Início Site Página 12146

André Silva, o fazedor de sonhos

0

fc porto cabeçalho

André Silva é já uma certeza no panorama futebolístico nacional. Desde cedo que todos lhe reconheceram capacidades para ser o Ponta de Lança que falta à seleção há vários anos e também o ponta de lança português que o Futebol Clube do Porto não tem desde os tempos de Domingos Paciência. Todos sabemos que é uma herança pesada nos azuis e brancos que tiveram em Fernando Gomes o expoente máximo na posição 9 mas o jovem avançado tem-se mostrado à altura dos acontecimentos com exibições e golos que fazem antever um grande presente e um ainda maior futuro.

Mas vejamos as estatísticas do natural de Baguim do Monte começando pela sua etapa na equipa de juniores A do Porto que, nas épocas 2012/2013 e 2013/2014 marcou 47 golos em 59 jogos. Números impressionantes para um avançado de 18 anos. Nessa época de 2013/2014 consegue a chamada à equipa B do Porto e, em 21 jogos, fatura por 3 ocasiões na sua estreia na 2ª Liga, um campeonato mais difícil e marcado todos os anos pela competitividade e equilíbrio entre as equipas.

Na época de 2014/2015, numa fase de consolidação, em 41 jogos faz 9 golos pela equipa B dos azuis e brancos, mas a explosão no escalão sénior dá-se na época passada ao capitanear a equipa secundária dos dragões e fazendo a bola beijar as redes por 15 vezes em 31 jogos, sagrando-se o melhor jogador e a revelação da 2ªLiga, o que permitiu a estreia na equipa A do Porto marcando três golos (dois deles na final da taça contra o Braga, e um no último jogo do campeonato). Os adeptos já pediam a estreia de André Silva e o fim de época a marcar deixou água na boca dos sócios e simpatizantes portistas. Também nas seleções jovens despontou, com aquele Campeonato Europeu de sub-19 em 2014 onde marcou 5 golos na fase final e se tornou numa das revelações da competição onde ajudou Portugal a chegar a final, perdendo com a Alemanha.

André Silva está em grande forma no FC Porto Fonte: FC Porto
André Silva está em grande forma no FC Porto
Fonte: FC Porto

A continuidade de André Silva para esta época como aposta a titular na frente de ataque do Porto foi das melhores notícias que os portistas puderam receber no início da época. A herança é pesada, mas o talento deste jogador de 20 anos, quase 21, é enorme. Bateu um recorde de 88 anos da seleção e marcou o seu primeiro hat-trick com a camisola das quinas mais cedo que Eusébio e Ronaldo, sendo também titular da frente de ataque dos dragões envergando, curiosamente, não a camisola 9 mas a 10. Quer dizer alguma coisa, não?

O futuro é promissor e com o treino e aconselhamento adequados, André Silva poderá tornar-se num caso sério no futebol nacional e, acima de tudo, do futebol europeu. Claro está, existem defeitos a ser trabalhados como o 1×1 em que se mostra ainda bastante débil e, por vezes, tem de ser mais eficaz na hora de aproveitar as oportunidades, mas o talento e a inteligência estão lá, têm de ser orientados sim para os melhores interesses do atleta e do clube.

Também é factual que a estrutura do Futebol Clube do Porto, atualmente, não é a melhor para um miúdo de 20 anos se afirmar tranquilamente, porque a cultura de campeão não existe no plantel do Porto visto que vem de épocas de fracassos, sem qualquer conquista e colocar a responsabilidade de vitórias e de golos num jogador ainda com pouca experiência pode revelar-se prejudicial na sua evolução. É necessária paciência, compreensão e apoio a um jogador que pode ficar na história do Futebol Clube do Porto e da Seleção Nacional.

A sua história está a ser escrita diariamente e as próximas páginas deste livro poderão contemplar inúmeros sucessos, vitórias e golos. Bem-haja, André Silva, por colocares esta esperança em todos nós.

