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Sporting CP 1–1 Juventus FC: Boa exibição foi anulada por golo de Higuaín

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sporting cp cabeçalho 1No jogo do “tudo ou nada”, o Sporting recebia a Juventus para a 4.ª jornada da Liga dos Campeões. Duas semanas após terem jogado em Turim (os italianos venceram por 2-1), as duas equipas voltavam a encontrar-se, desta vez em Lisboa, e o conjunto leonino queria desta vez alcançar um triunfo, que poderia ser importante para se manter na luta pelo apuramento para a próxima fase da Liga milionária.

No que toca aos onzes iniciais, Jorge Jesus mudou cinco peças face ao último jogo disputado (vitória por 0-1 frente ao Rio Ave), devido às lesões de Piccini e Mathieu e baixas de última hora de Fábio Coentrão e William Carvalho, colocando Ristovski, André Pinto, Jonathan Silva e Battaglia de início. Quanto aos visitantes, Massimiliano Allegri fez também alterações em relação à partida antes do compromisso europeu (bateu por 0-2 o AC Milan), fazendo atuar Alex Sandro, Barzagli e De Sciglio, trocando por Asamoah, Rugani e Lichtsteiner.

A partida até começou de feição aos leões: a equipa portuguesa começou a partida com um pressing muito alto, com o trio atacante, juntamente com a dupla de Brunos – César e Fernandes, a darem trabalho à defesa italiana. E a estratégia resultava, com o primeiro remate da partida a surgir ao minuto 11, com Bruno César a rematar por cima da baliza de Buffon. E se não conseguiu à primeira, foi à segunda: tudo começou numa jogada fantástica de Gelson Martins do lado direito, a tirar do caminho dois adversários, e de seguida a atirar cruzado para grande defesa de Buffon; a bola ficou a pairar à entrada da área e no remate de ressaca, na passada, Bruno César fazia o primeiro golo do jogo.

Nem mesmo a pronta reação da Juventus, logo ao minuto 21 com Khedira muito perto do golo, de cabeça, atenuou o bom momento do Sporting. Os primeiros 25 minutos foram do “leão”, que dominava, era mais perigoso e dava um bom espetáculo aos seus adeptos, com boa nota artística.

A partir daqui e até ao intervalo, manteve-se o domínio leonino, mas de uma forma mais estratégica. O Sporting soube gerir a posse de bola, soube defender com frieza e parecia ter aprendido a lição, não recuando totalmente e mantendo uma pressão muito alta por parte dos homens da frente. Contudo, não houve mais remates até ao apito para o intervalo, sendo alguns pormenores técnicos e as más decisões do árbitro – Clément Turpin saiu de orelhas quentes – os pontos mais fortes de interesse.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

No início dos segundos 45 minutos, os dois treinadores decidiram não fazer substituições, mantendo os mesmos jogadores em campo. A Juventus entrou com vontade de retificar o resultado, mas o Sporting parecia quer manter a postura evidenciada na 1.ª parte, em que impediu eficazmente a equipa visitante de criar oportunidades de perigo para a baliza de Rui Patrício. Mandzukic e Pjanic dispuseram das primeiras oportunidades do segundo tempo para tentar empatar o jogo, contudo, ambos não foram bem-sucedidos. A equipa leonina ia aproveitando as recuperações de bola a meio-campo, para lançar rápidos contra-ataques, com o objetivo de ampliar a sua vantagem: Bas Dost, ao minuto 62, falhou por milímetros o 2-0, após cruzamento de Bruno Fernandes. Vendo que o conjunto italiano iria começar a carregar no ataque, Jorge Jesus decidiu substituir o autor do golo por João Palhinha, numa troca para reforçar o miolo defensivo. Já Allegri tirou De Sciglio e pôs Douglas Costa, para tentar ter mais homens na frente de ataque.

Ao minuto 69, Rui Patrício fez uma espetacular defesa a cabeceamento de Higuaín, após uma jogada de insistência da Juventus, no que poderia ter sido o golo do empate. Pouco tempo depois, foi Dybala a rematar, mas novamente Patrício opôs-se bem à tentativa do argentino. O cerco ia aumentando e o empate ia-se adivinhando, o que se confirmou: Híguain desta vez bateu Rui Patrício, picando a bola por cima do guardião português, ao minuto 79. Os últimos minutos iriam ser certamente bastante frenéticos, uma vez que um golo para qualquer um dos lados ajudaria uma das equipas a colocar-se em vantagem para o apuramento. Ao minuto 88, Bruno Fernandes rematou de longe, embora o remate não tenha criado dificuldades a Buffon. Até final, não houve mais ocasiões de perigo e o jogo terminou empatado a um golo.

