade de continuar na Liga dos Campeões, depois de perder novamente por 2-1 frente ao Real Madrid, desta vez em Alvalade. Mais uma vez, os espanhóis tiveram de suar muito para conseguir derrotar os leões, conseguindo a vitória nos últimos minutos do encontro.

Jorge Jesus escalou o mesmo onze inicial que tinha utilizado no Santiago Bernabéu, com Bruno César no apoio a Bas Dost no ataque. Já Zidane continuou a apostar em Isco e Kovacic no meio campo, para colmatar as ausências forçadas de Toni Kroos e Casemiro. A surpresa foi a presença de Benzema no banco de suplentes, com Lucas Vázquez a completar o trio de ataque com Ronaldo e Bale. O jogo foi sempre equilibrado durante toda a primeira parte, apesar de um ligeiro ascendente espanhol. Contudo, o único remate à baliza resultou em golo. Após um livre batido na direita, Raphäel Varane aproveitou um ressalto para inaugurar o marcador, à passagem da meia hora do encontro. Aliás, neste lance tivemos um toque de Cristiano Ronaldo na assistência para o central francês. Isto é digno de registo porque o português não fez mais nada de relevante em todo o encontro, tendo ficado a seco em Alvalade.

Adrien Silva e William Carvalho conseguiram estar num plano bastante positivo perante os médios do gigante espanhol, que raramente conseguiram dar bolas em condições a Gareth Bale e Ronaldo. Na defesa, Coates esteve absolutamente imperial (mais uma vez) e João Pereira esteve muito bem, muito ativo na primeira metade. Na frente, Bruno César e Gelson Martins, para não variar, foram os melhores de verde e branco. Aliás, foram do brasileiro as melhores oportunidades para chegar ao empate, mas o seu remate, dentro da área, foi desviado de forma decisiva por um defesa. Num livre direto, o Chuta Chuta também atirou a rasar o poste.

Na segunda parte, os leões entraram mais fortes, mas sempre sem conseguir criar grandes chances para alvejar a baliza de Keylor Navas. O Real Madrid continuava inofensivo (Rui Patrício, que me lembre, não fez uma única defesa), e Jorge Jesus trocou Bruno César por Joel Campbell. Na minha opinião, Bryan Ruiz deveria ter sido o elemento a sair, pois era aquele que estava a apresentar um rendimento menor. Contudo, o costarriquenho teve mesmo de sair cinco minutos depois. Mais uma vez, tivemos uma demonstração de que é um risco enorme deixar um jogo de futebol nas mãos de um homem que tem as suas ideias e as intenções, como é o caso de um árbitro de futebol. Mesmo com o árbitro auxiliar e o árbitro de baliza “em cima” do lance, William Collum expulsou João Pereira depois de este ter dado um encosto em Kovacic, que caiu e rebolou na relva como um cão rebola na areia. Mais uma vez, a ideia de Jorge Jesus prevaleceu: o fair play é mesmo uma treta. Kovacic demonstrou-o e o árbitro foi conivente, tendo expulsado, sem razão alguma para tal, João Pereira.

Depois disso, Jesus colocou como Schelotto e sacrificou Bryan Ruiz, que estava a fazer um jogo apagado. O Sporting ficou algo desequilibrado mas, ainda assim, conseguiu chegar ao empate. Fábio Coentrão, que tinha entrado para o lugar de Marcelo, jogou com a mão dentro da área e, apesar de não ter muita vontade, William Collum assinalou a grande penalidade após indicação de um assistente. O capitão Adrien não perdoou da marca dos onze metros. Faltavam dez minutos para o final do encontro e o Sporting ainda teve duas boas chances para marcar, ambas por Campbell. Como Zidane admitiu no final, o Real passou mal em Alvalade. Só que a eficácia é tudo no futebol. Karim Benzema, numa das poucas vezes que tocou na bola, cabeceou forte e sem hipóteses para Rui Patrício, sentenciando o resultado final do encontro.

