Os 8 jogadores mais perto de chegarem à Primeira Liga
Uma crise que não vai chegar a ser Real
Real Madrid tem um estatuto quase inigualável na história do futebol. Considerada a equipa do século, sempre tida em conta como candidata ao que quer que estivesse em disputa, mesmo sem apresentar qualidades para tal. Real Madrid , neste momento, é uma equipa com recursos imensos, e com um plantel em que reúne onze e mais alguns dos melhores praticantes deste desporto. Como sempre foi.
Os seus últimos resultados foram estranhos. Mas antes do resultado teremos de falar de exibições, performances. E antes das últimas, o estado mental dos jogadores, os seus índices motivacionais, o seu empenho e compromisso para com os objetivos delineados pelo clube, que são diretamente proporcionais ao seu investimento constante.
A presente época até correu bem. O Real começou logo na pré-época com confrontos bem quentes, com clubes com as mesmas ambições, colossos, ao fim ao cabo. Um deles foi com o Barcelona, em Miami, em que os blaugrana levaram a melhor. A ter em conta que Cristiano Ronaldo ainda se encontrava a gozar férias. A contar, houve a Supertaça de Espanha. Aí, o Real Madrid deu mostras que realmente era a equipa que demonstrou ser nos últimos dois anos, muito forte, pressionante, dominadora e, acima de tudo, ganhadora. 2-0 no Bernabéu, e 1-3 em Camp Nou valeram-lhe uma vitória expressiva no conjunto das duas mãos, contra um Barcelona ainda em busca do seu melhor nível. Um Real já construído.
Esse Real, que com derrotas contra o Girona e Bétis de Sevilha, empates logo no início do campeonato (Valência e Levante), estes últimos sem Ronaldo, que tinha sido advertido com 5 jogos de suspensão! Esse castigo pode ter comprometido a forma de jogar da equipa, pois tem muito enfoque na busca de CR7 no último terço do terreno, mais propriamente na área. Além disso, Ronaldo é sempre um candidato ao Pichichi, e como os seus objetivos individuais o fazem muito melhor, e consequentemente tornam a equipa mais criadora de oportunidades de golo, mais rematadora, mais goleadora. Esse Ronaldo anda por lá, mas não tão eficaz.
Noto também um meio campo pouco interveniente no jogo. Real nos últimos anos é vista como uma equipa com um contra ataque fulminante, em que se for preciso são logo os três avançados a dar conta do mesmo. Modric, Kroos, principalmente, não têm tido o impato que lhes é característico. No jogo a contar para a Liga dos Campeões, frente ao Tottenham, até penso que o problema não tenha passado por eles. Primeiro, defendo que o Tottenham encontra-se numa fase em que tem de provar o que é. O Real já está farto de provar isso.


Fonte: Real Madrid CF
O primeiro bicampeão com o novo formato da Champions, campeão espanhol, os seus jogadores predominam no melhor onze do ano para a FIFA, enfim, pouco a provar. Jogam, segundo a minha análise (que vale o que vale), sem o pesado fardo de mostrarem que são capazes de jogar no Real, ou pelo menos, já o mostraram muitas vezes e não é por estarem quatro ou cinco jogos sem se superarem aos oponentes, como é o que é esperado, sejam logo relegados para o banco.
Quanto ao jogo em Wembley frente ao Tottenham, o que tenho a dizer é que foi demérito do Real Madrid, pois a teoria dizia que no máximo dos máximos, o Tottenham venceria por um golo de vantagem. A verdade é que os merengues têm dos melhores plantéis da atualidade, e que são a melhor equipa do mundo em título. E deverão revalidá-lo, se a prática corresponder ao que a teoria faz prever…
“Vinciamo lo scudetto, ok?”
Recordo-me de, há cinco semanas, ter escrito sobre o arranque de Serie A do Internazionale de Spalletti. Na altura falei mais da organização dentro do terreno da sua equipa. Hoje falo, quase em jeito de comentário, da possibilidade-candidatura dos ‘nerazzurri’ ao ‘scudetto’.
