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1.º Dezembro 1-2 SL Benfica: Serviços mínimos bastaram

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A prova rainha voltou e, para a 4.ª eliminatória desta competição, o Sport Lisboa e Benfica teve como adversário a equipa do 1.º de Dezembro, clube que actualmente milita no Campeonato Nacional de Seniores.

Com muitas mexidas no onze inicial da equipa orientada por Rui Vitória, a primeira parte deste encontro foi bastante fraca. A turma da luz apresentou falta de “ligação” nas suas jogadas, o que também é compreensível devido à pouca rotina de jogo que alguns jogadores que foram escolhidos para iniciar a partida apresentam.

Com um bloco muito recuado e com as linhas muito compactas, a equipa do Benfica teve dificuldade em trocar a bola rapidamente, o que facilitou a tarefa da turma de Sintra. A esta passividade na troca da bola juntou-se a falta de rasgos individuais, o que fez com que as duas equipas voltassem aos balneários após os primeiros 45 minutos com um empate a zero.

O segundo tempo trouxe Gonçalo Guedes, que substituiu Carrillo ao intervalo. O internacional português mexeu com o jogo e dificultou a vida à defesa do 1.º de Dezembro, o que se veio a traduzir no primeiro golo do Benfica ao minuto 49, golo este que foi apontado pelo médio Danilo Barbosa.

Mesmo com o golo a qualidade do jogo não melhorou. Como disse anteriormente, Gonçalo Guedes mexeu com o jogo mas isso foi apenas durante um curto período de tempo, após o qual o jogo voltou a apresentar falta de intensidade e acima de tudo falta de qualidade.

Com um acumular de erros por parte do Benfica, surge o golo do 1.º de Dezembro, sendo este fruto de um erro da defesa encarnada, erro este que resultou em grande penalidade, que foi batida por Martim Águas, filho e neto de duas glórias do Sport Lisboa e Benfica.

Com o passar dos minutos, a tarefa do Benfica tornou-se mais difícil, o que fez com que Rui Vitória tenha tido de lançar Pizzi e Mitroglou na esperança de evitar o prolongamento e os penáltis.

O golo encarnado acabou por surgir ao minuto 95 através de um cabeceamento do capitão Luisão, golo este que deu a vitória à turma da luz. Apesar da fraca exibição, o Sport Lisboa e Benfica vence e assim continua em prova na Taça de Portugal.

Motogp: Marc Marquez e o provável título mundial.

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Cabeçalho modalidadesO mundial das duas rodas chega este fim-de-semana a Motegi, no Japão, para aquela que é a primeira das últimas quatro provas da temporada, e com o campeonato quase decidido. A matemática não engana e não precisamos de ser peritos em futurologia para prever o destino final do mundial: Marc Márquez vai em primeiro, e os seus oponentes directos não parecem ser capazes de contrariar o rumo dos acontecimentos

Marc Márquez chega ao circuito de Motegi depois de ter vencido o grande prémio de Aragón, onde nem Valentino Rossi nem Jorge Lorenzo tiveram ritmo para acompanhar o piloto espanhol da Honda Repsol que aumentou a vantagem para 52 pontos sobre o italiano e 66 pontos para Jorge Lorenzo.

Os mais distraídos podem questionar-se sobre a vantagem de Marc Márquez perante os seus opositores, já que as oito últimas corridas tiveram cada uma delas vencedores diferentes, mas a verdade é que o piloto da Honda Repsol tem sido bastante consistente durante todas as provas e tem-se mantido à margem das polémicas, enquanto Valentino Rossi e Jorge Lorenzo teimam em insultarem-se um ao outro.

O título de campeão mundial é o destino provável de Marc Márquez Fonte:  Marc Márquez
O título de campeão mundial é o destino provável de Marc Márquez
Fonte: Marc Márquez

Além das polémicas nada agradáveis, os pilotos da Yamaha não alcançam a vitória há já sete corridas. A última vez que as cores da Yamaha estiveram no lugar mais alto do pódio foi em Montmeló, através de Valentino Rossi. Por outro lado, a Honda Repsol ganhou cinco provas, quatro delas com o selo de Marc Márquez.

