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Antigo avançado do Real Madrid sem dúvidas: «Contrataria José Mourinho»

Pedrag Mijatovic não tem qualquer dúvida, afirmando que contrataria José Mourinho para o comando técnico do Real Madrid.

Pedrag Mijatovic, antigo avançado do Real Madrid, deu uma entrevista à Cadena SER, onde foi questionado sobre o possível futuro treinador dos merengues. O sérvio admitiu que o melhor nome é o de José Mourinho:

«É um homem com muito carácter e personalidade. A equipa já não ganha nada há dois anos e precisa de alguém com mão firme. Precisa de um treinador que imponha o máximo respeito aos jogadores. Se eu fosse diretor desportivo neste momento, não teria qualquer dúvida: contrataria José Mourinho como treinador do Real Madrid».

Pedra Mijatovic passou pelo Santiago Bernabéu entre 1996 e 1999, depois de ter passado com destaque pelo Valência. Também já foi diretor geral do Real Madrid. Os blancos estão dispostos a oferecer um contrato válido até 2028 a José Mourinho.

Liverpool pensa contratar um dos defesas em destaque de 2025/26

O Liverpool pode avançar para a contratação de Marc Pubill, que se assumiu como indiscutível no Atlético Madrid.

Marc Pubill pode ser um dos protagonistas do próximo mercado de transferências, depois de se ter assumido como titular indiscutível no Atlético Madrid. De acordo com o jornalista Jorge García, o Liverpool pode avançar com uma oferta pelo espanhol, que pode assim trocar de emblema em breve.

O Atlético Madrid quer renovar o contrato do defesa, já que o mesmo tem uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros, valor visto como acessível para os tubarões europeus. Marc Pubill chegou ao Metropolitano no verão de 2025, depois de passar pelo Almería (onde foi alvo do Benfica).

O espanhol foi adaptado a defesa central, onde se assumiu como um dos melhores da Europa. Marc Pubill tem 22 anos e esta temporada soma 32 encontros disputados, com uma assistência. O seu atual contrato termina apenas em 2030.

Imprensa internacional garante que José Mourinho já falou com Florentino Pérez: Eis as promessas e exigencias do ‘Special One’

Segundo a imprensa internacional, José Mourinho está a negociar com Florentino Pérez para assumir o Real Madrid. O técnico promete resolver os problemas disciplinares da equipa, mas exige mais poder sobre as contratações.

Segundo avança em exclusivo o portal TEAMtalk, José Mourinho manteve longas conversações com Florentino Pérez sobre um possível regresso ao Real Madrid para substituir Álvaro Arbeloa. O técnico português, que atualmente comanda o Benfica, informou o presidente merengue de que tem a capacidade necessária para restaurar a união e o controlo face à instabilidade vivida nos bastidores do clube.

Durante as conversas, Florentino Pérez terá atualizado Mourinho sobre vários problemas internos, incluindo o recente desentendimento no centro de treinos entre Federico Valverde e Aurélien Tchouameni, bem como a situação conturbada em torno de Kylian Mbappé. Mourinho está convencido de que a sua personalidade e nível de exigência resolverão rapidamente estas questões.

No entanto, refere o TEAMtalk, para aceitar o cargo, Mourinho exigiu um envolvimento significativamente maior na estrutura de futebol e na estratégia de transferências do que aquele que tem sido concedido aos treinadores.

Florentino Pérez Real Madrid
Fonte: Real Madrid CF

José Mourinho analisado pela imprensa espanhola: «Florentino acredita que ele é um dos poucos treinadores capazes de encarar Mbappé, Vinícius, Valverde e o resto das estrelas sem vacilar»

José Mourinho tem sido apontado como possível sucessor de Álvaro Arbeloa no comando técnico da equipa principal do Real Madrid.

José Mourinho tem sido associado ao Real Madrid com força nos últimos dias e o Diario Sport dedica um artigo ao treinador português, referindo que Florentino Pérez tem uma relação de profundo respeito com o técnico. O texto elogia algumas caraterísticas do ainda líder do Benfica:

«Florentino pensa nele porque sabe exatamente o que ele lhe pode oferecer. Conhece-o bem, mantém com ele uma relação de total respeito e está convencido de que nunca perderia o controlo do balneário. Além disso, Mourinho tem algo que, neste momento, parece imprescindível no Real Madrid: carácter, autoridade e capacidade para competir sob pressão máxima. O seu futebol pode agradar mais ou menos, mas as suas equipas competem sempre. E, acima de tudo, Florentino acredita que ele é um dos poucos treinadores capazes de encarar Mbappé, Vinícius, Valverde e o resto das estrelas sem vacilar. Tudo dependerá do Clássico. Se o Barça vencer, a decisão poderá acelerar-se».