O Sporting rubricou mais uma bela exibição na Liga dos Campeões, mas não conseguiu levar de vencida a Juventus. Com este resultado, a equipa de Jorge Jesus ainda mantém as hipóteses matemáticas de se apurar para a próxima fase.

Manchester United 2-0 SL Benfica: “Adeus”, UEFA Champions League!

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O Sport Lisboa e Benfica subiu, literalmente, ao relvado do mítico Teatro dos Sonhos, casa do Manchester United, para a quinta jornada da UEFA Champions League. Os encarnados chegaram a este jogo com 0 pontos conquistados contra os 9 de 9 possíveis da equipa de José Mourinho. Se do lado encarnado estava uma equipa que tinha apenas marcado 1 golo até ao momento, o Manchester United tinha uma eficácia invejável no último terço do terreno.

O Benfica chegou a Inglaterra desfalcado defensivamente com Luisão e André Almeida a limitarem a equipa devido aos cartões vermelhos recebidos na primeira volta da prova. Do lado da equipa inglesa, as ausências mais preocupantes são a de Carrick, Fellaini e de Pogba. Os três médios obrigam José Mourinho a ter apenas 2, Matic e Herrera, para este e tantos outros encontros do United.

O jogo começou com os adeptos dos encarnados em força nas bancadas e a fazerem-se ouvir nos televisores. Dentro das 4 linhas foi também o Benfica a primeira equipa a chegar mais rapidamente ao campo contrário com um pontapé de canto sem muito perigo para De Gea. O Benfica entrou em campo com o 4-3-3 esperado onde a Samaris fazia dupla ofensiva com Pizzi, em lances mais recuados o grego desceu para zonas mais próximas de Fejsa. O United entrou com o seu habitual 4-2-3-1 onde, inicialmente, procurou perceber de que forma o Benfica ia jogar e acabou mesmo por deixar os encarnados terem bola e trocá-la ao seu dispor.

Os primeiros 10 minutos resumem-se a isso mesmo, troca de bola do Benfica com o United a aproveitar a velocidade dos seus alas para ultrapassar a defensiva da equipa portuguesa, em lances de ataque. O Benfica iniciou os segundos 10 minutos com mais presença no campo adversário do que o United e a arriscar lances de ataque com trabalho ofensivo de Douglas. Num desses lances, Raul foi protagonista com um remate acrobático, mas que não deu muito trabalho ao guarda-redes espanhol.

Svilar brilhou em diversos momentos em Old Trafford Fonte:  OptaJoe
Svilar brilhou em diversos momentos em Old Trafford
Fonte: OptaJoe

Aos 14 minutos, momento soberbo de Svilar. O jovem guarda-redes esticou-se todo e defendeu uma grande penalidade cobrada por Martial. Douglas fez grande penalidade ao tocar com a mão na bola e o francês não conseguiu abrir o marcador em Old Trafford.

O Benfica cresceu ainda mais e Diogo Gonçalves criou a melhor oportunidade do encontro até ao minuto 18. O jovem extremo transportou a bola para o centro, rematou de fora de área e obrigou o guarda-redes do United a fazer uma gigante defesa. Jogo de loucos até ao momento com as individualidades a destacarem-se.

Aos 21 minutos de jogo José Mourinho teve um problema na sua equipa: Lingard lesionou-se, um problema no fundo das costas, que obrigou Henrikh Mkhitaryan a entrar na partida ao intervalo. O encontro acabou por perder algum ritmo de jogo devido a constantes paragens na partida pois além da lesão de Lingard, Blind também obrigou a uma paragem na partida. A meia hora de jogo mostrou uma mudança no encontro com o United passar a ter mais bola e a obrigar o Benfica a mostrar os pontos fracos que caracterizam a sua defesa. Se não fosse Svilar a mostrar serviço, o conterrâneo belga Lukaku esteve várias vezes próximo de abrir o marcador em Manchester.