O piloto espanhol tem assim o caminho aberto para o terceiro título mundial da carreira e as contas não são assim tão difíceis de fazer. Para ser campeão já neste grande prémio, em Motegi, Marc Márquez precisa de vencer a corrida, esperar que Valentino Rossi não faça melhor do que a 15ª posição e Jorge Lorenzo não vá além do quinto posto, contudo, não me parece que os pilotos da Yamaha vendam o campeonato tão facilmente e, como tal, vão lutar contra este desfecho quase inevitável. Nas restantes provas do campeonato, o piloto espanhol da Honda Repsol só precisa de ficar no quarto lugar para se sagrar campeão na última prova, em Valência.

O final da temporada 2016 está a chegar e o desfecho é cada vez mais provável, mas esperemos que o mundial não perca a emoção até Novembro.

 Foto de capa: MotoGP

Texto revisto por: Carlos Valente

Talento português na capital do futebol búlgaro – Entrevista a Diogo Viana

Cabeçalho Futebol Internacional

O PFC CSKA Sofia que, num passado não muito distante, deu a conhecer ao mundo do futebol o ex-bota de ouro europeu Hristo “Камата” Stoichkov, serve agora de casa a Diogo Viana, um dos mais talentosos extremos do futebol português da última década que, depois de ter passado por Sporting CP e FC Porto, encontrou na capital búlgara um histórico emblema do velho continente onde está determinado a deixar a sua marca.

Acarinhado pelos adeptos e tido em grande conta pelos meios de comunicação búlgaros, o número 7 do CSKA está até ao momento a realizar uma época de excelente nível e, antes do grande dérbi do próximo Sábado frente ao PFC Levski Sofia, contou ao Bola na Rede como tem sido esta sua nova aventura por terras búlgaras.

Bola na Rede: Após duas temporadas de bom nível ao serviço do Gil Vicente FC, como surgiu a oportunidade de rumar à Bulgária?

Diogo Viana: Primeiramente, tenho de dizer que sair do Gil Vicente custou-me muito porque me sentia em casa e é um clube de que gosto muito. É claro que a descida de divisão foi crucial para sair do clube, porque se nos tivéssemos mantido na 1.ª Liga muito dificilmente saía de Barcelos.

BnR: Como foi a adaptação ao futebol búlgaro e a sua primeira temporada no PFC Litex Lovech?

DV: A adaptação foi muito boa porque tinha portugueses na equipa e, quando assim é, tudo fica mais fácil. A Bulgária é um país muito acessível e é fácil adaptarmo-nos.

Diogo Viana é uma das revelações da Liga da Bulgária Fonte: gong.bg
Diogo Viana é uma das revelações da Liga da Bulgária
Fonte: gong.bg

BnR: Aquela partida com o PFC Levski Sofia em Dezembro do ano passado marcou a época negativamente. O que aconteceu realmente?

DV: O nosso Presidente sentiu que os árbitros nos estavam a prejudicar e a beneficiar o adversário e decidiu tirar a equipa do campo.

BnR: Depois de toda a turbulência financeira e desportiva pela qual passou, com despromoções e fusões à mistura, o PFC CSKA Sofia está de volta ao convívio com os grandes. Como estão a ser estes primeiros meses ao serviço do histórico emblema do leste da Europa?

DV: Muito bem, estou muito feliz por jogar no melhor clube da Bulgária e num histórico europeu. Tudo a correr na perfeição, com golos e boa exibições.

BnR: A presença de vários jogadores portugueses no plantel da equipa tem certamente ajudado na adaptação a esta nova realidade. Como é o vosso dia-a-dia na maior cidade da Bulgária? A língua búlgara tem sido um grande obstáculo?

DV: Cidade muito boa para viver, mais barato do que em Portugal, temos vários sítios de lazer, restaurantes muitos bons… quase não sinto que estou fora do meu país. A língua búlgara é muito difícil de aprender, mas hoje em dia todo o mundo fala inglês, o que facilita bastante a todos os níveis.

All Blacks, os donos e senhores do Hemisfério Sul

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Cabeçalho modalidades

O rugby são trinta jogadores e no final os All Blacks conquistam a taça! Provavelmente nunca tal foi dito, mas a verdade é que a afirmação bem que pode ser aplicada à selecção da Nova Zelândia que mais uma vez se demonstrou insuperável. Seis jogos, seis vitórias e os neo-zelandeses arrecadaram a taça sem margem para qualquer tipo de contestação!

A equipa/A surpresa: Com seis vitórias bonificadas em seis jogos – num total de trinta pontos… em trinta possíveis -, este foi o Rugby Championship menos equilibrado de sempre, com a Nova Zelândia a demonstrar toda a sua força na maior competição entre selecções do Hemisfério Sul. A surpresa prende-se com os números obtidos pelos neo-zelandeses: 262 pontos marcados contra apenas 84 sofridos, sendo a única selecção a terminar a competição com uma combinação de pontos (bastante) positiva.