Álvaro Arbeloa não vai prosseguir no Santiago Bernabéu e José Mourinho perfila-se para regressar ao clube onde esteve entre 2010 e 2013. A sua cláusula de rescisão é de três milhões de euros. Pode assinar um contrato válido até 2028.

Tribuna VIP: O problema do Real Madrid não é a agressão, é o que ela revela da sua estrutura

João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site. O técnico de 52 anos já orientou o Dziugas da Lituânia, o Vaulen da Noruega e o Naft Maysan, do Iraque, e esteve na formação do Al Batin e Hajer Club da Arábia Saudita.

No futebol de alta competição, os conflitos dentro de um balneário sempre existiram. Existiam no passado, existem hoje e continuarão a existir no futuro, um balneário é um espaço de pressão constante, ego, competitividade, desgaste emocional e luta diária por espaço, estatuto e poder interno.

O problema não é o conflito. O verdadeiro problema começa quando o conflito deixa de ser controlado pela cultura do grupo, pela liderança interna e pela autoridade natural que um grande balneário deve ter.

As notícias vindas do Real Madrid sobre a alegada agressão entre jogadores (Tchouaméni e Valverde) (Rudiger e Carreras) durante o treino e depois no balneário levantam uma questão muito mais profunda do que o episódio em si. Porque situações destas raramente aparecem do nada, normalmente são apenas o sintoma visível de algo que já vinha sendo alimentado internamente.

Federico Valverde Real Madrid
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E aqui entra uma palavra fundamental no futebol moderno, liderança.

Os grandes clubes sempre tiveram líderes fortes dentro do balneário, jogadores capazes de travar excessos antes que os problemas explodissem. Jogadores que percebiam que o símbolo do clube estava acima do ego individual, jogadores que protegiam diariamente a cultura competitiva da equipa.

Hoje, em muitos contextos, sente-se exatamente o contrário, equipas extremamente talentosas, mas emocionalmente frágeis. Balneários onde o estatuto chega antes da maturidade competitiva, jogadores preparados para lidar com a exposição mediática, mas nem sempre preparados para sustentar emocionalmente o peso competitivo de representar clubes gigantes.

E depois existe outro problema moderno, ganhar esconde muita coisa. Enquanto a equipa vence, muitos sinais passam despercebidos. Pequenas divisões internam, falta de compromisso sem bola, frustrações acumuladas, desgaste emocional, quebra de ligação entre treinador e grupo. Tudo isso fica escondido pelos resultados… até ao dia em que explode.

Antonio Rudiger Real Madrid
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

É precisamente aqui que a situação do Real Madrid se torna interessante de analisar do ponto de vista de treinador.

Xabi Alonso chegou ao clube com uma ideia muito clara daquilo que pretendia construir, um treinador que transmite exigência, disciplina, intensidade competitiva, responsabilidade coletiva e rigor diário. Um treinador que percebe que cultura competitiva não se constrói apenas com talento, mas sim com compromisso permanente e hoje podemos olhar para o PSG de Luís Enrique.

Mas o futebol moderno criou um problema perigoso em muitos clubes de elite, a dificuldade em proteger a autoridade do treinador quando ela entra em choque com o conforto das estrelas.

Implementar cultura competitiva exige coragem, mas sustentá-la exige ainda mais coragem por parte da estrutura. Porque no momento em que um clube decide proteger nomes em vez de proteger princípios, o balneário percebe imediatamente onde está o verdadeiro poder, e quando isso acontece, a autoridade do treinador começa lentamente a desaparecer.

Comunicado Real Madrid Tchouaméni Valverde
Fonte: DAZN

No futebol, os jogadores percebem tudo, percebem quando existe liderança forte, quando existem limites claros, e também percebem rapidamente quando esses limites deixam de existir.

Ao longo da minha carreira também vivi situações semelhantes, e aprendi algo muito cedo e tem sido sempre uma das minhas regras, nenhum jogador é mais importante do que o grupo.