15 talentos emergentes na Ligue 1

Cabeçalho Liga Francesa

A Ligue 1 é uma competição que tem crescido em qualidade e visibilidade nas últimas temporadas. Embora associada sobretudo aos gastos do PSG em transferências, a liga francesa conta, também, com jogadores jovens de qualidade, quer contratados ainda muito novos a outras equipas, ou vindos das excelentes academias de formação de alguns dos seus clubes.

Aqui ficam 15 deles:

Os maiores goleadores da história do FC Porto: Custódio Pinto

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fc porto cabeçalho

 

Depois de termos lançado uma rubrica acerca dos 10 jogadores que mais vezes envergaram a camisola do FC Porto, hoje damos continuidade à rubrica que recorda aqueles que mais vezes fizeram balançar as redes adversárias de Dragão ao peito.

O nono jogador da lista é Custódio Pinto. Conhecido, na sua época, por “Cabecinha de Ouro”, era um organizador de jogo primoroso com enorme inteligência técnica e tática. Formou uma dupla dinâmica e demolidora no meio campo com o nosso querido e saudoso Pavão e foi durante vários anos capitão da equipa principal de futebol do FC Porto. Representou o clube durante 10 temporadas, entre 1961 e 1971 antes de se mudar para o Vitória de Guimarães para cumprir o sonho de jogar ao lado do irmão, Manuel Pinto. Realizou um total de 311 jogos pelo clube, tendo atingido a impressionante marca de 102 golos apontados (9 dos quais em provas europeias).

Nascido a 9 de Fevereiro de 1942 no Montijo, foi no clube da sua terra natal, o CD Montijo, que deu os primeiros passos como futebolista antes de se mudar para o FC Porto em 1961. Estreou-se de azul e branco no dia 29 de Outubro de 1961, no Estádio das Antas, numa vitória por 1-0 sobre o vizinho Salgueiros numa partida a contar para o Campeonato Nacional.

Fonte: memoriaazaul
Fonte: memoriaazaul

Pese embora a sua qualidade em campo não tenha tido reflexo no que a títulos conquistados diz respeito, ficará para sempre guardado na história do clube pelos dois golos apontados a 16 de Setembro de 1964 frente aos franceses do Olympique Lyonnais naquela que foi a primeira vitória europeia de sempre do FC Porto (os portistas venceram a partida por 3-0). No seu palmarés conta com uma Taça de Portugal (em 1968) e cinco Taças da Associação de Futebol do Porto. Pobre pecúlio resultado do domínio que os clubes de Lisboa tinham sobre o futebol português naquela época. Deixou o FC Porto em 1971 e no ano de 1975 pendurou as botas.

Alinhou 13 vezes pela seleção nacional (1 golo apontado) e foi um dos três “Magriços” que jogavam no FC Porto (os outros foram Américo e Alberto Festa) e representaram a equipa das quinas no Mundial de 1966, em Inglaterra, pese embora não tenha sido utilizado pela dupla de treinadores Luz Afonso e Otto Glória.

Morreu a 21 de Fevereiro de 2004 como um dos principais símbolos do clube.

Foto de Capa: euteamoporto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jogo Limpo: Análise à 10.ª Jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalMais uma jornada, mais um Jogo Limpo e uma jornada onde as contas na frente da tabela classificativa não se alteraram, os três grandes venceram os seus respetivos jogos, pelo que o “normal” foco colocado da arbitragem não tem acontecido nos últimos dias, ainda que tenha havido algum foco de atenção, colocado pelo SL Benfica, sobre a arbitragem do Rio Ave FC – Sporting CP, que já vamos analisar neste artigo, entre outros lances.

Com Pavê à mistura, o Tour 2018 poderá ser “inferno” para Froome?

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Cabeçalho modalidadesFoi no passado dia 17 de Outubro que foi apresentado o percurso da Volta à França 2018 e com algumas novidades.

A 105ª edição do Tour irá contar com duas novas chegadas ao alto,  La Rosiere, nos Alpes, e o Col de Portet, nos Pirenéus, cujo formato de 65 quilómetros é, de facto, uma novidade fora do normal.

Continuando nas novidades, a etapa nove traz-nos uma etapa completamente atípica, com 15 sectores de pavê, algo que irá pôr os favoritos à geral em alerta máximo, pois trata-se de um terreno em que não estão habituados a correr e que pode vir a trazer problemas, tanto a nível mecânico, como a nível de quedas, situações que podem virar do avesso a classificação geral. Lembrando o Tour de 2015, na etapa quatro, onde houve pavê e onde também os favoritos passaram por dificuldades.