O Sporting ficou arredado da Liga dos Campeões, depois de perder os quatro encontros frente a Borussia Dortmund e Real Madrid. Contudo, se reconheço mais mérito aos alemães por aquilo que fizeram perante a equipa portuguesa, penso que os espanhóis não foram melhores do que o Sporting, em nenhum dos jogos. Contudo, é impensável que os espanhóis fiquem fora da “Champions” na fase de grupos, e William Collum, vendo a tarefa dificultada, colocou em campo a famosa dualidade de critérios, tão amiga dos árbitros quando estes querem influenciar o jogo sem dar muito nas vistas. Assim, o Sporting vai jogar o acesso à Liga Europa na Polónia, em dezembro. O jogo com o Légia é imediatamente antes da visita ao Estádio da Luz, e o Sporting jogará na UEFA um dia depois do Benfica. Espero que Jorge Jesus poupe jogadores na Polónia, pois o campeonato é bem mais importante que a passagem para a Liga Europa. Com o grupo que teve o FC Porto, o Sporting já teria, parece-me, o apuramento mais que garantido.

Moto GP: Uma volta rápida à temporada de 2016

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Cabeçalho modalidadesDepois do mundial escaldante de 2015, o de 2016 prometia muita animação e adrenalina. Foi uma temporada como há muito não se assistia, onde o equilíbrio entre os pilotos foi um dos pontos fortes deste ano. Mas apesar de tudo isso, Marc Márquez chegou e arrasou com a concorrência.

Se em 2015 assistimos a um Marc Márquez descontrolado, imaturo e pouco ciente dos riscos que corria, o mesmo não aconteceu em 2016. Aliás, o piloto espanhol não podia correr o risco de voltar a perder o título mundial por culpa própria. E é, talvez, aqui que Marc Márquez se destacou de tudo o resto. Tanto ele como a equipa da Honda Repsol perceberam que era necessário mudar de estratégia e que a mentalidade de Marc Márquez precisava de uma mudança quase brusca.

Com o objectivo de conquistar o título, o piloto e a equipa fizeram uma espécie de acordo onde cada parte tinha tarefas bem específicas. Marc Márquez tinha de controlar a sua imaturidade e perceber que conquistar só 10 pontos numa corrida era melhor do que acabar a prova sem qualquer pontuação; enquanto a equipa tentava colocar a Honda mais competitiva. E foi isso que aconteceu: criaram uma estrutura forte em torno de Marc Márquez e o próprio piloto alterou a sua forma de encarar cada corrida. O sucesso e o título de campeão deve-se, essencialmente, à estrutura e à mudança.

Fonte: Marc Marquez
Marc Márquez já conta com cinco títulos mundiais, três deles na categoria rainha do mundial de motociclismo
Fonte: Marc Marquez

De salientar que este foi o terceiro título conquistado por Márquez na categoria rainha, o que faz dele a referência do motociclismo actualmente.

Apesar do domínio do piloto espanhol, o mundial de 2016 foi o mais equilibrado dos últimos anos. Assistimos à quebra da hegemonia “Márquez, Rossi e Lorenzo” como os únicos capazes de chegar ao lugar mais alto do pódio, e foram nove os pilotos diferentes que conseguiram alcançar a vitória.

Há “Mas” laterais à escolha do leão

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Mesmo perante a muito modesta oposição do Praiense, a verdade é que Jefferson voltou a não fazer uma exibição muito positiva, ficando inclusivamente ligado ao único golo do emblema açoriano, num lance em que deixou fugir Filipe Andrade para o 0-1. O brasileiro, aliás, está a anos-luz da forma que apresentou sob o consulado de Leonardo Jardim e Marco Silva, parecendo um jogador já com a cabeça pouco conectada com o leão.

Atento a isso parece estar Jorge Jesus, sendo frequentes os rumores do interesse leonino em alguns laterais-esquerdos do mercado internacional, saltando inúmeras vezes para as páginas dos jornais os nomes dos internacionais argentinos Emiliano Insúa (Estugarda) e Emmanuel Mas (San Lorenzo), futebolistas que, aos 27 anos, se poderiam assumir como mais-valias no imediato e colocar instantânea pressão naquele que, neste momento, será o titular verde-e-branco no flanco canhoto da defesa, o holandês Marvin Zeegelaar.

