Início Site Página 12144

Sporting CP 1-2 BVB Dortmund: Falta de rotação matou o leão

sporting cp cabeçalho 1

O Estádio José Alvalade foi novamente palco da maior competição europeia, num encontro a contar para a terceira jornada da Liga dos Campeões. Os “leões” enfrentaram uma equipa fortíssima (mas desfalcada graças às lesões), e era fundamental vencer para poder continuar a sonhar com a passagem para os oitavos de final da competição, algo que o Sporting não atinge desde 2008, onde enfrentou os bávaros do Bayern Munique.

A equipa da casa até teve um início de jogo promissor, mas acabou por desvanecer, facilitando o jogo ao Borussia Dortmund. Durante a primeira parte, o Sporting esteve pouco pressionante e muito passivo a defender, o que permitiu aos alemães comandarem o jogo, originando assim o golo da equipa visitante ao nono minuto de jogo, pelos pés de Aubameyang.

A partir do golo, o Sporting desceu ainda mais o ritmo de jogo e perdeu a pouca garra com que tinha iniciado o jogo; os germânicos aproveitaram isso e controlaram a primeira parte com calma, de forma a tentar adormecer o jogo. No entanto, o Sporting, em determinados momentos, teve situações de enorme perigo para a baliza de Roman Bürki, chegando mesmo a marcar um golo que foi (mal) anulado pelo árbitro Damir Skomina.

Os grandes lances do Sporting passaram sempre pelo frenético Gelson Martins, que tentava levar o esférico com a maior rapidez possível para a baliza adversária, algo a que Gelson já habituou os adeptos. A equipa leonina começou acordar nos últimos dez minutos da primeira parte, mas viu ao minuto quarenta e um, uma segunda bola agitar as redes da baliza de Rui Patricio, após um remate de fora da área do médio defensivo Julian Weigl.

O clube leonino entrou na segunda parte do jogo com uma personalidade revigorada, vontade de virar o resultado e continuar com a corrente de bons jogos nesta edição da Champions.

O Sporting mostrou-se mais dinâmico na segunda parte, principalmente no sector intermédio, onde William Carvalho esteve em grande destaque com uma enorme precisão de passe e posicionamento excecional. A equipa leonina ameaçou por diversas vezes a baliza da equipa alemã, destacando mais uma vez o trabalho ofensivo de Gelson Martins, no entanto a equipa pecou na finalização. Contudo, devido a um livre indireto dentro da área, os leões chegam ao golo ao minuto 66, com um forte remate de Bruno César.

Após o golo, os pupilos de Jorge Jesus, galvanizaram-se e foram atrás do prejuízo, levando a equipa alemã a jogar de uma forma pouco ortodoxa e bastante defensiva. O problema é que a equipa leonina passou a jogar com o coração e não com a cabeça, fazendo com que a equipa leonina demonstrasse alguma desorganização ao sair a jogar. Ao longo da segunda parte o espetáculo foi perdendo o seu “glamour”. Por um lado, o Sporting demonstrou algum desespero e ansiedade ao querer empatar o jogo, fazendo com que os leões saíssem a jogar com pouca qualidade. Por outro lado, o Borussia esteve a defender o resultado, fazendo um jogo bastante defensivo e arriscando pouco, componente que veio afetar o espetáculo que houve em Alvalade. Além disso, os alemães praticaram bastante antijogo, principalmente através do seu guarda redes.

Faltou à equipa da casa, a garra e a ambição que demonstrou no Santiago Bernabéu. Se tivesse replicado a performance feita em Madrid, o Sporting CP tinha saído deste jogo com uma vitória importante. É notória a falta que faz Adrien Silva nesta equipa, é um jogador que acrescenta qualidade, fluidez e, acima de tudo, intensidade ao meio campo leonino.

Questão BnR a Jorge Jesus: Qual é o setor mais fraco da equipa do Sporting CP?

– Não existe nenhum setor mais fraco. A equipa joga como um todo, não existe nenhum setor mais frágil. Sobre a linha defensiva, essa última linha hojeesteve bem, porque defrontou jogadores com uma grande capacidade técnica.