Mesmo em contextos difíceis, sempre preferi afastar jogadores que não entendiam isso do que correr o risco de perder o balneário. Porque no momento em que o treinador perde o controlo emocional e cultural do grupo, começa lentamente a perder a equipa.

No futebol moderno fala-se demasiado de modelo de jogo, saída a três, pressão alta, métricas físicas e análise de dados. Tudo isso é importante, mas continua a existir algo que nenhuma tecnologia substitui, liderança. E quando ela desaparece, até os maiores clubes do mundo ficam expostos e o Real Madrid é um exemplo claro, talvez por isso o nome de José Mourinho é visto como situação para liderar o grupo, José Mourinho nunca teve problemas em bater de frente com «estrelas».

Foi apontado ao comando do AVS SAD e vai ficar novamente livre no mercado

Borja Jiménez não vai ficar no Sporting Gijón depois do final da época. O espanhol chegou a ser apontado ao AVS SAD.

Borja Jiménez foi apontado ao AVS SAD no começo da época, numa altura em que os nortenhos procuravam um sucessor para José Mota. O espanhol chegou mesmo a ver uma partida no estádio, mas não houve acordo. O técnico assinou mais tarde pelo Sporting Gijón, mas a sua aventura nas Astúrias está perto do fim.

De acordo com a Cadena COPE, o treinador vai deixar o El Molinón no final da presente temporada, já que não acredita que a direção do Sporting Gijón possa criar um plantel suficientemente bom para lutar pela promoção à La Liga e vai tentar um acordo para sair, já que o seu contrato termina em 2027.

Já existem vários técnicos apontados ao clube como Javier Calleja, Julián Calero, José Juan Romero ou Alberto González. A decisão será tomada depois do final da época. Borja Jiménez tem 41 anos e conseguiu até ao momento 14 vitórias em 33 partidas. Já passou pela La Liga, ao serviço do Leganés.

UFC 328: Tensão de cortar à faca

O UFC 328 é um momento de reflexão sobre o limite do “trash talk” e da linha ténue entre vender uma luta, e a verdade.

Khamzat Chimaev e Sean Strickland defrontam-se em Nova Jersey, mas o que está a roubar toda a atenção nem é o duelo no octógono, mas sim toda a controvérsia que antecede a luta.

Khamzat Chimaev (C) x Sean Strickland (3#)

O americano e o checheno não se podem ver à frente, com ameaças de morte, ataques religiosos, políticos e familiares. Outrora companheiros de treino, agora são inimigos mortais, que exigem segurança extra por parte do UFC, porque cada vez que estão no mesmo ambiente, a tensão é elevada.

A inimizade começou antes mesmo do anúncio da luta, talvez como estratégia de captar atenção e empurrar este duelo ao invés de outros, mas parece que se perdeu o controlo e agora não há volta a dar, e chegam a ponderar estar a vida de algum em risco.

No papel este encontro, a meu ver, não é tão tenso como todo o “build-up”, Chimaev parece imparável com 84kg, e o seu estilo é o melhor para combater a postura de manutenção de distância do americano, que usa os jabs, pontapés na zona do torso, para impedir a aproximação do adversário e ir pontuando.

Mas Khamzat é um pesadelo para esse estilo de jogo, porque ele vai entrar no espaço para a queda, custe o que custar, e não vai permitir ficar-se na distância do jab. E quando conseguir o bodylock clássico, será difícil para o Sean Strickland conseguir sair.

A luta pode tomar outro rumo se esta tensão se refletir na luta, e os planos de luta serem colocados no lixo e entrem numa guerra, aí as chances do americano sobem, embora o seu queixo seja comprometido como todos sabemos.

Joshua Van (C) x Tatsuro Taira (3#)

Depois de vencer o título de forma caricata, com uma lesão do ex-campeão Pantoja nos primeiros 40 segundos, Joshua Van vai agora defender o seu cinturão e ter a sua primeira experiência em lutas pelo cinturão no UFC (visto que na anterior, mal teve tempo para se mostrar).

Terá pela frente a sensação japonesa Tatsuro Taira, que vem de vitória frente ao também ex-campeão Brandon Moreno.

Um duelo que promete trazer uma experiência frenética, a qual a divisão dos pesos-mosca nos tem vindo a habituar.

