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O que valem afinal as segundas linhas do leão?

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sporting cp cabeçalho 2

Está atingido o primeiro terço da época 2016/2017, os principais clubes portugueses entram portanto numa fase extremamente decisiva da época!

Brevemente o Sporting Clube de Portugal irá visitar o “velho rival”, num jogo que poderá definir muito nos lugares da frente do campeonato, jogará também o futuro na Europa e entrará em acção na Taça da Liga. Os famosos “onzes-base” não serão, desta forma, suficientes para cobrir uma série tão intensa de jogos (Liga, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga). Necessária e obrigatoriamente as segundas linhas desempenharão um papel fundamental nas performances das suas equipas. Lesões, castigos ou fadiga acumulada são uma realidade e os “melhores” não poderão, jogo após jogo, dar a sua contribuição.

Portanto, o que devemos esperar dos atletas do plantel principal do Sporting CP que até este momento se têm mantido na sombra dos habituais titulares ou mesmo de jogadores que embora não sejam titulares absolutos têm também tido oportunidade de jogar regularmente? Muitos dizem que estas são as diferenças entre grandes e médias/pequenas equipas… O facto de tirar ‘x’ e meter ‘y’ em determinado jogo e a qualidade não se alterar, ou mesmo as dinâmicas da equipa. Tentarei executar, segundo a minha própria opinião e intuição, uma reflexão e análise aos jogadores que constituem de momento as segundas linhas do plantel verde e branco.

Beto, o guarda-redes internacional e formado nesta mesma casa, é sem dúvida uma excelente alternativa ao actual titular guardião, o cada vez mais incontornável Rui Patrício, que se encontra sem sombra para dúvidas entre os cinco melhores guarda-redes da Europa e, de acordo com a France Football, entre os trinta melhores jogadores do planeta.

SC Braga 2-1 CD Santa Clara: Pose de vencedor

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Cabeçalho Futebol NacionalA magia da Taça voltou ao Estádio Municipal de Braga repleta de emoção e alguma ansiedade. Jogo muito disputado na troca de bola e por vezes sem grande imaginação, são os pontos-chave deste encontro referente à quarta eliminatória da Taça de Portugal. Ou dezasseis avos de final para os mais atentos. Do lado arsenalista deram-se algumas mudanças no onze como Bakic e Stoijilikovic a jogar de início, enquanto que os açorianos optaram por colocar os habituais e mais rotinados. Apesar da superioridade bracarense ter sido evidente, os arsenalistas não se livraram nunca de um grande susto, tendo chegado o Santa Clara primeiro ao golo. O Braga reagiu e mostrou que a Taça está cá para ficar. Rui Fonte sempre inconformado empatou aos oitenta e seis minutos e Stoijilicovic, com aquele faro único para o golo deu a vitória em cima do apito final. Testada em força e bola lá dentro. Dois para um foi o resultado. O bilhete para a próxima fase vai então para os Guerreiros do Minho que lutaram com todas as sua forças sem nunca desistir. Às vezes sem grande critério ou imaginação, mas o resultado foi reflexo do seu atrevimento. Ultrapassada está, mais uma etapa rumo ao Jamor.

Começava o jogo em Braga e ainda o público entrava no recinto de mantinha e casaco quente. Dizer que estava frio é pouco para quem esteve na mesma posição durante uma hora e meia. Uma espécie de manequim challenge mas durante mais tempo. Poucos, mas todos a fazer a mesma pose. Braços junto ao corpo e entrelaçados à procura de algum calor. No que ao jogo diz respeito, uma série de iniciativas individuais por parte de Wilson Eduardo no início do encontro, tentando fuzilar Serginho, descrevem a primeira pose para o desafio. Braços e mãos esticados com ar de espanto. Esteve perto do golo. O Santa Clara ia tentando apresentar o seu futebol ao continente e por algumas vezes esteve perto da baliza de Marafona, mas como este fim-de-semana não havia cupões ou grandes descontos o resultado mantinha-se intacto. O Braga tentava sair a jogar, fosse por Pedro Santos ou Rui Fonte, que por duas vezes alteraram a pose para o desafio. Só foi pena ter resultado em amarelo. «Rui não te podes mexer… Qual é tua!? Estamos a gravar e à tua conta ainda vamos ter de repetir… Tinhas razão mas para a próxima mais calma a reagir grande Rui!» Intervalo no municipal de Braga e o resultado estava a zeros.