Texto revisto por: Carlos Valente

Foto de capa: FC Porto

«Mete o Marega»

Cabeçalho Futebol Nacional

Com a evolução do futebol atual e da capacidade de prospeção e observação por parte do scouting dos mais variados clubes, a qualidade do campeonato português tem tido um enorme crescente, beneficiando em muito equipas que, outrora, dada a falta de condições, não conseguiam reforçar a sua equipa de modo a surpreender não só em contexto nacional como também nas competições europeias.

Se com esta evolução se consegue ir buscar jogadores de grande qualidade a divisões secundárias do Brasil, como David Luiz, ou a divisões secundárias do Japão, como é o caso de Hulk ou até de divisões secundárias em Portugal, como o caso de Diogo Salomão, a verdade é que nem todos os jogadores, por muita qualidade que lhes seja reconhecida, conseguem singrar nos melhores clubes, dado o vasto leque de concorrência que enfrentam e tornam-se por isso “flops”. O meu texto sobre hoje será assim sobre Moussa Marega.

Marega veio do Campeonato Nacional Francês onde, após assinar pelo Espérance de Tunis, uma equipa que milita no futebol tunisiano, ingressa, nessa mesma época, no Marítimo. Após uma época com 15 golos em 34 partidas disputadas, o seu faro de golo não passa despercebido ao Sporting e Porto o que leva a que a equipa do Douro contrate o internacional maliano por um valor a rondar os 4 milhões de euros.

Como nem todos os “achados” da Primeira Liga podem singrar nos grandes clubes, ou porque não estão preparados, ou porque não têm a qualidade necessária, ou até porque o estilo de jogo não se adapta às necessidades do clube, Marega não singrou nos Dragões, numa altura de escassez de recursos técnicos e num sistema que não tinha dado resultado e que, pior ainda, não tinha recursos necessários para ser alterado. A partir daqui, Marega foi alvo de chacota imerecida a nível nacional sendo até acusado por muitos como “O maior flop que o Futebol Clube do Porto alguma vez tivera”.

Marega é o melhor marcador do campeonato até ao momento Fonte: Vitória Sport Clube
Marega é o melhor marcador do campeonato até ao momento
Fonte: Vitória Sport Clube

O problema de Marega pode estar na falta de qualidade para representar um clube de grande dimensão pelo Mundo fora, como é o caso do Futebol Clube do Porto. Mais que isso, o Futebol Clube do Porto é a única equipa dos três grandes que joga em posse, com extremos criativos e que são normalmente dotados de grande técnica e de grande capacidade de descortinar defesas com o seu forte drible um para um.

Académica OAF 3-2 Varzim SC: Para ti, Mário Wilson

Cabeçalho Futebol Nacional

Este jogo tinha uma marca especial. Não só se tratava do reencontro de dois emblemas ilustres do futebol português que não se “viam” há 13 anos como ainda estava carregado de lágrimas ainda vertidas pelo desaparecimento de uma figura indelevelmente marcada à história da Briosa.

O minuto de silêncio em sua honra (acompanhado por um vídeo com os melhores momentos de losango ao peito e pelo bater do sino das 19h30 da igreja de São José, que se quis juntar à homenagem) que antecedeu a partida foi sentido no Cidade de Coimbra com enorme amargura. E uma inexplicável serenidade (provavelmente trazida por essa figura, que a emanava como ninguém).

A mesma serenidade com que o Varzim trouxe no início do jogo, mas que, com o passar do tempo, foi perdendo. Reagiu bem aos sinais de perigo que a Académica deixava (nos primeiros 5 minutos, Traquina, num cruzamento-remate, fez a bola roçar a trave e Tozé Marreco falhou, por milímetros, um golo servido de bandeja por Marinho), e manteve-se imperturbável no posicionamento do enigmático 3x5x2 trazido por Armando Envagelista, conseguindo mesmo chegar ao golo à boleia do discernimento evidenciado – numa bola em profundidade, para as costas da defesa Academista, Rui Costa fuzilou as redes à guarda de Ricardo Ribeiro, inaugurando o marcador aos 8 minutos).