A meu ver o favoritismo está do lado do japonês, que embora esteja a estrear numa luta por cinturão no UFC, já está habituado à pressão de grandes lutas, por ser uma estrela do MMA japonês, no RIZIN, onde lutou para plateias imensas.

Joshua Van, embora a luta tenha durado apenas 40 segundos, não parecia estar no mesmo nível do Pantoja, e isso por si só não quer dizer nada, porque talvez nem Tatsuro Taira esteja, mas o japonês é mais testado e tem mais credenciais, e acho que sairá vencedor.

O evento ainda contará com o embate de pesos-pesados de Volkov contra “Salsa Boy”, o atleta sensação da categoria (embora agora tenha sido um pouco ofuscado por Hokit), que em caso de vitória categórica, pode intrometer-se no topo da tabela e nas disputas pelo cinturão.

Na luta anterior a essa, temos Sean Brady x Joaquin Buckley, um duelo que irá movimentar o meio do ranking dos pesos meio-médios, e definir o “gatekeeper” da divisão.

O UFC 328 traz um evento principal bastante polêmico, que pode continuar a propagar-se para além da luta no domingo, esperemos que não sejam cometidos atos que manchem o desporto.

5 melhores jogos da época do FC Porto

A época 25/26 fica para a história como o retorno do FC Porto às vitórias, nomeadamente pela conquista do 31.º campeonato da sua história. Uma equipa que se revelou competitiva ao poder alcançar um recorde de pontos na Liga Portuguesa (91) já com a vitória garantida, esteve perto de retornar à final da Taça de Portugal (queda nas meias-finais num duelo equilibrado com o Sporting) e chegou aos quartos de final da UEFA Europa League (após uma eliminatória bem disputada com o Nottingham Forest).

Será discutível a existência de uma exibição da equipa de Farioli que tenha “enchido o olho” aos adeptos do FC Porto, do futebol em geral ou de um jogo que tenha ficado para a posteridade. No entanto, foi inquestionável o desempenho e a consistência da coletividade azul e branca em busca da vitória e de resultados importantes em busca dos objetivos. Aqui ficam cinco jogos que marcaram a época dos dragões.

5.

Pepê Tiago Silva FC Porto Vitória SC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

FC Porto 3-0 Vitória SC (1.ª Jornada) – Foi o arranque com muita expetativa. A equipa azul e branca aparentava já estar virada para um novo ciclo e com sangue novo, após um defeso muito prometedor. Além existir o fator extra do clube ter perdido seis dias antes o seu diretor do futebol e histórica lenda dos dragões: Jorge Costa. Tanto Francesco Farioli como os jogadores queriam entrar na Liga com o pé direito e reencarnar o “espírito do dragão” do antigo capitão.

Para iniciar a Liga, Farioli colocou o seguinte onze: Diogo Costa (C), Alberto Costa, Nehuén Pérez, Bednarek, Martim Fernandes, Alan Varela, Foholdt, Gabri Veiga, Pepê, Borja Sainz e Samu.

Pelo Vitória SC, Luís Pinto selecionou: Charles Silva, Maga, Nóbrega, Borevkovic, João Mendes, Nuno Santos, Tiago Silva, Tomás Handel (C), Vando Silva, Gustavo Silva e Camara.  

A equipa vimaranense até entrou melhor no jogo, criando logo uma oportunidade antes do jogo completar um minuto. Após um alívio de Martim Fernandes, a bola veio para Gil Silva que coloca em boa posição Tiago Silva e num remate à entrada da área quase batia Diogo Costa. A partir daí e durante grande parte do tempo, os azuis e brancos tomaram conta da partida. Aos 12 minutos e aproveitado espaço deixado na defensiva vitoriana, Samu coloca em Borja Sainz e o extremo espanhol toca para deixar Pepê em boa posição, que pica a bola por cima de Charles Silva e coloca o FC Porto em vantagem. Até aos 25 minutos, a vantagem podia ter sido dilatada, tendo os dragões tido oportunidades flagrantes por Froholdt e Samu. Um minuto depois e durante a conversão de um lance de bola parada, Alberto Costa cruza e Samu cabeceia para o fundo das redes. Com o ponta de lança espanhol a ter oportunidade duas vezes para bisar e com Camara a obrigar Diogo Costa a boa defesa, o resultado acabou por não se voltar a alterar na primeira parte.