Club Brugge KV 1-2 FC Porto: A sofrer mas a conseguir vencer!

fc porto cabeçalho

Com o onze esperado para este jogo com a manutenção de Diogo Jota na frente de ataque com André Silva, NES ataca este jogo a saber que a vitória era o único resultado que interessava às ambições portistas na Liga dos Campeões.

Um adversário que ainda não tinha somado qualquer ponto e qualquer golo nos primeiros dois jogos desta fase de grupos, mas que se tornaria um adversário extremamente difícil para os dragões.

Primeiros dez minutos com o Porto a não conseguir estabilizar o seu jogo, a deixar que este estivesse partido e as ocasiões de jogo a surgirem todas pelos belgas com dois remates perigosos defendidos por Casillas. O golo surge da passividade defensiva que, incapaz de tirar a bola da grande área, permitiu uma recarga a Vossen aos 12 minutos (outrora apontado ao Futebol Clube do Porto), premiando a boa entrada em jogo do Club Brugge. A partir deste momento, os azuis e brancos a conseguirem estabilizar o jogo e, criando uma oportunidade, num cabeceamento de Otávio, a sair por cima da baliza de Butelle.

O FC Porto com esta estabilização emocional e a manter a posse de bola, circulando-a entre os seus jogadores, criou mais duas boas oportunidades num remate à entrada da área de Herrera e um cabeceamento de Marcano, ambos defendidos pelo guarda-redes do Club Brugge. O miolo do terreno sempre muito congestionado, e o FC Porto a não conseguir lateralizar e explorar o flanco do adversário, tendo os belgas sempre vantagem nos duelos individuais. A partir dos 25/30 minutos, o Brugge voltou a estabilizar e a mostrar as debilidades defensivas dos azuis e brancos (hoje amarelos), nomeadamente, na cobertura defensiva à entrada da área portista, muito débil e permeável às segundas bolas sempre ganhas pelos belgas.

O FC Porto, ao entrar na 2ªparte com o mesmo XI, conseguiu guardar mais a bola na sua posse mas, no início, a fazê-lo sem criar grandes dificuldades para a baliza belga. Contudo, à passagem do minuto 60, com as entradas de Brahimi e Jesús Corona para as saídas de Diogo Jota e Herrera, o jogo mudou e o Porto melhorou, criando desequilíbrios constantes na defesa do Brugge e, conseguindo obter o maior aval ofensivo na segunda parte criando várias oportunidades. Esta melhoria portista culminou no golo de Layun após um bom contra ataque (assistência de Otávio que mais tarde seria substituído por André André).

O Brugge sempre que chegava à área portista criava dificuldades (e foram bastantes as oportunidades mas sempre resolvidas) mas nunca capitalizou as oportunidades, tendo Brahimi e Corona continuando a criar dores de cabeça, com André Silva a conseguir segurar a bola e dar espaço para a penetração dos alas azuis e brancos. Foi através de um lance individual de Corona que ganhou um penalti (bem assinalado), tendo o jovem André Silva marcado, com muita frieza, o penalti que selaria a vitória dos dragões que ganha, assim, uma nova vida nesta Liga dos Campeões, faltando três jogos, cada um deles, uma final a ser ganha.

Jogadores que Admiro #57 – Matías Fernández

jogadoresqueadmiro

Tenho de começar este texto por um regresso aos finais de 2007, quando o Football Manager 2008 era o mais recente. Quando começava um Modo Carreira num clube com dinheiro, havia sempre uma contratação prioritária: Matías Fernández. Apesar de ser internacional chileno, Matías nasceu na Argentina. Como o pai era chileno, optou por jogar com La Roja, em vez de jogar pelos alvicelestes.

Na altura jogador do Villarreal CF, de Espanha, Matí Fernández tinha características bem apetecíveis e era um jogador com uma margem de progressão enorme, por isso uma das melhores contratações daquele jogo de computador. Quando o contratava, estava longe de imaginar que o Sporting CP faria o mesmo na vida real, no verão de 2009. Continuo a achar que foi uma das melhores contratações que o meu clube fez, porque Matigol foi um dos jogadores que eu mais gostei de ver jogar na minha vida.

Matías tinha um toque de bola e uma qualidade técnica absolutamente apaixonantes. A forma como tratava a bola devia fazer ciúmes à sua mulher, de tanto carinho que o sul-americano nutria pela “redondinha”. Arrisco-me até a dizer que foi um dos jogadores com melhor qualidade técnica que passou pelo nosso país. Só foi pena ter passado pelo Sporting numa altura em que este era liderado por presidentes do croquetismo, que apenas tentaram afundar o clube.