A Académica, porém, não se precipitou numa busca irracional pela baliza adversária. Soube manter a postura e o positivismo, como a figura homenageada tão bem o fazia. Sabia que estava bem no encontro e que o golo seria apenas uma questão de tempo. E foi. 12 minutos depois, Makonda, na cobrança de um livre directo, rematou fez a beijar a bater trave antes de passar a linha de golo. 1-1, e a Académica ia crescendo no encontro, patrocinada pelos rasgos de Marinho, Traquina e Pedro Nuno, muitas vezes auxiliada pela subida dos alas e em sintonia perfeita com o equilíbrio do meio-campo, cujo patrão Fernando Alexandre se encarregava de organizar nos momentos de transição defensiva.

Até final da primeira parte, Marinho, em boa posição, atirou ao lado, uma bola oferecida por Pedro Nuno, e a Académica foi dando sinal mais, ao ponto de puxar pela virilidade do adversário que se revelou … Fatal. Aos 41 minutos, Jefferson, já com um amarelo no registo do árbitro Iancu Vasilica, teve entrada imprudente e foi expulso. Um dado que condicionou a estratégia do Varzim e inclinou o jogo para o seu meio-campo.

Costinha revelou-se satisfeito com um triunfo que considerou justo
Costinha revelou-se satisfeito com um triunfo que considerou justo

A segunda parte foi, por isso, marcada pela superioridade numérica da Briosa, que entrou com a determinação de um capitão (como foi a tal figura) rumo à vitória, remetendo o Varzim ao último terço do terreno, porém, a turma da Póvoa congestionava bem o jogo da Briosa, e foi preciso Costinha dotar o ataque de mais uma referencia ofensiva (entrou Rui Miguel, para se juntar a Toze Mareco no eixo do ataque, saiu Kaká) para que a supremacia numérica passasse para o resultado.

O jogo aéreo da Briosa estava agora mais bem apetrechado, e foi graças a maior presença na área contrária que a equipa chegou ao golo. Toze Marreco, por duas vezes, de cabeça, colocou a Briosa na frente do marcador. Primeiro, voando em antecipação a marcação, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Makonda e depois, num salto ao primeiro poste, servido por Marinho. 3-1

A Académica podia ter ampliado a vantagem, mas Marinho, de cabeça, e Pedro Nuno, de longe, num remate bem colocado não conseguiram desfeitear Cunha e arrumar, de vez, o jogo. Agradeceu o Varzim, que, por intermédio de Rui Costa, devolveu a esperança varzinista, aproveitando um erro de Diogo Coelho para fazer o 3-2.

Sofreu-se, roeram-se unhas, mas imperou a serenidade. A Briosa sossegou o jogo, e guardou os três pontos em casa. Uma voz terá dito “tenham calma”, no seu característico tom paternal e a mensagem passou, claro, aos jogadores, que, assim, puderam dedicar a vitória a quem mais queriam – está foi em teu nome, Velho Capitão.

Ilhas Faroé 0-6 Portugal: Demonstração de classe e de futuro

Cabeçalho Seleção Nacional

Fernando Santos promoveu 3 alterações no onze inicial com as entradas de Antunes, João Mário e William com as saídas de Raphael Guerreiro (lesão) e de Moutinho e Bernardo Silva. De destacar também a continuidade de André Silva após uma boa dupla com Ronaldo no jogo com Andorra onde ambos faturaram com Ronaldo a marcar por 4 vezes e André Silva a estrear-se a marcar com a camisola das quinas.

Jogo em que Portugal entrou com pouco acerto nas suas ações com o meio campo português com dificuldade em ter bola devido à alta pressão dos nórdicos sobre o portador da bola mas que rapidamente conseguiu contornar e pôde, assim, controlar o jogo e criar várias oportunidades de golo.

Esse bom momento culminou com o golo de André Silva aos 12 minutos a coroar uma melhoria no jogo após uma boa transição ofensiva de Portugal .

Sempre que Portugal acelerava o jogo, a defesa das Ilhas Faroé sentia problemas recorrendo a um jogo mais faltoso para travar as iniciativas portuguesas. E, naturalmente, Portugal criava problemas e chega ao 0-2 por intermédio de André Silva com um cabeceamento oportuno após um ressalto vindo do guarda-redes e onde o jovem ponta de lança portista coloca o esférico na baliza fazendo o segundo de Portugal e o segundo da conta pessoal. Destaque para João Mário que está diretamente ligado aos dois golos.  A estratégia defensiva das ilhas faroé desmoronou-se com estes dois golos nos primeiros 25 minutos, onde a estratégia de contenção e de manter o nulo e tentar, num lance de bola parada um golo, não deu resultado.