A inclusão do “inferno do norte” no Tour 2018 é a grande novidade deste percurso Fonte: MoSports
A inclusão do “inferno do norte” no Tour 2018 é a grande novidade deste percurso
Fonte: MoSports

A Grand Départ vai ocorrer na região de Pays de Loire, mais em concreto na ilha de Noirmoutier-en-l´ile, e a partida iniciar-se-á a 07 de Julho.

As etapas da primeira semana apresentam quase todas um perfil plano, como tem sido apanágio das várias edições do Tour, até aqui nada de novo, só mesmo a nona etapa, que referi anteriormente, e também um contra-relógio colectivo de 35 km em Cholet irão ter mais ou menos dificuldades. 

Nesta primeira semana, destaco a etapa cinco como uma etapa que pode apresentar algum espectáculo, etapa essa de média montanha onde os corredores mais explosivos e combativos podem dar espectáculo. A chegada a Quimper  irá premiar com certeza o corredor mais combativo e audaz.

Resumindo esta primeira semana, veremos quem será o sprinter em melhor forma, e em termos de liderança da prova possivelmente a equipa que ganhará o contra-relógio colectivo deverá ter o ciclista que levará à camisola amarela até ao fim da primeira semana , isto se a etapa em pavê não causar estragos na geral.

Feita análise à primeira semana, passemos agora para a segunda semana do Tour, semana essa onde se verão as primeiras movimentações na liderança.

Bas Golos

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Bas Dost é sinónimo de golos em Alvalade… muitos!

Desde que chegou à equipa verde-e-branca e começou a trabalhar com Jorge Jesus, o leão voador holandês nunca mais parou de facturar. Esteve algum tempo sem marcar e já se especulava que tinha perdido o jeito. Chegaram jogadores de renome mundial a Alvalade, como foi disso exemplo Doumbia, mas nem assim o matador holandês deixou de ser a figura máxima dos golos na equipa leonina.

Com a camisola verde-e-branca foram já 45 golos marcados em menos de uma época e meia e, no ano passado, esteve taco-a-taco com Lionel Messi na luta pela Bota de Ouro até ao final. É preciso recuar a 2011/2012 para ver um Bas Dost tão goleador como aquele que vemos agora em Alvalade e num campeonato que pouco tem a ver com o nosso, a nível de resultados finais da partida.

Este ano, seguramente que o melhor Bas Dost ainda está por chegar… actualmente tem uma média de um golo a cada 115 minutos, mas contra o Desportivo de Chaves foram três golos em 65 minutos, o que comprova que a qualquer momento o avançado holandês pode mudar esta média. Nem é só por um jogo fantástico que Bas Dost mostra tudo o que vale, nem é por dois, três ou até quatro jogos sem marcar que podemos afirmar que deixa de saber fazer aquilo que melhor sabe.

O melhor amigo de Bas Dost para os golos tem sido o "pequeno" Daniel Podence, mas ainda agora se provou que tudo pode mudar e Battaglia poderá também sê-lo. Fonte: Sporting CP
O melhor amigo de Bas Dost para os golos tem sido o “pequeno” Daniel Podence, mas ainda agora se provou que tudo pode mudar e Battaglia poderá também sê-lo.
Fonte: Sporting CP

Um goleador vive de golos, mas vive essencialmente daquilo que a equipa consegue produzir para si. Jorge Jesus já mostrou esta época que tem várias tácticas a utilizar consoante o adversário. Aquelas que metem Podence a servir Bas Dost, são as que mais golos tem dado ao leão voador. Mas tudo pode mudar. Agora em Vila do Conde foi o improvável Battaglia a servir o ponta de lança.

E só a título comparativo, para aqueles que falaram da “seca de golos”, esta época em dez jogos para o campeonato, o goleador leva oito golos… o ano passado, pela mesma altura… levava seis (apesar de ter menos jogos realizados do que este ano). Não quero ter só o melhor marcador do campeonato. Quero ser o Campeão Nacional! E se para isso for necessário sacrificar a média de golos do internacional holandês… que assim seja!