Matías começou a carreira no Colo Colo, tendo dado nas vistas pela qualidade técnica, já citada, e pela fortíssima capacidade, que ainda mantém, para execução de lances de bola parada. Os espanhóis do Villarreal foram buscá-lo, tendo pago na altura mais de nove milhões de euros. Contudo, no “Submarino Amarelo”, o chileno defraudou algumas das expetativas. Apesar disso, era possível ver que Matías tinha muito para dar ao futebol e foi isso que veio demonstrar em Alvalade. Os “leões” pagaram perto de cinco milhões de euros pela contratação do chileno, que foi então uma das transferências mais caras da história do Sporting Clube de Portugal, naquela altura.

Sporting na fase de Elite… e agora?

0

Cabeçalho modalidadesO Sporting CP participou no passado fim-de-semana na fase principal da UEFA Futsal Cup, conseguindo de forma bastante tranquila o apuramento para a fase de Elite, num grupo disputado em Itália. Logo após a segunda jornada, este apuramento já estava selado, servindo a ronda final para consagrar os leões como vencedores do grupo, com o pleno de vitórias nos três jogos que compunham esta fase.

Agora segue-se a ronda de Elite, para onde o conjunto verde e branco parte com grandes aspirações de poder chegar até à final four, algo a que os adeptos portugueses já estão muito habituados nos anos mais recentes. Em termos de títulos já não é tão comum vermos imagens de representantes nacionais a levantar o troféu mais desejado, aliás, só na época 2009/2010 é que o SL Benfica levou o “caneco” , numa equipa onde pontificavam Ricardinho, Arnaldo, André Lima, Pedro Costa e companhia.

O sorteio da próxima fase realiza-se já esta sexta-feira, estando as 16 equipas presentes divididas em três potes: o primeiro conta com os três representantes das associações com melhor coeficiente da UEFA e também o atual detentor do troféu, respetivamente o Inter Movistar (Espanha), o Kairat Almaty (Azerbaijão), o Dynamo de Moscovo (Rússia) e o campeão europeu em título, o Ugra Yugorsk (Rússia), os seis lideres da fase principal no pote intermédio e os seis segundos classificados no terceiro e último pote. Este desfasamento na composição obriga a restrições, isto é, dois dos quatro grupos na fase de Elite terão um vencedor do seu respetivo grupo mais uma dupla de segundos classificados, fora uma equipa do primeiro pote. Os restantes dois grupos terão o inverso, ou seja, dois líderes e apenas um segundo classificado.

Se jogarem tão bem como em Itália, acredito que podem chegar bem longe Fonte: Sporting CP
Se jogarem tão bem como em Itália, acredito que podem chegar bem longe
Fonte: Sporting CP

O Sporting foi um dos clubes escolhidos para organizar um dos grupos de qualificação para a final. É uma oportunidade de contar com o carinho e apoio dos seus adeptos, que seriam o sexto jogador e certamente iam dar um empurrão bem necessário para tentar tornear os obstáculos que apareçam no caminho.

Ainda iremos descobrir este ano se o Sporting consegue mesmo chegar ao fim, pois é em Novembro que se joga esta fase, e portanto vou decidir “enterrar o machado de guerra” e declarar mais uma vez o meu apoio expresso ao nosso representante, para que tudo nesta competição corra conforme o esperado pelos seus dirigentes e adeptos, até porque sinto que o clima de maior animosidade vivido hoje em dia entre verde e brancos e o meu clube não tem ramificações no futsal, ou pelo menos não tem a mesma expressão que no futebol de 11, principal modalidade praticada por ambos os clubes

Foto de capa: Sporting CP

Lesionados, lesionados e mais lesionados…

0

sl benfica cabeçalho 1

É bastante comum ouvir um comentador desportivo ou um fã de futebol dizer que um treinador que tenha um plantel recheado com jogadores de grande categoria tem em “mãos” uma grande dor de cabeça. Mas pior do que uma equipa composta por bons jogadores, é ter parte deles lesionados. As lesões têm sido um dos problemas de Rui Vitória no arranque desta nova temporada. Desde que a época começou que não há uma semana que o treinador encarnado tenha um lesionado. Querem um bom exemplo disso? Rafa Silva. Chegou, viu, lesionou-se. Uma semana de águia ao peito, uma ida ao departamento médico.