Como não há duas sem três, hattrick do menino prodígio da seleção André Silva aos 37’ com mais um golo cheio de oportunismo após uma defesa incompleta do guarda redes nórdico a remate de João Cancelo.

Uma primeira parte em que Portugal entrou inseguro, mas que rapidamente entrou em forma, carburando como seria de esperar e acabando a primeira parte com domínio sobre as Ilhas Faroé, equipa que não fez qualquer remate à baliza de Rui Patrício.

Na segunda parte, mesma entrada em jogo com não muito convicta com a seleção portuguesa a deixar as Ilhas Faroé trocarem mais a bola e ter mais iniciativa mas rapidamente essa iniciativa se desvaneceu, prevalecendo o domínio de Portugal que naturalmente marcou o 4º golo por intermédio de Ronaldo, a culminar uma boa combinação com João Mário, num remate de pé esquerdo.

O jogo manteve a toada até ao seu desfecho, com Fernando Santos a providenciar mais uma internacionalização a Gelson Martins rendendo Quaresma, e que veio agitar mais o jogo, indo a tempo de providenciar uma assistência para um golo de belo efeito de João Moutinho e estar também na assistência para João Cancelo com um passe sublime para o lateral que faz o seu terceiro golo com a camisola da seleção em três jogos, algo de sublinhar num lateral.

Exibição muito positiva da seleção de Portugal que contornou um adversário que, teoricamente acessível, ainda não tinha sofrido golos nesta fase de qualificação para o Europeu.

FC Porto inicia época a ganhar

0

Cabeçalho modalidades

O FC Porto conquistou justamente a Supertaça ao derrotar o SL Benfica (84-70) na cidade transmontana de Vila Real. A prova abriu a nível nacional a temporada. O FC Porto contabiliza agora seis supertaças.

Na fase de qualificação da Liga dos Campeões, onde ambas as equipas foram eliminadas, o SL Benfica (perdeu por três pontos em casa e depois ganhou em Itália, ao Varese, por dois) esteve curiosamente bem melhor do que o FC Porto (perdeu por dois pontos em casa e depois foi concludentemente batido na Lituânia, pelo Utena, por 18 pontos).

Em Vila Real tudo foi diferente. O FC Porto entrou bem no jogo (9-2) e acabou bem a 1.ª parte (44-35). Na 2.ª parte o SL Benfica conseguiu reagir na parte final, criando emoção nos cinco minutos finais graças ao aumento de pressão defensiva, mas foi impotente para travar Bradley Tinsley (o MVP da partida, com 19 pontos marcados, sete ressaltos, sete assistências e 28 pontos de valorização).

O Porto dominou também nas alturas Fonte: FPB
O Porto dominou também nas alturas
Fonte: FPB

O regresso à competição do base cabo-verdiano Jeffrey Xavier (22 pontos) foi determinante na melhoria do conjunto do Norte, que teve um plano de defesa bem estudado e executado. Conseguiu também jogar de uma forma mais simples do que a habitual no ataque de posição, e na transição ofensiva lançou rápido e bem, aproveitando os desajustes na recuperação dos lisboetas.

O SL Benfica, que procurava a quinta Supertaça consecutiva (no total leva já 13 conquistas), nunca encontrou o ritmo certo de jogo. Entrou completamente desconcentrado e andou sempre atrás do prejuízo. Carlos Andrade (18 pontos, cinco ressaltos e 22 pontos de valorização) foi o atleta mais inconformado, tendo tentado fazer sozinho o que era tarefa do colectivo.