Jogadores FC Porto
Diogo Cardoso / Bola na Rede

No segundo tempo, a equipa portista continuou a pressionar em busca do reforço da vantagem, tendo sido a melhor oportunidade aos 48 minutos. Gabri Veiga deixa Borja Sainz descobre Borja Sainz que obriga Charles Silva a defender para canto. O golo seguinte só surgiria meia-hora depois, depois do ritmo de jogo ter abrandado e ambos os técnicos terem feito diversas alterações nas formações. Aos 78 minutos, Stephen Eustáquio remata fora da área e Charles Silva defende para a frente, Samu adianta-se à defesa do Vitória SC e faz a recarga com sucesso. Estava feito o resultado. Depois de Froholdt ter uma oportunidade aos 82 minutos, Eustáquio ainda fez o quarto golo a passe de Luuk De Jong, mas seria anulado por fora de jogo do avançado holandês.

Um arranque forte e prometedor, que correspondia às expetativas dos adeptos azuis e brancos e seria uma base para o que se seguiria. Até ao primeiro clássico da época (Alvalade à quarta jornada), seguiram-se duas boas vitórias contra Gil Vicente (2-0 em Barcelos) e Casa Pia AC (4-0) que sustentaram um arranque forte muito favorável a uma caminhada que se pretendia vencedora no final.

4.

FC Porto x Estugarda
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

FC Porto 2-0 Estugarda (2.ª mão dos oitavos da Europa League) – Após um bom triunfo em Estugarda uma semana antes (2-1), a equipa de Farioli tinha agora o desafio de manter a vantagem e quiçá aumentá-la na “Invicta” e perante os adeptos. Contudo, ia ser um desafio intenso pela vontade que os germânicos iam trazer para virar a eliminatória.

Pela equipa azul e branca, entraram em campo: Diogo Costa (C), Alberto Costa, Thiago Silva, Bednarek, Zaidu, Fofana, Pablo Rosario, Rodrigo Mora, William Gomes, Borja Sainz e Moffi.  

Pela equipa alemã foram titulares: Nubel, Luca Jaquez, Chabot, Hendriks, Mittelstadt, El Khannouss, Karazor (C), Stiller, Chris Fuhrich, Deniz Undav e Demirovic.

Durante os primeiros quinze minutos, o Estugarda foi dominador e criou diversas oportunidades, obrigando Diogo Costa a intervir de forma decisiva por duas vezes (dois e oito minutos). Foi quando o FC Porto procurava equilibrar o encontro, que surge o primeiro golo dos dragões. Aos 21 minutos, Zaidu lança Borja Sainz no lado esquerdo do ataque, quando Karazor quer cortar a bola, a mesma bate no extremo espanhol e vai direta a William Gomes que faz o primeiro golo. A partir daqui o jogo ficava mais equilibrado e com oportunidades para ambos os lados, mas o resultado não se alterou até ao intervalo.

Na segunda parte, o cenário não mudou significativamente. Aos 53 minutos, após um remate bloqueado de Demirovic, Undav remata forte para uma das defesas da noite de Diogo Costa, impedindo o relançar da eliminatória. A mesma ficaria decidida aos 71 minutos. Victor Froholdt encontra uma bola perdida à entrada da área alemã, mas é desarmado nas costas por Undav. Contudo, o dinamarquês não desiste, recupera o esférico e faz a obra prima da noite. Um remate potente de pé esquerdo fora da área, que sentenciou a eliminatória. Até ao final, apenas Martim Fernandes esteve muito perto de marcar em cima dos 90 minutos, após um toque de Froholdt na área e que deixou o lateral portista em boa posição para fazer o terceiro.

Estava carimbado o passaporte para os quartos de final da UEFA Europa League (que seria contra o Nottingham Forest) e um dos melhores rendimentos da época dos dragões contra um adversário exigente.

3.

Pau Victor Gabri Veiga Braga FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Braga 1-2 FC Porto (27.ª Jornada) – À 26.ª jornada, o FC Porto liderava com sete pontos de vantagem de Benfica e Sporting (menos um jogo em atraso, caseiro com o CD Tondela) e era fundamental não perder pontos. Semanas antes a equipa Farioli tinha empatado na Luz a duas bolas depois de estar a vencer por dois golos de vantagem, além de já ter empatado em casa com o Sporting a um golo, consentindo um golo de Suárez mesmo no fim. O embate de Braga era o último “grande jogo” da Liga que restava e uma vitória colocava tudo encaminhado a favor da equipa de Farioli, uma perda de pontos devolvia esperança aos rivais e pressão para os dragões.