Mas acredito que seja possível conciliar as duas coisas! E espero que no próximo jogo em Alvalade a música dos Thunderstruck toque novamente no sistema de som!

“NA, NA, NA, NA, NA… BAS DOST”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Ai, Jesus!

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Há coisas que nos custam muito aceitar. Uma delas é o Licá ser jogador de futebol, outra, é a exibição do Sporting em Vila do Conde. Jorge Jesus voltou a repetir o onze que cilindrou o Chaves e em querer repetir a dose frente ao Rio Ave. Estavas enganado Jorge!

A teimosia em não querer libertar Podence para a ala direita é tão revoltante como cada convocatória com o nome de Alan Ruiz na lista. Não que o baixinho jogue mal atrás de Bas Dost mas por ser a melhor e mais viável alternativa a Gelson Martins. Com o “espalha magia” em baixo de forma e índices físicos abaixo da reserva de bateria, não existe outro jogador, de momento, capaz de fazer aquela posição com a mesma qualidade. Recordamos que Iuri queimou tantas oportunidades como o Coentrão queima o filtro de cada cigarro que fuma. Alan Ruiz, o lesionado crónico, é o cromo número um da caderneta de flops de 2017. Quem resta? Podence! Ao mesmo tempo que os minutos iam passando, a ansiedade aumentava. A indigestão de ver um jogo destes ao mesmo que se janta provoca uma azia tão descomunal como um convite de um jantar de aniversário no restaurante do Barbas. Os leões souberam respeitar os Vilacondenses, mas, em demasia. O Rio Ave tem uma equipa com grande qualidade e com jogadores tecnicamente evoluídos. O erro? Esteve na forma como a pressão foi abordada e na falta de mais um médio. Acuña esteve apagado, cumprindo apenas na ajuda defensiva a Fábio. Bruno Fernandes perde bastante qualidade quando joga a 8 e sir William, com quase meia equipa do Rio Ave à sua volta, não conseguiu ter tempo para respirar.

Bas Dost voltou a decidir, marcando o seu oitavo golo no campeonato Fonte: Sporting CP
Bas Dost voltou a decidir, marcando o seu oitavo golo no campeonato
Fonte: Sporting CP

As substituições foram, novamente, mal definidas. Como dito, a retirar do jogo, seria Gelson ou Acuña para colocar Podence na ala. A entrada do tanque Batta era inevitável para quebrar contra-ataques, dar agressividade ao meio campo e libertar William que estava a ser mais pressionado do que as fotos da Paula Bobone nas redes sociais. A equipa verde e branca melhorou na segunda parte, mas, mesmo assim, não foi suficiente para se superiorizar. Teve a sorte do jogo, com destaque para Rui Patrício. O guardião do templo estava intransponível e mais depressa acabava de escrever este texto do que o Rio Ave marcava um golo. O internacional português salvou o Sporting de uma derrocada precipitada, mantendo os leões vivos até ao apito final. Com a entrada de Doumbia em campo, o risco aumentou e os últimos dez minutos seriam de matar ou morrer. A sorte, que tantas temporadas tem faltado, esteve no limite da cabeça do gigante holandês. Deste jogo, ficam para a história os três, importantíssimos pontos. No final, é certo que ninguém se irá lembrar dos dezanove remates do Rio Ave contra os cinco do Sporting, tal como, não me lembro da última vez que Pedro Guerra passou na rua sem levar um calduço.

O pior a retirar foram as lesões de Piccini e Mathieu. Dois jogadores, de peso, que irão falhar a partida desta terça-feira frente à Juventus. Jorge Jesus teve três dias para preparar Ristovski e André Pinto para os gigantes Higuaín, Dybala e companhia. É certo que os italianos vêm mais desgastados e Massimiliano Allegri irá preparar uma equipa coesa, com pouco espaço para os avançados leoninos jogarem e trocarem a bola. No ataque irá colocar jogadores rápidos e é aqui que o Sporting terá de ter atenção para não se deixar apanhar pela velocidade da vecchia signora. O onze italiano não deverá ser muito diferente do seguinte: Buffon na baliza, a defesa composta por cinco jogadores com Lichtsteiner à direita, Alex Sandro à esquerda e no centro Barzagli, Chiellini e Rugani. No meio campo estarão Khedira e Pjanic ou Matuidi e a frente de ataque com Douglas Costa, Higuain e Dybala ou Cuadrado.