A desilusão: Vítimas de alguma inexperiência dos seus jogadores nestas andanças, os Pumas insistiram e persistiram sempre no mesmo tipo de erros defensivos e pagaram-nos bem caros, tendo ficado no quarto e último lugar da classificação. De qualquer forma esse lugar não é preocupante, e se os argentinos cometeram muitos erros na defesa, a verdade é que o ataque dinâmico bem característico desta selecção já provou que pode fazer estragos…

Os Pumas demonstraram alguma falta de acerto na hora de defender Fonte: All Blacks
Os Pumas demonstraram alguma falta de acerto na hora de defender
Fonte: All Blacks

O jogo: Os All Blacks entraram muito bem no jogo frente à Argentina, realizando uma primeira parte de sonho, mas o que ninguém esperava era a reacção explosiva dos Pumas na segunda metade: as constantes dinâmicas e mudanças de velocidade deram ao jogo um ritmo alucinante, atribuindo ao jogo um desempenho táctico raramente alcançado. A verdade é que os últimos vinte minutos da partida foram electrizantes, com os argentinos a equilibrar a partida. Esse equilíbrio, todavia, não chegou para vencer a partida.

O jogador: Beauden Barrett. O abertura All Black não deixou créditos por mãos alheias e realizou jogos de grandíssimo nível durante toda a competição. Um dos melhores jogadores do mundo – senão o melhor – e ainda conta com apenas 25 anos…

Foto de capa: All Blacks

FC Famalicão 0-1 Sporting CP: Vitória é sinónimo de qb.

sporting cp cabeçalho 1Antes de o jogo começar, a vitória seria algo que até o mais cauteloso adepto do Sporting teria como certa. A verdadeira dificuldade parecia ser a de se saber quantos golos iria a equipa verde e branca marcar frente a uma equipa que estava numa posição intranquila da Segunda Liga Portuguesa.

As novidades do elenco de Jorge Jesus foram muitas, promovendo a estreia de Beto e de Douglas em jogos oficiais, e os golos até surgiram cedo. À passagem dos primeiros dez minutos, Markovic colocou os leões na frente com um golo cheio de oportunidade e aproveitando um ressalto na área do Famalicão.

O golo do Sporting tranquilizou – quiçá em demasia – a equipa leonina, que se acomodou com a vantagem e apenas em jogadas esporádicas tentava incomodar o guardião Gabriel.

No banco, Jesus não se mostrava tranquilo e corrigia incessantemente o posicionamento dos jogadores da sua equipa, sendo Petrovic um dos jogadores mais chamados à atenção. O médio sérvio acabou por ter um jogo para esquecer, lesionando-se perto do intervalo e obrigando JJ a mexer na equipa aquando do regresso aos balneários.

Na segunda parte, e com a entrada de William, o Sporting ganhou confiança a meio-campo. O internacional português não tinha o seu regular parceiro – leia-se Adrien – e não conseguiu mexer com o jogo como habitual. Elias, o parceiro substituto, mostrou-se numa fase de aprendizagem e voltou a fazer uma exibição medíocre.

Pior ainda foi Alan Ruiz, que cada vez mais se transforma numa enorme incerteza. O jogador argentino voltou a realizar uma exibição apagada, mostrando uma enorme capacidade de se esconder do jogo.
O Famalicão aproveitou esta falta de rotina leonina para ganhar confiança e ir-se aproximando da baliza do regressado Beto, e nunca se conformou com o resultado.

A entrada de Gelson veio trazer qualidade ao jogo do Sporting, mostrando que a chamada à selecção nacional trouxe ainda mais magia e confiança; no entanto, continuou a faltar ao jogo do Sporting alguém que o pautasse a meio-campo, assistindo-se assim a um encontro muito corrido e pouco controlado.

Em suma, o jogo juntou uma equipa que está a fazer um mau campeonato na Segunda Liga, querendo mostrar-se nestes jogos da Taça de Portugal e contra um candidato ao título nacional, e outra composta por muitos jogadores com poucas rotinas entre si mas que querem mostrar trabalho e qualidade ao treinador. Ora, disto resultou um jogo de precipitações, de constantes perdas de bola e ataques rápidos, sem que a equipa do Sporting, a ganhar desde cedo, conseguisse controlar o jogo.