A frase que serve de título a este artigo foi pronunciada por Luciano Spalletti após o Nápoles 0-0 Inter do passado dia 21 de outubro, passando a mensagem de total confiança na sua ‘squadra’.
Se também dias antes escrevi sobre o Nápoles, líder encantador pelo seu estilo, já no caso do Inter, podemos falar de uma equipa com uma organização de jogo que é reflexo da alta inteligência estratégica do seu treinador.
Salvaguardando as devidas distâncias, quer Spalletti quer Maurizio Sarri têm percursos de carreira nalguns aspetos idênticos, desde logo têm a mesma idade (58 anos), e têm ambos percursos ascendentes desde divisões secundárias do futebol transalpino, embora Spalletti já tenha vencido fora de Itália, ao serviço do Zenit de São Petersburgo.
Mais importante dos dados coincidentes entre os dois ‘allenatori’ é o facto de ambos ainda não terem conquistado o título italiano. No caso de Spalletti é o título que lhe falta no país natal, no caso de Sarri, seria o primeiro da carreira.
Contudo, sem querer perder-me neste exercício de coincidências, não esqueçamos Lazio (com um Simone Inzaghi a querer afirmar-se ainda mais como treinador) e Juventus (a não querer ceder na sua hegemonia de hexacampeão) logo no encalço, ambas as formações um ponto atrás do Inter e a três do Nápoles.
Voltando ao Inter, que é o assunto deste artigo…provavelmente é e será a grande oportunidade de Luciano Spalletti arrecadar o ‘scudetto’ depois de tentativas falhadas na Roma.


Fonte: FC Internazionale
Já na sua apresentação em junho, o treinador tinha indicado o 4x2x3x1 como o sistema que privilegiaria enquanto forma mais racional de ocupar o espaço de jogo. É o que tem promovido. Muita organização. Não marca golos como outros candidatos, mas sofre poucos, à boa maneira italiana.
Na 9ª jornada, no jogo já aludido, o Inter mostrou argumentos para fazer frente ao atual líder (e foi em Nápoles) pois a sua consistência defensiva e contra-ataques clínicos podem fazer mossa.
9 vitórias e 2 empates nas 11 rondas do campeonato até agora fazem os adeptos lembrar-se de registos ‘mourinhescos’ e suspirar pelo regresso à glória, a erguer o troféu que parece bem distante desde 2010. A fechar, não esquecer o dado que pode igualmente assumir destacável importância: o Inter, em 2017/18, não disputa as competições europeias.
Que dizer, por fim, sobre a candidatura do Inter a vencer a Serie A? “Vinciamo lo scudetto, ok?” Palavra de treinador!
Foto de Capa: FC Internazionale
Tudo tem um fim
Não é fácil, é o terminar de uma etapa da vida que durou anos e, por vezes, décadas. É perceber que já não se tem as características precisas para fazer algo com a qualidade que se espera. A vida é assim, e o futebol não é exceção. Não é assim, Luisão?
Alguns apreciadores de futebol afirmam que a idade não tem de ser vista como um impedimento no futebol, porque além das limitações físicas que naturalmente acarreta, traz também a experiência que em muito momentos é necessária. Porém, e como na vida, o futebol também evolui e hoje já não é necessário jogar quinze, vinte anos para se ter a experiência de que se fala. O futebol é já quase uma ciência e todos os pequenos detalhes são abordados e vividos desde muito cedo, o que permite aos jogadores serem mais experientes cada vez mais novos.
Por isso, e com todo o respeito por quem o merece, acredito que o capitão benfiquista já não é o jogador indicado para ser titular indiscutível numa equipa que, segundo o presidente, se quer afirmar como uma das grandes da Europa. Nem a experiência de que se podia fazer valer tem sido visível para que o desempenho do jogador tenha sido o esperado. Não perceber isso é não conseguir colocar de lado a admiração que se tem pelo jogador, nem atentar apenas à parte objetiva do jogo.