A segunda parte não trouxe alterações nas equipas mas os bracarenses entraram com outra postura. Outra pose. Pose de vencedor. Mais oportunidades, mais bola e mais criatividade. Mas a verdade é que toda esta brincadeira de estar quieto podia ter corrido mal. Com pézinhos de lã e numa jogada muito bem desenhada o Santa Clara adiantou-se no marcador por intermédio de Telmo Castanheira, que passado o magusto ainda tinha muito fruto. E em nada secos. Merecido pela jogada e pelo oportunismo demonstrado. É aqui que se começa a ver demasiado movimento nos manequins. Nervosismo na entrega e na recepção podia ter ditado o segundo do Santa Clara. Até Marafona gelou quando a bola lhe fugiu dos pés e quase entrava na baliza. Se assim fosse, a Pedreira seria o sítio mais quente no recinto… Ou o banco do Santa Clara. José Peseiro mexeu na equipa e o resultado disso mesmo foi a quantidade de oportunidades criadas. Depois de tanto desperdício e um par de enormes defesas do agora Sergão o resultado mantinha-se. Mas o Braga não desistiu. Não iria entregar o jogo nem a Taça de forma tão fácil. Numa jogada de insistência, Baiano descobre Wilson Eduardo que cruza em força para Rui Fonte encostar. Está feito o empate e os ânimos serenam e muito na cidade de Braga. E quando o público mais queria o Braga fez mesmo o segundo. Tudo a fazer pose e Stoijilikovic ignora por completo o cenário. «Se é para fazer de árvore não quero!» Golão de cabeça e o estádio explode de alegria. A vitória carimbou a passagem dos arsenalistas à fase seguinte e o Santa Clara abandonou a prova com um aplauso merecido. Rumo ao Jamor, estamos juntos.

Rescaldo de Pedro Nuno Sousa

Mudanças na estrutura

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fc porto cabeçalho 2Têm sido notícia nas últimas semanas as várias mudanças na estrutura do futebol do FC Porto. A saída de Antero Henrique foi o mote para várias mexidas, não querendo dizer com isto que Antero era um problema, bem pelo contrário, na minha opinião, fez um extraordinário trabalho ao serviço do FC Porto, foram mais de duas décadas de grande sucesso nos vários cargos que ocupou. Um homem com visão, muito profissional, que ajudou a tornar vários setores do clube mais capazes e profissionais.

Mas a sua saída foi aproveitada para tornar a estrutura mais “Portista”, dando mais protagonismo a pessoas como Fernando Gomes e João Pinto, acreditando eu que estas mudanças foram idealizadas pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, que percebeu o que o clube precisava neste preciso momento, de mais cultura de clube junto da equipa.

Sempre defendi, principalmente num clube com as características do FC Porto, que o diretor geral ou desportivo devia ser uma figura de referência do clube. Esta semana o mítico capitão João Pinto foi destacado para essa missão, sendo o diretor adjunto de Luis Gonçalves, passando assim a acompanhar a tempo inteiro a equipa principal do FC Porto. Acredito que será uma mais-valia, ter alguém que respira portismo por todos os poros, que foi como jogador o protótipo de jogador à porto, que conquistou títulos atrás de títulos, ter alguém com estas características junto do plantel só pode ser benéfico.