Mas Rafa é só a ponta do icebergue nesta saga de lesionados no Benfica. Ederson e André Almeida começaram a época lesionados, com sorte e em boa hora, já retornaram aos relvados e já conseguiram ajudar a equipa. Eliseu nunca mais se viu desde do Euro 2016, alegadamente também por problemas físicos. Jiménez começou bem, marcou dois golos importantes, um contra o Setúbal e outro contra o Nacional, parecia o arranque de sonho para o senhor 24 milhões, mas depois foi jogar pela seleção mexicana e lesionou-se no joelho esquerdo.

Por esta altura havia benfiquistas a pensar: “Ok, mas ainda lá temos o Jonas e o Mitroglou”, certo, e isso seria muito bom se os dois não se tivessem lesionado mais ou menos pela mesma altura. Em cima disso tudo o capitão Luisão também conheceu o amargo sabor das lesões logo depois da Supertaça. Não há memória de um começo tão atribulado como este. Atenção! A nível de rendimento no campeonato, nada a dizer. Zero derrotas, seis vitórias, e um empate vão chegando para ser o líder do campeonato com três pontos de avanço sobre o FC Porto e o Sporting. Não haja dúvida que estamos contentes com isso, apenas nos entristece que a prestação na Champions não esteja a ser tão boa como o esperado, mas os tempos de Jesus habituaram-nos um pouco a este tipo de ritmo.

O trabalho de Rui Vitória tem sido prejudicado pela onda de lesões Fonte: SL Benfica
O trabalho de Rui Vitória tem sido prejudicado pela onda de lesões
Fonte: SL Benfica

Análise de resultados à parte, é de destacar a boa época mesmo sem os habituais titulares e sem o seu reforço de peso. É sinal que a equipa, no seu todo, sabe responder bem em campo e que a mensagem transmitida por Rui Vitória e pelo seu staff técnico é a correta para que os encarnados continuem a obter bons resultados.

É que para já ainda não se ouviram as vozes da inconformidade a debitar matéria negativa sobre as prestações do Benfica, mas se infelizmente os resultados não continuarem a ser estes, é muito provável que se comecem a ouvir. O tempo passa e à medida que a época vai progredindo vai ficando cada vez mais complicada, logo será preciso contar com todos, em especial com os suspeitos do costume, para que possamos chegar a Maio com um Benfica campeão. Isso ou uma manobra no mercado de Janeiro, caso seja necessário.

Grande Prémio do Japão: O “Give me 5” de Marc Márquez

0

Cabeçalho modalidadesFoi contra todas as expectativas e contra todo o optimismo que Marc Márquez conquistou o seu quinto título mundial e o terceiro na categoria de MotoGP, no circuito de Motegi. Para este título, o piloto da Honda Repsol precisava que os seus rivais directos tivessem uma corrida desastrosa… E não é que foi o que se passou em motegi? Ora vejamos:

Valentino Rossi foi a primeira peça do dominó a cair, logo no início da corrida e a luta pelo campeonato passou a ser entre Jorge Lorenzo e Marc Márquez, mas o piloto espanhol da Yamaha seguiu o destino do seu companheiro de equipa e acabou por cair quando faltavam apenas cinco voltas para o final da corrida. A placa “Lorenzo Out” foi mostrada pela equipa da Honda a Marc Márquez e o título de campeão mundial da temporada 2016 estava cada vez mais perto do piloto espanhol.

Este título tem um sabor ainda mais especial, já que foi a primeira vez que Marc Márquez alcançou a vitória no circuito de Motegi, casa da Honda, e foi esse triunfo que lhe deu o campeonato mundial… Já para não falar no facto de que o espanhol se tornou o piloto mais jovem a alcançar cinco títulos em sete temporadas no mundial de motociclismo. E com apenas 23 anos de idade, Marc Márquez conquistou também, no Grande Prémio do Japão, o seu terceiro título na categoria rainha.

Só que nem tudo foi fácil, já que Marc Márquez iniciou a temporada de 2016 com o fantasma da desastrosa época de 2015 – onde era dado como favorito à conquista do título mundial e não foi além de uma colecção de erros próprios fruto da sua imaturidade e que o afastaram da corrida ao título.