Se Emiliano Insúa já é sobejamente conhecido do público português em virtude da sua anterior passagem por Alvalade, importa falar um pouco sobre Mas, futebolista, que, na minha opinião, teria tudo para se assumir rapidamente como um esteio no flanco esquerdo da defesa do Sporting.

Gonçalo Guedes: A promessa inconveniente

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É muito contestada a sua qualidade. Para uns é uma promessa prestes a explodir, para outros é apenas um jovem “overrated”. Estes últimos, são, maioritariamente, adeptos dos rivais encarnados e, em contrariedade, os primeiros são, na sua maioria, adeptos do Sport Lisboa e Benfica. Contudo, clubismos à parte, vamos esmiuçar tudo no que toca à sua virtude.

Gonçalo Manuel Ganchinho Guedes, nasceu na pequena vila de Benavente. Em 2005 ingressou nas escolas do Benfica e desde aí que não jogou com outra camisola que não o manto sagrado. Na altura era apenas um rapazinho de 9 anos que não sabia a tinta que iria fazer correr, as discussões de café que iria iniciar, nem os apoiantes e haters que iria ter.

Quando disse que o jovem nunca tinha jogado com outra camisola, estava sem querer a cometer um perjúrio. Na verdade, Guedes já representou por várias vezes a seleção das quinas, sendo assim o único outro emblema que ostentou no peito. E desta vez, é realmente a verdade.

Agora, Gonçalo Guedes tem 19 anos. Está a subir na carreira. Com Rui Vitória ao leme do barco encarnado, parece que as oportunidades para os jovens começarem a remar estão a aparecer e Guedes aproveita para se mostrar e rema contra a maré de críticos que dizem que ele não é bom o suficiente. Contudo, e como em tudo, há o outro lado da moeda, há uma legião de apoiantes que não o deixam a remar sozinho.

Mapas em cima do convés: em que direção navegamos? Promessa ou “overrated”?

Espanha: sangue novo (e velho)

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Estupefacção. Foi isto o que a maior parte dos amantes do desporto rei em Portugal sentiram quando receberam a notícia de que Julen Lopetegui, ex treinador do Futebol Clube do Porto, era o novo selecionador da Espanha, a seleção mais dominadora do futebol mundial deste milénio.

A verdade é que foi mesmo o treinador basco, que saiu de Portugal com a imagem bastante desgastada – com muito exagero à mistura, refira-se -, o escolhido para orientar a seleção de nuestros  hermanos, também ela com a imagem algo desgastada num passado recente, no Mundial 2018 a realizar na Rússia. Pode-se dizer que se juntou o útil ao agradável. Lopetegui estava claramente a precisar de um projeto que lhe desse reais possibilidades de limpar a sua imagem e melhorar o seu currículo, e a seleção espanhola desespera por encontrar novamente os trilho da glória, que tão bem lhe assentou entre 2008 e 2012. Apesar de à primeira vista a escolha não parecer a mais óbvia, sou obrigado a concordar com a opção da Federação Espanhola. O ex guarda-redes já tem alguma experiência no que toca a orientar seleções – foi campeão da europa com as seleções sub 19 e sub 21, mostrando ter qualidade no trabalho com jovens valores -, adapta-se ao estilo de jogo dominador e de posse que la roja pratica e é a pessoa indicada para fazer a renovação de uma seleção outrora brilhante, mas que está claramente a precisar de sangue novo.