Fernando Gomes, uma das maiores referências do FC Porto. Fonte: Facebook
Fernando Gomes, uma das maiores referências do FC Porto.
Fonte: Facebook

Outro histórico que abraçou novas funções foi Fernando Gomes, que agora coordena o departamento de scouting. Uma função extremamente importante, principalmente nos clubes “grandes” de Portugal, que não tendo o poderio financeiro dos seus rivais europeus, terão num scouting de qualidade e rigoroso uma arma para poder equilibrar as diferenças existentes. Ter alguém que foi um jogador de altíssimo nível, que também foi capitão do FC Porto, pode muitas vezes ajudar numa escolha mais criteriosa no que respeita a contratações, porque além das características técnicas e táticas de que os jogadores são alvo de avaliação, a questão mental é por vezes fundamental, e isso é mais fácil de avaliar por quem andou lá dentro e sabe o que é vestir a camisola azul e branca.

Conseguir fazer uma mescla entre ex-jogadores que foram referências, com pessoas da área mais académica pode ser uma excelente solução em diversos departamentos do clube. Manter a identidade do clube com a experiência de quem andou dentro das quatro linhas e a sabedoria que dai advém, juntando pessoas da área científica e académica significa conhecimento (experiência), inovação e desenvolvimento.

Na área da comunicação também existiram mudanças, e acredito que mais aconteceram na estrutura portista, um abanão era preciso, sangue novo, novas ideias, novos métodos eram precisos, e quem comanda não teve medo de mudar.

Um novo rumo para novas conquistas!

 

Texto revisto por: Carlos Valente

 

SL Benfica 6-0 CS Marítimo: Houve Taça

sl benfica cabeçalho 1Estamos acostumados a ouvir que a Taça de Portugal está muitas vezes associada a uma festa – “Festa da Taça” – que representa as surpresas que esta prova reserva e o espírito familiar que promove juntos dos adeptos de futebol em Portugal. No entanto, a grande maioria de nós só refere a tão conhecida expressão “Houve Taça” quando um clube menos favorito surpreende e elimina um clube com responsabilidades na conquista da prova. Não concordamos muito com esta visão. Ontem houve espectáculo, houve muitos golos, houve magia e, por isso, houve taça.

Quanto ao jogo propriamente dito, poderíamos dizer que mudou aos três e acabou aos seis, numa partida em que o SL Benfica praticamente começou a ganhar com o golo de Cervi, aos dois minutos, que, assistido por Salvio, inaugurou o marcador.

E foi esse o mote para um jogo de domínio avassalador dos encarnados, que “apenas” aumentaram a vantagem aos 39 minutos, através de um remate bem colocado de Pizzi, muito por responsabilidade de um insipirado Gottardi, que, numa noite bastante ingrata, foi sustendo como pôde a desvantagem mínima, negando o golo a Gonçalo Guedes ao minuto 12 e a Salvio ao minuto 24.

benfica
Pizzi facturou em dia de chuva de golos
Fonte: SL Benfica

Mas esta era a noite dos comandados de Rui Vitória. Perto do final da primeira parte, uma fantástica arrancada de Nelson Semedo – é impressionante vê-lo ganhar os lances dando dez metros de avanço a qualquer jogador – evitou que um passe de ruptura de Samaris se perdesse pela linha final e, com a “finta de Zidane”, ganhou espaço para cruzar, à segunda, para finalização fácil de Mitroglou. 3-0 ao intervalo.

Mas, se esperavam um abrandamento da turma da Luz pensando no jogo da Turquia, enganaram-se! A segunda parte começou com a mesma intensidade e com o mesmo marcador. Mitroglou a passe, in extremis, de Gonçalo Guedes bisou na partida. Corria o minuto 53.

Tinha a palavra Rui Vitória, e, ao minuto 57, substituiu Mitroglou por Jiménez. que acabaria por assinar a folha de marcadores, ao minuto 69, através da conversão de uma grande penalidade por mão na bola cometida pelo jogador maritimista Samuel, que acabaria expulso.