Rui Patrício foi o homem do jogo, garantindo a vitória com defesas brilhantes Fonte: Sporting CP
Rui Patrício foi o homem do jogo, garantindo a vitória com defesas brilhantes
Fonte: Sporting CP

A Juventus irá querer retirar espaço às alas, com dois jogadores no apoio aos laterais e no ataque a pisarem mais a zona central para provocar superioridade na zona de finalização. Desta feita e tendo em conta os jogadores lesionados, o Sporting deverá apresentar Rui Patrício na baliza. Na defesa Ristovski, Coates, André Pinto e Coentrão. No meio campo, Battaglia, William e Bruno Fernandes e na frente Acuña e Gelson Martins no apoio a Doumbia ou Bas Dost. É certo que este será o onze mais provável, mas como conhecedor das invenções do “Chiclas”, o crânio JJ poderá ter alguma na manga para surpreender a formação italiana. Seja que formação for, o “Ai Jesus” vivido na partida de Vila do Conde poderá ser o eufemismo agradável do reverso da moeda. Se jogar bem não faz pontos e jogar mal traz vitórias impensáveis, que se repita a vitória pela margem mínima com mais uma grande exibição de Patrício. Que se leve a decisão até ao apito final da derradeira jornada da Champions.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Corinthians, líder ameaçado

Cabeçalho Liga Brasileira

O Corinthians foi o time mais surpreendente do futebol brasileiro em 2017, pelo menos até o final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O primeiro semestre do Timão foi fantástico. O título do Campeonato Paulista, a invencibilidade de cinco meses – nesse período o Corinthians ficou 34 jogos sem perder – e um aproveitamento incrível de 82,5% no primeiro turno do Brasileirão fizeram que a equipe do Parque São Jorge fosse considerada a sensação nacional. Se considerarmos que o elenco corintiano chegou a ser apontado no início do ano como apenas o quarto mais forte do estado de São Paulo e que os seus rivais – locais e nacionais – possuíam um poder de investimento muito maior, todos os elogios dados à equipe e ao treinador Fábio Carille eram justificáveis.

Porém, o returno do Brasileirão começou e o futebol corintiano despencou. Curiosamente em julho o treinador Renato Gaúcho, do Grêmio, soltou a seguinte frase: “O Corinthians vai despencar.

Anote o que estou falando.” O presságio do treinador gremista acabou acontecendo. Na época o Grêmio era o principal concorrente do Corinthians pelo título brasileiro. Entretanto, o treinador gremista não contava que a sua equipe também iria despencar no returno. É verdade que o Grêmio está na semifinal da Copa Libertadores e por isso mesclou em alguns jogos a sua equipe que foi à campo no Campeonato Brasileiro. Mas se considerarmos apenas os resultados brutos no returno o Grêmio vai mal.

O técnico Fábio Carille precisará “resgatar” um pouco do Corinthians do primeiro semestre para que o time vença o Campeonato Brasileiro Fonte: r7.com
O técnico Fábio Carille precisará “resgatar” um pouco do Corinthians do primeiro semestre para que o time vença o Campeonato Brasileiro
Fonte: r7.com

Os 82,5% de aproveitamento corintiano no primeiro turno caiu para apenas 36% se considerarmos apenas o segundo turno. Essa é uma diferença brutal de aproveitamento que jamais foi vista na história dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro. O futebol apresentado atualmente pela equipe é bastante fraco. A equipe não consegue ter o controle do jogo e exercer sua agressividade em campo, principalmente em Itaquera quando se espera mais intensidade do time. No primeiro turno o futebol corintiano não era vistoso – como não é de qualquer equipe do futebol brasileiro – mas o time correspondia em campo. Jogava mais compactado, não dava espaço para as investidas adversárias, atuava de forma cirúrgica e fazia o famoso “jogo por uma bola”. Os resultados vieram e essa “gordura” adquirida na primeira metade da competição está sendo gasta a todo direito no returno.

A queda de rendimento do Corinthians está ligada a queda do rendimento de seus principais jogadores. Os laterais Guilherme Arana e Fágner; os meias Jadson e Rodriguinho e o atacante Romero estão apresentando um futebol abaixo da crítica. Esses cinco jogadores foram destaques da equipe no primeiro turno – juntamente com o centroavante Jô que continua em uma boa fase – mas aparentam que “desaprenderam” a jogar.