“give me 5” de Marc Márquez Fonte: MotoGP
“give me 5” de Marc Márquez
Fonte: MotoGP

Para 2016, o piloto espanhol tinha um árduo trabalho pela frente: afastar os fantasmas de 2015, dominar a sua imaturidade na condução e tornar a moto da Honda competitiva. E mais uma vez, o factor psicológico foi decisivo: Marc Márquez percebeu que as corridas não podiam ser encaradas como se fossem um jogo de vida ou de morte, e que 15 pontos eram melhores do que não conquistar qualquer ponto. E é neste campo que o piloto da Honda Repsol se destacou: foi conquistando pontos ao longo das 15 provas já realizadas, e fez da sua equipa a chave para tudo o que alcançou.

Valentino Rossi continua a ser o ídolo do mundial de motociclismo, mas Marc Márquez tem tudo para seguir as pisadas do italiano. Arrisco mesmo a dizer que a nova geração do Mundial está a dar os seus primeiros passos.

Foto de capa: Marc Márquez

Próxima paragem… Atitude!

Com a paragem das provas nacionais que ao futebol diz respeito, a selecção portuguesa foi o entretenimento encontrado para responder às necessidades dos viciados da bola. Durante duas semanas, o assunto foi selecção. E muito bem! Portugal respondeu da melhor forma a uma derrota frente ao adversário mais creditado com duas vitórias de luxo e soube colocar-se em vantagem no apuramento para o Mundial 2018. Mas com todas estas boas notícias, os clubes foram por momentos esquecidos e aproveitaram para carregar baterias e preparar-se para o que se segue. Taça de Portugal, Campeonato e Competições Europeias. Voltamos então à parte gira! Nada contra a selecção, mas é mais coisa de Verão.

No que ao Braga diz respeito, a paragem veio num momento crucial. A recuperação de muitos jogadores que haviam estado entregues ao boletim clínico, como é o caso de André Pinto, Luis Aguiar e Rui Fonte, vem dar maior competitividade e mais margem a um plantel que se encontrava demasiado desfalcado em posições fulcrais. Claro que, com todos os recursos em boa forma, o espectáculo ganha, literalmente, mais «ar» de espectacular. Muitos outros se encontram ainda em recuperação, mas é essencialmente por estes três exemplos que em Braga se sentiu algum desconforto na forma da equipa jogar. André Pinto, porque começou muito bem época, dando continuidade à anterior, é o primeiro capitão e provavelmente o melhor defesa central arsenalista neste momento; Luis Aguiar, que apesar de estar lesionado desde o início da temporada, tendo em conta o seu historial e a necessidade aparente do clube, pode tornar-se num excelente reforço de Outono; e por fim, Rui Fonte, o homem que costuma estar no sítio certo à hora certa volta cheio de força para provar que é em Braga que se vai afirmar. Pessoalmente gosto de o ver jogar e parece-me ser uma óptima solução. De Stojilkovic já nem falo… Grande avançado. Não percebo porque não joga. Respeito as ideias de Peseiro, mas acho que por vezes a teimosia não se pode sobrepor. Agora, com quase todos, a coisa pode ser diferente. Apesar de Rosic ter vindo a mostrar o seu enorme valor, acho que a recuperação de Ricardo Ferreira também faria bem à equipa. Bom jogador e completo.

Peseiro precisa de colocar mais atitude na equipa Fonte: UEFA
Peseiro precisa de colocar mais atitude na equipa
Fonte: UEFA

Visto que já quase todos estão disponíveis, resta-me acreditar que esta paragem só foi benéfica. Aliás, o primeiro teste correu bem e a corrida pela Taça segue-se pelo nosso pé. Ainda é nossa e vamos querer defendê-la! Somos Guerreiros!

A estratégia que provinha da época anterior é cada vez mais uma miragem e quando os resultados começarem a surgir, quero crer que vão surgir, vamos ver um Braga mais forte e seguro na forma de jogar e de encarar os jogos. Honestamente, o que mais me impressionou neste início de época bracarense não foi somente a forma de jogar, mas sim a disposição com que a equipa entra para os jogos. Parece-me ser possível acreditar mais. É preciso mais confiança. Não é só a correr atrás da bola que o jogo corre bem. Salvo duas ocasiões em que vi a equipa a entrar melhor que o adversário, todas as outras foram algo displicentes no cumprimento do plano e na organização. Correr atrás do resultado nunca é bom sinal.