O jogo encaminhava-se pacificamente para o final – é de registar o regresso de Rafa Silva aos relvados, estreando-se na Luz com a camisola do Benfica – mas não poderia terminar sem o golo da noite da autoria de Gonçalo Guedes, que coroou, aos 88 minutos, uma exibição de luxo do jovem jogador made in Seixal.

Resultado final: 6-0. Exibição de gala do Benfica antes da deslocação ao terreno do Besiktas.

Querido, mudei o James Harden

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Cabeçalho modalidadesDesde que saiu de Oklahoma à procura de mais protagonismo que se percebeu que tinha qualidade e talento mais que suficientes para assumir o papel referência ofensiva da sua equipa. De facto, desde o primeiro dia que se tornou o grande responsável por fazer o marcador andar em Houston, e mesmo antes de chegar poucos duvidaram que seria assim. A qualidade apresentada em OKC não deixava dúvidas.

A chegada de Mike D’Antoni a Houston trouxe muitas novidades à equipa texana. Como em todas as equipas que comanda, agora corre-se muito, os ataques são mais rápidos e não se desperdiça nenhuma oportunidade de contra-ataque.

Menos esperada foi a alteração no papel do camisola 13 operada pelo atual treinador. Agora, e pela primeira vez na carreira, James Harden assume o papel de coordenador do ataque, o base e grande pensador de todo o jogo ofensivo. Esta mudança gerou muitas dúvidas, mas cedo se dissiparam, na pré-época o jogador foi o impensável líder das assistências. A mudança estava feita. Aquele que acusámos muitas vezes de se agarrar muito à bola e passar o tempo a tentar ganhar lances livres e forçar lançamentos, era agora um respeitável playmaker.

Harden assume a batuta na orquestra ofensiva dos Rockets Fonte: Houston Rockets
Harden assume a batuta na orquestra ofensiva dos Rockets
Fonte: Houston Rockets

Nos primeiros treze jogos a sério mantém o estatuto de melhor passador, com umas impressionantes 12.5 assistências por partida. E mais que os números ficam as exibições, tem conseguido envolver toda a equipa à sua volta, tirando o melhor que pode dos seus companheiros. Até na defesa, onde é muitas vezes criticado, tem mostrado uma atitude diferente, mais esforçado e empenhado. Está mais dentro do jogo, e os desaparecimentos súbitos, bastante frequentes no passado, são agora uma miragem.

MVP? Muito difícil. Apesar de líder o quarto melhor ataque na NBA, a sua equipa é apenas quinta na conferência, e não é de esperar muito melhor que isto. Ainda assim, e caso consiga manter o nível até aqui apresentado, podem dar cartas nos PlayOffs – quem os quiser ultrapassar terá de suar.

D’Antoni não descobriu a pólvora. Harden já tinha o step-back, o tiro de 3, o crossover, o fade away, o euro-step e todo um arsenal de soluções que faziam de si um dos melhores marcadores de pontos da liga. Aí mantém-se tudo igual, como a barba. Agora, alia tudo isso ao alley oop de meio campo, ao passe por trás das costas, e à assistência pró canto a olhar para a bancada. E é tudo isso que, hoje, faz de si o jogador com mais soluções ofensivas da liga. Veremos até onde consegue levar os seus foguetes.

Foto de capa: Houston Rockets

Sporting vs Real Madrid: O Prefácio da antevisão possível

Para o Sporting, o jogo com os Merengues será díficil. As contas, porém, são mais fáceis de fazer, e só uma vitória pode prolongar a hipótese de sonhar com os oitavos da Champions. Numa anomalia inesperada neste momento da competição, também o Real Madrid necessita de levar três pontos de Alvalade para assegurar a passagem. São estas as cartas, meus caros. Vamos ao jogo.