O FC Porto lançou mais vezes ao cesto (59 contra 54) e teve melhor aproveitamento tanto nos duplos (52% contra 45%) como nos triplos (48% com 13 cestos convertidos contra 25% dos benfiquistas, que só marcaram quatro triplos). Já nos lances livres o Benfica teve mais oportunidades (31 contra 17), com percentagens idênticas. Houve um domínio claro na “guerra“ das tabelas para o Porto (conquistou 36 no total, 11 deles na tabela contrária, enquanto o Benfica teve menos 12 no total). A equipa de Moncho Lopez foi mais colectiva (21 assistências contra 16 da equipa de Carlos Lisboa).

Os árbitros (Fernando Rocha, Paulo Mendes e Hugo Antunes) passaram “incógnitos”, o que é bom sinal.

Labinot Kabashi – O menino de ouro do futebol kosovar

0

Cabeçalho Futebol Internacional

O Estádio de Loro Boriçi, em Shköder, Albânia, serviu, na passada semana, de pano de fundo ao segundo jogo da selecção Kosovar a contar para o apuramento para o Mundial de 2018. Tratava-se de um jogo especial, entre duas formações que, em tempos não muito longínquos faziam parte do mesmo país, mas que hoje ouvem hinos diferentes antes do apito inicial do árbitro. A Croácia não seria certamente o adversário mais apetecível para a inexperiente formação do Kosovo, que vinha de um saboroso empate em Turku perante a Finlândia.

Os croatas, mais habituados a estas andanças, não se deixaram intimidar pelos altos níveis de entusiasmo do adversário, tratando logo de arrumar a questão e, com Mario Mandzukic em especial destaque, chegaram ao intervalo a vencer por três bolas a zero. O Kosovo lutava com as armas que tinha e tentava sempre que podia conferir intensidade ao jogo, mas os sucessivos erros no seu sector defensivo minaram a estratégia da equipa e foi sem surpresa que a partida terminou com uns claros 6-0 favoráveis a formação croata.

Fica para história, a derrota mais pesada da selecção kosovar até ao momento, mas a partida em si tinha outros motivos de interesse, que iam muito para além de toda a carga política e burocracias internacionais que rodeiam a primeira participação do Kosovo numa fase de apuramento para um Mundial de Futebol. No banco da formação kosovar estava um menino, sim, um menino, porque aos 16 anos ainda pouco mais somos do que meras crianças, de seu nome Labinot Kabashi, que foi chamado por Albert Bunjaki para os jogos de apuramento diante da Croácia e da Ucrânia.

O novo número 5 do combinado kosovar: Labinot Kabashi  Fonte: Página do Twitter – Kosovan Football
O novo número 5 do combinado kosovar: Labinot Kabashi
Fonte: Página do Twitter – Kosovan Football

Não foi seguramente por falta de jogadores que o seleccionador kosovar convocou um atleta com apenas 16 anos de idade, bem pelo contrário. Kabashi faz parte dos escalões de formação do FC Barcelona e já foi dito por muitos que tem um estilo de jogo muito semelhante ao de Andrés Iniesta. Bom tecnicamente e altamente disciplinado a nível táctico, Kabashi actua em qualquer uma das posições do triângulo do meio-campo em 4-3-3 ensaiado nas escolas do clube catalão e é actualmente um elemento chave na equipa juvenil orientada por Quique Álvarez. No último jogo antes de integrar os trabalhos da sua selecção, Kabashi apontou um dos golos do FC Barcelona na importante vitória por 3-2 diante do Júpiter.

“Pensei que me estavam a pregar uma partida, mas depois apercebi-me que não e estou muito feliz. (…) É um orgulho poder representar o Kosovo.” –  Labinot Kabashi

O jovem médio não conseguiu esconder a surpresa e felicidade em poder representar a selecção do Kosovo, apesar de ter apenas 16 anos de idade. Numa curta entrevista concedida à Barça TV, Kabashi afirmou com todas as letras que era um orgulho poder representar a selecção kosovar e, num castelhano perfeito, frisou que ainda lhe custava a acreditar naquilo que estava a acontecer.

WWE No Mercy: O Main-Event que não foi Main-Event

0

AJ Styles (c) vs Dean Ambrose vs John Cena (WWE Championship)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Para surpresa de todos, o combate pelo título da WWE foi o primeiro, muito por culpa, talvez, do debate presidencial que terá lugar este Domingo nos Estados Unidos.