Uma vitória esperada, em ritmo baixo, e pensando já no jogo frente ao Borussia Dortmund da próxima terça-feira.

Somos todos Sporting CP!

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Cabeçalho modalidadesEste ano temos um novo representante em relação ao ano anterior, onde foi o Sport Lisboa e Benfica a marcar presença nesta competição. Mas na época 2015/2016 foi o clube verde e branco a ganhar o campeonato, com todo o mérito. Assim, o Sporting Clube de Portugal irá ser o único representante português na Liga dos Campeões de Futsal, ou UEFA Futsal Cup.

O bom lugar que Portugal ocupa no ranking da UEFA (quinto) permite ao clube leonino entrar apenas nesta fase, pois já foi disputada uma fase de grupos anteriormente. Nesta fase apuram-se os dois primeiros para a fase seguinte, num grupo de quatro equipas, tendo calhado em sorte as formações do Real Rieti, de Itália, do Centar Sarajevo, da Bósnia, e os belgas do FP Halle-Gooik. Do que eu conheço, penso que tanto a equipa da Bélgica como a da Bósnia estão perfeitamente ao alcance do nosso Sporting, caso os comandados de Nuno Dias ponham em prática todo o seu talento. Só o Rieti é que pode causar mais problemas, também pela motivação inerente a jogar em casa nesta fase, e pela má experiência com equipas deste país, pois o Sporting CP perdeu a final desta mesma taça frente ao Montesilvano, na época 2010/2011, que é precisamente do mesmo país que o Real Rieti.

Inspirem-se neste exemplo do SL Benfica e tentem conquistar o troféu Fonte: UEFA
Inspirem-se neste exemplo do SL Benfica e tentem conquistar o troféu
Fonte: UEFA

Até este momento o Sporting já iniciou a sua caminhada com uma goleada perante o Sarajevo, por 7-1. Espero, sinceramente, que o nosso representante possa pelo menos chegar à final four, algo que tem sido bastante frequente nos anos mais recentes. Mas mais importante é pensar jogo a jogo, e pensar primeiro em passar esta fase. Só depois, caso cheguem lá, pensarão na ronda de elite. E só no fim, caso consigam alcançar os quatro finalistas, pensarão em poder chegar à conquista do título europeu, que neste caso seria o segundo para Portugal, uma vez que até aos dias de hoje só o Benfica levantou o troféu, na época 2009/2010.

Por isso, desejo toda a sorte do mundo aos jogadores do Sporting Clube de Portugal, para que possam representar-nos e deixar-nos orgulhosos. Porque qualidade na equipa têm de sobra; agora só falta corrigir pequenas falhas, para no momento da verdade não vacilarem.

Sei que pode ser uma frase polémica para alguns adeptos mais fanáticos, mas inspirem-se no exemplo dado pelos jogadores benfiquistas na época gloriosa para o futsal nacional, de que tudo é possível; basta acreditar. Por isso, em frente, Sporting!

Foto de Capa: Sporting CP

Um jogo de sentido único

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Podem acusar Luís Filipe Vieira de ser hipócrita, ou mesmo oportunista. Podem fazê-lo recorrendo ao seu passado, recordando as suas palavras e os seus actos, enumerando os seus defeitos, os erros que cometeu e todos os maus exemplos que já nos deu. Podem dizê-lo – sem se acanharem, a vosso bel-prazer – por escrito, ou de viva voz, alto e em bom som: o presidente do Benfica não é perfeito! Nunca foi, não é e, perdoem-me a natureza pessimista, receio que nunca o venha a ser. A questão, neste caso, é que tal não constitui uma novidade para o benfiquista comum, com mais conhecimento sobre o percurso do homem e do dirigente, bem como sobre os seus defeitos e virtudes – atributos devidamente escalpelizados, avaliados repetidamente, nos sítios e locais apropriados, com respeito pela tradição democrática.

No Benfica não há vacas sagradas; e os intocáveis (pois que os há!) existem em versões feitas de bronze, às portas do estádio, de uma matéria sobre-humana e eterna, criada, por princípio, pelo mérito de quem o teve e, em definitivo, pelo voto popular, esclarecido e unânime. Luís Filipe Vieira revela ainda, a meu ver, certas lacunas, objectivas e até palpáveis – algumas de pormenor, outras nem por isso. Mas esta opinião pessoal, que assumo sem complexos, antes mesmo por necessidade militante, não me impede, no entanto, de reconhecer a sua significativa evolução enquanto líder e gestor, ao longo dos quase treze anos que já leva na presidência do meu clube. O seu recente apelo – “Não falem dos outros clubes.” – confirma esse progresso, definindo, de forma clara e inequívoca, o seu actual estilo de liderança; transmitindo segurança e tranquilidade e, acima de tudo, fixando o discurso oficial do clube num patamar elevado, digno e eficaz, com o qual todos os benfiquistas se podem identificar e orgulhar.