«Desculpe, importa-se que me intrometa na sua divagação?»

«Sim, claro. Faça o favor.»

«Caro amigo, eu acho que o que falta mesmo é Atitude!»

«Hum… É isso mesmo! Muito obrigado!»

Atitude! Atitude traz Coragem. Coragem traz Força. Força traz Segurança. Segurança traz Magia. Magia…é uma palavra difícil… Magia é quando o Braga joga à bola.

 

Mundiais de Ciclismo’16: Incrível Saga(n)

0

Cabeçalho modalidadesChegou ao fim a competição que reúne ciclistas de todas as nações para tentarem ganhar uma medalha para o seu país, algo diferente do que ocorre no resto do ano (com exceção de anos em que existem Jogos Olímpicos) em que temos os corredores a servirem a equipa com a qual têm contrato. Ciclistas que lutaram contra si nas mais variadas provas, ao longo de todo o ano, lutaram por um objetivo em comum: fazer da sua nação a vencedora!

São momentos onde podemos ver ciclistas rivais no resto do ano a unirem forças pelo seu país e por todo um povo. É o tempo dos ciclistas deixarem de parte os motivos financeiros e terem como motivo fulcral o facto de serem o orgulho do país e a esperança de toda uma nação.

Indo aos resultados e começando pela prestação feminina:

A dinamarquesa Amalie Diderikson sagrou-se campeã do mundo da prova de estrada em seniores e a italiana Elisa Balsamo sagrou-se campeã na mesma vertente mas em juniores. A norte americana Amber Neben foi a vencedora do contrarrelógio individual de seniores (superou a favorita Ellen Van Dijk) e a holandesa Karljin Swinkels venceu na mesma especialidade mas em juniores. Por fim, no contrarrelógio por equipas, a equipa holandesa da Boels foi a medalhista de ouro da prova, sendo que a alemã Canyon e a suíça Cervélo ficaram com as medalhas de prata e bronze, respetivamente. É de destacar a capacidade das holandesas e, também, das representantes dos países nórdicos em conseguirem ter excelentes prestações, no geral. As norte-americanas estiveram igualmente em boa forma.

Amalie Dideriksen foi a mais forte no sprint Fonte: Cycling Tips
Amalie Dideriksen foi a mais forte no sprint
Fonte: Cycling Tips

Passando para a prestação masculina:

Começando pelo contrarrelógio coletivo, o pódio foi o esperado (repetiu o ano de 2014, neste aspeto), mas com um vencedor diferente do que a maioria poderia prever. A Etixx-Quick Step superou a favorita e bicampeã BMC numa prova onde a equipa belga dominou do início ao fim e, por apenas 12 segundos, levaram o título de campeões do mundo para casa. Um dos fatores decisivos foi a adição de última hora de Marcel Kittel à equipa, que mostrou ser uma verdadeira “big engine” durante o percurso. O terceiro lugar foi atribuído justamente à Orica, que já merecia uma distinção assim (a união e apoio dentro da própria equipa é incrível).

No contrarrelógio individual, o alemão Marco Mathis venceu na categoria de sub-23, o norte-americano Brandon McNulty na categoria de júnior e o tão esperado evento do CR masculino de seniores foi ganho, surpreendentemente – devido a ter tido um jejum de 3 anos consecutivos sem vencer e ter maior concorrência – por um dos melhores contrarrelogistas de sempre, neste caso, o também alemão Tony Martin.

O ex-ciclista da Etixx, e que irá em 2017 para a Katusha, fez um tempo verdadeiramente demolidor e bateu por 45 segundos o tempo do bielorrusso Vasil Kiryienka. É de destacar que o ciclista da Sky não teve um grande ano em termos de CR’s, mas a verdade é que desde 2012 que não faz pior do que um 4.º lugar nos Mundiais. Por fim, outro prémio merecido foi para o espanhol Jonathan Castroviejo, que teve aqui um resultado justíssimo para o que tem vindo a fazer durante este ano na equipa da Movistar. Tom Dumoulin e Rohan Dennis, principalmente, estiveram abaixo do esperado, sendo que o português Nélson Oliveira foi 20.º classificado.