Fonte: Instagram Oficial de Luisão
“Ah, mas o futebol não é uma ciência exata”. Correto, não podia concordar mais, mas aquilo em que Luisão pode ser essencial não tem de passar pelo facto de estar dentro de campo. Uma vez no banco e no balneário pode transmitir aos seus colegas toda a sua experiência, e ser uma mais valia ao nível dessa parte subjetiva do futebol. Ser o reflexo das pretensões do clube dentro do plantel, ser o motivador nos momentos menos positivos da equipa ou ser o rosto do equilíbrio nos momentos de maior enfase desportivo é um trabalho que Luisão pode continuar a fazer no backstage.
Entendo que analisar o caso de Luisão por estes parâmetros e não mencionar e enaltecer tudo aquilo que Luisão já fez pelo clube – o golo ao Sporting que foi um passo gigante para a conquista do campeonato ou o golo ao Liverpool já na fase a eliminar da Liga dos Campeões – pareça algo insensível, mas, pelo contrário, é precisamente por ter na memória todos esses momentos que defendo que o tempo de Luisão como titular chegou ao fim. Forçar a sua continuação só vai colocar à vista de todos as fragilidades consequentes da sua idade.
529 jogos, e 45 golos marcados, depois, a equipa necessita de arranjar substituto para aquele que foi, e é, talvez o jogador mais importante do clube desde a mudança do milénio. Contudo, não será fácil nem tão rápido como se quer acreditar, jogadores como Luisão não aparecem de um dia para o outro. Que tal Rúben Dias?
Foto de Capa: SL Benfica
artigo revisto por: Ana Ferreira
Polémica dos “olés” analisada
O texto desta semana visa um tema que nestes últimos dias tem feito correr muita tinta nos jornais desportivos portugueses: o teor das declarações do treinador do Futsal Azeméis Ricardo Canavarro sobre os “olés” vindos das bancadas do pavilhão da Luz aquando do encontro entre águias e oliveirenses, num encontro que terminou com um parcial de 7-1 favorável aos encarnados. O que no início parecia ser um discurso de defesa aos seus jogadores rapidamente se transformou num monólogo em que o técnico se perdeu em argumentos e procurou disparar em todos os sentidos possíveis e imaginários.
Ora, eu dou-lhe razão na parte em que ele se refere ao comportamento menos correto para com os seus atletas por parte de alguns adeptos, sendo inclusivamente humilhante para com pessoas que conjugam as suas vidas profissionais com a prática desta modalidade, e tal nunca é fácil, pois todos os conjuntos nestas condições merecem e devem ser respeitados pelos emblemas totalmente profissionais e seus associados, nunca se gritando “olé” a cada passe efetuado pelos seus jogadores.
Agora, o timoneiro do Futsal Azeméis também esteve mal ao criticar o comportamento dos jogadores nos jogos perante o Sporting CP, pois eles não mereciam tal crítica por parte de Canavarro.


Fonte: Futsal Clube Azeméis
Aliás, o SL Benfica tem uma equipa em construção, que ainda não está perfeitamente entrosada e que só com o avançar das semanas vai chegar a um nível mais próximo do que aquilo que os leões valem atualmente, pois já jogam quase de “olhos fechados” e além disso têm um plantéis mais fortes e equilibrados da Europa e porventura do Mundo, só com um pequeno problema: a média de idades no plantel leonino é superior a 31 anos.
Os encarnados também possuem um plantel fortíssimo só que é menos experiente e ainda está em formação, pelo que nos próximos anos poderemos voltar a ter o clube da Luz a dominar o futsal português. Tudo depende do que o conjunto leonino faça para inverter essa tendência, até porque esta aposta na experiência tem a ver com a “obsessão” da direção do clube verde e branco em ser campeão da Europa. Já esteve perto, pois este ano só foi travado na final, mas mal a turma do leão consiga (esperemos que sim, era uma excelente notícia para o futsal português) esse objetivo a preocupação com o futuro e a sustentabilidade voltarão a ser abordados com toda a preocupação e seriedade.