Na partida do Bernabéu quase tudo aquilo que aconteceu relacionou-se com o mérito do Sporting. Uma excelente atitude defensiva, um ataque consistente e um Gelson Martins a fazer o melhor jogo da carreira terão sido as razões mais óbvias de uma exibição de gala. Volta a parecer que, no que diz respeito à análise, falamos sempre do mesmo, mas foi nesse comportamento entre os sectores que o Sporting venceu o jogo mesmo sem ter sido o vencedor. Apesar de não ter tido a posse da bola, a equipa de Jorge Jesus foi capaz de obrigar o Real Madrid a jogar de outra forma, chegando apenas à baliza de Patrício no jogo longo, sem teor construtivo. Não estaremos a fugir à verdade se falarmos em banho táctico, proveniente de uma autêntica lição do real paradigma da fábula de David e Golias elaborada por Jorge Jesus. Já a forma de como o jogo terminou, ditando a derrota do Sporting, deverá ser a primeira noção a reter, e a transportar, para o encontro de Alvalade.

Creio, pela expectável melhoria dos Madrilenos, que o principal aumento da dificuldade para o Sporting dever-se-á à nova intensidade do adversário. Não me dirijo às hipotéticas instabilidades individuais, sendo certo que os génios podem muito bem decidir aparecer a qualquer momento, mas sim à desenvoltura de uma equipa que, em circunstâncias normais, aprende a dominar o destino dos jogos desde cedo, como é jeito de colosso europeu. Acresce-se, ainda, um outro ponto.

Jefferson, o que é que se passa contigo?

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Longe vão os tempos em que o brasileiro Jefferson jogava e convencia. Pela sua velocidade, pelo seu poder de remate, pela capacidade que tinha de balancear a equipa no ataque e até por defender razoavelmente, mesmo não sendo brilhante.

Ainda me lembro dos tempos em que as suas cavalgadas empolgavam os adeptos, com cruzamentos constantemente perigosos e os seus remates queimavam as mãos dos guarda-redes adversários. Hoje, Jefferson está sem chama, sem garra e parece sem vontade de ganhar o lugar que devia ser seu por direito. E pior, não se pode queixar de falta de oportunidades.

Jesus já o quis no Benfica e ele, bem, recusou a proposta e juntou-se à equipa verde e branca. E, se no tempo de Leonardo Jardim era praticamente indiscutível, com Marco Silva começou a perder protagonismo e com Jorge Jesus tem rodado o lugar. Mas pior, quando entra e se lhe dá uma oportunidade, tem falhado no resgate da posição de defesa-esquerdo indiscutível. Que tem qualidade todos sabemos, só falta mesmo o jogador fazer o que já fez no passado e voltar a ter aquela garra característica que empolgava os adeptos.

Jefferson a festejar o seu último golo, e logo contra o SL Benfica. Já foi há quase dois anos. Fonte: http://bancadadeleao.blogspot.pt
Jefferson a festejar o seu último golo, e logo contra o SL Benfica. Já foi há quase dois anos
Fonte: http://bancadadeleao.blogspot.pt

Falta-lhe confiança e o facto de o último golo marcado oficialmente ter sido a oito de Fevereiro de 2015 é demonstração disso. Jefferson, se me estás a ler, quero um festejo entusiasmante como aquele no teu último golo oficial contra a equipa da Luz aos 87 minutos. Quero que o teu olhar volte a brilhar quando vestires a camisola verde e branca e que sintas que nós estamos cá para te apoiar Sempre! (Desde que obviamente te esforces para isso…)

Força Jefferson, Força Sporting!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

FC Inter: de trás para a frente

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Cabeçalho Liga Italiana

A algumas horas do derby milanês, é difícil antever como se comportará o Inter de Milão. A entrada do novo treinador foi feita a conta gotas – Pioli teve tempo para preparar as suas ideias – e agora, chegando o grande jogo, é impossível adivinhar que tipo de equipa aparecerá logo à noite. Porém, o diagnóstico a este Inter é fácil de se fazer: há que aproveitar todo o talentoso meio campo para a frente e, sobretudo, estabilizar a equipe em termos defensivos. Pioli é um “senador” do futebol italiano e, sabe que, sem rigor defensivo, é difícil vencer neste país.