Pelos bracarenses jogaram: Lukas Hornicek, Lagerbielke, Niakaté, Arrey-Mbi, Victor Gómez, Florian Grillitsch, Diego Rodrigues, João Moutinho, Zalazar, Ricardo Horta (C) e Pau Victor.

Os portistas titulares foram: Diogo Costa (C), Martim Fernandes, Bednarek, Kiwior, Zaidu, Alan Varela, Foholdt, Gabri Veiga, Pepê, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül.  

A equipa de Farioli entrou melhor no jogo, sendo mais pressionante e criando duas boas oportunidades. Alan Varela acerta perto do poste a passe de Zaidu depois de um canto aos quatro minutos e Oskar Pietuszewski não aproveita um cruzamento de Pepê para desfeitear Hornicek aos sete. A equipa de Crlos Vicens responde e aos 14 minutos, Zalazar assiste Ricardo Horta que atira com algum perigo ao lado da baliza portista. Até ao fim do primeiro tempo, apenas se verificou mais uma boa oportunidade de golo, numa conversão de um livre direto de Gabri Veiga, a bola sai com perigo ao lado da baliza. Nulo ao intervalo.

No prinicípio do segundo tempo, a intensidade aumenta. A equipa bracarense entra mais determinada e está por cima. Aos 52 minutos e após um canto, António Nobre vê um puxão de Gabri Veiga a Niakaté. Zalazar converte a grande penalidade com êxito e coloca o Braga em vantagem. No entanto, até ao fim só houve FC Porto. Nos oito minutos seguintes ao golo de Zalazar, Froholdt força Hornicek a defesa apertada e William Gomes atira com perigo junto ao poste direito, até que o empate chega aos 69 minutos. Do lado esquerdo do ataque portista, Oskar Pietuszewski recebe um passe chipado de Kiwior, foge à marcação e passa a William Gomes que sozinho empurra para o fundo das redes de pé direito. Onze minutos mais tarde, há a reviravolta. Na marcação de um canto, após um ligeiro desvio de João Moutinho a bola sobra para um espaço vazio na área onde aparece Fofana que remata forte de primeira e faz o 2-1. Até ao final do encontro, só existiu mais uma oportunidade flagrande golo e novamente por Fofana. Aos 86 minutos e após um bom entendimento entre o médio costa-marfinense e Moffi, pressionado por Lagerbielke na hora do remate, Fofana atirou ao lado.

Estava vencido mais um jogo decisivo, o último “grande desafio” da Liga para o FC Porto que termina invicto no “campeonato dos grandes” (três vitórias e três empates nos jogos contra Benfica, Sporting e Braga) e mantém uma vantagem confortável para a gestão da sua liderança. Mas veio mais um “susto” na semana seguinte, chamado FC Famalicão (2-2).

2.

William Gomes Angelo Stiller FC Porto Estugarda
Fonte: FC Porto

Estugarda 1-2 FC Porto (1.ª mão dos oitavos da Europa League) – O grande objetivo da equipa azul e branca para 2025/26 foi a Liga Portuguesa. No entanto, apesar de ter sido a competição à qual a equipa de Farioli depositou a maioria do foco e forças, a mesma ainda mostrou qualidade e argumentos na Europa do futebol. No percurso até aos quartos de final da UEFA Europa League, foi absolutamente notável a eliminatória frente ao Estugarda. A primeira mão foi na Alemanha e o desafio era aliciante.

Os germânicos titulares foram titulares: Nubel, Nikolas Nartey, Chabot, Hendriks, Finn Jeltsch, El Khannouss, Karazor, Stiller, Jamie Leweling, Deniz Undav e Demirovic. 

Pelos dragões entraram em campo: Diogo Costa (C), Alberto Costa, Thiago Silva, Bednarek, Zaidu, Pablo Rosario, Fofana, Rodrigo Mora, William Gomes, Borja Sainz e Moffi.