Voltando ao tema principal deste texto, e peço desculpa por ter divagado um pouco, é que o discurso de Ricardo Canavarro é absolutamente certeiro até certo ponto. Deixa de o ser quando o técnico usa um tom jocoso quando se refere aos jogos entre Sporting e Benfica, aí a sua intervenção deixa de ser acertada e até deixou no ar um certo mau perder do treinador português.
Foto de Capa: Futsal Clube Azeméis
Vitória SC 1–0 Olympique de Marselha: Conquistadores vergam franceses no D. Afonso Henriques
Ainda antes do início da partida destaque para alguns desacatos no Estádio D. Afonso Henriques, com adeptos franceses a saltarem as barreiras de segurança procurando confrontar os vimaranenses. Evra, defesa do Marselha e ex-jogador de equipas como a Juventus e o Manchester United, procurou serenar os franceses, mas acabou igualmente envolvido em confrontos. O internacional francês chegou mesmo a pontapear um adepto da própria equipa, mas acabou por recolher aos balneários acompanhado por dois colegas, entre os quais o português Rolando.
Quanto ao jogo, o Vitória começou melhor, controlando a posse de bola e procurando jogar no meio-campo do Marselha. A equipa de Guimarães esteve mesmo perto do golo quando aos seis minutos de jogo Marcos Valente, já na pequena área, chegou ligeiramente atrasado a um passe na sequência de um livre de Hurtado.
A jogar no habitual 4-2-3-1, com Hurtado solto nas costas do ataque, o Vitória procurou desde cedo o jogo exterior, através das ações de Héldon e Raphinha e da projeção dos laterais. Já o Marselha, sem jogadores como Thauvin, o ex-Benfica Mitroglou ou o lesionado Payet, sentiu algumas dificuldades nos minutos iniciais. O primeiro remate à baliza dos franceses surgiu apenas aos 29 minutos, após uma jogada individual de N’jie, com o camaronês a disparar fraco e à figura de Miguel Silva
Com o avançar da primeira parte os franceses foram crescendo no jogo e equilibrando a posse de bola, sem conseguirem, contudo, criar perigo.
Por outro lado o Vitória ficou perto do golo ao minuto 39, numa grande jogada de Konan que subiu pelo corredor e assistiu Rafael Martins para o coração da área, com o remate a ser desviado por um defesa do Marselha. No minuto seguinte Rafael Martins ficou novamente perto do golo, mas chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento largo da direita
O Marselha respondeu e o jogo entrou num ritmo frenético. N’jie rematou fraco para a defesa de Miguel Silva após um passe de cabeça de Germain e logo de seguida Sanson, sozinho na pequena área, cabeceou ao lado depois de um cruzamento do lateral Amavi.
O intervalo acabou por chegar com um nulo no marcador, após uma primeira parte em que as oportunidades surgiram apenas nos minutos finais.
A segunda parte começou com uma toada lenta, com o Marselha a procurar gerir melhor a posse de bola e marcar o ritmo do jogo, com o Vitória a não conseguir pressionar de forma eficaz. Ao minuto 56 N’jie apareceu nas costas da defensiva vimaranense, após um grande passe de Luiz Gustavo, mas não conseguiu desviar bem na cara de Miguel Silva, com a bola a sair muito devagar e a ser recuperada pela defensiva do Vitória.
À passagem da hora de jogo foi a vez do Vitória ficar à beira do golo. Boa transição da equipa de Guimarães com Rafael Martins a transportar e, à entrada da área, a rematar muito forte com a bola a bater na trave da baliza de Mandanda.
O Vitória procurava intensificar a pressão, subindo as linhas e procurando roubar a bola durante a primeira fase de construção do Marselha, respondendo o treinador dos franceses com a saída de N’jie e a entrada de Thauvin, que passou a atuar junto ao ponta-de-lança Germain.