 

Depois do forte investimento aquando da entrada de Mancini na época passada – armada croata (Brozovic e perisic) e nova dupla de centrais (Murillo e Miranda) -, esta época, com a entrada de um novo técnico – holandês por sinal -, o investimento foi ainda maior. O inter ganhou tracção à frente. Entraram João Mario, Gabriel e Candreva. Um treinador holandes e matéria prima na frente costumam resultar  numa mistura explosiva. Nada disso aconteceu. O Inter foi sempre uma equipa desequilibrada, desmembrada e previsível. Os maus resultados  acumularam-se e só havia uma saída: o despedimento de De Boer.

O desafio do Inter não é a falta de talento, mas sim a sua exploração Fonte: FC Inter
O desafio do Inter não é a falta de talento, mas sim a sua exploração
Fonte: FC Inter

Muitas eram as apostas para o lugar de novo treinador – o português Marco Silva foi apontado -, mas os dirigentes do Inter, que tem sido alvo de duras criticas por parte dos adeptos, cansados de tantas desilusões, apostaram num num homem conhecedor do futebol italiano. Pioli tem na bagagem um 3ª lugar com a Lazio, em 2014/2015, e a simpatia dos seus colegas que o apontam como “um homem inteligente, que ainda não teve a sua oportunidade”.

 

Pioli comeca agora a sua aventura. A criatividade de João Mario, Brozovic e Banega, tem de ser resguardada por um trinco puro – nenhum destes jogadores tem perfil para essa posição -, e, no ataque, nao chega ter muito talento, é preciso organização. Até porque se estes dois sectores continuarem desequilibrados , é atras que o Inter vai sofrer mais. E, em Itália, mais do que em qualquer outro país, os campeões constroem-se de trás para a frente.

 

Foto de capa: ESPN

AC Milan: rumo à regeneração?

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Cabeçalho Liga Italiana

AC Milan, o nome de um histórico do futebol italiano e europeu. Quem não se lembra de jogadores como Kaká, Seedorf, Maldini, Pirlo, Nesta, Inzaghi, Gattuso, Gullit, Baresi, Rijkaard e até mesmo Van Basten? Um dos melhores clube do mundo onde jogaram várias das maiores e melhores estrelas do futebol mundial. O clube de Milão conta com um vasto palmarés, sendo que é o segundo clube com mais titulos da Serie A juntamente com o eterno rival Inter – 18 contra 31 da Juventus. É também o segundo clube com mais conquistas da prestigiada Liga dos Campeões, contando com 7 troféus. A última vez que se sagrou campeão italiano foi na época de 2010-2011, tendo nas duas épocas a seguir feito 2º e 3º lugar respectivamente.
Foi no ano de 2013 que o Milan se viu numa situação que outrora não tinha conhecido. Começou a ter algumas dificuldades pois foi perdendo alguns dos seus melhores jogadores e realizou de seguida duas das piores épocas de uma história com mais de 100 anos de história. Em 2013-2014 acabaram o campeonato fora da zona de qualificação europeia, acabando em 8º lugar onde ficaram a uns expressivos 45 pontos da campeã Juventus. Em 2014-2015 conseguiram piorar o seu registo, ficando mais longe ainda da zona europeia terminando em 10º lugar a 35 pontos da campeã Juventus.