LFV trocou as peças e vence (também) o campeonato da comunicação Fonte: SL Benfica
LFV trocou as peças e vence (também) o campeonato da comunicação
Fonte: SL Benfica

Pese a realidade: o tema da comunicação dos clubes e entre os clubes tem, ultimamente, gerado enorme discussão. Ou melhor, algumas leituras extraviadas. Para quem não quer perceber (ou não consegue fazê-lo) torna-se inútil explicar; porém, tentarei uma vez mais: a propalada troca de palavras entre Benfica e Sporting, esses galhardetes praticamente diários – que vêm nos jornais, são muito comentados no mundo virtual e real, e destacados recorrentemente, mas não inocentemente, por vários notáveis portistas – simplesmente não existe.

Quo Vadis, West Ham?

Cabeçalho Liga Inglesa

Depois de uma temporada bastante positiva que deixou o West Ham em lugares de qualificação europeia, a escassos 4 pontos de uma posição de acesso ao play-off da Liga dos Campeões, é latente que os Hammers entraram com o pé esquerdo em 2016/2017.

Mas o que explicará essa quebra de rendimento?

Se na temporada transacta o West Ham, com Slaven Bilic ao leme, foi uma das mais entusiasmantes equipas da Liga, capaz de aliar o músculo de jogadores como Koyaté, à experiência de membros como o capitão Noble e à magia dos pés de Payet, na presente contenda os Hammers estão longe de apresentar a forma que nos deixaram na retina.

Tendo conseguido manter a sua principal referência, Dimitri Payet, bem como a espinha dorsal da equipa que garantiu o 7.º lugar na Premier e atingiu os quartos-de-final da FA Cup (caiu aos pés Man Utd, que viria a sagrar-se vencedor), esperava-se que os homens de Bilic fossem capazes de dar seguimento à sua boa forma, sobretudo devido à forma como o ataque ao mercado em East London procurou dotar o plantel de experiência e profundidade, tendo sido contratados elementos como Álvaro Arbeloa, Gokhan Tore, Feghouli e André Ayew.

Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem Fonte: West Ham United
Têm existido poucos motivos para os jogadores do West Ham United festejarem
Fonte: West Ham United

Mas desde cedo houve indícios de que o arranque da temporada 16-17 não tornaria a correr de feição ao West Ham: depois de uma estreia com derrota frente ao Chelsea em Stamford Bridge, seguiu-se uma surpreendente eliminação nas eliminatórias da Liga Europa frente ao modesto Astra Giorgiu – intermediada pelo triunfo caseiro frente ao Bournemouth por 1-0 a contar para a Premier League – os Hammers mostraram-se impotentes perante o City de Guardiola, tendo-se seguido derrotas frente ao Watford em casa e West Bromwich fora, ambas por 4-2, e frente ao Southampton em casa por 3-0 e um empate a uma bola em casa frente ao Middlesbrough a uma bola.

Nesta altura, o West Ham soma apenas quatro pontos na classificação com 7 partidas disputadas, com um score de 1 vitória, 1 empate e 5 derrotas, e tendo apenas 8 golos marcados contra 17 sofridos (a pior defesa do campeonato e o segundo pior goal average), encontra-se na 18.ª posição. Em comparação, por esta altura, na temporada transacta, o West Ham tinha já 13 pontos conquistados, com 15 golos marcados (o melhor ataque da liga à 7.ª jornada a par do Leicester), 9 golos sofridos, e encontrava-se num meritório 3.º lugar.

Talvez Payet, a principal referência da equipa, e que brilhou durante o verão no Euro 2016 que culminou com vitória portuguesa, não tenha tido oportunidade de repor os níveis físicos a tempo de dar um impulso inicial ao West Ham, ou até que os recém-contratados Tore, Ayew e Feghouli demorassem algum tempo a ajustar-se à equipa mas, ainda assim, longe estaríamos de prever que em 21 pontos disputados, os Hammers que nos habituaram na edição 2015/16 da Premier League a um estilo electrizante de transição rápida, apenas conseguissem conquistar 4.