Os vimaranenses estavam por cima e ficaram novamente perto do golo ao minuto 69, com Raphinha a ganhar uma segunda bola dentro da área do Marselha e a rematar forte para defesa de Mandanda, com Rafael Martins a não conseguir efetuar a recarga.
À procura do golo Pedro Martins lançou o jovem Hélder Ferreira para o lugar de Raphinha, refrescando o ataque. O Vitória parecia mais insatisfeito com o resultado e chegou mesmo à vantagem: cruzamento de Héldon na direita do ataque vitoriano e Hurtado a responder de forma certeira com um bom cabeceamento para a baliza de Mandanda.
Na sequência do golo ambos os técnicos mexeram na equipa, com Pedro Martins a trocar o lateral direito, fazendo entrar Víctor García, e o treinador do Marselha a esgotar as alterações ao fazer entrar o ex-benfiquista Mitroglou.
A vencer, o Vitória procurou gerir a vantagem, tentando manter o Marselha longe da sua área. Pedro Martins reforçou a defesa com a entrada de Moreno para o lugar de Hurtado e a equipa portuguesa procurou sobretudo evitar que o Marselha construísse, aproveitando depois as recuperações de bola para esticar o jogo, com Rafael Martins a fazer um bom trabalho na frente de ataque.
Até ao final o Marselha não conseguiu criar oportunidades de perigo, segurando o Vitória uma vantagem que permite à equipa portuguesa continuar a sonhar com a passagem à próxima fase da competição.
PFC Ludogorets Razgrad 1–1 SC Braga: A maldição búlgara continua
Na segunda parte o Braga alterou a sua atitude perante o jogo. Voltou mais “mandão”, conseguiu ter mais posse e não mais voltou a sentir-se asfixiado pelo seu adversário. Xadas subiu bastante o seu rendimento, e na fase inicial do segundo tempo conseguiu ajudar o Braga a subir a sua produção. No entanto, acabou por ser a turma da casa a inaugurar o marcador, aos 68 minutos, na sequência de um pontapé de canto. Este lance, que deixou algumas dúvidas relativamente à posição de Marcelinho, o autor do golo, teve o condão de libertar mais a equipa minhota no jogo.


Fonte: UEFA
Os braguistas subiram novamente no terreno, e construíram as melhores oportunidades para visar a baliza de Broun, acabando por empatar ao minuto 83 por intermédio de Fransergio, que havia saído do banco no decorrer da segunda metade do jogo. O brasileiro respondeu da melhor forma a um cruzamento de Paulinho, na sequência de um lance em que os portugueses ficaram a pedir penalty por mão de um jogador búlgaro.
Até ao términus da partida, o Braga foi ainda à procura de algo mais, mas no entanto não conseguiu arrancar mais do que um empate na visita à Bulgária. Revelou-se incapaz de quebrar esta maldição, mas mantém-se para já no segundo posto do grupo, em lugar de apuramento para a próxima ronda. A jornada seguinte em que defrontam o Hoffenheim, poderá revelar-se decisiva para um desfecho positivo desta fase da competição.
A instabilidade que não se esperava
O caso mais gritante de instabilidade vem da parte dos vice-campeões Cleveland Cavaliers e não, não sou daqueles que acredita na tese que quando eles quiserem vão começar a jogar. Não jogam porque não conseguem neste momento e, desculpem a agressividade, têm um treinador que percebe muito pouco de basquetebol e a equipa deixou de alinhar no caminho do piloto automático. Só Lebron não chega, mesmo com consistência mostrada por parte de Kevin Love. Falta qualquer coisa, para além do óbvio, que é melhorar consideravelmente na defesa. Isaiah Thomas pode ser a resposta para alguns problemas da equipa, mas não vai ser ele a resolver o que quer que se passe com a defesa da equipa de Cleveland. Muita gente nova no plantel pode ajudar a responder a algumas questões, mas nunca todas.
