Jogo Limpo: análise à 13.ª jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalA 13.ª jornada prometia ser polémica, não fosse esta a jornada do, sempre escaldante, SL Benfica – FC Porto. E as previsões concretizaram-se. Sendo sempre este um jogo difícil de arbitrar por todo o ambiente e foco posto na importância da partida, é muito complicado “julgar” o ser humano que é Jorge Sousa, que, tal como todos nós, se deixa afetar por diversas condicionantes.

Posto isto, devo dizer que Jorge Sousa fez uma arbitragem desastrosa na passada sexta-feira, ao ponto de achar que ambas as equipas têm razões para se sentir prejudicadas. O arbitro do clássico optou por uma estratégia errada para este jogo que foi a do critério alargado. Depois de optar por este critério, e de perceber que não conseguia ter “mão” sobre o jogo, decidiu começar por ser mais “apertado” na sua apreciação, e com isto veio, claro, um erro fatal para um arbitro: a dualidade de critérios. O Benfica tem claras razões de queixa nesse aspeto. Felipe acaba, incrivelmente, este jogo sem ver um cartão amarelo depois de ter protagonizado alguns lances merecedores de tal ação disciplinar, tendo, Jorge Sousa, optado por apenas advertir verbalmente o jogador depois de uma entrada negligente sobre Jonas. O tal critério alargado que eu falei. Mais tarde, em lances idênticos, o arbitro já optou pela ação disciplinar, provavelmente depois de perceber que não iria a lado nenhum com o seu critério alargado.

Havendo dualidade de critérios há sempre razão de quem se queixa, e não se percebe como um arbitro internacional habituado a este tipo de jogos, como é Jorge Sousa, caiu em tal erro. Depois, claro, o Porto também tem as suas claras razões de queixa, principalmente pelo fora de jogo mal tirado a Aboubakar, que não sendo um lance de responsabilidade direta de Jorge Sousa, mas sim do seu arbitro auxiliar, não deixa de ser um erro gravíssimo pelo enorme espaço em que o jogador do Porto se encontrava em jogo. Sou sempre defensor dos árbitros auxiliares no caso dos fora de jogo porque já lá andei e sei o quanto custa tirar foras de jogo milimétricos, mas não consigo desculpar um fora de jogo errado desta dimensão. Revelou uma falta de atenção, ou colocação, por parte do arbitro assistente. Houveram mais lances a prejudicar os dois lados que irão ser analisados mais detalhadamente no espaço destinado a isso mesmo neste artigo.

Finalizo este assunto apenas dizendo que Jorge Sousa está em clara queda na sua carreira. Depois de arbitrar, na minha opinião, muito bem alguns clássicos e derbies, o arbitro portuense tem vindo desde há duas épocas para cá, sensivelmente, a colecionar más arbitragens e arbitragens polémicas. Neste momento vejo Artur Soares Dias e Carlos Xistra como árbitros mais capazes para este tipo de jogos. Não podia também deixar passar esta oportunidade sem lamentar aquilo que se passou no fim de semana com as agressões entre adeptos e para com os árbitros. Esta escalada de violência no futebol português é o reflexo da comunicação que tem vindo a ser usada pelos três grandes e pela comunicação passada pelos principais meios de comunicação, televisões e jornais. Dá-se muito tempo de antena às mensagens de ódio, pelo que não é de admirar que estejamos a chegar a um ponto destes.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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