Depois dos sub21, conseguirá Lopetegui ter sucesso na selecção principal? Fonte: Federação Espanhola de Futebol
Depois dos sub21, conseguirá Lopetegui ter sucesso na selecção principal?
Fonte: Federação Espanhola de Futebol

Mantendo a espinha dorsal da seleção campeã europeia em 2012 – Iniesta, Sergio Ramos, Piqué, David Silva, Jordi Alba, entre outros, continuam a merecer a confiança do selecionador espanhol – e introduzindo novos elementos, com jogadores mais jovens a serem opções mais regulares como Morata, Saúl Ñiguez, Marco Asensio, Sergio Roberto, e aproveitando alguns jogadores mais experientes mas que nunca tinham tido uma verdadeira oportunidade na seleção como Nolito, Vitolo e Aduriz, a verdade é que Lopetegui tem-se dado bem no novo desafio, tem gerido da melhor maneira a mudança, aproveitando o que de bom a equipa já tinha e dando o seu cunho pessoal naquilo que considera que necessita de ser melhorado e, mais importante que isso, tem apresentado bons resultados e ainda não conheceu o sabor da derrota.

Mantendo a filosofia de jogo que tantas alegrias deu à nação espanhola no passado recente – a equipa continua, e bem, com um futebol de posse muito apoiado, requintado e com segurança defensiva -, o selecionador espanhol vai mostrando que houve alguma injustiça na forma como foi tratado nos últimos tempos do seu reinado no dragão e devolveu a esperança aos espanhóis que tiveram prestações muito aquém daquilo que podem fazer nas duas últimas competições internacionais.

Com uma nova conquista no horizonte no Mundial 2018, espera-se que Julen Lopetegui continue a dar seguimento ao bom trabalho, fazendo uma campanha de qualificação tranquila, gerindo da melhor forma  as velhas raposas da seleção e trabalhando a evolução dos jovens que começam a ganhar o seu espaço na Seleção A, ajudando a dar o tal sangue novo que esta equipa tanto precisa.

 

Imagem de capa: Federação Espanhola de Futebol

Um Chocolate Belga Envenenado

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Na passada 6ª feira o FC Porto deu por encerrada a sua participação na Taça de Portugal Placard 2016/2017 após ser derrotado pelo GD Chaves por 3-2 na sequência da marcação de grandes penalidades. Uma vez mais o FC Porto apresentou-se como sendo uma equipa de duas faces, com diferenças significativas entre a forma como aborda os jogos no Estádio de Dragão e na condição de visitante.

Ponto prévio: era sabido que o GD Chaves poderia ser um adversário perigoso para o FC Porto, tendo em conta que esta é uma das equipas que em Portugal, atualmente, melhor interpreta os momentos defensivos do jogo. A jogar contra os flavienses os adversários têm criados menos do que é habitual, sendo que o jogo contra o SL Benfica é um excelente exemplo deste facto. As caraterísticas apresentadas pelo GD Chaves são precisamente aquelas que podem surpreender as equipas mais fortes: uma estrutura defensiva forte e, ofensivamente, a capacidade de saber esperar pelo momento certo (em transição ofensiva ou através de lances de bola parada) para “colocar em sentido” a equipa adversária.

Parecia claro que, para fazer face a este GD Chaves, o FC Porto precisaria de entrar em campo na máxima força (no que à utilização dos seus melhores futebolistas diz respeito). Já Nuno Espírito Santo pensou de forma diferente, tendo deixado de fora Óliver Torres e Jesús Corona, precisamente dois dos jogadores mais capazes de desbloquear a organização defensiva das equipas adversárias.

A verdade é que o FC Porto raramente foi capaz de encontrar espaços para penetrar na organização defensiva do GD Chaves e, dessa forma, o jogo foi-se desenrolando até chegar a uma fase em que o coração começava a ter mais influência do que o cérebro no futebol praticado dentro das quatro linhas. E é precisamente nessa fase, em que seria importante que o jogo do FC Porto fosse mais pensado, mais capaz de apresentar a paciência necessária para encontrar espaços na já fisicamente desgastada defesa do GD Chaves, que Nuno Espírito Santo opta por lançar em campo Laurent Depoitre.