OKC Thunder e Minnesota Timberwolves são casos diferentes. As equipas já mostraram flashes do que podem ser, sendo que estão numa fase em que se estão adaptar a tudo o que mudou com a off-season. E acredito que a liga tem que estar muito preocupada, especialmente com o que se passa em Minneaopolis. Os lobos têm ganho jogos mesmo defendendo mal e só deixam a pensar até onde podem chegar quando protegerem melhor o seu cesto e, acreditem que esta equipa vai defender muito melhor, não fosse ela treinada por um mestre defensivo como Tom Thibodeau.


Fonte: NBA
No meio de tanta instabilidade, surgem casos surpreendentes de bom basquetebol nestas primeiras semanas de competição. Orlando Magic e Memphis Grizzlies, equipas que não teriam grandes aspirações iniciais por situações diferentes, sendo no caso da primeira por ainda estar em rebuild e no caso da segunda por se encontrar numa conferência reforçada em star power, surgem nos primeiros lugares da tabela. Finalmente, sou “obrigado” a destacar o que os Boston Celtics estão a fazer. No meio do turbilhão de emoções que foi o início da época, com a grave lesão de Gordon Hayward, os comandados de Brad Stevens encontraram o caminho das vitórias e já levam seis triunfos consecutivos, juntando a estes um excelente basquetebol praticado. Esta situação só comprova que o timoneiro da equipa de Boston é sem dúvida alguma um dos melhores da liga.
Para umas equipas é cedo para festejos, igualmente é cedo para outras entrarem em modo de desespero. Como Lebron James disse, estamos ainda no final de outubro início de novembro. Ainda assim, há reparos a fazer, por todo o lado nesta liga onde o incrível realmente acontece.
Foto de Capa: NBA
Um Sporting que vence, mas nem sempre convence
As vitórias podem evitar que se olhe para o funcionamento interno de uma equipa, no sentido daquilo que pode estar a correr menos bem ou que possa vir a ser melhorado no futuro. Os resultados positivos podem, por isso, dificultar uma análise detalhada e profunda sobre o que se passa no interior de um plantel ou de uma equipa ou, eventualmente, esconder-se, sob o pano glorioso das vitórias, os defeitos ou as arestas ainda por limar.
Escrevo esta crónica no dia seguinte ao empate a uma bola dos Leões contra a poderosa Juventus em Alvalade para a Liga dos Campeões. Foi um jogo em que, do ponto de vista exibicional, correu praticamente tudo bem. Digo “praticamente” e não “totalmente” pois a maturidade ou, neste caso, a falta dela, foi determinante num jogo de elevada exigência competitiva.


Fonte: Sporting Clube de Portugal
O empate contra a formação de Turim dificulta um pouco, por isso, devido à excelente prestação da equipa do Sporting, o exercício de detetar falhas ou aspetos menos positivos. Mas convém, em nome da cultura de exigência inerente ao ADN do Sporting, que não tenhamos memória curta e não nos iludamos com as exibições mais conseguidas dos Leões. Um clube enorme, como é o Sporting Clube de Portugal, tem sempre que considerar que, independentemente das vitórias – sejam elas pela diferença mínima ou esmagadoras – há aspetos a melhorar.
A classificação da equipa no Campeonato Nacional traduz uma eficácia bastante positiva para este momento da temporada – empates apenas contra o Moreirense fora e em casa contra o FC Porto . Além disso, o facto de estarmos a dois pontos do atual líder do Campeonato (FC Porto) galvaniza os adeptos mas deixa-nos com a frase, todos os anos insistentemente repetida, de que “este ano é que vai ser”. Apesar dos resultados maioritariamente vitoriosos dos Leões, evidenciam-se nesta equipa algumas lacunas que devem preocupar qualquer sportinguista que ama o seu clube e que esteja sedento do tão desejado campeonato nacional. É um Sporting que vence mas que nem sempre convence. Vamos por partes.