O adolescente Donnaruma é candidato a figura do dérbi Fonte: UEFA
Donnarumma defende o rumo à regeneração milanesa
Fonte: UEFA

Hoje a conjuntura milanesa é diferente daquela que se vivia há uns anos atrás. Depois de perder recentemente algum prestígio e uma equipa de super-estrelas, a equipa de Milão está a tentar reerguer-se procurando voltar o mais cedo possível às provas europeias. Actualmente encontra-se em 3º lugar na Serie A a 8 pontos da lider Juventus. Após começar a sua campanha de forma positiva com vitórias sobre Lazio, Sassuolo e até Juventus, é altura de perceber se a boa forma é algum renascimento temporário ou um verdadeiro sinal de melhoria a longo prazo. Actualmente e sabendo que o futebol moderno não será nem de perto o que foi o futebol nos tempos mais antigos, o Milan procura formar um bom plantel mas sobretudo formar e desenvolver os seus jovens jogadores com maior potencial. Conta no seu plantel com jovens de enorme valor tais como Niang, Pasalic, Locatelli e o nome mais sonante e que já é visto como um dos mais influentes apesar de só ter 17 anos de idade, falo de Gianluigi Donnarumma.

Hoje o AC Milan vai ter pela frente mais um bom teste para provar a sua força e se realmente tem capacidade para chegar ao tão desejado título italiano. Defrontam o seu eterno rival Inter que recentemente trocou de treinador, estando ainda sem as ideias do mesmo a 100%, podendo então o Milan tirar proveito disso. Encontram-se também numa das suas piores fases e de orgulho ferido estando apenas num modesto 10º lugar. O Milan é aqui dado como favorito para o jogo e irá procurar vencer o encontro continuando assim à procura de garantir o seu principal objectivo: a qualificação para a Liga dos Campeões, correndo para o título como outsider dando esse principal protagonismo à Juventus e à Roma. Os adeptos querem o título mas sabem que o clube querendo voltar ao seu auge tem que estar na Liga dos Campeões e isso é a prioridade para este ano. Apesar de uma equipa algo jovem, apresenta um bom conjunto de jogadores que certamente num projecto mais a médio prazo, poderá vir a dar os frutos desejados e voltar então a aumentar o palmarés de um dos melhores clubes do mundo.

 

Foto de capa: AC Milan

FC Porto goleia e mantêm-se na liderança

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Cabeçalho modalidadesNa sétima jornada do campeonato nacional, o FC Porto recebeu no Dragão Caixa o histórico CD Paço de Arcos, para mais um clássico do hóquei em patins português. Após duas partes, onde só deu Porto, o conjunto de Guillem Cabestany acabou por vencer pela larga margem de 12-1.

Como seria expectável, o Porto entrou forte e tentava, rapidamente, chegar á baliza do Paço de Arcos, que defendia no interior da área do garrafão de basquete. O volume atacante azul e branco era tal, que as oportunidades se sucediam, parecia um autêntico cerco á baliza do conjunto da linha.

Após os cinco minutos iniciais, o Paço de Arcos começou a ter alguma posse de bola, embora sem conseguir criar qualquer chance de relevo. No entanto, como se esperava, foi o Porto a abrir o marcador. Jogada de insistência da equipa da casa e Gonçalo Alves a assistir Hélder Nunes, solto no interior da área, para o primeiro golo da tarde. Logo a seguir, surge o 2-0 através de uma seticada rasteira de Gonçalo Alves. Mais uns segundos e mais um golo. Bela jogada coletiva do Porto e Vítor Hugo, á boca da baliza, fez o terceiro.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O Paço de Arcos tentava responder aos golos portistas, mas o conjunto de Cabestany, sempre com uma pressão muito alta, recuperava a bola rapidamente.

Quando nada o fazia prever, em dois lances praticamente seguidos, o conjunto da linha esteve perto de marcar, mas nem Rui Pereira ou Nelson Pereira conseguiram ultrapassar Carles Grau.

Os jogadores de ambas as equipas mudaram, mas a história do jogo continuava a mesma, o Porto sempre a atacar á procura de mais golos e o Paço de Arcos sempre mais recolhido, tendo posses de bola atacantes sem qualquer perigo.

Até ao final dos primeiros vinte cinco minutos, o Porto ainda tentou aumentar o score, mas o golo não quis mais nada com a equipa nortenha, que foi a vencer para o intervalo por 3-0.