Caldas SC 0-1 GD Estoril Praia: Época diferente, o mesmo filme

Cabeçalho Futebol Nacional

O duelo que Caldas Sport Clube e Estoril Praia protagonizaram esta tarde no Campo da Mata, em jogo a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, bem que podia ser descrito como um remake da partida realizada há quase um ano no mesmo estádio e relativo à mesma competição, já que o resultado se manteve sob circunstâncias semelhantes.

Isto para dizer que o Estoril venceu o Caldas pela margem mínima, fazendo jus a uma exibição descolorida e sem chama, em que raramente se notou que a formação canarinha estava a defrontar um conjunto que disputa o Campeonato de Portugal.

Tal como no ano transato, a equipa da casa surgiu naturalmente motivada, ainda para mais muito apoiada pelo público presente, que compôs uma excelente assistência no palco oestino. Com sangue na guelra, derivados dos vários jovens que formam o plantel do emblema caldense, os comandados de José Vala iam neutralizando o Estoril sem grande problema, lançando o perigo de quando em vez com transições rápidas.

Por seu turno, embora com mais posse de bola, o Estoril revelava-se incipiente, num jogo em que o técnico da turma da Linha, Fabiano Soares, promoveu algumas alterações relativamente ao último desafio oficial. E para piorar a situação, aos 28 minutos, Mattheus teve que sair lesionado, ressentindo-se de um problema físico, sendo substituído por João Basso.

A ausência de remates era a imagem de marca do encontro, não estranhando por isso que o nulo fosse o resultado na ida para os balneários. E a verdade é que no reatar do jogo, a toada manteve-se, com um Caldas cada vez mais crente nas suas capacidades, ao invés de um Estoril que parecia querer brincar com o fogo. Mas aos 63 minutos… o momento-chave chegou, com o Estoril a marcar o único golo da partida através Paulo Henrique, na execução perfeita de um livre directo.

O mais difícil estava feito, a equipa canarinha colocava-se na frente do marcador, e o Caldas não revelava capacidade para incomodar verdadeiramente o guarda-redes adversário, Luís Ribeiro, apesar das jogadas envolventes continuarem, sempre com uma enorme abnegação dos atletas.

Muita luta no relvado da Mata, eis o retrato do desafio  Fonte: Joel Ribeiro
Muita luta no relvado da Mata, eis o retrato do desafio
Fonte: Joel Ribeiro

Só que no curto espaço de dez minutos, João Basso viu dois cartões amarelos corretamente mostrados por Bruno Paixão, deixando o Estoril com menos uma unidade. Reboliço nas bancadas, suplemento de alma para o Caldas, mas apenas em lances de bola parada a formação oestina conseguiu criar algum perigo, com o guardião caldense, Luís Paulo, a terminar mesmo na grande área contrária.

Sendo assim, o Estoril acabou por garantir a passagem para a próxima fase da Taça, não apagando uma exibição apática que não causou maiores dissabores porque ao Caldas pareceu faltar instinto finalizador, embora fosse visível todo o esforço dos jogadores, sobressaindo a mobilidade e técnica de João Rodrigues na frente.

Quanto às reacções finais, do lado estorilista, Fabiano Soares parabenizou a sua equipa pelo apuramento, deixando também elogios para o Caldas. Para o técnico brasileiro, que lamentou a lesão de Mattheus, a motivação foi um fator muito importante: “Há jogos que são mais motivantes do que outro. Quando se defrontam equipas de escalões inferiores não há tanta motivação, é natural”, afirmou.

Em relação ao Caldas, José Vala era um treinador satisfeito, apesar da eliminação: “Foi um jogo intenso no qual tivemos um comportamento excelente. Pensámos desde início em ser tomba-gigantes, sempre acreditei na passagem”, disse, sendo acompanhado no raciocínio por Thomas Militão, defesa-central e capitão do emblema caldense, e um dos esteios do grupo, que apontou baterias para o campeonato.

Não se fez Taça, é um facto, mas também tal como há cerca de um ano, foi muito positivo ver o ambiente criado em redor do desafio, fazendo recordar tantas e tantas tardes que marcaram o Campo da Mata, onde actua um clube com um historial de respeito no futebol português.