Maxi bem tentou mas o Porto foi eliminado Fonte: FC Porto
Maxi bem tentou mas o Porto foi eliminado
Fonte: FC Porto

O desengonçado futebolista belga funciona, para a dinâmica coletiva do FC Porto, como um chocolate envenenado, na medida em que atrai a atenção de toda a equipa mas acaba por ser inconsequente. A sua entrada em campo levou a que começasse a haver um menor cuidado e elaboração na construção, tendo sido esta trocada pelo (preguiçoso) jogo direto. Alex Telles, Marcano, Felipe e Maxi Pereira, não tendo a possibilidade de procurar o ausente Óliver Torres, começaram a optar pelo chuto para o ar na busca de Depoitre. A partir dos 78 minutos de jogo, quando o FC Porto mais necessitava de procurar o golo da vitória, aquilo a que se assistiu foi ao desperdício de talento ofensivo ao não se entregar a bola aos médios para que estes pudessem iniciar o processo de criação.

Uma notória melhoria no Escrete

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É incrível o quanto cresceu a seleção A do Brasil desde a chegada de Tite ao comando da equipa técnica. Não apenas pelas (impressionantes) seis vitórias em outros tantos jogos deste treinador, mas também pelo nível exibicional que há muito não se via pelos homens que vestem a verde e amarela.

O Brasil lidera o grupo de apuramento para o Mundial de 2018, na Rússia, da Conmebol – a associação que reúne as federações dos países da América do Sul – com uns confortáveis 27 pontos, mais quatro do que o segundo classificado, Uruguai. Portanto, reina a calmaria pelos lados de Vera Cruz. A penúltima vitória diante da grande rival, Argentina, veio provar que este Brasil veio para ficar. Deixou-se de lamúrias e de um modelo que, claramente, estava ultrapassado. Sobre estas delongas debruçar-nos-emos na próxima semana. Porém, fica aqui um cheirinho do tema que exploraremos nos dias vindouros: Tite é o melhor treinador brasileiro. Ponto. Está no cargo certo. Será suficiente para mudar a mentalidade do futebol em rodo o Brasil? Desde as camadas jovens aos seniores? Veremos.

O que é certo é que este Escrete deixou-se de vaidades. Joga com afinco. Mas, sobretudo, sabe o que faz em campo. Porque o problema do Brasil nunca foi a qualidade – tem talento de sobra! – porém, nos últimos anos, a grande questão era o que fazer com esse mesmo talento.

O trio Coutinho, Neymar e Jesus vai encantando. Aqui, no 3-0 diante da Argentina. Fonte: tapurahonline.com.br
O trio Coutinho, Neymar e Jesus vai encantando. Aqui, no 3-0 diante da Argentina.
Fonte: tapurahonline.com.br

Philippe Coutinho está a jogar barbaridades, agora sim, explorado como deve ser. Gabriel Jesus – de que já falamos aqui no artigo sobre os 10 talentos do Brasileirão – nem parece que tem 19 anos. Neymar, claro, a figura. Mas nem por isso é “o” mais importante, no sentido de esta seleção ser Neymar-dependente.

Sinceramente, apraz-me muito ver o rumo que o Brasil está a tomar. Já fazia falta um Brasil assim. Pelo menos em termos momentâneos. Vê-se bom futebol. Era preciso inverter o rumo das coisas. A canarinha era o reflexo de um país amorfo, cheio de turbulência política – vide a destituição de Dilma – e com uma inflação económica brutal. Penso que isso também se refletia na seleção de futebol. Agora não estará muito melhor em termos sociais. Mas pelo menos o futebol do maior campeão do mundo de seleções vai voltando aos bons velhos tempos, para alegria de 200 milhões de corações.

 

Texto revisto por: Carlos Valente

Foto de capa: Torcedores.com

Zigic: a queda de um bom gigante

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Longe vão os tempos em que formava o Dúo Sacapuntos com o endiabrado Pedro Munitis ao serviço do Racing Santander, onde Nikola Zigic viveu aqueles que, porventura, terão sido os melhores anos da sua carreira futebolística.