A ausência de alguns titulares (Kiwior, Froholdt, Varela e Pepê) não afetou o rendimento e empenho do coletivo portista. O jogo foi equilibrado e os germânicos até entraram melhor, mas a primeira grande oportunidade foi dos dragões. Aos 19 minutos e a passe de Alberto Costa, William Gomes faz um remate forte e com efeito com o pé esquerdo do lado direito do ataque, bate em cheio na trave. Era o prenúncio do que aí vinha. Apenas um minuto depois, o FC Porto chega à vantagem. Nubel faz um passe longo que não tem o destinatário desejado, Thiago Silva recebe e coloca em Moffi que faz uma “tabelinha” com Borja Sainz e faz o primeiro golo. O avançado nigeriano podia ter bisado quatro minutos depois, quando num contra-ataque Fofana o deixou apenas com um defesa pela frente e obrigou Nubel a grande defesa.

O Estugarda tentava trocar a bola, mas mal conseguia resistir à pressão da equipa de Farioli. Tal se mostrou aos 27 minutos. Zaidu interceta um passe e corre pelo flanco esquerdo, na hora de cruzar é Rodrigo Mora quem estava em posição chave e chuta de pé direito para o fundo das redes. Contudo, os alemães iriam reduzir a vantagem portuguesa antes do intervalo. Aos 40 minutos, Rosario bloqueia um remate de El Khannouss e a bola acaba por sobrar para Undav que bate Diogo Costa de pé esquerdo. Até terminar o primeiro tempo, o Estugarda ainda teve mais duas oportunidades, mas o guardião e capitão portista sempre respondeu em pleno.

A segunda parte foi menos intensa, com o FC Porto a controlar o resultado e ainda a criar algumas ocasiões. A equipa alemã acabou por ter a melhor ocasião do segundo tempo, mas Diogo Costa salvou novamente. No entanto, a equipa de Sebastian Hoeness não mostrou muitos argumentos para uma “remontada”. Os dragões venceram, foram em vantagem para a segunda mão no Estádio do Dragão e realizavam uma das exibições mais competentes fora de casa em 2025/26, no campo de um adversário exigente.

1.

William Gomes Victor Froholdt Sporting FC Porto
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Sporting 1-2 FC Porto (4.ª Jornada) – O primeiro grande clássico da Liga Portuguesa 2025/26 e para “apimentar” o pré-jogo, ambas as equipas só sabiam vencer (arranque com três vitórias para cada lado) e era um duelo entre o campeão em título e um dos pretendentes. Quem vencesse o clássico de Alvalade poderia ficar isolado no topo da tabela.

Rui Borges colocou a titular: Rui Silva, Fresneda, Debast, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas, Morten Hjulmand (C), Kochorashvili, Francisco Trincão, Geny Catamo, Pedro Gonçalves e Luis Suárez.

Os eleitos de Farioli foram: Diogo Costa (C), Alberto Costa, Nehuén Pérez, Bednarek, Francisco Moura, Alan Varela, Foholdt, Rodrigo Mora, William Gomes, Borja Sainz e Luuk De Jong.  

O jogo acabaria por ser um bom espetáculo de futebol, com ambas as coletividades a mostrarem iniciativa em diferentes períodos do jogo e com diversas oportunidades de golo.

O FC Porto entrou mais determinado, tendo Borja Sainz mandado um pontapé de bicicleta ao poste logo aos 13 segundos de jogo. O Sporting cedo também reagiu e criou mais oportunidades até à meia hora de jogo, através de Luis Suárez aos nove minutos (seguido de um lançamento) e Pedro Gonçalves aos 21 minutos (a passe de Suárez e com Alberto Costa a bloquear o remate). Até ao fim do primeiro tempo, a única ocasião pertenceu à equipa de Farioli, com Rodrigo Mora a aproveitar uma bola que sobrou de um duelo aéreo entre De Jong e Hjulmand, entra pelo lado direito da defesa leonina e remata por cima.

Para o segundo tempo, os leões vieram mais determinados e aos 55 minutos, Trincão recebe uma bola de Geny Catamo e remata fora da área, obrigando Diogo Costa a uma boa defesa. Na resposta, os portistas chegavam à vantagem cinco minutos depois. No lado direito do ataque azul e branco, William Gomes mete a bola no espaço entre defesas do Sporting pressentindo a entrada de Alberto Costa que recebe, cruza e a bola vai direta a Luuk De Jong que empurra para o fundo da baliza. Apenas quatro minutos depois, os dragões chegam ao segundo golo. Novamente no lado direito do ataque, William Gomes coloca em Victor Froholdt e o médio dinamarquês devolve ao extremo brasileiro, que consegue fugir dos marcadores diretos para um espaço interior e ainda fora da área remata forte e com bom efeito, sem hipótese para Rui Silva.