O combate foi o que se esperava, ou seja, fantástico. Que bela maneira de abrir o PPV. Os deram um combate ao nível do que já nos habituaram , que apenas pecou no final. Nem tanto pela dupla submissão de Cena e Ambrose em Styles (quantas vezes já não assistimos a situações dessas ou de duplo pin em combates a 3), mas  sim pela forma como AJ ganhou. Umas cadeiradas em Cena e um pin. Cena, que pelo público mais “brincalhão” é conhecido por se safar sempre num pin, perdeu após duas cadeiradas, quando podia ter sofrido um “finisher”. AJ continua como campeão e é de realçar que já venceu 3 vezes Cena. Este, nos últimos 2 meses, perdeu 3 vezes, sendo duas delas limpas. Sinais do tempo e de que Cena começa a entrar na fase final da sua carreira. Quanto a AJ, deve agora ter uma nova rivalidade e cimenta-se cada vez mais como O heel da WWE.

GP do Japão: só faltam uns degraus, Nico

0

Cabeçalho modalidadesRosberg a ganhar. Lewis Hamilton a queixar-se. Red Bull a ser melhor que a Ferrari. Peço desculpa pelo spoiler, mas o Grande Prémio do Japão foi um resumo concentrado do que tem sido este Campeonato do Mundo 2016.

Nico teve um fim-de-semana incólume e começou logo com a pole-position. Apenas 13 milésimos de segundo o separaram de Hamilton, mas o primeiro lugar do grid estava reservado para o alemão. Atrás dos Mercedes, os dois Red Bull . Os Ferrari foram mais rápidos mas tinham penalizações a cumprir – Vettel pelo acidente da primeira curva em Sepang, Raikkonen por ter trocado de caixa de velocidades.

Rosberg voltou a não vacilar e agarrou a corrida desde o princípio. Hamilton, por sua vez, fez o pior arranque da temporada, perdeu muitas posições e à quarta volta era ainda oitavo. A chuva ameaçava mas nunca chegou a causar problemas aos pilotos, que iam trocando de pneus de forma estratégica, para nunca perderem muito terreno durante as paragens.

Lewis Hamilton lá foi fazendo a escalada – passou Hulkenberg, apanhou Raikkonen completamente aos papéis, disse adeus a Massa e Bottas e, por fim, aproveitou um pit-stop de Vettel para subir ao último lugar do pódio. Entretanto, Rosberg parava quase ao mesmo tempo de Verstappen, a “marcar território”, para evitar surpresas.

A Mercedes sagrou-se campeã mundial de construtores pelo terceiro ano consecutivo Fonte: Lewis Hamilton
A Mercedes sagrou-se campeã mundial de construtores pelo terceiro ano consecutivo
Fonte: Lewis Hamilton

E as surpresas não vieram mesmo ao Japão. Lewis estava melhor, mais rápido e adivinhava-se uma luta pelo segundo lugar. Mas Verstappen manteve-se intocável e só deu espaço para uma tentativa de ultrapassagem; o jovem holandês “fechou a porta” ao Mercedes, com a manobra que já é uma das suas imagens de marca. Verstappen mudou de direcção enquanto travava e obrigou Hamilton a sair pela escapatória. A Mercedes já protestou e o caso vai ser investigado mas, a meu ver, este momento nada mais foi do que a confirmação da enorme técnica de Max Verstappen. O piloto da Red Bull já se defendeu e disse que apenas lutou pela posição e que é óbvio que não ia deixar Hamilton passar. Verstappen é o futuro, sublinhe-se.

Ainda assim, nota positiva para a Mercedes e para o terceiro título de construtores consecutivo. O duplo pódio de Rosberg e Hamilton garantiu a antecipada vitória, quando ainda faltam 4 GPs para o final do Mundial. De realçar, também, o segundo e sexto lugares para a Red Bull. Mais uma vez, Verstappen e Ricciardo a serem melhores do que os Ferrari.