Para a sorte corintiana os seus rivais diretos ao título brasileiro também não cansam de tropeçar. Porém, com os últimos insucessos da equipe e a evolução de Palmeiras e Santos a diferença para o segundo colocado que era superior a 10 pontos caiu para apenas seis pontos. Restando ainda 24 pontos para ser disputado na competição o título corintiano que parecia certo começa a estar em dúvida.

A certeza que temos é que o futebol apresentado pela equipe no primeiro semestre não será mais visto nessa temporada. Algumas convicções do treinador – relacionadas à formação da equipe – precisam mudar rapidamente e os jogadores necessitam mostrar mais qualidade em campo. Apenas assim o título brasileiro continuará com chances de ir para o Timão.

Foto de capa: Folha.uol.com.br

Rafa, de promissor a prescindível

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Em 2016, Rafa Silva, era talvez o jogador mais promitente do campeonato nacional, o que levou o Benfica, no dia 31 de Agosto, a abrir os cordões à bolsa para realizar a transferência mais cara de um jogador português, realizada em Portugal.

Esta transferência custou a Luís Filipe Vieira cerca de 16,4 milhões de euros, um dos mais altos investimentos do Campeão português e, se a memória não me falha, o jogador na altura estava a ser disputado pelos 3 grandes, com o Porto em alegada vantagem na corrida mas à última hora prevaleceu a vontade do Rafa e este rumou à capital. A insatisfação no Dragão aliás, foi tanta que chegou a originar uma acesa troca de palavras entre os dirigentes do Porto e do Braga.

Com 24 anos, surgiu no plantel do Benfica como uma opção muito válida para colmatar a saída de Nico Gaitán para o Atlético de Madrid, e eu própria, que nutro uma profunda admiração pelo futebol praticado por Gaitán, também fiquei convencida que Rafa daria conta do recado. Para além das expectativas, o investimento feito teve um peso grande naquela época, no entanto o pior aconteceu e o Rafa lesionou-se logo a 9 de Setembro, na cixa direita, na primeira aparição de águia ao peito, num jogo que ganhámos frente ao Arouca (2-1), o que custou a sua ausência nos dez jogos seguintes.

É evidente que entrar no plantel do Benfica logo de caras não é uma tarefa fácil, dada a adaptação aos novos colegas e ao novo esquema tático e dada a exigência de ser jogador do então tricampeão (muito diferente, diga-se, de jogar no SC Braga). Contudo, se a estes fatores, acrescermos a lesão que o obrigou a parar 2 meses, percebemos o que atrasou a sua adaptação no primeiro ano na Luz mas, com o tempo que daí já decorreu, começam a faltar desculpas para o fraco desempenho de Rafa.

Rafa não consegue corresponder às expectativas do clube e adeptos Fonte: Rafa Silva
Rafa não consegue corresponder às expectativas do clube e adeptos
Fonte: Rafa Silva

Durante a época foi aparecendo nos espaços que lhe eram destinados mas sempre com uma presença muito intermitente e exibições cinzentas e que sabem a pouco. Em 31 jogos, a maioria como suplente mas a acabar por ser utilizado, marcou apenas 2 golos, 2 grandes golos é verdade, de nítida capacidade técnica acima da média, mas mais uma vez é pouco para um jogador na sua posição e com as suas características.

Assim e a ver este cenário negro, Rui Vitória desvalorizou e fez até um comentário interessante, a meu ver, numa conferência de imprensa: “Não me preocupo com os preços, nem com os salários. Desgasto-me com aquilo que me deve desgastar. Para irmos daqui a qualquer cidade é só meter no GPS, que ele dá vários caminhos e chegamos ao destino. Mais minuto ou menos minuto, chegamos ao destino. Por vezes a fase de adaptação é mais difícil e às vezes não é preciso fazer 90 minutos para ser herói. Chega alguém e em dez minutos passa a ser idolatrado por toda a gente. Não estou a particularizar com o Rafa, mas isto já aconteceu muitas vezes com jogadores que vinham de fora. Tem tempo para render e vai fazer muitos golos, cheira-me”. De facto o treinador do Benfica tem toda a razão na observação feita mas parece-me que estava a tentar encontrar uma justificação para o falhanço, não só de Rafa, mas dele próprio em relação a esta situação.