Porto goleia Valença por escassos 6-0

0

Cabeçalho modalidadesNeste domingo realizou-se mais um jogo do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins entre o FC Porto e o Valença HC, num jogo antecipado da 5ª jornada.

O Porto entrou a matar e, logo aos trinta e cinco segundos, Gonçalo Alves arranjou espaço e com uma potente seticada fez o 1-0. A pressão era muita e o Valença nada conseguia fazer a não ser defender, tendo como principal referencia o jovem guarda-redes Rodolfo Sobral, pois era ele quem ia evitando o rápido avolumar do resultado.

A equipa da casa ia insistindo, mas não conseguia marcar. Por sua vez, depois da forte entrada do Porto que o limitou a defender, o Valença ia conseguindo sair em rápidos contra-ataques e, por algumas vezes, ainda importunou Carles Grau que respondeu sempre bem.

Os minutos iam passando e o ímpeto portista também, logo o Valença ia conseguindo ter períodos de posse de bola mais longos, embora sem causar grande mossa á defensiva azul e branca.

O Valença defendia na área do garrafão do basquetebol, o que criava várias dificuldades a um Porto impaciente, que começou a optar pela meia distancia para procurar novo golo. No entanto, depois de tantas oportunidades o 2-0 finalmente chegou. Má saída para o ataque do Valença, com a bola a ser recuperada por Hélder Nunes que, sem dó nem piedade, disparou um míssil para o fundo da baliza do Valença fazendo o 2-0. Pouco depois, jogada individual de Rafa que, atrás da baliza, assiste Vítor Hugo no interior da área para o 3-0.

Com o total controlo do jogo, o Porto ia circulando a bola e movimentando os seus atletas de modo a conseguir entrar na defesa do Valença, mas o inspirado Rafael Sobral evitava males maiores para a sua equipa e fez com que o conjunto portista fosse a vencer por apenas 3-0 para o intervalo.

Na segunda parte, o Valença apareceu ainda mais recolhido na área de garrafão do basquetebol, mantendo o Porto em grandes dificuldades para alvejar, com qualidade, a baliza do recém-entrado Paulo Matos que, tal como o seu colega fizera na primeira parte brilhou, evitando vários golos dos azuis e brancos. Contudo, as ocasiões eram tantas que a bola voltou a entrar na baliza do Valença aos trinta e dois minutos de jogo. Contra-ataque de três para dois do Porto que, após muita cerimónia, Jorge Silva concluiu. Estava feito o 4-0.

Alguns minutos após o 4-0, Luís Viana vê um azul em virtude de uma falta sobre Gonçalo Alves. O próprio encarregou-se da marcação do livre-direto, mas acabou por falhar. Porém, a vantagem numérica em pista acabou por resultar no quinto golo do Porto. Passe açucarado de Baliu, que Hélder Nunes aproveitou para concretizar.

Gonçalo Alves disputa a bola na tabela de fundo com Hélder Martins Fonte: FC Porto
Gonçalo Alves disputa a bola na tabela de fundo com Hélder Martins
Fonte: FC Porto

A doze minutos do final do jogo, o Porto vencia por escassos 5-0, pois o seu volume ofensivo era demasiado para números tão baixos. Para além dos guarda-redes do Valença, outro fator importante para este resultado foi a pontaria a mais que os atletas portista tiveram nesta tarde , isto, porque o número de bolas nos postes e na barra era tal, que foi impossível de se contar.

Até ao términus do encontro, o conjunto orientado por Guillem Cabestany manteve sempre um ritmo alto, em busca de mais um golo e acabou por consegui-lo. A seis minutos do final e depois de uma bela movimentação coletiva, Telmo Pinto, de zona central, enrolou a bola para o sexto golo portista, fixando o resultado final em 6-0.

Vitória incontestável do Porto por seis bolas a zero, que peca apenas pela fraca capacidade de finalização apresentada. Todavia, não podemos também esquecer as bolas exibições realizadas por Rafael Sobral e Paulo Matos, na primeira e segunda parte respetivamente.

No próximo fim de semana, o campeonato está de volta e o Porto irá receber o Turquel no Dragão Caixa. O Valença desloca-se á capital para defrontar o Paço de Arcos.