Ainda que tenha mantido muitos dos seus jogadores, sobretudo o cobiçado Payet, a verdade é que a mudança de estádio do velhinho Upton Park, um terreno à antiga inglesa, com pouco espaço, estádio difícil de jogar para qualquer equipa da Premier League, para o Estádio Olímpico de Londres, se tem revelado verdadeiramente catastrófica.

Top 10: Os Melhores Treinadores do Sporting CP

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10º– ANSELMO FERNÁNDEZ RODRIGUEZ

Fonte: Fórum SCP
Fonte: Fórum SCP

Anselmo Fernandez Rodriguez, português de origem castelhana, começou a sua carreira de futebolista com apenas dezasseis anos, mas por motivos de saúde teve de abandonar o futebol muito cedo.

Como jogador fez parte da equipa do Sporting Clube de Portugal que ganhou o primeiro Campeonato Regional de Juniores na época de 1935/36, mais tarde acabou por jogar nas reservas do clube leonino.

Começou a orientar a equipa do Sporting como Coordenador Técnico, auxiliado pelo treinador de campo Francisco Reboredo e pelo preparador físico Professor Reis Pinto, durante 14 jogos da temporada 1963/64, substituindo o brasileiro Gentil Cardoso.

No entanto, Anselmo ficou na memória dos sportinguistas como o treinador que conquistou a Taça das Taças para o Sporting em 1964 ( o único título europeu do clube) e ainda ficou conhecido como o primeiro “mister” a utilizar filmes para explicar aos seus jogadores como superar os adversários. Depois dos leões treinou o CUF Barreiro na primeira divisão portuguesa, no entanto viu a sua carreira terminada devido a um brutal acidente de viação.

Volta rápido, Jonas

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sl benfica cabeçalho 1Apesar de estarmos em primeiro lugar do campeonato Português, nem tudo corre bem para os lados do Estádio da Luz. É evidente que este ano temos um plantel mais completo do que na época passada e conseguimos ter mais soluções, sendo estas alternativas jogadores com bastante qualidade. Mesmo com este aumento de opções, o plantel encarnado encontra-se algo desfalcado neste momento. Todos sabemos que a turma de Rui Vitória foi assolada por uma onda de lesões, sendo o mais recente “cliente” do departamento médico do Benfica o lateral Espanhol, Álex Grimaldo, jogador que tem estado em destaque nestas primeiras jornadas da 1ª Liga Portuguesa.

Olhamos para o Benfica e vemos uma equipa que tem de suar para vencer algumas das partidas que poderíamos considerar mais fracas e isso deve-se muito à falta de uma frente atacante mais experiente, de um atacante com  faro de golo. Nota-se a falta de Jonas. Com Mitroglou já recuperado e com um meio-campo a ganhar cada vez mais ritmo, notamos que faz falta um elo de ligação entre o meio campo e o ataque, necessitamos de um jogador que trabalhe e abra espaços e acima de tudo que tenha aquela fome de golo a que Jonas nos tem habituado.

O “Pistolas” é um elemento importantíssimo na manobra ofensiva dos encarnados Fonte: SL Benfica
O “Pistolas” é um elemento importantíssimo na manobra ofensiva dos encarnados
Fonte: SL Benfica

Relembro que o brasileiro foi uma peça fundamental no Benfica nas últimas duas épocas resolvendo bastantes jogos, tanto na era Jorge Jesus como na era Rui Vitória. Com um grande poder de finalização quer com os pés, quer com a cabeça, o número dez encarnado faz falta a este plantel.

Notemos que mesmo ocupando o primeiro lugar do campeonato português, o Sport Lisboa e Benfica ainda não enfrentou “grandes” adversários, tendo sido o seu oponente mais forte o Sporting de Braga. Contra os adversários mais complicados deste campeonato é imperioso termos o nosso plantel a 100%, temos de ter Jonas. Com o canarinho no onze as coisas são mais fáceis, o trabalho do meio campo é facilitado e a equipa ganha outra dinâmica e os golos surgem mais facilmente.

Contra as equipas mais “fechadas” Jonas é exímio a desmontar essas defesas e a desequilibrar, abrindo assim o caminho para a baliza. Apesar da sua idade, a presença do dez das águias é importantíssima, pois como já referi em textos anteriores, apesar de a equipa orientada por Rui Vitória ter muita juventude e qualidade, faz falta experiência, faz falta um jogador que “segure” o jogo e que faça a diferença e Jonas é esse jogador por isso, Jonas, volta rápido!