A partir da vantagem de dois golos do FC Porto, a equipa de Rui Borges procurou ter ainda mais iniciativa e chegar ao golo para deixar tudo ainda em aberto. Golo esse que chegaria aos 74 minutos. Gonçalo Inácio coloca a bola na área portista através de um passe chipado, Ricardo Mangas cruza e após Bednarek tentar o corte, a bola acaba por bater em Nehuén Pérez e termina dentro da baliza. Até ao fim o FC Porto acabou por defender bem a vantagem e com o Sporting sempre por cima em busca do empate, mas nem dois bons remates de Luis Suárez (aos 83 e 87 minutos, sobretudo o segundo levou Diogo Costa à defesa da noite) acabaram evitar a derrota verde e branca.

Era o primeiro grande triunfo num jogo grande para a Farioli ao serviço do FC Porto e seria muito decisivo, pois a partir de Alvalade, o FC Porto nunca mais largaria a liderança até ao final da Liga.  

Mercado: Sporting muda de ideias em relação a Geny Catamo

Geny Catamo pode ficar no Sporting para a próxima temporada, passando a ter um estatuto diferente dentro do emblema de Alvalade.

Geny Catamo viu o seu estatuto ser mudado dentro do Sporting. De acordo com o jornal A Bola, o emblema de Alvalade não quer vender o extremo moçambicano, ao contrário do que estava estipulado anteriormente. Se chegassem ofertas de 30 milhões de euros, o jogador poderia ser negociado.

O jogador de 25 anos é considerado um dos elementos mais importantes do plantel, com Rui Borges a apreciar as suas qualidades. Geny Catamo e Luis Guilherme deverão assim lutar pelo lugar de extremo direito do Sporting em 2026/27. Todavia, equipas inglesas, francesas e italianas estão a acompanhar a situação.

Geny Catamo soma esta época 44 encontros disputados, com oito golos marcados e quatro assistências. O seu contrato é válido até 2028, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

Álvaro Arbeloa reage à polémica no Real Madrid e reafirma lealdade a José Mourinho: «É um de nós»

Álvaro Arbeloa defende José Mourinho, Fede Valverde e Aurélien Tchouameni e condena as fugas de informação no balneário do Real Madrid.

Álvaro Arbeloa, em conferência de imprensa de antevisão ao ‘El Clásico’ entre Real Madrid e Barcelona, quebrou o silêncio sobre as recentes polémicas que têm envolvido o balneário do Real Madrid, com especial foco em Fede Valverde e Aurélien Tchouameni, não deixando de lado também a sua admiração por José Mourinho. Questionado se ainda considera o técnico português como «um de nós» (uno di noi), Arbeloa foi perentório e respondeu apenas com um: «Sim».

Sobre a situação disciplinar dos seus jogadores, o treinador espanhol elogiou a postura rápida e transparente do clube, bem como o arrependimento demonstrado pelos atletas, recusando crucificá-los na praça pública:

«Estou muito orgulhoso da contundência, rapidez e transparência do clube. E depois, de que os jogadores tenham reconhecido o seu erro, expressado o seu arrependimento e pedido perdão. A mim, isso basta-me. O que não vou fazer é queimá-los numa fogueira pública, porque não merecem. (…) Valverde e Tchouameni merecem que viremos a página, que lhes demos uma oportunidade de continuar a lutar por este clube».

Arbeloa fez questão de afastar qualquer cenário de falta de profissionalismo e comparou a situação ao histórico Juanito, lembrando que errar é humano e que o mais importante é a entrega ao clube. O técnico mostrou-se, contudo, profundamente agastado com os recentes casos de fugas de informação a partir do interior do balneário madridista:

«Que se filtrem coisas que se passaram no balneário parece-me uma traição ao Real Madrid. A este símbolo. Uma deslealdade. Não trabalho na CIA nem nada do estilo. Não estou a acusar os meus jogadores, nem ninguém; não posso fazê-lo. (…) O que se passa com os meus jogadores vai ficar entre eles e eu», rematou.

José Mourinho Real Madrid
Fonte: SL Benfica