Ferrari esses que nunca tiveram andamento para lutar pelo pódio. Vettel e Raikkonen bem tentaram mas estiveram sempre alheados das grandes decisões. Este ano já é tarde, mas a scuderia italiana tem muito que trabalhar durante o verão para lutar por algo mais em 2017.

São já 33 pontos aqueles que separam Nico Rosberg de Lewis Hamilton na geral. Faltam quatro corridas e o alemão tem o campeonato na mão: mesmo que fique em segundo nas restantes provas, e que o colega de equipa as vença a todas, Rosberg continua a ser campeão. Um momento pelo qual, honestamente, anseio. A F1 volta no fim-de-semana de 21 a 23 de Outubro, com o Grande Prémio dos Estados Unidos.

Foto de capa: Mercedes

Top 10: Os melhores jogadores que vi no Benfica

0

sl benfica cabeçalho 1

TOP 10 melhores jogadores do Benfica

10.º – JAN OBLAK

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Tenho uma espécie de trauma com guarda-redes porque nunca me transmitem 100% de confiança, mas Oblak era a resposta a esse trauma. Ainda hoje oiço mais velhos dizerem que era tão bom como Preud-Homme. Não vi muito do belga, mas a ser verdade, tenho pena que não tivesse ficado mais tempo.

Eficácia Portista garante três pontos em Viana

Cabeçalho modalidadesNum dos principais jogos da 2ª jornada do Nacional de Hóquei em Patins, o Porto conseguiu passar sem grandes dificuldades em Viana. Vencendo a Juventude local por 8-4, resultado que pode parecer á primeira vista algo exagerado, mas que a não finalização de livres-diretos e penaltis ajudou a criar.

O início de jogo apresentou um Porto que, muito mais perigoso e decidido em atacar a baliza de Jorge Correia, limitou o Viana a tentar chegar á baliza de Carles Grau, em saídas rápidas. Sempre que conseguia ter a bola por mais tempo raramente conseguia entrar na defensiva azul e branca, tendo como principal arma as seticadas de meio campo que pouco incomodavam. No entanto, acabou mesmo por ser a equipa da casa a abrir o marcador. Contra-ataque rápido onde o recém “quarentão Tó” Silva aproveitou o passe de Gonçalo Suissas para fazer o 1-0.

Aberto o marcador, a vantagem do Viana não durou muito, pois Gonçalo Alves aproveitou uma bela movimentação coletiva da sua equipa, para ficar com espaço e disparar rumo ao empate no marcador. A nova igualdade pouco durou, visto que aos dez minutos de encontro novo contra-ataque do conjunto da casa, que deixou “Tó” Silva isolado, que não desperdiçou, e bisou no jogo. Contudo, no minuto seguinte a segunda vantagem da Juventude terminou, devido a um golo de Jorge Silva.

Retomada a estaca zero com o novo empate, agora a 2-2, o Porto começou a acertar melhor defensivamente, mantendo o ímpeto atacante, o que lhe valeu passar para a frente do resultado pela primeira vez. Na zona intermediária do terreno, Reinaldo Garcia enrola a bola em busca de Vítor Hugo que apareceu solto ao primeiro poste, para fazer o 3-2. Logo a seguir, o Viana teve uma enorme chance para empatar ao beneficiar de uma grande penalidade, mas Hugo Azevedo atirou por cima. Não marcou a equipa da casa, marcou a equipa visitante. Mais uma bela movimentação coletiva do Porto, que termina com Telmo Pinto a assistir Toni Baliu no interior da área para o 4-2 portista.

Com o jogo controlado, o Porto procurava chegar ao intervalo a vencer por duas bolas de diferença, mas numa saída rápida de Francisco Silva Baliu faz falta para cartão azul. “Tó” Silva tentou o hacttrick mas não conseguiu marcar. Em superioridade numérica, o Viana alcançou o seu terceiro golo do encontro. Novo lance de contra-ataque, onde Nélson Pereira contou com a assistência de “Tó” Silva para fazer o 4-3.

Finalizado o primeiro tempo, o Porto vencia por 4-3 num jogo onde estava a ser melhor, mas os contra-ataques da equipa de Viana do Castelo permitiam manter a Juventude dentro do jogo.