Aos 36 anos de idade, o gigante sérvio voltou a ser notícia em Espanha, depois de durante a passada semana ter começado a treinar com o CF Torre Levante, um clube do quarto escalão do futebol espanhol, que tem as suas instalações perto da zona em que Zigic vive com a sua família. O poderoso avançado sérvio mudou-se recentemente para a cidade de Valência e depois de ter estado uma temporada sem jogar, decidiu voltar aos relvados. As notícias que chegam de Espanha apontam para que Zigic assine contrato com o conjunto valenciano na próxima semana, algo que se vier a acontecer, faz com que o CF Torre Levante se torne na terceira equipa, depois de Racing Santander e Valencia CF, que o antigo internacional sérvio representa em Espanha.

Zigic e Pedro Munitis ("Dúo Sacapuntos") no Racing Santander Fonte: Losotros18
Zigic e Pedro Munitis (“Dúo Sacapuntos”) no Racing Santander
Fonte: Losotros18

A carreira de Zigic foi desde muito cedo bastante acidentada. Embora os seus pais fossem ambos desportistas, a Zigic nunca lhe foram dadas liberdades excessivas para que abdicasse dos estudos em favor do futebol. Os seus 2,02 metros de altura colocavam Zigic na orbita do basquetebol, modalidade que a sua mãe praticou durante vários anos. No entanto, a paixão de Nikola era o futebol e apesar de ter começado a sua carreira como defesa central, cedo se percebeu a sua vocação para marcar golos e não tardou muito até avançar no terreno para fixar-se na posição de ponta-de-lança. Após ter apontado mais de uma centena de golos nos escalões inferiores do futebol sérvio em pouco mais de quatro anos, a sua carreira apenas atingiu outros patamares quando pela mão de Slavoljub Muslin (actual selecionador da Sérvia) chegou ao Estrela Vermelha de Belgrado (FK Crvena zvezda) em 2002. A veia goleadora de Zigic continuou ao serviço dos antigos campeões da Europa, onde, em pouco mais de três temporadas, apontou mais de 70 golos. Os números de Zigic faziam antever-lhe um futuro brilhante, mas apesar do interesse de outros emblemas, o poderoso avançado sérvio assinou contrato com o Racing Santander em Agosto de 2006 por valores ainda hoje desconhecidos, mas que terão rondado os sete milhões de euros.

Foi no emblemático Sardinero que Zigic viveu momentos de sonho na sua carreira. A parelha ofensiva com Pedro Munitis, os 5-1 ao Atlético Madrid e os 24 golos que apontou ao serviço do emblema da Cantábria, fizeram com que Zigic se tornasse num dos ídolos dos adeptos Racinguistas, que ainda hoje, sete anos depois da sua última passagem pelo clube, não o esqueceram.

WWE Survivor Series: Que main-event foi este?

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Team RAW Women’s vs. Team Smackdown Women’s

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Fonte: WWE

O primeiro combate da noite trouxe o combate entre as lutadoras das duas brands. Nikki Bella ficou afastada por lesão e Natalya ocupou o seu lugar, o que cria aqui já uma possível feud entre as duas, pois fica a ideia que Natalya que a atacou. O combate foi sólido, os elementos mais fracos foram eliminados em primeiro lugar, Nia Jax foi bookada como um elemento forte e houve momentos de atrito entre lutadoras da mesma equipa. Sasha Banks foi eliminada por Natalya, o que não fez sentido e que não criará nenhuma história a partir daqui, pois Charlotte não esteve envolvida. A vitória sorriu à equipa da RAW, de onde sobrou Charlotte e Bayley, com a ultima a fazer o pin em Becky Lynch. A vitória era esperada, pois após tanto destaque, chegando a main-event do ultimo PPV, não fazia sentido perderem. Mas quando se esperava que as ultimas duas fossem a campeã e Sasha e após o combate, as duas entrassem outra vez em rivalidade, esse cenário aconteceu com Bayley, que sofreu um ataque de Charlotte. Teremos aqui o inicio de uma nova feud?